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Arte de Tocar Violino e Corelli

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Arthur Dianin
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A magia de Corelli: Reflexões sobre a arte de tocar violino

Resumo: O trabalho a seguir abordará sobre a vida de um dos primeiros grandes


nomes em relação ao violino na música Barroca, Arcangelo Corelli. Abaixo é possível
encontrar uma biografia da vida de Corelli, apontando os seus feitos como violinista,
professor e compositor. O trabalho aborda também sobre a arte de tocar violino, fazendo
uma reflexão profunda sobre o que o violino proporciona para quem o toca.

Palavras chave: Corelli; Violino; Música

Abstract: The following work will address the life of one of the first big names in

relation to the violin in Baroque music, Arcangelo Corelli. Below you can find a

biography of Corelli's life, pointing out his accomplishments as a violinist, teacher and

composer. The work also addresses the art of playing the violin, making a deep

reflection on what the violin provides for those who play it.

Key Words: Corelli; Violin; Music

Arcangelo Corelli, um dos mais proeminentes compositores e violinistas do


período barroco, nasceu em 17 de fevereiro de 1653, em Fusignano, uma pequena
cidade na região da Emília-Romanha, no nordeste da Itália. Ele foi o quinto filho de
uma família abastada, o que lhe proporcionou a oportunidade de receber uma educação
musical adequada desde tenra idade.

Jovem prodígio musical, Corelli iniciou seus estudos de música em Bolonha


com o renomado violinista Giovanni Benvenuti. Logo demonstrou um talento
excepcional para o violino e atraiu a atenção de muitos professores e músicos
proeminentes da época. Sua habilidade técnica e musicalidade excepcionais o levaram a
se destacar como solista e a se apresentar em várias cidades italianas.
Em 1675, Corelli se estabeleceu em Roma, que era um importante centro
musical da época. Lá, ele trabalhou como violinista e maestro di violino para a poderosa
família Pamphili, que era conhecida por seu patrocínio às artes. A posição de Corelli na
corte dos Pamphili permitiu-lhe acesso a recursos musicais de alta qualidade e a
oportunidade de colaborar com músicos talentosos.

Durante sua estadia em Roma, Corelli também estabeleceu um círculo de


estudantes de música, incluindo o famoso violinista e compositor Francesco Geminiani.
Ele dedicou uma parte significativa de seu tempo à prática e ao aprimoramento de suas
habilidades como violinista e compositor.

Em 1681, Corelli começou a dar concertos públicos em Roma, que se tornaram


extremamente populares e lhe renderam grande fama. Seu estilo virtuosístico de tocar
violino, combinado com suas composições inovadoras, cativou o público e inspirou uma
nova geração de músicos.

Além de suas atividades como intérprete e compositor, Corelli também se


dedicou ao ensino. Ele era conhecido por sua abordagem rigorosa e exigente, mas
também por seu apoio e encorajamento aos jovens músicos talentosos. Muitos de seus
alunos se tornaram violinistas de destaque e ajudaram a disseminar sua técnica e estilo
em toda a Europa.

Arcangelo Corelli faleceu em 8 de janeiro de 1713, em Roma, deixando um


legado duradouro na música clássica. Sua contribuição para o desenvolvimento da
música instrumental, especialmente para o violino, é inegável. Sua habilidade técnica,
suas composições refinadas e sua abordagem expressiva continuam a ser estudadas e
apreciadas até os dias de hoje, fazendo dele um dos grandes mestres da música barroca.

O virtuosismo de Corelli:

Arcangelo Corelli era conhecido por sua habilidade técnica excepcional e sua
capacidade de expressar emoções profundas através de seu violino. Sua técnica refinada
permitia que ele executasse passagens complexas e virtuosísticas com facilidade, o que
o tornou uma figura admirada entre seus contemporâneos. Seu domínio da entonação,
articulação e fraseado contribuiu para a clareza e expressividade de suas performances.

A influência de Corelli na evolução do violino:

A abordagem de Corelli ao violino teve um impacto significativo no


desenvolvimento do instrumento. Sua ênfase na execução precisa das notas e sua busca
pela perfeição sonora influenciaram muitos violinistas posteriores, incluindo
compositores como Johann Sebastian Bach. Corelli também introduziu o uso do arco
com movimentos mais sutis, permitindo uma maior variedade de dinâmicas e
expressões musicais.

A expressividade emocional de Corelli:

Além de sua técnica impecável, Corelli era conhecido por sua capacidade única
de transmitir emoção através de seu violino. Suas performances eram carregadas de
paixão e sensibilidade, com um uso magistral de ornamentos e variações. Ao tocar, ele
era capaz de evocar uma ampla gama de emoções, desde alegria e vivacidade até
melancolia e serenidade. Sua interpretação cativante e expressiva foi uma das
características mais marcantes de seu estilo.

Obras de Corelli

A contribuição mais famosa de Corelli para a música é sua coleção de "Sonatas


para Violino e Baixo Contínuo", publicada em 1700. Essas sonatas foram inovadoras
em sua estrutura e forma, estabelecendo as bases para a sonata barroca. Cada sonata
consiste em várias seções, como prelúdio, fugas, danças e movimentos rápidos e
virtuosísticos. Corelli demonstrou grande maestria na exploração das possibilidades do
violino e na criação de diálogos musicais entre o solo de violino e o baixo contínuo.

Além das sonatas, Corelli também compôs uma série de "Concerti Grossi". Essa
forma musical era uma adaptação do concerto barroco, caracterizada pelo contraste
entre um pequeno grupo de solistas (concertino) e uma orquestra maior (ripieno). Os
Concerti Grossi de Corelli são notáveis pela clareza da escrita contrapontística e pelas
belas melodias. Eles apresentam um equilíbrio elegante entre os solistas e o grupo
maior, com interações virtuosísticas e momentos de grande expressividade.

Corelli também compôs um número significativo de trio sonatas, que são


composições escritas para três instrumentos melódicos (geralmente dois violinos e um
instrumento de baixo, como um violoncelo) e baixo contínuo. Essas obras exibem a
habilidade de Corelli na escrita contrapontística e exploram a interação entre os três
instrumentos. As trio sonatas de Corelli são caracterizadas por suas linhas melódicas
encantadoras, harmonias ricas e um equilíbrio cuidadoso entre as vozes.

A importância da improvisação:

Corelli era conhecido por sua habilidade de improvisação, o que acrescentava


um elemento de surpresa e espontaneidade às suas apresentações. Sua capacidade de
criar variações e ornamentações instantâneas mostrava sua maestria musical e tornava
cada performance única. A improvisação permitia que ele se conectasse diretamente
com o público, criando um diálogo musical íntimo e envolvente.

O legado de Corelli:

A influência de Corelli foi duradoura, e seu legado pode ser observado em várias
gerações de violinistas. Sua abordagem técnica e expressiva estabeleceu um padrão para
a execução do violino, que ainda é estudado e admirado nos dias de hoje. Através de
suas composições, como as famosas "Sonatas para Violino e Baixo Contínuo", Corelli
elevou a música instrumental à categoria de arte sublime, deixando uma marca indelével
na história da música clássica.

Reflexões sobre a arte de tocar violino

A arte de tocar violino é uma expressão sublime da criatividade humana e da


habilidade técnica. É um instrumento que exige disciplina, dedicação e paixão para
dominá-lo plenamente.

O violino possui uma história rica e uma presença icônica na música clássica,
mas também encontra espaço em diversos gêneros musicais contemporâneos. Desde os
sons suaves e delicados até as notas virtuosas e enérgicas, o violino é capaz de
transmitir uma ampla gama de emoções.

Tocar violino é muito mais do que apenas executar as notas corretamente. É


sobre criar uma conexão profunda entre o instrumentista, o instrumento e a audiência.
Cada movimento do arco, cada vibração da corda e cada ajuste de pressão do dedo no
braço do violino são cuidadosamente planejados e executados para produzir um som
rico e envolvente.

A prática diária é essencial para dominar as técnicas necessárias para extrair o


melhor som possível do violino. A postura correta, a posição dos dedos, o controle da
respiração e a sensibilidade ao vibrato são apenas alguns dos aspectos que exigem
atenção constante e refinamento contínuo.

No entanto, a técnica sozinha não é suficiente para alcançar a verdadeira


essência da arte do violino. É preciso mergulhar nas nuances da música, interpretar as
partituras com sensibilidade e expressar as emoções por trás das notas. É aí que a
verdadeira magia acontece.

Quando um violinista talentoso domina a técnica e se conecta profundamente


com a música, ele é capaz de contar histórias através do som. Cada peça torna-se uma
jornada emocional, transmitindo alegria, tristeza, melancolia, esperança ou qualquer
outra emoção que o compositor tenha pretendido.

Além disso, o violino também tem a capacidade de unir pessoas. Em orquestras


e grupos de música de câmara, os músicos se unem em harmonia, criando uma sinergia
única. Através do poder da música, o violino é capaz de transcender barreiras culturais e
linguísticas, tocando os corações de pessoas ao redor do mundo.
A arte de tocar violino é um caminho de autodescoberta e crescimento pessoal.
Exige paciência, perseverança e uma busca constante pela excelência. Cada vez que um
violinista pega o arco e coloca o instrumento sob o queixo, abre-se um mundo de
possibilidades sonoras e emocionais.

Portanto, a arte de tocar violino é uma jornada fascinante, cheia de desafios e


recompensas. É uma forma de comunicação sem palavras, uma linguagem universal que
nos conecta com nossa humanidade mais profunda. Que possamos continuar apreciando
e valorizando essa bela forma de expressão artística.

Bibliografia

Carneiro, B. M. (2019). The Art of Playing on the Violin, de Francesco Geminiani–Um


estudo aprofundado para uma melhor compreensão da obra (Doctoral dissertation,
Instituto Politecnico do Porto (Portugal)).

Riedo, C. (2014). How Might Arcangelo Corelli Have Played the Violin? Music in
art, 39(1-2), 103-118.

Cross, E. (2006). Corelli and his legacy. Early Music, 34(3), 513-515.

Deas, S. (1953). Arcangelo Corelli. Music & Letters, 1-10.

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