DEFINIÇÃO DO PROCESSO SENSORIAL
SENSAÇÃO – Processo que detecta a energia física do ambiente e a codifica como sinais neurais,
apreendendo desta forma o mundo externo.
Os sistemas sensoriais permitem aos organismos a obtenção das informações necessárias.
Por exemplo: Nós somos desenhados para detectar quais são, para nós, as condições
importantes do ambiente. Nossos ouvidos são mais sensíveis para ouvir as frequências sonoras
relativas ao som das consoantes e ao choro de um bebê.
A natureza oferece sensores para as necessidades de cada um.
Nós existimos em um oceano de energia. Os sentidos humanos dificilmente esgotam todas as
possibilidades sensoriais.
DIFERENCIAÇÃO E RELAÇÃO ENTRE SENSAÇÃO E PERCEPÇÃO
PERCEPÇÃO – Processo que seleciona, organiza e interpreta nossas sensações.
SENSAÇÃO e PERCEPÇÃO combinam-se em um processo contínuo.
PROCESSAMENTO DO TIPO INFERIOR OU ASCENDTENTE (BOTTOM-UP) – análise sensorial
relativa ao nível de entrada de estímulos captados pelos órgãos do sentido e levados ao cérebro.
PROCESSAMENTO DO TIPO SUPERIOR OU DESCENDENTE (TOP-DOWN) – análise sensorial
relativa ao nível de nossas experiências e expectativas. Análise sensorial capaz de relacionar o
conhecimento armazenado no cérebro a seu input sensorial.
Falhas na percepção podem ocorrer em qualquer nível entre a detecção sensorial e a
interpretação perceptiva. Por exemplo: pessoa que nasceu com catarata; perda do lobo
temporal essencial para o reconhecimento de faces – prosopagnosia.
Cada espécie vem equipada com níveis de sensibilidade que permitem a sobrevivência e o
crescimento.
LIMIARES - “As cortinas de nossos sentidos estão abertas por uma pequena fenda, permitindo
que tenhamos consciência de apenas uma área restrita deste oceano de energia” (MYERS, 2011,
p. 137).
LIMIARES ABSOLUTOS – O mínimo estímulo necessário para detectarmos um estímulo em
particular (luz, som, pressão, gosto e odor), em 50% das vezes. Exemplo: De pé no topo de uma
montanha em uma noite escura e de atmosfera límpida, podemos, supondo que nossos sentidos
estejam perfeitos, ver a chama de uma vela no topo de outra montanha a 50 quilômetros de
distância.
A detecção de um estímulo fraco, ou sinal, não depende apenas da intensidade deste (como
o tom em um teste audiométrico), mas também de nosso estado psicológico – nossas
experiências, expectativas, motivações e estado de alerta. Ex.: pais exaustos de um recém-
nascido, sentinela em tempo de guerra
DETECÇÃO DE SINAIS – teoria que prediz quando iremos detectar sinais fracos, medidos como
nossa taxa de “acertos” ou “alarmes falsos”. Os teóricos da detecção de sinais procuram
entender por que as pessoas respondem de forma diferente ao mesmo estímulo, e por que as
reações de uma mesma pessoa variam de acordo com as circunstâncias. A detecção de sinais
pode ter consequências de vida ou morte quando as pessoas são responsáveis por reconhecer
sinais de radar, observar detectores de armas em aeroportos ou monitorar sinais em uma
unidade de terapia intensiva. Estudos da detecção de sinais têm demonstrado, por exemplo,
que a vigilância das pessoas diminui após aproximadamente 30 minutos de terem percebido o
aparecimento de um estímulo discreto. Mas essa diminuição depende da tarefa, do período do
dia e até mesmo de quantas vezes o participante se exercita periodicamente.
ESTIMULAÇÃO SUBLIMINAR – (abaixo do limiar).
É a percepção de um estímulo que está abaixo do limiar absoluto. Um exemplo de estimulação
subliminar é a história de que as gravações de rock conteriam “mensagens satânicas”, que
poderiam ser ouvidas se os discos fossem tocados ao contrário; e, mesmo quando tocados para
frente, eram capazes de persuadir o ouvinte de modo inconsciente. Frames de filmes com
publicidade subliminar também testavam a influência no consumo de guloseimas nos cinemas.
Quando um estímulo é apresentado abaixo do nível da consciência ele será capaz de influenciar
o comportamento e os sentimentos?
Um estudo projetou imagens subliminares tanto positivas (como bichinhos ou casais
românticos), quanto negativas (como lobisomens ou cadáveres), um instante antes de os
participantes verem slides de pessoas. Embora os participantes percebessem apenas um flash
de luz, eles deram mais classificações positivas para as pessoas cujas fotos tinham sido
associadas a cenas positivas.
Nós podemos processar uma informação sem estar consciente dela. Um breve e imperceptível
estímulo evidentemente dispara uma resposta fraca que evoca um sentimento, embora não
ocorra a ciência do estímulo.
“Aquilo que o pensamento consciente não pode reconhecer o coração pode saber. Esse
fenômeno de priming subliminar agrega muitas outras evidências que apontam para o poder,
assim como para os riscos, da intuição” (MYERS, 2011, p. 139).
MAS SERÁ QUE O FATO DA SENSAÇÃO SUBLIMINAR CONFIRMA AS AFIRMAÇÕES SOBRE A
PERSUASÃO SUBLIMINAR?
A pesquisa de laboratório revela um efeito SUTIL e FUGAZ sobre o PENSAMENTO.
Sobre esta questão há estudos com diferentes métodos e, todavia, não há uma resposta
conclusiva. Muitos falharam em demonstrar uma influência decisiva no comportamento
humano, e outros demonstraram influências sutis na predisposição a gostar ou não de projeções
que seguiam imagens subliminares agradáveis e desagradáveis.
Procedimentos subliminares oferecem pouco ou nenhum valor aos praticantes do marketing.
LIMITES DIFERENCIAIS – (diferença apenas perceptível ou DAP). É a menor diferença que uma
pessoa é capaz de diferenciar entre dois estímulos metade das vezes. Nossos limiares para
detecção de diferenças têm uma proporção aproximadamente constante do tamanho do
estímulo original.
Para sobreviver e prosperar, um organismo precisa ter limiares diferenciais baixos o suficiente
para detectar alterações mínimas em estímulos importantes.
Há mais de um século, Ernst Weber percebeu que, apesar da magnitude, dois estímulos
precisam se diferenciar em uma proporção constante para sua diferença ser perceptível (a lei
de Weber).
ADAPTAÇÃO SENSORIAL – Redução de nossa sensibilidade para estímulos que não se modificam
(Ex.: Odor desagradável, Água da piscina). Após a exposição constante a um estímulo, nossas
células nervosas passam a disparar com menos frequência. Benefício: a adaptação sensorial
permite que foquemos em alterações informativas de nosso ambiente, sem nos distrairmos com
estímulos constantes não informativos de roupas, cheiros ou barulhos da rua. Nossos receptores
estão alertas para novidades. Se eles se aborrecerem com repetições, eles se libertarão para
estímulos mais importantes.
“Nós percebemos o mundo não exatamente como ele é, mas como é mais útil que o
percebamos” (MYERS, 2011, p. 140).
VISÃO
Vídeo: Os 5 Sentidos – Hospital Israelita Albert Einstein
TRANSDUÇÃO SENSORIAL – Processo pelo qual nossos sistemas sensoriais convertem a energia
do estímulo em mensagens neurais.
As milhões de células receptoras da retina convertem a energia luminosa em impulso neural.
Estes impulsos são enviados para o cérebro e construídos ali em uma imagem percebida
(aparentemente) na orientação adequada.
A luz entra no olho através da córnea, que protege o olho e curva a luz para fornecer o foco. A
luz então passa através da pupila, uma abertura pequena e ajustável. O tamanho da pupila (e,
consequentemente, a quantidade de luz que entra no olho) é regulado pela íris, um músculo
localizado em torno da pupila. A íris ajusta a entrada de luz por meio de sua dilatação e
constrição, em resposta à intensidade da luz, e até mesmo em resposta a nossas emoções
internas. Quando estamos apaixonados, nossos sentimentos dilatam a pupila, um sinal discreto
de interesse. A singularidade de cada íris permite que os aparelhos de scan confirmem a
identidade das pessoas.
Aproximadamente 1 milhão de informações podem ser enviadas de cada vez pelo nervo óptico
ao cérebro.
A maior parte do processamento da informação visual ocorre no cérebro (lobo occipital – o
córtex visual na área posterior do cérebro).
Pesquisadores em psicologia que descobriram que a retina não lê a imagem como um todo. Seus
milhões de células receptoras convertem a energia luminosa em impulso neural. Esses impulsos
são enviados para o cérebro e construídos ali em uma imagem percebida aparentemente na
orientação adequada, ou seja, “de cabeça para cima”.
A RETINA é composta por camadas de receptores. Os receptores das camadas mais internas são
chamados de cones e bastonetes. A energia luminosa que atinge os cones e os bastonetes
produz alterações químicas que geram sinais neurais. Estes sinais ativam as células bipolares
vizinhas, que por sua vez, ativam células ganglionares vizinhas. Os axônios dessa rede de células
ganglionares convergem como fibras de uma corda para formar o nervo óptico que conduz a
informação para o cérebro. Aproximadamente 1 milhão de informações podem ser enviadas de
cada vez pelo nervo óptico, através de 1 milhão de fibras ganglionares.
PROCESSAMENTO PARALELO
DEFINIÇÃO:
Nosso cérebro se engaja em um processamento paralelo, o que significa que nós podemos
executar várias coisas ao mesmo tempo. O cérebro divide a cena visual em subdimensões, como
cor, profundidade, movimento e forma, e trabalha em cada aspecto simultaneamente.
RECONHECIMENTO DE FACES:
CÓRTEX VISUAL
VISÃO DE CORES:
VÍDEO ALBERT EINSTEIN - AUDIÇÃO
TATO
VÍDEO TATO (ALBERT EINSTEIN)
CINESTESIA E SENTIDO VESTIBULAR
PALADAR
VÍDEO OS CINCO SENTIDOS – O PALADAR
OLFATO