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Regime Juridico Primicesa

Trabalho de regime jurídico

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Juliao Lafissone
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UNIVERSIDADE ABERTA ISCED


Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Licenciatura em Administração Pública

Trabalho na Função Pública em Moçambique

Primicesa Américo Come

Maxixe, Setembro 2024


i

UNIVERSIDADE ABERTA ISCED


Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Licenciatura em Administração Pública

Trabalho na Função Pública em Moçambique

Trabalho de campo da disciplina de


Regime Jurídico do Trabalho na Função
Pública a ser entregue ao Curso de
Licenciatura em Administração Pública
da UnISCED para efeitos de avaliação.

Primicesa Américo Come

Maxixe, Setembro 2024


iii

Índice
1.0. Introdução ................................................................................................................................. 3

1.1. Objectivos ................................................................................................................................. 3

1.1.1. Geral ....................................................................................................................................... 3

1.1.2. Específicos ............................................................................................................................. 3

1.2. Metodologias ............................................................................................................................. 4

2.0. Revisão literária ........................................................................................................................ 5

2.1. Função pública .......................................................................................................................... 5

2.1.1. Modelos de função pública .................................................................................................... 6

2.2. História da administração pública em Moçambique ................................................................. 6

2.3. Problemas e desafios na administração pública em Moçambique ............................................ 9

2.3.1. Desafios .................................................................................................................................. 9

Conclusão ...................................................................................................................................... 11

Bibliografia ................................................................................................................................... 12
3

1.0. Introdução

As pessoas representam o único componente intelectual activo, pois possuem um carácter


extremamente dinâmico e um vasto potencial de crescimento. Elas têm uma grande habilidade
para aprender novas habilidades, assimilar informações, adquirir conhecimentos, mudar atitudes
e comportamentos e elaborar conceitos e ideias abstractas.
Nesse cenário, o trabalho de campo na disciplina de Legislação do Trabalho na Função Pública,
ministrada nesta instituição de ensino superior, visa aprimorar as competências e o espírito
investigativo dos estudantes em relação ao tema do trabalho no sector público em Moçambique.
Considerando os aspectos importantes dos cidadãos moçambicanos enquanto usuários de
serviços públicos, é imprescindível olhar para o futuro e reflectir sobre os problemas que afligem
o país. A partir disso, deve-se buscar a criação de projectos que ajudem a superar esses desafios
e, assim, impulsionar o desenvolvimento.
Para alcançar o bem-estar da sociedade moçambicana, é fundamental desenvolver actividades
administrativas, mesmo com as lacunas existentes. Assim sendo, é necessário realizar acções que
visem responder aos desafios impostos pela evolução social.
Com o intuito de facilitar a compreensão deste trabalho de campo, os autores abordaram as
questões de forma clara e objectiva, além de apresentarem uma estrutura organizada para não
confundir as opiniões dos consumidores analisados.

1.1. Objectivos
[Link]

 Analisar o trabalho na função pública em Moçambique.

[Link]íficos

 Contextualizar a função pública em Moçambique;


 Apresentar a história da administração pública em Moçambique;
4

 Reflectir sobre os desafios na administração pública em Moçambique.

1.2. Metodologias

Conforme a perspectiva de Gil (2002), a metodologia se refere à lógica que orienta a elaboração e o
desenvolvimento dos métodos científicos. A ênfase não está em seguir os procedimentos de forma
estrita, mas sim em entender que essa metodologia esclarece tanto os resultados da pesquisa quanto
o próprio processo investigativo.

Para conduzir este estudo de campo sobre o tema “Regulamentação jurídica do trabalho na função
pública”, foi adoptado um método de revisão da literatura, que consiste em um levantamento
sistemático fundamentado em diversas obras de diferentes autores relacionadas à função pública.
Depois da colecta das informações, os dados foram analisados, resumidos e transcritos.
5

2.0. Revisão literária

2.1. Função pública

O termo "função pública" veio do estudo dos recursos humanos ao serviço da administração
pública e refere-se a uma organização constituída por um conjunto de indivíduos que
desempenham funções próprias e permanentes como ocupantes profissionais de forma
subordinada e hierarquizada nos vários serviços e instituições públicas que compõem a
administração pública.
Examinaremos a ideia de Longo (2007) para melhorar nossa compreensão da função pública.
Longo afirma que a função pública faz parte da natureza institucional do sistema político e
administrativo (p. (62).
O sector público em Moçambique é composto por uma variedade de organizações e instituições
financiadas pelo Estado e com o objectivo final de fornecer bens e serviços públicos (CIRESP,
2001, p.8).
O serviço público é uma actividade propriamente dita, ou seja, suas funções são equivalentes às
suas atribuições e correspondem a um conjunto de tarefas que constituem o objectivo dos serviços
prestados pelo serviço público.
O sector público, por sua vez, compreende o governo central, os ministérios, as autarquias locais,
as direcções regionais, as administrações regionais, os directores regionais, os postos
administrativos, as autarquias locais, as empresas públicas, as autoridades públicas e outros
organismos do Estado, todos trabalhando em benefício da sociedade moçambicana.
Neste caso, é a prestação do serviço público propriamente dita, realizada por agentes ao serviço da
administração pública, que determina o conceito de função pública em sentido material, sendo que
os agentes administrativos e funcionários públicos são regulados pelo regime do EGFAE, que é de
direito público, e cujo exercício de funções se encontra nesta área de carácter profissional.
6

2.1.1. Modelos de função pública

De acordo com Longo (2007), existem dois modelos de função pública na cultura administrativa
predominante. O modelo de estado de direito supervisiona a promulgação e aplicação da lei, tendo
em conta valores essenciais como segurança jurídica, justiça e igualdade dos cidadãos perante a
lei. Nesse modelo, os conflitos entre grupos sociais são tolerados e o estado desempenha um papel
de árbitro.

2.2. História da administração pública em Moçambique

A definição dos conceitos de administração a priori (administrador) e administração adquirida


(administração pública) é o ponto de partida para a história da administração pública em
Moçambique. Clézio (2014) define administração pública como a gestão de interesses de acordo
com a lei, a moral e os fins em relação a bens confiados à guarda e conservação de outras pessoas.
Assim, de acordo com essa definição, a administração pública é quando os interesses são geridos
por pessoas, enquanto a administração privada é quando esses interesses são geridos por
indivíduos.
O CIRESP (2001) afirma que o termo "administração pública" pode ser usado para descrever o
mesmo que o "sector público". Nas organizações moçambicanas, a administração pública é
definida como um conjunto de instituições e organizações que recebem financiamento do Estado
direta ou indirectamente com o objetivo final de fornecer bens e serviços públicos.

Para examinar os problemas e obstáculos da administração pública em Moçambique, é fundamental


examinar os sistemas administrativos de cada período.
As instituições portuguesas tiveram um impacto significativo na administração pública
moçambicana, de acordo com Masi (2012). (127) O objetivo de uma história administrativa é
entender como a administração pública do Moçambique foi influenciada pelo sistema
administrativo português e como ele foi tratado ao longo da história. Portanto, a história da
administração pública de Moçambique pode ser dividida em três fases.
7

i. Pré-fase

Esta fase da administração é compreendida dentro do contexto do domínio colonial português em


Moçambique de 1930 a 1974; como Pinto (2015) observa, no golpe militar de 28 de Maio de
1926, que permitiu a ascensão de António de Oliveira Salazar, foi instaurado o Estado Novo em
Portugal, alterando as relações com as colónias. Mas todas as colónias foram submetidas às
demandas da urbanização.
Em 1951, Moçambique deixou de ser uma colónia e tornou-se uma província ultramarina, com
seu governo subordinado a um órgão central em Portugal. É importante destacar que, neste
contexto, Portugal era um Estado totalitário e a administração pública estava alinhada com as
acções do Estado.
O sistema priorizou os interesses da Portugal sobre os dos moçambicanos, o que levou os
moçambicanos a travar uma batalha de resistência, formar a FRELIMO e trabalhar para a
libertação.

ii. Primeira fase

Durante esse período, a administração começou a declarar a independência e a Constituição da


República Popular de Moçambique foi promulgada. Além disso, um corpo mais qualificado de
funcionários públicos, a maioria dos quais eram de origem portuguesa, chegou. Como resultado,
enquanto a maioria das pessoas no Moçambique não sabia ler e escrever, o estado enfrentou o
desafio de manter a normalidade.
Andifoy (2014) afirma que a Constituição do novo estado escolheu um modelo administrativo
socialista com apoio de um partido político e centralização e concentração de poder. Entre 1975 e
1983, começou a era socialista do governo.

Fewell (2015) afirma que a administração pública surge como resultado das contradições que
dilaceram a sociedade, e seu objectivo é conter as forças adversas que têm o potencial de destruir
a sociedade. Além disso, a máquina de gestão é principalmente um meio de manter a hegemonia
de uma classe sobre outra. Portanto, quando a revolução estabelece o sistema socialista, o
proletariado toma o poder e escolhe manter a maior parte da máquina administrativa que foi
construída na era capitalista para o benefício da classe burguesa e tornou-a um instrumento de
ditadura.
8

iii. Segunda fase

Esta fase é considerada a partir de 1983 até 1990. De acordo com Maciej (2012), este foi o ano do
quarto congresso da Frelimo. Durante o congresso, eles reconheceram que o poder havia se
tornado totalmente centralizado, com uma quantidade excessiva de poder no nível central e uma
falta de força no nível local, distrital e urbano. Foi feito um grande número de reformas políticas,
económicas e sociais (135).
Além disso, essas reformas incluíram mudanças constitucionais com o objectivo de diminuir a
autoridade excessiva do presidente da República, liberalizar a economia e torná-la mais orientada
para o mercado, e privatizar as actividades administrativas por meio da aprovação de
regulamentos que regulam a venda de empresas, instituições e participações.
É importante destacar que a nação continua em estado de guerra civil, o que tem um impacto
significativo, o que afecta gravemente a organização e o funcionamento da administração pública.

iv. Terceira fase


De acordo com Fuel (2015), o parlamento uni-partidário aprovou a nova Constituição Republicana
em 1990, promovendo o multipartidarismo e a economia de mercado com o objectivo de proteger
os princípios do Estado liberal, o que teoricamente significava uma ruptura com o Estado
socialista. (90.) A nova constituição que entrou em vigor no Moçambique fez com que a
administração e a gestão fossem reformadas, tornando este um marco importante no processo de
desenvolvimento da administração pública do país.
Os direitos fundamentais são alargados, os partidos políticos e os estados são vistos como entidades
separadas, o sistema político e o sistema de governação são clarificados, e a administração é
claramente sujeita ao controle externo de um tribunal especializado.

2.3. Problemas e desafios na administração pública em Moçambique

O objectivo final da escrita da história administrativa de Moçambique é levar em consideração os


problemas e desafios enfrentados pela própria administração do país. Isso é considerado viável por
meio de uma compreensão da história do país, desde o período colonial até o presente.
A maioria dos estudiosos concorda que, para analisar os problemas do desenvolvimento nacional,
especialmente nos países do terceiro mundo, deve-se começar analisando o papel das instituições
públicas; no entanto, Fuel (2015) destaca que essa abordagem é inconsistente com a noção (p. 12:
Portanto, a capacidade dos recursos naturais de produzir processos de desenvolvimento depende do
bom funcionamento das instituições públicas. De fato, uma das percepções mais significativas em
África, e especialmente em Moçambique, é a do Estado
9
2.3.1. Desafios

A constituição aprovada optou por um modelo de Estado democrático de direito e enunciou


princípios multipartidários, o que implica reformas não só do Estado mas também, e
principalmente, do partido no poder.

Segundo Cistac e Chiziane (2008), a descentralização significa que os governos locais são
livremente eleitos pelos respectivos habitantes, a lei considera os governos locais como entidades
independentes no âmbito das suas pertenças e poderes, a orientação administrativa é dada de
forma atenuada e apenas a legalidade é controlada (p .140). No entanto, Kregio (2014) defende
que a descentralização administrativa no sector público assenta no poder de transferir
competências administrativas para outrem. No entanto, isto pressupõe a existência de uma pessoa,
para além do Estado, a quem são atribuídos poderes administrativos e que exerce actividades
públicas que podem ser concessões, permissões ou autorizações (p. 44).

A vontade de trabalhar deve, portanto, ser vista como a força motriz para servir bem os cidadãos.
Uma vez que a vontade significa a capacidade de uma pessoa se tornar esse estatuto em relação ao
seu estatuto aparente, os administradores e agentes devem ter vontade de trabalhar. O trabalho deve
ser acompanhado de motivação, de emoções, de ideias a desenvolver, de um bom ambiente de
trabalho, de uma remuneração justa, de reconhecimento, de prestígio e de um modo de trabalhar.
10
11

Conclusão

A Universidade Aberta de Lisboa realizou um trabalho de campo sobre a disciplina "Regimes


Jurídicos de Trabalho na Função Pública" com o objectivo de capacitar os alunos a investigar e
analisar criticamente fenómenos. O trabalho de campo concluiu que a história da administração
pública foi fundada na história da administração pública, numa perspectiva analítica das suas
formas organizativas e funções.
Assim, a função pública é vista como uma actividade em si mesma; as funções e deveres são
sinónimos e correspondem a um conjunto de tarefas que constituem o objectivo dos serviços que a
função pública fornece.
Para fornecer melhores serviços aos cidadãos, a administração pública moçambicana está
enfrentando vários problemas e desafios neste caso. Isso se deve ao fato de que o Estado e suas
instituições continuam a ser construídos, crescendo em oposição à satisfação das necessidades dos
cidadãos.
12

Bibliografia

Andifoi, I. (2014). Um olhar sobre a administração pública em Moçambique. Maputo, Alcance

Ciresp (2001). Estratégia global da reforma do sector público 2001-2011. República de


Moçambique. Criada pelo decreto presidencial no 5/2001

Cistac, G. e Chiziane, E. (2008). 10 Anos de descentralização em Moçambique: os caminhos


sinuosos de um processo emergente. Maputo, NEAD

Clezio, S. S. (2014). Introdução à Gestão Pública. 2ª ed,. São Paulo, Editora: Saraiva

Fuel, T. H. (2015). Metamorfoses ideológicas na administração pública moçambicana 1930-


2004. Maputo, CIEDIMA

Gil, A.C. (2002). Como se elabora um projecto de pesquisa. São Paulo: Atlas

Longo, F. (2007). Mérito e Flexibilidade: A Gestão de Pessoas no Sector Público.

Macie, A. (2012). Noções de Direito administrativo. Maputo, editora, v.1

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