FISIOLOGIA DA CONTRAÇÃO
MUSCULAR
Profa. Silvia Quintão
Estrutura microscópica do músculo esquelético
Junção neuromuscular (JNM) em fibras musculares
Color enhanced canning electron micrograph (SEM) of a motor nerve and two end
plates on adjacent muscle fibers. The motor neuron, or nerve, terminates in
branching fibers, which end in a cluster of swellings or buttons called an end plate.
Estrutura microscópica do músculo esquelético
JNM em fibra muscular esquelética
A JNM é uma sinapse química e representa o elo estrutura/função que neste tipo de
comunicação envolve um ciclo de conversão do impulso de natureza elétrica em mensagem
química, representado por neurotransmissão, e depois novamente em impulso elétrico
propagado na célula pós-sináptica.
Músculos
São conjuntos maciços ou frouxos de células alongadas, capazes de mudar o seu
comprimento ativamente, contraindo-se ou relaxando-se sob controle de fibras
nervosas, ou mesmo de forma espontânea, segundo ritmos intrínsecos que eles
mesmo produzem.
Os músculos têm duas funções
comuns: gerar movimento e gerar
força. Nossos músculos esqueléticos
também geram calor e contribuem de
forma significativa para a
homeostase da temperatura corporal.
Tipos de músculos:
esquelético, cardíaco e liso
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia
Humana, 2010.
Músculo estriado
MÚSCULO ESQUELÉTICO
• É um sincício verdadeiro, formado por células multinucleadas. As células
musculares esqueléticas são únicas, de grande tamanho (atingindo até
vários centímetros), multinucleadas (como resultado da fusão de
mioblastos) e inserindo-se diretamente nos tendões.
MÚSCULO CARDÍACO
• Núcleo central, células menores que as do músculo estriado esquelético. As
células se comunicam umas com as outras. Nas regiões de contato entre
células, existem inúmeras especializações, tais como: zônula aderens,
desmossomos, regiões de ancoramento de miofilamentos e junções de
baixa resistência elétrica, as junções do tipo gap. São estas últimas que
permitem ao miocárdio comportar-se como um sincício funcional.
Músculo esquelético
Músculo esquelético
• Corresponde a cerca de 40% do • Grupos musculares antagonistas
peso corporal total exercem efeitos opostos.
• Prendem-se aos ossos por tendões
• Origem e inserção
• Flexor e extensor
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Estrutura microscópica do músculo esquelético
Corte longitudinal
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Músculo esquelético
• Músculo – conjunto de fibras musculares
• As fibras musculares esqueléticas são as células mais longas do corpo
• Fascículo muscular – feixe de fibras musculares
• A membrana celular de uma fibra muscular é denominada sarcolema (sarkos,
carne; lemma, casca), e o citoplasma é denominado sarcoplasma.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Músculo esquelético
Fibra muscular
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Músculo esquelético
Titina e nebulina são proteínas acessórias gigantes. A titina é elástica e estabiliza
a posição dos filamentos contráteis e faz os músculos estirados retornarem ao seu
comprimento de repouso. Ela é auxiliada pela nebulina, uma proteína gigante não
elástica que acompanha os filamentos finos e se prende ao disco Z. A nebulina auxilia
no alinhamento dos filamentos de actina do sarcômero.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
O sarcômero encurta durante a contração
• Andrew Huxley e Rolf Niedeigerke (1954) - comprimento da banda A de uma
miofibrila permanece constante durante a contração
• Teoria da contração do deslizamento dos filamentos - encurtamento dos
sarcômeros
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
JNM
Unidade motora;
Axônio motor amielinizado na região
próxima à fibra muscular;
Botões sinápticos, que contêm os
componentes relacionados com a
liberação do neuromediador;
Fenda sináptica – acetilcolinesterase
Região da placa motora que apresenta
invaginações profundas da membrana -
dobras juncionais.
AIRES, Margarida de Melo. Fisiologia, 2012.
JNM
- Os receptores de acetilcolina do tipo nicotínico (AChR) são macromoléculas
constituídas de cinco proteínas organizadas ao redor de um canal iônico que
atravessa a membrana celular e que contém os locais de ligação da ACh, ou seja, o
próprio receptor é o canal iônico.
- Receptores N1 (NM; JNM) e N2 (NN; gânglios autônomos e SNC).
- Quando duas moléculas de ACh se ligam às porções das subunidades a expostas na
superfície da membrana, o canal do receptor muda de conformação. Isso abre um
poro na parte do canal embutida na bicamada lipídica; então, tanto o K+ como o Na+
fluem através do canal aberto, a favor de seus gradientes eletroquímicos (havendo
influxo de Na+ e efluxo de K+).
PEPS - potencial de placa motora (amplitude 70mV) gera o Pot. Ação
AIRES, Margarida de Melo. Fisiologia, 2012.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Calcium sparks
[Link]
A membrana do túbulo T
contém um tipo de canal
de cálcio tipo-L sensível
à voltagem chamado de
receptor de di-
hidropiridina (DHP),
associado aos canais de
liberação de Ca2+ do
retículo sarcoplasmático
(receptores de
rianodina, ou RyR).
O RS bombeia o Ca2+ de
volta para o seu lúmen
usando uma Ca2+ ATPase
denominada SERCA.
SILVERTHORN, Dee Unglaub.
Fisiologia Humana, 2010.
Músculo esquelético
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Músculo esquelético
Principais etapas que levam à contração do músculo esquelético:
1. Eventos na junção neuromuscular convertem um sinal de acetilcolina de um
neurônio motor somático em um sinal elétrico na fibra muscular.
2. Acoplamento excitação-contração é o processo no qual os potenciais de ação no
músculo iniciam os sinais de cálcio que, por sua vez, ativam um ciclo de contração-
relaxamento.
3. No nível molecular, um ciclo de contração-relaxamento pode ser explicado pela
teoria do deslizamento dos filamentos.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Transmissão sináptica na JNM
As pontes cruzadas da miosina movem os filamentos de actina
• A tropomiosina bloqueia os sítios de ligação da miosina na actina. O
posicionamento “ligado-desligado” da tropomiosina é regulado pela troponina. O
complexo troponina C-cálcio puxa a tropomiosina, afastando-a completamente
dos sítios de ligação da miosina na actina - formando pontes transversas.
• A miosina é uma ATPase (miosina ATPase), de modo que ela hidrolisa ATP
formando ADP e fosfato inorgânico (Pi).
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
As pontes cruzadas da miosina movem os filamentos de actina
• As pontes cruzadas de miosina giram e empurram os filamentos de actina em
direção ao centro do sarcômero. No final do seu movimento de força, cada
cabeça de miosina solta a actina, inclina-se para trás e se liga a uma nova
molécula de actina, ficando pronta para iniciar um novo ciclo.
• Relaxamento muscular - atividade intensa da SERCA na parede do retículo
sarcoplasmático. Rigor mortis - Contratura pós morte.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Transmissão sináptica na JNM
• O potencial de ação que atinge o terminal axônico motor promove a abertura dos
canais de Ca2+ dependentes de voltagem, presentes nos botões sinápticos
• O influxo de Ca2+ leva à liberação de ACh na fenda sináptica
• As moléculas de ACh que alcançam a membrana póssináptica se ligam aos
receptores nicotínicos. A mudança conformacional da macromolécula receptora
resulta na abertura do canal formado em sua região central, permitindo o influxo
de Na+ e o efluxo de K+, levando a uma despolarização da membrana da placa
motora (potencial da placa motora).
• O potencial da placa motora ativa canais de Na+ dependentes de voltagem,
presentes nas dobras juncionais, gerando mais entrada de íons Na+; isso causa
uma despolarização ainda maior que, quando atinge o limiar da célula muscular,
gera um potencial de ação que se propaga ao longo da fibra muscular.
• Túbulos T - contêm canais de Ca2+ dependentes de voltagem do tipo L que se
abrem e permitem o influxo de íons Ca2+. Proximidade com canais de Ca2+ do RS
(RyR), que liberam no citosol mais Ca2+ do retículo sarcoplasmático.
• Ca2+ citosólico se liga à subunidade TnC da molécula de troponina - ancoramento
com a região da cabeça da molécula de miosina (pontes transversas entre os
filamentos) – deslizamento dos filamentos finos e grossos.
FASES DO CICLO ATIVAÇÃO-CONTRAÇÃO- RELAXAMENTO MUSCULAR NA DINÂMICA
CONTRÁTIL DO MÚSCULO
FASES DO CICLO ATIVAÇÃO-CONTRAÇÃO- RELAXAMENTO MUSCULAR NA DINÂMICA
CONTRÁTIL DO MÚSCULO
[Link]
Potencial de ação do músculo esquelético
Fases: Despolarização, Repolarização e
Repouso.
Duração entre 1 e 5 ms.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Um neurônio motor somático e as fibras musculares por ele inervadas formam
uma unidade motora
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
- Uma célula muscular individualizada não é capaz de graduar de maneira significante
sua contração (natureza tudo-ou-nada do potencial de ação). As variações na força de
contração de um músculo são variações do número de fibras musculares que se
contraem em determinado momento.
- Tamanho da unidade motora determina a delicadeza e a precisão de movimentos.
Regulação da atividade muscular
• A força que uma fibra muscular pode gerar é diretamente proporcional ao
número de pontes cruzadas formadas entre os filamentos finos e grossos.
• Excesso ou pouca sobreposição dos filamentos finos e filamentos grossos resulta
em diminuição da tensão/ força.
• Comprimento ideal do sarcômero gera força máxima.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Regulação da atividade muscular
• O Motoneurônio regula a frequência e a intensidade de contração das fibras
musculares.
• Recrutamento - O crescimento do número de unidades motoras recrutadas é
proporcional ao do número de motoneurônios que estão ativados.
• Fibra muscular – natureza do “tudo ou nada” do PA.
• As variações na força de contração de um músculo podem ser variações do
número de fibras musculares que se contraem em determinado momento.
• A força ou intensidade de contração pode ser proporcional ao número de
fibras musculares inervadas por uma fibra nervosa; ou seja, pode depender
do tamanho da unidade motora estimulada e/ou do número de unidades
motoras estimuladas em determinado momento.
• O tamanho da unidade motora, que reflete o nível de divergência da fibra
nervosa sobre o músculo, também se relaciona com a delicadeza e a precisão
de movimentos.
Regulação da atividade muscular
A força da contração aumenta com a somação dos abalos musculares
Contração Relaxamento
Pode-se aumentar a força gerada pela contração de uma única fibra muscular aumentando a taxa (frequência) na qual os
potenciais de ação musculares estimulam as fibras musculares.
Contração máxima (tétano)
• O tétano é uma doença infecciosa,
não contagiosa, causada pelo bacilo
denominado Clostridium tetani, que
produz a toxina capaz de atingir o
SNC após entrar na corrente
sanguínea.
• SINAIS E SINTOMAS
Trismo (mastigação), disfagia,
Hipertonia dos músculos faciais (riso
sardônico), dificuldade de deambular,
comprometimento da musculatura
cervical, contratura dos músculos
abdominais levando a dificuldades
respiratórias, opistótono, alteração da
consciência.
Tipos de fibras musculares
As fibras musculares esqueléticas são classificadas pela velocidade da contração e
pela resistência à fadiga:
• Tipo 1 - especializadas para movimentos lentos, tônicos e aeróbicos, com
metabolismo predominantemente oxidativo. Vermelhas, irrigação abundante,
muitas mitocôndrias.
Trabalho muscular sustentado.
Altos níveis de enzimas para o
metabolismo aeróbico; São
resistentes à fadiga;
Predominam em atividades
aeróbicas de longa duração
como ciclismo, corrida.
Tipos de fibras musculares
• Tipo 2 - contrações rápidas. Incluem dois subtipos de fibras musculares, as
fibras 2a e 2b, sendo estas últimas conhecidas como fibras brancas, que contêm
poucas mitocôndrias e uma irrigação limitada.
2b - propiciam condições de alta
velocidade, ainda que por tempos
reduzidos.
As fibras do subtipo 2a, por outro lado,
têm características intermediárias entre os
tipos 1 e 2b, representando fibras mistas,
com propriedades metabólicas que
garantem velocidade e resistência à fadiga.
Tipos de fibras musculares
Fibras musculares glicolíticas de contração rápida e oxidativas de contração
lenta
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana,
2010.
Tipos de fibras musculares
Análise da composição das fibras do
músculo quadríceps em atletas de
alto nível de desempenho.
Análise dos tipos de fibras
(quadríceps) em nadador de elite
especializado em natação de curta
distância 50m, "explosão" (A), há
predominância de fibras do tipo II,
claras (C). Em ciclista de elite
especializado em provas de longa
distância (B), predominam fibras do
tipo I, escuras (D).
AIRES, Margarida de Melo. Fisiologia, 2012.
“Plasticidade” muscular
A hipertrofia muscular se caracteriza pelo aumento dos filamentos de actina e
miosina em cada fibra muscular, com crescimento do número de miofibrilas,
produzindo, assim, uma elevação do tamanho das células musculares.
Microlesões - sinalização ; células-satélite; fusão com as células musculares.
Indivíduos submetidos a treinamento de força - promove elevação transitória dos
níveis séricos de testosterona; estímulo de células-satélite.
“Plasticidade” muscular
A atrofia muscular surge por desnervação ou por uso diminuído da massa
muscular, o que impõe reduzida produção de proteínas contráteis. Perda da
massa muscular, do volume da fibra muscular.
Quando esse músculo é imobilizado por curto período de tempo, a expressão de certas enzimas (atrogenes)
chave desse sistema é aumentada, induzindo proteólise e, portanto, perda de sarcômeros. Em roedores, que
apresentam alta taxa metabólica, em apenas 12 h após imobilização de uma pata, a expressão dos atrogenes
aumenta de 5 a 10 vezes o normal.
Miastenia gravis
• myo-, músculo; asthenes, fraco; gravis, grave
• Doença autoimune em que anticorpos são produzidos contra os AChR presentes
no músculo.
• A característica principal desta doença é a fraqueza muscular que quase
sempre afeta os músculos cranianos (pálpebras, músculos do olho e
orofaríngeos) e que pode ser revertida, em alguns casos, com o uso de
fármacos inibidores da acetilcolinesterase, como a neostigmina.
Miastenia gravis
Toxina botulínica
Toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinus.
OBS: Botox® é a marca referência da toxina botulínica tipo A (TBA).
As injeções da TBA são agora usadas amplamente para redução cosmética das rugas.
A toxina botulínica injetada sob a pele paralisa temporariamente os músculos faciais
que puxam a pele e formam as rugas.
Toxina botulínica tipo A
[Link]
Toxina botulínica
A toxina botulínica atua diminuindo a liberação de acetilcolina pelo neurônio
motor e como resultado ocorre paralisia muscular.
Toxina botulínica
Indicações para aplicação da toxina botulínica:
Tratamento de estrabismo: relaxamento dos músculos oculares
Toxina botulínica
- Aplicação clínica em Distúrbios de movimento, especificamente nos casos de
espasticidade (exemplo: paralisia cerebral e AVE)
Toxina botulínica
Efeito: Paralisia muscular
Tratamento estético
Fadiga muscular
• O termo fisiológico fadiga descreve
uma condição reversível na qual um
músculo não é mais capaz de gerar
ou manter a potência esperada.
• A fadiga é muito variável. É
influenciada pela intensidade e pela
duração da atividade contrátil, pelo
fato de a fibra muscular estar
usando o metabolismo aeróbio ou
anaeróbio, pela composição do
músculo e pelo nível de
condicionamento do indivíduo.
• O estudo da fadiga é muito
complexo, e a pesquisa nesta área é
complicada pela heterogeneidade
dos experimentos.
Fadiga muscular
• A fadiga central inclui sensações
subjetivas de cansaço e um desejo
de cessar a atividade. Vários
estudos têm mostrado que esta
fadiga psicológica precede a fadiga
fisiológica nos músculos e,
portanto, pode ser um mecanismo
de proteção.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
PARA FIXAR!
Explique o processo de excitação-contração do músculo esquelético.
Inicie com o potencial de ação gerado em um neurônio motor
inferior (Fibra nervosa A alfa mielinizada).
Músculo liso
É encontrado principalmente nas
paredes dos tubos e dos órgãos ocos
(com cavidade), nos quais a sua
contração altera a forma do órgão.
Estrutura microscópica do músculo liso
Corte logitudinal - aparência homogênea
do seu citoplasma quando visto ao
microscópio
Túnica muscular da parede do tubo digestório. Uma célula muscular lisa (fibra lisa) mostra seu corpo
fusiforme delimitado (linha tracejada) em secção longitudinal. Núcleos (seta vazada), e o espaço
intercelular (seta fina) estão indicados. (HE, rato)
Estrutura microscópica do músculo liso
Artery tissue layers, fluorescence deconvolution micrograph. Fluorescent dyes have been used to
highlight tissues and cellular structures: smooth muscle (green), cell nuclei (blue), intima (pink).
Duração da contração muscular nos três tipos de músculos
• Ex: esfíncteres do esôfago e da bexiga urinária são exemplos de músculos
tonicamente contraídos que fecham a abertura de um órgão oco.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
Características do músculo liso
1. O músculo liso tem mais variações: vascular (paredes dos vasos sanguíneos),
gastrintestinal (paredes do trato digestório e seus órgãos associados, como a
vesícula biliar), urinário (paredes da bexiga urinária e dos ureteres),
respiratório (vias aéreas), genital (útero nas mulheres e outras estruturas
reprodutivas nos homens e nas mulheres) e oculares.
2. As fibras contráteis do músculo liso organizam- se em feixes oblíquos, ao
invés de sarcômeros paralelos. Consequentemente, uma contração puxa a
membrana da célula em muitas direções simultaneamente. Além disso, dentro
de um órgão as camadas de músculo liso podem dispor-se em várias direções.
Ex: intestino.
3. A contração do músculo liso é controlada por hormônios e substâncias
parácrinas, além dos neurotransmissores.
4. As fibras musculares lisas são muito menores do que as fibras musculares
esqueléticas. Ausência de placa motora - O Neurotransmissor se difunde ao
longo da superfície da célula até encontrar um receptor.
A actina e a miosina estão organizadas em feixes longos que se estendem
diagonalmente por toda a periferia da célula, formando uma treliça ao redor do
núcleo central
Características do músculo liso
A maior parte da musculatura lisa é do tipo músculo liso de unidade única
(músculo liso unitário ou visceral).
O músculo liso multiunitário é formado por células que não se conectam
eletricamente.
SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana, 2010.
• O músculo liso tem filamentos de actina e de miosina mais longos do que os
do músculo esquelético e apresenta uma isoforma de miosina diferente.
• A atividade ATPase da miosina do músculo liso é mais lenta, diminuindo a
taxa de ciclagem das pontes cruzadas e tornando a fase de contração mais
longa.
• O principal canal de liberação de Ca2+ do retículo sarcoplasmático do
músculo liso é um canal acoplado ao receptor de trifosfato de inositol (IP3).
• A função de armazenamento de cálcio do retículo sarcoplasmático pode ser
suplementada pelas cavéolas, pequenas vesículas agrupadas perto da
membrana celular.
Contração
do músculo
liso
Cinase da cadeia leve
da miosina - enzimas
que transferem
grupos fosfatos para
a miosina
Relaxamento
do músculo
liso
Controle da
contração do
músculo liso
A atividade do músculo liso é regulada por sinais
químicos
A entrada de Ca2+ a partir do LEC é influenciada por neurotransmissores,
hormônios ou substâncias parácrinas. Esses sinais químicos podem ser excitatórios
ou inibitórios
Neurotransmissores autonômicos
Inervação simpática e/ou parassimpática da musculatura lisa.
Exemplo - vasos sanguíneos
Hormônios e substâncias parácrinas
A musculatura lisa dos sistemas circulatório, digestório, urinário, respiratório e
genital responde tanto a substâncias químicas provenientes do sangue quanto às
liberadas localmente.
Exemplo - asma (Histamina induz broncoconstrição (H1, Gq), vasodilatação (H2,
Gs) e adrenalina broncodilatação).
Exemplo – óxido nítrico (gás sintetizado pelas células endoteliais, que relaxa a
musculatura lisa adjacente, regulando o diâmetro do vaso sanguineo)
A resposta depende
do receptor-alvo.
A adrenalina
provocará
vasoconstrição ou
vasodilatação
dependendo do
receptor encontrado
no vaso sanguíneo.
Silverthorn DU, Fisiologia Humana, 2010.