SENAC – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL
Curso Técnico em Enfermagem
Marcia Helena Ritter
Rosemeri Barcelos Silva e Patrícia da Silva Rosa
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Gravataí,28 outubro de 2021
Trabalho apresentado ao SENAC como
requisito para a aprovação na Unidade
Curricular 16, Módulo XX do Curso Técnico
em Enfermagem.
Orientador
Professora Roselise
Gravataí 28 outubro de 2021
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO............................................................................................. 4
2. JUSTIFICATIVA...........................................................................................5
3. OBJETIVOS................................................................................................. 6
3.1 Objetivo Geral................................................................................................6
3.2 Objetivos Específicos.....................................................................................6
4- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA....................................................................7
5. DESENVOLVIMENTO..................................................................................8
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................9
ANEXOS........................................................................................................... 10
REFERÊNCIAS.................................................................................................11
1. INTRODUÇÃO
Transtornos alimentares TA, são acompanhados de inúmeras complicações
clínicas, relacionadas ao comprometimento do estado nutricional e as práticas
inadequadas para o controle de peso (vômitos, uso de enemas, e laxativos).Muitas
dessas complicações surgem por causa do atraso do diagnóstico e do início do
tratamento, pois muitos pacientes escondem os sintomas e/ou recusam o
tratamento. A Anorexia Nervosa (NA) apresenta a maior taxa de mortalidade dentre
todos os distúrbios psiquiátricos cerca de 0,56% ao ano. Esse valor é cerca de 12
vezes maior que a mortalidade das mulheres jovens na população em. Geral
Complicações cardiovasculares, insuficiência renal e suicídio são as principais
causas de morte. O exame baseia-se na avaliação do estado nutricional e
complicações decorrentes das práticas purgativas, o mesmo inclui uma investigação
detalhada das alterações relacionadas com a redução do peso corporal, do padrão
alimentar atual, da frequência da gravidade dos métodos de purgação (se presente)
e da intensidade da prática de atividade física.
2. JUSTIFICATIVA
A escolha desse assunto foi para alertar as pessoas que essa doença é
grave e que comprometem significativamente a saúde física e o aspecto
psicossocial, podendo causar a morte.
3. OBJETIVOS
Objetivo geral: O objetivo de abordar esses tipos de transtornos mentais
alimentares é,sobretudo,alertar as pessoas que sofrem com isso, tendo prevalência
maior entre mulheres jovens. São transtornos graves, sendo que anorexia nervosa,
por exemplo, possui a maior taxa de mortalidade entre os transtornos mentais, seja
por suicídio, seja pela as complicações oriundas do estado nutricional do paciente. O
objetivo é com que as pessoas consigam detectar os sinais de alerta e reconhecer,
através dos sintomas, que tem algum tipo desses transtornos e assim, se sintam
encorajadas a procurar ajuda e um tratamento adequado.
Objetivo específico:
Nesse trabalho serão apresentados os diversos tipos de transtornos alimentares,
tais como, anorexia nervosa, bulimia nervosa, obesidade, ortorexia, etc.
Considerando que essas síndromes têm elevada prevalência e são acompanhadas
de alta morbidade, é preconizado o melhor conhecimento de suas manifestações
clinicas, tanto no meio medico quanto no populacional, afim de que o diagnostico
possa ser definido o mais precocemente possível, facilitando o tratamento e
favorecendo o prognóstico
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA :
Latterza, A.R.; Dunker, K.L.L.; Scagliusi, F.B.
O tratamento nutricional dos transtornos alimentares (TA) é dividido em duas partes.
Uma detalhada entrevista é feita, para avaliar hábitos alimentares do paciente e histórico da
doença. A educação nutricional reforça a importância de uma alimentação saudável, tipos,
funções e fontes dos nutrientes, recomendações nutricionais, consequências das restrições
alimentares e do uso indiscriminado de laxantes.
Na fase experimental, trabalha-se mais profundamente a relação do paciente com os
alimentos e com seu corpo, ajudando-o a identificar os significados do corpo e da
alimentação.
O trabalho do nutricionista na área de TA requer conhecimento em outras especialidades da
medicina como psicologia, psiquiatria e técnicas cognitivo-comportamental. Cria-se um
vínculo com o paciente, atuando de forma empática, colaborativa e flexível.
Durante o tratamento dos TA, elabora-se o diário nutricional. É um instrumento de auto
monitoração, onde o paciente registra quais alimentos foram consumidos e a quantidade, os
horários e locais das refeições, a ocorrência de compulsões e vômitos, os sentimentos
associados e uma “nota” ao quanto de fome que sentia antes de se alimentar e o quanto de
saciedade ele obteve com aquela ingestão. Esse registro faz com que o paciente adquira
maior consciência sobre os diversos aspectos da sua doença e constantemente exerça
disciplina e controle.
ADA -American Dietetic Association, 1994
Alvarenga M.S. – Bulimia Nervosa – São Paulo, 2001
APA -American Psychiatric Association, 2000
ANOREXIA NERVOSA
Caracteriza pela intensa perda de peso à custa de uma restrição alimentar
auto imposta, com ou sem comportamento bulímicos, em busca desenfreada pela
magreza. A anorexia nervosa ocasiona a distorção da imagem corporal, por sempre
que se olha no espelho afirma que está gorda, mesmo sendo percebida por todos a
sua intensa magreza. Essa aparência esquelética é a principal evidencia que pode
ser percebida pelos familiares de que essa pessoa possa estar com anorexia. Tem
um quadro de restrição alimentar, sendo que muitas vezes passam dias sem comer
apenas bebendo água, é frequente o aumento compulsivo de atividades físicas,
provocam vômitos após a ingestão de algum alimento e a utilização de substancias,
como diuréticos, laxativos e anorexígenos. Com essa preocupação excessiva com o
peso leva essas pessoas a ter um grande interesse por tudo sobre os alimentos,
para saber quais são mais calóricos e sempre busca maneira de ingeri-los em uma
quantidade mínima. Um dos principais hábitos de pessoa com essa doença é
esconder alimentos nos armários, banheiros, roupas e em caixas, para que possam
comer sem que as pessoas que convive com ela possa ver, mas sempre depois de
ingeri-los provoca o vômito. Com isso a perda de peso é vista como uma conquista
notável e como sinal de extraordinária disciplina, mas com o ganho de peso é
percebido como um inaceitável fracasso do autocontrole. Esse aumento de peso
ocasiona a baixa autoestima e um controle mais rígido e perfeccionista, essa
preocupação com o peso podem apresentar distúrbios emocionais como depressão.
A falta da ingestão de alimentos provoca a falta excessiva de nutrientes, levando a
desenvolver desnutrição energética proteica e a desregulação dos hormônios,
ocasionando a amenorreia que é três períodos menstruais consecutivos. Outros
sintomas dessa doença são fraqueza, humor irritável, desidratação, queda de
cabelos, nem fome e distúrbios gastrointestinais.
O tratamento da anorexia nervosa deve ser realizado por uma equipe
multidisciplinar. Em primeiro lugar tem que ter o restabelecimento do peso e de
alguns hábitos alimentares adequados e a médio e longo prazo modificar as
alterações psíquicas. O nutricionista tem como objetivo avaliação e o monitoramento
nutricional, que inclui dietoterapia, aconselhamento e uso de suplementos
nutricionais específicos, para obter um equilíbrio entre os nutrientes que estão em
falta no organismo e a educação nutricional com a orientação para praticas
alimentares adequadas. O principal objetivo a ser alcançado é o peso ideal para a
idade do paciente, para isso deve usar um guia alimentar e um planejamento de
refeições são essenciais para fornecer escolhas alimentares adequadas, com uma
dieta balanceada, que atenda às necessidades nutricionais do paciente.
2. BULIMIA NERVOSA
Caracteriza por períodos de compulsão alimentar, onde tem a ingestão
excessiva de alimentos em um curto espaço de tempo com sensação de perda de
controle, chamados de episódios bulímicos, que pela tentativa de não ganhar peso é
acompanhado de vômitos induzido, uso de laxantes, anorexígenos e diuréticos.
Como a anorexia nervosa, tem algumas profissões que determina o maior risco de
desenvolver bulimia, como atletas, jóqueis, artistas e profissionais da moda, em que
o controle de peso é mais exigente. Os episódios bulímicos está associado a fome
exagerada e também para atender estado emocionais ou estressantes, com isso
ingerem alimentos bastantes calóricos e que seja de fácil preparo, como pizza,
chocolate, sanduiche, bolos e vários outros. Esse descontrole é sempre
acompanhado posteriormente por sentimento de culpa, angústia e vergonha.
Pessoas com bulimia nervosa se diferencia do anoréxico por ter comportamento que
busca apenas não ganhar peso sem o desejo excessivo de emagrecer, sendo que
na maioria das vezes os bulímicos têm o peso normal, e também por não tem uma
distorção da imagem corporal tão intensa quanto os anoréxicos. Com isso é mais
difícil de diagnosticar essa doença, nem mesmo a família desconfia de que pode
estar acontecendo algo de errado com os hábitos alimentares dessa adolescente.
Apesar de uma aparecia saudável, pessoas com bulimia nervosa podem diagnostica
uma serie de complicações orgânicas. O mais comum são as inflamações no tubo
digestivo provocadas pelo esforço repetido de vomitar, outras doenças provocadas
são alterações nos dentes por causa do pH ácido que vem do estômago quando
esta vomitando e também alterações da função intestinal, com presença de diarreia
e má absorção de água e sais minerais, levando a desencadear desidratação e nas
meninas têm a menstruação irregular. O uso de excessivo de diuréticos, além de
provocar edema, favorece infecções urinarias e pode levar à insuficiência renal.
Essas complicações podem desenvolver deficiências de vitaminas e sais minerais,
como cálcio, potássio e magnésio, que são essenciais para o organismo e também
podem surgir complicações cardiovasculares. O tratamento da bulimia, se
assemelha ao de anorexia nervosa, deve ser realizado por uma equipe
multidisciplinar, com a atendimento psiquiátrico, psicológico e nutricional. Mas
devem priorizar três aspectos fundamentais: a regulação de hábitos alimentares,
diminuição das possibilidades de compulsão e de período de jejum. A conduta
nutricional visa interromper o ciclo vicioso de episódios de ingestão excessiva de
alimentos e comportamentos compensatórios inadequados e a trata outras doenças
que se desenvolveu por causa do quadro clinico, como diabete, depressão e uso
excessivo de medicamentos. Melhorar os hábitos alimentares como se alimenta a
cada três horas sem ingerir nada entre os intervalos das refeições, evitando dietas e
além de exercícios excessivos, tem uma alimentação equilibrada com a ingestão de
gorduras e fibras para promover a saciedade. E estabelecer estratégicas de
controle, evitando exposição aos riscos, como fazer compras de alimentos muitos
calóricos quando não estiver com fome. A internação hospitalar é raramente
necessária, sendo indicadas apenas em casos que tenha sintomas purgativos
persistente, como alterações hemodinâmicas, convulsões e hipocalemia. E o
tratamento com psiquiátrica é indicado quando houver um elevado risco de suicídio.
[Link]
É definida como um distúrbio do metabolismo energético, doença crônica,
complexa de etiologia multifatorial. Sendo que seu desenvolvimento ocorre pela
associação de fatores genéticos e comportamentais.
[Link]
É um distúrbio muito recente que até poucos anos atrás não existia e
consiste na busca insaciável pelo consumo de alimentos cada vez mais naturais e
puros. O primeiro sintoma que uma pessoa “ortorexia” apresenta é começar
sutilmente diminuindo o consumo de carne, passando a ser vegetariano
posteriormente deixando de comer derivados animais, se enquadrando assim das
diversas denominações alimentares em que não se come praticamente nada.
Adotando esses padrões alimentares, o indivíduo possui uma constante ingestão de
determinados nutrientes porem uma deficiência total de muitos outros, que são
essenciais para a boa manutenção do organismo e das funções biológicas. Sendo
necessário o acompanhamento nutricional e psicólogos para mostrarem a real
imagem dessas pessoas para si mesma.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estudos de amostras clinicas costumam subestimar taxas de incidências na
população, porque pensa uma minoria de indivíduos com transtornos alimentares
busca serviço de saúde. Segundo o estudo de Nielsen (2001) no período de 10 anos
após o transtorno ter sido diagnosticado, os indivíduos com bulimia nervosa
apresentam chance 1,5 vezes maior de morte, comparados a indivíduos saudáveis
do mesmo gênero e faixa etária. O comportamento de dieta exerce um papel na
anorexia nervosa e da bulimia nervosa, todavia, nem todos os indivíduos que fazem
dieta desenvolvem um transtorno alimentar. Precisamos saber quais fatores
adicionais são necessários e suficientes para transformar o comportamento de fazer
dieta em transtorno alimentar. Podemos observar que o ideal é termos uma refeição
equilibrada, pois numa alimentação a quantidade de alimentos devem ser suficientes
para atender o organismo em todas as suas necessidades, deve ter uma harmonia
entre os nutrientes e a alimentação deve ser apropriada as diferentes fases e
condições de vida, ás variadas atividades, ás circunstancias fisiológicas e de
doenças.
ANEXOS
REFERÊNCIAS
MARIA, Angélica Nunes; APPOLINARIO, José Carlos; GALVÃO, Ana Luiza;
COUTINHO, Walmir. Transtornos Alimentares e Obesidade. 2ed. Porto Alegre:
Artmed, 2006.
Transtornos Alimentares: Diagnóstico e livro
Referências retiradas da internet:
[Link]
comer/