PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
Sumário
1. Identificação..................................................................................................... 2
2. Introdução.........................................................................................................3
3. Gerenciamento Dos Riscos...............................................................................4
4. Objetivos..........................................................................................................5
5. Abrangência.....................................................................................................6
6. Processo de Elaboração...................................................................................8
6.1 PGR..........................................................................................................8
6.2 Programa 5 S............................................................................................9
7. Inventário de Riscos.......................................................................................10
8- Plano de Ação.................................................................................................25
9- Entendimento dos riscos e medidas preventivas no canteiro de obras...........39
10- NRs Importantes na Construção Civil.............................................................41
11- Responsabilidades do Programa.....................................................................43
12- Responsabilidades do Empregado..................................................................44
13- Forma de Avaliação do Desenvolvimento do PGR........................................45
14- Conclusão.......................................................................................................46
15- Encerramento..................................................................................................47
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
1. IDENTIFICAÇÃO
Responsável Nome: Eder Celestino Alves Santana
Técnico pela CPF: 156.246.155-34
Elaboração Telefone: (34) 99802-5548
Inicial E-mail:
[email protected]Razão Social: Educare Construtora
CNPJ: 28.122.396/0001-25
Endereço: Rua Santa Catarina, 74 Cidade: Araguari CEP: 38445-560
Bairro: Santa Helena UF: MG CNAE: 4120-4/00
Ramo de Atividade: Construção Civil
Total de Empregados: 50 Funcionários
Data de Abertura: 15/05/22 Telefone: (34) 3246-4800
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
2. INTRODUÇÃO
Este Documento contém o Inventário Geral dos Riscos relacionados às atividades
existentes na Empresa, compreendendo todas as categorias de riscos à segurança e saúde dos
trabalhadores e constitui um dos documentos básicos do Programa de Gestão de Riscos, no
que diz respeito ao reconhecimento e avaliação de riscos relacionados a agentes físicos,
químicos, biológicos, ergonômicos, mecânicos ou de acidentes.
Atende às exigências da Norma Regulamentadora 09, no que se diz respeito ao
reconhecimento e avaliação de riscos relacionados a agentes químicos, físicos e biológicos.
Atende às exigências da Norma Regulamentadora 17- Ergonomia, indicando situações nas
quais se faz necessário medidas preventivas e administrativas. Atende às exigências da Norma
Regulamentadora 05 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio. A CIPA está
diretamente envolvida na prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Atende
às exigências da Norma Regulamentadora 06 Equipamentos de Proteção Individual (EPI),
sendo uma das normas mais importantes para empresas da construção civil.
Entre outras Normas Regulamentadoras, atendendo às exigências, na construção
civil, constam nesse documento a NR07- Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional. NR08- Segurança nas Edificações; NR12- Segurança no uso de máquinas de
equipamentos; NR18- Medidas de segurança para construção civil; NR21- Trabalho a céu
aberto; NR26- Sinalização de Segurança; NR24- Condições Sanitárias no local de trabalho;
NR35- Segurança para trabalhos nas alturas; NR10- Segurança em instalações e Serviços de
eletricidade.
Os dados constantes neste documento servem de base para a Elaboração do Plano de
Ação Anual de Segurança e Saúde do Trabalho, que contempla as ações de controle a serem
mantidas, implementadas ou melhoradas, assim como as atividades de monitoramento das
exposições.
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
3. GERENCIAMENTO DOS RISCOS
O Gerenciamento de Riscos é a interface direta de todos os documentos de segurança e
saúde do trabalho da Organização. O principal objetivo é a implementação de um processo
contínuo para identificação, avaliação, tratamento e monitoramento dos riscos existentes nos
ambientes de trabalho, através do Programa de Gerenciamento de Riscos- PGR.
O PGR pode ser gerido pelo ciclo PDCA, que é uma ferramenta utilizada para auxiliar
no controle de processos, com foco na solução dos problemas. Ele foi inserido dentro do
Inventário de Riscos em conjunto com o Plano de Ação.
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
4. OBJETIVOS
A NR 18 através do subitem, 18.1.1 tem o objetivo de estabelecer diretrizes de
ordem administrativa, de planejamento e de organização, que visam a implementação de
medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e
no meio ambiente de trabalho na indústria de construção.
Os Objetivos deste Inventário de Riscos é:
Caracterizar exposições em todas as condições perigosas e aos agentes
potencialmente nocivos, químicos, físicos, biológicos e outros fatores estressores
que constituem carga de trabalho física e mental significativas.
Caracterizar a intensidade e a variação temporal das exposições para todos os
trabalhadores que atuem em atividades dentro da organização.
Avaliar os riscos potenciais a segurança e saúde de todos os trabalhadores
Priorizar e recomendar ações para controlar exposições que representem riscos
inaceitáveis e intoleráveis.
Registrar as avaliações ambientais realizadas na empresa
Comunicar os resultados dos processos de levantamento de perigos e avaliação de
riscos para todos os trabalhadores envolvidos.
Manter o registro histórico das exposições para todos os trabalhadores de forma
que problemas futuros de saúde possam ser analisados e gerenciados com base em
informações reais de exposição.
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
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5. ABRANGÊNCIA
Este Programa de Gerenciamento de Riscos, através de seu inventário de riscos
ocupacionais, descreverá os riscos ocupacionais existentes na organização, dentro de seus
setores, no intuito de potencializar a segurança e saúde dos trabalhadores. O processo se inicia
com a caracterização básica de cada unidade; processo e Ambiente de trabalho, força de
trabalho e agentes ambientais e estressores, os quais se destacam:
Físicos, dentre outros: Ruídos, vibrações, temperaturas anormais, pressões anormais,
radiações ionizantes, radiações não ionizantes e umidade.
Químicos, dentre outros: Névoas, neblinas, poeiras, fumos, gases e vapores.
Biológicos, dentre outros: Bactérias, fungos, protozoários e vírus.
Mecânicos, dentre outros: Geradores de acidentes, como o arranjo físico deficiente;
máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas ou defeituosas; eletricidade;
incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento inadequado.
Ergonômicos, dentre outros: Condições que afetam o bem estar do indivíduo sejam
elas físicas mentais ou organizacionais. São fatores que interferem nas características
psicofisiológicas do profissional, provocando desconfortos e problemas de saúde. São
exemplos de riscos ergonômicos: levantamento de peso; ritmo excessivo de trabalho;
monotonia; repetitividade; postura inadequada.
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6. PROCESSO DE ELABORAÇÃO
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6.1 PGR- Programa de Gerenciamento dos Riscos
Baseado nas normas ISO 14001, OHSAS 18001, o modelo proposto desenvolvido
apresenta a síntese do processo de identificação, análise, avaliação e controle de riscos, de
forma a subsidiar o gestor da organização na elaboração e implementação do Programa de
Gerenciamento de Riscos.
A metodologia de elaboração deste documento foi desenvolvida para atender a
organização de um modo geral em conjunto com o responsável pela área de segurança e saúde
do trabalho, com a participação de representantes dos trabalhadores, durante a elaboração do
Inventário de Riscos e Perigos.
6.2- PROGRAMA 5 s
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O 5 s não é só um programa para melhorias pontuais em uma obra. Trata de uma
metodologia que ajuda na implementação de programas de qualidade, dentre eles citados
acima. São eficientes para cumprir pautas de segurança do trabalho, aumentar a produtividade
e diminuir desperdícios. Por isso, sua implantação na construção civil ajuda no
desenvolvimento da gestão das obras e produz resultados interessantes.
1- Seiri mapeia os materiais necessários para o projeto e mantém no canteiro de obras
somente aqueles que forem utilizados. O canteiro de obras se torna organizado e
altamente funcional.
2- Seiton Mantém sempre disponível aquilo que se precisa para trabalhar. Projetos,
ferramentas e equipamentos devem estar dispostos em locais específicos e sempre
organizados para que engenheiros e operários tenham um acesso fácil. Aplica em
todos os ambientes da obra como vestiários, refeitórios e banheiros.
3- Seiso Na construção civil é bem aparente o beneficio de se ter um canteiro de
obras limpo. Além do ganho de produtividade do trabalho, o ambiente higienizado
é mais salubre e evita o aparecimento de pragas.
4- Seiketsu Tem a ver com o uso de EPI e a gestão de riscos. Uma obra que aplica
esse conceito diminui a probabilidade de acidentes de trabalho e riscos de outra
natureza para os trabalhadores. Além disso, promove a padronização das ações,
mantendo um nível elevado de qualidade de vida e trabalho.
5- Shitsuke É o senso de disciplina onde passam a agir cada vez mais naturalmente
os mais altos padrões de qualidade no trabalho em um canteiro de obras.
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
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7. INVENTÁRIO DE RISCOS
Riscos de Queda de Altura: É um Risco Mecânico, o risco de queda de altura na
construção civil é uma preocupação significativa e pode ocorrer em vários momentos durante
a execução de trabalhos. Alguns dos momentos mais comuns em que existe o risco de queda
de altura incluem:
• Trabalho em andaimes: Montagem, desmontagem e trabalho em andaimes são
situações críticas em que os trabalhadores podem cair de alturas elevadas.
• Trabalho em telhados: A instalação ou manutenção de telhados é uma atividade que
envolve riscos significativos de queda de altura.
• Trabalho em escadas: O uso inadequado de escadas ou escadas instáveis pode levar
a quedas de altura.
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• Trabalho em plataformas elevadas: Isso inclui o uso de elevadores de lança,
guindastes ou outras máquinas de elevação.
• Trabalho em locais elevados, como edifícios altos: Trabalhadores que estão
envolvidos na construção ou manutenção de edifícios altos enfrentam riscos substanciais de
queda.
• Trabalho em valas e trincheiras: Mesmo em trabalhos subterrâneos, como a
construção de valas, existe o risco de quedas de altura quando não são tomadas medidas de
segurança adequadas.
• Trabalho em estruturas suspensas: Isso inclui atividades como pintura, limpeza ou
reparo de estruturas suspensas, como pontes ou viadutos.
• Trabalho próximo a aberturas de piso: Em edifícios em construção, pode haver
aberturas de piso que representam um perigo de queda se não forem devidamente protegidas.
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Riscos de Queda de Materiais e Ferramentas
Os riscos de queda de materiais e ferramentas podem ocorrer em diversos momentos
durante atividades de construção e manutenção. Esses riscos estão relacionados à
possibilidade de objetos, equipamentos ou materiais caírem de uma altura elevada,
representando perigo para os trabalhadores e, em alguns casos, para pessoas nas
proximidades. Alguns dos momentos em que ocorre o risco de queda de materiais e
ferramentas incluem:
• Elevação de materiais: Ao utilizar guindastes, gruas ou outros equipamentos de
elevação para movimentar materiais, há o risco de que os materiais caiam durante o processo
de elevação, descarga ou posicionamento.
• Armazenamento inadequado: O armazenamento incorreto de materiais e
ferramentas em locais elevados, como prateleiras ou estantes, pode resultar em quedas se os
itens não estiverem devidamente seguros ou organizados.
• Trabalho em andaimes: Quando trabalhadores estão em andaimes elevados, eles
podem derrubar ferramentas ou materiais acidentalmente, representando um risco para
aqueles abaixo.
• Manutenção de telhados e estruturas elevadas: Durante a manutenção ou reparo de
telhados, fachadas ou estruturas elevadas, ferramentas ou materiais podem escorregar ou
serem deslocados, causando quedas.
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• Aberturas de piso: Em edifícios em construção ou reforma, as aberturas de piso não
protegidas ou mal sinalizadas podem levar à queda de materiais ou ferramentas.
• Transporte de materiais em escadas: Ao subir ou descer escadas com materiais
pesados ou ferramentas, há o risco de queda se os objetos não forem adequadamente
manipulados.
• Trabalho em altura com ferramentas manuais: Quando os trabalhadores estão em
plataformas elevadas, como escadas ou andaimes, enquanto usam ferramentas manuais, há o
risco de que essas ferramentas caiam e causem danos.
• Operações de demolição: Durante a demolição de estruturas, há o risco de queda de
materiais, detritos ou equipamentos pesados, que podem representar perigo para os
trabalhadores e para áreas circundantes.
• Atividades de içamento: Ao içar materiais ou ferramentas usando guinchos, talhas
ou outros dispositivos de içamento, é importante garantir que os itens estejam devidamente
seguros para evitar quedas.
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Riscos Elétricos
Os riscos elétricos podem ocorrer na construção civil durante atividades que envolvam
a instalação, manutenção ou reparo de sistemas elétricos, equipamentos e fiações.
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Riscos de Exposição a Produtos Químicos
Os riscos de exposição a produtos químicos podem ocorrer na construção civil durante
atividades como aplicação de tintas, solventes, impermeabilizantes, entre outros materiais que
contenham substâncias químicas.
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Riscos de Incêndio
Os riscos de incêndio podem ocorrer na construção civil devido a diversas situações,
como uso de equipamentos de solda, curtos-circuitos elétricos, armazenamento incorreto de
materiais inflamáveis, entre outros.
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Riscos Ergonômicos
Riscos ergonômicos podem ocorrer na construção civil quando as condições de
trabalho não são adequadas, podendo causar danos à saúde e à integridade física do
trabalhador. Na construção civil, os riscos ergonômicos mais comuns podem incluir:
1. Esforço físico excessivo: movimentação de materiais pesados, levantamento de
carga, carregamento de materiais, entre outros.
2. Posturas inadequadas: trabalho em posições desconfortáveis, por exemplo,
agachado, em desconhecimento de riscos, repetitividade de movimentos, entre outros.
3. Ritmo excessivo de trabalho: trabalhar em alta velocidade ou sob pressão, o que
pode causar fadiga e estresse.
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4. Monotonia e repetitividade: realizar tarefas repetitivas e/ou com pouca variação.
5. Vibrações: exposição a vibrações causadas por equipamentos e ferramentas, como
serras e martelos pneumáticos.
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Riscos de Ruído
Na construção civil, a exposição ao ruído é um risco significativo que ocorre em vários
momentos durante diversas atividades. O ruído excessivo na construção pode resultar em
danos à audição e outros problemas de saúde para os trabalhadores, tornando crucial a
identificação e a mitigação desse risco. Alguns dos momentos em que ocorre o risco de
exposição ao ruído na construção civil incluem:
• Operação de Máquinas e Equipamentos Pesados: Muitos equipamentos usados na
construção, como retro escavadeiras, escavadoras, tratores, martelos pneumáticos,
compactadores, guindastes e serras elétricas, geram níveis elevados de ruído durante o
funcionamento.
• Demolição e Derrubada de Estruturas: O uso de equipamentos pesados e
ferramentas para demolir estruturas de concreto, aço e outros materiais pode gerar níveis
extremamente altos de ruído.
• Trabalho com Ferramentas Elétricas e Pneumáticas: As atividades de construção
envolvem o uso de uma variedade de ferramentas, como furadeiras, serras elétricas, martelos
pneumáticos e lixadeiras, que podem ser ruidosas.
• Transporte de Materiais: A operação de caminhões, guinchos e outros veículos de
transporte de materiais também podem produzir ruído significativo.
• Trabalho em Altura: Em projetos de construção de edifícios altos, os trabalhadores
que utilizam plataformas elevadas ou andaimes podem estar expostos ao ruído devido ao eco
dos sons nas estruturas.
• Atividades de Soldagem e Corte: Os processos de soldagem e corte de metal
envolvem equipamentos que podem gerar ruído, além de radiação eletromagnética.
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• Operações de Concretagem: O uso de betoneiras e bombas de concreto pode ser
acompanhado de níveis elevados de ruído.
• Operação de Geradores: Em locais onde a eletricidade não está disponível, os
geradores a diesel são freqüentemente usados, e eles podem ser fontes significativas de ruído.
• Trabalho em Ambientes Fechados: Dentro de edifícios em construção, os
trabalhadores podem ser expostos a ruído devido a atividades internas, como montagem de
estruturas metálicas.
• Comunicação no Local de Trabalho: A necessidade de comunicação entre
trabalhadores em um canteiro de obras pode resultar em um aumento no nível de ruído devido
às conversas e ao uso de dispositivos de rádio.
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Riscos de Vibrações
Os riscos de vibrações na construção civil podem ocorrer quando os trabalhadores estão
expostos a ferramentas ou equipamentos que geram vibrações, como serras, martelos
pneumáticos, compactadores de solo, Tratores.
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Riscos de espaços confinados
Os riscos de espaços confinados na construção civil podem ocorrer quando os
trabalhadores entram em locais que possuem uma configuração limitada de entrada e saída,
ventilação natural desfavorável e que podem apresentar riscos à saúde e segurança dos
trabalhadores, como falta de oxigênio, gases tóxicos, inflamáveis, poeiras, entre outros.
Riscos de Lesões Músculo-esquelético
Os riscos de lesões musculoesqueléticas na construção civil podem ocorrer devido a
atividades repetitivas, posturas inadequadas, levantamento de cargas pesadas, vibrações, entre
outros fatores que podem afetar a saúde e segurança dos trabalhadores.
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Riscos de Soterramento (em escavações)
O risco de soterramento em escavações é um perigo real na construção civil e pode
ocorrer quando há o desabamento do solo nas áreas escavadas, podendo levar a ferimentos
graves e até mesmo à morte dos trabalhadores.
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Riscos de Acidentes de Trânsito no Local da Obra
O risco de acidentes de trânsito no local da obra pode ocorrer em diversas situações
durante a construção civil. Alguns exemplos de momentos em que esse risco é mais presente
são:
1. Movimentação de veículos e maquinários pesados dentro do canteiro de obras:
A presença de caminhões, guindastes, empilhadeiras e outros equipamentos de grande
porte podem aumentar o risco de acidentes com os trabalhadores que circulam pelo local.
2. Cargas e descargas de materiais:
Durante o transporte de materiais para o canteiro de obras, ocorrem freqüentemente
operações de carga e descarga, que envolvem manobras de veículos e podem resultar em
acidentes com pedestres ou outros veículos.
3. Entrada e saída de veículos no canteiro de obras:
O fluxo de entrada e saída de veículos pode envolver manobras arriscadas e colisões
que podem causar acidentes.
4. Trabalho próximo a vias movimentadas:
Algumas obras estão localizadas próximas a vias públicas movimentadas, o que
aumenta o risco de acidentes envolvendo os trabalhadores.
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
8- PLANO DE AÇÃO
Quedas de altura: De acordo com a Norma Regulamentadora 35 (Trabalho em
Altura), propõe a utilização de preceitos da antecipação dos riscos para a implementação de
medidas adequadas, pela utilização de metodologias de análise de risco e de instrumentos
como as permissões de trabalho, conforme as situações de trabalho, para que o mesmo se
realize com máxima segurança. Devido à construção em altura, é importante proteger os
trabalhadores contra quedas. Isso pode envolver o uso de andaimes, corrimãos, guarda-corpos e
equipamentos de proteção individual (EPI) como cintos de segurança. Considera-se trabalhador
autorizado para trabalho em altura aquele capacitado cujo estado de saúde foi avaliado e foi apto
para trabalhar e executar suas atividades.
Medida de Prevenção: Utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) como cintos
de segurança, andaimes seguros e corrimãos e treinamento necessário. Segue abaixo os
Principais (EPI) para o risco de queda em altura:
• Cintos de Segurança (ou Cintos pára-quedistas): Esses dispositivos são usados
para prender os trabalhadores a estruturas seguras ou linhas de vida. Eles impedem quedas
graves e são essenciais ao trabalhar em alturas elevadas.
• Arnês de Segurança: Este é um componente chave do sistema de prevenção de
quedas. Ele é usado em conjunto com cintos de segurança e é projetado para distribuir a força
de impacto em caso de queda.
• Talabartes de Segurança: São cabos ou correias que conectam o arnês de segurança
ao ponto de ancoragem seguro. Eles absorvem a energia de impacto durante uma queda e
evitam que o trabalhador atinja o solo.
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• Redes de Segurança: Essas redes são instaladas em locais onde existe o risco de
queda, como em andaimes ou estruturas elevadas. Elas são projetadas para capturar
trabalhadores em caso de queda.
• Guarda-corpos: São barreiras físicas que são instaladas ao redor de áreas de risco,
como bordas de telhados ou aberturas de piso, para evitar quedas acidentais.
• Capacetes: Embora o foco principal seja a proteção da cabeça, os capacetes também
podem ser úteis para evitar lesões em quedas ao fornecer uma camada adicional de proteção.
• Calçados de Segurança: Botas ou sapatos de segurança com solas antiderrapantes
ajudam a evitar quedas ao fornecer aderência em superfícies escorregadias.
• Óculos de Proteção: Eles protegem os olhos de detritos ou partículas que possam
cair de altura.
• Luvas de Proteção: Dependendo do trabalho, as luvas podem ser necessárias para
proteger as mãos de lesões causadas por objetos em queda.
• Roupas de Proteção: Trajes de trabalho resistentes, como macacões, podem ser
necessários para proteger o corpo contra lesões em quedas ou ao trabalhar com materiais
perigosos.
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Riscos de Queda de Materiais e Ferramentas
Medida de Prevenção: Garantir que ferramentas e materiais estejam bem
armazenados e fixos para evitar quedas acidentais. Adotar o programa 5s para uma melhor
organização. Segue alguns dos principais EPIs que podem ser necessários:
• Capacetes: Embora sejam mais conhecidos pela proteção da cabeça contra impactos
diretos, os capacetes também protegem contra quedas de materiais e ferramentas que possam
cair de locais elevados.
• Óculos de Proteção: Óculos de segurança protegem os olhos contra detritos,
partículas ou pequenos objetos que possam cair e causar ferimentos.
• Luvas de Proteção: Luvas resistentes são importantes para proteger as mãos ao
manusear ferramentas e materiais que possam cair e causar cortes, abrasões ou outros danos.
• Calçados de Segurança: Botas ou sapatos de segurança com solas antiderrapantes
oferecem proteção aos pés contra objetos caindo e também ajudam a evitar escorregões em
superfícies escorregadias.
• Cintos pára-quedistas e Arnês de Segurança: Enquanto esses são frequentemente
associados à prevenção de quedas de trabalhadores, eles também podem ser úteis para
prevenir ferimentos causados por objetos em queda. Um trabalhador que esteja usando um
cinto pára-quedista e um arnês estará mais seguro para evitar uma queda ao ser puxado por
um objeto que cai.
• Proteção Auditiva: Quando o trabalho envolve o uso de máquinas ou equipamentos
pesados que possam soltar materiais, proteção auricular pode ser necessária para evitar
distrações ou danos auditivos de sons altos.
• Roupas de Proteção: Macacões resistentes ou roupas de trabalho apropriadas podem
oferecer alguma proteção contra objetos que caem.
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• Redes de Proteção: Para áreas onde a queda de materiais e ferramentas é uma
preocupação constante, a instalação de redes de proteção pode ajudar a capturar e conter
objetos em queda.
• Protetores Faciais: Em alguns casos, como em trabalhos de demolição, pode ser
necessário o uso de protetores faciais para proteger o rosto contra detritos e objetos em queda.
• Equipamento de Sinalização: Para áreas de perigo, como locais de construção em
que materiais estão sendo içada, sinalização apropriada, como cercas de advertência e cones,
pode alertar as pessoas sobre os riscos.
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Risco de Eletricidade
A Norma Regulamentadora NR-10 é aplicada para garantir a segurança no trabalho
com eletricidade. NR-18 também pode ser consultada para orientar sobre os procedimentos
relacionados à construção civil. Na execução de atividades que envolvam riscos elétricos, os
trabalhadores devem utilizar os seguintes equipamentos de proteção individual (EPI)
Capacete de segurança: para proteção da cabeça contra impactos de materiais e
choques elétricos.
Óculos de segurança: para proteção dos olhos contra partículas, faíscas e radiações.
Luvas isolantes: para proteção das mãos contra choques elétricos.
Calçados de segurança: para proteção dos pés contra impactos, quedas de objetos e
choques elétricos.
Roupas de trabalho adequadas: como macacões ou uniformes resistentes ao fogo e
materiais isolantes.
Protetor auricular: para proteção do ouvido contra ruídos excessivos.
Cinto de segurança: utilizado em situações em que há risco de queda de altura.
Além dos EPIs, é fundamental que os trabalhadores sejam treinados em segurança
elétrica e saibam identificar os riscos existentes, assim como adotar medidas de prevenção e
de primeiros socorros em caso de acidentes elétricos. Garantir que todas as instalações
elétricas sejam feitas por profissionais qualificados e inspecionadas regularmente.
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Riscos Químicos
A Norma Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres). NR-9
(Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA) são utilizadas como referência para a
prevenção e controle dos riscos químicos na construção civil.
Na manipulação de produtos químicos, é fundamental que os trabalhadores utilizem os
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados. Segue Alguns EPIs comumente
utilizados para proteção contra substâncias químicas:
Luvas químicas: para proteção das mãos contra produtos químicos corrosivos ou
irritantes.
Óculos de segurança: para proteção dos olhos contra respingos ou vapores químicos.
Máscaras respiratórias: para proteção das vias respiratórias contra gases, vapores ou
partículas químicas.
Avental ou macacão de proteção: para cobrir o corpo e evitar o contato direto com
substâncias químicas.
Botas de segurança: para proteção dos pés contra derramamentos de produtos
químicos ou objetos cortantes.
Protetor auricular: em caso de exposição a ruídos excessivos durante a manipulação
de produtos químicos.
É importante ressaltar que a escolha dos EPIs adequados deve ser feita com base na
avaliação de riscos químicos específicos de cada atividade. Além disso, os trabalhadores
devem ser devidamente treinados sobre o uso correto dos EPIs, armazenamento seguro de
substâncias químicas, procedimentos de emergência e primeiros socorros em casos de
acidentes químicos. Armazenar produtos químicos de acordo com as normas de segurança,
fornecer EPIs adequados e treinamento para manuseio correto.
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Riscos de Incêndio
A Norma Regulamentadora NR-23 (Proteção contra Incêndios) estabelece as diretrizes
para prevenção e combate a incêndios em locais de trabalho. Quanto aos Equipamentos de
Proteção Individual (EPI) relacionados a riscos de incêndios na construção civil, podemos
destacar:
Capacete de segurança: protege a cabeça contra quedas de materiais ou objetos
durante situações de incêndio.
Luvas resistentes ao calor: protegem as mãos contra queimaduras e altas
temperaturas.
Botas de segurança: protegem os pés contra quedas de objetos e proporcionam
resistência ao calor.
Máscaras com filtro de partículas: utilizadas para evitar a inalação de gases,
fumaças e vapores tóxicos gerados pelo incêndio.
Roupas de proteção: macacão ignífugo ou resistente a chamas, que protege o corpo
contra o calor intenso do fogo.
Protetor auricular: utilizado para proteção contra o ruído gerado por equipamentos
ou alarmes durante situações de emergência.
Importante ressaltar que cada situação de incêndio na construção civil pode apresentar
particularidades e exigir equipamentos adicionais específicos. Exemplos: máscaras
autônomas, extintores de incêndio, entre outros, conforme definido no Plano de Prevenção e
Combate a Incêndios (PPCI) da obra.
O treinamento adequado para o uso correto dos EPIs e o conhecimento sobre as
medidas de prevenção e combate a incêndio também são indispensáveis para os trabalhadores
da construção civil. Ter extintores de incêndio adequados e sinalizações de evacuação,
realizar treinamentos periódicos sobre procedimentos de segurança em caso de incêndio.
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Riscos Ergonômicos
Riscos ergonômicos podem ocorrer na construção civil quando as condições de
trabalho não são adequadas, podendo causar danos à saúde e à integridade física do
trabalhador. A NR-17 (Norma Regulamentadora número 17) trata especificamente da
ergonomia no trabalho. Segue abaixo os EPI necessários:
Luvas de proteção: para proteção das mãos durante atividades que envolvam a
manipulação de materiais pesados ou exigem movimentos repetitivos.
Óculos de proteção: para proteger os olhos contra partículas, detritos ou produtos
químicos.
Protetores auriculares: para proteger os ouvidos contra níveis elevados de ruído.
Calçados de segurança: para proteger os pés contra impactos, perfurações e
escorregões.
Protetores respiratórios: para proteger as vias respiratórias contra poeiras, fumaças
ou vapores.
Cintos de segurança: para evitar quedas em altura durante o trabalho em andaimes ou
locais elevados.
Além disso, é necessário adotar medidas de organização do trabalho que promovam
pausas regulares, rodízio de tarefas, treinamento dos trabalhadores e a utilização de
ferramentas e equipamentos ergonômicos. Garantir que os trabalhadores tenham mobiliário
ergonômico e pratiquem posturas seguras ao levantar objetos pesados.
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Riscos de Ruído
A eliminação ou redução da exposição ao ruído aos trabalhadores contribui
diretamente para um ambiente mais saudável e seguro. Dessa forma a probabilidade de
acidentes e baixo rendimento são menores. O ruído é considerado um dos agentes mais
comuns nos ambientes de trabalho e quando sua exposição é maior do que o permitido pode
trazer muitas doenças e malefícios a saúde como, por exemplo, a PAIR( perda auditiva por
ruído ocupacional), que quando adquirida não possui tratamento. Segue abaixo algumas
medidas preventivas:
Protetores Auditivos: São equipamentos de proteção individual e pode ser
considerada a solução mais obvia para este tipo de agente. Porém é necessário que o ambiente
e as condições de trabalho sejam adaptados ao trabalhador.
Alterar o posicionamento das fontes de ruído e redução da concentração de
máquinas: Posicionar as máquinas em lugares mais afastados dos trabalhadores e reduzir a
concentração delas no mesmo ambiente pode ser uma solução simples, desde que possa trocar
e posicionar melhor os equipamentos.
Isolamento Acústico: O uso de isolamento acústico em paredes e tetos pode ajudar na
forma a qual o som viaja através do ambiente.
Divisão de Turnos em ambientes com alta exposição de ruído: A redução da carga
horária de trabalho a qual o trabalhador esta exposto ao ruído pode ser tomada através da
troca de turnos entre os trabalhadores.
Enclausuramento da Máquina: Tem como objetivo confinar diversas fontes de ruído
de forma total ou parcial. Dentre algumas soluções aplicadas para o enclausuramento de
maquinas estão as cabinas acústicas, barreiras acústicas, atenuadores de ruídos, portas
acústicas e venezianas acústicas.
Substituição das máquinas ou peças que estão causando o ruído também é uma forma
de medida preventiva.
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Riscos de Vibrações
A NR-15 (Norma Regulamentadora número 15) trata especificamente das atividades e
operações insalubres. No seu Anexo 8, há a regulamentação da exposição ocupacional a
vibrações. Os trabalhadores expostos a vibrações devem utilizar Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs) adequados para minimizar os riscos:
Luvas anti-vibração: são luvas especiais que possuem proteção nas palmas e dedos,
reduzindo a transmissão das vibrações para as mãos.
Botas ou sapatos anti-vibração: são calçados com sistemas de amortecimento para
reduzir a transmissão das vibrações para os pés.
Protetores auriculares: embora sejam principalmente usados para proteção contra
ruído, alguns protetores auriculares também podem ajudar a reduzir a exposição às vibrações.
Não é Utilizado apenas EPIs, outras medidas podem ser adotadas para controlar os
riscos de vibração na construção civil. Como a implantação de programas de manutenção
preventiva para minimizar vibrações excessivas em equipamentos. Importante ressaltar que
em todos os riscos encontrados, no plano de ação está incluso a prática de DDS nas empresas.
Uso de ferramentas e técnicas que reduzam as vibrações e adoção de medidas de
controle administrativo, como a rotação de tarefas para reduzir a exposição contínua às
vibrações. Utilizar ferramentas com redução de vibração e oferecer treinamento sobre o
manuseio adequado.
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Riscos de espaços confinados
A NR-33 (Norma Regulamentadora número 33) é a norma que trata especificamente
dos requisitos mínimos para a identificação de espaços confinados, bem como para avaliação,
monitoramento e controle dos riscos existentes nesses locais. Ao adentrar em espaços
confinados, os trabalhadores devem utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
adequados para garantir sua segurança, tais como:
Equipamento de respiração autônomo (ERA): é uma máscara com cilindro de ar
comprimido que permite ao trabalhador respirar em condições onde a atmosfera seja insalubre
ou com risco de falta de oxigênio.
Cinto de segurança tipo pára-quedista: é utilizado em conjunto com equipamentos
de prevenção de quedas, permitindo que o trabalhador fique seguro durante suas atividades
em espaços confinados.
Capacetes, luvas e óculos de proteção: Proteção básica para a cabeça, mãos e olhos,
que podem ser necessários em espaços confinados dependendo dos riscos envolvidos.
É importante destacar que a entrada e o trabalho em espaços confinados devem ser
precedidos por uma avaliação de risco completa, planejamento adequado e supervisão
adequada para garantir a segurança dos trabalhadores. Os EPIs utilizados devem estar em
conformidade com as normas vigentes e serem fornecidos pela empresa para garantir a
proteção eficaz dos colaboradores envolvidos nessas atividades. (CA)
Identificar espaços confinados, fornecer treinamento e equipamentos de segurança
adequados, e estabelecer procedimentos de resgate em caso de emergência.
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Riscos de Lesões Músculo-esquelético
A NR-17 (Norma Regulamentadora número 17) estabelece as diretrizes e parâmetros
mínimos para a ergonomia no ambiente de trabalho, incluindo a prevenção de lesões
musculoesqueléticas. NR-18 (Norma Regulamentadora número 18) trata especificamente da
segurança na indústria da construção, incluindo medidas para prevenir acidentes e danos à
saúde dos trabalhadores. Alguns dos EPIs que podem ser utilizados para prevenir lesões
musculoesqueléticas na construção civil incluem:
Luvas de proteção: utilizadas para proteger as mãos contra cortes, arranhões e atritos.
Calçados de segurança: utilizados para proteger os pés contra impactos, quedas de
objetos e do piso irregular.
Cintos de apoio lombar: utilizados para fornecer suporte à região lombar e evitar
sobrecargas excessivas nessa área.
Óculos de proteção: utilizados para proteger os olhos contra partículas, respingos
químicos e outros riscos que possam afetar a visão.
Protetores auriculares: utilizados para proteger os ouvidos contra ruídos excessivos,
que podem ser comuns em obras de construção civil.
Vale ressaltar que além do uso de EPIs, é fundamental adotar técnicas corretas de
levantamento de cargas, promoverem pausas regulares, ajustar a altura e posição dos
equipamentos para evitar posturas inadequadas, entre outras medidas de ergonomia, visando
prevenir lesões musculoesqueléticas e garantir a segurança e saúde dos trabalhadores na
construção civil. Treinar em técnicas de levantamento seguro e fornecer equipamentos
ergonômicos.
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Riscos de Soterramento (em escavações)
A Norma Regulamentadora NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção, estabelece as diretrizes de segurança para a construção civil no
Brasil, incluindo as medidas de prevenção de soterramento em escavações. Alguns EPIs
(Equipamentos de Proteção Individual) recomendados para prevenção de soterramento em
escavações incluem:
Capacete de segurança: Para proteção da cabeça contra quedas de materiais ou
desabamentos.
Calçado de segurança: Para proteção dos pés contra lesões causadas por objetos
pesados, quedas ou escorregões.
Luvas de segurança: Para proteção das mãos contra cortes, abrasões e contato com
materiais perigosos.
Óculos de segurança: Para proteção dos olhos contra partículas, respingos de líquidos
e outros materiais que possam causar lesões.
Protetor auricular: Para proteção dos ouvidos contra ruídos excessivos.
Além disso, é fundamental adotar medidas de prevenção, como:
1. Realizar avaliação prévia do solo e das condições de estabilidade da escavação.
2. Providenciar sistemas de escoramento adequado para evitar desabamentos.
3. Sinalizar e delimitar as áreas de escavação de forma clara.
4. Alertar os trabalhadores sobre os riscos e fornecer treinamento de segurança.
5. Programar um sistema de resgate imediato em caso de soterramento, com a presença
de equipamentos de salvamento e equipe treinada. Estabelecer sistemas de escoramentos
adequados, realizarem inspeções regulares e treinar os trabalhadores sobre os procedimentos
de segurança em escavações.
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Riscos de Acidentes de Trânsito no Local da Obra
A Norma Regulamentadora (NR) utilizada para orientar as medidas de segurança
nesse contexto é a NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção. Quanto aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para a
prevenção de acidentes de trânsito no local da obra:
Capacete de segurança: Para proteção da cabeça em caso de queda de objetos.
Óculos de proteção: Para proteção dos olhos contra partículas, poeira e respingos.
Luvas de segurança: Para proteção das mãos em atividades que envolvem manuseio
de materiais, cargas ou equipamentos.
Calçados de segurança: Botas ou sapatos com solados resistentes e biqueiras de
proteção para evitar ferimentos nos pés.
Coletes de segurança ou roupas refletivas: Para aumento da visibilidade dos
trabalhadores que circulam próximo a vias movimentadas.
Implementar sinalizações adequadas, zonas de tráfego separadas e treinamento para
operadores de veículos.
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Entendendo os Riscos e Medidas Preventivas no Canteiro de Obras
• Quedas de objetos: Ferramentas, materiais e equipamentos podem cair de alturas
elevadas, representando um risco para os trabalhadores. É importante garantir que as áreas de
trabalho estejam bem sinalizadas e que os trabalhadores usem capacetes de segurança.
• Máquinas e equipamentos: O uso de máquinas e equipamentos pesados na
construção pode criar riscos de esmagamento, corte ou aprisionamento. Certifique-se de que
os operadores sejam treinados adequadamente e que as máquinas estejam em boas condições
de funcionamento.
• Eletricidade: Fios elétricos expostos ou inadequadamente instalados podem
representar um risco de choque elétrico. Garanta que todos os trabalhadores sejam treinados
em segurança elétrica e que as instalações elétricas estejam em conformidade.
• Produtos químicos e substâncias perigosas: A construção pode envolver o uso de
produtos químicos perigosos, como solventes, adesivos e tintas. É essencial que os
trabalhadores tenham acesso a informações sobre os produtos químicos utilizados e usem EPI
adequados quando necessário.
• Condições ergonômicas: Trabalhar em uma obra de construção pode ser fisicamente
exigente. Certifique-se de que os trabalhadores recebam treinamento em ergonomia e tenham
acesso a equipamentos que reduzam o risco de lesões por esforço repetitivo.
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• Condições climáticas: Condições climáticas adversas, como chuva, vento ou calor
extremo, podem aumentar os riscos para os trabalhadores. Forneça abrigo e EPI adequados
para enfrentar as condições climáticas.
• Segurança no transporte de materiais: O transporte de materiais dentro do local de
trabalho pode criar riscos, especialmente quando há muitos trabalhadores e equipamentos em
movimento. Estabeleça rotas seguras e protocolos para evitar acidentes.
• Comunicação e treinamento: Garanta que todos os trabalhadores sejam
devidamente treinados em segurança no local de trabalho e que haja um sistema eficaz de
comunicação de riscos e procedimentos de segurança.
• Primeiros socorros e acesso a cuidados médicos: Mantenha kits de primeiros
socorros prontamente disponíveis e garanta que todos os funcionários saibam como usá-los.
Além disso, forneça acesso rápido a cuidados médicos em caso de lesões graves.
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PROGRAMA DE GERENCIAMNETO DE RISCOS
NR Importantes na Construção Civil
• NR 1 - Disposições Gerais: Estabelece as diretrizes e responsabilidades gerais sobre
segurança e saúde no trabalho. • NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança
e em Medicina do Trabalho (SESMT): Define a necessidade de serviços especializados em
segurança do trabalho e medicina do trabalho, dependendo do tamanho e grau de risco da
obra.
• NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA): Estabelece a
obrigatoriedade da CIPA em empresas com mais de 50 funcionários, com o objetivo de
promover a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.
• NR 6 - Equipamentos de Proteção Individual (EPI): Define os requisitos para a
seleção, uso, conservação e fornecimento de EPIs, que são essenciais na construção civil.
• NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO):
Estabelece a obrigatoriedade de realizar exames médicos ocupacionais e avaliações de saúde
para os trabalhadores.
• NR 9 - prevê, no corpo da norma, a sistemática de avaliação e controle dos
agentes ambientais e, nos seus anexos, as medidas para cada agente específico, a exemplo
das atualmente estabelecidas para vibrações e calor. Com isso, faz-se ainda necessária a
construção de anexos específicos para os demais agentes, como ruído, agentes químicos e
biológicos, elaborados de acordo com o cronograma de atividades da CTPP. De forma a
preencher a lacuna normativa, enquanto da construção desses demais anexos, foi inserida na
norma disposição provisória, similar a que fora prevista na versão de 1994, estabelecendo a
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definição de nível de ação e de aplicação subsidiária dos critérios e limites de tolerância
constantes na NR-15 e seus anexos e, na sua ausência, daqueles previstos pela American
Conference of Governmental Industrial Higyenists (ACGIH).
• NR 15 - Atividades e Operações Insalubres: Define os limites de tolerância para
agentes físicos, químicos e biológicos que podem ser prejudiciais à saúde dos trabalhadores.
• NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção:
Essa NR é específica para a construção civil e aborda questões relacionadas à organização e
segurança do canteiro de obras, além de requisitos de segurança para máquinas e
equipamentos.
• NR 35 - Trabalho em Altura: Estabelece requisitos para trabalho em altura, o que é
relevante para construções de vários andares.
• NR 33 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados: Caso haja a
necessidade de trabalhar em espaços confinados, essa NR se aplica
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
Responsabilidades do Programa
Responsabilidade Técnica na Elaboração do Programa
Daniele do Prado
Engenheira de Segurança do Trabalho
CREA 0265465745
Responsável Legal Pelo Estabelecimento
Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e
saúde no trabalho;
Informar aos trabalhadores, quanto aos riscos existentes no local de trabalho e medidas
de prevenção adotadas para a eliminação de riscos.
Elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos
trabalhadores.
Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos
preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho.
Determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença
relacionada ao trabalho, incluindo a análise de suas causas.
Disponibilizar a inspeção do trabalho todas as informações relativas a segurança e
saúde no trabalho.
Implementar medidas de prevenção, ouvindo os trabalhadores, de acordo com a
seguinte ordem:
Eliminação dos fatores de risco
Minimização e controle dos fatores de risco com adoção de medidas
administrativas ou de organização do trabalho;
Adoção de medidas de proteção individual.
Lorraine Aparecida Alves Mateus
Nome Responsável legal pela implementação do Programa
Responsabilidade do Serviço Especializado em Segurança e Medicina Do Trabalho- SESMT
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Responsabilidade do Empregado
Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho,
inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador;
Submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras;
Colaborar com a Organização na aplicação das Normas Regulamentadoras;
Usar o Equipamento de Proteção Individual fornecido pelo Empregador;
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Forma de Avaliação do Desenvolvimento do PGR
O PGR deve estar atualizado de acordo com a etapa em que se encontra o
canteiro de obras.
A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo a ser revisto a cada
dois anos ou quando da ocorrência das seguintes situações:
Após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos.
Após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos,
condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos
riscos ou modifiquem os riscos existentes;
Quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas
de prevenção;
Na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho;
Quando houver mudanças nos requisitos legais aplicáveis;
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
Conclusão
A partir do desenvolvimento deste trabalho destaca-se que os objetivos foram
alcançados, pois foram identificados os riscos em relação aos perigos de acidentes no canteiro
de obras e a partir dessa avaliação, elaborou-se um modelo de Programa De Gerenciamento
de Riscos Ocupacionais composto principalmente pelo Inventário de Riscos e um Plano de
Ação. Assim, foi possível desenvolver um trabalho que alem de fornecer um modelo de
documento de gerenciamento de riscos para empresas de construção civil, demonstra como
foram realizados todos os procedimentos para a elaboração do mesmo (Avaliação,
caracterização e classificação dos riscos).
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Encerramento
O INVENTÁRIO DE RISCOS OCUPACIONAIS foi elaborado a partir da análise
preliminar dos cenários de risco, compiladas em matriz de risco eletrônica, para facilitar as
revisões e atualizações dos riscos levantados.
O PLANO DE AÇÃO encontra-se compilado no INVENTÁRIO DE RISCOS
OCUPACIONAIS, ao final de todos os riscos, seguidos na próxima página.
Araguari, 20 de Setembro de 2023
Responsáveis pela Elaboração do PGR
Lorraine Aparecida Alves Mateus
Simone de Sousa Pereira
Daniele do Prado
Ana Flávia
Éder Celestino Alves Santana
Renato Silva Della Posta
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