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Como Superar a Rejeição Emocional

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Rejeição

:: Elisabeth Cavalcante ::

O amor é o mais importante combustível para a nossa vida. Ele nos nutre e fortalece
nosso ser, tornando-os fortes para enfrentar qualquer desafio que a vida nos
apresente.

Mas, quando este alimento não nos é dado na medida exata, principalmente no inicio
de nossas vidas, a autoconfiança e o sentido de valor que nos atribuímos pode ficar
seriamente comprometido.

Desde muito cedo aprendemos o prazer que o amor e a aprovação de nossos pais
podem nos proporcionar, e percebemos como a falta desse amor é dolorosa.

O sentimento de rejeição por parte da mãe ou do pai é, infelizmente, muito comum


neste mundo em que os seres humanos, em sua grande maioria, ainda não vivenciam
o estado de equilíbrio ideal para formar uma família.

A falta de maturidade e preparo para a importante tarefa de criar um filho, está na raiz
do sentimento de rejeição. Dificuldades materiais, insegurança na relação afetiva e
problemas emocionais não resolvidos podem fazer com que um filho, que deveria ser
motivo de alegria e realização interior, acabe sendo recebido como um fardo pesado
demais.

Para muitas pessoas este sentimento é inconsciente e nem sempre percebido


objetivamente. Mas a criança rejeitada, na maioria das vezes acaba atribuindo a si a
culpa pelo fato de não ser amada, e introjeta um sentimento de que não tem
qualidades suficientes para merecer esse amor.

Como as emoções e percepções de nossa infância acompanham-nos ao longo da vida,


continuamos, na idade adulta, carregando os sentimentos da criança que fomos um
dia. A falta de amor por parte dos pais acaba fazendo com que a pessoa se recuse a
amar a si mesma, por achar que não é merecedora.

Ao mesmo tempo, segue faminta, carente de atenção, aceitando qualquer migalha que
alguém se disponha a lhe dar. A carência está por trás de muitas relações afetivas
infelizes, já que a ânsia por estabelecer um relacionamento afetivo, faz com que as
pessoas ignorem os sinais que a vida apresenta, de que aquela relação não será capaz
de preencher seu vazio interior.

Para sair de tal labirinto são necessários vários passos: em primeiro lugar libertar-se do
sentimento interior de culpa, e perceber que as causas da rejeição não estão
relacionadas com ela, mas sim com dificuldades e bloqueios daqueles que a rejeitaram.

O segundo, e mais importante passo, é perdoar. Por mais difícil que seja, esta etapa do
processo é essencial para que a libertação se concretize. Aprender a ver os próprios
pais como seres em evolução, com fragilidades, bloqueios e limitações é a única forma
de conseguir ter por eles a compaixão necessária para o exercício do perdão.

O próximo passo é praticar, diariamente, o amor por si mesmo, esforçando-se por


perceber objetivamente as próprias qualidades e aceitar-se exatamente como se é.

Quando conseguimos nos amar e nos nutrir emocionalmente, tornamo-nos livres para
estabelecer relacionamentos afetivos baseados no desejo de compartilhar, e não mais
na necessidade de termos preenchido nosso vazio interior.

Amor e a capacidade de estar só

Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente
feliz. Então, você pode amar. Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um
compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará dependente das pessoas
que você ama. Você compartilhará - e compartilhar é bonito.

Mas o que comumente acontece no mundo é: você não tem amor, a pessoa que você
pensa que ama não tem nenhum amor em seu ser também, e ambas clamam pelo
amor do outro. Dois mendigos mendigando entre si. Como resultado, as brigas, o
conflito, a contínua rixa entre os amantes - a respeito de coisas triviais, coisas
imateriais, coisas estúpidas! Mas continua-se brigando.

... A fundação básica está faltando, e você começa a construir o templo sem a
fundação. Ele irá cair, desabar a qualquer momento. E você sabe quantas vezes seu
amor ruiu. E, ainda assim, você prossegue fazendo a mesma coisa repetidamente.
Você vive em tal grau de inconsciência! Você não vê o que você tem feito à sua vida e
à vida das outras pessoas. Você continua, como um robô, repetindo o velho padrão,
sabendo perfeitamente bem que você já fez isso antes. E você sabe qual tem sido,
sempre, o resultado. E lá no fundo você também está ciente de que vai acontecer o
mesmo novamente - porque não há nenhuma diferença. Você está se preparando para
a mesma conclusão, o mesmo colapso.

Se há algo que você deve aprender do fracasso do amor, é: torne-se mais consciente,
mais meditativo. E por meditação eu quero dizer a capacidade de estar alegre sozinho.
Muito raras pessoas são capazes de estarem felizes sem absolutamente nenhuma
razão - simplesmente sentar-se em silêncio e completa felicidade! Os outros acharão
essas pessoas loucas, porque a idéia de felicidade é que ela tem que vir de alguém.
Você encontra uma linda mulher e você fica feliz, ou você encontra um homem belo e
você fica feliz. Sentar-se em silêncio em seu quarto e feliz?! Feliz desse jeito!? Você
deve estar louco! As pessoas vão suspeitar que você está usando alguma droga, que
você está chapado.

Sim, a meditação é o LSD definitivo. Ela está liberando seus poderes psicodélicos. Está
liberando seu próprio esplendor aprisionado. E você se torna tão alegre, surge tal
celebração em seu ser, que você não necessita de nenhum relacionamento. Você pode
se relacionar com as pessoas.... E esta é a diferença entre relacionar-se e
relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionar-se é um
fluxo, um movimento, um processo. Você encontra uma pessoa, e você ama, porque
você tem muito amor disponível.

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