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Conceitos de Geologia e Geomorfologia

É um trabalho escolar de geografia com tema

Enviado por

Adamo Luís
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Conceitos de Geologia e Geomorfologia

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ESCOLA SECUNDÁRIA DE PEMBA

TRABALHO DE GEOGRAFIA

Tema: Conceitos de geologia e geomorfológica

- Meteorização

-Agentes Erosivos

12ª Classe
A1

Pemba aos 01 de Setembro de 2024

1
ESCOLA SECUNDÁRIA DE PEMBA

TRABALHO DE GEOGRAFIA

Tema: Conceitos de geologia e geomorfológica

- Meteorização

-Agentes Erosivos

Discente:
José Emílio
No 68
12ª Classe
A1

Trabalho de carácter avaliativo que será entregue


individual da disciplina de Geografia, lecionado pelo
Docente: Dr. Anasaledaya

Pemba, aos 01 de Setembro de 2024

2
Índice
Introdução..........................................................................................................................4
Geologia.…………………................................................................................................5
Importância da
geologia.....................................................................................................5
Actuação do geólogo……………………...
……………...................................................7
Geomorfológia…...............................................................................................................6
Área de
estudo....................................................................................................................8
Rochas...............................................................................................................................9
Classificação das
rochas….................................................................................................9
Rochas
magmaticas..........................................................................................................10
Rochas sedimentares........................................................................................................11
Rochas metamórficas.......................................................................................................12
Acção dos agentes externos da construção de
relevo........................................................12
Vento................................................................................................................................12
Águas...............................................................................................................................12
Glaciares..........................................................................................................................13
Seres humanos.................................................................................................................13
Meteorização...................................................................................................................13
Agentes de Meteorização.................................................................................................14
Tipos de Meteorização.....................................................................................................14
Alteração mecânica..........................................................................................................14
Deslocamentos de
terras...................................................................................................16
Movimentos de
terras.......................................................................................................17

3
Rotação............................................................................................................................17
Agentes Erosivos.............................................................................................................20
Conclusão........................................................................................................................22
Referência Bibliográfica..................................................................................................23

Introdução
A geologia é um campo científico que utiliza diversos termos das ciências naturais,
muitos deles de uso cotidiano, que são objetos de estudo dessa ciência. São termos
importantes da geologia. Assim, levam-se em consideração os estudos sobre os fatores
endógenos e os fatores exógenos de transformação do relevo, isto é, os elementos
naturais que atuam internamente (tectonismo, terremotos.

Neste presente trabalho exploramos a importância da massa de ar e seu dinamismo


O presente trabalho esta estruturada da seguinte maneira:
Capa;
Contra capa;
Índice;
Introdução;
Desenvolvimento (o próprio trabalho);
Conclusão;
Referencias bibliografia.
Submetida com uma linguagem clara e objectiva para a melhor compreensão do mesmo.
Para efectivação deste trabalho, foi necessária a consulta bibliográfica de obras que
posteriormente encontra-se citada nas referências bibliográficas

4
A geologia é um campo de estudo voltado para as características naturais da Terra. Essa
ciência concentra seus estudos em aspectos como a composição e a estruturação
planetária. As áreas da geologia envolvem estudos diversos em campos como a História,
a economia e o meio ambiente. A importância do estudo da geologia está ligada ao
melhor entendimento da origem e da história do planeta.

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A geologia é a ciência que busca conhecer a composição, a estruturação e a
evolução dos aspectos naturais da esfera terrestre.

 São suas áreas de interesse: mineralogia, petrografia, estratigrafia,


sedimentologia, hidrogeologia, astrogeologia, sismologia e vulcanologia.
 Seus principais conceitos são: minerais, rochas, solos, vulcanismo,
tectonismo, intemperismo e erosão.
 A geologia tem grande aplicação prática, em estudos de impacto ambiental,
exploração mineral e viabilidade econômica.
 O curso superior de Geologia envolve diversas áreas do conhecimento, como
Matemática, Geografia, Física e Química.
 A atuação do geólogo é muito ampla, especialmente pela atuação em diversos setores
econômicos, desde empresas privadas até o setor público.

A geologia é a ciência que estuda os aspectos naturais da Terra. O foco da ciência


geológica é o estudo da composição, da estruturação e da evolução da esfera terrestre,
assim como os diversos processos naturais que ocorrem na modificação do planeta. O
profissional formado em geologia é chamado de geólogo.

A geologia é uma ciência situada no campo das ciências naturais e da Terra,


logo, seu estudo concentra-se nos aspectos naturais do planeta, com destaque para a sua
estrutura e composição.

5
Ademais, a geologia estuda ainda os diferentes processos que atuam na modificação do
planeta, como fenômenos geomorfológicos, geológicos e hidrológicos diversos.

A geologia é um campo científico que utiliza diversos termos das ciências naturais,
muitos deles de uso cotidiano, que são objetos de estudo dessa ciência. São termos
importantes da geologia:

 Minerais: são compostos inorgânicos formados no meio natural que


possuem diversos usos. Um exemplo de mineral é o quartzo.
 Rochas: são formações naturais compostas por dois ou mais minerais que
possuem características específicas. Um exemplo de rocha é o granito.
 Solos: são recursos naturais formados por compostos orgânicos e
inorgânicos frutos de processos como a pedogênese.
 Vulcanismo: é um termo generalista que designa o conjunto de fenômenos
relacionados à ascensão do magma do interior até a superfície terrestre.
 Tectonismo: é um conceito que compreende o conjunto de processos
ligados à movimentação das placas tectônicas que formam a esfera terrestre.
 Intemperismo: é o processo que aborda o conjunto de modificação das
rochas. O intemperismo é classificado em físico, químico e biológico.
 Erosão: é o fenômeno que traduz o conjunto de transformações da superfície terrestre
por meio do desgaste provocado por agentes como a água e o vento.

Faculdade de Geologia
A Geologia é um campo da ciência que possui graduação específica com duração
de aproximadamente cinco anos. O curso é caracterizado pela interface entre diversas
áreas do conhecimento, como Matemática, Geografia, Física e Química.
A grade curricular do curso envolve matérias como mineralogia, petrografia,
sedimentologia, além de muitas aulas em laboratórios e em campo, nas quais são
desenvolvidas as habilidades práticas dos geólogos.

Os trabalhos de campo são parte fundamental da formação desse profissional. O curso


de geologia envolve ainda questões de meio ambiente e economia, campos importantes
para a formação do geólogo.

6
→ Atuação do geólogo

A atuação do geólogo é muito ampla, especialmente pela atuação em


diversos setores econômicos, desde empresas privadas até o setor público. Esse
profissional é muito requisitado por empresas de mineração, como as ligadas às
atividades de produção de petróleo e gás natural e também de exploração de minerais de
interesse econômico, além de atuações para a construção de projetos e consultorias
diversas.

Os geológicos também atuam em estudos de impacto ambiental e vulnerabilidade


natural. No setor público, esse profissional é muito requisitado nos setores de defesa
civil e engenharia civil, especialmente em prefeituras. Os geólogos também atuam como
fiscais em organizações econômicas e ambientais.

A Geomorfologia é uma área das Ciências da Terra responsável pelo estudo das formas
superficiais de relevo, tanto em suas fisionomias atuais quanto em seu processo
geológico e histórico de formação e transformação. Esse campo do conhecimento é
visto como uma área de intersecção entre duas diferentes ciências: a Geografia e
a Geologia.

O conceito de Geomorfologia está diretamente vinculado à etimologia da


palavra: Geo = “Terra”; morfo = “forma”; logia = estudo. Assim, trata-se do estudo
sobre a forma da Terra, ou seja, as manifestações do relevo e toda a dinâmica estrutural
a ele relacionada. É, portanto, uma importante ferramenta de compreensão da realidade,
pois permite um maior e melhor conhecimento sobre a composição natural do nosso
planeta.

Para as sociedades e as práticas humanas em geral, a utilidade da Geomorfologia está na


possibilidade de estudo sobre a superfície terrestre no sentido de permitir uma execução
de sistemas e métodos de planejamento do processo de produção e ocupação do espaço
geográfico. Assim, com os estudos empreendidos por essa área do conhecimento
científico, sabemos quais são as áreas de melhor ocupação e aquelas de maior risco,
além de entender as medidas necessárias para evitar problemas relacionados com o
relevo na cidade e no campo.

Desse modo, quando observamos ou acompanhamos nos noticiários casos de graves


erosões, deslizamentos de Terra, ocupação de áreas degradadas, entre outros fatores
ligados à estrutura da superfície, estamos diante de problemas que poderiam ter sido
evitados mediante a aplicação de conhecimentos geomorfológicos específicos. Portanto,
ao nos perguntarmos para que serve a Geomorfologia, podemos entender que ela é
relevante no sentido de auxiliar o ser humano a ocupar e utilizar o meio natural de
maneira correta, de modo a minimizar os impactos gerados sobre a natureza.

7
A Geomorfologia não estuda somente o relevo de maneira estática, mas todo o conjunto
de processos que levam à sua transformação nas mais diversas escalas temporais.
Assim, levam-se em consideração os estudos sobre os fatores endógenos e os fatores
exógenos de transformação do relevo, isto é, os elementos naturais que atuam
internamente (tectonismo, terremotos etc.) e os que atuam externamente
(erosão, intemperismo etc.). Com isso, entendemos melhor a formação dos tipos de
relevo, a constituição dos solos e a melhor maneira de conservá-los.

Os níveis de abordagem da Geomorfologia

Em uma divisão elaborada por Aziz Ab'Saber, citado por Casseti (1994)¹, existem três
principais níveis de abordagem da Geomorfologia ou estudos segmentados, que
envolvem: a compartimentação morfológica, o levantamento da estrutura superficial e o
estudo da fisiologia da paisagem.

a) compartimentação morfológica: análise e observação do relevo e as variações de suas


topografias (o conjunto de acidentes geográficos e variações de altitude). É um
procedimento útil na definição das áreas de ocupação e da delimitação das áreas de risco
que um determinado ambiente possui, sendo importante e necessário para o correto uso
do solo.

b) levantamento da estrutura superficial: define as características e, enfaticamente, a


fragilidade que um determinado terreno possui. É responsável também pela análise do
histórico de formação por meio da atuação dos agentes exógenos e endógenos.

c) estudo da fisiologia da paisagem: estudar a fisiologia de uma paisagem significa


analisar o seu conjunto de funções e, no presente caso, a ação e impactos dos processos
morfodinâmicos (movimentação das formas de relevo) na atualidade, o que inclui os
efeitos da ação humana sobre o meio.

Portanto, ao entendermos esses níveis, podemos ter uma dimensão da complexidade e


do alcance que a Geomorfologia possui ao desnudar, em seus estudos, a alçada
geológica da qual se formaram as estruturas terrestres – por meio do levantamento de
sua genealogia – até os processos naturais e antrópicos que alteram as formas de relevo
e a cadeia de elementos naturais relacionados.

Importância da Geologia
Por meio da Geologia é possível identificar a origem, a idade do planeta, as
transformações que sofreu ao longo do tempo e ainda, sua formação geológica.

Além disso, através das ferramentas e tecnologias utilizadas, ela pode prever os
possíveis abalos abalos sísmicos que acontecerão no globo e ainda, prever as mudanças
do clima.

8
Os conhecimentos desenvolvidos pela geologia são empregados na construção civil
(represas, túneis e estradas); na exploração e aproveitamento dos minérios; na obtenção
de energia geotérmica (energia produzida pelo calor do interior da Terra).

No tocante às construções, a presença de um geólogo torna-se indispensável, uma vez


que ele analisa o solo, as rochas e ainda, prevê o impacto ambiental. Sendo assim, é
realizado um levantamento geológico e geotécnico das áreas destinadas à construção.

Importante destacar que os estudos da geologia estão voltados para o conhecimento do


nosso planeta, melhorando a qualidade de vida e a nossa relação com a natureza.

Visto a importância dos estudos da Geologia, atualmente existem muitos cursos de


graduação e pós-graduação na área. Eles envolvem conhecimentos de geografia,
história, astronomia, biologia, ecologia, paleontologia, física, matemática e química.

Áreas de Estudo
A geologia é uma área muito ampla, sendo que as principais áreas de estudo são:

 Geologia Estrutural: estudo da estrutura da Terra.


 Geologia Histórica: estudo das eras, períodos e idades geológicas.
 Geologia Econômica: estudo das riquezas minerais.
 Geologia Ambiental: estudo dos impactos ambientais e dos riscos ecológicos.
 Geofísica: estudo da composição e propriedades físicas dos elementos.
 Geoquímica: estudo da composição e propriedades químicas da Terra.
 Geomorfologia: estudo das formas da superfície terrestre (relevo).
 Geologia do Petróleo: estudo da composição e propriedades do petróleo.
 Hidrogeologia: estudo dos cursos de águas subterrâneas.
 Cristalografia: estudo dos cristais e das estruturas sólidas formadas pelos
átomos.
 Espeleologia: estudo da formação geológica das cavernas e das cavidades
naturais.
 Estratigrafia: estudo da composição e estrutura das rochas estratificadas.
 Sedimentologia: estudos dos sedimentos acumulados na Terra derivados da
erosão.
 Topografia: estuda os acidentes geográficos presentes no planeta.
 Astrogeologia (Geologia Planetária): estudo dos diversos corpos celestes
 Sismologia: estudo dos sismos e dos movimentos das placas tectônicas no
planeta.
 Vulcanologia: estudo dos vulcões e das erupções vulcânicas.
 Pedologia: estudo da formação e estrutura dos solos.
 Petrografia: estudo de análise das rochas.
 Mineralogia: estudo da composição e propriedades dos minerais.

9
Rochas

Rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais. Seu processo de


formação é contínuo e as primeiras rochas surgiram após a formação e resfriamento da
Terra.

Ao longo da história geológica da Terra, as rochas se formam e se modificam


constantemente. Rochas antigas são transformadas em rochas novas. Enquanto isso,
novas rochas são criadas pelo derramamento de magma. É o chamado "ciclo das
rochas".

Classificação das Rochas

Na Era Primitiva ou Pré-Cambriana a Terra devia ser uma só massa incandescente, com
temperaturas elevadíssimas, sem existência de matéria sólida.

Os minerais eram uma massa pastosa, semelhante ao magma. Quando a Terra começou
o processo de esfriamento, muitos minerais se solidificaram e formaram as primeiras
rochas do planeta - as rochas magmáticas.

Os gases e vapores que escaparam do resfriamento dos minerais deram origem à


camada de ar que envolve a Terra: a atmosfera.

Com a formação das chuvas, dos rios e oceanos, agindo como agentes de erosão, foram
se formando novas formas de relevo.

Os detritos (sedimentos) resultados das erosões das rochas primitivas foram sendo
depositados, camadas por camadas, nas depressões, dando origem
às rochas sedimentares.

Submetidas às condições de temperatura e pressão, as rochas magmáticas e


sedimentares deram origem às rochas metamórficas.

10
Rochas Magmáticas

A rochas magmáticas, também chamadas de ígneas, são formadas pelo resfriamento e


solidificação do magma pastoso. O magma que existe no interior da terra é expelido
pelas erupções vulcânicas.

A solidificação do magma ocorre de duas maneiras: na superfície e no interior da Terra.

O magma que chega à superfície e sofre rápido resfriamento permite que se formem
pequenos cristais na sua composição, não visíveis a olho nu. Recebem o nome
de rochas magmáticas vulcânicas ou extrusivas.

O resfriamento no interior da terra forma


as rochas magmáticas plutônicas ou intrusivas. Nesse caso o resfriamento do magma
é lento, permitindo a formação de grandes cristais, visíveis a olho nu. São também
chamadas de rochas cristalinas.

São exemplos de rochas magmáticas:

 O basalto, que é o tipo de rocha magmática mais comum. É utilizado como


paralelepípedo para o calçamento de ruas;
 O granito, que quando polido é usado no revestimento de pisos, paredes e tampo
de pia de cozinhas e de banheiros. Sem o polimento é usado como calçamento
de ruas;
 O diorito, cuja finalidade é especialmente fazer pedra britada para construção de
estradas.

11
Rochas Sedimentares

As rochas sedimentares resultam da deposição de detritos de outras rochas ou de


matérias orgânicas em depressões do relevo terrestre.

A ação das chuvas, dos ventos, dos rios, mares e geleiras sobre o relevo, desgasta as
rochas da superfície terrestre.

Esses processos vão formando sedimentos que são transportados para as partes mais
baixas do relevo, dos mares, lagos e rios.

No processo de formação das rochas sedimentares, os detritos se acumulam e se


consolidam em camadas de estratos.

As rochas sedimentares são também chamadas de rochas estratificadas, pois se


apresentam em camadas de sedimentos.

A formação de petróleo originou-se da deposição de micro-organismos em bacias


sedimentares. Estas podem existir tanto nos continentes quanto nos oceanos.

A deposição dos sedimentos ocorre também por meio de processos químicos, como as
estalactites e estalagmites das grutas calcárias.

As estalactites são formas que pendem do teto e as estalagmites são provenientes de


pingos d'água que se acumulam no chão. Ambas são formadas por bicarbonato de sódio
dissolvido em água.

São exemplos de rochas sedimentares:

 O arenito, que é empregado na fabricação de vidros;

12
 O argilito, feito de argila, que é empregada na fabricação de tijolos e telhas;
 O carvão mineral, que é utilizado como combustível.

Rochas Metamórficas

As rochas metamórficas têm sua origem na transformação de outras rochas (magmáticas


e sedimentares), quando submetidas a certas condições de umidade, calor e pressão no
interior da Terra.

A rocha transformada adquire novas características e tem sua composição alterada.

São exemplos de rochas metamórficas:

 O mármore, que é bastante utilizado na construção e na criação de


monumentos;
 O quartzito, utilizado para fins ornamentais, é uma rocha parecida com o
mármore, porém, mais resistente.
 O gnaisse, além de ser utilizada na ornamentação, é utilizada também na
construção civil.

Acção dos agentes externos da construção de relevo

Os agentes externos, ou exógenos, são responsáveis pela erosão e sedimentação do solo,


e pela modelagem das formas de relevo na superfície da Terra. Estes agentes atuam
através de processos físicos, químicos e biológicos, como o desgaste, transporte e
acúmulo de sedimentos de estruturas rochosas.

Ventos
Atuam de forma lenta e gradual, esculpindo as formações rochosas e transportando os
sedimentos presentes no solo em forma de poeira. Esta ação é também chamada de
erosão eólica.

13
Águas
As águas das chuvas podem seguir três caminhos: evaporar-se, indo para a
atmosfera; infiltrar-se no solo para dentro do lençol freático; e escorrer pela superfície
da Terra, sob a forma de enxurradas e torrentes. As águas também podem oxidar os
minerais que contêm ferro e formar ferrugem sobre as rochas. A ação da água sobre o
granito o converte em quartzo e argilas.
Geleiras
O derretimento de geleiras localizadas em regiões montanhosas e de elevadas altitudes
forma cursos d'água que modelam a superfície por onde passam. As geleiras também
podem promover modificações no relevo através da erosão glacial, quando ocorrem
avalanches e porções de rochas se desprendem.
Seres humanos
O homem é o principal responsável pelas modificações no relevo, através de
atividades como a expansão das áreas urbanas, a construção de rodovias, escavação
para a exploração de minerais, entre tantas outras.
O relevo corresponde às irregularidades contidas na superfície terrestre. Sua formação
pode ter duas origens, provenientes de fatores endógenos (internos) e exógenos
(externos).
Os fatores internos da formação do relevo são o tectonismo e o vulcanismo. O
tectonismo influencia na formação de relevo por meio das acomodações das placas
litosféricas que podem ser de aproximação ou de afastamento.
Os movimentos da placas litosféricas são provocados pela quantidade de calor existente
dentro da Terra, dando origem às correntes de convecção que podem ser convergentes e
divergentes: a primeira quando as placas se chocam e a segunda quanto se afastam.
O processo de vulcanismo interfere na formação do relevo, pois quando existe uma
grande pressão no interior da Terra, as camadas da crosta se rompem. De uma forma
geral, o vulcanismo dá origem a duas formas de relevo: as montanhas e os planaltos.
Já os fatores exógenos (externos) formam o relevo por meio de erosões, que podem ser
pluviais (provocadas pela água da chuva) e fluviais (provocadas pelas águas dos rios e
mar). Nesses casos, o relevo sofre alterações, pois o escoamento das águas o desgasta
dando a ele gradativamente novas formas.
Meteorização
A meteorização é um conjunto de processos de natureza física, química e biológica que
colabora com a formação do relevo e do clima no mundo, posto que interfere nas
transformações das rochas além de contribuir na formação do solo.

14
O intemperismo está intimamente relacionado com os agentes transformadores e
modeladores do relevo, denominados respectivamente de “agentes endógenos” (que
ocorrem no interior da terra) e “exógenos” (que ocorrem na superfície do planeta).

Agentes de Meteorização
Os principais agentes do processo de intemperismo são provenientes das condições
atmosféricas como a temperatura, o clima, a ação dos ventos, da água, do relevo, dos
tipos de rochas e ainda da ação humana.
Tipos de Meteorização
Segundo o tipo de processo que ocorre, o intemperismo pode ser classificado:
• Meteorização Físico: também chamado de "intemperismo mecânico", ocorre
por meio de processos físicos, com a fragmentação das rochas formando assim diversos
tipos de sedimentos (por exemplo, a areia). É influenciado sobretudo, pela variação de
temperatura e de pressão. Com isso, o processo de dilatação das rochas, favorece sua
fragmentação.
• Meteorização Químico: por meio de reações químicas que ocorre através da
ação dos ventos, da água e da temperatura, o intemperismo químico resulta nas
alterações e transformação dos minerais, alterando assim, a composição química das
rochas. Os principais processos químicos que ocorrem nesse tipo de intemperismo são:
a hidrólise, a hidratação, a oxidação, a redução, a carbonatação e a dissolução.
• Meteorização Biológico: por meio de processos biológicos, esse tipo de
intemperismo é provocado principalmente pela decomposição dos seres vivos,
favorecendo assim, a transformação das rochas e o enriquecimento do solo.
Meteorizacao e Erosão
A erosão é um processo natural provocado também pela ação humana. Resulta no
desgaste das rochas e do solo levando ao transporte de matéria e partículas.
Embora a erosão e o intemperismo colaborem com as alterações do relevo, a erosão
difere do intemperismo na medida que não envolve processos físicos (desagregação),
biológicos (decomposição) ou químicos, que alteram a natureza dos materiais. Em
outras palavras, o intemperismo é um processo anterior à erosão.

Alteração mecânica
A alteração mecânica predomina largamente nas zonas climáticas que têm em comum
acentuada pobreza de água no estado líquido, quer por extremo calor e secura quer por
excesso de frio e, consequentemente, caracterizadas pela quase inexistência de
vegetação. A actividade bioquímica é aqui, pois, muito reduzida ou, praticamente, nula.
Nas restantes zonas a alteração mecânica é muito menos importante face aos processos

15
químicos ou bioquímicos. A alteração mecânica tem, pois, papel secundário entre a
meteorização, dado que ocupa área relativamente pequena no conjunto das terras
emersas.

Propícias a este tipo de alteração distinguem-se as regiões áridas quentes e frias, as


regiões glaciárias, as periglaciárias e as de alta montanha. Várias acções físicas têm aqui
papel preponderante. Uma delas, a primeira a actuar, é a expansão por
descompressão que ocorre nas situações em que há subida das rochas, da profundidade
para a superfície.

Termoclastia

Duas outras são a dilatação e a retracção dos minerais das rochas por efeito das
variações de temperatura ambiente. Nas regiões desérticas, por exemplo, o ar é seco, a
variação térmica do dia para a noite pode atingir valores consideráveis e as variações
processam-se com grande rapidez. No Sahara, são conhecidas amplitudes diárias da
ordem dos 70º C. Nestas condições, as rochas estalam e fragmentam-se continuamente,
num processo conhecido por termoclastia [1].
Uma vez que muitas rochas contêm minerais escuros e minerais claros, portanto, com
diferentes graus de absorção da energia radiante do Sol, estes minerais aquecem e
dilatam-se de modo diferente, o que conduz à contínua «descolagem», entre si, dos
respectivos grãos, que acabam por se desagregar. Por outro lado, devido à pouca
condutibilidade térmica das rochas, verifica-se um aquecimento da película externa dos
afloramentos rochosos, que contrasta com a temperatura no seu interior.
Tal facto origina um outro tipo de termoclastia, manifestado pela descamação das
rochas, tanto mais intensa quanto maiores forem as amplitudes térmicas sofridas.

16
Descamação

A fragmentação e a desagregação da rocha devido a variações de temperatura, por


anisotropia de dilatação, também ocorre a níveis térmicos a que nos habituamos a
chamar frios, numa avaliação relativa face à nossa própria temperatura fisiológica.
Neste caso, usa-se a expressão crioclastia.

Ainda associada ao frio, a gelivação que abarca não só a crioclastia, mas também a
desagregação da rocha por expansão devida à congelação da água existente nos poros e
nas fissuras.

Um outro agente de desagregação é a haloclastia, ou seja, a abertura de fendas e


interstícios das rochas provocada pela cristalização de sais, quer os contidos na água de
impregnação, após evaporação desta, quer os resultantes da hidratação de sais anidros,
como é o caso da transformação de anidrite em gesso.

Mecanismos como os atrás descritos afectam constantemente a coesão da capa


superficial das rochas, provocando descamação e/ou desagregação ao nível dos grãos
minerais constituintes. A rocha perde, assim, a coerência, embora mantenha a
constituição mineralógica e a composição química iniciais.

17
Deslocamentos de terras
Os movimentos da Terra são os deslocamentos que o planeta realiza em relação à sua
própria estrutura ou em relação ao Sol. Existem diversos movimentos que ocorrem com
a Terra e que são imperceptíveis aos seres vivos, como a precessão dos equinócios, a
nutação, a oscilação de Chandler e o deslocamento do periélio. Outros, entretanto,
geram impactos diretos na vida no planeta, que são: rotação e translação.

A rotação diz respeito ao movimento que a Terra realiza em torno de seu próprio eixo, e
resulta na passagem dos dias e das noites. A translação, por sua vez, corresponde ao
movimento em torno do Sol, e tem como consequência as estações do ano e a passagem
do ano.

Os movimentos da Terra
 Os movimentos da Terra são os deslocamentos que o planeta realiza em relação
à sua própria estrutura ou em relação ao Sol.

 Acontecem constante e concomitantemente.

 Os dois principais são a rotação e a translação.

 A rotação é o movimento que a Terra realiza em torno de si e que tem duração


de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. Tem como consequência a sucessão dos
dias e das noites.

 A translação é o movimento que a Terra realiza em torno do Sol e que tem


duração de 365 dias, 5 horas e 48 minutos. Tem como consequências a
passagem do ano e as estações do ano.

 Existem outros movimentos, como a precessão dos equinócios, a nutação, a


oscilação de Chandler e o deslocamento do periélio.

O planeta Terra, assim como os demais astros celestes que integram o Universo
conhecido, é um corpo que se move constantemente pelo espaço. Os movimentos
realizados pela Terra acontecem tanto em relação a outros objetos, como é o caso do
Sol, quanto individualmente, sem a interferência de elementos externos.
É muito importante lembrarmos, no entanto, que os movimentos do nosso planeta
acontecem de forma simultânea, isto é, ao mesmo tempo. Como veremos adiante, os
efeitos de cada um deles são sentidos e percebidos de forma diferente pelos seres vivos.
Os dois principais movimentos realizados pelo planeta Terra são:
rotação;
translação.

18
Embora sejam os principais, esses não são os únicos movimentos do planeta Terra, que
também realiza os seguintes:
precessão dos equinócios;
nutação;
oscilação de Chandler;
deslocamento do periélio.
Rotação
Rotação é o nome do movimento que o planeta Terra realiza em torno do seu próprio
eixo, ou seja, ao redor de si. O movimento de rotação faz com que haja alternância com
relação à recepção de iluminação solar pela superfície terrestre, alternância essa
observada entre os hemisférios Leste e Oeste. Nota-se que o eixo de rotação do planeta
Terra é inclinado em 23,5º.
A rotação da Terra é constante e acontece no sentido anti-horário: de oeste para leste. É
por essa razão que dizemos que o Sol nasce primeiro no oeste. O tempo gasto para que
uma volta inteira seja dada na rotação é de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. Essa é
praticamente a duração de um dia completo, que se convencionou a ter 24 horas por
questões práticas.

Muito embora a rotação seja imperceptível para nós, o que é explicado pela Física, o
planeta Terra gira em torno de si a uma velocidade de 1669 quilômetros por hora.

→ Consequências do movimento de rotação


A principal consequência do movimento de rotação é a sucessão dos dias e das
noites. Na medida em que o planeta gira em seu eixo, uma face fica voltada para o Sol,
quando é dia, enquanto a outra face fica voltada para o lado oposto, quando é noite.
Esse posicionamento se altera gradativamente com a rotação, proporcionando a
iluminação de todo o planeta Terra alternadamente. Sem a rotação não seria possível a
existência de vida na superfície terrestre, já que ela promove a distribuição de luz e
calor para ambos os hemisférios: Oriental e Ocidental.

Outra consequência do movimento de rotação é o movimento aparente do Sol. Para


um observador posicionado na superfície terrestre, quem parece girar e mudar de
posição nos céus é, na verdade, o Sol, e não o planeta. No entanto, sabemos que esse
aparente movimento de deslocamento diário realizado pela estrela é causado pela
rotação.

Translação

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Translação é o movimento que a Terra realiza em torno do Sol e que resulta nas quatro
estações do ano.
Translação é o nome do movimento que o planeta Terra realiza ao redor do Sol.
Trata-se de uma órbita elíptica que se completa a cada 365 dias, 5 horas e 48 minutos.
Essa é, portanto, a duração de um ano no nosso planeta. No entanto, para que a
marcação da passagem do tempo se desse de forma menos complexa, convencionou-se
a adoção de anos de 365 dias, com um ano bissexto, de 366 dias, a cada intervalo de
quatro anos. Assim, seria compensado esse período aparentemente perdido de horas.
Durante o movimento de translação, existem momentos em que o planeta Terra se
aproxima e se afasta do Sol. Chama-se de periélio o momento em que a Terra chega
mais perto daquela estrela, a 147,1 milhões quilômetros de distância mais precisamente,
o que condiciona o aumento da velocidade de translação. Já no afélio o planeta está em
seu ponto mais distante do Sol, a 152,1 milhões de quilômetros, o que reduz sua
velocidade.

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Agentes erosivos
Erosão pode ser entendida como o processo de transporte de materiais intemperizados.
Isto significa dizer que, os processos erosivos são responsáveis por desagregar,
transportar e depositar sedimentos de um local para outro.
Imaginemos a seguinte situação: Ocorre uma chuva intensa sobre um solo exposto, sem
cobertura vegetal e a água leva para as regiões mais baixas, materiais como fragmentos
de rocha, minerais, matéria orgânica e o que mais a água conseguir “carregar”. Temos
neste caso um exemplo de processo erosivo.
A erosão é um processo contínuo, que ocorre em consequência da ação de agentes
erosivos responsáveis pelo transporte de materiais sólidos. De maneira natural, a água é
o principal agente erosivo. No entanto não é o único. Vejamos:
A água das chuvas: que atua sobre solos e rochas é o mais ativo dos agentes erosivos.
Sua ação contínua e intensa pode provocar mudanças significativas na paisagem.
Agentes dos cursos da águas: também atua no transporte de materiais de suas
margens, planícies de inundação e leito, desagregando e transportando significativas
quantidades de materiais das áreas mais elevadas para as regiões mais baixas.
Agentes dos mares: as correntes marítimas e o movimento das marés são agentes que
modelam as paisagens litorâneas e o relevo submarino.
Agentes dos ventos: são agentes erosivos importantes, especialmente nas regiões de
baixa umidade, como os desertos quentes. O vento esculpe rochas, transporta partículas
e transforma paisagens.
Agentes dos glaciares: é responsável por provocar erosões, especialmente nas regiões
de altas latitudes. A água acumulada nas cavidades das rochas nos períodos quentes,
congela e se dilata quando a temperatura desce. O aumento de volume causa o
rompimento da rocha.
Agora que conhecemos os agentes que provocam as erosões, precisamos compreender
os fatores que intensificam ou retardam os processos erosivos.

Clima: a ação das chuvas, a intensidade da radiação solar, a direção e força dos ventos,
as variações de temperatura, são fatores que influenciam diretamente os processos
erosivos.
Declividade do terreno: As áreas de maior inclinação favorecem o escoamento
superficial da água aumentando a intensidade erosiva das chuvas ou dos cursos d’água.
Já nas regiões planas a reduzida velocidade da água proporciona uma maior deposição
de sedimentos e menor desgaste da superfície.
Rocha matriz: cada tipo de rocha apresenta uma resistência distinta aos processos
intempéricos e erosivos, mesmo estando em condições semelhantes. Em geral, as rochas

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cristalinas são mais resistentes à erosão do que as rochas sedimentares que estão mais
propensas a sofrer rápida e intensa ação dos agentes erosivos.
Vegetação: A presença ou ausência de vegetação e o tipo de cobertura vegetal, são
fatores determinantes para intensificar ou retardar os processos erosivos. Se uma área é
coberta por densa vegetação – como uma floresta tropical – a ação dos agentes de
erosão é minimizada, enquanto que, em uma região com escassa vegetação rasteira ou
sem cobertura vegetal – e portanto, desprotegida – sofre mais intensamente os processos
de erosão.
Ação humana: Embora a erosão seja um processo natural, o ser humano – afim de
atender as suas demandas – tem provocado modificações que agravam e aceleram o
desenvolvimento do fenômeno erosivo. O desmatamento, a impermeabilização do solo,
a criação de pastagens e áreas de cultivo são as principais ações humanas que têm,
provocado a perda e deslocamento de milhares de toneladas de solo todos os anos.

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Referência Bibliográfica
SENE, Eustáquio de. Geografia Geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização.
São Paulo: Scipione, 2013.
EROSÃO DO SOLO: FATORES CONDICIONANTES – Cadernos do LOGEPA –
UFPB - Disponível em:
http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/logepa/article/download/10981/6166.
Embrapa Solos – Erosão dos Solos: solucione este problema. Disponível em:
https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/24.
GIANNINI, P. C. F.; MELO, M. Sé. de. Do grão à rocha sedimentar: erosão,
deposição e diagênese. In: TEIXEIRA, W.; FAIRCHILD, T. R.; TOLEDO, M. C. M. de;
TAIOLI, F. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo, SP: Companhia Editora
Nacional, 2009, 2ª ed. p. 240-277.

HERNANI, L. C.; FREITAS, P. L. de; PRUSKI, F. F.; MARIA, I. C. De; CASTRO FILHO,
C. De; LANDERS, J. N. A erosão e seu impacto. In: MANZATTO, C. V.; FREITAS
JUNIOR, E. de; PERES, J. R. R. (Ed.). Uso agrícola dos solos brasileiros. Rio de
Janeiro: Embrapa Solos, 2002. cap. 5, p. 47-60. Disponível em:
https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1124240.

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Conclusão
A partir deste processo houve a formação das camadas da Terra. Com as
matérias mais formado o núcleo (interno e externo), o manto (superior e inferior) e a
crosta terrestre (superior e inferir). Essa camada foi constituída a partir da condensação
do mineral incandescente, e é formada basicamente por rochas. Durante o processo de
resfriamento da terra houve a libertação de gases e vapores, os quais originam uma
camada de ar envolvendo o planeta Terra, composta por inúmeros tipos de gases que
ficam retidos devido à gravidade e o campo magnético da Terra.

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