Radiobiologia e Dosimetria
Aula 4: Grandezas radiológicas
Apresentação
Estudaremos conceitos físicos e matemáticos das principais grandezas radiológicas, que são: Atividade, Fluência Φ,
Exposição X, Dose Absorvida D, Fator de qualidade Q, Dose Equivalente H e Kerma K.
O objetivo desta aula é que você alcance o conhecimento conceitual e matemático das grandezas apresentadas e tenha
conhecimento do breve histórico e da evolução conceitual das grandezas, bem como a diferença entre Grandezas
Dosimétricas, Limitantes e Operacionais.
Objetivos
Examinar o conceito sobre as grandezas radiológicas mais relevantes juntamente com as respectivas equações
matemáticas que as definem;
Identificar a aplicabilidade das grandezas radiológicas apresentadas.
Grandezas dosimétricas
Pode-se afirmar que a proteção radiológica tem como objetivo principal proteger os indivíduos e o ambiente de danos
provocados pela exposição externa ou interna às radiações ionizantes.
Para atingir esse objetivo, foram desenvolvidos conceitos e grandezas dosimétricas específicas por duas entidades
internacionais que cooperam entre si, objetivando a avaliação das doses devido à exposição à radiação: a International
Commission for Radiation Units and Measurements (ICRU), criada em 1925 no primeiro congresso internacional de Radiologia,
em Londres, e três anos depois, a International Commission on Radiation Protection (ICRP).
1977
As grandezas dosimétricas são utilizadas
para descrever e quantificar a energia
depositada por um feixe de radiação em um
determinado meio. Em 1977, na publicação
26 da ICRP, foram introduzidas as grandezas
de proteção: equivalente de dose, para órgãos
e tecidos humanos, e equivalente de dose
efetiva.
1991
Em 1991, na publicação 60 da ICRP, foram
revistas e ampliadas as definições de
grandezas dosimétricas anteriormente
publicadas. As grandezas dosimétricas
ficaram então divididas em grandezas físicas,
grandezas de proteção e grandezas
operacionais.
2007
Em 2007, as novas recomendações da ICRP
vieram atualizar e consolidar aspectos
adicionais no controle da exposição devido a
fontes de radiação, nomeadamente os
fatores de ponderação tecidual e da radiação,
nas grandezas dose efetiva e dose
equivalente.
A dosimetria revela-se, assim, essencial para quantificar a
incidência das alterações biológicas em função da
quantidade de radiação recebida (relação dose-efeito),
monitorar a exposição à radiação de indivíduos e realizar
ações de vigilância ambiental.
Historicamente, as grandezas utilizadas para quantificar a
radiação ionizante basearam-se no número total de eventos
ionizantes ou, ainda, na quantidade total de energia
depositada, geralmente em uma massa definida de material.
Essa abordagem não leva em conta a natureza descontínua
do processo de ionização, mas é justificada empiricamente
pela observação de que essas grandezas podem ser
correlacionadas com os efeitos biológicos resultantes.
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Grandezas físicas
As grandezas dosimétricas físicas caracterizam o campo de radiação, podendo ser definidas em qualquer ponto do referido
campo. Porém, não permitem estimar o dano causado para uma dada exposição, visto que os efeitos induzidos pela radiação
não dependem apenas da dose absorvida, mas também do tipo de radiação, da respectiva distribuição de energia ao longo do
tempo e da radiossensibilidade dos órgãos e tecidos expostos.
Os efeitos das radiações na matéria dependem do campo de radiação e das interações entre a radiação e a matéria. A radiação
vai interagir com a matéria por uma série de processos nos quais a energia da partícula é convertida e finalmente depositada.
Atividade
A atividade de um radionuclídeo expressa o número de transformações nucleares por unidade de tempo, sendo expressa pela
equação:
dN
A =
dt
N é o número de desintegrações que ocorrem no átomo.
A unidade atual da atividade é o Bequerel (Bq), ou desintegrações por segundos (s-1), e a antiga é o Curie (Ci). A relação entre as
unidades é a seguinte:
10
1Ci = 3, 7. 10 Bq
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Dose absorvida
Em proteção radiológica, a Dose Absorvida, D, é a grandeza mais fundamental utilizada para todos os tipos de radiações
ionizantes e geometrias de irradiação. É definida como o quociente entre a energia média depositada, dε̅, em uma quantidade
de massa d𝑚, devido à radiação ionizante. Sua unidade no Sistema Internacional (SI) é [Link]-1, recebendo o nome especial de
Gray (Gy) (ICRP, 2007).
dε
D =
dm
Originalmente, a unidade da dose era rad, em que 1 rad = 10-2J/kg. Nas aplicações práticas, contudo, as doses absorvidas são
frequentemente obtidas através de uma média sobre um dado volume de tecido. Pode-se citar como exemplo que, em uma
sessão de radioterapia, o tumor é irradiado com uma dose de 2 Gy. A dose letal, capaz de matar 50% dos seres humanos
expostos no corpo todo à radiação em um intervalo de tempo de 30 dias, é de 4 Gy.
Assume-se que, para baixas doses, o valor médio da dose
absorvida em um órgão ou tecido específico pode ser
correlacionado com os danos causados pelos efeitos
estocásticos da radiação em todas as partes desse órgão ou
tecido, com suficiente exatidão para fins de proteção
radiológica.
Assim, a publicação 116 da ICRP (ICRP, 2010) define a dose
absorvida média em um órgão ou tecido T conforme a
equação, em que mT é a massa desse órgão/tecido e D é a
dose absorvida no elemento de massa dm.
A dose absorvida média equivale à razão entre a energia média (devido à radiação ionizante) depositada no órgão ou tecido, 𝜀T̅ ,
e sua massa mT. A dose absorvida média em um órgão é, às vezes, denominada dose no órgão.
1 ε̄ T
DT = ∫ D dm =
mT mT
Exposição
A exposição, simbolizada por X, é definida somente para fótons e mede a quantidade de carga elétrica de mesmo sinal
produzida no ar, sendo caracterizada pela equação:
dQ
X =
dm
𝑑𝑄 é o valor absoluto de carga total de íons de mesmo sinal, produzidos no ar.
Devido à necessidade de se conhecer perfeitamente a massa do volume de material atingido e de coletar “toda” a carga de
mesmo sinal num eletrodo, a medição da exposição só é factível numa câmara de ionização a ar, a câmara de ar livre (“free-
air”). Isso significa que essa grandeza só pode ser definida para o ar e para fótons X ou gama.
As partículas alfa não conseguem penetrar na câmara para ionizar o ar, e as radiações beta não permitem condições de
homogeneidade ou equilíbrio eletrônico na coleta dos elétrons. Além do mais, essas radiações representam elétrons adicionais
(carga) ou núcleos de hélio que podem capturar elétrons do ar. A unidade especial roentgen (R) está relacionada com a unidade
do SI, coulomb/kilograma (C kg-1), por:
−4 C
1R = 2, 58. 10
kg
Fluência
dN
A Fluência, Φ, de partículas é o quociente em que dN é o número de partículas incidentes sobre uma esfera de seção de
da
área da, medida em m-2. Essa grandeza é muito utilizada na medição de Nêutrons
dN
ϕ =
da
Equivalente de dose
Para uma mesma dose absorvida, as radiações ionizantes de diferentes tipos e energias produzirão efeitos distintos sobre os
tecidos do corpo humano. Por essa razão, a ICRP definiu grandezas de proteção que se baseiam na dose absorvida média, DT,R,
no volume de um órgão ou tecido específico T, devido à radiação do tipo R, a qual é especificada segundo seu tipo e energia.
Assim, a grandeza Dose Equivalente em um órgão ou tecido, HT, é definida como a soma das doses absorvidas médias devidas
a todos os tipos de radiações ionizantes num dado órgão ou tecido, multiplicadas pelos respectivos fatores de peso de cada
tipo de radiação, wR, conforme a equação.
HT = Σ WR DT ,R
A tabela apresenta os fatores de peso das radiações ionizantes recomendados pela ICRP (ICRP, 2007).
Tipo de radiação Fatores de peso, wR
Fótons 1
Elétrons e múons 1
Prótons e píons carregados 2
Partículas alfa, fragmentos de fissão, íons pesados 20
Nêutrons Função (contínua) da energia do nêutron
Tabela – Fatores de peso da radiação, wR, recomendados (ICRP, 2007)
Tendo em vista que os fatores de peso da radiação, wR, são adimensionais, a unidade da dose equivalente no SI também é [Link]-
1
, recebendo a denominação especial de sievert (Sv) para diferenciá-la da dose absorvida.
Kerma
A grandeza dosimétrica kerma (kinetic energy released in material, ICRU 74) é uma grandeza aplicável a radiações ionizantes
indiretas (como os fótons e os nêutrons) que quantifica a energia média transferida dos fótons para os elétrons quando um
feixe de radiação incide no meio material, sem contabilizar o que se passa após a transferência, sendo dado por:
dE TR
K =
dm
d𝐸𝑡𝑟 é a soma das energias cinéticas iniciais de todas as partículas ionizantes carregadas, libertadas por partículas ionizantes
sem carga, na massa dm de um material específico.
O kerma pode também ser expresso em termos da fluência de partículas, através da seguinte expressão:
μ
K = ϕ dEtr
ρ
𝛷.𝜇/𝜌 representa o número de interações por unidade de massa.
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Atividade
1. O Sistema Métrico Internacional (SI) adota a unidade de atividade de uma fonte radioativa, o “Becquerel”, em substituição a
Curie. Sabendo-se que 1 Bq = 1 dps, e que a atividade de uma fonte é 300 Ci, qual será a atividade desta mesma fonte no Sistema
Internacional?
a) 300 Ci.
b) 300 Bq.
c) 11,1 x 106 Ci.
d) 11,1 x 106 MBq
e) 111 x 106 MBq.
2. Leia o texto abaixo:
“O projeto de pesquisa analisará um grupo de pessoas que apresentam problemas nos joelhos
As famosas areias monazíticas que deram a Guarapari o título de ‘cidade saúde’ serão a base de uma pesquisa realizada pela
Universidade Vila Velha (UVV). O projeto Areias da Saúdo do Espírito Santo teve seu lançamento oficial realizado nesta segunda-
feira.
A pesquisa visa verificar benefícios das areias monazíticas e das areias normais à saúde em pessoas com osteoartrose de joelho.
Um grupo de 150 pessoas que sofrem com osteoartrose de joelho serão os voluntários do projeto. Eles serão levados duas vezes
por semana para a praia onde permanecerão com o joelho submerso na areia por 30 minutos, tanto em Guarapari, quanto em Vila
Velha.
Os pesquisadores farão avaliações periódicas em relação à aparência da região tratada, à dor e à rigidez descritas pelos
voluntários, além de uma série de testes clínicos. Atestada a eficiência do tratamento, médicos poderão prescrever a exposição à
radiação das areias monazíticas de Guarapari para aliviar os sintomas da osteoartrose.”
O texto menciona a grandeza exposição, que pode ser classificada como:
a) Uma grandeza que faz referência a qualquer tipo de radiação no ar.
b) Uma grandeza que faz referência a partículas carregadas na água.
c) Uma grandeza que faz referência a partículas carregadas no ar.
d) Uma grandeza que faz referência a fótons no ar.
e) Uma grandeza que faz referência a fótons em qualquer meio material.
3. Leia o texto abaixo:
“Novas definições das unidades
Neste dia 20 de maio, nomeado como ‘Dia Mundial da Metrologia’, entram em vigor novas definições de várias unidades de
medição, incluindo o quilograma, ampere, kelvin e mol, que passam a ser definidos de forma exata em termos de constantes
naturais.
Após anos de pesquisa nos principais institutos de metrologia ao redor do mundo, a comunidade mundial finalmente concordou
com essa revisão do Sistema Internacional de Unidades, o SI.
A ideia de fundamentar melhor as unidades de medidas surgiu há mais de 50 anos, e começou com a redefinição do metro com a
ajuda da velocidade da luz. Desta vez, quatro outras constantes vão passar a servir como referencial para outras unidades de
medida: a constante de Planck (h), a constante de Avogadro (NA), a constante de Boltzmann (k) e a carga do elétron (e).
Isso foi possível depois de uma campanha de medições realizadas nos principais institutos de metrologia do mundo − incluindo o
PTB (Alemanha), NIST (EUA), NMIJ (Japão) e NRC (Canadá) − ter conseguido diminuir as incertezas das medições em
experimentos totalmente independentes uns dos outros, atingindo um nível de precisão adequado para os valores atribuídos a
todas essas constantes fundamentais.
Com isto, o quilograma e todas as outras unidades passam a ter uma base estável, uma vez que, ao menos de acordo com o
conhecimento moderno, as constantes naturais nas quais elas serão baseadas são imutáveis.
Mesmo os cientistas não deverão ter problemas, já que as imprecisões das constantes fundamentais aparecem em casas
decimais que a maioria deles nunca atinge em seus experimentos. Mas haverá alguns efeitos perceptíveis, como medidas
relacionadas com a gravidade, experimentos de mecânica quântica e síntese de moléculas para fármacos.
O quilograma passa agora a estar relacionado à constante de Planck, o parâmetro fundamental que define a escala da mecânica
quântica. Nas últimas décadas, os pesquisadores desenvolveram dois experimentos de interligação quilograma-Planck: A balança
de Watt, que contrabalança a força descendente da gravidade em um pedaço de metal com uma força magnética para cima em
uma bobina mantida em um campo magnético, e o Projeto Avogadro, que envolveu a fabricação de uma esfera quase perfeita de
silício.”
(Disponível em: [Link] )
Em dosimetria das radiações, diversas grandezas já mudaram de unidade, como dose absorvida e exposição. Atualmente, as
unidades SI correspondentes às grandezas de Kerma, dose efetiva e dose absorvida são, respectivamente:
a) Gy, Sv, Gy.
b) J/kg, Gy, C/Kg.
c) Rad, rem, rad.
d) Gy, Gy, Gy
e) Gy, Sv, rad.
4. Para fins de radioproteção, o rad demonstrou ser uma unidade satisfatória para medir raios-X, raios gama e elétrons, porque o
dano biológico causado por estes tipos de radiação é aproximadamente proporcional à energia depositada. No entanto, esta
proporcionalidade não se mantém no caso de partículas mais fortemente ionizantes.
Assim, foi necessário definir a grandeza Equivalente de Dose, H, também conhecida no passado como Dose Equivalente, como a
grandeza equivalente à dose absorvida no corpo humano, modificada de modo a constituir uma avaliação do efeito biológico da
radiação.
Dentre as radiações que apresentam o mesmo valor do fator de peso da radiação, wR, podemos citar:
a) Prótons, nêutrons e elétrons.
b) Nêutrons e radiação gama.
c) Prótons, fragmentos de fissão e nêutrons.
d) Partículas alfa e fragmentos de fissão.
e) Partícula beta, partícula alfa e o pósitron.
5. O Kerma (Kinetic energy released per unit of mass), energia cinética liberada por unidade de massa, é definido como a soma de
todas as energias cinéticas iniciais de todas as partículas carregadas liberadas pela incidência de nêutrons ou fótons em um
material de massa dm.
A unidade do kerma é J/kg, ou seja, Gray (Gy). O conceito de kerma engloba a energia recebida pelas partículas carregadas,
normalmente elétrons frutos de ionização, sendo que estes elétrons podem dissipá-la em colisões sucessivas com outros
elétrons ou na produção de radiação de frenamento (Bremsstrahlung). Embora tenha a mesma unidade (Gy), Kerma e Dose
absorvida são grandezas diferentes, pois:
a) A dose absorvida reflete a energia média absorvida na região de interação, enquanto o kerma expressa a energia total transferida ao
material.
b) A dose absorvida reflete a quantidade de ionizações médias absorvida na região de interação, enquanto o kerma expressa a energia
transferida ao material.
c) O kerma expressa a energia total transferida ao material ponderando o peso da radiação, enquanto a dose absorvida reflete a
quantidade de ionizações médias absorvida na região de interação.
d) O kerma expressa o número de ionizações no material ponderando o peso da radiação, enquanto a dose absorvida reflete a
quantidade de ionizações médias absorvida na região de interação.
e) A dose absorvida reflete a energia média absorvida na região de interação, enquanto o kerma expressa o número de ionizações no
material ponderando o peso da radiação.
Notas
OER1
OER é a dose de radiação que produz uma dada resposta biológica sob condições anóxicas, dividida pela dose de radiação que
produz a mesma resposta biológica sob condições aeróbicas
datagrama2
Para o transmissor, o datagrama recebido da camada de redes sempre é interpretado como um conjunto de bits, um número
binário, independentemente de o significado real dos dados ser uma foto, um texto, um vídeo etc.
Cibridismo3
É estar on e off o tempo todo.
Somos seres ciber-hídridos, ou seja, temos uma constituição biológica, expandida por todas as interfaces tecnológicas que
adquirimos, e, cada vez mais, estaremos replicados em todas essas plataformas. Nossos conteúdos, dados pessoais, fotos,
vídeos, leituras, tudo o que faz parte da nossa vida está integrado nas interfaces que utilizamos, e não vivemos sem eles. Isso é
Referências
ser cíbrido.
COSTA, P.R. Apostila interação da radiação com a matéria. São Paulo DFN/IFUSP, 2010.
ICRP. Basic anatomical and physiological data for use in radiological protection: reference values. International Comission on
Radiaological Protection publication 89. Elsevier Science Ltd., 2002
ICRP. Adult Reference Computational Phantoms. International Comission on Radiaological Protection publication 110. Elsevier
Ltd., 2009 Disponível em: [Link] Acesso em 30 dez. 2019.
INCA. ABC do Câncer - Abordagens Básicas para o Controle do Câncer. [Link]. Rio de Janeiro, Instituto Nacional de Câncer José
de Alencar / Ministério da Saúde, 2017.
MEDEIROS, M.P.C. Modelagem Computacional de um Acelerador Linear e da Sala de Radioterapia para Cálculo da Dose
Efetiva em Pacientes Submetidos a Tratamento de Câncer de Próstata. Tese de [Link]. COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil,
2018.
OKUNO, E.; IBERÊ, L.C.; CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 2010.
PODGORŠAK, E.B. Radiation Physics for Medical Physicists. Germany: Springer, 2005,
TAUHATA, L. et al. Radioproteção e Dosimetria: Fundamentos. Rio de Janeiro: IRD/CNEN, 2013.
Próxima aula
Relação entre as grandezas e grandezas operacionais.
Explore mais
Assista ao vídeo:
Efeitos biológicos da Radiação Ionizante/Proteção Radiológica - Seminário CRTR-SP.