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Estado Novo e Nacionalismo em Moçambique

É um trabalho escolar de história a ser essencialmente

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Adamo Luís
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ESCOLA SECUNDÁRIA DE PEMBA

TRABALHO EM GRUPO DE HISTÓRIA DA 10a CLASSE


Tema: O Estado Novo de Salazar a Situação Colônias dos portugueses caso
Moçambique
- A primeira manifestações nacionalistas de Moçambique no contexto nacionalismo
Africano e Mundial
1°Grupo
Participantes do grupo: Docente:
Pedro B. Mpalangila

Pemba aos 27 de Setembro de 2023


Índice
Introdução

Neste trabalho vamos introduzir com Novo estado de Salazar a Situação


Colônias dos portugueses caso Moçambique Em 1926, Portugal é abalado por
um Golpe de Estado que vai dar lugar ao estabelecimento do regime fascista
liderado por António de Oliveira Salazar. O Estado Novo teve implicações na
colonização de Moçambique, pois Salazar vai reestruturar as colónias
nacionalizando a economia para beneficiar a burguesia portuguesa. E outro
tema é para conhecer primeiras manifestações nacionalistas de Moçambique
no contexto nacionalismo A riqueza do continente africano levou à sua
colonização pelos europeus, mas os africanos resistiram em defesa da sua
soberania e independência recorrendo a diversas formas. O incremento da
exploração das riquezas e da força de trabalho africana levou ao surgimento e
desenvolvimento da consciência nacionalista entre os africanos rumo a
libertação do continente no geral e países em particular.
O Estado Novo de Salazar e a situação nas Colónias Portuguesas: o caso de
Moçambique
Após a implantação do regime do Estado Novo, a política colonial portuguesa
alterou-se profundamente, ainda que muitas medidas então tomadas tenham
sido elaboradas no período anterior. Numa primeira fase, que iria até à
2.a Guerra Mundial, Portugal limitou-se a reforçar as práticas mercantilistas já
anteriormente praticadas, bem como a resolver a crise financeira colonial,
resultante da política de descentralização financeira e administrativa praticada
pelos governos republicanos, que vieram agravar a depressão económica e
acelerar o fim da 1.ª República portuguesa. A partir de 1937, em resultado
destas medidas, a divida colonial foi-se estabilizando e reduzindo
gradualmente. As colónias tiveram também de contar apenas com os seus
próprios recursos para financiar o seu desenvolvimento, eventualmente
apoiados por empréstimos metropolitanos ou investimentos estrangeiros em
escala limitada.
A nacionalização económica, defendida pelo novo regime político, consistiu
em fazer desaparecer progressivamente os privilégios das grandes
companhias majestáticas em Moçambique, definidas ainda no período da
1.a República, favorecendo a emergência de uma economia «fechada», em que
a metrópole fornecia as colónias produtos manufacturados, e estas
abasteciam-na de matérias-primas para as suas indústrias. Mais do que os
quantitativos das trocas comerciais, as colónias permitiram e apoiaram o
desenvolvimento industrial português, na medida em que eram mercados
seguros e privilegiados para os produtos metropolitanos, alguns dos quais
sem condições de concorrerem no mercado internacional, pelo menos, até às
décadas de 30 e 40.
A intervenção do Estado ao nível da fixação dos preços dos produtos,
favoreceu os produtores coloniais, na medida em que estes eram, em alguns
casos, superiores ao do mercado internacional ou, ainda, incentivando a
indústria têxtil metropolitana e as outras restantes indústrias, quando os
preços portugueses se fixaram muito abaixo dos níveis mundiais, nos finais
dos anos 40. Com estas medidas, procurava-se encorajar o investimento a
longo prazo, os fornecimentos regulares e uma baixa taxa de inflação.
A industrialização colonial era fortemente contestada pelos empresários
portugueses que temiam a sua concorrência. Sobre esta questão, o governo
encontrava-se dividido, mas a crise económica de 30 fez com que Salazar
desaprovasse este processo (impediu a instalação de indústrias têxteis nas
colónias e o tabaco e o sabão coloniais pagavam direitos quase tão elevados
como os produtos estrangeiros). Porém, na década seguinte, esta orientação
viria a modificar-se, nas áreas em que a importação pudesse vir a ser
substituída, já que o governo português temia a concorrência dos artigos
produzidos na Africa do Sul, Rodésia do Sul e no ex-Congo Belga. Perante
novos protestos dos empresários portugueses, foi encontrada uma solução de
compromisso: nos sectores onde havia uma forte contestação metropolitana à
competição nas colónias, como era o caso dos têxteis, Lisboa não autorizou
que o desenvolvimento se fizesse de uma forma muito rápida.
O processo de industrialização era mais rápido quando o sector económico
era dominado por um grupo português, já que então deixava de haver
contestação. Esta
dinâmica foi fortemente estimulada durante o governo salazarista, permitindo
uma rápida concentração de capital em alguns grupos económicos
(Companhia União Fabril, Grupo Champalimaud, Banco Espírito Santo, Banco
Português do Atlântico, entre outros) que, confiantes no apoio do Estado,
passavam a encarar de forma diferente as oportunidades de investimento
colonial.
Apesar da nítida protecção às empresas portuguesas, o regime não tinha uma
atitude totalmente negativa para com os investidores estrangeiros. Durante a
recessão económica da década de 30 deu-se uma importante entrada de
capital nas colónias portuguesas, com especial incidência em Angola.
A questão do trabalho forçado continuou a ser uma das acusações mais
discutidas contra Portugal organizações internacionais. Apesar do Código de
Trabalho, de 1928, se apresentar mais liberal, garantindo que todo o trabalho
forçado ao serviço do Estado tinha de ser pago; abolindo a politica dos
funcionários administrativos cederem mão-de-obra pública a empregados
privados; e, por último, obrigação de pagamento de salários aos africanos, as
práticas alteravam-se ainda de acordo com as circunstâncias e as
necessidades locais. Depois da 2.a Guerra Mundial, esta situação virá a alterar
-se, na medida em que o jovem sector industrial colonial exigia agora uma
mão-de-obra mais especializada, estável e produtiva. A ratificação feita por
Portugal, em 1956, da Convenção do Trabalho Forçado de 1930 deve ser vista
à luz dum duplo contexto: das pressões internacionais e da nova realidade que
emergia na economia colonial.
Paralelamente ao trabalho forçado prevaleceu o sistema de «cultura forçada»,
introduzido desde 1926. Na implantação deste sistema podemos encontrar
três fases importantes:
Entre 1926 e 1938, quando a cultura do algodão se fazia lentamente, tendo
Angola como centro principal.
De 1938 à 2.a Guerra Mundial, quando a obrigatoriedade passou a ser feita de
forma brutal, no sentido de tornar Portugal auto-suficiente em algodão,
ficando Moçambique como centro deste projecto (em 1941 introduziu-se
também a cultura forçada do arroz).
A terceira fase, apos a 2.a Guerra Mundial, em que se reformou todo o sistema,
de forma a estancar a onda de emigração e a abafar o descontentamento dos
camponeses. Foi então imposta a cultura de produtos alimentares em sistema
de rotação e reduziu-se a área de cultivo de algodão para 1/2 hectare.
Nem estas medidas travaram a revolta camponesa: em 1961, em Angola,
ocorreu um violento levantamento camponês na concessionária da
COTONANG e, em Moçambique, o êxito inicial do movimento de libertação
independentista, teve muito a ver com a odiosa recordação da cultura forçada
do algodão.
A primeira manifestações nacionalistas de Moçambique no contexto
nacionalismo Africano e Mundial
O período entre as duas guerras caracterizou-se pelo reforço das relações
comerciais, tanto no que respeitava à sua expansão geográfica como pela
intensificação das relações económicas entre as antigas metrópoles e as
colónias. Tal foi motivado pela crise económica e, depois de 1936, pelas
ameaças de um novo conflito mundial.
Muitas vezes, apos os «catorze princípios» enunciados pelo presidente
americano, Woodrow Wilson, a questão colonial encobriu-se, sob a forma de
mandatos, fórmula encontrada pelo primeiro-ministro sul-africano, Jan Smuts,
que se definia como uma espécie de tutela, mais ou menos longa, até à
Independência pela potência mandatária. Neste processo, as populações
desses territórios não eram ouvidas, e a Sociedade das Nações não tinha
qualquer participação ou mecanismo de controlo.
O final da I Guerra Mundial abalou profundamente a estrutura do colonialismo
ao nível mundial, com a destruição dos impérios alemão e otomano, cujas
possessões foram divididas entre britânicos e franceses, enquanto a Rússia
levaria ainda algum tempo a recuperar as suas conquistas asiáticas.
Imediatamente após o final da guerra, o governo britânico viu-se na
necessidade inevitável de encontrar alguma forma de «autogoverno» para a
Índia, através de um acordo com a elite indiana, incluindo os nacionalistas.
Sendo aquele território o núcleo do império britânico, as decisões que vieram a
ser ali tomadas, tiveram profundas repercussões nas outras colónias inglesas.
Assim, compreende-se que, após a II Guerra Mundial, os britânicos
aceitassem rapidamente o processo que conduziria å autonomia e
independência das suas possessões africanas, já que não havia qualquer
convicção na manutenção do sistema. Pelo contrário, os outros impérios
coloniais, como o francês, o holandês e o português, que não tinham visto
ameaçados os seus domínios pelas forças nacionalistas, após a I Guerra
Mundial, viriam a manter a intransigência e acentuar a repressão a partir de
1945.
A existência da URSS e a desmistificação do imperialismo levaram a que no
2.o Congresso da III Internacional Comunista, em Julho de 1920, para além das
resoluções respeitantes luta anti-colonial - como a oposição as práticas
coloniais e o reconhecimento do direito à independência de todos os povos
colonizados e dependentes ficasse decidida a convocação de um Congresso
dos Povos do Oriente, que se viria a realizar em Outubro desse mesmo ano.
Dentro do mesmo espírito, realizou-se a Conferência Anti-Imperialista de
Bruxelas, em 1927, onde participaram Ahmed Sukharno, Jawaharlal Nehru,
Lamine Senghor e Tiemoko Gavan Kouyaté, estes dois últimos representantes
de África.
Neste período, o fenómeno mais notável seria a afirmação do nacionalismo
árabe, resultante de:
O ressurgimento do Islamismo, a partir dos finais do século XIX.
A reacção das populações árabes contra o império turco, os imperialismos
europeus e a penetração sionista.
No entanto, a tendência que iria prevalecer é uma linha mais moderada,
expressa no Congresso Árabe, reunido em Paris em Junho de 1913, que
pretendia apenas ver reconhecida a personalidade árabe no quadro do Império
Otomano.
Na grande maioria das vezes, as reivindicações nacionalistas apenas seriam
satisfeitas quando não punham em causa os compromissos assumidos pelos
britânicos no decorrer da I Guerra Mundial. A França e a Inglaterra manteriam
a sua presença na região através de uma política em que se misturavam,
simultaneamente, a repressão e as concessões políticas, que podiam ir até ao
reconhecimento de uma pseudo-independência.
Mas seriam as realidades económicas, vividas por cada uma das colónias, que
se traduziriam por urna crescente pauperização, o factor decisivo para a
difusão e expansão da causa nacionalista, a partir do discurso mais radical de
uma nova geração de dirigentes nacionalistas, permitindo o alargamento das
suas bases de apoio. No período compreendido entre 1930 e 1940, o
movimento de desobediência civil cresceu na Índia; surgiram os partidos
comunistas indochinês, malaio e filipino; constituiu-se a Associação dos
U/emas da Argélia; criaram-se os grupos dos Jovens Marroquinos e do Neo-
Destur tunisino.
O desenvolvimento do nacionalismo africano
Nas povoações, a agitação reformista estendeu-se aos negros e mulatos
instruídos, vivendo o drama da discriminação social, económica e política.
Estas elites surgiram ainda no século XIX, em resultado dos sistemas
escolares ocidentais, em virtude de o colonialismo necessitar de uma base
social para sobreviver. Alguns destes africanos prosseguiram os seus estudos
universitários, obtiveram graus académicos e acederam a lugares de destaque
na Vida pública e empresarial. Os membros destas elites africanas gozavam
de grande prestígio e souberam jogar com isso a seu favor.
As atitudes destas elites evoluíram ao longo do tempo, em resultado do mal-
estar e das frustrações que muitos sentiam. Esta situação viria a agravar-se
quando tiveram de abraçar uma carreira profissional, que pressupunha uma
aliança com os europeus, e, simultaneamente, uma carreira política, que
rapidamente lhes impôs a necessidade de romperem com o sistema colonial.
Os primeiros sinais de uma tomada de consciência, quer ao nível étnico, quer
ao nível dos grandes conjuntos coloniais, deu-se logo em 1887, na Serra Leoa
e em Lagos. Estes sinais manifestaram-se do seguinte modo:
As vestes tradicionais foram reabilitadas.
Alguns convertidos ao cristianismo, regressaram as suas religiões tradicionais
e aos cultos familiares.
Os nomes europeizados foram substituídos por nomes locais.
Alguns passaram a usar exclusivamente a sua língua materna.
Por outro lado, publicaram jornais e revistas, e quando perceberam que estas
acções eram inúteis criaram associações e clubes para fazerem valer os seus
direitos. Estas associações podiam estar organizadas sob uma base étnica,
integrando entre os seus membros uma grande diversidade social. Os jovens e
os estudantes envolveram-se também nesta dinâmica, tendo igualmente
organizado agremiações deste tipo. A acção destas associações africanas era
caracterizada pelo constitucionalismo e pelo emprego de técnicas de pressão
política, dirigindo-se ao mesmo tempo às autoridades coloniais imediatas, aos
grupos políticos e à opinião liberal nas metrópoles.
Nas colónias francesas, os nacionalistas africanos procuraram pôr fim ao
colonialismo mediante uma política de assimilação que conduzia cidadania
francesa, com todos os direitos e responsabilidades correspondentes,
exercendo constante pressão para que tal política fosse ampliada e
generalizada. No caso dos territórios britânicos, pensavam chegar à
independência como países soberanos, a partir de reformas e participação que
finalmente desembocassem na liberdade, O nacionalismo africano foi
encorajado por movimentos ideológicos internacionais, como a Internacional
Comunista (Komintern), diversos movimentos socialistas e pelo pan-
africanismo inspirado em Marcus Garvey e William Du Bois e por outras
influências negras americanas e caribenhas.
O papel das religiões
As religiões africanas revelaram-se, desde o início da colonização, como um
forte elemento de oposição aos europeus. Sociedades secretas, feiticeiros,
sacerdotisas e fazedores de chuva voltaram a tornar-se bastante visíveis,
instituindo-se e reforçando-se então certas práticas religiosas. Estas religiões
tentavam, fundamentalmente:
Explicar a chegada dos europeus.
O tempo de duração da sua presença.
A rejeição do cristianismo.
Um outro campo de agitação colonial desenvolveu-se entre os africanos
convertidos ao cristianismo. Dececionados com as práticas ali existentes, na
medida em que não podiam expressar a sua hostilidade ao colonialismo ou o
seu ressentimento a propósito da discriminação existente no seio das igrejas,
dominadas pelos europeus, viriam a criar igrejas independentes ou
separatistas, tentando provar que os africanos eram também capazes de
dirigir as suas próprias actividades religiosas e seculares, sem a tutela dos
europeus.
Foi a partir de 1890, que essa tendência ganhou maior dimensão, com o
recrutamento de fiéis entre os operários mineiros, independentemente das
suas bases étnicas, fenómeno que deu origem à criação da lgreja Etiope
(1892). No período que se seguiu, assistiu-se ao desenvolvimento e
multiplicação deste tipo de igrejas.
O Islamismo, com especial incidência na África do Norte e Ocidental,
desempenhou também um papel importante como força de oposição à
presença colonial. As rebeliões de Mad Mullah, (Mullah, o louco), na Somália,
entre 1899 e 1921; o levantamento autonomista do sultão Ma al-Ainin, em
1909, na Mauritânia e a revolta tuaregue no Níger, durante a I Guerra Mundial,
são algumas manifestações dessa resistência, que tinha como inspiração o
Islão.

O processo independentista em África


O início do processo independentista em África deu-se num momento em que
as antigas metrópoles coloniais se confrontavam já com a sublevação dos
povos colonizados na Ásia e na Indonésia.
O desenvolvimento económico colonial tinha acelerado o fenómeno urbano,
levando a uma gradual destribalização das sociedades africanas. A criação
dum sistema escolar permitiu que uma pequena minoria africana pudesse
usufruir do ensino secundário e superior, dando lugar a uma elite intelectual
ocidentalizada. Não é por acaso que entre as primeiras formulações
independentistas em África estavam as exigências dos estudantes africanos,
tal como ocorreu na África Francesa, em 1953. Simultaneamente, o regresso
dos antigos militares africanos, que combateram na II Guerra Mundial, tornou-
se noutro importante factor de reivindicações, que vieram a radicalizar-se com
o tempo. A história do pensamento político africano viria então a centrar-se
volta dum pequeno conjunto de temáticas, como:
A unidade africana.
A independência.
O socialismo.
A política internacional africana.
A natureza da sua democracia.
A cultura.
As repercussões do pan-africanismo, cujas ideias eram expressas e
difundidas por William Du Bois e Marcus Garvey, são igualmente importantes,
já que veiculavam a solidariedade do mundo negro e o seu direito à
emancipação, ainda que, entre 1927 e 1945, o ambiente internacional não
tenha sido favorável ao desenvolvimento da ideia pan-africana, em resultado
da crise económica, o advento do fascismo e do nazismo e da II Guerra
Mundial. Somente em 1944 os representantes de várias organizações políticas,
sindicais, cooperativas, religiosas, educativas e nacionalistas, decidiram em
Manchester dar realidade a uma única frente pan-africana, tendo-se então
criado a Federação Pan-Africana, que procurava:
Promover o bem-estar e a unidade dos povos africanos e dos povos de
ascendência africana no mundo.
Exigir a autodeterminação e a independência dos povos africanos e de outras
raças politicamente dependentes.
Assegurar a igualdade dos direitos cívicos aos povos africanos.
Abolir todas as formas de discriminação racial.
Promover a cooperação entre os povos africanos e de outros que partilhavam
as mesmas aspirações.
Por iniciativa de W. Du Bois e da secção britânica da Federação Pan-
Africana foi realizado o V Congresso Pan-Africano, em Manchester, de 15 a 21
de Outubro de 1945, onde estiveram presentes alguns dos futuros lideres
africanos, como Hastings Banda, Kwame Nkrumah e Jomo Kenyatta, que
levariam os seus respectivos países à independência.
A unidade africana
A noção de unidade africana viria a ser introduzida ou sugerida pelo pan-
africanismo, a partir de 1919. Mas esta questão viria a tomar um rumo mais
concreto a partir da independência do Gana, com a convocação da
1.a Conferência dos Chefes de Estado Africanos, em Accra, em Abril de 1958,
quando apenas existiam oito países africanos independentes, com soberania
muito limitada, obrigando-os a aproximarem-se e a proclamarem a sua
unidade.
A Guerra da Argélia era o elemento catalisador, já que a derrota do movimento
de libertação seria um desastre para a emancipação do continente africano.
A ideia unitária ganharia um conteúdo mais concreto com a União Guiné-Gana,
entre 23 de Novembro de 1958 e Dezembro de 1960 e, posteriormente, com
a União Guiné-Gana-Mali, de Dezembro de 1960 a 1962. Ainda que estes
agrupamentos políticos não tivessem tido grandes resultados práticos, eles
ganharam um efeito mobilizador que se deve ter em conta.
A ideia da unidade entrou claramente em crise com a questão do Congo e com
a incapacidade dos Estados africanos mais progressistas em tomarem
posições efectivas e em terem qualquer participação decisiva naquele conflito.
A África independente viria então a dividir-se em dois grupos distintos de
países:
· O primeiro, unido à volta da Carta de Casablanca, constituiu-se de 3 a 7
de Janeiro de 1961, era apoiado pelo Pan-African Movement for East, Central
and Southern Africa (PAFMECSA) e preconizava um comando militar conjunto
e um mercado comum africano, ao mesmo tempo que advogava o
desenvolvimento socialista para o continente, dirigido por um forte poder
centralizado.
· O segundo, chamado de Monróvia, formou-se em reunião realizada de 8 a
12 de Maio de 1961. Agrupava 19 países e defendia a não-ingerência nos
assuntos internos dos outros Estados, ao mesmo tempo que se colocava
contra as tentativas de unificação política até então efectuadas, propondo
como alternativas a solidariedade social africana e a identidade política,
adoptando uma primeira versão de uma organização de Estados africanos.
A criação da Organização da Unidade Africana, em 25 de Maio de 1963, que
ocorreu na Conferência de Adis-Abeba, fazia-se assim num ambiente de
divisão, quando o processo independentista tinha começado a enfraquecer,
ainda que o sentimento de unidade permanecesse muito vivo entre a opinião
pública africana. O encontro afirmou os princípios:
 Da igualdade.
 Da não-ingerência.
 Da regularização pacifica dos conflitos.
 Do respeito pelas fronteiras territoriais legadas pela colonização, por
mais injustas que fossem.
Neste encontro tomaram-se ainda resoluções, muito claras, no que respeitava
å libertação política do sul do continente, como a organização de auxilio
comum aos movimentos de libertação em luta, incluindo a livre circulação de
material militar, a criação de campos de treino e o alistamento de voluntários
africanos.
O papel da Organização das Nações Unidas
No que respeitava à questão colonial, a ONU reconhecia a existência de
territórios não-autónomos, mas esta engajava os signatários da Carta de S.
Francisco a «assegurar, respeitando a cultura das populações em questão, o
seu progresso politico, económico e social» e «desenvolver a sua capacidade
de se governarem a si próprios, a ter em conta as aspirações politicas das
populações e a ajudá-las no desenvolvimento progressivo das suas
instituições politicas».
Os antigos territórios sob o mandato da Sociedade das Nações, em regime de
tutela, eram obrigados à apresentação de relatórios anuais, submetidos à
aprovação de uma comissão internacional - o Conselho de Tutela, que deveria
receber directamente as petições, procedendo esta última a visitas periódicas.
Sobre esta questão, a intervenção da ONU foi manifestamente controversa, já
que lhe competia apenas manter a paz e a segurança e não alterar as
realidades políticas existentes. A maioria das potências coloniais invocavam a
Carta – artigo 2, parágrafo 7.o, considerando o mesmo como assunto interno
dos respectivos países, impedindo a própria organização a sua discussão.
Somente em 14 de Dezembro de 1960, quando grande parte dos territórios
tinha já obtido a sua independência, a Assembleia-Geral das Nações Unidas
fez aprovar a Resolução 1514 ou a Declaração sobre a Concessão da
Independência aos Países e Povos Coloniais, que apelava a um rápido fim do
colonialismo em todas as suas formas.
Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos
Coloniais Resolução 1514 (XV) da Assembleia-Geral de 14 de Dezembro de
1960
À Assembleia-Geral,
Levando em consideração que os povos do mundo proclamaram na Carta das
Nações Unidas que estão decididos a reafirmar a fé nos direitos fundamentais
do Homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de
direitos entre os homens e as mulheres e das nações grandes ou pequenas, e
a promover o progresso social e a elevar o nível de Vida dentro de um conceito
amplo de liberdade.
Consciente da necessidade de criar condições de estabilidade e bem-estar e
relações pacificas e amistosas, baseadas no respeito aos princípios de
igualdade de direitos e à livre determinação dos povos, e de assegurar o
respeito universal dos direitos humanos e as liberdades fundamentais para
todos sem fazer distinção por motivo de raça, sexo, idioma, religião, e a
efectividade de tais direitos e liberdades.
Reconhecendo o fervoroso direito que todos os povos dependentes possuem e
o papel decisivo de tais povos na conquista da sua independência.
Consciente dos crescentes conflitos que surgem do acto de negar a liberdade
a esses povos e de impedi-la, o qual constitui uma grave ameaça à paz
mundial.
Considerando o importante papel que corresponde às Nações Unidas como
meio de favorecer o movimento em prol da independência em territórios
ocupados e em territórios não-autónomos.
Reconhecendo que os povos do mundo desejam ardentemente o fim do
colonialismo em todas as suas manifestações.
Convencida de que a continuação do colonialismo impede o desenvolvimento
da cooperação económica internacional, dificulta o desenvolvimento social,
cultural e económico dos povos dependentes e age contra o ideal de paz
universal das Nações Unidas.
Afirmando que os povos podem, para seus próprios fins, dispor das suas
riquezas e recursos naturais sem prejuízo das obrigações resultantes da
cooperação económica internacional, baseada no princípio do proveito mútuo
e do direito internacional.
Acreditando que o processo de liberdade é irreversível e que a fim de evitar
crises graves, é preciso pôr fim ao colonialismo e a todas as práticas de
segregação e discriminação que o acompanham.
Celebrando que nos últimos anos muitos territórios dependentes tenham
alcançado a liberdade e a independência e reconhecendo as tendências cada
vez mais poderosas em direcção liberdade que se manifestam nos territórios
que não tenham obtido ainda a sua independência.
Convencida de que todos os povos têm o direito inalienável liberdade absoluta,
ao exercício da sua soberania e integridade do seu território nacional,
proclama solenemente a necessidade de pôr fim rápido e incondicional ao
colonialismo em todas as suas formas e manifestações.
Declara que:
1.A sujeição dos povos a uma subjugação, dominação e exploração constitui
uma negação dos direitos humanos fundamentais, é contrária à Carta das
Nações Unidas e compromete a causa da paz e da cooperação mundial.
2.Todos os povos têm o direito de livre determinação; em virtude desse direito,
determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente o seu
desenvolvimento económico, social e cultural.
3. A falta de reparação na ordem política, económica e social ou educativa não
deverá nunca ser o pretexto para o atraso da independência.
4.A fim de que os povos dependentes possam exercer de forma pacifica e livre
o seu direito independência completa, deverá cessar toda a acção armada ou
toda e qualquer medida repressiva de qualquer índole dirigida contra eles, e
deverá respeitar-se a integridade do seu território nacional.
5. Nos territórios, sem condições ou reservas, conforme a sua vontade e os
seus desejos livremente expressos, sem distinção de raça, crença ou cor, para
lhes permitir usufruir de liberdade e independência absolutas.
6.Toda a tentativa dirigida a quebrar total ou parcialmente a unidade nacional
e a integridade territorial de um pais é incompatível com os propósitos e
princípios da Carta das Nações Unidas.
7.Todos os Estados devem observar fiel e estritamente as disposições
da Carta das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos e
da presente declaração sobre a base da igualdade, da não intervenção nos
assuntos internos dos demais Estados e do respeito aos direitos soberanos de
todos os povos e da sua integridade territorial

Os partidos políticos africanos


Os primeiros partidos políticos africanos surgiram, fundamentalmente, nas
antigas colónias inglesas e francesas, logo após a II Guerra Mundial. Na sua
luta política, usaram:
A via pacifica e legal, que se traduzia em campanhas de imprensa, petições e
envio de delegações aos governos locais e metropolitanos, demonstrações
pacificas e participação em eleições e em conferências, com o objectivo de se
discutirem questões constitucionais.
Acções militantes e violentas, globalmente designadas por acção positiva,
estando entre estas a desobediência civil, greves, boicotes e não-cooperação,
esta última abrangendo a revolta e a guerrilha.
A actividade nacionalista deparou, frequentemente, com forte repressão por
parte das autoridades coloniais, obrigando mobilização de grandes efectivos
militares, tal como ocorreu na Argélia, onde se encontrava estacionada uma
força de meio milhão de militares franceses ou, no caso das colónias africanas
portuguesas, onde os efectivos militares atingiam duzentos mil.
Sucederam-se bombardeamentos, massacres e repressões sangrentas.
Também muitos dos líderes destes partidos foram assassinados ou presos.
Outros foram obrigados a procurar o exilio ou foram deportados.
O sucesso dos partidos políticos africanos residiu muito no facto de se terem
transformado em movimentos de massas, envolvendo tanto as populações
rurais como urbanas, camponeses e operários, analfabetos ou letrados. Estes
partidos encontravam-se já organizados segundo modelos modernos, usando
em seu benefício os slogans, cores, canções e outros meios de propaganda, e
divulgarem a sua mensagem política, que se traduzia
por Uhuru (independência) ou governo autónomo. Os novos líderes políticos
eram, na grande maioria das vezes, muito mais radicais que os anteriores,
tendo regressado aos seus países apos terem estudado na Europa ou nos
Estados Unidos da América e estavam dispostos a usar os meios
constitucionais e/ou violentos para atingirem os seus objectivos. Muitos
destes dirigentes usavam igualmente a demagogia e/ou o seu carisma na luta
política em que estavam empenhados.
O movimento sindical
Entre as formas modernas de contestação e de expressão política em África, o
sindicalismo é uma das mais antigas. Até à década de 1930, as metrópoles
tentaram desencorajá-lo, por meio de uma proibição mais ou menos Clara.
Estas proibições não impediram que surgissem vários movimentos,
desigualmente estruturados, tendo desenvolvido algumas acções durante a II
Guerra Mundial.
A partir de 1930, a Inglaterra autorizou a criação de sindicatos africanos. Em
Franca foi a Frente Popular que, em 1936, autorizou a criação de sindicatos
nas colónias da África Negra, conferindo-lhes o direito de negociarem
convenções colectivas. Esta legislação apenas incluía os trabalhadores da
África Ocidental Francesa e desses apenas os trabalhadores que possuíssem
o ensino primário. Este direito foi alargado à Africa Equatorial Francesa em
1944, mas a legislação sindical global apenas foi instituída em 1952, com a
aplicação do Código do Trabalho.
Na colónia do Congo belga, apenas em 1946 se autorizou a que os
trabalhadores do Congo se organizassem em sindicatos. Em 1957, o direito
sindical foi alargado e o direito à greve concedido: sé nessa altura, o
movimento sindical se pôde desenvolver.
Durante o percurso independentista, o sindicalismo africano foi marcado por
algumas características: Dificuldade de recrutamento, devido ao
analfabetismo, diversidade étnica e linguística e ao medo de possíveis
represálias. Preponderância de algumas profissões de carácter geralmente
estratégico, como os mineiros, ferroviários, marinheiros e funcionários
públicos. Separação entre os sindicatos dos negros e dos brancos.
Persistência das reticências coloniais, expressa por diversas medidas.
Contudo, a história do sindicalismo em África foi sobretudo assinalada por três
fenómenos principais:
A vontade de autonomia.
A vontade de federação.
A politização do movimento.
De uma maneira geral, o sindicalismo do período anterior às independências
africanas actuou em consonância com o nacionalismo. Muitas personalidades
políticas foram formadas no movimento sindical e muitos dirigentes sindicais
tiveram lugar nos partidos nacionalistas.
O caminho para a independência
A velocidade com que decorreu o processo independentista no continente
dependeu também muito da resposta e das reacções que os governos
coloniais viriam a assumir perante as exigências dos nacionalistas africanos.
Podemos estabelecer, de forma geral, uma periodização do percurso
independentista a partir dos acontecimentos políticos que virão a ocorrer a
partir de 1945:
O primeiro período estendeu-se de 1945 a 1955, em que as antigas potências
coloniais detinham ainda a iniciativa, promovendo a democratização das
instituições africanas segundo o seu próprio modelo, com o objectivo de
manter as possessões coloniais sob o seu controlo.
O segundo abrangeu o período de 1956 a 1960, em que as pressões dos
líderes africanos eliminam os impedimentos legais e, apesar da repressão que
viesse a exercer-se ou não, conduziu os territórios até à independência.
O terceiro compreendeu exactamente o momento das independências, em que
cada um dos Estados africanos recebeu o seu reconhecimento internacional,
sendo admitido na Organização das Nações Unidas. O facto de pertencerem
ou não ao Commonwealth ou à Communauté Fransaise deixou de ter grande
significado.
Mas deve ter-se em conta que não existiu nem uniformidade cronológica nem
semelhança no processo, A primeira descolonização, em resultado dos
acordos de paz da II Guerra Mundial, foi a italiana, que renunciava não
somente à Etiópia, anexada em 1 936, como a todas as outras colónias
anteriores, conservando apenas um mandato temporário na Somália, por um
período de 10 anos. O Congo Belga não conheceu nenhum dos dois dos
primeiros períodos, e a África do Sul e as antigas colónias portuguesas
nenhum dos três. Comparando ainda os sistemas britânico e francês,
podemos perceber que o primeiro se estendeu por muito mais tempo,
enquanto no caso francês o processo fez-se quase de imediato e em bloco.
As manifestações nacionalistas em Moçambique
Data do último quartel do século XIX as primeiras posições africanas que se
opunham política colonial portuguesa. Esta desenvolveu-se, inicialmente, nas
povoações ao norte do Zambeze, como Tete, Quelimane e ilha de Moçambique.
Entre as temáticas recorrentes encontravam-se as que apresentamos na
página seguinte.

 A defesa de uma maior autonomia governativa.

 A incapacidade da administração portuguesa em promover o avanço


das populações.

 A discriminação praticada contra os africanos para ocuparem cargos no


funcionalismo público.

 A presença dominante da colónia inglesa.

 O combate ao «trabalho obrigatório para os indígenas».


Mas seria em Lourenço Marques, actual Maputo, para onde se tinha
transferido o centro administrativo e económico da colónia que, na primeira
década do século XX, um pequeno grupo de negros e mulatos instruídos
começou a reagir às tendências discriminatórias e políticas, impostas pela
administração colonial portuguesa.
O Grémio Africano de Lourenço Marques, cuja existência remonta a 1906, mas
que viria a ser legalizado apenas em 1920, foi a primeira de várias associações.
Durante muitos anos, até ä sua legalização, a sua Actividade de mobilização e
organização estava muito limitada, por não terem sido aprovados os seus
estatutos. Os seus membros iniciais não ultrapassaram os 142, parecendo que
em nenhum momento da associação, no referido período, terá ultrapassado as
quatro centenas. Entre eles, contavam-se: empregados públicos, proprietários,
tipógrafos, empregados comerciais, amanuenses, oficiais de diligências,
empregados dos correios, comerciantes e operários. Grande parte desta gente
era descendente de uma certa burguesia local, podendo caracterizar-se do
seguinte modo: eram indivíduos nascidos, muito provavelmente, nas últimas
três décadas do século fruto do contacto directo com a colonização mercantil
portuguesa, que receberam «toda ou parte da sua educação antes da
estruturação do imperialismo colonial», educados em missões ou sob
influência cristã. Eram, em alguns casos, aparentados com as chefias
tradicionais locais, muitas vezes proprietários de terrenos e imóveis, ocupando
diferentes posições nos quadros do funcionalismo público e da actividade
comercial.
Numa primeira fase, que foi de 1908/9 até 1912, os membros desta elite,
através do seu jornal, o periódico O Africano (1908/9 - 1920), abordavam:
 Criticamente, a acção da igreja católica, apesar da sua base cristã.
 O racismo dos colonos.
 A ganância dos cantineiros.
 O Estado colonial, pela ausência de uma política correcta, não existindo
escolas.
 Os administradores, por cobrarem ilegal e violentamente os impostos.
 As autoridades policiais, pela sua autuação repressiva.
 O trabalho forçado.
Quando se iniciou a publicação de O Brado Africano, em 1917, provavelmente
em reacção lei que aprovava o regime assimilação, a conjuntura politica e
económica era já nitidamente desfavorável a este pequeno grupo de africanos,
não se encontrando verdadeiras alternativas para a situação existente. Para
além da ausência de uma verdadeira liderança, com a morte dos seus
membros mais representativos, sucedem-se as cisões no Grémio Africano,
procurando romper com as rotinas existentes, através de uma política mais
radical. Entre estas destacam-se:
O Congresso Nacional Africano, em 1921.
A Liga da Mocidade Africana, fundada em 1930, acabando por ser extinta em
1939.
O Instituto Negrófilo, fundado em 1932.
Sob a influência da AALM foram-se estabelecendo outras agremiações por
todo o território moçambicano: Associação Africana de Inhambane, Grémio
Africano de Gaza, Grémio Africano de Quelimane e o Grémio Africano de
Manica e Sofala. A realidade do associativismo africano, neste período, era,
porém bem mais complexa, existindo um número bastante dilatado de
associações, de carácter político, social e cultural, e clubes desportivos, só
nos bairros suburbanos da capital da colónia.
Conclusão
Concluímos trabalho com ajuda de Livro de História e sabemos que na África
sofremos dos portugueses caso Moçambique A riqueza do continente africano
levou à sua colonização pelos europeus, mas os africanos resistiram em
defesa da sua soberania e independência recorrendo a diversas formas. O
incremento da exploração das riquezas e da força de trabalho africana levou
ao surgimento e desenvolvimento da consciência nacionalista entre os
africanos rumo a libertação do continente no geral e países em particular.
Referência Bibliográfica

BARREIRA, Anibal e MOREIRA, Mendes Historia Activa 3. Da Guerra de


1914/1918 aos nossos dias 9º ano de escolaridade, Edições ASA

FENHANE, Jose Baptista, Historia-10 classe, Maputo, Diname 2000

GUERRA, Maria Luisa-Historia Contemporanea-Porto Editora

KIERBO, Joseph. História da África Negra - Vol. II. Publicações Europa


América, Portugal.

NEVES, PedroAlmiro, MAIA, Cristina e BAPTISTA, Dalila- Clube de Historia-9-


Porto Editora.

NEVES, Pedro Almiro, ALMEIDA, Valdimar Castro. À Descoberta da História 9,


9º ano de Escolaridade – Porto Editora

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