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Nicole Braz da Silva

Alexandra Machado Galvão dos Santos

Processos psicológicos básicos

Resumo final: Funções mentais

O exame de estado mental verifica os sintomas e alterações no funcionamento mental

durante a consulta com o profissional (psicólogo, psiquiatra, etc). Esse exame é feito com base

na aparência do paciente, discurso, relatos de terceiros e anamnese. As funções mentais são

divididas em Consciência, Atenção, Sensopercepção, Orientação, Memória, Inteligência,

Afetividade, Pensamento, Juízo Crítico, Conduta e Linguagem. A aparência do paciente é

avaliada, sua postura, higiene, sua atitude, contato visual, todos esses aspectos podem indicar

alguma característica importante para o tratamento. A atividade psicomotora e comportamento

também devem ser avaliados, como balançar as pernas, roer unhas, agitação. Atitude perante o

avaliador, se o paciente é reservado ou comunicativo, se tenta agradar o examinador, ou

humilhá-lo, ou ambivalente, apresentando comportamentos que se contradizem. Devem ser

relatadas as características da fala do paciente, se rápida ou lenta, emotiva ou se tem algum

defeito como gagueira. O entrevistador também deve relatar a emoção que o entrevistado

desperta nele, como pena, tristeza, raiva, isso também pode ser pista para alguma psicopatologia.

Consciência: É o estado de lucidez ou alerta do indivíduo, vai do como até a vigília.

Reconhecimento da realidade e capacidade de responder os estímulos dela. Não se refere ao


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sentido moral da palavra ou de autocrítica. Na avaliação, deve-se observar as reações do

paciente, se rápidas ou lentas, se mostra sonolência. Para medir o nível de consciência pode-se

usar a escala de Glasgow, que mede a abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. As

alterações apresentadas quando a consciência está em desordem são sonolência, quando

incapacitado de pensar ou perceber, recordar e responder a estímulos, tende a cair no sono

quando não estimulado; confusão, dificuldade de compreenção, desorientação, demora a

responder estímulos e apresenta uma expressão ansiosa; estupor, ausência de movimentos

espontâneos; coma, não responde a estímulos internos e externos; hiperalerta, paciente ansioso,

respostas aumentadas a estímulos.

Atenção: Designa o foco em uma atividade e o esforço para selecionar aspectos de um

fato ou experiência para que a atividade mental se volte para eles e não outros. O profissional

avalia a vigilância, capacidade de voltar o foco da atenção para estímulos externos, também é a

avaliada a capacidade de manter a atenção em uma tarefa específica, de prestar atenção a

perguntas em uma entrevista sem se distrair, e a concentração, capacidade de manter a atenção

voluntária em processos internos do pensamento ou em alguma atividade mental. As alterações

são a desatenção e a distração e os transtornos comuns são TDAH, demência ou efeito de algum

medicamento.

Sensopercepção: capacidade de receber e interpretar os estímulos dos órgãos sentidos,

sendo eles auditivos, visuais, olfativos, táteis e gustativos e a sensopercepção é avaliada em

entrevista. As alterações são apresentadas como ilusões, ocorre quando os estímulos são

confundidos ou interpretados de forma errada, como miragens no deserto, ou sombras de objetos

percebidos como uma pessoa desconhecida na sua casa. As alterações também podem ser
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alucinações visuais, as auditivas podem ser complexas ou elementares, táteis, vestibulares

(relacionadas ao equilíbrio), olfativas (por exemplo, pessoa com baixa autoestima pode achar que

está com mal cheiro), de presença (sensação de presença de outra pessoa ou ser que permanece

invisível), ou somáticas, que são experiências sensoriais irreais como sentir o fígado apodrecido.

São comuns em transtornos psicóticos e síndromes cerebrais orgânicas.

Orientação: capacidade de se situar no tempo, espaço, situação e reconhecer-se. A

avaliação é realizada com perguntas em relação ao tempo, perguntando a hora aproximada, dia

da semana; espaço, a pessoa deve saber descrever onde está; dados da própria pessoa e demais

pessoas. Quando a pessoa fica desorientada geralmente a primeira noção perdida é em relação ao

tempo, depois ao espaço e raramente em relação a si mesmo. Comum em pacientes síndrome

cerebral orgânica e esquizofrenia.

Memória: é a capacidade de reter, registrar, reconhecer objetos, pessoas, experiências

passadas ou estímulos sensoriais. Situações ficam gravadas na memória quando causam alguma

emoção significativa para a pessoa. A memória fotográfica ou automática é a mais fiel. As áreas

encefálicas responsáveis pela memória podem ser divididas em área de registro (córtex cerebral),

área de consolidação ou retenção (hipocampo), área de armamento (lobo temporal) e área de

recuperação(dorsomedial do tálamo). Para a avaliação a memória se divide em sensorial,

imediata, recente e remota.

Inteligência: capacidade de assimilar conhecimentos, entender a relação entre eles e

integrá-los a rede de conhecimentos já adquiridos anteriormente, capacidade de raciocinar

logicamente, de forma abstrata, utilizando conceitos, números e palavras. Capacidade de resolver

situações novas rapidamente e com êxito, Na teoria de inteligência múltipla são classificadas sete
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tipos de inteligência: linguística, lógico matemática, espacial, musical, cinestésico corporal,

interpessoal e intrapessoal e certas capacidades podem ser ampliadas com os estímulos certos. A

avaliação é realizada consultando o rendimento escolar do paciente, questionar a capacidade de

adaptação a novas situações, de aprender com a experiência, utilizar pensamento abstrato e

resolver problemas cotidianos.

Afetividade e humor: é a experiência imediata do paciente com as emoções em relação

ao que o cerca. Humor é a tonalidade de sentimento predominante que pode influenciar a auto

percepção e a percepção do mundo. O normal no afeto é que ocorra uma alteração na expressão

facial, tom de voz e também é normal que ocorram variações de humor durante a sessão. Durante

a entrevista é realizada a avaliação desses aspectos, se observa a expressão facial, postura,

conteúdo afetivo predominante no relato e o tipo de afeto que transmite e desperta no

profissional. Deve-se considerar as diferenças culturais na expressão afetiva. As alterações são

apresentadas como medo, tensão, ansiedade, raiva, hostilidade, incontinência emocional,

indiferença, afetiva, euforia, etc. Desordem comum em transtorno afetivo bipolar, esquizofrenia,

transtornos de ansiedade e demência.

Pensamento: É o conjunto de funções integrativas capazes de associar conhecimentos

novos e antigos, integrar estímulos externos e internos, analisar, abstrair, julgar, concluir,

sintetizar e criar. O pensamento é avaliado em três aspectos: produção (ou forma), curso e

conteúdo. A avaliação é feita no discurso do paciente durante a entrevista, é observado se tem

um discurso coerente. Deve-se considerar a cultura do paciente para não diagnosticá-lo

erroneamente. As alterações podem aparecer na produção, sendo ela ilógica ou mágica; curso

lento ou acelerado, fuga das ideias, perda de associações, tangencialidade, circunstancialidade,


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bloqueio do pensamento, perseveração, pobreza do pensamento, associação por rimas; conteúdo,

apresentando ideia delirante, obsessivas, bizarras, niilistas. Desordem comum em transtornos de

esquizofrenia, mania, TOC, etc.

Juízo crítico: É a capacidade para perceber e avaliar adequadamente a realidade externa

e separá-la dos aspectos do mundo interno ou subjetivo. Capacidade de separar sentimentos,

impulsos e fantasias próprios, de sentimentos e impulsos de outras pessoas. Possibilidade de

autoavaliar-se e ter uma visão realista de si mesmo, suas dificuldades e suas qualidades. A

capacidade de julgamento é necessária para todas as decisões diárias, para estabelecer

prioridades e prever consequências. Os distúrbios do julgamento podem ser circunscritos a uma

ou mais áreas, com o dinheiro ou sexualidade, mantendo as demais áreas adequadas. Na

entrevista é possível avaliar esse aspecto do paciente, mas em caso de dúvida são realizadas

perguntas objetivas. Como alteração no comportamento pode apresentar gastos exacerbados, ser

inconveniente, falas inadequadas, não reconhecer limitações. Comum em transtornos de

personalidade e demência.

Conduta: são os comportamentos do paciente, tiques, impulsos, falas, atitudes. A

avaliação é feita a partir de observação na entrevista, perguntas ao paciente, entrevista com o

paciente. Pesquisa sobre o cotidiano do paciente, como se diverte, trabalha, sua movimentação,

são feitas perguntas sobre roubos, drogas, compulsões, agressividade, tentativa de suicídio.

Comum no transtorno de personalidade antissocial, depressão, mania transtorno de personalidade

borderline, etc.

Linguagem: maneira como a pessoa se comunica verbal ou não verbalmente, com

gestos, expressões faciais, olhar ou por escrito. Na avaliação geralmente observa-se a fala,
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velocidade, qualidade, volume, gramática, vocabulário e escolha de palavras. As alterações são

encontradas na comunicação oral, escrita e mímica, disartria, gagueira, bradilalia, taquilalia,

ecolalia e afasia. Os transtornos mais comuns são Gilles de la Tourette, esquizofrenia,

intoxicação por drogas (afasia, disartria) e mania.

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