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Propriedades e Estruturas da Matéria

Bom livro, resolução e comentário

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Propriedades e Estruturas da Matéria

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Sumário

Introdução 3
Unidade 1. Propriedades das substâncias
1.1 Matéria e substâncias
1.2 Estados físicos das substâncias
1.3 Propriedades químicas das
substâncias
1.4 Separação das substâncias
1.5 Síntese da Unidade Definições
1.6 Atividades
Unidade 2. Estrutura atômica e tabela Química e a ciência que estuda a
periódica matéria e sua composição, suas
propriedades e reações que alterem sua
2.1 Modelos atômicos
estrutura íntima, formando outra(s)
2.1.1 Os electrões
substância(s).
2.1.2 Os protões
Matéria é tudo o que tem massa e
2.2 Modelo atómico de Rutherford
ocupa lugar no espaço em qualquer de
2.3 Modelo atómico de Bohr seus três estados físicos: sólido, líquido ou
2. 3.1Camadas eletrónicas e números gasoso. Em outras palavras, é o material
quânticos do qual o universo é constituído.
2.4 Orbitais Massa é a quantidade de matéria
2.5 Distribuição eletrônica dos átomos que constitui um objeto e geralmente é
2.5.1 Princípio de exclusão de Pauli 2.5.2 medida em gramas ou quilogramas, desde
Camada de valência um balde de pedregulhos ou um balde de
2.5.3 Regra de Hunt 2.6 Número atômico, água. Assim, deve-se especificar a
isótopos e iões diferença entre peso e massa de um corpo
2.7 Tabela periódica ou objeto.
2.7.1 Propriedades periódicas Peso seria a força com que um
2.5.1.1 Raio atômico objeto ou um corpo é atraído pela força
2.5.1.2 Potencial de ionização gravitacional da Terra e depende da
2.5.1.3 Eletronegatividade massa da Terra e da distância entre o
2.5.2 Classificação e Configuração objeto e o centro da Terra (o peso de um
Eletrónica dos Elementos objeto é maior nos polos do que no
2.9 Atividades Equador). É mensurado em Newtons ou
Unidade 3. Ligações químicas Ergs.
3.1 Ligação iónica Átomos constituem a unidade
3.2 Objetivos do ensino de ciências fundamental de toda a matéria.
3.1.1 Estruturas de cristais iónicos Molécula vem a ser a menor porção
3.1.2 Estrutura da fluorita de uma substância que é formada por
3.1.3 Fatores que influenciam na formação átomos.
de compostos iônicos
3.1.4 Compostos iônicos mais frequentes Estados da matéria
3.1.5 Propriedades dos compostos iônicos
3.2 Ligação covalente Os elementos ou substâncias
3.2.1 Regra do octeto e símbolos de Lewis apresentam três estados físicos: sólido,
líquido e gasoso que dependem da
3.2.2 Geometria das moléculas
temperatura e pressão.
3.2.3 Polaridade das ligações
3.2.4 Forças intermoleculares
Classificação da matéria

Substâncias são diferentes


espécies de matéria. Como as
substâncias podem ser moleculares ou
iônicas é importante concluir que toda
matéria é formada por átomos ou íons.
As substâncias são representadas por
fórmulas. Há diversos tipos de fórmulas; a
que indica o número de átomos de cada
elemento presente é chamada fórmula
molecular (no caso de substâncias
formadas por moléculas) ou íon-fórmula Misturas heterogêneas: São
(no caso de substâncias formadas por aquelas em que os componentes
agregados iônicos). apresentam duas ou mais fases.
Exemplo: H2SO4 – sua fórmula molecular Ex.: areia + açúcar, óleo e água ou
indica que esta substância é formada por o granito (quartzo, mica e
2 átomos de hidrogênio, 1 átomo de feldspato).
enxofre e 4 átomos de oxigênio.
Exemplo: O2 – sua fórmula molecular
indica que a substância é formada por 2 Propriedades das substâncias
átomos de oxigênio.

Propriedades Físicas São aquelas


Substâncias puras e misturas que podem ser coletadas e analisadas
sem que a composição química da
matéria seja alterada, ou seja, resultam
Substância pura: substância com em fenômenos físicos e não químicos.
composição característica, uniforme e Por exemplo, se pegamos uma amostra
apresenta um conjunto definido de de água de determinada massa, nós não
propriedades. Exemplos: água (H2O), ferro mudamos a sua constituição, por isso a
(Fe), sal (NaCl), açúcar, oxigênio massa é uma propriedade física. Outro
(O2). exemplo é a propriedade que a água tem
Uma substância pura pode ser de se evaporar, ela passa do estado
classificada em: líquido para o de vapor, mas continua com
a) Substância simples ou elemento a mesma composição química. Assim, o
químico. É uma substância fundamental e ponto de ebulição é uma propriedade
elementar que não pode decomposta em física.
outras substâncias mesmo que sejam Outros exemplos são: volume,
mais simples por ser formada por átomos densidade, estado físico (sólido, líquido
de um único elemento químico Ex.: e gasoso), ponto de fusão, temperatura,
carbono C, cloro Cl, oxigênio O2 cor e dureza.
(Substância diatômica), etc.
b) Substância composta ou
composto. É uma substância constituída
de átomos de 2 ou mais elementos
combinados e mantêm uma proporção
definida. Ex.: água (H2O) será sempre 2
átomos de hidrogênio e um átomo de
oxigênio, não importa o seu estado físico.
Os compostos podem ser
decompostos em substâncias mais
simples.
Exemplo: 2H2O(l) → 2 H2 (g) + O2 (g).
Mistura: É a reunião de duas ou
mais substâncias puras que não
interagem, mesmo apresentando um único
aspecto e suas moléculas permanecem
inalteradas podendo vir a serem
separadas fisicamente.
Fase: é a parte da matéria Propriedades químicas das substâncias
São aquelas que se referem à
estruturalmente homogênea na qual todas
as propriedades são as mesmas. capacidade de uma substância de sofrer
transformações. Por exemplo, quando
As misturas podem, por sua vez,
uma substância queima, como a gasolina,
ser classificadas em:
sua composição química se altera,
Misturas homogêneas ou
transformando-se em novas substâncias.
soluções. São aquelas em que os A combustão é uma propriedade que a
componentes estão uniformemente gasolina possui.
misturados a nível molecular ou atômico. As substâncias podem ser podem
Ex.: ar, água + álcool. ser classificadas em:
1) SUBSTÂNCIA IÓNICA:
• Possuem elevados ponto de fusão (PF) para o estado líquido. Em condições
e ponto de ebulição (PE); ambientes a água é encontrada na
• São solúveis em solventes polares; natureza no estado líquido, contudo, se for
• Conduzem a corrente elétrica quando submetida a uma elevação de temperatura,
fundidos (fase líquida) ou em solução poderá passar da fase líquida para a fase
aquosa, situações onde existem iões gasosa e se sua temperatura for resfriada,
livres na solução; poderá passar para o estado sólido.
• Sólidos em temperatura ambiente;
• Formam cristais quebradiços; Quando acontece
2) SUBSTÂNCIA COVALENTE: de uma substância
• Possuem pontos de fusão e ponto de passar de uma fase para
ebulição variáveis; outra, dizemos que ela
• Não conduzem corrente elétrica mudou de estado físico
(exceção: grafita); ou estado de agregação
• Podem ser sólidos (glicose), líquidos da matéria, ou seja,
(água) ou gasosos (oxigênio) em houve uma mudança de
temperatura ambiente; estado ou mudança de
• Moléculas polares são solúveis em fase.
solventes polares, moléculas apolares
são solúveis em solventes apolares;
3) SUBSTÂNCIA METÁLICA:
• Possuem elevados ponto de
fusão (PF) e ponto de ebulição D
isponível em http://www.bemexplicado.pt/ficha-de-trabalho-
(PE) (exceção: mercúrio, césio e
osestados-fisicos-e-a-agregacao-corpuscular-1/
frâncio);
Estado Sólido
• Na forma metálica são insolúveis
em solventes polares e apolares; Neste estado físico existe maior
• Ótimos condutores de corrente força de coesão entre os átomos e
elétrica, mesmo na fase sólida moléculas que constituem as substâncias.
devido a presença dos elétrons Esse fator faz com que as matérias nessa
livre; fase, tenham forma e volume bem definido
• São dúcteis (fios) e maleáveis como, por exemplo, um cubo de gelo e uma
(lâminas); barra de ferro.
• Ótimos condutores de calor; Nesta fase, existe forte força de
ligação entre os átomos e eles ainda se
encontram em constante estado de
vibração ao redor da sua posição média de
Estados físicos das substâncias equilíbrio, mas não sofrem o movimento de
translação. Na natureza, a maioria das
As substâncias existentes na substâncias que estão nessa fase se
natureza podem ser encontradas em três apresentam na forma de cristais. Os
estados físicos: sólido, líquido e gasoso. átomos que as constituem se organizam de
forma regular através de uma estrutura que
se repete ordenadamente em todo o
material.

Estado Líquido

Neste estado, as substâncias


possuem volume definido, mas formas
variáveis, pois a força de coesão entre
Diagrama da mudança de estado
átomos é mais fraca, fato este que faz com
físico que eles tenham mais liberdade para se
Há dois fatores que vão determinar locomover e vibrar dentro da substância.
a fase em que as substâncias se Em razão da força de coesão ser menos
encontram: a temperatura e a pressão. O intensa, os átomos das substâncias que se
ferro em condições ambientes se encontra encontram nessa fase podem sofrer
no estado sólido, mas se a sua temperatura pequenos movimentos de translação no
for suficientemente elevada, poderá passar interior do líquido.
ao mesmo tempo. Comprove a
impenetrabilidade da matéria: ponha água
Estado Gasoso em um copo e marque o nível da água com
esparadrapo. Em seguida, adicione 3
Nesta fase, as forças de coesão colheres de sal. Resultado: o nível da água
entre os átomos são tão pequenas que são subiu. Isto significa que duas porções de
praticamente inexistentes, ou seja, os matéria (água e sal), não podem ocupar o
átomos estão muito separados entre si. mesmo lugar no espaço (interior do copo)
Dessa forma, as substâncias que se ao mesmo tempo.
encontram nesse estado não possuem
forma, nem volume definido. Compressibilidade: Quando a matéria
está sofrendo a ação de uma força, seu
volume diminui. Veja o caso do ar dentro da
seringa: ele se comprime.

Elasticidade: A matéria volta ao volume e


à forma iniciais quando cessa a
compressão. No exemplo anterior, basta
soltar o êmbolo da seringa que o ar volta ao
volume e à forma iniciais.

Divisibilidade: A matéria pode ser dividida


em partes cada vez menores. Um pedaço
de giz pode ser reduzido a pó.

Descontinuidade: Toda matéria é


Propriedades Gerais da matéria descontínua, por mais compacta que
pareça. Existem espaços entre uma
A matéria tem 8 propriedades gerais molécula e outra e esses espaços podem
ou 8 características comuns a toda e ser maiores ou menores tornando a matéria
qualquer porção de matéria: inércia, massa, mais ou menos dura.
extensão, impenetrabilidade,
compressibilidade, elasticidade, Propriedades Específicas
divisibilidade e descontinuidade.
São aquelas que específica a uma
Inércia: A matéria conserva seu estado de substância e servem para identificá-las. Por
repouso ou de movimento, a menos que exemplo, a temperatura de fusão e de
uma força aja sobre ela. No jogo de sinuca, ebulição da água pura, ao nível do mar, é
por exemplo, a bola só entra em movimento sempre 0°C e 100°C, respectivamente.
quando impulsionada pelo jogador, e Veja abaixo os pontos de fusão (PF) e de
demora algum tempo até parar de novo. ebulição (PE) que diferenciam algumas
substâncias à pressão de 1 atm:
Massa: É uma propriedade relacionada
com a quantidade de matéria e é medida
geralmente em quilogramas. A massa é a
medida da inércia. Quanto maior a massa
de um corpo, maior a sua inércia. Massa e
peso são duas coisas diferentes. A massa
de um corpo pode ser medida em uma
balança. O peso é uma força medida pelos
dinamômetros.

Extensão: Toda matéria ocupa um lugar no Disponível em


http://tudodeconcursosevestibulares.
espaço. Todo corpo tem extensão. Seu blogspot.com.br/2013/02/propriedade
corpo, por exemplo, tem a extensão do s-e-estados-fisicos-da.html
espaço que você ocupa. Propriedades específicas da matéria:
Organolépticas
Impenetrabilidade: Duas porções de
matéria não podem ocupar o mesmo lugar
Chamam-se propriedades
organolépticas às características dos
materiais que podem ser percebidas pelos sentidos humanos.
a) cor: a matéria pode ser colorida ou incolor (visão);
b) brilho: a capacidade de uma substância de refletir uz é a que determina o seu brilho (visão);
c) sabor: uma substância pode ser insípida (sem sabor) ou sápida (com sabor) (paladar);
d) odor: a matéria pode ser inodora (sem cheiro) ou odorífera (com cheiro) (olfato).
.
Mudanças de Estado

As mudanças de estados físicos ocorrem quando a matéria é submetida a variações


de temperatura e pressão e não sofrem alterações em sua estrutura química. A água (H 2O)
passa do estado liquido para o sólido e continua sendo água. Essas variações podem
favorecer a existência das mudanças de estado a seguir.

Disponível em http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com.br/2013/02/propriedades-e-estados-fisicos-da.html

Fusão: passagem do estado sólido para o líquido. Solidificação: passagem do estado líquido
para o sólido.
Ponto de Fusão: é a temperatura constante na qual um sólido se transforma num líquido.
Os pontos de fusão e solidificação ocorrem numa mesma temperatura. Vaporização: é
a passagem do estado líquido para o estado gasoso. A vaporização pode ocorrer de três
formas: evaporação, calefação e ebulição. Condensação: é a passagem do estado gasoso
para o estado líquido. A condensação de um gás para o estado líquido é denominada de
liquefação.
Ponto de Ebulição: é a temperatura constante na qual um líquido passa para o estado
gasoso.
Sublimação: é passagem do estado sólido diretamente para o estado gasoso.
Densidade: É a relação entre massa (em
gramas) de uma amostra de matéria e o volume
(geralmente em cm3) ocupado por esta amostra.

Quando dizemos que um material é mais denso que o outro, significa que,
comparandose volumes iguais de ambos, o mais denso é o que possui maior massa.

Separação das substâncias

Separação de misturas é o processo utilizado para separar duas ou mais substâncias


diferentes. Mistura é a combinação de duas ou mais substâncias podendo vir a ser homogênea
ou heterogênea.
A necessidade de separar essas substâncias surge por diversos motivos. São
exemplos, a separação da água para obter sal, a separação de poluentes no tratamento da
água e a própria separação de lixo.
Processos de separação de misturas

O processo de separação pode ocorrer de várias formas e o método a ser utilizado


depende dos seguintes aspectos:
a)Tipo de mistura: homogênea ou heterogênea;
b) Natureza dos elementos químicos que formam as misturas;
c) Densidade, temperatura e solubilidade dos elementos.

Separação de misturas homogêneas

As misturas homogêneas são aquelas que têm apenas uma fase. Os principais
processos de separação dessas misturas são:
a) Destilação simples. Método de separação entre substâncias sólidas de substâncias
líquidas através de seus pontos de ebulição. Exemplo: a água com sal submetidos à
temperatura de ebulição que evapora sobrando apenas água.
b) Destilação fracionada. Método de separação entre substâncias líquidas através da
ebulição. Para que esse processo seja possível, os líquidos são separados por partes até que
obtenha o líquido que tem o maior ponto de ebulição.
Exemplo: separar água de acetona.
c) Vaporização. Também conhecida por evaporação, consiste em aquecer a mistura até
o líquido evaporar, separando-se do soluto na forma sólida.
Exemplo: processo para obtenção de sal marinho.
Vaporização: a água evapora e sobra o sal

d) Liquefação fracionada. É realizada por um equipamento específico. A mistura é


resfriada até os gases se liquefazerem. Após isso, passam pelo processo de destilação
fracionada e são separados conforme os seus pontos de ebulição. Exemplo: separação dos
componentes do ar atmosférico.

Separação de misturas heterogêneas


As misturas heterogêneas são as que têm duas ou mais fases. Os principais processos de
separação são:
a) Centrifugação ocorre através da força centrífuga, a qual separa o substancias de
densidades diferentes.
Exemplo: centrifugação no processo de lavagem de roupas, a qual separa a água das
peças de vestuário.
b) Filtração. Separação entre substâncias sólidas insolúveis e líquidas.
Exemplo: fazer café utilizando coador.
c) Decantação. Separação entre substâncias que apresentam densidades diferentes,
como entre líquido-sólido e líquido-líquido.
No caso, o sólido é mais denso que o líquido e ficará depositado no fundo do
recipiente. Para esse processo, é utilizado o funil de decantação.
Exemplo: separação de água e areia ou separar água de um líquido menos denso, como
o óleo. d) Dissolução fracionada. É usada para separação de substâncias sólidas ou
sólidas e líquidas. Ela é utilizada quando há na mistura alguma substância solúvel em
solventes, como a água. Após o método de dissolução, a mistura deve passar por
outro método de separação, como a filtração ou destilação.
Exemplo: separação de areia e sal (NaCl).
e) Separação magnética. Consiste na separação de metal de outras substâncias
mediante o uso de ímã.
Exemplo: separar limalha de ferro (metal) de enxofre em pó ou areia
f) Ventilação. É a separação de substâncias com densidades diferentes. Exemplo:
soprar sobre uma taça com arroz para afastar as cascas que vêm misturadas antes de
prepará-lo.

Processo de decantação entre líquidos

g) Levigação. É a separação entre substâncias sólidas pela diferença de densidade das


substâncias.
Exemplo: É o processo utilizado pelos garimpeiros para separar o ouro da areia na água
porque o metal é mais denso do que a areia.
h) Peneiração ou Tamisação. Consiste na separação entre substâncias sólidas através
de uma peneira.
Exemplo: peneirar o açúcar para separar grãos maiores para fazer um bolo apenas com o
açúcar mais fino.
i) Flotação. Separação de substâncias sólidas e substâncias líquidas pela adição de
substâncias na água para a formação de bolhas. As bolhas formam uma espuma que
separa as substâncias sólidas.
Exemplo: tratamento de água.
j) Catação. É o método mais simples para separação de misturas. É realizado de forma
manual, separando partes sólidas.
Exemplo: separação dos materiais do lixo ou separação de sujeiras de grãos.

Estrutura Atômica

A estrutura atômica é composta por três partículas fundamentais: prótons (com carga
positiva), nêutrons (partículas neutras) e elétrons (com carga negativa).
No núcleo de um átomo estão os prótons e os nêutrons e, girando em torno desse
núcleo, estão os elétrons e em cada núcleo de um determinado elemento químico há o
mesmo número de prótons. Essa quantidade de prótons define o número atômico de um
elemento e determina sua posição na tabela periódica.
Em alguns casos acontece de um mesmo elemento ter átomos com números
diferentes. Esses são chamados de isótopos.
Disponível em https://www.todamateria.com.br/estrutura-atomica/

Prótons. É uma partícula fundamental na estrutura atômica e juntamente com os nêutrons,


forma o núcleo atômico, exceto para o hidrogênio, onde o núcleo é formado de um único
próton.
A massa de um átomo é a soma das massas dos prótons e nêutrons. Como a
massa do elétron é muito pequena (tem cerca de 1/1836,15267377 da massa do próton),
ela não é considerada. A massa do átomo é representada pela letra (A). Conhecido
como número atômico do elemento é representado pela letra (Z), que caracteriza um
elemento é o número de prótons do átomo. O número da massa (A) do átomo é formada
pela soma do número atômico (Z) com o número de nêutrons (N), ou seja, A = Z + N.
Nêutrons. O nêutron são partículas neutras que fazem parte da estrutura atômica dos
átomos, juntamente com os prótons. Ele tem massa, mas não tem carga. Sua massa é a
mesma do próton e está localizado no núcleo do átomo.
Elétrons. O elétron é uma partícula subatômica que circunda o núcleo atômico, sendo
responsável pela criação de campos magnéticos elétricos. A eletricidade que vemos em
fios é devido à movimentação de partículas negativas que fazem parte dos elétrons.
Os elétrons dos átomos giram em órbitas específicas em torno dos núcleos e
conforme os níveis energéticos. Sempre que muda de órbita, um quantum de energia é
emitido ou absorvido.

Isótopos, isóbaros e isótonos


Classificação dos átomos
Ao se analisar os números atômico, de nêutrons e o de massa de diversos átomos
podese separar grupos de átomos que possuam um ou outro número de partículas em
comum e a partir disso, são chamados de isótopos, isóbaros e isótonos.

Isótopos: São átomos que possuem mesmo número de prótons (Z) e diferente número
de massa. Os isótopos podem ser considerados também átomos de um mesmo elemento
químico e podem ser chamados de nuclídeos. Esse fenômeno de isotopia é comum na
natureza e a maioria dos elementos químicos naturais é constituída por mistura de
isótopos.
Os isótopos possuem propriedades químicas iguais, pois este fator está relacionado
com a estrutura de sua eletrosfera, mas suas propriedades físicas são diferentes, já que
este fator depende da massa do átomo que são diferentes. Exemplo:

Isóbaros. São átomos de diferentes números de próton, mas com o mesmo número de
massa (A). São átomos de elementos químicos diferentes, mas têm a mesma massa.
Assim, terão propriedades físicas e químicas diferentes.

Isótonos. São átomos de diferentes números de prótons e de massa, mas que possuem
mesmo número de nêutrons.
Modelos atômicos

Modelo atômico de Rutherford


O físico neozelandês Ernest Rutherford (1871 - 1937) realizou em 1911 um
conjunto de experiências e chegou à conclusão que o átomo é constituído por um núcleo
positivo pequeno envolto por uma região mais extensa, na qual está dispersa a carga
negativa.

Conceito do modelo atômico de Rutherford:

Um átomo é composto por um pequeno núcleo carregado positivamente e rodeado


por uma grande eletrosfera, que é uma região envolta do núcleo que contém elétrons. No
núcleo está concentrada a carga positiva e a maior parte da massa do átomo.

Disponível em https://www.infoescola.com/quimica/modelo-atomico-de-rutherford/

Sua experiência foi baseada na radioatividade: um feixe de partículas de carga positiva


emitidas por uma fonte radioativa foi lançada contra uma finíssima lâmina de ouro.
Disponível em https://www.infoescola.com/quimica/modelo-atomico-de-rutherford/
Rutherford lançou um fluxo de partículas alfa emitidas pelo elemento radioativo
Polônio (Po) em finas lâminas de ouro, e observou que as partículas alfa atravessavam a
lâmina em linha reta chocando em uma placa fluorescente., mas algumas se desviavam e
se espalhavam. Por que algumas partículas se desviam enquanto as outras atravessam a
lâmina em linha reta? Ele concluiu que essas partículas deveriam ter massa, uma
eletrosfera que fizesse com que os elétrons ricochetassem na placa e concluiu que era
quase dez mil vezes maior do que a dos elétrons, e sua velocidade é da ordem de um
décimo da velocidade da luz. A chegada de cada partícula alfa à placa provocou um
pequeno lampejo de luz.

Modelo atômico de Bohr

O físico dinamarquês Niels Henry David


Bohr (1885-1962) deu continuidade ao trabalho
desenvolvido com Rutherford. O Modelo Atômico
de Bohr apresenta elétrons em suas órbitas e em
seu núcleo, os elétrons. Assim, o átomo de Bohr
foi chamado de Modelo Atômico de
Rutherford-Bohr.

Disponível em https://www.todamateria.com.br/modelo-
atomico-debohr/

Postulados de Bohr

Mediante o trabalho que desenvolveu, Bohr obteve quatro princípios:


1)Quantização da energia atômica (cada elétron apresenta uma quantidade específica de
energia).
2)Os elétrons têm cada um uma órbita, as quais são chamadas de “estados estacionários”.
Ao emitir energia, o elétron salta para uma órbita mais distante do núcleo.
3)Quando consome energia, o nível de energia do elétron aumenta. Por outro lado, ela
diminui quando o elétron produz energia.
4)Os níveis de energia, ou camadas eletrônicas, têm um número determinado e são
designados pelas letras: K, L, M, N, O, P, Q.
Camadas eletrônicas e números quânticos

Subnível de energia do elétron.


Pela distribuição eletrônica, os elétrons se distribuem nas camadas eletrônicas
conforme os subníveis de energia (s, p, d, f) que aumentam de energia nessa ordem.
Cada nível comporta uma quantidade máxima de elétrons distribuídos nos subníveis de
energia.
Existem apenas quatro tipos de subníveis para os elementos até agora

conhecidos: Tabela da relação entre


o subnível de energia e o número
quântico secundário.

Para um número quântico principal n, o número quântico secundário será l = n - 1.


Número quântico magnético (m ou ml).
Refere-se à orientação dos orbitais no espaço.
O orbital do tipo s possui forma esférica e, portanto, só há uma orientação possível
para ele. Desse modo, só poderá haver um valor possível para o número quântico
magnético, que será igual a 0(zero):
Representação do orbital s

O orbital é representado por um quadrado.


Em relação ao subnível do tipo p, existem três orientações espaciais possíveis,
porque se apresenta na forma de um duplo ovoide ou halter. Então, para o subnível p, há
três números magnéticos possíveis, -1, 0, +1.

Representação dos orbitais p


O subnível d possui cinco orientações espaciais possíveis, então, o número
magnético pode apresentar os seguintes valores: -2, -1, 0, +1, +2.

Representação dos orbitais d

Finalmente, o subnível f possui sete orientações espaciais possíveis e o número


magnético pode apresentar os seguintes valores: -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3:

Representação dos orbitais f


Conforme a tabela da relação entre orbitais e o número quântico magnético existem
as seguintes possibilidades:
Esses orbitais costumam ser
representados de acordo com um diagrama
energético, em que cada escada corresponde
ao nível e cada degrau corresponde ao Diagrama energético indicando o número
subnível. quântico magnético.

Número quântico spin (s ou ms): Refere-se ao sentido da rotação (no inglês, spin
significa rotação) do elétron.
Pelo Princípio da Exclusão de Pauli, no máximo, dois elétrons conseguem ficar em
um mesmo orbital e não se repelem porque eles giram em sentidos opostos, gerando
uma força magnética de atração. Assim, o magnetismo de um elétron em razão do spin é
anulado pelo spin oposto, deixando o sistema estável.
Por convenção, adotamos o seguinte: a seta para cima corresponde a ms= -1/2, e a
seta para baixo corresponde a ms= +1/2.
ms = -1/2 ou
+1/2 ms = ↑ ou

Pela Regra de Hund ou Regra de máxima multiplicidade, o preenchimento dos
orbitais de um subnível deve conter o maior número possível de elétrons
desemparelhados.
Preencha os orbitais, colocando primeiramente as setas para cima e depois
preencha as setas para baixo.
Exemplo: Indique os quatro números quânticos para o elétron mais energético do
Cobre (Z = 29):
Resolução:
Primeiro passo: faz-se a distribuição eletrônica no Diagrama de Pauling dos 29 elétrons do
cobre:

O subnível mais energético é o último a ser preenchido, ou seja, o 3d9.

Subnível mais energético do cobre e sua relação com os números quânticos


- O nível é o M, ou seja, o número principal é: n =3. - O subnível é o d, então, o número
quântico secundário é: l = 2.
São distribuídos nove (9) elétrons e o último a ser preenchido é o mais energético;
fazse a sua distribuição nos orbitais para se descobrir o número quântico magnético e o
spin.

A última seta a ser preenchida, que indica o elétron mais energético (+1), o valor do
número quântico magnético é: ml = +1.
Por convenção e como a seta está para baixo, adota-se que o número quântico spin
é: ms = +1/2.

Camada de valência

A Camada de Valência é a última camada de distribuição eletrônica de um átomo.


Por ser a camada mais externa, também é a que fica mais distante do núcleo atômico. De
acordo com a Regra do Octeto, a camada de valência precisa de oito elétrons para se
estabilizar. Assim, os átomos adquirem estabilidade quando têm 8 elétrons na camada de
valência.
Isso acontece com os gases nobres, eles apresentam a camada de valência
completa. A única exceção é o elemento Hélio que possui 2 elétrons. Os demais
elementos precisam fazer ligações químicas para completar os oito elétrons na camada
de valência.
Os elétrons da camada de valência são os que participam das ligações, pois são os
mais externos.

Camadas da Eletrosfera

Conforme o modelo atômico de Rutherford-Bohr, os elétrons giram ao redor do


núcleo atômico, em 7 diferentes camadas energéticas (K, L, M, N, O, P e Q) e cada qual
suporta um número máximo de elétrons.
Determinando a Camada de Valência

A camada de valência pode ser determinada de duas formas: Distribuição


Eletrônica e Tabela Periódica.

Distribuição Eletrônica
Para determinação da camada de valência através da distribuição eletrônica é
usado o Diagrama de Linus Pauling.

O diagrama de Pauling segue a ordem crescente de energia e a última camada


obtida na distribuição eletrônica é a camada de valência.
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f14 5d10 6p6 7s2 5f14 6d10 7p6
Assim, a última camada que contém o subnivel mais energético é a camada de
valência.
Exemplos:
Nitrogênio - N
Número Atômico: 7
Distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p3
Camada de Valência: 2s2 2p3, o N possui 5 elétrons na camada de valência.
Ferro - Fe
Número Atômico: 26 Distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6
Camada de Valência: 4s2, o Fe possui 2 elétrons na camada de valência.
Cloro - Cl
Número Atômico: 17 Distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
Camada de Valência: 3s2 3p5, o Cl possui 7 elétrons na camada de valência.
Oxigênio - O
Número atômico: 8 Distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p4
Camada de Valência: 2s2 2p4, o oxigênio possui 6 elétrons na camada de valência.
Carbono - C
Número atômico: 6
Distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p2
Camada de Valência: 2s2 2p2, o carbono possui 4 elétrons na camada de valência.
O mesmo princípio pode ser usado para elementos em estado fundamental e para
os íons, cátions e ânions. Ânion Cloreto - Cl-
O número atômico do Cloro é 17. Em seu estado fundamental, o número de
elétrons é igual ao de prótons. Nesse caso há ganho de 1 elétron. Primeiro, faz-se a
distribuição eletrônica para o elemento Cloro:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
Com o ganho de um elétron, acrescente na última camada:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6. Assim, existem 8 elétrons na camada de valência (3s2 3p6).

Tabela Periódica

Para se determinar a camada de valência através da tabela periódica precisa-se


identificar o período e a família do elemento. Assim, enquanto a família 1A apresenta 1
elétron de valência, a 2A apresenta 2, e assim sucessivamente. Os elementos químicos
constantes na mesma família da tabela periódica apresentam o mesmo número de
elétrons na camada de valência.
Porém, isso só é válido para os grupos 1, 2, 13, 14, 15, 16 e 17 que possuem os
seguintes números de elétrons na camada de valência 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7,
respectivamente. Para os elementos em que não é possível essa relação, deve ser usada
a distribuição eletrônica. As ligações químicas são necessárias para se estabilizar
os átomos e, assim, formar moléculas pela tendência de doação de elétrons da camada
de valência, pelo fato de estarem mais longe do núcleo.

Tabela periódica

A Tabela Periódica é um modelo que agrupa todos os elementos químicos


conhecidos por suas propriedades e os organiza em ordem crescente de números
atômicos.
No total, a nova Tabela Periódica possui 118 elementos químicos (32 naturais e 26
artificiais).
Em cada quadrado há o nome do elemento químico, seu símbolo e seu número
atômico.

Organização da Tabela Periódica


A Tabela periódica está organizada em Períodos e Família. Os Períodos são as
linhas horizontais, que possuem elementos que apresentam o mesmo número de
camadas eletrônicas, totalizando sete Períodos.
As Famílias ou Grupos são as colunas verticais, no qual os elementos possuem o
mesmo número de elétrons na camada mais externa (camada de valência). Diversos
elementos destes grupos estão relacionados de acordo com suas propriedades químicas.
São dezoito Grupos (A e B), sendo que as famílias mais conhecidas são do Grupo A,
também chamados de elementos representativos:
• Família 1A: Metais Alcalinos (lítio, sódio, potássio, rubídio, césio e frâncio).
• Família 2A: Metais Alcalino-Terrosos (berílio, magnésio, cálcio, estrôncio, bário e rádio).
• Família 3A: Família do Boro (boro, alumínio, gálio, índio, tálio e unúntrio).
• Família 4A: Família do Carbono (carbono, silício, germânio, estanho, chumbo e fleróvio).
• Família 5A: Família do Nitrogênio (nitrogênio, fósforo, arsênio, antimônio, bismuto e
ununpêntio).
• Família 6A: Calcogênios (oxigênio, enxofre, selênio, telúrio, polônio, livermório).
• Família 7A: Halogênio (flúor, cloro, bromo, iodo, astato e ununséptio).
• Família 8A: Gases Nobres (hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio, radônio e ununóctio).
Os elementos de transição, também chamados de metais de transição, representam as 8
famílias do Grupo B:
• Família 1B: cobre, prata, ouro e roentgênio.
• Família 2B: zinco, cádmio, mercúrio e copernício.
• Família 3B: escândio, ítrio e sério de lantanídeos (15 elementos) e actinídeos (15
elementos).  Família 4B: titânio, zircônio, háfnio e rutherfórdio.
• Família 5B: vanádio, nióbio, tântalo e dúbnio.
• Família 6B: cromo, molibdênio, tungstênio e seabórgio.
• Família 7B: manganês, tecnécio, rênio e bóhrio.
• Família 8B: ferro, rutênio, ósmio, hássio, cobalto, ródio, irídio, meitnério, níquel, paládio,
platina, darmstádio.

História da Tabela Periódica

A Tabela Periódica como é conhecida atualmente foi elaborada pelo químico russo
Dmitri Mendeleiev (1834-1907) em 1869, para facilitar a classificação, a organização e o
agrupamento dos elementos de acordo suas propriedades.

Curiosidades da Tabela Periódica

• O padrão estabelecido para a Tabela Periódica é recomendado pela IUPAC (União


Internacional de Química Pura e Aplicada ou International Union of Pure and Applied
Chemistry) que é uma ONG (Organização não governamental) que se dedica aos estudos
e avanços da química.
• O Elemento Plutônio foi descoberto na década de 40, pelo químico estadunidense Glenn
Seaborg. Ele descobriu todos os elementos transurânicos (do número atômico 94 até 102)
e ganhou o Prêmio Nobel em 1951.
• O elemento 106, descoberto recentemente, leva o nome de Seabórgio em homenagem ao
químico Glenn Theodore Seaborg (1912-1999).
• Em 2016, novos elementos químicos da tabela foram oficializados: Tennessine
(Ununséptio), Nihonium (Ununtrio), Moscovium (Ununpêntio) e Oganesson (Ununóctio).

Propriedades periódicas
A Tabela Periódica organiza os elementos químicos em ordem crescente de
número atômico (Z – quantidade de prótons no núcleo do átomo) E muitas propriedades
químicas e físicas dos elementos e das substâncias simples que eles formam variam
periodicamente, ou seja, em intervalos regulares em função do aumento (ou da
diminuição) dos números atômicos. As propriedades que se comportam dessa forma são
chamadas de propriedades periódicas. As principais propriedades periódicas
químicas dos elementos são: raio atômico, energia de ionização, eletronegatividade,
eletropositividade e eletroafinidade. Já as físicas são: pontos de fusão e ebulição,
densidade e volume atômico.
Propriedades periódicas químicas:
1- Raio atômico: pode ser definido como a metade da distância (r = d/2) entre os núcleos
de dois átomos de um mesmo elemento químico, sem estarem ligados e assumindo os
átomos como esferas:

Na tabela periódica, o raio atômico aumenta de cima para baixo e da direita para a
esquerda.
Em uma mesma família (coluna), as camadas eletrônicas vão aumentando
conforme se desce uma casa e, consequentemente, o raio atômico aumenta. Em um
mesmo período (linha), o número de camadas eletrônicas é o mesmo, mas a quantidade
de elétrons vai aumentando da esquerda para a direita e, com isso, a atração pelo núcleo
aumenta, diminuindo o tamanho do átomo.

Ordem de crescimento do raio atômico na Tabela Periódica

2. Energia ou potencial de ionização: vem a ser a energia mínima necessária para


remover um elétron de um átomo ou íon no estado gasoso. Esse elétron é sempre retirado
da camada eletrônica mais externa (camada de valência).
Quanto maior o raio atômico, mais os elétrons da camada de valência estarão
afastados do núcleo, a força de atração entre eles será menor e em consequência, menor
será a energia necessária para retirar esses elétrons e vice-versa. Assim, a energia de
ionização dos elementos químicos na Tabela Periódica aumenta no sentido contrário ao
aumento do raio atômico, isto é, de baixo para cima e da esquerda para a direita:

Ordem de crescimento da energia de ionização na Tabela Periódica

3. Eletronegatividade: representa a tendência que um átomo tem de atrair elétrons para si


em uma ligação química covalente em uma molécula isolada.
Os valores das eletronegatividades dos elementos foram determinados pela escala
de Pauling. Foi observado que, conforme o raio aumentava, menor era atração do núcleo
pelos elétrons compartilhados na camada de valência. Por isso, a eletronegatividade
também aumenta no sentido contrário ao aumento do raio atômico, sendo que varia na
Tabela Periódica de baixo para cima e da esquerda para a direita:

Ordem de crescimento da eletronegatividade na Tabela Periódica

4. Eletropositividade: é a capacidade que o átomo possui de se afastar de seus elétrons


mais externos, em comparação a outro átomo, na formação de uma substância composta.
É o contrário da eletronegatividade e a sua ordem crescente na tabela periódica
também será o contrário da eletronegatividade, ou seja, será de cima para baixo e da
direita para a esquerda:

Ordem de crescimento da eletropositividade na Tabela Periódica

5. Eletroafinidade ou afinidade eletrônica: corresponde à energia liberada por um átomo


do estado gasoso, quando ele captura um elétron.
Essa energia mostra o grau de afinidade ou a intensidade da atração do átomo pelo elétron
adicionado.
Não são conhecidos os valores para as eletroafinidades de todo os elementos, mas os
que estão disponíveis permitem generalizar que essa propriedade aumenta de baixo para
cima e da esquerda para a direita na Tabela Periódica:

Ordem de crescimento da afinidade eletrônica na Tabela


Periódica
Resumidamente:
Classificação e Configuração Eletrônica dos Elementos
Na atual Tabela Periódica, conforme suas propriedades físicas e químicas, os
elementos químicos são agrupados em quatro grupos principais: metais, semimetais,
ametais e gases nobres. O hidrogênio, entretanto, é um elemento estudado à parte de
tais grupos, pois suas propriedades são distintas. O hidrogênio forma, assim, uma
espécie de quinto grupo. Observe a seguir quais elementos fazem parte desses grupos e
por quê:
Metais: Os metais constituem a maior parte dos elementos da Tabela Periódica, em um
total de 87. Alguns exemplos são a prata, ouro, cobre, zinco, ferro, alumínio, platina,
sódio, potássio, entre outros.
Todos os elementos pertencentes a esse grupo possuem as seguintes
propriedades principais: - Brilho metálico;
- São sólidos, com exceção do mercúrio, que é líquido em temperatura ambiente;
- Conduzem corrente elétrica;
- Conduzem calor;
- São maleáveis, formando lâminas;
- São dúcteis, formando fios;
- Têm a tendência de perder elétrons e formar cátions.

Ametais: São 11 elementos (carbono (C), nitrogênio (N), fósforo (P), oxigênio (O), enxofre
(S)
(está na imagem abaixo), selênio (Se), flúor (F), cloro (Cl), bromo (Br), iodo (I) e astato (At))
que possuem propriedades opostas às dos metais:
- Não possuem brilho;
- Não conduzem eletricidade;
- Não conduzem calor;
- Fragmentam-se;
- Têm a tendência de ganhar elétrons e formar ânions.
O enxofre é um ametal

Semimetais: São 7 elementos (boro (B), silício (Si), germânio (Ge), arsênio (As), antimônio
(Sb), telúrio (Te) e polônio (Po)) que possuem propriedades intermediárias aos metais e
ametais:
- Apresentam brilho metálico; - Pouca condução de eletricidade; - Fragmentam-se.

O silício é um semimetal

Gases nobres: São os elementos pertencentes à família 18 (VIIIA ou zero) da Tabela


Periódica. Eles são hélio (He) – usado para encher balões como na imagem abaixo –,
neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn).
Eles são assim chamados porque além de serem gases em condições ambientes,
eles possuem como principal característica a inércia química, sendo encontrados na
natureza na forma isolada, sendo muito raro tê-los combinados com outros elementos.
Hidrogênio: O hidrogênio é diferente de qualquer outro elemento químico, pois não se
enquadra em nenhum dos grupos mencionados. Por isso, em algumas tabelas, ele
aparece na parte central acima. Na maioria das Tabelas Periódicas, ele vem na família 1
(família dos metais alcalinos), porque ele possui apenas um elétron em sua camada de
valência, mas as suas propriedades não são semelhantes aos membros dessa família.

Ligação Iônica
A ligação iônica (ligação eletrovalente ou heteropolar) é um tipo de ligação
química que ocorre quando o átomo de um metal cede um ou mais elétrons para o átomo
de um ametal, semimetal ou hidrogênio.
Quando isso acontece, formam-se íons (daí a origem do termo “ligação iônica”), ou
seja, formam-se espécies químicas carregadas eletricamente. O átomo que doou um ou
mais elétrons se torna um íon positivo, cátion, enquanto o átomo que recebeu os elétrons
se torna um íon carregado negativamente, isto é, um ânion. Visto que cargas opostas se
atraem, esse tipo de ligação que se estabelece é bem forte.
Os átomos dos elementos doam ou recebem definitivamente elétrons nas ligações
para ficarem estáveis. Segundo a regra do octeto, para ficar estável, o átomo deve
possuir 8 elétrons na sua camada de valência ou 2 no caso de átomos que só possuem a
camada K. Desse modo, o átomo fica com a mesma configuração de um gás nobre,
tornando-se estável. É por isso que os gases nobres são os únicos elementos químicos
encontrados isolados na natureza. Exemplo: a formação do cloreto de sódio (NaCl), isto
é, o sal de cozinha.

O átomo de sódio (Na) possui no estado fundamental o número atômico igual a


11, o que significa que ele também possui 11 elétrons distribuídos em suas três camadas
eletrônicas, como é mostrado abaixo:

Átomo de sódio
Por outro lado, o cloro possui número
atômico igual a 17, tendo seus 17 elétrons
distribuídos em suas três
camadas eletrônicas da seguinte forma:

Átomo de cloro
Assim, o sódio possui um elétron na sua camada de valência e tem a tendência de
doar esse elétron, ficando com oito elétrons na sua última camada e formando o cátion
com carga +1 (Na+1), porque ele perdeu somente um elétron, ficando com um próton
(carga positiva) a mais.
O cloro possui sete elétrons em sua camada de valência (ele pertence à família 7A
ou 17),
precisando receber mais um elétron para ficar estável. Assim, ele tem a tendência
ganhar umde
elétron e tornar-se um ânion de carga -1(Cl-1):

Quandovários desses íons se atraem,formandoaglomeradosde forma geométrica

definida, denominadosde retículoscristalinos.


Cristais de sal e retículo cristalino

Ligação covalente
A ligação covalente é um tipo de ligação química que ocorre entre átomos de
hidrogênio, ametais e semimetais, com a finalidade de ficarem estáveis. A estabilidade
eletrônica é alcançada quando o átomo fica com oito elétrons na sua camada de valência
(última camada eletrônica), ficando com a configuração de um gás nobre, sendo que a
única exceção é o hidrogênio, que fica estável com apenas dois elétrons.
Portanto, todos os átomos dos elementos mencionados (hidrogênio, ametais e
semimetais) possuem a tendência de receber elétrons para ficarem estáveis. Visto que
não é possível que todos recebam elétrons, senão pelo menos um não ficaria estável,
então os átomos envolvidos na ligação covalente compartilham um ou mais pares de
elétrons.
Veja como isso ocorre:
Uma molécula de cloreto de hidrogênio (HCl) é formada por uma ligação
covalente entre um átomo de hidrogênio e um átomo de cloro. Conforme se pode
ver, o átomo do hidrogênio possui somente um elétron na
sua camada eletrônica, precisando receber mais um
elétron para ficar estável:
Átomo de hidrogênio

Por outro lado, o cloro possui 17 elétrons


no estado fundamental, sendo que, na sua
camada de valência, ele tem sete elétrons. Isso
significa que ele precisa receber mais um elétron
para ficar estável:

Átomo de cloro

Como o hidrogênio e o cloro precisam


receber um elétron, eles compartilham um par de
elétrons, ficando ambos estáveis:

Nas ligações covalentes formou-se uma molécula, ou seja, formam-se unidades


isoladas e de grandeza limitada. Por isso, as ligações covalentes também são chamadas
de moleculares. Esse tipo de ligação pode ocorrer entre átomos diferentes, como
no exemplo do HCl, ou entre átomos de um mesmo elemento, como os exemplos abaixo.
Ao analisá-los, observe que essa maneira de representar a ligação, em que se
representam os elétrons da camada eletrônica por bolinhas ou “x”, é conhecida como
fórmula eletrônica de Lewis.
Outra forma de representar esse tipo de ligação mostrada abaixo é a fórmula
estrutural plana, em que cada par de elétrons compartilhados é simbolizado por um traço:
Exemplos de ligações
covalentes

Referência:
1)Brown, T. L., LeMay Jr., H. E., Bursten, B. E., Burdge, J. R.
Química a Ciência
Central Editora Pearson Prentice Hall.
2)Brady, J.E., Russell, J.W., Holum, J.R. Química A Matéria e Suas
Transformações. Volumes 1 e 2. Editora LTC.
3)Masterton, W.L., Slowinski, E. J., Stanitski, C. L. Princípios de
Química Editora Guanabara.
4)Ser Protagonista Química – Revisão © Edições SM Ltda. São
Paulo, 1ª- edição 2014
5) Química Geral , volume único. Usberco e Salvador. São Paulo.
Editors Saraiva 2013.
6)KIFFER,D. Novo método para remoção de petróleo usa óleo d
e mamona e castanha-de-caju.
Disponível em: www.faperj.br.
7)http://www.colegioacademia.com.br/admin/professores/arquivos_u
pl/28_recursos-minerais-e-meio-ambiente.pdf
8)http://www.questoesdosvestibulares.com.br/2016/09/
ligacoesquimicas.html
9) Ricardo Feltre. Química Geral. Volume único. 2004
10) https://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimicageral
11) https://manualdaquimica.uol.com.br/
12) https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/
quimicaorganica.htm

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