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Contabilidade e Análise Financeira
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Contabilidade e Análise Financeira

RESUMOS
A Contabilidade é o principal meio de organizar e resumir informação sobre as atividades económicas.
Esta informação é útil para qualquer pessoa que tenha de fazer juízos e tomar decisões que tenham
consequências económicas. Tais decisores incluem gestores, proprietários, investidores e políticos,
fornecedores de bens e serviços, as autoridades fiscais e os credores de dinheiro.

A Contabilidade é muito mais do que um conjunto de técnicas, conceitos e procedimentos: Não é mera
prática técnica; está além de uma busca puramente instrumental ou técnica. A contabilidade é prática
social; ela fundamenta e possibilita a ação organizacional e a atividade humana, orientando e
influenciando os nossos comportamentos e cultura organizacional, ordenando assim as nossas vidas, por
exemplo, através de KPI’s. A contabilidade é uma prática moral; uma prática cujas ações e inações
influenciam os outros, agora e no futuro, e ajudam a moldar a ordem moral das organizações e da
sociedade.
A Contabilidade tem por objetivo quantificar as operações realizadas pelas unidades económicas,
estabelecendo princípios e critérios fundamentais para a classificação dos diversos acontecimentos
relativos a essas entidades, técnica que visa analisar, descrever e registar os factos patrimoniais ocorridos
numa determinada entidade, fornecendo, simultaneamente, dados para a tomada de decisão.

Património
Conjunto de valores utilizados pela unidade económica no exercício da sua atividade tanto as dívidas a
receber como as dívidas a pagar são consideradas valores integrantes do património conjunto de valores
sujeitos a uma gestão e afetos a determinado fim conjunto de valores heterogéneos existe a necessidade
de transformar ou expressar esses elementos numa mesma unidade têm, pois, um carácter pecuniário
visto todos serem suscetíveis de representação monetária.

Ativo
Conjunto dos valores que se possui e se tem a receber.
Recurso controlado pela entidade como resultado de acontecimentos passados e do qual se espera que
fluam para a entidade benefícios económicos futuros.

Passivo
Conjunto de valores a pagar.
Obrigação presente de uma entidade proveniente de acontecimentos passados, da liquidação da qual se
espera que resulte um exfluxo de recursos da entidade incorporando benefícios económicos.

Capital Próprio
Interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzir todos os seus passivos.
Valor do Património = Ativo - Passivo
Valor do Património = Situação Líquida = Capital Próprio

Equação Fundamental da Contabilidade /Equação Fundamental do Balanço


Ativo = Passivo + Capital Próprio
Capital Próprio = Ativo - Passivo

Inventário
Lista dos elementos patrimoniais com a indicação do seu valor. Proceder a inventário consiste em analisar
os elementos de um dado património, descrevê-los e atribuir-lhes um valor.
Nas grandes empresas, devido à extensão dos seus elementos patrimoniais, os inventários gerais
correspondem à reunião de vários inventários parciais.

Balanço
O Balanço constitui o mapa da situação patrimonial da empresa num determinado momento.

Demonstrações Financeiras

As demonstrações financeiras fazem parte do processo do relato financeiro.


Um conjunto completo de demonstrações financeiras inclui normalmente um balanço uma demonstração
dos resultados uma demonstração das alterações na posição financeira e uma demonstração de fluxos de
caixa bem como as notas e outras demonstrações e material explicativo que constituam parte integrante
das demonstrações financeiras.

O objetivo das demonstrações financeiras é o de proporcionar informação acerca da posição financeira,


do desempenho e das alterações na posição financeira de uma entidade que seja útil a um vasto leque de
utentes na tomada de decisões económicas.
Os destinatários/utentes das demonstrações financeiras são essencialmente os investidores,
empregados, mutuantes, fornecedores e outros credores comerciais, clientes, Governo e seus
departamentos e o público.

A informação acerca da posição financeira é principalmente proporcionada num balanço. A informação


acerca do desempenho é principalmente dada numa demonstração dos resultados. As partes
componentes das demonstrações financeiras relacionam se entre si porque refletem diferentes aspetos
das mesmas transações ou outros acontecimentos.
As demonstrações financeiras também contêm notas e quadros suplementares e outras informações. Por
exemplo, podem conter informação adicional que seja relevante para as necessidades de informação dos
utentes relativamente a itens do balanço e da demonstração dos resultados.

As demonstrações financeiras retratam os efeitos financeiros das transações e de outros acontecimentos


ao agrupá-los em grandes classes, de acordo com as suas características económicas.
Estas classes são constituídas pelos elementos das demonstrações financeiras.

Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição financeira no balanço são os


ativos, os passivos e os capitais próprios.
Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do desempenho são os rendimentos e os
gastos.

Lucro
Frequentemente usado como uma medida de desempenho ou como a base para outras mensurações (ex.
retorno do investimento ou resultados por ação). Os elementos diretamente relacionados com a
mensuração do desempenho são os rendimentos e os gastos.
Rendimentos
São aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico, refletidos em influxos ou
aumentos de ativos ou diminuições de passivos, que resultem em aumentos do capital próprio e que não
sejam relacionados com as contribuições dos participantes no capital próprio.

Gastos
São diminuições nos benefícios económicos durante o período contabilístico, refletidos em exfluxos ou
deperecimento/depreciação de ativos ou incorrência de passivos, que resultem em diminuições do capital
próprio e que não sejam relacionados com distribuições aos participantes no capital próprio.

As definições apresentadas identificam as características essenciais dos rendimentos e dos gastos, mas
não especificam os critérios que necessitam ser satisfeitos para que estes elementos possam ser
reconhecidos na demonstração dos resultados. Do mesmo modo, as definições de ativo e de passivo
identificam as suas características essenciais, mas não especificam os critérios que necessitam ser
satisfeitos para que estes elementos possam ser reconhecidos no balanço.

Estrutura Conceptual

Estabelece conceitos que estão subjacentes à preparação e apresentação das demonstrações financeiras
para utentes externos, seja pelas entidades que preparam um conjunto completo de demonstrações
financeiras, seja pelas pequenas entidades.
O seu propósito é ajudar os preparadores das demonstrações financeiras na aplicação das Normas
Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) e no tratamento de tópicos ainda não abrangidos pelas
NCRF; ajudar os utentes na interpretação da informação contida nas demonstrações financeiras; entre
outros aspetos.

A EC não é uma NCRF e, por isso, não define normas para qualquer mensuração particular ou tema de
divulgação. Os requisitos das NCRF prevalecem em relação à EC.

A EC trata:
- do objetivo das demonstrações financeiras;
- das características qualitativas que determinam a utilidade da informação contida nas demonstrações
financeiras;
- da definição, mensuração e reconhecimento dos elementos a partir dos quais se constroem as
demonstrações financeiras;
- dos conceitos de capital e de manutenção de capital.

Pressupostos subjacentes
- Regime de acréscimo (periodização económica);
- Continuidade.

Características qualitativas das demonstrações financeiras.


- Compreensibilidade;
- Relevância;
- Fiabilidade
- Comparabilidade. Constrangimentos à informação relevante e fiável. Imagem verdadeira e apropriada.

Reconhecimento dos elementos das demonstrações financeiras


É o processo de incorporar no balanço e na demonstração dos resultados um item que satisfaça a
definição de um elemento e os critérios de reconhecimento relativos à probabilidade associada a futuros
benefícios económicos (influxos/exfluxos) e à fiabilidade no âmbito da mensuração.
“Um item que satisfaça a definição de uma classe deve ser reconhecido se:
a) for provável que qualquer benefício económico futuro associado com o item flua para ou da empresa;
b) o item tiver um custo ou um valor que possa ser mensurado com fiabilidade”.
Mensuração dos elementos das demonstrações financeiras
É o processo de determinar as quantias monetárias pelas quais os elementos das demonstrações
financeiras devam ser reconhecidos e inscritos no balanço e na demonstração dos resultados. Bases de
mensuração [e.g. custo histórico; valor realizável (de liquidação) e justo valor]. Utilizam-se diferentes
bases de mensuração (em diferentes graus e combinações).
A base de mensuração que é geralmente adotada pelas entidades ao preparar as suas demonstrações
financeiras é o custo histórico. O custo histórico é geralmente combinado com outras bases de
mensuração (e.g. inventários).

Quadro Síntese de Contas/Código de Contas (SNC)

• Classe 1 - Meios Financeiros Líquidos


• Classe 2 - Contas a Receber e a Pagar
• Classe 3 - Inventários (e Ativos biológicos)
• Classe 4 - Investimentos
• Classe 5 - Capital, Reservas e Resultados Transitados
• Classe 6 - Gastos
• Classe 7 - Rendimentos
• Classe 8 - Resultados

• Classe 1 - Meios Financeiros Líquidos


11 Caixa
12 Depósitos à Ordem
13 Outros Depósitos Bancários
14 Outros Instrumentos Financeiros

• Classe 2 - Contas a Receber e a Pagar


21 Clientes
22 Fornecedores
23 Pessoal
24 Estado E Outros Entes Públicos
25 Financiamentos Obtidos
26 Acionistas/Sócios
27 Outras Contas a Receber e a Pagar
28 Diferimentos
29 Provisões

• Classe 3 - Inventários (e Ativos biológicos)


31 Compras
32 Mercadorias
33 Matérias-Primas, Subsidiárias e de Consumo
34 Produtos Acabados e Intermédios
35 Subprodutos, Desperdícios, Resíduos e Refugos
36 Produtos e Trabalhos em Curso
37 Ativos Biológicos
38 Reclassificação e Regularização de Inventários e Ativos Biológicos
39 Adiantamentos Por Conta de Compras

• Classe 4 - Investimentos
41 Investimentos Financeiros
42 Propriedades de Investimento
43 Ativos Fixos Tangíveis
44 Ativos Intangíveis
45 Investimentos em Curso
46 Ativos Não Correntes Detidos para Venda
• Classe 5 - Capital, Reservas e Resultados Transitados
51 Capital Subscrito
52 Ações/Quotas Próprias
53 Outros Instrumentos de Capital Próprio
54 Prémios de Emissão
55 Reservas
56 Resultados Transitados
57 Ajustamentos em Ativos Financeiros
58 Excedentes de Revalorização de AFT e AI
59 Outras Variações no Capital Próprio

• Classe 6 - Gastos
61 Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas
62 Fornecimentos e Serviços Externos
63 Gastos Com o Pessoal
64 Gastos de Depreciação e de Amortização
65 Perdas por Imparidade
66 Perdas por Redução de Justo Valor
67 Provisões do Período
68 Outros Gastos
69 Gastos de Financiamento

• Classe 7 - Rendimentos
71 Vendas
72 Prestações de Serviços
73 Variações nos Inventários da Produção
74 Trabalhos para a Própria Entidade
75 Subsídios à Exploração
76 Reversões
77 Ganhos por Aumentos de Justo Valor
78 Outros Rendimentos
79 Juros, Dividendos e Outros Rendimentos Similares

• Classe 8 - Resultados
81 Resultado Líquido do Período
(<;)

Método Digráfico ou das partidas dobradas

Segundo este método, cada débito registado numa conta origina um crédito registado noutra conta ou
noutras contas e vice-versa. Isto é, cada facto patrimonial determina um registo em duas ou mais contas
de modo a que o total dos valores registados a débito corresponda ao total dos valores registados a
crédito.

- Debitar uma conta consiste em inscrever uma certa quantia a débito.


- Creditar uma conta consiste em efetuar o registo de um valor a crédito

O Saldo resulta da diferença entre os valores registados a débito e os valores registados a crédito numa
conta.

Assim o Saldo de uma conta pode ser:

• Saldo Devedor, quando Débito > Crédito


• Saldo Credor, quando Crédito > Débito
• Saldo Nulo, quando Débito = Crédito
Regras do Registo Contabilístico

- As contas do Ativo debitam-se pela extensão/saldo inicial e pelos aumentos; creditam-se pelas
diminuições.

- As contas do Passivo creditam-se pela extensão/saldo inicial e pelos aumentos; debitam-se pelas
diminuições.

- As contas do Capital Próprio creditam-se pelo saldo inicial e pelos aumentos; debitam-se pelo saldo
inicial e pelas diminuições.

- As contas de Resultados debitam-se pelos gastos e perdas e creditam-se pelos rendimentos e ganhos.

Métodos do Registo Contabilístico


Documentos, Lançamentos e Escrituração Comercial

O suporte de todo o processo contabilístico são os documentos referentes às operações realizadas pelas
empresas/entidades. Estas operações decorrem, por exemplo, das transações realizadas durante a
atividade operacional (e.g. compra e venda de mercadoria, consumos diversos, processamento das
remunerações).
A escrituração comercial consiste nos atos de registo das operações no conjunto de livros que evidenciam
a evolução patrimonial de uma empresa.
Os livros de contabilidade (obrigatórios e facultativos) decorrem do disposto no artigo 31.º do Código
Comercial.

Os livros que a lei enumera como sendo indispensáveis a qualquer comerciante são designados livros
obrigatórios. Até 30 de Junho de 2006, eram constituídos pelo seguinte conjunto: livros de Inventário e
Balanços; Diário; Razão; Copiador; e, livros de Atas.
A partir dessa data, apenas o livro de Atas é obrigatório para as sociedades (redação atual do artigo 31.º
do Código Comercial).
Os livros facultativos são livros auxiliares do registo efetuado nos livros obrigatórios.

Lançamento ou assento consiste na notação de qualquer facto patrimonial nos livros onde se registam as
operações e é suportado pelos respetivos documentos que as comprovam (Factura, Factura-Recibo, Nota
de Débito, Nota de Crédito, Nota de Lançamento).

O lançamento compõe-se dos seguintes elementos:


a) Data;
b) Título ou cabeçalho, que decorre da indicação da(s) conta(s) a debitar e da(s) conta(s) a creditar;
c) Descrição ou histórico, que é a explicação sucinta do facto patrimonial em causa;
d) Montante ou valor, que é a expressão monetária das variações provocadas nas contas.

Em regra, no Diário encontram-se todos estes elementos.


O processo contabilístico conducente à elaboração das Demonstrações Financeiras
Os factos patrimoniais são registados, por ordem cronológica, no Diário; e posteriormente, por ordem de
contas, no Razão.
Neste último livro, as operações são ordenadas com base nos registos realizados, a débito e a crédito, em
cada uma das contas movimentadas.
Por fim, o Balancete resume os movimentos evidenciados no Razão.
Trata-se de um quadro/dispositivo que permite verificar a igualdade entre os registos efetuados a débito
e os registos efetuados a crédito para todas as contas e onde consta o total/soma dos registos realizados
a débito e a crédito, em cada conta movimentada, e respetivos saldos (devedores, credores ou nulos).

A lei fiscal estipula para certas entidades (sociedades comerciais, cooperativas, empresas públicas, entre
outras) a obrigatoriedade de dispor de contabilidade organizada, o que pressupõe que:

- Todos os lançamentos sejam realizados com base em documentos justificativos;


- As operações sejam registadas cronologicamente, devendo quaisquer erros ser objeto de regularização
contabilística logo que sejam descobertos.

Assim, o Diário e o Razão continuam a ser suportes de registo relevantes no âmbito da contabilidade
organizada. A informática e os softwares específicos para a contabilidade facilitam todo o processo
contabilístico, sendo os sistemas de processamento eletrónico de dados utilizados no registo dos factos
patrimoniais.

A partir do Balancete elaboram-se as Demonstrações Financeiras (Balanço, Demonstração dos Resultados,


Demonstração dos Fluxos de Caixa, notas e material explicativo/mapas e informação suplementar/anexo).

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