Shaná Tová!
Um Shabat Shalom a todos!
Em nome de Yeshua!
Estamos, desde o pôr do sol de ontem.
Celebrando Rosh Há Shaná, que literalmente
quer dizer:
“Cabeça, ou primeiro, do ano”.
Rosh Há Shaná marca o início do ano judaico.
Então hoje é o primeiro dia do mês de Tish-rêi.
Que é o sétimo mês, do calendário bíblico.
Os rabinos dizem, que Rosh Há Shaná.
É o aniversário da criação, ou da existência do
ser humano.
No calendário bíblico, o ano novo começa com o
1° mês.
Que é o mês de Nissan, que geralmente cai em
março ou abril.
Tendo a festa de Páscoa.
Como um marco, nesse calendário bíblico, ou,
litúrgico.
Só que após o exílio na Babilônia.
A contagem dos meses sofreu uma alteração.
Uma alteração cronológica, e nominal.
E aí, o sétimo mês do calendário bíblico.
Que é o mês em que entramos ontem.
Ao pôr do Sol, o mês de Tish-rêi.
Passa a ser o primeiro, no que se refere à
contagem dos anos.
Então, hoje, primeiro dia de Tish-rêi.
É o ano novo judaico.
No que se refere também, ao calendário cível de
Israel.
Mas é o primeiro dia, do sétimo mês.
Em relação ao calendário bíblico.
Dia que é celebrado o Yom há Teruá, o Dia do
Toque.
Também conhecido como “Chag Zikarôn Há
Teruáh”.
“Festa Memorial ao Som da Trombeta”
Que se refere ao toque do Shofar.
Como podemos ler em Levíticos, capítulo 23,
verso 23 e 24:
“E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do
mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação.
Então, como podemos ver na Torá.
Yom há Teruá, é uma Festa celebrada.
Onde não temos, uma explicação clara, por
parte de Deus.
Sobre sua origem, e também não temos.
Nenhum evento como memorial, conectado a
essa Festa.
Porém temos Festas, no calendário judaico.
Que estão associadas a eventos.
Ou associadas à preservação, da memória de
feitos por parte de Deus.
Para com o povo de Israel.
Como por exemplo.
A Páscoa é atrelada à libertação do Egito.
Sucôt é atrelada à lembrança da peregrinação
no deserto.
Mas, Yom Há Teruá, não é conectada a nenhum
feito.
Ou evento histórico, na Torá.
Muitos rabinos crêem que Yom Há Teruá.
É uma Festa, da coroação de Deus, como Rei.
Outros irmãos, creem que ela anuncia o retorno
do Messias.
Sendo o toque do Shofar um aviso, para que
Israel e as nações.
Se preparem para recebê-lo.
Joel 2, verso 1, diz assim:
“Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da
terra, porque o Dia do SENHOR vem! Já está perto;”
E como eu já falei.
Desde o pôr do Sol de ontem.
Entramos no sétimo mês, do calendário bíblico.
Sete é um número, que se refere, a separação.
Mas que também carrega, um significado de
perfeição.
No sentido de plenitude.
A partir de hoje, entramos em um tempo das
Festas do Senhor.
Que podem ser atreladas ao Dia do Senhor.
Que é o retorno do Messias Yeshua.
Em Sua segunda vinda!
Em Pêssach, temos um aspecto do Messias
Yeshua.
Já cumprido, em Sua primeira vinda.
Pois Yeshua é o Cordeiro de Deus.
Ele foi morto, Ele se entregou, para a expiação
dos pecados!
Yeshua também representa para nós, um pão
sem fermento.
Isso está atrelado a Matzôt, que é a Festa dos
Pães Ázimos.
Mas após a morte do Messias Yeshua.
Ele foi tirado do madeiro, e colocado em um
sepulcro.
E depois de 3 dias, e 3 noites.
Yeshua recebe a ressurreição, por parte do Pai.
Isso está atrelado à Festa de Bikurím.
Pois Yeshua também é, a primícia dentre os
mortos!
Então temos, durante a contagem do Ômer.
O relato em Atos.
De que Yeshua, ressurreto, permaneceu em
meio aos discípulos.
Sendo visto por eles, por um espaço de
quarenta dias.
Dias que abrangeram ali, a contagem do Ômer.
Então Yeshua esteve em meio aos apóstolos.
Trazendo mais instruções.
Falando das coisas concernentes ao reino de
Deus.
E determinou aos apóstolos, que não se
ausentassem de Jerusalém.
Mas que esperassem a promessa do Pai.
De serem cheios do Espírito de Deus.
Yeshua ordenou:
“Permaneçam em Jerusalém!”
“Até que, do alto, sejais revestidos de poder.”
E isso aconteceu, na Festa de Shavuôt.
Então podemos atrelar as Festas de:
Pêssach, Matzôt, Bikurím e Shavuôt.
À primeira vinda do Messias.
Elas nos falam de um Messias, que entregou
Sua vida.
Elas falam do Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo.
E também falam do Messias ressurreto!
Mas nesse sétimo mês, do calendário bíblico.
O mês de Tish-rêi.
Temos as três últimas Festas.
Zikaron Há Teruáh, que estamos celebrando
hoje.
Yom Kipur, e Sucôt.
Essas últimas três Festas, podem ser atreladas.
Ao Messias que há de voltar, pois todas elas
apontam também.
Para a preparação final, a volta do Messias, e o
Reino Milenar.
Vou ler novamente Levítico 23, agora do verso
23 ao 25:
“E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do
mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, “Santa Convocação”. Nenhum trabalho
servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao Senhor.
Então vemos aqui, que Deus estabelece.
Como estatuto perpétuo.
Que o Seu povo, mais uma vez, faça uma
pausa!
Deus ordena, em um dia específico do ano,
essa “Santa Convocação”!
Para ouvirmos a Voz do Shofár!
As Festas do Senhor são profundas, em
instruções proféticas!
A Festa de Tabernáculos está se aproximando!
E hoje, Deus nos reforça o conceito, de que
devemos nos manter alertas!
Alertas ao sinal do Shofár!
Todos aqueles, que, serão vitoriosos, nesse
tempo do fim.
Precisam estar preparados!
Precisam ser encontrados em shalom!
Para o toque da última trombeta!
E esta preparação, se refere.
A nossa caminhada como filhos de Deus!
Se refere a vida de separação, a vida de
santidade!
Shaul, o apóstolo Paulo, diz em uma das
epístolas.
Em Filipenses, capítulo 2.
Que devemos desenvolver, a nossa salvação,
com temor e tremor.
Para que nos tornemos irrepreensíveis, e
sinceros.
Filhos de Deus Inculpáveis!
No meio de uma geração, pervertida e corrupta!
Resplandecendo, como luzeiros no mundo.
Deus quer que, cada um de nós, estejamos
firmes!
Fazendo parte de um corpo de remanescentes,
de crucificados!
Deus, está preparando um povo, que depende
Dele para tudo!
Se tornando então, um povo forte, destemido.
Sincero, honesto e, sobretudo, santo!
Se lermos os trechos “oficiais”, da leitura da
Torá.
Dessa semana.
Como vemos aqui na tela.
Esses trechos compreendem Gênesis, capítulos
21 e 22.
Onde temos o nascimento do filho.
Do filho da promessa, Isaque.
No tempo determinado!
No “Moêd”.
O filho da promessa, Isaque.
Veio no tempo determinado! “Moêd!
Isso pode ser conferido em Gênesis 21, verso 2!
E Yeshua, o filho de Deus, também veio no
“Moêd” de Deus!
No tempo determinado por Deus, conforme
está escrito no livro de Daniel.
Temos também em Gênesis 22, verso 2.
A ordem de Deus, para Abraão, dizendo:
“Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o
ali em holocausto.”
Isso é uma alusão direta, ao Messias Yeshua!
E Isaque aqui, nesse contexto, não era uma
criança.
Ele sabia muito bem o que estava acontecendo.
Aqui houve, uma entrega total!
Por parte de Abraão, e Isaque.
E Yeshua também! Se entregou totalmente!
E isso tudo, é um apontamento para cada um
de nós!
Para trilharmos “O Caminho”!
“O Caminho” da renúncia!
“O Caminho” da abnegação!
Precisamos caminhar mortos nessa era!
Para que o Messias Yeshua, se levante em
nós!
Só aqueles que morrem para essa vida.
Fazendo parte, desse corpo, de remanescentes!
De crucificados.
Crucificados com o Messias Yeshua.
É que estarão preparados, para ouvir a Voz.
A Voz do Shofár de Deus!
Precisamos nos humilhar, dia após dia.
Para aí sim, sermos instruídos pela Palavra de
Deus!
E realmente, estarmos preparados.
Para tempos difíceis que virão.
Yeshua retornará em breve! Precisamos cuidar.
Em nos mantermos com uma vida no Espírito!
Produzindo esse fruto!
“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a
trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos no Messias ressuscitarão primeiro; depois, nós, os
vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do
Senhor nos ares.”
1ª Tessalonicenses 4, versos 16 e 17!
Em outro texto, Shaul, o apóstolo Paulo, também
disse:
“Num momento, num abrir e fechar d' olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os
mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”
Primeiro Coríntios 15, verso 52!
Vemos nas Escrituras, na Torá, nos profetas.
Em Salmos, e na Brit Chadashá.
O toque do Shofár, sendo usado, para anunciar
algo.
Ou se associando, até mesmo, com a própria
intervenção de Deus.
Como, por exemplo, na queda das muralhas de
Jericó.
Podemos ler a respeito disso, em Josué capítulo
6.
E como já mencionado.
Estamos no primeiro dia, do ano novo judaico.
Que tem como referência, o ciclo lunar.
E hoje também, está relacionado.
Com “Os Dez Dias de Arrependimento”.
“Assêret Yemei Teshuvá”: “Os Dez dias de
Arrependimento”.
Claro que a tradução literal de Teshuvá, não é
bem arrependimento.
Mas, de forma mais específica, significa
“retorno”.
Então hoje, também é, o primeiro dia de
“Assêret Yemei Teshuvá”!
“Os Dez dias de Retorno”!
Lembrando que tudo isto, tipifica o milênio que
há de vir!
Estamos fazendo um “retorno” ao Gan Éden!
Nos preparando como Igreja.
Judeus e não-judeus, unidos no Messias
Yeshua.
Esperando, e apressando, o retorno do Messias!
E todo esse entendimento de alerta, e de
introspecção.
Tem o seu início, no mês que se encerrou
ontem: o mês de Elul.
Então esse entendimento de alerta, e de
introspecção.
Vai se afunilando.
E aí passa por Rosh HaShaná.
Entrando agora, em Dez dias, da mais estrita
penitência!
Que culmina no décimo dia, que é o Yom
Kipur!
E isso já vem sendo trabalhado, a milênios, em
meio ao povo Judeu.
Somado a todo um conceito.
De que todo esse tempo serve, também.
Para fazermos uma avaliação de nós
mesmos.
Pois segundo os sábios de Israel.
Em Rosh Há Shaná, somos avaliados
individualmente.
No que se refere ao ano que tivemos.
Então, Rosh Há Shaná.
Também está atrelado a esse conceito.
De fazermos uma avaliação anual de nossas
vidas!
Perante Deus!
Nós podemos encontrar, no Talmud da
Babilônia.
Em Rosh Há Shaná, 18a, verso 13.
Ensinamentos de Mishná, e Guemará.
Onde os sábios de Israel.
Traçam os três aspectos, por quais somos
avaliados por Deus.
Em Rosh Há Shaná.
Então na primeira parte, do Talmud de Rosh
HáShaná, 18a, verso 13.
Temos o seguinte:
“A Mishná ensina: Em Rosh Ha Shaná todas as criaturas passam diante de Deus como
“Benei Maron”. A Gemará pergunta: Qual o significado de “Benei Maron”? A Guemará responde:
Aqui na Babilônia eles interpretaram como significando:
Como um rebanho de ovelhas [“Kivnei Amárna”].
Esse termo, “Ki Benei Maron”, significa
literalmente: “Como Filhos de Maron”.
Então a Guemará diz, que na Babilônia, isso
significa: “Kivnei Amárna”.
Que seria uma variação, para o aramaico,
referente a esse termo.
Que tem o significado de “Como um rebanho
de ovelhas”.
Então, a primeira forma que somos avaliados, é
como ovelhas.
Que fazem parte do aprisco.
Mas que vão passando pelo pastor.
E que, em um momento.
Se afunilam em uma fila, através de uma
pequena abertura.
Onde dois não cabem juntos.
Então o pastor avalia, cada uma de suas
ovelhas, individualmente.
Bem de perto.
Continuando a leitura do Talmud, Rosh
HáShaná, 18a, verso 13.
Temos um segundo aspecto de avaliação.
Isso através de Reish Lakish.
Que discordou dessa primeira explicação.
Do que seria o termo “Benei Maron”.
Temos o seguinte:
“Reish Lakish discordou e disse: Como a subida de “Beit Maron”, que foi muito íngreme; Quem
estava no cume podia discernir todos aqueles que escalavam a montanha com um único olhar.”
Ou seja, aqui, Reish Lakish, quis dizer que
seremos avaliados.
Não “Ki Bnei Maron”, mas “Ki Mô Alyáh lê
Beit Maron”!
“Como a subida para “Beit Maron””!
Ou, “Como as Alturas da Casa de Maron”!
Que era muito íngreme!
Nos tempos Talmúdicos, se falava de um
homem.
Chamado Maron, que morava em um lugar
muito alto.
E que as pessoas eram como alpinistas.
E em um momento da subida, em direção a
Casa de Maron.
O caminho se tornava um caminho estreito.
E não havia espaço suficiente.
Para duas pessoas, percorrerem lado a lado.
E além disso, havia um vale íngreme.
Nos dois lados, desse caminho estreito.
Então aqui se refere a uma avaliação.
No quesito de elevação. No sentido de
ascensão.
Qual é o nível de elevação?
Que galgamos, neste ano que se passou?
E na leitura, desse verso do Talmud.
Temos um terceiro aspecto de avaliação:
Rav Yehudá, disse que Shamuel, disse outra opinião: Seremos avaliados “Ki Benei Maron”, e que
isso quer dizer: “Como os Soldados da Casa de Davi”.
Ou seja, como os soldados do exército do
Rei.
Sendo “Maron”, aqui nesse caso.
Uma expressão de supremacia.
Como no sentido de um Rei.
Que tem incontestável superioridade.
Hegemonia, primazia, autoridade, e domínio!
Então, desta forma, somos contados como
soldados.
Que marcham para a guerra, um após o
outro.
Em fila, como uma tropa, que passa em revista
pelo seu general.
Ou pelo seu Rei.
E a verdade é que, como boas ovelhas.
Que ouvem a voz do pastor.
Que dependem totalmente Dele.
Sendo obedientes.
Estaremos sempre, em constante
desenvolvimento.
Isso se refere, a obedecer aos mandamentos de
Yeshua.
Que são os mandamentos de Deus.
Isso nos fará bons alpinistas.
E bons soldados, que não querem desistir da
guerra.
Soldados que querem se tornar mais vigilantes.
Soldados que vencem as guerras de Deus.
Não com armas carnais.
Pois, as nossas armas, não são carnais.
Mas são poderosas em Deus!
E um dos cernes disso tudo, é entender o
caminho de renúncia.
No Messias Yeshua!
Yeshua disse, aquele que quiser ser o maior.
Que seja o menor, e servo de todos!
Yeshua, disse, entre aspas:
Dê a sua vida em prol do próximo.
“Assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua
vida em resgate de muitos!”
Mateus 20, verso 28!
E quando entendemos o nosso propósito.
Queremos conhecer, mais e mais, a Yeshua.
Porque estudamos Torá?
Porque estamos aqui agora?
Vemos atualmente, uma operação muito forte.
De religiosidade, em meio a Igreja.
Seja no meio protestante, ou no meio chamado
judaico messiânico.
Lideranças, têm sido, infelizmente.
Ferramentas para muitos consumirem
religiosidade.
Vemos pessoas entrando em um frenesi.
Consumindo religiosidade.
Criando em suas mentes, sistemas.
Apregoando uma uniformização da fé.
Que não tem nada a ver, com a vontade de
Deus.
E pensam estar “crescendo em mitsvôt”.
Mas na verdade, já estão fora da dependência
de Deus.
Se movendo pelo próprio entendimento.
Hoje, o conhecimento, no sentido de informação.
Está crescendo muito, e com uma velocidade
cada vez maior.
Esse tipo de conhecimento, na esfera da
informação somente.
Tem tocado a muitos, apenas na parte do
intelecto.
E muitos, têm caminhado.
Com uma fé, entre aspas, intelectualizada.
Muitos têm andado, na força do próprio braço.
Querendo galgar uma espiritualidade vazia.
Simplesmente, obedecendo a um sistema
legislativo.
Sem viver o conhecimento, no sentido de
intimidade, com Deus.
Trilhando tentativas de auto-santificação.
Somadas de um julgamento contra os irmãos.
Condenando, o corpo do Messias, em seus
corações.
Não podemos cair nesse engano.
Pois isso faz, as pessoas se tornarem.
Ovelhas surdas, e cegas.
Sem senso de direção.
Pensando que terão êxito como alpinistas.
Mas que na verdade, estão andando para trás.
Descendo ladeira abaixo.
Infelizmente, muitos chegam a cair para um vale
íngreme.
Trazendo para suas vidas muitas
consequências.
Se tornando soldados feridos.
Então não podemos cair, nesse tipo de engano.
De querer galgar, as coisas de Deus.
Através de uma mentalidade caída.
Usando, a própria Bíblia, de uma forma errada.
Se enclausurando, em um sistema legislativo.
De uma forma mecânica e religiosa.
Que no fim, só gera morte.
Por isso precisamos nos arrepender, como povo
de Deus.
E buscar a forma correta.
De nos relacionar, com o Senhor, e as
Escrituras!
Agora eu vou ler um Midrásh.
Do "Tanná Dêbi Eli-yáhu, edição do
Ísh-Shalom, página 82."
Diz assim:
O Senhor ponderava como Ele poderia saber qual dos Seus seguidores O servia por um certo temor e
qual O servia com amor reverente. Ele criou um método que revelaria este conhecimento. Ele construiu
um quarto cúbico, quatro por quatro, com apenas um olho mágico de quatro por quatro. O Senhor
colocou todos os Seus seguidores dentro deste quarto. Aqueles que eram servos (com mentalidade de
escravo), mas que o seguiam por um certo temor, estavam naquele quarto e diziam: “Se o Senhor
quisesse que saíssemos deste quarto, Ele não o teria construído e nos colocado dentro dele.” Porém,
os Seus seguidores que eram filhos (que trabalhavam por herança e não por salário) diziam:
“Queremos nos libertar deste quarto e juntar-nos ao Senhor lá fora!”. No entanto, o pequeno
olho mágico era minúsculo, e eles teriam que sofrer, e perder muito peso, para passar no orifício da
porta e juntar-se ao Senhor nos espaços abertos. Eles amavam tanto o Senhor que não poderiam
ficar fechados no quarto, mesmo sabendo que o Senhor o construiu e os colocou lá. Eles queriam “sair”
por força e violência do quarto, e juntar-se ao Senhor que reina do Seu trono nos espaços
abertos.
Esta estória é muito interessante, em muitos
aspectos.
A primeira verdade importante, é que ela foi
baseada.
No texto de Miquéias 2, versos 12 e 13.
Que diz assim:
"Vou de fato ajuntar todos vocês, ó Jacó; sim, vou reunir o remanescente de Israel. Eu os ajuntarei
como ovelhas num aprisco, como um rebanho numa pastagem; haverá ruído de grande multidão.
Subirá diante deles o que abre o caminho, eles romperão, entrarão pela porta e sairão por ela. O Rei
deles, o Senhor, os guiará."
Miquéias 2, versos 12 e 13!
O uso da expressão “abre caminho” ou
“porêtz”, em Hebraico.
Carrega também o significado de “homem
violento”.
E isso nos leva às palavras de Yeshua.
No evangelho de Mateus 11, verso 12:
“Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por violência, e os que se
esforçam se apoderam dele”.
Aqui é como se Yeshua “capturasse” tal
estória.
Descrevendo a entrada no Reino de Deus.
Como um ato violento!
E através das associações feitas acima.
Temos aqui, uma boa demonstração de dois
temas:
Primeiro: Deus não é legalista!
Aqueles que O amam, são os que querem estar
com Ele.
Nos espaços abertos!
Muito mais do que somente estar.
Sob a proteção legal dos mandamentos.
Segundo: É mais importante amar a Deus.
E claro, com certeza.
Aqueles que amam a Deus.
Buscam obediência completa, aos
mandamentos.
Mas o ponto, é que, a obediência.
Não tem nada a ver.
Em ter uma caminhada enclausurada.
Pelo sistema jurídico das Escrituras.
Querendo através do intelecto.
Estabelecer uma uniformização da fé.
Para si, e para os outros.
Quem foi Shaul, o apóstolo Paulo?
Pense na carga judaica, que esse homem
carregava.
Paulo aprendeu aos pés de Gamaliel.
Ele dizia: “Bem que eu poderia confiar também
na carne.”
“Se qualquer outro pensa, que pode, confiar na
carne.”
“Eu ainda mais:”
“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de
Israel.”
“Da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus.”
“Quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo,
perseguidor da igreja.”
“Quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.”
“Mas o que, para mim, era lucro.”
“Isto considerei perda, por causa do Messias!”
Paulo disse, que, por causa da sublimidade.
Do conhecimento do Messias Yeshua.
Ele entrou em um outro “Caminho”.
Um caminho de renúncia.
Com o intuito de ganhar ao Messias.
Sendo achado Nele, não tendo justiça própria.
Que procede de lei.
Senão a justiça, que é mediante a fé no
Messias!
A justiça que procede de Deus, mediante a
emunáh!
A fim de conhecer a Yeshua, e o poder da sua
ressurreição.
E a comunhão dos seus sofrimentos.
Conformando-se com Ele na sua morte;
Para alcançar, a ressurreição dentre os
mortos.
O que eu quero dizer, é sobre ter uma vida
ressurreta!
E essa vida ressurreta, vem de nos moldarmos.
Com a morte de Yeshua!
Isso se refere a uma vida de total abnegação!
Devemos tomar a forma da Sua morte!
Temos que pedir a Deus, para nos capacitar.
A permanecer na morte para o pecado!
Só assim ressurgimos!
Para mergulharmos em Sua semelhança!
Então somos liberados, para poder nos entregar.
Nas mãos do nosso Redentor.
Yeshua, o Messias!
Não podemos deixar de lado, o conceito.
De que a cruz do Messias é loucura para os
sábios.
Mas é a manifestação mais profunda, e
poderosa.
Da sabedoria de Deus!
Como lemos em 1ª Coríntios 1, verso 19:
“Manifestarei a inutilidade da sabedoria do sábio, e a inteligência do inteligente reduzirei a nada.”
E voltando, sobre a Festa das Trombetas.
Repito, que na Torá.
Tudo o que nos é informado, é que hoje é um
dia.
“De fazer tocar as trombetas”.
Mas, encontramos uma referência interessante.
Em Salmo 81, verso 3 e 4.
Diz assim:
“Tocai a trombeta na Lua Nova, no tempo apontado da nossa Festa. Porque é uma Lei para Israel, e
uma decisão do Deus de Jacó.”
Então nesse Salmo 81.
Temos, o tocar o Shofár, na Lua Nova.
Demarcando o início dos meses.
Mas também, esse Salmo, atrela o toque do
Shofár com:
“O tempo da nossa Festa!”
Dizendo que isso é uma Lei para Israel.
E uma decisão do Deus de Jacó!
Esse Salmo também traz à luz, um outro
aspecto dessa Festa.
Confirmando tudo o que já foi tratado aqui.
O Pai precisa reinar em nossas vidas!
Como “O Supremo” sobre nós!
Então, assim como Abraão e Isaque.
Viviam, uma entrega total a Deus.
Assim como Yeshua, nos trouxe mais clareza.
Sobre o que é, se entregar realmente.
Ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Assim como o toque do SHOFAR.
É uma decisão do Deus de Jacó.
Precisamos também ter essa decisão.
De viver em entrega verdadeira a Deus, e ao
nosso próximo!
Que Deus possa nos abençoar.
Com mais bravura, alegria!
Perseverança, foco no propósito!
Até que todos cheguemos à unidade da fé.
E do pleno conhecimento do Filho de Deus.
A Estatura do Varão Perfeito!
À medida da estatura, da plenitude do Messias
Yeshua!
Para que não sejamos como meninos.
Levados facilmente, por todo vento de doutrina.
Por artimanhas dos homens, que com astúcia.
Induzem os incautos ao erro.
Mas seguindo a verdade em amor.
Cresçamos em tudo naquele que é a cabeça!
O Messias Yeshua!
Focados no evangelho!
Nesse entendimento de corpo.
Nos mantendo ajustados, consolidados!
Cooperando com essa edificação.
Individual e coletiva, que Deus está fazendo!
Shaná Tová Umetucá!
Um ano bom e doce! Em nome de Yeshua!