0% acharam este documento útil (0 voto)
58 visualizações5 páginas

Modelagem 2

Enviado por

Felipe Oliveira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
58 visualizações5 páginas

Modelagem 2

Enviado por

Felipe Oliveira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Modelagem Matemática de Leito Fluidizado

Metodologia
Neste trabalho, a modelagem de leito fluidizado é feita através da utilização
de equações diferenciais parciais que descrevem o comportamento dinâmico das
fases fluida e sólida. Apresentam-se a seguir as equações de conservação, relações
de fechamento, condições de contorno, condições iniciais e parâmetros impor-
tantes para completar o modelo.
Considerando: - εi : Fração de volume da fase i. - ρi : Densidade da fase i.
- Ui : Vetor de velocidade da fase i. - ∇: Operador nabla, usado para denotar
o gradiente ou divergente em equações vetoriais. - t: Tempo. - εg : Fração de
volume da fase de gás. - ρg : Densidade da fase de gás. - Ug : Vetor de velocidade
da fase de gás. - Pg : Pressão total do fluido (fase de gás). - Πg : Tensor de
tensões da fase de gás. - g: Vetor aceleração gravitacional. - ϕg,si : Coeficiente
de interação por arrasto entre a fase de gás e a fase sólida si. - Usi : Vetor
de velocidade da fase sólida si. - µg : Viscosidade dinâmica da fase de gás. -
εsi : Fração de volume da fase sólida si. - ρsi : Densidade da fase sólida si. -
Πsi : Tensor de tensões da fase sólida si. - ϕsi,sj : Coeficiente de interação por
arrasto entre as fases sólidas si e sj. - µsi : Viscosidade da fase sólida si. - ∇·:
Divergente de um campo vetorial, descreve a taxa de variação volumétrica.

1. Equações de Conservação
As equações de conservação são aplicadas a ambas as fases, sólida e fluida, e são
derivadas a partir das leis de conservação da massa, quantidade de movimento
e energia.

1.1. Equação de Conservação da Massa


A equação de conservação da massa para a fase fluida é descrita por:

∂(ϵρf )
+ ∇ · (ϵρf uf ) = 0 (1)
∂t
onde ϵ é a fração de vazios, ρf a densidade do fluido, e uf a velocidade do fluido.

1
1.2. Equação de Conservação da Quantidade de Movimento
A equação de conservação da quantidade de movimento para a fase fluida é dada
por:
∂uf
ϵρf + ϵρf uf · ∇uf = −∇p + ∇ · τf + Fdrag (2)
∂t
onde τf é o tensor de tensões viscosas e Fdrag é a força de arraste entre o fluido
e as partı́culas.
Adicionalmente, a Equação de Momento para a fase de gás:

2
∂ X
(εg ρg Ug ) + ∇ · (εg ρg Ug Ug ) = −∇Pg + ∇ · Πg + εg ρg g + ϕg,si (Usi − Ug )
∂t i=1

Tensor de Tensões da fase de gás:


 2
Πg = εg µg ∇Ug + ∇UTg − εg µg (∇ · Ug )
3
Equação de Momentum para a fase sólida si:
2
∂ X
(εg ρg Ug ) + ∇ · (εg ρg Ug Ug ) = −∇Pg + ∇ · Πg + εg ρg g + ϕg,si (Usi − Ug )
∂t i=1

Tensor de Tensões da fase sólida si:


 2
Πsi = εsi µsi ∇Usi + ∇UTsi − εsi µsi (∇ · Usi )
3

1.3. Equação de Conservação de Energia


A equação de conservação de energia para a fase fluida pode ser expressa como:
∂Tf
ϵρf Cf + ϵρf Cf uf · ∇Tf = ∇ · (kf ∇Tf ) + S (3)
∂t
onde Cf é o calor especı́fico do fluido, Tf a temperatura do fluido, kf a condu-
tividade térmica, e S uma fonte de calor.

2. Relações de Fechamento
As equações de fechamento são usadas para descrever as interações entre as fases
sólida e fluida, que não podem ser obtidas diretamente das leis de conservação.

2
2.1. Equação de Arraste
A força de arraste entre o fluido e as partı́culas sólidas pode ser modelada pela
equação de Ergun para regime laminar:

150µf (1 − ϵ)uf 1.75ρf (1 − ϵ)u2f


Fdrag = + (4)
d2p dp

onde µf é a viscosidade do fluido, dp é o diâmetro das partı́culas, e ϵ é a fração


de vazios.

2.2. Coeficiente de Transferência de Calor


O coeficiente de transferência de calor entre o fluido e as partı́culas é modelado
pela seguinte equação:  
kf
h=C Re0.6
p (5)
dp
onde h é o coeficiente de transferência de calor, kf é a condutividade térmica
do fluido, e Rep é o número de Reynolds da partı́cula.

3. Condições de Contorno
As condições de contorno especificam o comportamento nas fronteiras do domı́nio
do leito fluidizado.

3.1. Condição de Dirichlet


A condição de Dirichlet impõe o valor da velocidade do fluido na entrada do
sistema:
uf (x = 0) = uin (6)
onde uin é a velocidade de entrada do fluido.

3.2. Condição de Neumann


A condição de Neumann é aplicada ao fluxo de calor na superfı́cie do sistema:
∂T
=0 na superfı́cie (7)
∂x

3.3. Condição Mista (Robin)


Uma condição mista de Robin pode ser aplicada quando há combinação de
valores de variáveis e fluxos:
∂T
αT + β =γ (8)
∂x
onde α, β e γ são parâmetros determinados pelas propriedades do sistema.

3
4. Condições Iniciais
As condições iniciais determinam o estado do sistema no tempo inicial t = 0.

4.1. Condição Inicial de Temperatura


A temperatura inicial do fluido é especificada como:

Tf (x, 0) = T0 (9)

onde T0 é a temperatura inicial.

4.2. Condição Inicial de Velocidade


A velocidade do fluido no inı́cio do processo é dada por:

uf (x, 0) = u0 (10)

onde u0 é a velocidade inicial do fluido.

5. Parâmetros do Leito Fluidizado


Os parâmetros essenciais para completar a modelagem de leito fluidizado in-
cluem:

5.1. Velocidade Mı́nima de Fluidização


A velocidade mı́nima de fluidização pode ser calculada como:

d2p (ρs − ρf )g
Umf = (11)
18µf

onde ρs é a densidade da partı́cula sólida, ρf a densidade do fluido, dp o diâmetro


das partı́culas, µf a viscosidade dinâmica do fluido, e g a aceleração gravita-
cional.

5.2. Número de Reynolds da Partı́cula


O número de Reynolds para as partı́culas em movimento no leito fluidizado é
calculado por:
ρf uf dp
Rep = (12)
µf
onde Rep caracteriza o regime de escoamento ao redor das partı́culas.
A seguir são listados parâmetros adicionais que podem ser considerados na
modelagem de leitos fluidizados.

4
Table 1: Lista de valores dos parâmetros do modelo, comumente usados nas
simulações.
Sı́mbolo Descrição
ρs densidade dos sólidos
ρg densidade do gás
dp diâmetro da partı́cula
e coeficiente de restituição
εmax empacotamento máximo de sólidos
ϕ ângulo de atrito interno
umf velocidade mı́nima de fluidização
∆t passo de tempo
∆x espaçamento da malha
Θs temperatura granular
U0 velocidade superficial do gás
Dt diâmetro da coluna
Ht altura da coluna
Hmf altura do leito assentado

Você também pode gostar