Introdução à Perícia Contábil
Introdução à Perícia Contábil
Perícia Contábil
Foi no mesmo Congresso de 1924 que também se concluiu coletivamente sobre a eminente
necessidade de “Oficialização da perícia judicial, cujos trabalhos seriam atribuídos privativamente
aos membros das ditas Câmaras”, ou seja, sobre a pretensão de se atribuir aos Conselhos de
Contabilidade, quando criados, a fiscalização do importante trabalho do perito.
Além do referido, também na época e naquele evento histórico foi decidido sobre a
imperiosa correlação entre a remuneração e as horas despendidas pelo profissional no trabalho.
Aspectos introdutórios da Perícia Contábil
A perícia contábil, como as demais perícias, deve ser focada no fato
que está sendo objeto de litígio extrajudicial ou judicial, para a qual o laudo
deve ser estabelecido. Ela deve ser elaborada em linguagem acessível,
para permitir seu fácil entendimento e propiciar o entendimento dos fatos
apurados para agilizar o julgamento do processo.
A perícia deve ter como objetivo, entre outros:
I)Fornecer informação fiel;
II)Esclarecer e eliminar as dúvidas suscitadas sobre o objeto;
III)Ter fundamento cientifico da decisão;
IV)Estabelecer a medida, a análise e a avaliação, ou, se não for
possível obter resultados exatos, o arbitramento sobre o quantum monetário
do objeto.
Aspectos
introdutórios da
Períciao Contábil
Nas Normas Brasileiras de Contabilidade, conceito de perícia é o seguinte:
Perícia Contábil, instrumento apropriado para trazer aos ordenamentos decisório, judicial e
extrajudicial a verdade cientificamente demonstrada, é a aplicação da Ciência Contábil expressa
de modo especial para que o Direito possa ser plenamente exercido em bases seguras e
verdadeiras.
Aspectos
introdutórios da
Perícia Contábil
São razões para o raciocínio da formação do conceito de perícia
contábil:
Quando os erros – que podem ser traduzidos como omissão, cálculos inexatos, técnica mal
aplicada, decisões inconvenientes, interpretações irreais, etc. – implicam na necessidade de
verificações.
Aspectos
introdutórios da
Perícia Contábil
Quando existem evidências de adulterações, com a finalidade de conseguir vantagens em seu
próprio proveito ou de terceiros. Em casos de fraudes para enganar ou burlar, em proveito
próprio ou de terceiros, que demonstram a necessidade de comprovação. Quando há culpas
por deixar de cumprir obrigações que causem danos a terceiros.
Quando há simulações, que ocorrem quando coisas e fatos administrativos não correspondem
à verdade –por exemplo, de inventário, de operações ou negócios, de débitos e créditos, de
despesas ou prejuízos.
Aspectos
introdutórios da
Perícia Contábil
Exemplo: O juiz solicita perícia contábil sobre apuração de haveres de determinada pessoa
em uma ação de alimentos. O perito contábil irá identificar o poder econômico (rendimentos) da
pessoa determinada e levar ao juiz (instância decisória) o seu laudo pericial. O juiz, por sua vez,
sentenciará o valor da pensão.
Aspectos
introdutórios da
Perícia Contábil
2 – Necessários a subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de um fato
Exemplo 1: O litígio do item anterior será resolvido após a sentença do juiz, que estará
amparada pelo laudo do perito. Com a opinião do perito, o juiz terá subsídios para determinar um
valor justo à pensão alimentícia.
Logo, pode-se afirmar que a perícia contábil apresenta dois objetivos primordiais:
•Objetividade: caracteriza-se pela ação do perito em não se desviar da matéria que motivou
a questão.
•Precisão: respalda-se em oferecer respostas pertinentes e adequadas às questões
formuladas ou finalidades propostas.
•Clareza: fundamenta-se em utilizar, ao emitir sua opinião, uma linguagem acessível com
quem fará uso de seu trabalho, embora possa conservar a terminologia tecnológica e científica em
seus relatos.
Aspectos
introdutórios da
Perícia Contábil
•Fidelidade: caracteriza-se por não se deixar influenciar por terceiros, nem por informes que
não tenham materialidade e consistência competentes.
•Concisão: compreende evitar a prolixidade e emitir uma opinião que possa facilitar as
decisões.
•Confiabilidade: consiste em estar a perícia apoiada em elementos inequívocos e válidos
legal e tecnologicamente.
•Plena satisfação da finalidade: é, exatamente, o resultado de o trabalho estar coerente com
os motivos que o ensejaram.
Distinção Entre Auditoria e
Perícia Contábil
Variam quanto à natureza das causas e efeitos, de espaço e de tempo. A perícia serve a um
questionamento, a uma necessidade; é uma tarefa requerida, que se destina a produzir uma
prova técnica a fim de suprir uma eventualidade, com objetivo determinado. A auditoria tem
objetivos mais amplos, de forma a evidenciar (ou não) a adequação de procedimentos técnicos e
operacionais de determinada entidade .
Distinção Entre Auditoria e
Perícia Contábil
As principais diferenças são:
1.Abrangência: a perícia contábil surge para identificar um fato específico, determinado. A auditoria contábil
é mais abrangente. Exemplo: uma perícia contábil pode ser contratada para verificar a existência de fraude no
pagamento de duplicatas. A auditoria contábil é contratada para emitir uma opinião sobre as demonstrações
contábeis.
2.Frequência: a perícia contábil ocorre isoladamente, tem caráter eventual. A auditoria contábil está mais
ligada à continuidade, e é realizada periodicamente.
3.Opinião: a opinião, na perícia contábil, é absoluta, necessária, detalhista, precisa, direta. Na auditoria
contábil, ela é relativa, colocando em observação os aspectos mais relevantes.
5.Objetivo: a opinião do perito do juízo ou do perito assistente é expressa por meio do laudo pericial contábil;
a opinião do auditor, pela opinião de auditoria.
7.Usuários da informação: na perícia contábil, eles são as partes diretamente envolvidas no litígio ou no
conhecimento do fato e da Justiça (no caso de perícia judicial). Na auditoria contábil, são todos os envolvidos
direta ou indiretamente: administradores, órgãos de fiscalização (por exemplo, comissão de Valores Mobiliários, no
caso das sociedades anônimas de capital aberto), acionistas etc.
Distinção Entre Auditoria e
Perícia Contábil
Diferença quanto a (ao) Perícia Auditoria
Em resumo:
Bacharel em Contabilidade
Membro do Conselho Federal de Contabilidade através do CRC do estado de atuação
(CFC)
Aprovação no Exame de Qualificação Técnica (EQT)
Cadastro Nacional de Peritos Contábeis ( CNPC )
Cadastro ativo no Tribunal com avaliações periódicas.
Distinção Entre Perito e
Assistente Técnico
A NBC PP 01 (R1) estabelece a diferenciação de perito oficial, perito do juízo e perito assistente técnico.
Perito oficial : é aquele que pertence a um órgão público e exerce a perícia como profissão – possui
carreira pública. Como exemplo, temos os peritos contábeis que exercem a atividade na Polícia Federal e na
Polícia Civil.
Perito do juízo: é nomeado pelo juiz, árbitro, autoridade pública ou privada para exercício da perícia
contábil. É o profissional designado para subsidiar a solução do litígio ou, simplesmente, constatar um fato.
Elaborará o laudo pericial contábil que será entregue para a tomada de decisão. Perito do juízo nomeado é o
designado pelo juiz em perícia contábil judicial; contratado é o que atua em perícia contábil extrajudicial; e
escolhido é o que exerce sua função em perícia contábil arbitral, conforme NBC PP 01 (R1).
Perito assistente técnico: é o contratado e indicado pela parte no litígio. Acompanhará os procedimentos,
bem como os trâmites processuais, e elaborará um parecer pericial contábil acerca da matéria objeto do litígio.
Esse parecer pode ser divergente ou não das opiniões do laudo pericial contábil confeccionado pelo perito do juízo.
Perito assistente técnico é o contratado e indicado pela parte em perícias contábeis, em processos judiciais e
extrajudiciais, inclusive arbitral, segundo a NBC PP 01 (R1). Pode se colocar disponível para a execução da
perícia em conjunto.
Normas Relativas ao Perito e
Assistente Técnico
Perito do Juízo ou Perito Judicial
Após a rejeição de conciliação na devida audiência, o Juízo deverá nomear o perito, conforme o art. 465 do
Código do Processo Civil que, conforme já referido, prevê:
Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o prazo para a
entrega do laudo.
§ 1º Incumbe às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados da intimação do despacho de nomeação do
perito:
I – arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
II – indicar assistente técnico;
III – apresentar quesitos.
Art. 466. O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que lhe foi cometido, independentemente de termo
de compromisso.
§ 1º Os assistentes técnicos são de confiança da parte e não estão sujeitos a impedimento ou
suspeição.
.
Distinção Entre Perito e
Assistente Técnico
Pertence a um órgão público Nomeado pelo juiz, árbitro, Contratado e indicado pela
e exerce a perícia como autoridade pública ou privada parte no litígio.
profissão – possui carreira para exercício da perícia
pública. contábil. Art. 466, CPC.
EXEMPLO
Em uma perícia judicial contábil, o juiz nomeia o contador João para ser o perito contador e
realizar o levantamento contábil dos bens de determinada sucessão hereditária. Maria, que é
parte neste processo, para certificar-se da lisura do trabalho do perito nomeado pelo juiz, contrata
Marcos, perito assistente. Marcos passa, então, a acompanhar os trabalhos do perito do juízo. Ao
final dos trabalhos, o perito do juízo elaborará um laudo pericial que conterá a sua opinião sobre o
patrimônio objeto do litígio, e Marcos (perito assistente) manifestará a sua posição em um parecer
pericial contábil. O juiz observará o laudo e o parecer antes de proferir a sentença.
5.O prazo para entrega dos trabalhos é 5.O prazo de manifestação para opinar
determinado pelo juiz. sobre o laudo do perito é de 10 dias
após a publicação.
Judicial;
Extrajudicial;
Arbitral.;
Tipos e Normas da Perícia
JUDICIAL
EXTRAJUDICIAL
É aquela realizada fora do âmbito do Poder Judiciário, por vontade das partes,
sendo elas pessoas físicas ou jurídicas, quando não há necessidade de decisão
judicial ou arbitral. São exemplos os seguintes trabalhos: avaliações de patrimônio e
fusões, cisões e incorporações em geral, revisão de contratos para negociação de
dívidas, passivo trabalhista, entre outras.
Tipos e Normas da Perícia
ARBITRAL
É aquela realizada no âmbito do juízo arbitral. A Lei n. 9.3077 dispõe sobre a arbitragem. É
realizada por um perito, e, embora não seja judicialmente determinada, tem valor de perícia
judicial, mas na natureza extrajudicial, pois as partes litigantes escolhem as regras que serão
aplicadas na arbitragem. A arbitragem é, portanto, método extrajudicial para solução de conflitos,
cujo árbitro desempenha função semelhante à do juiz estatal.
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) criou normas para a elaboração de perícias por
seus profissionais registrados. Ao longo dos capítulos, sempre que pertinentes, serão
apresentadas as Normas Brasileiras do Conselho Federal de Contabilidade para os itens tratados.
https://cfc.org.br/wp-content/uploads/2016/02/NBC_TP_01.pdf
Diligências
Para o bom andamento do trabalho pericial, pode o perito fazer diligências, isto é, valer-se de todos os
meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos, bem como pode colocar
nos laudos anexos e apêndices objetos da perícia.
Tal prerrogativa está prevista no art . 473, § 3º, do CPC , conforme abaixo:
§ 3º: Para o desempenho de sua função, o Perito e os assistentes técnicos podem valer-se de todos os
meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder da
parte, de terceiros ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com planilhas, mapas, plantas, desenhos,
fotografias ou outros elementos necessários ao esclarecimento do objeto da perícia.
A diligência pericial visa também evitar que algum quesito formulado pelas partes fique prejudicado, ou seja,
sem resposta, em virtude da ausência de documentos.
Diligências
Para efetuar o pedido de documentos, o perito deve lavrar o Termo de Diligência Pericial,
conforme modelo no Apêndice, e encaminhá-lo à pessoa ou empresa a quem incumbirá o pedido.
O perito judicial pode optar por pedir ao juiz que intime a parte para apresentar os documentos,
devendo fazer isso por meio de petição, conforme modelo no Apêndice, juntada aos autos.
O perito é responsável pela guarda, custódia, sigilo e segurança dos documentos pedidos
nas diligências. Diligenciado é qualquer pessoa física e jurídica, inclusive de direito público, que
tenha os elementos necessários para subsidiar a elaboração do laudo pericial ou do parecer
pericial, e que por decorrência legal ou determinação de autoridade competente, também como
colaborador, esteja obrigado a fornecer elementos de prova.
Demonstrar com
Custos clareza a
(Diretos + Indiretos) complexidade do
trabalho
Planejamento
da Perícia
Tempo necessário e a
Diligências
equipe técnica
Planejamento Pericial
De acordo com NBC TP 01 (R1) – Perícia Contábil, o planejamento deve ser elaborado com base nos
quesitos e/ou no objeto da perícia para:
•Conhecer o objeto da perícia, a fim de permitir a adoção de procedimentos que conduzam à revelação da
verdade, a qual subsidiará o juízo, o árbitro ou o interessado a tomar a decisão a respeito da lide.
•Definir a natureza, a oportunidade e a extensão dos exames a serem realizados, em consonância com o
objeto da perícia, os termos constantes da nomeação, dos quesitos ou da proposta de honorários oferecida pelo
Perito.
•Identificar fatos que possam vir a ser importantes para a solução da demanda de forma que não passem
despercebidos ou não recebam a atenção necessária.
Planejamento Pericial
Os quesitos
Exemplo: em perícia judicial, o juiz determina o levantamento de balanço patrimonial de uma das partes
envolvidas (pessoa jurídica), em data de 31 de dezembro de 2016. O perito indicado deverá organizar, no mínimo,
o planejamento a seguir.
•Solicitar à parte envolvida os livros Diário e Razão de 2015, bem como a documentação contábil
relacionada.
•Estimar, com base no porte da pessoa jurídica e suas atividades, o número de horas necessárias aos
procedimentos de levantamento do balanço, para que o cumprimento do prazo fixado pelo juiz seja executado a
contento.
•Verificar, nos autos, a causa que deu origem ao pedido do juiz, para conhecer os detalhes.
•Apurar se as atividades da pessoa jurídica envolvem alguma especialidade técnica no ramo contábil (por
exemplo, se a parte for uma cooperativa). Nesse caso, o perito deve ter os conhecimentos pertinentes à legislação
específica da matéria.
•Verificar no próprio local da perícia (contabilidade da empresa) se esta possui estrutura adequada para
atendimento e execução dos procedimentos, disponibilidade de acesso aos arquivos etc.
Laudo Pericial Contábil
A manifestação literal do perito sobre fatos patrimoniais devidamente circunstanciados gera a peça
tecnológica denominada Laudo Pericial Contábil.
Laudo é uma palavra que provém da expressão verbal latina substantivada laudare (laudo, laudare), no
sentido de “pronunciar”.
O perito do juiz examina a questão e dá sua opinião por meio de seu Laudo.
Não se pode deixar de observar que o laudo é uma peça de Especialista, necessitando,
todavia, para que seja de boa qualidade, que contenha argumentos sobre as opiniões.
Laudo Pericial Contábil
Estrutura do Laudo
Deverá conter:
IV. Resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo
órgão do Ministério Público.
Laudo Pericial Contábil
É o documento,
elaborado por um
Sempre que há
ou mais peritos, no
uma perícia contábil, As normas para o
qual se apresentam
os trabalhos do laudo pericial
conclusões do
perito do juízo contábil foram
exame pericial.
devem estar determinadas nos
Nele responde-se
demonstrados em itens 47 e seguintes
aos quesitos que
um laudo pericial da NBC TP 01.
foram propostos
contábil
pelo juiz ou pelas
partes interessadas
Impuginação e rejeição do Laudo
Laudo insuficiente é aquele que não esclarece tudo o que dele se espera como meio de
entendimento sobre uma questão ou várias que tenham sido formuladas.
Pode ocorrer que um laudo não satisfaça. Pode ocorrer que seja questionável e omisso.
Um laudo pode satisfazer uma parte e não satisfazer a outra; a uma pode interessar a
omissão e à outra, pode prejudicar.
As verificações podem ser incompletas. Os exames podem omitir ou mal interpretar. Um fato
pode passar despercebido.
Todas essas ocorrências podem suceder, e são de fato, na prática, constatáveis; a própria
lei prevê isso para os casos de perícia judicial.
Na perícia administrativa pode, também, ocorrer que as respostas não sejam tão
esclarecedoras como delas se esperava.
Tudo isso pode ensejar uma segunda perícia sobre os mesmos assuntos. Outro perito pode
chegar a conclusões mais amplas e satisfatórias. É inequívoco que as capacidades não são iguais
entre todos os profissionais. O laudo insuficiente, pois, pode existir.
Impugnação e rejeição do Laudo
As considerações de insuficiências dos laudos, todavia, não devem ser tratadas com
excessos de rigor.
Entretanto, não escapa ao julgamento de laudo insuficiente aquele que tem como resposta a
evasiva ou uma declaração de incapacidade de apuração quando na realidade a apuração era
possível.
Honorários Periciais, proposta justificativa e reponsabilidade do pagamento
O perito do juízo apresenta a sua proposta de honorários ao juiz, sempre fundamentada, por
escrito e sob a forma de petição. O perito assistente técnico, por ser contratado pela parte,
negocia diretamente com o seu cliente o valor do serviço pericial. Na elaboração da proposta de
honorários, o perito deve considerar os seguintes fatores:
A relevância,
O vulto,
O risco,
A complexidade,
O quantidade de horas,
O pessoal técnico,
O prazo estabelecido
A forma de recebimento, entre outros fatores.
Deve elaborar a proposta de honorários estimando, quando possível, o número de horas
para a realização do trabalho, por etapa e por qualificação dos profissionais.
Honorários Periciais, proposta justificativa e reponsabilidade do pagamento
Cada parte pagará a remuneração do perito assistente técnico que houver indicado; a do
perito será paga pela parte que houver requerido o exame, ou pelo autor, quando requerido por
ambas as partes ou determinado por ofício pelo juiz.
Honorários Periciais, proposta justificativa e reponsabilidade do pagamento
As despesas de perícia judicial fazem parte dos custos processuais, cabendo às partes
prover tais despesas, antecipando-lhe o valor, que ficará consignado em juízo. Cada parte
adiantará a remuneração do perito assistente técnico que houver indicado, sendo a do perito do
juízo adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou rateada quando a perícia for
determinada de ofício ou requerida por ambas as partes.
De acordo com a Súmula 341 do TST, a indicação do perito assistente é faculdade da parte,
a qual deve responder pelos respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.
O juiz poderá determinar que a parte responsável pelo pagamento dos honorários do perito
do juízo deposite em juízo o valor correspondente.
Art. 95. Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver indicado,
sendo a do perito adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou rateada quando a
perícia for determinada de ofício ou requerida por ambas as partes.
§ 1º O juiz poderá determinar que a parte responsável pelo pagamento dos honorários do
perito deposite em juízo o valor correspondente.
§ 2º A quantia recolhida em depósito bancário à ordem do juízo será corrigida
monetariamente e paga de acordo com o art. 465,
§ 3º Quando o pagamento da perícia for de responsabilidade de beneficiário de gratuidade
da justiça, ela poderá ser:
Honorários Periciais, proposta justificativa e reponsabilidade do pagamento
I – custeada com recursos alocados no orçamento do ente público e realizada por servidor
do Poder Judiciário ou por órgão público conveniado;
II – paga com recursos alocados no orçamento da União, do Estado ou do Distrito Federal,
no caso de ser realizada por particular, hipótese em que o valor será fixado conforme tabela do
tribunal respectivo ou, em caso de sua omissão, do Conselho Nacional de Justiça.
§ 4º Na hipótese do § 3º, o juiz, após o trânsito em julgado da decisão final, oficiará a
Fazenda Pública para que promova, contra quem tiver sido condenado ao pagamento das
despesas processuais, a execução dos valores gastos com a perícia particular ou com a utilização
de servidor público ou da estrutura de órgão público, observando-se, caso o responsável pelo
pagamento das despesas seja beneficiário de gratuidade da justiça, o disposto no art. 98, § 2º.
§ 5º Para fins de aplicação do § 3º, é vedada a utilização de recursos do fundo de custeio da
Defensoria Pública.
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