Elisão Fiscal: O que é?
Como Pagar Menos
Impostos
Você já ouviu falar de elisão fiscal? Esse é um planejamento que visa
reduzir tributos a serem pagos pelas empresas utilizando os meios legais
sem a evasão fiscal, que envolve sonegar impostos.
Toda empresa que faz um planejamento tributário consegue evitar a dívida de
alguns tributos, dentro da lei, e economizar sem depender da sonegação.
O que é Elisão Fiscal?
Essa é uma estratégia que visa reduzir a carga tributária de uma empresa,
através da omissão do fator gerador do tributo. Ou seja, através de um
planejamento é possível encontrar formas dentro da legislação para fazer essa
manobra sem burlar o pagamento dos impostos.
Existem algumas alternativas previstas na lei de forma clara e outras que se
apropriam das brechas legais para que a redução de tributos seja viável. Tudo
é possível ser realizado sem descumprir nenhuma obrigação, por meio deste
planejamento tributário, para que as empresas saiam ganhando e economizem.
Diferença entre Elisão, Elusão e
Evasão Fiscal
Como falamos, a elisão é uma forma segura e legal de reduzir os tributos
devidos por uma empresa. Já a evasão é a sonegação fiscal, que usa falsas
declarações, omite informações e outros artifícios ilícitos para evitar o
pagamento de tributos.
Essa segunda consiste na adoção de manobras ilegais para não fazer os
pagamentos devidos e é um grande problema enfrentado pelo setor tributário.
Um gestor de uma empresa que não declara as vendas reais efetuadas, para
evitar elevar o valor dos impostos ou ultrapassar o limite do seu
enquadramento tributário, está praticando a evasão fiscal.
Além disso, a diferença entre as duas está no momento da ação de cada uma.
A elisão é adotada antes da ocorrência do fator gerador da obrigação tributária,
já a evasão acontece depois, ao não declarar a venda ou não emitir nota fiscal,
comum na prática de caixa 2.
Já a elusão fiscal é a prática dos atos da elisão fiscal, mas que gera um
entendimento de ação abusiva. Por exemplo, duas empresas que simulam uma
fusão e depois se separam dividindo o capital ao invés de realizar
compra/venda de partes do negócio. Isso é visto como uma prática abusiva por
não corresponder a uma realidade da atividade da empresa.
Vantagens da Elisão Fiscal
Reduzir a carga tributária, ajuda a reduzir as despesas variáveis (que
dependem do volume vendido) e aumenta a margem de lucro de uma empresa.
Outra vantagem é que essa é uma manobra lícita que traz meios de reduzir ou
eliminar impostos na sua empresa.
Quando ocorre a elisão fiscal?
Fundamentada em ações previstas na lei, como explicamos, é possível reduzir
os gastos com os tributos de forma legal com as medidas:
• Redução na base de cálculo do tributo;
• Evitar a incidência do fator que gera o tributo;
• Postergar o pagamento tributário sem multas.
Sendo assim, sua empresa pode se beneficiar da isenção fiscal devido à lei de
incentivo, dependendo do mercado que você atua, que é uma forma de
incentivo fiscal da própria legislação. Em outros regimes, é possível adiar o
faturamento que ocorre no final do mês, para o dia 1° do mês seguinte,
ganhando assim, 30 dias a mais para pagamento de diversos impostos como
PIS, COFINS e ICMS.
As ações para a redução da carga tributária de forma legal são diversas e
podem variar de acordo com o regime de tributação de sua empresa.
Por isso, ao escolher um regime de tributação é interessante compará-los,
entre os existentes, e considerar seus impactos a longo prazo.
Elisão Fiscal é crime?
Não. Elisão Fiscal ou Economia Fiscal ou, ainda, Planejamento Tributário
constitui no mecanismo jurídico legal que possibilita ao contribuinte suportar um
encargo tributário mínimo (aproveitando-se das brechas da lei), ao realizar uma
operação tributável da forma mais favorável possível para o contribuinte, sem
violar o ordenamento jurídico nacional.
Quais são os Tipos de Elisão Fiscal?
Existem diferentes formas de praticar a elisão fiscal, mas existem dois tipos de
elisão, no que se refere à lei:
• Decorrente da própria lei;
• Decorrente de brechas e lacunas da própria lei.
No primeiro, são as decisões que já estão previstas em lei em troca da redução
dos tributos. É o caso dos incentivos fiscais, em que a lei, por si só, garante o
benefício, como os Incentivos à Inovação Tecnológica (Lei 11.196/2005 ). Já
no segundo, é uma questão de interpretação, ou seja, uma variável na decisão
sobre as alternativas dispostas.
Exemplos de Elisão Fiscal
Uma empresa que muda sua sede para ter uma alíquota mais baixa não está
descumprindo a lei, mesmo que isso seja apenas para reduzir o imposto.
No caso de uma sociedade que paga seus sócios com divisão de lucros e
não pró-labore, não há lei que impeça isso, mesmo que o mais adequado seja
usar essa função para os salários dos envolvidos.
Já para uma pequena empresa, considerando o Simples Nacional, existem
atividades específicas que se beneficiam mais com o regime como o Lucro
Real ou Lucro Presumido e, nesse caso, um contador poderá orientar a melhor
opção.
Outro exemplo é aproveitar incentivos fiscais, como o caso da lei de incentivo à
cultura.
Municípios, Estados e Governo Federal oferecem leis específicas em que a
oferta de apoio e patrocínio de projetos culturais garantem a renúncia fiscal.
Como funciona, afinal?
Como é algo muito específico conforme a atuação da empresa, precisa ser
avaliado com muita atenção e por um especialista. Conte com um contador
para evitar erros de interpretação, para que o profissional com os seus
conhecimentos jurídicos e tributários auxiliem no entendimento das melhores
possibilidades.
São muitas as possibilidades de elisão fiscal, desde escolha do regime
tributário a formas de recolhimento de tributos, ou até mesmo onde abrir uma
empresa. Existem muitas cidades que dão incentivos fiscais para atrair
empresas, com alíquotas menores que outras nos impostos municipais.
Portanto um profissional de contabilidade é o mais indicado para te ajudar
neste processo, para garantir que a sua empresa conte com os benefícios da
elisão fiscal de forma adequada. Se não faz ideia de por onde começar, entre
em contato com um de nossos especialistas.
Como o Planejamento Tributário
ajuda nesse processo?
Essa é uma forma de criar um conjunto de estratégias, ações e estudos para
reduzir a carga tributária de uma empresa de forma legal.
Deve ser estruturado por um contador, pois esses profissionais avaliam
características da empresa e orientam as decisões sobre impostos e tributos.
8 vantagens de realizar um
Planejamento Tributário
1- Reduzir custos
Para diminuir o pagamento de tributos dentro da lei, nada melhor do que
otimizar a gestão empresarial com um histórico tributário e financeiro completo
com as despesas, margem de lucro e expectativas de faturamento do negócio
2- Evitar autuações
Detalhar todas as movimentações, acertos e incorreções de uma empresa
ajuda a ter uma visão mais ampla da saúde do negócio e quais as práticas que
estão de acordo com as leis vigentes. O planejamento de tributos evita a
ocorrência do não recolhimento e o cumprimento das obrigações fiscais com
uma menor ocorrência de transgressões normativas de erros e multas.
3- Orçamento anual eficaz
Fazer a gestão tributária, com dados recentes e análises precisas, se torna
fundamental para utilizar elementos e fazer uma previsão mais segura e o mais
próximo da realidade para evitar prejuízos e investimentos sem futuro para o
crescimento da sua empresa.
4- Regime tributário adequado
Uma empresa pode optar pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro
Real que são regimes tributários que regem o ano fiscal do negócio. Com o
planejamento tributário é possível antever situações e realizar projeções mais
acertadas para escolher de forma mais adequada o regime, para que os
tributos estejam de acordo com o desempenho das atividades da empresa.
5- Operações para gerar economia
Conduzir os negócios para que os tributos sejam cobrados de forma adequada,
facilita os recolhimentos sendo possível eliminar ou diminuir os valores.
Exemplo disso pode ser visto na substituição de serviços e produtos que não
são vantajosos para a empresa por outros, que tenham incentivos fiscais e
vantagens no que diz respeito aos impostos.
6- Incentivos fiscais
O planejamento tributário entra aqui para permitir que uma empresa tenha uma
visão mais ampla do negócio e conheça seus processos para encontrar formas
de otimizar ou eliminar os incentivos que a lei concede conforme o mercado de
atuação.
7- Atividade econômica
Alguns impostos são calculados com a base da atividade econômica de uma
empresa e, por isso, definir de maneira precisa e correta é fundamental para a
redução de tributos do negócio. O planejamento possibilita que as empresas
encontrem a melhor identificação do negócio para evitar assim, prejuízos
desnecessários.
8- Simulação de cenários
Devido às flutuações do mercado e do cenário econômico, antecipar-se às
tendências é uma boa forma de permitir uma simulação dos riscos e vantagens
que a empresa pode viver em um futuro próximo. Sendo assim, é possível
fazer simulações tributárias e observar as melhores medidas que possam ser
tomadas em cada caso levantado.
Entenda mais sobre esse assunto, e faça um planejamento tributário para sua
pequena empresa, com as dicas que você encontra na AC ORGANIZAÇÃO
CONTABIL LTDA