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A Moderação

António Raúl Bernardo
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ENSINAMENTOS SOBRE O CULTO CRISTÃO E A

MODERÇÃO OU DIRECÇÃO DE UM CULTO CRISTÃO

PARTE I. O CULTO CRISTÃO


I.1. O que é um Culto?

A palavra Culto vem do latim CULTUS que significa cuidado, cultivo,


adoração, reverência ou homenagem; particípio passado do ―COLERE,
cultivar o solo, plantar”

O culto é uma reverência ou homenagem prestada a pessoas, instituições,


objetos e coisas. Podemos prestar culto a Deus, à pátria, à Bandeira, à família,
aos mortos etc.

Para um cristão, o culto é um momento indispensável para a vida e deve ser


festivo, cheio de alegria. Então o culto precisa ser preparado com amor, muita
oração e dedicação à Palavra de Deus em serviço à sua Igreja.
Certamente quem nos inspira para o culto antes, durante e depois é o Espírito
Santo. A vida do cristão deve ser um culto a Deus, pois devemos "Orai sem
cessar" (I Tessalonicenses 5.17). Antes de ir para Igreja devemos nos
prepara para cultuar, na Casa de Deus devemos nos dedicar o máximo e ao ir
embora, somos enviados por Deus para continuar a servi-lo.

“Fazei tudo com decência e ordem”


I Coríntios 14.40

Para que o nosso culto seja aceitável aos olhos de Deus precisamos adorá-lo
em verdade, dar lugar ao Espírito em detrimento à vontade da carne (João
4:23-24), perdoar os nossos ofensores (Mateus 5:23-24) e agir o tempo todos
de forma lógica e racional (Romanos 12:1-2 ).

Na verdade, existem várias palavras nos originais bíblicos que são traduzidas
por ―adoração‖ ou ―culto‖:

– Render-se (do grego: ―proskuneo‖) – Reconhecer a nossa inferioridade e a


superioridade de Deus, colocando-nos à Sua inteira disposição. A ideia básica
é a de submissão. Freqüentemente o termo é traduzido por ―prostrar-se‖.
Denota o gesto de curvar-se diante de uma pessoa a quem honramos e ir até o
ponto de beijar os seus pés. Ex.: a intenção de Satanás na tentação de Jesus
(Mateus 4:9, Lucas 4:7-8). Jesus responde: ―Ao Senhor Teu Deus adorarás
(proskunesis) e só a Ele darás culto (Mateus 4:10).

– Reverenciar (gr. ―sebein‖) a Deus, com temor (gr. ―phobos‖) –


Ex. Apocalipse 14, que diz: ―Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada
a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as
fontes das águas.‖ (Apocalipse 14:7) Note que temer a Deus, dar-lhe glória e
adorar são ações que se intercalam na vida daqueles que estão vivendo no
tempo do fim.

– Servir (do grego ―latréuô―) – Este termo é usado por Paulo em Romanos
12:1, para descrever o corpo entregue a Deus como sacrifício vivo, santo e
agradável. Ofertar a Ele toda a nossa potencialidade, capacidade, inteligência,
energia, experiência e dedicação. Servir, como reconhecimento da
transformação que Ele operou em minha vida. Ele merece o melhor do meu
serviço, como forma de gratidão. Ressaltamos inclusive, que a palavra utilizada
no idioma inglês para culto é “service”.

– A maneira como o texto está redigido pode dar a falsa impressão que o autor
está afirmando que é Deus quem presta culto ao homem. Obviamente, nada
poderia ser mais contrário ao conceito do culto cristão. O que o autor pretende
afirmar é que o Culto Cristão origina-se em Deus, e não no homem. Portanto, o
verdadeiro culto é fruto da operação do Espírito Santo no coração humano. O
culto prestado a Deus pelo ser humano é apenas uma resposta a esta ação
divina. Isto está de acordo com Filipenses 2:13 ―porque Deus é o que opera em
vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.‖ Note o
seguinte texto:

―Religião não é limitar-se a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem


de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é mister
nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente,
dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á
voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto. É
o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é
ditada, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em
busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa
alma. A tais adoradores Ele busca. Espera recebê-los, e torná-los Seus filhos e
filhas.‖ (Ellen G. White – O Desejado de Todas as Nações, pág. 189 – ênfase
acrescentada).

– Estranhamos a divisão feita pelo autor do texto, a qual quebra o quarto


mandamento (versos 8-11) em duas partes. Cremos que uma divisão mais
lógica (uma vez que a Bíblia não nos dá indicações de como seria a divisão
escrita na pedra pelo dedo de Deus) seria a seguinte: na primeira pedra os
versos 3-11 (uma vez que os versos 1-2 são um preâmbulo), e na segunda
pedra os versos 12-17. Esta forma de dividir os versos não mutila o quarto
mandamento, o qual faz parte, com um todo, de nossos deveres para com
Deus. Caso sigamos a divisão indicada pelo autor, teríamos 11 mandamentos,
e não 10. Porém, qualquer que seja a lógica da divisão, esta diferença de
opinião não invalida, de forma alguma o conjunto das ideias expressas neste
excelente texto.

I.2. Objectivos dum culto


O culto tem o objectivo de reunir o povo de Deus para louvar e proclamar as
virtudes do nosso Criador e Senhor. É um evento colectivo, e a participação, o
louvor deve ser essencialmente congregacional.

O culto cristão tem como objetivo, além de adorar a Deus, buscar também
alimento e satisfação para as nossas almas. Nele experimentamos paz, alegria
no Espírito, comunhão, perdão, transformação de vidas e tantas outras coisas
que Deus tem para seus filhos.

Adorar é mais do que cultuar porque ela envolve a total entrega do ser do
cultuante ao que se está reverenciando. Podemos cultuar muitas coisas, mas
adorar somente a Deus (Mateus 4:10).

I.3. Dimensões do culto

No Novo Testamento encontramos as três dimensões do culto: pessoal,


familiar e público. Não é um episódio apenas. Ao terminar a liturgia do templo,
deve começar a liturgia da vida.

I. O culto pessoal

Culto não é ritual, melodia, formas, estética, beleza, palavras, cânticos,


dogmas, símbolos, ofertas ou qualquer outro detalhe que lhe possamos atribuir.
Culto, antes de tudo, é vida em ação. Culto é um ato de resposta à ação
bondosa de Deus, que nos chamou com finalidade bem clara: ―Por meio de
Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de
lábios que confessam o seu nome‖ (Hb 13.15). Por isto, aquele que se
relaciona com Deus deve lembrar que o culto a Deus é o fruto natural (no
sentido de normal) da comunhão com Jesus Cristo.

A compreensão do cristão, que cultua a Deus e pratica serviços religiosos,


deve estar indissoluvelmente ligada à manutenção de cuidados com os mais
necessitados. Isto faz da vida daqueles que servem a Deus expressão e reflexo
daquilo que é apregoado e vivenciado pelo cultuante. O cultuante deve fazer
para os outros o que crê que Deus faz consigo. Essa é uma afirmação
importante de verdadeiro cristianismo, que acaba atribuindo expressão e
sinceridade para as ofertas e demais atos de dedicação. Os atos cúlticos são
expressões de gratidão por tudo o que Deus proporciona, manifestações de
arrependimento pelos atos pecaminosos cometidos, expressões de fé e
fidelidade, além de testemunhos eloquentes da busca da vontade de Deus. Isto
é gerador de progresso, já que provoca a inclusão daqueles que, outrora
excluídos por sua condição, encontram no fiel o cuidado e a proteção.

Assim acontecia na igreja primitiva.

II. O culto em casa (culto familiar).

A igreja neo-testamentária estava também assentada sobre os pequenos


grupos. Era a igreja de todos os dias, no templo e nas casas.
A palavra grega oikos (casa) ocorre mais de 10 vezes no NT, algumas delas
referindo-se a um grupo de pessoas usando uma casa para reunir-se
periodicamente.

 At 2.46: A ceia do Senhor era celebrada em cada casa na sua refeição.


 At 5.42: A casa do convertido era usada como local de adoração e
ensino, identificando-o como cristão na comunidade.
 At 20.20: Equilíbrio do programa – ensinando tanto na reunião pública
quanto nafamiliar.
 Rm 16.3 e 5: Priscila e Áquila recebiam em sua casa um grupo. A igreja
cristã de Roma era composta desses vários grupos nos lares.
 1Co 16.19: Quando estavam em Éfeso, Áquila e Priscila também
recebiam a igreja em sua casa. Assim vivia a igreja cristã: durante a
semana a igreja se reunia nas casas, e no dia do Senhor a reunião
ocorria num só local – o templo.

Veja também Colossenses 4.15 e Filémon 2.

III. O culto no templo (Culto público).

Segundo Atos 20.7, entendemos que o primeiro dia da semana era o dia em
que a igreja apostólica se reunia para partir o pão – celebrar a ordenança da
ceia. Esta ceia era entendida como um ato de comunhão com o Senhor (1Co
10.14-22), era tomada quando toda a congregação se reunia, como um ato de
fraternidade entre os irmãos. 1Coríntios 11.17-22 mostra o que NÃO se deve
fazer em reuniões como essa.

Ainda na carta aos coríntios, o apóstolo Paulo os instrui a que fizessem suas
ofertas, sistematicamente, no primeiro dia da semana, deixando implícito que
esse era o dia em que eles deveriam se reunir para adoração (1Co 16.2).

Notemos também que as reuniões regulares da igreja primitiva não visavam a


propósitos evangelísticos e, sim, primordialmente, ao encorajamento mútuo e à
adoração. Por essa razão, o autor de Hebreus escreve: “Consideremo-nos
também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não
deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos
admoestações e tanto mais quanto vede que o Dia se aproxima”(Hb 10.24-25).

Por serem reuniões públicas, havia ocasiões em que os incrédulos vinham às


reuniões dos crentes, mas isto era considerado apenas uma possibilidade (1Co
14.23). O evangelismo, segundo o texto de Atos 2, acontecia no contexto da
vida diária, à medida que os crentes propagavam o evangelho.

Uma característica que não estava presente no culto neo-testamentário era o


pragmatismo. Uma decisão pragmática é aquela tomada não pela essência,
mas pelo efeito causado na maioria do povo. No que diz respeito ao culto, a
aplicação desse princípio pode ser desastrosa, pois o juiz passa a ser o grupo
de pessoas e não o Espírito Santo.
O culto público é a semelhança mais próxima que podemos ter do céu,
enquanto estamos aqui na terra.

I.4. Tipologia dos cultos

Os tipos são diversos e cada tipo tem seu próprio estilo e finalidade. Todos,
porém têm um objectivo comum: glorificar a Deus.

As pessoas devem ser estimuladas, não a assistir ao culto, ou a frequentá-lo, e


sim a prestar culto a Deus.

A diferença entre assistir a um culto e prestar culto é que no primeiro, a pessoa


é levada a uma conduta passiva, enquanto no segundo ela é levada a uma
postura de interatividade.

Ninguém pode cultuar no lugar de outro. Trata-se de um dever intransferível.


Podemos orar por alguém, interceder por ele, mas não podemos cultuar em
seu lugar. O culto deve ser encarado como um sacrifício oferecido a Deus; o
que não deve ser entendido como algo doloroso, penoso, e sim como algo
extremamente agradável.

O termo sacrifício é a junção de duas palavras: sacro + ofício. Trata-se,


portanto, de um ofício sagrado. Paulo nos orienta a apresentar nossos corpos a
Deus como um sacrifício puro, santo e agradável, pois isto se constitui em
nosso culto racional (Rm.12:1).

Há vários tipos de culto, de acordo com a classificação que se segue:

1. Culto Eucarístico – Trata-se de um culto revestido de caráter muito


especial, pois nele se relembra o sacrifício de Cristo na Cruz, através da
celebração da Santa Ceia do Senhor.
O pão deve ser partido antecipadamente, ficando apenas um pão para ser
partido no altar no momento da celebração (a critério do celebrante), e deve ser
servido em bandejas apropriadas.

Caberá aos assistentes diaconais e diáconos servir a Ceia. Em reuniões


especiais, este serviço poderá ficar a cargo de pastores previamente
selecionados. Os elementos deverão ser oferecidos indistintamente a todos.
Entretanto, caberá ao pastor celebrante advertir as pessoas quanto à seriedade
que envolve a participação dos mesmos.

E deverá ainda orientar para que somente os membros do Corpo de Cristo


participem Mesa do Senhor. Depois de alertadas, caberá às pessoas julgarem
a si mesmas, participando ou não. Os cultos eucarísticos deverão acontecer
preferencialmente aos domingos, ou ainda em ocasião extraordinária.

2. Culto Evangelístico / Campanhas – São cultos dedicados a apresentar


Jesus aos necessitados e aflitos. Ninguém poderá adorar a um Deus
desconhecido. Para que recrutemos adoradores para Deus, precisamos
apresentá-Lo como Alguém digno de receber nossa adoração. E como o
faremos? Da mesma forma como Jesus fez no passado. Ministrando de acordo
com a necessidade das pessoas.

Elas precisam de salvação, cura, libertação, prosperidade, união familiar, e


tudo o que só Deus pode promover na vida daqueles que O buscam. Para
estimular o interesse das pessoas em buscar de Deus a solução de seus
problemas, a igreja promove campanhas, movimentos e cruzadas.

Nessas reuniões, a mensagem deve ser simples e objetiva. Deve-se evitar o


uso de certos termos e jargões que somente os crentes entendem. As canções
devem girar em torno do tema da reunião, e conter um tom evangelístico.

Não se deve usar canções de adoração, nem de forte apelo doutrinário. As


orações devem ser objetivas. Se a reunião for dedicada à libertação, deve-se
orar para que o poder de Deus se manifeste, a fim de que os demônios não
resistam e saiam, abandonando os corpos que possuem. Não se deve
―invocar‖ demônios, isto é, chamá-los, para que venham de onde estiverem
para manifestar ali. Se houver alguém possesso, certamente vai manifestar.

Nosso papel é expulsar o demônio, não invocá-lo. O uso de nomes dados aos
demônios nas seitas afro-brasileiras deve ser evitado. Tal prática é proibida
pelas Escrituras, de acordo com Josué 23:7, onde lemos: ―Não vos mistureis
com estas nações que ainda restam no vosso meio; não fareis menção dos
nomes de seus deuses, não os invocareis‖.

Deve-se usar de cautela, para não dar qualquer crédito às coisas ditas por
demônios, através dos lábios de pessoas manifestadas. Lembremo-nos que o
diabo é o pai da mentira, e que ―não há verdade nele. Quando ele profere
mentira, fala do que lhe é próprio‖ (Jo.8:44). Não se deve dirigir qualquer
palavra a um demônio, se ele não estiver manifestado em um corpo. Se o
fizermos, estaremos conferindo onipresença ao diabo, atributo que só Deus
possui.

Nossas orações devem ser dirigidas a Deus. Entretanto, podemos dirigir


palavras de ordem às enfermidades, para que se retirem em o Nome de Jesus.
Tais ordens são chamadas de ―Oração da Fé‖. Não se trata de orar a Deus,
pedindo que cure as doenças. Jesus já tomou sobre Si as enfermidades. Não
precisamos pedir que Deus faça o que já fez.

A Oração da Fé nada mais é do que a Fé que se expressa em uma ordem


dirigida à doença, para que deixe de vez a pessoa acometida.Deve-se também
usar a imposição de mãos, conforme prescreve a Bíblia (Mc.16:18). Além da
unção com óleo, que representa o Espírito Santo (Mc.6:13; Tg.5:14).Deve-se
evitar qualquer tipo de misticismo ou superstição, como por exemplo, atribuir
poder à feitiçaria ou à inveja. Se anunciarmos que temos poder pra
desmanchar macumba, estaremos afirmando que a macumba realmente
funciona.
As pessoas precisam ser conscientizadas de que o Poder pertence a Deus. Os
demônios dizem que receberam isso ou aquilo em um trabalho de bruxaria,
para manter as pessoas na ignorância espiritual. O que o diabo quer é ser
adorado. Quando ele pede que uma pessoa lhe dê uma oferenda, o que lhe
interessa não é a oferenda em si, mas a adoração que lhe está sendo
dedicada.

Os incautos pensam que podem manipular as forças do mal através de


despachos, sacrifícios e oferendas, mas na verdade, eles é que estão sendo
manipulados por tais forças. Não podemos mantê-los neste estado de cegueira
espiritual.

Temos que abrir seus olhos, falando-lhes a verdade. Em lugar nenhum da


Bíblia é-nos ordenado sair por aí desmanchando macumbaria. A ordem de
Jesus é: Curai os enfermos, e expulsai os demônios.

3. Culto Doutrinário – Trata-se de um culto dedicado ao ensino das


doutrinas e princípios da Palavra de Deus, que devem nortear nossa conduta
no mundo. Toda igreja deve dedicar pelo menos um culto na semana para este
fim. Nele, o pregador deve assumir a posição de mestre, conduzindo seu
rebanho a um estudo mais profundo das Escrituras.

4. Culto de Adoração – A cada domingo, o povo de Deus deve dedicar-se


inteiramente à adoração. Convém salientar que a música tem papel importante
no culto de adoração, e por isso, deve tomar maior tempo do que nos demais
cultos. Cada igreja deve constituir um ministério de louvor e adoração, liderado
por um ministro de música qualificado. Caberá a este ministério conduzir o
período de louvor durante o culto.

Para tanto, o pastor deve estimular os jovens a aprender a tocar instrumentos


diversos, e investir na aquisição dos mesmos. Pode-se também levantar um
coral, desde que haja alguém disposto e qualificado para regê-lo. Canções de
louvor e adoração diferem das canções de apelo evangelístico, pois não são
centradas nas necessidades humanas, mas no próprio Deus. Há ainda uma
diferença entre louvor e adoração.

Geralmente, o louvor fala de Deus, enquanto que a adoração fala a Deus. Em


outras palavras, no louvor, referimo-nos a Deus como ―Ele‖ e na adoração
como ―Tu‖. O louvor enfatiza o que Deus faz, enquanto que na adoração a
ênfase recai sobre o que Deus é.

Os componentes do ministério de louvor devem ser seleccionados de acordo


com os seguintes critérios:
a) Habilidade musical;
b) Bom testemunho;
c) Vida comprometida com Deus e a Sua obra;
d) Disposição e disponibilidade para ensaiar.

5. Culto de Oração – Uma vez que cremos no sacerdócio universal dos


crentes, devemos estimular o povo de Deus a uma vida de oração. Todos
temos igual acesso à presença de Deus, e devemos desfrutar disso ao
máximo, apresentando-nos a Ele regularmente para intercedermos em favor de
todos os que necessitam. Para isso, é salutar que promovamos reuniões de
oração, onde possamos dedicar a maior parte do tempo à intercessão.

A Bíblia nos ordena a orar uns pelos outros (Tg.5:16), pelos aflitos (Tg.5:13),
pelas autoridades constituídas (1 Tm.2:1-2), e até pelos que nos perseguem
(Mt.5:44). Além do mais, deixar de interceder é incorrer em grave falta aos
olhos de Deus (1 Sm.12:23).

6. Desfiles Triunfais – ―Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre


nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância
do seu conhecimento‖ (2 Co.2:14).

Inspirada nesta poderosa declaração, a igreja promove desfiles triunfais, em


que seus membros e simpatizantes saem às ruas para proclamar o triunfo de
Cristo e do Seu Povo na Terra. Trata-se de um culto em movimento, com
música, dança e alegria, através do qual a Igreja exala o perfume do seu
Senhor para além dos seus muros.

Recomenda-se o uso de alegorias e faixas contendo testemunhos, gritos de


ordem, além da pregação da Palavra de Deus, que poderá ser feita antes ou
depois do desfile, se possível em praça pública, estádio ou ginásio esportivo.

7. Cruzadas – No afã de alcançar as multidões para Cristo, a igreja


promove cruzadas em praças, clubes, ginásios e estádios. Os cantores
convidados deverão entoar canções de cunho evangelístico, evitando usar uma
linguagem que somente os crentes possam entender.

A pregação deve ser objetiva e evangelística, podendo ser seguida de um


apelo simples, para que as pessoas se rendam ao Senhor Jesus, recebendo-O
como seu Salvador pessoal.

Todas as expectativas devem girar em torno daquilo que Cristo vai realizar
durante o momento de oração. Deve-se colher testemunhos imediatos de curas
e milagres que acontecerem durante o momento de oração.

8. Culto Jovem – Com fim evangelístico, ou com objetivo de promover


maior entrosamento entre os jovens da igreja, o culto jovem tem suas
peculiaridades. A começar pelo estilo musical, e pela forma extrovertida e
informal em que deve ser conduzido.

Além de música, oração, e ministração da Palavra, o culto jovem pode ter ainda
gincanas, brincadeiras, e outros expedientes que possam atrair o interesse dos
jovens, contanto que se mantenha a reverência a Deus.

Pode ser promovido com fim evangelístico em outros ambientes além da igreja,
como escolas, faculdades, praças e etc. Cada igreja e congregação deve ter
um Grupo Jovem, que deve ser dirigido com sabedoria, por alguém capaz de
entender e fazer uso de uma linguagem sadia, porém contemporânea, que vá
de encontro aos anseios da nova geração.
O Grupo Jovem poderá promover evangelismos, passei-os, retiros, debates,
torneios esportivos, festas, congressos, apresentação de peças teatrais e
coreografia, concursos, vigílias de oração, e tudo o que vise o seu crescimento
e fortalecimento.

9. Congressos e Simpósios – Com o objetivo de aprimorar o


conhecimento de temas bíblicos e de interesse geral ou de um grupo em
particular (mulheres, jovens, adolescentes e etc.), a igreja se propõe a realizar
congressos e simpósios, que também servirão para congraçamento dos seus
membros.

A organização do evento ficará por conta do departamento da igreja que o


promover. Porém contará com o apoio de todos os setores da igreja.

Antes de agendar qualquer data, o responsável pelo evento deverá consultar


todos departamentos, a fim de se certificar acerca de uma data disponível, para
que não haja mais de um evento em um mesmo dia.

10. Culto em Ação de Graças – A igreja crê que o sucesso espiritual de


alguém se mede pelo número de ações da graça que se faz por ela a Deus.
Por isso, estimulamos os membros a realizarem cultos em ação de graças por
suas vidas, e por seus familiares e amigos.

Cremos também que, embora não possamos orar pelos que já faleceram,
devemos agradecer a Deus pelo exemplo de vida que eles nos deixaram.

Em Hebreus 11:4 lemos que ―Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício
do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus
testemunho das suas ofertas, e por meio dela, depois de morto, ainda fala‖.

Assim como Abel, há muitos que mesmo depois de mortos, ainda falam,
através do seu testemunho de vida. Nesse culto, agradecemos a Deus pela
vida dos mártires, dos reformadores protestantes, bem como daqueles que
passaram por este mundo, sem alcançar fama, mas que produziram marcas
profundas em nossas vidas.

11. Culto Fúnebre – Embora aconteça em um momento de dor, deve ser


ministrado com serenidade, e com o objetivo de infundir esperança no coração
dos familiares da pessoa falecida. Recomenda-se que o ministro busque
demonstrar compaixão pela dor, sem com isso deixar transparecer qualquer
indício de desespero.

A mensagem deve ser curta, e conter temas como a vida eterna, a ressurreição
dos que morrem com Cristo, e a vitória de Jesus sobre a morte. Sugerimos a
utilização dos seguintes textos: Salmo 89:48; 49:15; Ezequiel 18:32; João 5:24-
29; 8:51; Romanos 8:38; Hebreus 2:14-15.
12. Culto Inaugural – Trata-se de um culto especial em que se consagra a
Deus um lugar que a partir da data de sua inauguração servirá de cenário para
a manifestação de Sua glória em meio ao Seu Povo, que ali se reunirá
periodicamente para adorá-Lo e servi-Lo.
Deve-se evitar chamar qualquer espaço de Casa de Deus, pois na Nova
Aliança, a Casa de Deus somos nós, e não o lugar onde nos reunimos para
cultuar. Afinal, Deus não habita em templos feitos por mãos humanas
(At.17:24), e sim em um Templo feito de pedras vivas, que somos nós (1
Pe.2:5; Ef.2:21-22).

13. Culto de Ordenação – Dedicado à consagração de novos ministros. A


mensagem deve girar em torno do compromisso que será assumido pelos
novos ministros, de honrar o título que receberão, cuidando com afinco da
Doutrina, do rebanho e da obra que lhes for confiada.

Após admoestação, os candidatos firmarão, através de declaração pública,


compromisso de fidelidade à Bíblia, à Confissão de Fé, ao Estatuto e ao
Regimento Interno da igreja.

Em seguida, receberão a Unção, e a imposição de mãos da banca ordenadora,


formada pelo Bispo e por outros ministros previamente escolhidos. No caso de
diáconos, poderão ser ordenados pelo pastor local.

14. Casamento – A Cerimônia Nupcial é revestida de um valor ímpar. Não


foi em vão que Jesus escolheu uma festa de casamento para manifestar pela
primeira vez Sua Divindade, transformando água em vinho. Da mesma forma,
não podemos desperdiçar uma cerimônia de casamento, deixando de anunciar
o poder restaurador e transformador de Cristo.

Além de aconselhar de público aos nubentes, o celebrante deve aproveitar


para firmar os valores do Reino de Deus concernentes à família, demonstrando
que Deus é o seu autor, e que por isso mesmo, é quem mais está interessado
na sua preservação.

Pode-se também aproveitar para fazer uma breve exposição do Evangelho,


comparando a maneira como o marido deve dar sua vida pela esposa, com a
maneira como Cristo deu Sua vida por nós (Ef.5:25). Desta forma,
apresentamos Deus como a figura central da cerimônia; e o que deveria ser
apenas um ritual, torna-se em um verdadeiro culto a Deus.

Logo no começo da cerimônia, deve-se invocar a presença do Criador, com


uma oração simples, buscando lembrar às pessoas presentes que foi Deus o
celebrante do primeiro matrimônio da história, e que Sua presença é
indispensável, tanto no enlace matrimonial, quanto nos momentos que serão
partilhados pelo casal a partir daquela data.

Além da oração inicial, a cerimônia ainda tem pelo menos outras duas orações:
a que apresenta as alianças, e a impetração da bênção nupcial, que a dará por
encerrada.
Durante a cerimônia, alguém previamente escolhido pelos nubentes, ou pelo
celebrante, poderá entoar uma canção de louvor a Deus, cujo tema gire em
torno do amor conjugal.
15. Culto aos anjos (?) – há igrejas que rejeitam veementemente a ênfase
que muitas igrejas têm dado à atuação dos anjos. Tal prática foi contestada por
Paulo, que em sua epístola aos Colossenses denunciou o ―culto dos anjos‖
(Col.2:18).

Enquanto os católicos romanos elegeram os santos como seus intercessores


diante de Deus, os evangélicos estão trans-formando os anjos em mediadores
de bênçãos. Não podemos tomar exemplos extraídos do Antigo Testamento
para justificar tal prática, pois vivemos em uma Nova Aliança, mediada
unicamente por Cristo (1 Tm.2:5).

A Antiga Aliança foi mediada por anjos (At.7:53; Gl.3:19; Hb.2:2). Eles eram
portadores de mensagens e bênçãos para o povo de Deus. Porém agora, sob a
Nova Aliança, somos abençoados diretamente por Cristo. Em Hebreus 1:14,
lemos que os anjos são ―espíritos ministradores, enviados para servir a favor
dos que hão de herdar a salvação‖.

Enquanto não estávamos em Cristo, ainda não havíamos herdado a salvação,


e por isso, necessitávamos da ministração angelical. Mas uma vez em Cristo,
herdamos a salvação, e tudo mais que Deus preparou para nós (2 Pe.1:3).
Estar em Cristo é o suficiente, e dispensa qualquer ministração angelical.

Fomos colocados numa posição superior a dos anjos. Por estarmos


assentados ―nas regiões celestiais em Cristo Jesus‖(Ef.2:6), estamos ―acima de
todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se
nomeia, não só neste século, mas também no vindouro‖ (Ef.1:21).

Por isso podemos exclamar: ―Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, o qual nos ABENÇOOU com todas as bênçãos espirituais nas
regiões celestiais em Cristo‖ (Ef.1:3). E mais: ―Ora, a qual dos anjos disse
jamais: Assenta-te à minha destra até que ponha os teus inimigos por estrado
dos teus pés? (...) Não foi aos anjos que Deus sujeitou o mundo vindouro, de
que falamos (...) Pois na verdade ele não socorre a anjos, mas sim à
descendência de Abraão‖ (Hb.1:13, 2:5, 16).

Alguns poderão argumentar: E quanto aos anjos que aparecem nas páginas de
Atos dos Apóstolos? Precisamos compreender que Atos foi escrito durante um
tempo intermediário, quando a Antiga Aliança estava sendo substituída pela
Nova. Embora a Nova Aliança já estivesse vigorando desde a Cruz, alguns
elementos e expedientes da Antiga Aliança permaneceriam até a queda do
Templo de Jerusalém, e a conclusão do Cânon Sagrado.

Afinal, os crentes primitivos ainda não possuíam as Escrituras completas, e por


isso, precisavam receber mensagens de Deus através de anjos. Este não é o
nosso caso.

Temos em mãos a Revelação completa, exposta nas páginas dos dois


Testamentos. Por isso, Paulo recomenda: ―Mas ainda que nós mesmos ou um
anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja
anátema‖ (Gl.1:8).Portanto, não adotamos a crença de que são os anjos que
nos trazem as respostas às nossas orações.

Nem tampouco cremos em anjos especializados em cura, em cirurgias


espirituais, ou coisa parecida.Se na Antiga Aliança, os homens tiveram que
aprender com os anjos, na Nova, são os anjos que aprendem com a Igreja (1
Pe.1:12; Ef.3:10).

16. Culto de si mesmo (?) – Na mesma passagem em que Paulo condena


o culto dos anjos, também denuncia e condena o que ele chama de ―culto de si
mesmo‖ (Col.2:23). Trata-se do mais perverso e hediondo tipo de idolatria: a
egolatria.

É como se Deus deixasse de ser o centro das atenções, para ceder Seu lugar
ao homem. As expectativas das pessoas deixam de ser colocadas em Deus,
para estar em algum ―grande homem de Deus‖.

Nas palavras do apóstolo, os que assim agem, tentam dominar as pessoas a


seu bel-prazer, privando-as de sua liberdade, tentando passar uma imagem de
sabedoria e falsa humildade. Esses se acham super espirituais, acima de
qualquer suspeita, mas na maioria das vezes, por trás da fachada há uma
pessoa arrogante, cheia de presunções e malícia. A

lém da ofensa que se faz a Deus, o problema do culto centrado no homem é


que, se ele eventualmente cair, arrastará muitos com ele. Todo culto deve ser
centrado em Cristo Jesus, independente se é evangelístico, de adoração ou
qualquer outro tipo.

Tentar ofuscar a glória de Deus é muito perigoso. Uma igreja edificada sobre o
carisma de um homem, é como uma casa edificada sobre a areia. A qualquer
momento, cairá. O líder deve ser amado, respeitado, admirado, seguido, mas
jamais idolatrado. Pior do que venerar ídolos de gesso, é venerar ídolos de
carne e osso.

Existem vários outros tipos de culto como: doméstico, infantil, devocional, de


avivamento, de gratidão, de formatura, do bebê, de posse, de vigília, de
libertação etc.

I.5. Como é composto um Culto Cristão?

Os elementos do culto neo-testamentário são:

1. Leitura e pregação da Palavra (Cl 3.16; 2Tm 4.2)

A mensagem deve expor e esclarecer um texto bíblico numa linguagem


contemporânea e para a realidade do mundo de hoje. Segundo Klaus
Douglass, a mensagem tem sete funções:

1. Explicar e esclarecer verdades profundas da fé;


2. Dar orientações sobre como devemos viver e agir como cristãos;
3. Edificar a igreja;
4. Levar pessoas à fé;
5. Fortalecer a fé;
6. Consolar e animar os que estão em dificuldades;
7. Tirar pessoas da sua inércia.

Podemos entender que a Palavra de Deus segundo a Bíblia, serve para:

 Ensinar
 Repreender
 Corrigir
 Instruir em justiça
 Aperfeiçoar e ser preparado para toda boa obra.

“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para


repreender, para corrigir, para instruir em justiça;
para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda
boa obra.” II Timóteo 3:16-17

A esta suficiência das Escrituras no culto cristão os reformadores chamaram de


princípio regulador do culto, que não deve se preocupar com coisas sem
importância.

Na adoração colectiva, a pregação da Palavra é essencial. Em nosso texto-


base lemos que as actividades da igreja do Novo Testamento eram
centralizadas ―na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações‖.

Em seu livro Entre dois mundos, John Stott afirmou: ―A Palavra e a adoração
pertencem indissoluvelmente uma à outra. Toda a adoração é uma resposta
inteligente e amável à revelação de Deus, porque é a adoração do seu nome.
Portanto, a adoração aceitável é impossível sem a pregação. Pregar é tornar
conhecido o nome de Deus, e adorar é louvar o nome do Senhor sobre o qual
fomos informados. Ao invés de ser uma intrusão alienígena à adoração, o ler e
o pregar a Palavra são realmente indispensáveis à adoração.‖

2. Oração (Ef 5.20; 1Tm 2.8; At 2.42)

As orações podem ser de adoração, invocação, confissão, petição,


agradecimento, intercessão, etc. e devem ser dirigidas a Deus.

 As orações normalmente são indispensáveis em nosso culto são: de


abertura / invocação, consagração de ofertas, intercessão pelos
visitantes, encerramento do período de louvor e intercessão pelo
pregador.
 Num culto de adoração podem ser incluídas orações de confissão de
pecados, de consagração pessoal, de adoração coletiva (cada um faz
um pedaço da oração), oração do ―Pai Nosso‖, .... enfim, orações que
levem a um espírito de adoração, de enlevo, de exaltação de Deus [se
você perceber que há tempos que não se faz a oração ―dominical‖,
inclua-a].
 Por ser um culto da igreja para Deus (e não apenas do dirigente para
Ele), as orações devem ser feitas em conjunto (normalmente a primeira
e a última fazem-se por uma só pessoa), mas as demais devem ser
feitas por todas as pessoas da igreja (inclusive crianças, adolescentes,
jovens, idosos,...., caso precisar de alguém para fazer a oração da
abertura ou fim do culto, peça no entanto, para alguém que já seja
convertido e maduro em espiritualidade).

3. Hinos e cânticos espirituais (Cl 3.16; Hb 13.15, Amós 5:21-23)

A música pode, às vezes, nos comover pela beleza da melodia, mas esse
sentimento, por si só, não é adoração. A música deve ter verdades bíblicas
contidas em suas linhas para que seja um recurso legítimo e fomente a
verdadeira adoração. A música:

 Expressa nossa relação com Deus (Hb 13.15);


 Deve caracterizar nossa comunhão com os irmãos e contribuir como
veículo de proclamação da verdade de Deus (Ef 5.19; Cl 3.16).

4. Serviço mútuo (At 2.45; Cl 3.16)


Essencialmente, na Bíblia, culto é serviço, algo que fazemos para outros.
Primeiramente, o culto cristão é um ato divino. Respondemos ao favor de Deus
concedido a nós, Seus filhos. Ele veio ao nosso encontro, chamou-nos,
aceitou-nos, deu-nos o Seu perdão e nos trouxe à Sua presença. À medida
que, corretamente motivados, servimos o nosso próximo, estamos servindo a
Deus

I.5. Quem pode participar um Culto Cristão?


Iniciaremos, pois, afirmando que o Culto Cristão é o serviço que Deus realiza
em favor dos Seus, ou em favor do Seu povo. É isto mesmo: culto é ato divino,
na Bíblia, e não ato humano. Esta é a primeira e fundamental diferença entre o
conceito pagão e o conceito cristão de culto. O culto não é ação humana, mas
ato de Deus em favor dos Seus. É serviço divino cujo favorecido é do povo de
Deus.

Aqueles que adoram ao Único e verdadeiro Deus sabem que a adoração tem
de ser a essência do culto “em espírito e em verdade" (João 4.23).
Neste contexto qualquer cristão ou não cristão pode participar num Culto
Cristão.

Composição da congregação
Uma congregação pode ser composta por:
 Crianças, jovens, adultos, idosos
 Crentes em diferentes estágios de maturidade e compreensão e não
crentes -
 Visitantes (crianças, jovens e adultos)
 Homens e mulheres
 Classes sociais diferentes, com realidades de apreensão diferentes.
 Servos e Ministros de Deus (Diáconos, epíscopos, bispos, evangelistas,
apóstolos, doutores ou mestres, pastores, profetas, levitas, etc).

Considere este fator na hora de se pensar em como o culto será dirigido.

I.6. Quais são as partes ou momentos de um Culto Cristão?


Veja esta explicação de cada parte do culto:

 Abertura: A missão de quem dirige a abertura de um culto é motivar as


pessoas para adorar a Deus preparando-os para ouvir a pregação da Palavra.
Um culto bem começado determina todo o restante. O diligente deve ser
educado e simpático para que haja uni clima de bem estar ao mesmo tempo
em que demonstrar firmeza, sabendo de antemão o que irá fazer.

 Saudação: comece desejando a Paz para os irmãos e irmãs dizendo:


GRAÇA E PAZ! É importante também já agradecer a presença de todos,
desejar boa noite ou bom dia e anunciar o propósito do culto se é orar, louvar,
estudar a Bíblia, etc. ( I Tess. 5:26 )

 Oração inicial ou invocação: é bom começar o culto com uma oração


pelo próprio dirigente ou por um irmão convidado. Essa é uma oração de louvor
e invocação à presença do Espírito Santo.

A Invocação é mais do que início do culto. É invocação mesmo da presença de


Deus.
A invocação é necessária porque não temos controle sobre o Senhor; Ele não
está à nossa disposição. Os/As primeiros/as cristãos/cristãs eram
conhecidos/as como “aqueles que invocam o Nome” (Atos 9.14,21; 15.17;
Romanos 10.12-13; 1Corintios 1.2). Há uma grande promessa para nós: “Pois
onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”
(Mateus 18.20). A invocação no culto também é acolhimento das pessoas e
convite à celebração: “vinde”; “adorai”; “louvai”; “celebrai”; “bendizei”.

 Cântico congregacional: é um hino de adoração que inspira a Igreja a


cultuar a Deus bem como invoca a presença de Deus. Escolha um hino fácil,
conhecido pela comunidade e que faça parte do repertório da Igreja separando
a transparência antecipadamente para que a comunidade possa acompanhar a
letra do hino, principalmente facilitando a participação dos visitantes.

 Leitura Bíblica: um texto devocional deve ser escolhido para ser lido
com a Igreja. Neste momento é bom todos estarem em pé e se possível ler
juntos ou em forma responsiva. O dirigente não tem que explicar o texto, nem
pode pregar, mas é bom falar uma frase que faça ligação entre um momento e
outro.

 Confissão: este é um momento de consagração e pedir perdão pelos


pecados, deve ser feito se possível de joelhos com oração silenciosa e uma
intercessão dirigida por alguém.
Entre as partes do culto a que menos damos atenção é a confissão. Algumas
pessoas chegam até a questionar a necessidade da confissão no culto.
Esse momento não deve ser suprimido da ordem do culto, pois, quanto mais
atingidos formos pela Graça, e plenos do Espírito Santo, mais convencidos
ficamos de nossos pecados, da justiça e do juízo (conf. João 16.8). (COLÉGIO
EPISCOPAL, 2006, p. 13).
Quantas vezes paramos durante a semana para refletir o que fazemos de
errado? A atitude comum na Bíblia depois de deparar-se com Deus é a
confissão (Êxodo 3.6; Isaías 6.5; Lucas 5.8). Ela é inspirada pelo temor.
Quando nos colocamos diante de Deus emarrependimento, confissão e
contrição, recebemos dEle o perdão (Provérbios 28.13; Salmo 32.1-5; 51.1-
17; 1João 1.5-2.2).

 Santificação: Hebreus 9:21

 Clamar o auxílio e a plenitude do Espírito Santo:

 Adoração ao Senhor pelas suas obras em nossas vidas: Na


Adoração celebramos quem Deus é. Interessa-nos apenas o ser de Deus, sua
beleza e seus atributos. Deus é Santo! Deus é Fiel! Deus Justo! Deus é Bom!
Deus é Luz! Deus é o único digno. Deus é muito mais que nossas palavras
podem conter. Por isso que adorar é reconhecer, prostrar-se, glorificar, exaltar,
honrar. Adoramos, não porque Deus precise de nossa adoração, ou que
precisemos satisfazer alguma necessidade humana.

 Oração de combate espiritual:

 Oportunidade de testemunhar: a oportunidade para apresentação de


um testemunho enriquece o culto com a participação de outros irmãos, contudo
deve ser combinada com antecedência para saber se o que vai ser feito
acrescenta ao que já está acontecendo, nunca de última hora. A oportunidade
deve ser breve, apenas para um objetivo específico.

O Testemunho
 Faz parte do culto. Não pode ser omitido ou espremido em ―2 ou 3
minutinhos‖.
 Se você percebe que sua lista de músicas vai ultrapassar o horário,
suspenda ou exclua alguma(s) delas. Se depois do tempo de
testemunho ainda couber mais uma música, então volte a ela.
Alternativamente, você pode planejar uma música para depois do tempo
de testemunhos. Nesse caso, abra para testemunhos um pouco antes.
 O alvo continua sendo a adoração a Deus. Testemunhamos aquilo que
Ele tem feito em nossas vidas, exaltando-O. Se você perceber que a
pessoa que está testemunhando fala mais da glória dela do que da
Deus, ou de alguma outra forma, está sendo inconveniente, levante-se e
coloque-se ao lado dela, para que ela encerre a fala.
 [confirme na escala] Aos domingos (evangelísticos), os testemunhos são
escolhidos junto com os pastores e devem ser de conversão pessoal, de
familiares próximos ou atuação de Deus.
 Oportunidade para Cânticos ou Hinos individuais

 Momento de louvor: sem dúvida todo o culto é louvor, mas a Igreja tem
um ministério específico que se dedica a direcionar a comunidade em adoração
a Deus, por isso este ministério tem oportunidade todos os cultos para entoar
cânticos espirituais preparando a Igreja par ouvir a pregação. Este momento
requer outro estudo aprofundado.

No louvor reconhecemos o que Deus fez em nosso favor. ―O louvor é a


expressão suprema de gratidão a Deus por seu amor incondicional para com
toda sua criação‖ (JUNKER, 2004, p. 4). Não louvamos a Deus para que Ele
nos abençoe.

É necessário perceber que não se trata, aqui, de uma troca de favores, uma
barganha ou negociata espiritual do tipo: louvamos a Deus e Ele nos abençoa
por isso. Antes, trata-se de uma relação de amor entre Pai e Seus filhos e
filhas, a qual ocorre diariamente no âmbito de nossas mais diversas
experiências humanas. (COLÉGIO, 2006, p. 14-15).

Há algum significado especial nisto? Compreendemos que ofertas são fruto de


nosso louvor e gratidão a Deus pelo muito que Ele nos tem feito. Também
durante o Louvor abrimos para oportunidades e testemunhos pessoais. Os
objetivos são gratidão e inspirar a fé.

 Passar a Palavra para o pregador: ao passar a Palavra para o


pregador o dirigente deve anunciar quem será o mensageiro e convidá-lo ao
altar pedindo a congregação ou um irmão ou irmã que interceda por Ele.

 Pregação e Edificação: esta é a hora mais importante do culto, quando


Deus fala através de sua Palavra. A Igreja é edificada sobre o ensino das
Escrituras. Sobre a pregação, também seria preciso um estudo específico.

Edificação: A Edificação é central no culto. Não significa que seja mais


importante. É continuidade da celebração comunitária. ―O pregador é sempre o
portador de boas novas ao povo‖ (VALVERDE, 1996, p. 31). É o momento que
de forma especial paramos para ouvir a voz de Deus através de Sua palavra
escrita. Por isto, exige oração e preparação do pregador e pregadora; e oração
e atenção de quem ouvi; todos e todas na intenção de viver segundo a palavra
de Deus.

 Dedicação e oração a favor da mensagem: é uma forma de aplicação


da mensagem convidando a Igreja pra responder a Deus sobre o que foi falado
na pregação. Aqui, a comunidade é enviada a cumprir a vontade do Senhor.

 Ofertório ou consagração dos dízimos: O dirigente convida a


comunidade para enquanto um hino é cantado a Igreja trazer as ofertas ou
dízimos ao altar. Deve-se fazer uma oração de agradecimento a Deus
abençoando aqueles que contribuíram.

Oferta
 A oferta é parte do culto, parte da adoração. No AT ninguém ia ao
templo de mãos vazias. É algo que não fazia sentido (e não faz ainda
hoje). Se você vai prestar adoração a Deus, demonstrar sua gratidão por
tudo o que Ele fez e faz na sua vida, é natural o desejo de retribuir
concretamente isso.
 Passe a oferta como parte do louvor. Explique que isso é expressão da
nossa gratidão a Deus. Leia um texto bíblico sobre oferta ou explique a
letra da música que fala sobre isso. Dizer: ‖quem não ofertar $, oferte
sua vida‖ é um contra-senso. Se alguém não oferta nem 5 ou 10 reais,
como podemos realisticamente esperar que ele/ela ofereça sua vida?
 Ao orar, evite a expressão ―agradecer pelas ofertas‖. Use
―consagrar/dedicar nossas ofertas‖. Não use a expressão ―que Deus
abençoe igualmente quem ofertou e quem não ofertou‖. Deus conhece o
coração e as motivações de cada um. O ato de ofertar é uma expressão
externa do coração (embora a gente saiba que nem todos que dão, o
fazem com o coração certo, não há coração certo ao não ofertar. A
oferta é expressão necessária do louvor individual, mas não suficiente.
Não-ofertar é expressão de um coração ingrato). ―Deus abençoe os que
ofertaram e faça os que não ofertaram conhecerem a Sua graça‖.
 Uma alternativa é Deus abençoe os que ofertaram e igualmente os que
ofertariam, mas estão totalmente impossibilitados nesta manhã‖.
 Atenção: Se quiser que outra pessoa faça a oração pelas ofertas, confira
antes se ela entende o significado acima.

 Agradecimento: de forma agradável agradecer as pessoas que visitam.


Citar um convidado especial ou abençoar um aniversariante.

 Comunicados ou Anúncios ou Avisos: de forma breve anunciar as


programações da Igreja.

 Despedida e dedicação ou bênção final: oração final, ou bênção


apostólica impetrada pelo pastor da Igreja.

A palavra de Deus sempre exige resposta humana. Ao ouvir João Batista e


Pedro as pessoas perguntaram “O que devemos fazer?” (Lucas 3.7-14; Atos
3.36-41). Não é possívelouvir a palavra de Deus e permanecer insensível
(Salmo 95.7b-11; Mateus 6.24-27; Hebreus 3.7-4.13; Tiago 1.22-25). A
Dedicação, por isso, também é desafio: ―A Dedicação deve ser um momento
de colocação das vidas à disposição do serviço a Deus‖ (VALVERDE, p. 32).
Algumas comunidades realizam nesse momento a entrega de dízimos e
ofertas.
Também é oportuno realizar o apelo ou convite. Em nome de Jesus
convidamos as pessoas ao arrependimento e mudança de vida (Marcos 1.15;
Atos 2.38-39). Deus nos deu “o ministério da reconciliação” e em nome dele
suplicamos: “reconciliem-se com Deus!” (Conf. 2Coríntios 5.16-21).
Como parte da Dedicação há o envio. A Igreja cumpre sua missão no mundo
vivendo e testemunhando o evangelho de Jesus Cristo (Mateus 5.1-16; 25.31-
40; 28.18-20).
O culto cristão incorpora a tradição bíblica da bênção (Números 6.24-26).
Pastor ou pastora abençoa os/as fiéis. No culto convencionou-se adotar a
bênção de 2Coríntios 13.13: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus
e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês”. Além da tradição
bíblica e apostólica invoca-se a Trindade Santa: Pai, Filho e Espírito Santo.

N.B: Há um momento de grande importância que deve ser realizado sempre


pelos cristãos, a Santa Ceia.

SANTA CEIA
A Santa Ceia é o sacramento da Mesa do Senhor. É sinal visível de uma graça
invisível! É mesa de concerto, de reconciliação, de santidade, de comunhão.
Pão e vinho representam corpo e sangue de Jesus Cristo (Marcos 14.22-24;
1Coríntios 11.23-26). Realizamos em memória dEle.

PARTE II. A DIRECÇÃO OU MODERAÇÃO DO CULTO


CRISTÃO.

Introdução
Para um cristão, o culto é um momento indispensável para a vida e deve ser
festivo, cheio de alegria. Então o culto precisa ser preparado com amor, muita
oração e dedicação à Palavra de Deus em serviço à sua Igreja.

Certamente quem nos inspira para o culto antes, durante e depois é o Espírito
Santo. A vida do cristão deve ser um culto a Deus, pois devemos "Orai sem
cessar" (I Tessalonicenses 5.17). Antes de ir para Igreja devemos nos
prepara para cultuar, na Casa de Deus devemos nos dedicar o máximo e ao ir
embora, somos enviados por Deus para continuar a servi-lo.

As respostas determinarão a linguagem, forma do culto e até o tempo do


mesmo.

A intenção é transmitir conhecimento ao povo de Deus por intermédio do


ESPÍRITO SANTO e da sua PALAVRA (BÍBLIA SAGRADA); disse JESUS:
―Mais aquele CONSOLADOR, o ESPÍRITO SANTO, que o PAI enviará em
meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos
tenho dito.‖ Jo.14:26.

Observação:

Vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito: como vamos lembrar de uma
coisa que não lemos? Ou que não conhecemos? Você concorda comigo? É
claro que sim! Para você lembrar de algo da palavra de Deus você tem que lê a
Bíblia, aquilo que você se esquecer o Espírito Santo te fará lembrar.
Jo.14:26; Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e
são elas que de mim testificam. Jo.5:39; JESUS, porém, respondendo, disse-
lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Mt.22:29;
Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento... (cativo
significa: encarcerado, escravidão, alguém que é levado preso). Is.5:13; o meu
povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o
conhecimento, também eu te rejeitarei...Os.4:6. a falta do conhecimento
pessoal de Deus destruía os Israelitas, não porque tal conhecimento se
achasse fora do alcance deles, mas porque os Israelitas rejeitavam
deliberadamente a verdade que Deus lhes revelava através dos profetas e de
sua Palavra Escrita.

Não são poucos os crentes que, por não conhecerem a PALAVRA DE DEUS,
estão sendo destruídos pelos costumes mundanos.

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e


guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo esta próximo.
Ap.1:3.

O dirigente ou Moderador
É a pessoa que conduz o povo num culto ou num programa de oração de
forma ordenada, ajudando a Igreja ou os crentes a ter uma mesma mente e
coração neste momento de adoração, de aproximação e diálogo com Deus.
Por isso, essa pessoa deve estar sensível ao Espírito Santo e às necessidades
da igreja ou dos crentes em geral.

Sua função é levar o povo a buscar, louvar e adorar a Deus de todo o coração.
Você pode fazer algum comentário que venha a estimular uma maior
conscientização daquilo que se está cantando ou fazendo (leitura, oferta,
oração), mas a ênfase é a expressão do povo de Deus e não somente a sua
própria expressão (o que eu sinto, eu acho, minha história passada, etc.)

O dirigente deve ter em mente a programação do dia, além de trabalhar em


cooperação com o grupo de louvor, treinando e dirigindo a forma de louvor.

A pessoa que dirigir o culto deve fazer o trabalho de Deus sem desprezar ou
desmerecer o Ungido do Senhor. I Sm.24:6-10; I Sm.26:9; II Sm.1:14-16; I
Cr.16:22; Sl.105:15.
Aquele que dirigir o culto deve evitar falar muito entre os hinos, ficar recitando a
todo o momento as estrofes dos hinos, enfim, deve ser sábio na escolha dos
hinos (louvores). Deve cantar somente hinos que traga edificação exemplo: se
na igreja tem visitantes não crentes deve se cantar, mas hinos de convenção.

E não perder tempo com assuntos fúteis, banais, sem valor; tais como: eu dirijo
o culto diferente do Pastor, de fulano e de beltrano, eu sou organizado. Deve
fazer no temor de Deus a liturgia, transcorrer sem constrangimentos.

O dirigente do culto deve ser cordial e, moderado em suas declarações em


favor da felicidade e da reverência.
Não deve ser bruto, violento, ignorante, nervoso, soberbo, exaltado, estúpido
em púlpito ao exigir algo dos irmãos, e ao exigir que os cultuadores se atenham
quietos ou de modo fidedigno na casa de Deus.

O pregador

O pregador deve ler o texto Bíblico onde se baseará a sua mensagem e deve
orar a Deus junto com a igreja. Isso não é obrigatório, mas faz bem. Se alguém
já orou pelo pregador não deve orar novamente.

O pregador deve ser sábio e eficaz não abusar do fator tempo deve ser
meticuloso. (meticuloso significa: minucioso, cuidadoso, ter toda a atenção). Se
não estará fechando a porta para si próprio não pregar, mas nesta igreja.

Infelizmente alguns pregadores quando vão pregar e um desastre; alguns


pregadores sem nenhuma sabedoria ler um versículo da palavra de Deus e
prega outra coisa que não tem nada a ver, grita no microfone como se a igreja
fosse surda, e em vez de pregar o que leu só dar testemunho de sua vida, fala
tanta baboseira que ninguém sente a presença de Deus e nem Glorifica ao
Senhor Deus, e quando ele ver que o povo não aceita o que ele esta pregando,
ele diz: cuidado para não blasfemar do Espírito Santo de Deus, não toque na
palavra de Deus, não saia murmurando.

A pregação desse tal, dar até sono todos ficam dando graças a Deus quando
ele para de pregar, porque em sua pregação ele conta sua vida toda pensando
que alguém tem interesse de saber sua vida só desabafa no microfone.

Já outros pregadores passam o tempo todo só cantado corinhos de exaltação


aos anjos, por quanto a Bíblia e contra esse tipo de louvor de exaltar os anjos o
próprio anjo disse adore a Deus: Apocalipse.22:8-9.

O pregador verdadeiro prega a palavra de Deus com Unção e, se fizer o


convite a alguém para aceitar a Jesus não ameaçará a pessoa (o ouvinte) se o
pregador não tiver sabedoria o ouvinte não voltara, mas na igreja e nem
aceitará mais a Cristo (rejeitara a Jesus por falta de sabedoria da parte do
pregador).

O pregador tem que ser educador e moderado deve ser agradecido à direção
da igreja e dizer e honra esta ali. Será cauteloso para não querer ―doutrinar‖ a
igreja, uma vez que tem o Pastor para doutrinar a mesma.

Veja alguns tópicos que o pregador não pode ter: Tópico significa: pequenos
comentários.

1 – Não precisa dizer: igreja glorifica a Deus, isso é falta de confiança no que
esta pregando, porque se a pregação for com Unção o povo sente e
automaticamente e glorifica a Deus sem a manipulação, (não precisa manipular
ninguém o povo de Deus não é zumbi).
2 – Não se deve contar desgraças no púlpito porque o pregador tem que
transmitir fé para o povo.

3 – Não se deve dizer no Santuário (púlpito): irmãos orem por mim, porque
essa semana eu passei uma luta travada, foi um levante muito grande do meu
vizinho, estou na prova, a prova é de fogo, só Deus na minha vida, é só Jesus;
o povo deve ouvir a palavra de Deus e não miséria Lamentações. 3:39.

4 – Não se deve dizer no púlpito e nem dentro da igreja; eu quase não vinha
hoje para a igreja o diabo lutou muito comigo eu vim só pela misericórdia de
Deus. Depois de tudo isso que você falou, que tipo de fé você transmitira para
o povo?

5 – Quando estiver pregando não se deve dizer: eu orei e Deus curou um


homem (ninguém quer ouvir vangloria) , a onde eu vou é fogo puro, o fogo cai,
e nem queira doutrinar a igreja a igreja tem Pastor que a doutrina.

6 – Não grite no microfone, Deus não é surdo, não bata no púlpito (não de
socos no púlpito), não conte histórias de carochinha pregue a palavra de Deus.

7 – Não minta no Púlpito dizendo que Deus está falando sem que Deus fale.
Lamentações. 3:37, e nem pregue o que você não vive, exemplo: não diga
que a palavra de Deus ensina que temos que obedecer a nossos Pastores
Hebreus.13:17, se você não obedece! Irmãos trabalhem para o Senhor e você
não trabalha.

Temos que estudar a palavra de Deus só que nas doutrinas e na escola


dominical você nem aparece e nem dá satisfação.

Manda que os outros obedeçam, mas você mesmo não obedece à


desobediência é como rebelião, e como pecado de feitiçaria. I Samuel. 15:22-
26.

8 – Não pregue por dinheiro. Mateus. 10:8; I Timóteo.6:5-11; II Pedro.2:1-3.


Medite: II Timóteo. 2; II Timóteo.3; I Timóteo.6.

9 – Não diga irmãos não faltem nos cultos: mais você falta, deixa sua igreja e
vai em outra sem a permissão de seu Pastor, além de ser rebelde com seu
pastor e com a Bíblia, que ser o que não é: a Bíblia é contra você deixar sua
igreja e ir noutra. Hb. 10:25. não seja desordenado.Tt. 1:10. Medite: Tt. 3.

O pregador eloqüente dificilmente grita na pregação, o tom de voz será de


altura suficiente para alcançar a assistência, para ser elegante não deve ficar
inventando ou apresentando casos e situações inusitadas, (não usar) de
ninguém.

O culto sempre terá inicio com oração dos crentes de pé ou ajoelhados. Todo
culto deverá, infalivelmente, inserir hinos da harpa cristã ou hinário da
denominação. O texto Bíblico do prelúdio do culto deverá ser lido por pessoa
habilitada (que leia com clareza e tenha boa leitura para que todos entendam).

O texto Bíblico não pode ser superior a trinta versos, ou poderá se assim a
festividade ou a ocasião requerer. O leitor lerá pausadamente e com muita
reverência e prazer e orar após a leitura Bíblica.

No final do culto o pregador deve agradecer a todos os presentes, convidando-


os sempre que puder e desejar.

Se o Pastor está presente, a Bênção Apostólica é dele; estando ausente, o


dirigente do culto dirá: Deus vos abençoe, e terminará o culto.

Se a bênção apostólica for concedida a um pastor visitante ou a quem não


dirigiu o culto ao receber a palavra após a bênção, o dirigente simplesmente
dirá: a paz do Senhor, ou o culto está terminado. Não usará termos
abençoadores como: Deus vos abençoe, ou o Senhor vos proteja, porque a
bênção apostólica já foi invocada por outrem.

1. Preparação

Como podemos preparar a direcção de um culto?

“sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” Hebreus 12.28

Para preparar a direcção de um culto antes devo perguntar:

Onde será o culto? Na Igreja, na casa de um irmão ou de um não crente ou ao


ar livre?

Que tipo de culto? Louvor, oração, estudo Bíblico, acções de graças,


evangelístico, missionário ou infantil?

Que parte eu vou fazer? Abertura, louvor, testemunho, reflexão, oportunidade,


pregação, avisos ou agradecimentos?

Assim que souber o dia em que vai dirigir um culto ou reunião, comece a se
preparar para o momento com oração, leitura da Bíblia, jejum e entoando
louvores a Deus. Isso significa que é cultuando que nos preparamos o culto.
Imagine o que vai fazer da melhor forma possível e oportuna em cada
momento.

Escolha, os hinos, leitura bíblica e organize os momentos desejados. Como o


culto não é feito sozinho, é importante comunicar com antecedência com as
pessoas que o ajudarão orando, 'fazendo uma leitura, tocando uni instrumento,
oportunidade, solo musical ou qualquer outra participação.

Durante a semana (ou antes), esteja em espírito de oração e com o coração e


a mente abertos para o que Deus quer do Seu povo. À medida que as coisas
vão se esclarecendo, os sujeitos, escolha as músicas e os trechos da Palavra
que expressem bem estas intenções. Sabendo que o tempo é limitado, as
escolhas devem ser criteriosas e a forma de condução deve ser clara e
objetiva. Leia o texto no final deste fascículo sobre as motivações do coração.

Antes de escolher as músicas, procure se informar sobre:


 As atividades daquele domingo (boletim, pastores); se haverá algo
especial (ex. dia do ancião, dia dos pais, etc.), se vai haver santa ceia ou
um testemunho especial
 Quem vai ser o mensageiro (e se puder, o tema da pregação. Procure o
pregador da semana seguinte e pergunte se ele já tem idéia do tema).
Durante a semana (ou antes), esteja em espírito de oração e com o coração e
a mente abertos para o que Deus quer do Seu povo. À medida que as coisas
vão se esclarecendo, escolha as músicas e os trechos da Palavra que
expressem bem estas intenções. Sabendo que o tempo é limitado, as escolhas
devem ser criteriosas e a forma de condução deve ser clara e objetiva. Leia o
texto no final desta apostila sobre as motivações do coração.

2. Prelúdio

“Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus” Eclesiastes 5.1

O dirigente deve chegar antes de o culto começar e talvez, ser o primeiro a


chegar à Igreja para acertar os últimos detalhes. Contudo o mais importante é
estar orando e refletindo para o que vai ser realizado. As pessoas precisam
chegar à Igreja e sentir que algo especial vai acontecer, portanto a primeira
coisa a fazer é ajoelhar, estar em espírito de oração, conversar baixo e agir
reverentemente.

O dirigente pode proporcionar um ambiente de oração colocando um fundo


musical para ser ouvido, pedindo aos ministros de louvor que preparem um
hino para ser entoado, reunindo os irmãos em oração pelo culto ou pedindo
que os mesmos estejam lendo a Palavra esperando o culto começar. Mesmo
que as outras pessoas não prestarem atenção a este momento, seja um
exemplo para elas.

3. Programação

“apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é
o vosso culto racional” Romanos 12.1

Para fazer um culto inteligente e ‗racional‘ é essencial ter uma programação é


essencial. Demonstra cuidado e amor pelo que está sendo feito. Isso deve ser
feito ao buscar a direção do Espírito Santo e jamais exclui o dever de manter a
sensibilidade espiritual para mudar as coisas de acordo com a necessidade ou
vontade de Deus.
Na primeira parte da nossa brochura apresentamos algumas dicas (partes)
para a programação que devem ser adaptadas de acordo com a realidade de
cada igreja e podem ser alteradas tanto a ordem como os fatos. Provavelmente
toda pessoa estará responsável por uma parte do culto, mas é importante
entender a celebração como um todo.

LITURGIA – Palavra que define o andamento do culto. As partes e


participações que preenchem o tempo e fazem a adoração a Deus.

4. Horário

O Culto necessariamente deve ter hora certa para iniciar e para terminar.
Casos extraordinários podem alterar o horário do inicio ou final do culto.
Todavia não se pode ficar com expressões tais como: é o Espírito Santo irmãos
que esta aqui, estou sentindo algo extraordinário.

Na verdade, isso é manipular o povo da Igreja. Se de fato o Espírito Santo está


operando, o povo entenderá e ao mesmo tempo sentira a presença de Deus
sem precisar de manipulação; quando Paulo pregava a palavra de Deus todos
sentiam que a pregação de Paulo era inspirada pelo Espírito Santo e não
precisava que Paulo manipulasse alguém. Atos.13:4-12; Atos.20:17-37.

5. Formas de culto

Dirigir o culto não é somente escolher e cantar com a congregação as músicas.


Louvar com música cantada é somente uma das formas de cultuar. Há outras
maneiras:
 Orar juntos (expressão livre, gratidão, confissão, oração dominical, etc.)
 Ler em conjunto algum trecho da Palavra
 Ofertas (de gratidão, de amor, especiais, dízimos,...)
 Celebração de datas especiais (lembrando com gratidão os feitos do
Senhor, ex. páscoa, santa ceia, batismo, aniversário, recepção de novos
membros, ...).

6. Posições no culto

Em pé / sentado
 Planeje antecipadamente os períodos do culto onde você pedirá para a
congregação se levantar e se sentar.
 Em pé a voz sai melhor, por isso as músicas de exaltação devem ser
preferencialmente cantadas em pé. Músicas mais introspectivas,
reflexivas, de confissão de pecados, arrependimento… combinam com
uma atitude mais introspectiva, sentados ou eventualmente ajoelhados.
 Na escolha da seqüência das músicas, considere essa combinação
conteúdo-estilo para que a congregação não fique sentando e
levantando continuamente.
 Se quiser explicar a música ou fazer algum comentário, explique a
música primeiro e só então peça para a congregação se levantar (não
fique falando muito com todos em pé).
 Se a música for nova, cante a 1ª vez sentados e se julgar apropriado,
que se levantem na 2ª vez. Não peça para o povo se levantar para
cantar uma música desconhecida.

7. Leitura bíblica

 Faz parte da celebração. Não se esqueça que o culto é de todos para


Deus, por isso opte pela leitura em uníssono (todos juntos) ou
responsiva (o dirigente lê um versículo e a congregação o seguinte).
 Use algum texto de adoração, que fale sobre atributos de Deus, que
conduza ao louvor.
 Normalmente usam-se os Salmos, mas você pode optar por outro texto
nesta linha (por exemplo: Filipenses 2.5-11, João 1.1-18. Isaías 40, Jó
42, …). Haverá a pregação da palavra depois do louvor por isso não
faça sermões sobre o texto lido.
 Use uma bíblia na versão Revista e Atualizada ou NVI. Se quiser que a
leitura seja em uníssono real, faça uma transparência com o trecho
bíblico.

8. Escolha das músicas

 O culto é congregacional e abrange crianças, adolescentes, jovens,


adultos, idosos,homens, mulheres, crentes consagrados, recém
convertidos, visitantes… Considere esse fato na escolha das músicas e
na explicação delas.
 O critério de escolha principal não deve ser o seu gosto pessoal. Na
posição de dirigente do culto sua função é levar a congregação a adorar
a Deus de forma consciente (não só pelo entusiasmo), pessoal (cada um
precisa ter uma razão para louvar) e coletiva (percebendo o outro ao
nosso lado. Se fosse apenas individual, poderíamos ficar em casa…).
 Decida anteriormente quantas vezes se cantará cada uma delas. Não
repita músicas muito longas ou repetitivas. Escolha de 6 a 8 músicas.
Planeje o número de vezes que irá cantar cada uma delas (não se deixe
levar apenas pela emoção causada pela música no momento em que foi
cantada).
 Pense antecipadamente qual música será cortada caso o horário assim
o exija. Flexibilidade. Se três músicas têm a mesmo conteúdo, não é
necessário cantar todas elas, escolha aquela que vai ficar mais
apropriada, de acordo com a necessidade da situação ou sujeito de
oração.
 Uma música comprida e difícil vale por duas ou três fáceis. Se você
deseja ensinar alguma música nova, leve em consideração isso.

9. Liturgia / sequência

 Nesse aspecto nosso culto é bastante livre, embora exija a inclusão de


várias coisas. A condução do louvor pode até ser (não tem que ser)
temático. Vários dirigentes deixam as ultimas músicas para serem
cantadas em seqüência, mas isso também pode ser mudado.
Talvez faça sentido deixar uma música de adoração/ gratidão para
depois dos testemunhos…
 Deixe a apresentação dos visitantes para o mais tardar possível. Nunca
antes da pregação. Preferencialmente depois dos comunicados em
diante. Se houver uma música nova, cante-a (ensine-a) antes de
apresentar os visitantes. A razão para isso é que pode acontecer de os
visitantes chegarem ligeiramente atrasados e para evitar apresentações
posteriores (para que os visitantes não se sintam, na medida do
possível, os únicos de fora).
 Idem para a coleta das ofertas.

10. Regras Gerais

 Sorria. Capriche na dicção. Atente para as terminações das palavras e


frases. Seja claro.
 Na hora dos testemunhos, sente-se de frente para a pessoa que vai
testemunhar.
 Cante as músicas. Preste atenção ao grupo de louvor. Oriente-o se
necessário. Ouça as orientações dos músicos.
 Seu papel é conduzir a congregação em adoração. Não perca este foco,
mesmo que eventualmente algo não saia como o planejado (microfonia,
crianças correndo, diferenças nas músicas). O importante é a adoração,
o restante, por mais importante que seja, está abaixo desta prioridade.
 Nem sempre todas as pessoas vão gostar da sua condução do culto,
mas existe uma pessoa que sempre precisa se alegrar com você e o
culto. Deus.

11. Motivações do coração

Um dos elementos fundamentais do Evangelho e também um dos mais


perdidos é a integridade. Com integridade queremos dizer que nele não existe
fragmentação, quebra, ruptura entre o externo e o interno. Afirmamos que
existe coerência entre o dizer e o fazer, o ser e o ter, entre o que se prega e o
que se vive, uma vez que o Evangelho trata de nossa alma e do nosso
coração.

Por ser assim, ele não está interessado apenas no que faço, mas acima de
tudo porque faço o que faço. Culto sem alma, por exemplo, é algo abominável
a Deus. Lei sem amor ao invés de tornar-se instrumento de vida traz morte.
Mesmo nossos gestos espiritualmente mais sagrados como oração, jejum,
ajuda aos pobres se dissociados de uma relação de intimidade com Deus,
nada significam (Lc 18 9-14). Por isto Jesus recomendava que a esmola, o
jejum, a oração fossem voltados para Deus e não para ganhar reconhecimento
e aclamação públicos (Mt 6. 2-8; 16-18).

O Evangelho lida com nossas raízes motivacionais, deseja aprofundar em


nosso coração a relação de amor a Deus naquilo que fazemos. O Evangelho
está interessado também no como faço as coisas.
No entanto ao trazer seus dízimos e ofertas ao altar de Deus certifique-se de
que seu coração o faz com alegria e prazer. Deus está mais interessado no seu
coração do que na oferta em si, já que ele não precisa de seu ouro e de sua
prata, mas procura pessoas que busquem um relacionamento de amor, que
são os adoradores do Pai.

12. Para pensar: Liberdade x Rigidez

Esta questão é polêmica. O que significa a liberdade de espírito? A restrição de


horário suprime esta liberdade? Temos uma forma de culto ideal?

Cada igreja local tem sua forma de culto. Alguns enfatizam muito o ―elevar o
espírito‖, cantando inúmeras vezes uma única música com letras bem simples
e repetitivas em busca de um êxtase, outros dão muita importância à liturgia
pré-estabelecida e predominantemente racional. E nós? Como tem sido a
nossa forma de culto?

A Igreja tem buscado este equilíbrio tanto na doutrina como na forma do culto.
Devemos expressar o nosso amor a Deus de todo o nosso coração, de toda a
nossa alma, de todo o nosso entendimento e com toda a nossa força. Cremos
que onde há o Espírito aí há liberdade também. E esta liberdade começa de
dentro para fora; sentimo-nos libertos e por isso, podemos expressar com
liberdade e alegria.

Esta liberdade não é a NOSSA liberdade (como se pudéssemos fazer o que


nós quisermos, de acordo com a nossa vontade, e impor este nosso estilo a
todos, como se fosse a única maneira legítima de se expressar com liberdade),
mas sim de o Espírito Santo ter liberdade de atuar em nós. É uma liberdade
baseada em conhecimento da verdade de Deus e cercada pelo amor ao
próximo.

Nossa atuação deve ESTIMULAR nas pessoas este sentimento de alegria e


liberdade de louvar ao Senhor, mas não CONSTRANGER ninguém a fazer o
que não deseja, impondo certos tipos de manifestações. Por isso, preste
atenção na sua expressão não-verbal,... ela condiz com o que você pretende
cantar ou falar?

Exemplos extremos são comuns: O dirigente é tão sério e solene que qualquer
um que queira bater palmas ou dizer aleluia se sentiria totalmente ―fora‖. Há
aqueles que querem tanta empolgação que esquecem que há pessoas com
certas limitações/restrições. Uma linha muito fina separa o entusiasmo da
animação de auditório.

Paulo nos alerta sobre a necessidade de ordem no culto, porque o nosso Deus
não é Deus de confusão, mas Ele também não é ranzinza. O nosso culto, como
um todo, deve reflectir a multiforme sabedoria e riqueza do caráter de Deus.
Expressar este equilíbrio não é tarefa simples, é obra do Espírito, é fruto do
Espírito Santo.
DURANTE O CULTO OFÍCIO SAGRADO

Não se deve andar dentro do Santuário no horário de culto. Isto é falta de


reverência e tira a atenção das pessoas. É falta de cortesia com os demais
adoradores e demonstra falta de educação com os dirigentes do culto. Só por
razões imperiosas e em caráter extraordinário, como mal estar ou notícia de
ultima hora que exijam comunicado urgente justificam caminhar durante o culto.

Os oficiais assistentes estão livres para andar, discretamente, para exercer


suas tarefas.

Se uma pessoa está orando não deve ser interrompida em hipótese nenhuma,
porque quem esta falando com Deus não pode ser interrompido ou
incomodado, mesmo sendo algo urgente, se faz necessário aguardar que o
crente encerre a oração para ser contatado.

Durante o andamento do culto, deve se evitar a todo custo ir direto ao púlpito


entregar bilhetinho, pedido e outros expedientes ao Pastor ou a quem estiver
liderando o trabalho. Essas entregas devem ser feitas em hora oportuna por
um diácono.

Os comunicados, avisos, pedidos de oração e de oportunidade devem ser


enviados antes do culto iniciar. Em nenhuma hipótese o Pastor deve ser
chamado para atender alguém fora do Santuário, uma vez tendo o culto sido
iniciado.

O ofício é Sagrado, não é algo comum, assessores, presbíteros devem resolver


as questões pendentes que surgirem poupando assim o pastor da igreja, que
possivelmente esteja dirigindo o culto ou preparando para pregar a palavra de
Deus.

Antes de levar ao púlpito avisos de carros mal estacionados e outros, os


oficiais tentarão localizar proprietário ou aguardarão o final do culto.

Todo cuidado deve ser tomado para não se deixar cair instrumentos, peças e
objetos que façam barulho.

Grupos, coristas ou quem for à frente do púlpito, deve ter o cuidado de olhar
onde pisam e não tropeçar em fios, cair em degraus ou escorregar no piso do
Santuário.

O adorador deve evitar conversar durante o culto e pedir a quem quer


conversar, que aguarde o final do culto.

Aquele que por uma justa causa chegar atrasado ao culto entrará em silêncio,
discretamente e tomará o seu lugar, e não vai cumprimentando pessoas em
voz alta e sorrindo em voz alta, será discreto e se portará com sabedoria.
CONCLUSÕES

“servi ao Senhor com alegria” Salmos 100.1

Um culto preparado e organizado se torna mais dinâmico e menos cansativo.


Um detalhe que o dirigente deve estar atento é para não cansar o público
esgotando muito um momento e deixando faltar em outro ou mandando se
levantar e assentar diversas vezes. Para tudo é preciso equilíbrio e sabedoria.
Diversifique para não ser repetitivo.
Também é muito importante o dirigente manter uma postura simpática e que dê
segurança aos ouvintes. Seja agradável e simpático em todas as palavras,
dando comandos para o público de maneira que não pareçam ordens e ao
mesmo tempo incentive a participação de todos.

Quando for dirigir um culto, escreva em uma folha de papel apoie em sua Bíblia
a ordem do culto que você vai dirigir colocando os textos, hinos, participações e
nomes de pessoas que vão orar.

O professor Messias Valverde contou-nos a história de que, estando numa


igreja para pregar, a pessoa responsável pelo culto iniciou a oração dizendo ―Ó
Deus, em nome de Jesus, repreendemos todo espírito de liturgia‖. Se a pessoa
quis dizer ―letargia‖ e se confundiu, dá para entender, porém, a idéia de liturgia
como uma coisa desnecessária e até ruim é mais comum do que se imagina.
Como vimos há fundamentos bíblicos e teológicos para a liturgia do culto
cristão.

O culto oferecido a Deus pela comunidade de fé deve ser bíblica e


teologicamente fundamentado, a fim de que seja: centralizado na presença do
Deus Trino, fundamentado na Palavra, afirmação da vida comunitária,
experiência de renovação de vida — inclusive de todos e todas — dinâmico e
participativo, e convite à missão. (JUNKER, 2004, p. 3).

De modo geral as igrejas que são contra a liturgia têm um culto pobre em
criatividade e participação e repetem sempre a mesma liturgia: música e
pregação.

Common questions

Com tecnologia de IA

Organizers and leaders must prepare ahead of the worship service, ensure a conducive reverent environment, and be sensitive to the guidance of the Holy Spirit. They should motivate the congregation for worship, choose music and scripture carefully, maintain the service's flow, and engage the congregation while avoiding unnecessary personal anecdotes. It's crucial for leaders to conduct services with moderation, cooperation with the music team, and sensitivity to the congregation's needs .

Source 3 argues against the veneration of angels, emphasizing that the New Covenant, mediated by Christ, supersedes the angelic mediations of the Old Covenant. Hebrews 1:14 states that angels are ministering spirits for those who inherit salvation. Since believers are now in Christ, they no longer require angelic mediation. This aligns with Christian theology, which posits Christ as the sole mediator and positions believers above angels, seated in heavenly places with Him .

Attending a worship service typically implies a passive conduct where individuals are spectators, whereas truly engaging in worship involves an interactive posture where no one can worship on behalf of another. It is an intransferable duty to worship directly, presenting oneself as a living sacrifice, which is described as both pure, holy, and pleasing to God .

The wedding ceremony is utilized as an opportunity for worship by openly acknowledging Christ's transformative and restorative power. The officiant advises the couple on family values according to the Kingdom of God, drawing parallels between marital love and Christ's love for the church. The ceremony includes prayers inviting God's presence, and musical elements highlight the sanctity of conjugal love. Thus, the wedding becomes not merely a ritual but a meaningful act of worship .

The knowledge of God's word is pivotal for believers as ignorance or rejection of God's truth, as revealed through scripture and prophets, leads to destruction. Understanding and adhering to God's word shields believers from the influences of worldly customs and enables them to live righteously and with purpose .

Eucaristic worship is distinguished by its special character as it commemorates the sacrifice of Christ on the Cross through the celebration of the Holy Communion. It involves the ceremonial breaking of bread and wine, which are symbolic of Christ's body and blood. It requires caution and seriousness from participants and is usually scheduled for Sundays or special occasions .

Music in a Christian worship service is purposed to inspire the congregation to worship and facilitate the invocation of God's presence. The choice of music should be familiar to the community, align with the service's themes, and encourage participation, especially among visitors. It's a tool for spiritual connection and expression, complementing other worship elements like prayer and scripture .

It's important to avoid equating physical church buildings with the 'House of God' because, under the New Covenant, believers themselves are considered the spiritual house, the living stones. God does not inhabit temples made by human hands, but rather dwells within His people, which contrasts with the traditional Old Testament view of sacred spaces .

'Worship in spirit and truth' is inclusive of the diverse congregation by transcending artificial barriers such as age, social status, or spiritual maturity, and focusing on a genuine connection with God. It welcomes both believers and non-believers and invites holistic engagement with the divine. Through respectful and varied elements of worship, it caters to different backgrounds and experiences, fostering a communal spirit of adoration and openness to God's presence .

A Thanksgiving Worship Service is significant as it recognizes spiritual success through gratitude to God for His blessings on personal and communal levels. It's a time to celebrate the contributions of individuals, both living and deceased, who have left positive legacies. Hebrews 11:4 highlights Abel's offering as an example of righteous sacrifice that continues to speak posthumously, thus encouraging believers to honor past and present acts of faith .

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