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Guia Prático para Elaborar um Plano de Negócios

Plano de negócio

Enviado por

Winaldo ribeiro
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Como Elaborar

um Plano de Negócios:
O SEU GUIA PARA UM
PROJECTO DE SUCESSO
Como elaborar um plano de

Como Elaborar um Plano de Negócios


Ao pensar em procurar um parceiro de Capital de Risco, um empreendedor necessita de estruturar a sua ideia,
de uma forma clara, atraente e rigorosa.

Para cada potencial empreendedor, a sua ideia parece-lhe - e bem! - a melhor e a mais prioritária de todas. No entan-
to, é importante começar por notar que para eventuais investidores e nomeadamente para as Sociedades de Capital
de Risco, ela aparecerá inicialmente como “apenas mais uma” entre centenas de ideias e sugestões que recebem.

É portanto essencial que a ideia e/ou projecto seja bem definida e bem apresentada, de forma a poder
ultrapassar todas as fases típicas de análise e apreciação e receber uma apreciação final baseada no seu real
potencial.

O processo e formato tradicional para garantir este fim passa pela elaboração do que normalmente se
designa por um
Plano de Negócios
.

Existem inúmeras fontes e análises sobre estudos de avaliação de empresas, planeamentos estratégicos, modeliza-
ção financeira, etc. Não pretendemos aqui descrever um manual teórico de elaboração de Planos de Negócios,
sumarizar todos eles nem defender uma aproximação específica sobre outras.

Pretendemos, com este documento, providenciar a informação relevante para que um empreendedor possa
estruturar um Plano de Negócios claro e eficaz, incorporando as tendências e técnicas mais usadas e mais
respeitadas nos processos de avaliação mas de uma forma simples e acessível a todos.

O processo é fácil, se bem organizado. Atreva-se!

O que é um Plano de Negócios?


UmPlano de Negócios
é um Plano base, essencial para a estruturação e defesa de uma nova ideia de negócios.

Deve ser um Plano que se foque nas linhas essenciais do projecto, que defina a alocação dos vários tipos de
recursos, que esteja concebido para concretizar a ideia que se pretende implementar e para solucionar os
problemas que inevitavelmente aparecerão.

Infelizmente, a maioria das pessoas pensa num Plano de Negócios unicamente quando inicia um negócio ou
quando se candidata a um financiamento. No entanto, eles também são vitais para gerir o negócio, quer este
necessite, ou não, de algum tipo de empréstimo ou financiamento. Os negócios necessitam de planos que
optimizem o seuescimento
cr e desenvolvimento, de acordo com as prioridades.

Um Plano de Negócios deverá incluir um sumário, um objectivo, a identificação dos factores-chave para o projecto
ser bem sucedido e análises de mercado e análises financeiras que sustentem devidamente a ideia que se pretende
desenvolver
.

Descreveremos, mais à frente, a estrutura recomendada, mas começamos por salientar algumas ideias funda-
mentais.

O que faz um Bom Plano?


É o tamanho do mesmo?
A informação que cobre?
A forma como está escrito ou a excelência da sua estratégia?

1 1
Não.

Um Plano de Negócios é uma parte de um processo mais vasto - a implementação da sua ideia! O ideal é ver um plano
como uma parte essencial de todo um processo de criação de valor, porque mesmo o melhor dos planos é desperdiçado
se ninguém o seguir e implementar.

Existem algumas qualidades num plano que fazem com que seja mais provável que este possa trazer resultados:

Simples
Objectivo
Plano Acções Resultados
Realista
Completo

Afinação

Um dos primeiros erros a evitar é fazer um Plano só para apresentação de uma proposta ou candidatura. O Plano deve
ser pensado, desde o início, como o documento que traduz a estratégia que queremos implementar e que será a base da
vida da Empresa nos primeiros tempos da sua existência.

Um Plano de Negócios será difícil de avaliar e/ou implementar a menos que seja Simples, Objectivo, Realista e Completo.
Mesmo que seja todas estas coisas, um bom plano precisará sempre de alguém que o supervisione e/ou implemente.

O plano depende dos empreendedores e das suas equipas, particularmente durante o processo de compromisso e
lançamento, e durante a implementação que se irá seguir.

O sucesso da implementação começará, assim, com um bom plano.

Existem elementos que tornam mais provável que o plano seja bem sucedido. Algumas pistas essenciais para a
construção de um bom plano incluem:

1. O plano é simples? É de fácil entendimento e execução? Transmite os seus conteúdos de forma fácil e prática?

2. O plano é objectivo? Os seus objectivos são concretos e mensuráveis? Inclui acções específicas e actividades,

cada uma delas com datas limite, pessoas responsáveis e orçamentos detalhados?

3. Inclui um modelo financeiro sólido e bem fundamentado?

4. O plano é realista? Inclui todos os elementos necessários?


Como elaborar um plano de
Ao longo desta apresentação, detalharemos estes pontos para que possa transformá-los no seu Plano de Negócios.

Como usar um Plano de Negócios


A maioria das pessoas pensa num plano de negócios como algo necessário para começar uma empresa, candidatar-se a
um empréstimo ou para encontrar investidores. É verdade que ele é vital para tudo isto, mas serve para muito mais.

Preparar um Plano de Negócios é uma forma lógica e organizada de olhar para todos os aspectos mais importantes de
uma ideia de negócio.

Tenha presente, desde o início, a aplicação que pretende dar ao Plano, como por exemplo:

1. Definir e fixar objectivos, e a forma como o conseguir;

2. Suporte à identificação e discussão de financiamentos;

3. Estabelecer o valor do negócio em caso de venda ou para efeitos legais;

4. Avaliar uma nova linha de produto, promoção ou crescimento.

Sem tempo para fazer um Plano? Um mal entendido comum e, normalmente, fatal.
“Não tenho tempo para fazer um plano”, “Não posso fazer planos, estou demasiado ocupado em conseguir ter as coisas
feitas”. Um plano de negócios feito agora pode poupar tempo e stress e muitos problemas mais tarde.

A maioria dos empreendedores só faz um Plano de Negócios quando é obrigado a fazê-lo. A menos que um banco ou um
potencial investidor queira olhar para um plano de negócios, o mais vulgar é que não exista qualquer plano escrito.

Esta aproximação é um erro. Quanto mais ocupado estiver ou espere vir a estar, maior necessidade terá de um plano. É a
melhor maneira de estruturar o seu projecto e poder controlar os seus desvios durante a execução.

Além disso, nunca poderá encontrar o apoio de Investidores e entidades externas se não tiver desenvolvido o Plano de
Negócios.

Invista o tempo necessário para o fazer e validar. Só depois deverá avançar para as componentes da implementação e/ou
apresentação.

Os principais tipos de Planos de Negócios


Os planos de negócios são também, por vezes, chamados de planos estratégicos, planos de investimento, planos de
expansão, planos operacionais, anuais, internos, de crescimento, planos de produto, planos de custo e muitos outros
nomes. Todos eles são planos de negócios.

Em cada uma das diferentes variedades de planos de negócios, o plano retrata a situação específica que pretende
traduzir e terá maior ênfase em algumas das suas componentes.

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Como elaborar um plano de
Por exemplo, se está a desenvolver um plano apenas para uso interno, que não seja para enviar a bancos ou a

investidores, poderá não precisar de nele incluir todos os pequenos detalhes que você mesmo já conhece. Os tipos mais

comuns de Planos de Negócios que encontrará são:

O plano de negócios mais corrente é um Plano Inicial (“Start-up Plan” ou “Early Stage Plan”), que irá definir as
linhas gerais de uma nova ideia de negócio. Ele contemplará tópicos tais como o tipo de empresa, o produto ou
serviço para o qual está vocacionado, o mercado, eventuais exportações, estratégia de implementação, a equipa
de gestão e a análise financeira. A análise financeira, no mínimo, incluirá uma projecção de vendas, uma
demonstração de resultados, o balanço, as projecções de cash-flow e, provavelmente, alguns outros quadros que
ilustraremos mais à frente. O plano começa com o sumário executivo e termina com os anexos apresentando os
vários tipos de informação que você considere necessária para sustentar adequadamente o seu projecto.

Dado que se trata de um Plano para suportar uma ideia ou negócio não existente, algumas componentes são
especialmente importantes:

A fundamentação da ideia/Projecto, face ao mercado subjacente, ou seja, porque acreditamos que a ideia terá
sucesso;

A fundamentação técnica da ideia, no caso de produtos, etc.;

A credibilidade e experiência da equipa ao nível técnico e de gestão.

Um Plano de Crescimento ou Plano de Expansão (ou ainda um plano de um novo produto “Later
Stage Plan”) focar-se-á numa área específica de negócio ou num negócio secundário. Estes planos podem ou não
ser planos internos, dependendo se são ou não dirigidos para a procura de novos financiamentos. Um plano
interno, usado para estabelecer as linhas de crescimento ou expansão com recurso à própria empresa, poderá não
conter os detalhes financeiros de toda a empresa, mas deverá conter, no mínimo, o conjunto de Demonstrações
Financeiras que se fariam para um Start-up Plan, orientados à nova ideia/produto. No entanto, um Plano de
Expansão que requeira novos investimentos deverá incluir uma descrição exaustiva da empresa e o background da
equipa de gestão, bem como um plano de apresentação do novo projecto/ideia para novos investidores, com as
respectivas Demonstrações Financeiras.

Neste caso, recomenda-se que o Plano seja estruturado de forma incremental, ou seja:

Explicando e analisando a nova ideia/produto como um negócio autónomo;

Assumindo todos os proveitos e custos específicos da nova área, sem deixar que a análise seja
“contaminada” pela realidade da empresa antes do lançamento do novo produto.

A fundamentação da experiência passada da Empresa e Equipa é crucial, para demonstração da experiência


concreta da Gestão da mesma e dos fundamentos operacionais de suporte ao novo projecto.

Um Plano de Reestruturação (ou “Turnaround-Plan”) é também um Plano de Negócio que inclui um sumário, o seu
propósito, as chaves para o seu sucesso e uma estrutura muito semelhante aos anteriores e que descreveremos
mais à frente, ou seja, deverá incluir todos os fundamentos de um Plano global. No entanto, um Plano de
Viabilização de uma Empresa - embora possa incluir o lançamento de novas ideias/produtos - deverá estar mais
focado em outras componentes desse mesmo exercício:

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Como elaborar um plano de
Os constrangimentos concretos da empresa na sua fase actual;

Uma visão clara das razões que originam os problemas existentes - internas ou externas;

Um Plano de Implementação bastante mais detalhado e concreto, dado que se destina a transformar
activamente uma realidade existente e que se assume bem conhecida;

As competências e experiência da equipa de gestão envolvida no mercado em causa e em processos de


viabilização anteriores;

Uma ideia clara quanto à forma de reformular o Plano de Financiamento da Empresa.

Além destes 3 tipos base de Planos de Negócios existirão variações ou sub-conjuntos dos mesmos, que assumirão um
papel importante em diferentes fases de vida ou em diferentes níveis da Empresa e que descrevemos brevemente:

Um Plano Estratégico é também, normalmente, um plano interno, sendo no entanto, mais focado nas decisões de
alto nível e estabelecendo as principais prioridades, mais do que em datas detalhadas e responsabilidades
específicas. Decorrerá, tipicamente, da afinação e detalhe da Visão definida e aprovada no Plano de Negócios.

Os Planos Internos não são dirigidos a investidores exteriores, bancos ou terceiros. Podem não incluir descrições
detalhadas da companhia ou da equipa de gestão. Podem também não incluir projecções financeiras detalhadas
que se traduzam em previsões ou orçamentos. Devem, isso sim, incluir tópicos específicos e planos de acção
dirigidos à área a que reportam - Exemplos: Plano de Lançamento de um Produto, Plano de Marketing, Plano de
Qualidade, etc.

Um Plano Operacional é, normalmente, um plano interno, e pode também ser chamado de plano interno ou plano
anual. Normalmente, será mais detalhado no que diz respeito à implementação de objectivos, datas, “deadlines” e
responsabilidades das equipas e dos gerentes. Poderá incluir detalhes e definições de ordem técnica, em função
da especificidade de cada negócio.

Alguns factores-chave para elaborar melhores Planos de Negócios

Os bons planos de negócios são práticos e orientados a objectivos;

Um bom plano de negócios inclui 10 “partes” de implementação por cada “parte” de estratégia;

Use um plano de negócios para estabelecer objectivos concretos, definir responsabilidades e datas limite para
gerir o seu negócio;

Como parte de qualquer plano de implementação de suporte ao Plano de Negócios, deverá estar prevista a
realização de acções de controlo periódicas de revisão e correcção de situações.

Os principais “senão” de um Plano de Negócios

Não use um plano de negócios como forma de mostrar o quanto você sabe do seu próprio negócio. Isso será óbvio
nas discussões detalhadas, se for verdade. A fundamentação do conhecimento do mercado e da própria ideia
deverá ser clara e concisa nos capítulos adequados do Plano, mas a inclusão de análises mais detalhadas deverá
estar em anexos;

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Como elaborar um plano de
Ninguém lê “testamentos”. Nem banqueiros, nem investidores nem analistas de Sociedades de Capital de Risco. Há
anos atrás, as pessoas deixavam-se impressionar favoravelmente por planos extensos. Nos dias de hoje, ninguém
se mostra interessado se o plano de negócios tem mais de 50 páginas ou se não tem um sumário com um máximo
de 4 ou 5;

Evite “lugares-comuns” e frases típicas. Seja conciso e objectivo. Os investidores irão avaliar o seu projecto e
convém que não sejam distraídos por informação não essencial.

Alguns erros fundamentais a não repetir


Os planos de negócios são, por norma, demasiado optimistas e os seus autores tendem a ser demasiado crédulos. Apesar
de o plano de negócios ser um instrumento de venda da imagem da empresa, não deve nunca ser irrealista sob o risco de
se tornar ineficaz.

Existem, neste âmbito, alguns erros básicos comuns, que levam frequentemente a erros de avaliação que podem
conduzir ao insucesso completo da iniciativa.

Apresentam-se a seguir alguns erros de raciocínio e/ou pressupostos que não devem ser assumidos, sem uma devida
análise e sustentação por factos:

O nossos clientes vão comprar o nosso produto / serviço, porque nós pensamos que é um bom produto;

Os nossos clientes vão comprar o nosso produto / serviço porque ele é tecnicamente superior;

Os nossos clientes concordam connosco acerca da excelência do nosso produto / serviço;

Os nossos clientes não correm qualquer risco quando compram o nossos produto / serviço, o que não acontece
quando o compram a outro fornecedor;

O produto / serviço vende-se por ele mesmo;

O distribuidor ficará orgulhoso por ter o nosso produto em stock;

Seremos capazes de desenvolver o nosso produto / serviço dentro do prazo e orçamento estabelecido;

Não teremos qualquer dificuldade em contratar o pessoal que precisamos;

Os concorrentes irão responder de forma racional à entrada do nosso produto no mercado;

Vamos conseguir ter sempre o preço mais baixo;

Toda a organização irá apoiar a nossa estratégia e vai dar-nos o apoio necessário.

Que dimensão deve ter um Plano de Negócios


O número de páginas não é uma boa unidade de medida. Um texto denso de 20 páginas e sem gráficos é tão longo
quanto um plano de 35 páginas entrecortado de pontos chave, ilustrações úteis sobre localizações, e mapas de negócio
que ilustrem projecções importantes. Infelizmente, a maioria das pessoas continua a usar o número de páginas como
unidade de medida.

Um plano deverá ser medido pela sua facilidade de leitura e espírito de síntese.

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Como elaborar um plano de
Um bom plano de negócios deve dar ao seu leitor uma boa ideia geral dos seus principais conteúdos, mesmo após uma
breve leitura em diagonal de não mais de 15 minutos. A formatação, sublinhados, espaços em branco e ilustrações fazem
uma grande diferença. Os sumários são, também, de grande importância. Os pontos principais devem aparecer com
tanta frequência como aparecem numa apresentação oral.

Alguns dos mais práticos planos para uso interno podem apenas conter 5 ou 10 páginas. Planos de negócios para grandes
empresas podem conter centenas de páginas.

Concretamente, a maior parte dos planos iniciais e planos de expansão desenvolvidos para apresentações a nível exterior
contêm normalmente entre 20 a 40 páginas de texto - de fácil leitura, texto bem espaçado, com marcações, ilustrado
com gráficos e pequenos quadros financeiros. Os detalhes financeiros são normalmente apresentados em apêndices.

Um plano será mais ou menos extenso consoante a sua natureza e propósito. Incluirá descrições da companhia e da
equipa de gestão, para serem apresentadas a terceiros. Necessitará de um bom sumário executivo que se sustenha por si
próprio. Inclui pesquisa detalhada, planos, desenhos ou plantas. Estará escrito de forma a que suporte um escrutínio
legal como parte duma proposta de investimento. A forma deverá focar o conteúdo e não o contrário.

Muitos concursos ou entidades limitam, por norma, um plano a 30 páginas, algumas vezes 40, raramente 50, incluindo-se
aí os detalhes financeiros apresentados nos apêndices.

Infelizmente, a limitação do número de páginas conduz alguns concorrentes a opções muito negativas, uma vez que
procuram incluir toda a informação em páginas muito densas escritas com letras muito pequenas, acabando por fazer os
planos piores e não melhores.

Diríamos que, em situações normais, um plano adequado terá entre 20 e 50 páginas. Terá entre 20 e 30 páginas de texto,
não contando com os gráficos de apresentação de localizações, desenhos, menus, etc., e não contando também com as
páginas dos apêndices das projecções financeiras mensais, resumos dos chefes de equipa, etc. Deverá acrescentar
também as principais demonstrações financeiras do negócio no corpo principal do plano.

Nunca encurte um plano se isso implicar tirar gráficos que são úteis. O número de páginas importa menos do que a
necessária facilidade de leitura. Use gráficos para ilustrar números, assim aumentará o entendimento da leitura. Use
fotografias e desenhos para mostrar localizações, produtos, exemplos de menus, fotos de produtos e outras ilustrações
tanto quanto possível. No entanto, não use gráficos supérfluos que não sejam relevantes para a matéria em questão,
porque isso não tornará o plano melhor.

A CRIAÇÃO DO SEU PLANO DE NEGÓCIOS


Como referimos no início, existem inúmeras obras e textos disponíveis sobre a elaboração de Planos de
Negócios e recomendamos a leitura de algumas destas obras para aumentar a profundidade deste exercício.

No entanto, é possível sistematizar os passos essenciais para a sua elaboração e é esse caminho que lhe mostramos aqui.

Estrutura base de um Plano de Negócios

1. Sumário executivo;
2. O histórico da Companhia e/ou dos promotores;

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Como elaborar um plano de
3. O mercado subjacente;
4. A nova ideia e o seu posicionamento no mercado;
5. O Projecto/ Produto/ Ideia
6. Estratégia Comercial;
7. Projecções Financeiras;
8. Gestão e controlo do negócio;
9. Investimento necessário.

1. Sumário Executivo
Este é o capítulo mais importante de um plano de negócios. Deve sumarizar em não mais de 500 palavras toda a
apresentação, que será mais detalhada nos capítulos seguintes. O sumário executivo é a primeira coisa a ser lida pelos
potenciais investidores. Se o sumário executivo não for claro, pode desencorajar os analistas de rever o plano completo.
A maioria dos financiadores recebe muito mais pedidos de financiamento do que aqueles em que pode investir, e por
isso, não se dispõe a correr riscos potenciando situações duvidosas.

Existe um perigo real de que o sumário executivo venha a falhar a sua missão, dado que ele é, invariavelmente, o último
capítulo a ser elaborado. Pode parecer que é uma coisa simples de ser escrita em uma ou duas páginas. É normal ser
preparado depois de um lento e laborioso trabalho de elaboração do restante relatório, pelo que é compreensível que
exista a tendência de o acabar o mais rapidamente possível. Quem o escreve está confiante de que contemplou todos os
aspectos mais importantes do trabalho, e que, mesmo que alguma coisa falhe no sumário executivo, a informação se
encontrará em alguma das restantes partes do plano. No entanto, não deverá assumir que os potenciais financiadores
estarão dispostos a percorrer todo o relatório em busca de informações que considerem vitais.

Acima de tudo, dever-se-á ter presente que, nas poucas páginas do sumário executivo, deverá estar contida a mensagem
mais poderosa e persuasiva de todo o documento.

Por isso, é crucial o esforço extra de verificar que este se encontra completo e claro. Será de grande utilidade que ele seja
revisto por alguém que seja neutro e que goze da confiança de quem o elaborou.

O documento deverá ser bem apresentado, bem impresso e ter um formato de fácil leitura.

Só os números mais importantes deverão ser usados para tornar a situação o mais forte que seja possível. Deverá ainda
ser dada cuidadosa atenção para evitar erros de gramática e dispensáveis erros de escrita, uma vez que estes tendem a
ter um efeito negativo desproporcionado.

Pontos essenciais a focar no Sumário Executivo:

Qual é o nome do negócio e a sua área de actividade?


Qual a missão?
Qual é o âmbito do negócio e o mercado potencial para os seus produtos?
Porque constitui uma proposta inovadora e vencedora?
Quais os recursos, humanos e financeiros que são necessários?
Qual o prazo previsto para começar a apresentar lucros?

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Como elaborar um plano de
Quais são os pontos fortes e fracos do projecto?
Quais as suas referências e a sua experiência relevante para o projecto concreto?

2. O Histórico da Companhia e/ou dos seus Promotores


O histórico da companhia ou a experiência empresarial do empreendedor, devem ser apresentados.

Os pontos mais importantes a salientar são:

Como é que o projecto surgiu e como é que foi introduzido na companhia. É uma empresa nova ou não e, se sim,
porque é que se decidiu criar uma.

De que forma é que a experiência passada dos empresários pode contribuir para o sucesso do projecto?
Têm experiência de gestão? Conhecem em profundidade a área de negócio?

Quais são os pontos fortes e os pontos fracos do projecto na óptica dos seus promotores?

A Missão
A missão é uma declaração global que define os objectivos gerais da companhia, expressando os propósitos fundamentais
da gestão no seu conjunto, fornecendo linhas gerais de desenvolvimento. É o ponto de partida para a definição dos
objectivos fundamentais da companhia.

O principal objectivo desta declaração é dar resposta à seguinte questão: “Porque é que a companhia existe?”, assim
como dar aos empregados e parceiros uma noção clara do que é a empresa, melhorando os seus objectivos de longo
prazo e explicitando como o seu desempenho deve ser dirigido por forma a alcançar esses mesmos objectivos.

Para além do nome, formato legal, etc, uma companhia define-se essencialmente pela sua Missão de Negócio.

3. O Mercado Subjacente
O mercado é a “arena” onde os planos da empresa irão ser levados a cabo. É muito importante definir o mercado para o
novo produto em termos de dimensão, estádio de desenvolvimento, tipos de clientes e de competidores.

Quantos clientes existem e qual a sua influência no mercado?

O tamanho do mercado ou o consumo anual do produto será definido em termos do âmbito do projecto em
consideração. O tamanho do mercado pode ser avaliado pelo nível do consumo do produto numa dada cidade, país,
grupo de países ou no mundo inteiro ou, alternativamente, em segmentos bem definidos de clientes com determinadas
características.

A acrescentar ao tamanho global do mercado, é importante ter claro o estádio de desenvolvimento do mesmo.

Existe um padrão natural de evolução para a maior parte dos mercados e o estádio do ciclo em que o mercado se
encontrar irá afectar significativamente a estratégia de negócio que deve ser adoptada.

As fases típicas podem ser sumarizadas como se segue:

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Como elaborar um plano de
1. Embrionário

2. Crescimento

3. Maturidade

4. Declínio

O ciclo de vida típico de um produto


vendas

Desenvolvimento Crescimento Maturidade Declínio

tempo
Para ter dados mais concretos, procure as associações empresariais e outras que analisam e acompanham os mercados
relevantes para a sua ideia/produto. Procure publicações especializadas. Peça às Entidades Financeiras com que trabalha
para lhe fornecerem informação pública sobre esse mercado e as Empresas que nele se movimentam. Se a dimensão do
projecto o justificar, envolva Empresas de Estudos e Análise de Mercado e faça análises específicas para este caso.

Garanta que a fundamentação que apresenta é sustentada em factos e, sempre que possível, em dados de mercado
criados por entidades credíveis.

A análise do mercado subjacente é essencial para dois efeitos:

Fundamentar a viabilidade base da ideia/produto em causa;

Traduzir o conhecimento específico dos promotores sobre o mesmo, um dos factores mais fundamentais para
os potenciais investidores.

4. A Nova Ideia e o seu Posicionamento no Mercado


Esta é uma apresentação sumária do negócio proposto e dos executivos que estão a fazer a candidatura ao
financiamento. O objectivo é dar confiança aos potenciais financiadores, fazendo-os crer que este é um negócio
financeiramente sustentável e que os executivos possuem as necessárias qualificações empresariais e de gestão.

Qualquer parceiro/financiador tem de avaliar primordialmente três aspectos não financeiros da sua ideia:

O produto/serviço e o seu mercado;


Os recursos físicos e de produção necessários;
A capacidade de gestão do negócio dos promotores.

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Como elaborar um plano de
Essencialmente, o avaliador tentará perceber se a equipa terá capacidade para transformar a nova ideia em vendas que
possam gerar a margem prevista.

A informação fornecida deverá incluir um sumário dos mais recentes resultados comerciais (para casos de expansão), o
estatuto legal do negócio previsto ou existente, um organigrama e a biografia dos executivos realçando as experiências
mais relevantes para o projecto em avaliação e os objectivos da empresa.

Se estamos a falar de um Start-up Plan não é, obviamente, possível basear a credibilidade e solidez no histórico da
empresa. Neste caso, será necessário colocar o ênfase no percurso dos seus sócios fundadores, na sua capacidade para
assumir os riscos decorrentes daquilo a que se propõem e para a implementação dos planos definidos.

Se puder usar referências pessoais relevantes, indique-as garantindo que obtém antecipadamente a autorização para tal.

5. O Projecto / Produto / Ideia


Resumo do projecto e sumário das actividades a serem desenvolvidas

Esta secção deve descrever duma forma curta mas completa o estádio de desenvolvimento do projecto, sobretudo dos
principais objectivos já atingidos.

A ênfase deverá ser dada ao produto/serviço, incluindo temas como patentes e/ou licenças, bem como a uma descrição
exacta do processo produtivo.

Todas as actividades necessárias ao lançamento do produto devem estar descritas e, por cada actividade, todas as acções
necessárias. Este último item é de crucial importância, uma vez que esta é uma das áreas onde os intervenientes tendem
a ser demasiado optimistas, levando a que se subestimem os custos envolvidos e/ou o tempo de desenvolvimento.

É essencial ser realista e ter em conta todas as possíveis dificuldades, para que estes factos possam ser traduzidos nas
projecções financeiras.

Como exercício de reflexão, e apesar de poder não ser explícito no plano de negócios, será aconselhável para cada
actividade ou acção estabelecer os intervenientes de quem estes dependem (no caso de recursos externos), definir os
possíveis constrangimentos, e como deverá cada um agir nesse contexto. Por outro lado, deve ser considerado o tempo
alocado a cada actividade, com e sem constrangimentos, e considerado como tempo efectivo a soma dos dois.

Reserve sempre algum tempo e esforço adicional (20% do total) para problemas e desvios não previstos - a chamada
margem de risco de implementação.

Motivação e objectivos dos intervenientes no processo

O desenvolvimento de um projecto é com frequência comparado ao nascimento e crescimento de uma criança. Se não
lhe for dado amor nos bons e maus momentos não será possível obter o resultado desejado.

Normalmente, quando um projecto começa, só tem um activo: as pessoas que o promovem e a sua motivação e força de
vontade.

A motivação com que cada interveniente enfrenta o projecto e, em particular, o tempo que deseja atribuir-lhe, são
variáveis importantes para o sucesso do mesmo.

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Como elaborar um plano de
Os factores de motivação variam muito e podem resultar de afinidades com o projecto, da experiência profissional, do
conhecimento de mercado, da possibilidade de ganhar mais dinheiro e de considerações pessoais de vária ordem como
sejam da possibilidade de ser útil, da possibilidade de ser independente (não ter de responder a um patrão), da
possibilidade de criar empregos, etc.

Normalmente, é a complementaridade das várias motivações dos empreendedores que acaba por sobressair ao longo do
tempo e permitir o sucesso do mesmo.

Para minimizar problemas futuros, deixe claros, nesta secção, os níveis de envolvimento efectivos de cada um dos
promotores, o papel previsto, etc.

Pontos críticos no desenvolvimento do projecto

Devem ser, depois, mencionados os aspectos críticos do desenvolvimento do projecto ou seja, os aspectos que podem
condicionar o desenvolvimento do mesmo.
A reflexão sobre os pontos críticos permitirá antecipar as acções necessárias e os recursos que deverão ser mobilizados,
reduzindo o risco associado ao projecto. Por exemplo, se o fornecedor de determinado material é fundamental para a
empresa garantir o prazo de entrega ao cliente, isso torna-o diferente dos outros fornecedores. Deve-se tentar conseguir
uma parceria com o fornecedor ou tentar encontrar uma lista de fornecedores alternativa que possam garantir o
cumprimento dos prazos.

Por outro lado, a análise dos pontos críticos deve permitir que os promotores se preparem, mesmo que não seja por
escrito, para planos de contingência (ou seja, como agir se surgirem situações inesperadas), de forma a minimizar os

riscos do projecto. O Produto / Serviço


Esta é, provavelmente, a secção em que o promotor está mais à vontade e o leitor menos familiarizado.
Devem ser feitos todos os esforços para explicar a tecnologia envolvida em termos simples e para explicar a Proposta
Única de Valor da invenção ou ideia. Esta preocupação é transversal ao Star Up Plan, Later Stage Plan e Turnaround Plan.

Esta secção deve responder a questões relacionadas com “o que é o produto ou serviço”, e “porque é que todos o vão
comprar”.

Em termos de Marketing, os produtos podem ser divididos, de uma forma rudimentar, em duas classes básicas:

Market pull
Product push

O tipo de produto “Market Pull” é definido como tendo sido concebido em resultado de uma necessidade de mercado
identificada e não satisfeita.

O produto “Push” nasce em resultado de uma invenção ou do desenvolvimento para o qual se procura encontrar uma
aplicação. Tipicamente, o produto push provém de um trabalho de pesquisa da empresa ou do departamento de R&D
enquanto processo de inovação (p. ex. a invenção do polietileno). Este pode ser totalmente novo, uma extensão de um
produto existente ou, muitas vezes, um desenvolvimento e separação de um negócio já estabelecido, num processo
normalmente designado por spin-off.

Qualquer um destes tipos de produto pode ter sucesso mas diz a experiência que a taxa de sucesso para os produtos do
tipo pull é significativamente maior do que para os produtos do tipo push.

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Como elaborar um plano de
Com frequência, um produto é criado como resultado da combinação destas duas aproximações.

A Produção
No caso de produtos que implicam a existência de um processo produtivo físico, com materiais, máquinas, etc., este
processo deve estar detalhado em todas as componentes essenciais para o arranque e/ou lançamento do projecto.

A produção pode implicar compromissos significativos com investimento de capital para espaço e equipamentos, o que
pode obrigar a financiamentos elevados.

Para uma pequena empresa ou associação, isto pode implicar riscos demasiado elevados que podem tornar o projecto
não atractivo para os potenciais financiadores.

É possível reduzir o capital exigido através de sub-contratação de produção a outras empresas e através de instrumentos
financeiros de aquisição/aluguer de certos tipos de equipamento e maquinaria. No entanto, estas estratégias devem ser
ponderadas contra a necessidade de se conseguir um nível de produção suficientemente elevado e de qualidade, por
forma a satisfazer os clientes. Os potenciais investidores irão querer comprovar que foi conseguido um bom
compromisso entre a contenção do capital necessário e as soluções escolhidas, e analisar se estas soluções poderão
originar problemas na produção e no fornecimento de matéria prima quando a empresa começar a operar.

O plano deve identificar que mecanismos de controlo de produção estão previstos em áreas fundamentais como o nível
de stocks, matéria prima e produto acabado.

Todos os custos associados à produção têm de ser claramente reflectidos nas projecções do Plano de Negócios, de forma
a produzir projecções de cash-flow fiáveis que resultam num plano sólido e adequado.

Em anexo ao plano de negócios e relativamente a esta secção, devem ser incluídas descrições técnicas relevantes e
licenças/patentes, quando aplicável.

Será você a produzir o produto ou irá subcontratar esse trabalho?

Qual é exactamente a maquinaria necessária e qual é o seu custo?

Temos uma definição clara do processo produtivo?

Quais são os custos de produção?

Qual a quantidade de matéria prima que tem de ser adquirida, será ela armazenada ou comprada? Quais são
os seus fornecedores? Que relações tem previstas com eles?

Qual é o tempo de entrega após a ordem de compra?

6. Estratégia Comercial
Após termos definido claramente nas secções anteriores a Proposta Única de Valor do projecto, dever-se-á demonstrar
como a empresa pensa apresentá-la ao mercado.

O primeiro passo essencial e óbvio é estabelecer um preço para o produto. Se este é completamente novo, isto poderá
causar algumas dificuldades. No entanto, é normalmente possível determinar um preço com base no valor acrescentado
que o produto irá oferecer ao seu consumidor.

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3
Como elaborar um plano de
Agregando todos os custos associados à produção, marketing e distribuição do produto numa base unitária criamos o
valor mínimo para o produto. Este é o valor a partir do qual devemos depois estabelecer o valor final com base em
margens típicas de mercado ou análises de valor acrescentado percebido pelo Cliente.

O desenho do processo de vendas (Marketing) deve ser iniciado assim que o desenho das componentes operacionais
estiver completo e o preço definido.

O Marketing é o processo no qual se identificam e quantificam as necessidades do cliente e se define uma estratégia
clara para as satisfazer, envolvendo, se possível, profissionais com experiência nesta área.

Após definida a estratégia de Marketing, deverão ser definidos e implementados os circuitos e canais de vendas que são
a base do processo de comunicação com o potencial comprador.

Os elementos essenciais deste tipo de estratégias incluem:

A identificação de um leque suficientemente grande de potenciais clientes;

A criação de segmentos de clientes alvo, de acordo com critérios de segmentação a definir caso a caso;

A escolha dos canais que deverão ser explorados: directos como Vendedores, Canal Telefónico ou Lojas
Próprias ou indirectos como alianças com parceiros de distribuição, etc;

Desenvolvimento dos elementos de Imagem e Comunicação;

Desenvolvimento de uma Estratégia de Vendas eficaz, antecipando argumentos contra as resistências e as


objecções;

Montagem e Formação das Forças de Vendas;

Identificação das acções de Marketing relevantes.

Deverá assim ser criado um plano que contemple as acções a desenvolver, as forças de vendas a envolver, os
distribuidores, os agentes, formas de aconselhamento e a produção de meios publicitários adequados. A gestão e
monitorização deste plano tem de ser efectiva, por forma a assegurar que são executadas as acções em causa, com a
periodicidade certa, e que os resultados são devidamente alcançados.

7. Projecções Financeiras
As projecções financeiras básicas: Vendas, Projecções de Cash-flow e Rentabilidade serão o último elemento vital para a
determinação da viabilidade e atractividade da sua ideia para parceiros e potenciais investidores.

Recomendamos que nesta parte, se possível, recorra ao apoio de alguém com formação nesta área. De qualquer
maneira, descrevemos os conceitos e fundamentos base, de forma a permitir a elaboração adequada também desta
componente do plano.

Os conceitos fundamentais são os seguintes:

1
4
Como elaborar um plano de
Projecções de Vendas (Sales Forecast)

As projecções de vendas são a base fundamental da componente quantitativa do seu plano de negócios, não devem ser
uma série de números caídos do céu como resultado de “boas intenções”.

Esta é uma área que recebe sempre atenção especial dos potenciais financiadores durante a apreciação da candidatura e
que será alvo de inúmeras análises e questões. As projecções têm necessariamente de ser suportadas pela informação
descrita nos capítulos precedentes (dimensão do mercado, necessidades dos clientes, segmentação de clientes, estádio
de desenvolvimento do mercado, forças e fraquezas dos concorrentes...).

Será também essencial acrescentar uma projecção consistente das actividades comerciais correntes da empresa
necessárias para suportar as projecções de vendas, como o volume de ordens de compra, níveis de venda para com os
clientes chave, histórico do crescimento do mercado dentro daquele sector de actividade, etc, especialmente para os
casos de projectos de expansão ou viabilização.

Alguns pontos fundamentais:


O negócio tem ordens de compra confirmadas? Que pesquisa de mercado existe para suportar as projecções
de vendas?

Quais e quantos são os clientes que deverão fazer compras durante o primeiro ano?

Preparou projecções de vendas para cada grupo principal de produtos?

Preparou um sistema de actualização de projecções de vendas com intervalos regulares?

Projecções de Cash Flow (Cash Flow Forecast)

Uma vez preparadas as projecções de vendas, é possível calcular as projecções de cash-flow para o horizonte temporal
do seu Plano de Negócios. Estas serão, essencialmente uma estimativa da posição líquida de Tesouraria da Empresa
numa base mensal. A projecção de cash-flow vai possibilitar o cruzamento entre entradas de fundos vindas das Vendas
(Receitas) e as Despesas previsíveis: custos fixos como as rendas, salários, juros de empréstimos, etc, ou custos variáveis
como o custo de matérias primas.

Alguns destes pagamentos ocorrerão numa base mensal, enquanto outros terão intervalos mais irregulares, como as
compras de materiais ou investimentos de capital nos edifícios e em equipamento, criando desfasamentos entre as
entradas e saídas de fundos.

Normalmente, haverá ainda um desfasamento temporal típico entre a compra das matérias primas, a produção, a venda
e o recebimento dos clientes. Grande parte dos clientes espera poder pagar, por exemplo, a 30, 60 ou 90 dias após a
entrega da mercadoria, consoante o sector de actividade. A empresa precisa de ser capaz de financiar o custo da compra
dos materiais necessários ao processo produtivo e eventuais tempos de armazenagem, apesar das condições de
pagamento dos seus clientes.

É, por isso, frequente acontecer que muitas empresas tenham cash-flow fortemente negativo apesar de ter um nível
positivo de valor de vendas e mesmo de resultados. Isto acontece sobretudo no caso de empresas jovens, quando o
investimento de capital e os custos associados ao início de actividade podem pesar significativamente em valores de
Vendas ainda não muito elevados.

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5
Como elaborar um plano de
É essencial contemplar no plano de negócios uma provisão de fundo de maneio suficiente, quer em forma de capital
próprio, quer em financiamentos bancários, para cobrir os encargos relacionados com este ponto.

Projecção de Break-Even (Break-Even Forecast)

A última confirmação sobre a viabilidade de um negócio é dada pela demonstração do “break-even point”, que ocorre -
de uma forma simplificada - quando o valor das receitas é igual à soma dos custos fixos e dos custos variáveis, ou seja,
quando começam a existir resultados operacionais positivos.

Os custos fixos provêm dos pagamentos regulares, que não são afectados por mudanças de curto prazo do nível das
vendas. Incluem-se aqui rubricas como custos administrativos, rendas, taxas, pagamentos de juros de empréstimos.

Os custos variáveis incluem pagamentos que variam tipicamente em proporção com o volume de vendas. Exemplos disto
são custos com materiais e energia.

A decisão sobre se o custo da mão de obra é um custo fixo ou variável deve se feita consoante o tipo de negócio em
questão. Em alguns casos, o trabalho pode ser avaliado numa base de “freelance” ou de subcontratação, por forma a
cumprir tarefas específicas. Em outros casos, a empresa pode reter um tipo de força de trabalho com um elevado nível
de especialização, e então não será possível diminuir ou aumentar os custos laborais em linha com as flutuações dos
fluxos de vendas.

Como foi anteriormente mencionado, os promotores do negócio deverão também prestar uma forte atenção ao tipo de
custos estruturais em que irão incorrer. A instalação de uma fábrica requer um investimento de capital significativo e é
possível calcular quanto tempo será necessário para cobrir este investimento com o valor das vendas.

Um caminho alternativo poderia ser subcontratar a linha de montagem dos componentes, situação em que o custo
variável dos componentes comprados será mais elevado que os custos fixos do primeiro caso, mas o break-even seria
conseguido muito mais cedo.

Em termos gerais, quanto mais cedo o break-even é alcançado, mais atractivo é o negócio para os potenciais
financiadores.

É necessário calcular um número de cenários de break-even alternativos (os melhores e os piores), testando a
sensibilidade dos resultados da Empresa a variações dos factores básicos de produção. Consegue-se isto pela repetição
dos cálculos assumindo diferentes valores de Receitas e de custos directos e variáveis.

As projecções de resultados devem ser analisadas, por exemplo, pelo efeito da redução do valor das vendas em 10%
acompanhadas por um aumento de 10% no valor dos custos. Outras variações devem ser experimentadas em função das
variáveis base do negócio a fim de estabelecer as fronteiras a partir das quais o negócio deixa de ser viável. Estas são as
chamadas Análises de Sensibilidade.

Um modelo de aplicação prática para o ajudar

Por forma a facilitar o seu trabalho, desenvolvemos um modelo base, que lhe permitirá elaborar toda a componente
financeira de um Plano de Negócios padrão.

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6
Como elaborar um plano de
Como referimos no início, existem inúmeras fontes e combinações e poderá, obviamente, usar outros modelos, mas o
modelo aqui indicado será suficiente para o ajudar a começar e estabelecer uma excelente base para a discussão com
potenciais parceiros.

A elaboração desta componente, mais do que se concentrar em explicações teóricas mais elaboradas - que poderá
encontrar em inúmeros manuais de análise financeira disponíveis em qualquer livraria - está definida por forma a
permitir um preenchimento gradual da informação necessária, por forma a que no fim do exercício, você disponha de
toda a informação necessária para a elaboração do seu Plano de Negócios.

Para este efeito, comece por ir à zona relevante no “site” e fazer o “download” do modelo financeiro que lhe propomos.

Este modelo é adequado para simular a criação de uma nova empresa ou para simular a realização de um novo
investimento numa empresa já existente, mas não entra em linha de conta com o histórico financeiro.

Em seguida, apresentamos-lhe o processo que deverá seguir para obter os resultados pretendidos.

Arquitectura de construção dos quadros


As demonstrações financeiras previsionais foram elaboradas em Excel, numa lógica de Workbook, com várias folhas. As
folhas comportam os seguintes quadros:

1. Regras de Utilização
2. Pressupostos
3. Projecções de Vendas ou Volume de Negócios
4. Mapa de Custo de Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas
5. Fornecimento e Serviços Externos
6. Custos com o Pessoal
7. Investimentos
8. Investimento em Fundo de Maneio necessário
9. Financiamento
10. Demonstração de Resultados (P&B)
11. Mapa de Cash Flows
12. Plano Financeiro
13. Balanços
14. Indicadores Económico-Financeiros
15. Avaliação do Projecto
16. Gráficos Base
17. Cálculos Auxiliares

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Como elaborar um plano de
As regras básicas para esta utilização estão descritas na própria worksheet, no 1° folder denominado “Regras de
Utilização”.

Todos os quadros foram construídos contendo uma zona de input (a branco) em que o utilizador preenche os
pressupostos relativos a cada um dos quadros e uma zona de cálculos e fórmulas pré preenchidas, onde não deverá
haver introdução de valores pelo utilizador. Os valores que se encontrem em azul poderão ser alterados, mas dentro dos
mesmos parâmetros.

Sempre que exista a necessidade de quadros auxiliares, eles poderão ser elaborados em cada uma das folhas, no
entanto, os valores que daí resultarem deverão obrigatoriamente ser linkados para a respectiva zona de input,
respeitando as fórmulas que o quadro tem pré-definidas.

Em seguida, passamos a descrever as regras de preenchimento de cada um dos quadros referidos.

1. Regras de Utilização
Apresentam os elementos básicos de preenchimento do modelo na própria worksheet.

2. Pressupostos
Neste quadro, estão os pressupostos base e as regras previsionais como sejam as taxas de crescimento estimadas, as
taxas de juro e de actualização, prazo médio de pagamentos, entre outros. Em caso de dúvidas no preenchimento destes
valores, sugerimos uma consulta com o seu Banco, que normalmente tem os valores mais usados no mercado.

3. Projecções de Vendas ou Volume de Negócios

Este quadro é provavelmente o mais importante e em simultâneo o mais difícil de preencher. Trata-se do principal
objectivo da empresa, é a sua razão de existir.

É pedido ao utilizador que inclua as vendas e prestação de serviços, divididas em segmentos e que introduza, no caso de
se tratar de vendas de mercadorias ou produtos, as quantidades previstas e o respectivo preço de venda unitário, para os
anos do projecto. De notar que no ano 0, deverá existir o maior conservadorismo possível, decorrente do facto de
estarmos perante o ano de arranque do projecto. No caso de se tratar de uma empresa de prestação de serviços deverão
ser estimados os valores globais previstos.

Os quadros estão preparados para gerar os cálculos agregados necessários.

Deixamos aqui um exemplo dos quadros em questão:


Empresa: XPTO, Lda
s (valores em euros
)
Volume de negócios

2006 2007 2008 2009 2010 2011


Taxa de variação dos preços 3,00% 3,00% 3,00% 3,00% 3,00%

VENDAS - MERCADO NACIONAL 2006 2007 2008 2009 2010 2011


Produto A *

1
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Como elaborar um plano de
Quantidades vendidas

Taxa de crescimento das unidades vendidas

Preço Unitário

Produto B *

Quantidades vendidas

Taxa de crescimento das unidades vendidas

Preço Unitário

Produto C *

Quantidades vendidas

Taxa de crescimento das unidades vendidas

Preço Unitário

Produto D *

Quantidades vendidas

Taxa de crescimento das unidades vendidas

Preço Unitário

TOTAL

VENDAS - EXPORTAÇÃO 2006 2007 2008 2009 2010 2011


Produto A *

Quantidades vendidas

Taxa de crescimento das unidades vendidas

Preço Unitário

Produto B *

Quantidades vendidas

Taxa de crescimento das unidades vendidas

Preço Unitário

TOTAL

* Produtos / Familias de Produtos / Mercadorias


NOTA: Caso não tenha conhecimento das quantidades, colocar o valor das vendas na linha das "Quantidades Vendidas" e o valor 1 na linha do "Preço Unitário".

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - MERCADO NACIONAL 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Serviço A

Taxa de crescimento Serviço A

Serviço B

Taxa de crescimento Serviço B

1
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Como elaborar um plano de
Serviço C

Taxa de crescimento Serviço C

Serviço D

Taxa de crescimento Serviço D

TOTAL

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - EXPORTAÇÕES

Serviço A

Taxa de crescimento Serviço A

Serviço B

Taxa de crescimento Serviço B

Serviço C

Taxa de crescimento Serviço C

Serviço D

Taxa de crescimento Serviço D

TOTAL

TOTAL VENDAS - MERCADO NACIONAL

TOTAL VENDAS - EXPORTAÇÕES

TOTAL VENDAS

IVA VENDAS 21%

TOTAL PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - MERCADO


NACIONAL

TOTAL PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS -


EXPORTAÇÕES

TOTAL PRESTAÇÕES SERVIÇOS

IVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 21%

TOTAL VOLUME DE NEGÓCIOS

IVA

TOTAL VOLUME DE NEGÓCIOS + IVA

4. Mapa de Custo de Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas


Este quadro permite definir claramente as principais componentes de Custo de Produção do Projecto.

(valores em euro
CMVMC - Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas

2
0
Como elaborar um plano de
Margem
CMVMC Bruta 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Produto A

Produto B

Produto C

Produto D

TOTAL CMVMC

IVA 21%

TOTAL CMVMC + IVA

NOTA: Mapa construído caso a caso:


a) Introduzir a Margem Bruta, quando conhecida e passível de ser utilizada e efectuar a respectiva fórmula de cálculo;
b) Efectuar os cálculos auxiliares considerados necessários para alcançar a o nível de matéria-prima por unidade produzida e introduzir
manualmente os valores;
c) Caso não seja possível alcançar o nível do consumo de matéria-prima por produto, introduzir o valor do custo total, após a realização
dos respectivos cálculos auxiliares.NOTA 2: Está disponível uma folha para cálculos auxiliares. Contém mapas para cálculo do CMVMC de projectos
industriais.

5. Fornecimentos e Serviços Externos


Este quadro expressa os fornecimentos e serviços prestados por entidades externas à empresa no âmbito da sua
actividade normal. Dentro destes, existem duas categorias: aqueles que são estruturais e que não dependem da
actividade da empresa (e que designamos de custos fixos) e os que são função da actividade da empresa (que
designamos de custos variáveis).

Assim, é solicitado ao utilizador, na zona de input, que defina para cada uma das rubricas se se trata de um custo fixo, de
um custo variável ou de um custo com componentes mistas. Para tal, deverá defini-lo em termos de valores percentuais,
nas colunas aplicáveis.

Para o ano 0, deverá ser referido o número de meses a considerar.

Para os anos seguintes, deverá ser incluída a taxa de incremento anual.


Empresa: XPTO, Lda
(valores em euros)
FSE - Fornecimentos e Serviços Externos

2006 2007 2008 2009 2010 2011

Nº Meses 2 12 12 12 12 12

Taxa de crescimento 3,00% 3,00% 3,00% 3,00% 3,00%

Tx IVA CF CV Valor Mensal 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Subcontratos 21% 100%

Electricidade 21% 80% 20%

Combustiveis 21% 100%

Agua 5% 80% 20%

2
1
Como elaborar um plano de
Outros Fluidos 21% 100%

Ferramentas e Utensilios 21% 100%

Livros e doc. técnica 21% 80% 20%

Material de escritório 21% 80% 20%

Artigos para oferta 21% 100%

Rendas e alugueres 21% 100%

Despesas de representação 21% 100%

Comunicação 21% 70% 30%

Seguros 100%

Royalties 21% 100%

Transportes de mercadorias 21% 100%

Deslocações e estadas 21% 100%

Comissões 21% 100%

Honorários 21% 100%

Contencioso e notariado 21% 100%

Conservação e reparação 21% 70% 30%

Publicidade e propaganda 21% 100%

Limpeza, higiene e conforto 21% 100%

Vigilância e segurança 21% 100%

Trabalhos especializados 21% 80% 20%

Outros forn. e serviços 21% 100%

TOTAL FSE

FSE - Custos Fixos

FSE - Custos Variáveis

TOTAL FSE

IVA

FSE + IVA

6. Custos com o Pessoal


Este quadro expressa os custos com o pessoal da empresa. Ele está dividido entre Gerência/Administração e restante
Pessoal, dado existirem taxas diferenciadas de Segurança Social.

Poderão ser individualizados os colaboradores e respectivas remunerações, ou colocados os valores previstos para
diversos sectores (ex: Sector Produção, Comercial, etc.). Os valores a colocar serão sempre anuais.

Para o ano 0, deverá ser referido o número de meses a considerar.

2
2
Como elaborar um plano de
Para os anos seguintes, deverá ser incluído a taxa de incremento anual.
Empresa: XPTO, Lda

(valores em
euros)
Custos com Pessoal

2006 2007 2008 2009 2010 2011


2 14 14 14 14 14
Nº Meses
Incremento Anual (Vencimentos + Sub. 3,00% 3,00% 3,00% 3,00% 3,00%
Almoço)

Quadro de Colaboradores Rem. Base Mensal 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Gerência / Administração (nominal)

Sub-Total Remunerações

Pessoal
Categorias N.º de Rem. Base Média
trabalhadores Mensal

Sub-Total Remunerações

TOTAL Remunerações

Nº de colaboradores (Incluindo Gerência)

Outros Custos 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Segurança Social

Gerência / Administração 21,25%

Outro Pessoal 23,75%


Seguros Acidentes de Trabalho 1%

Subsídio Alimentação 126,50

Formação

Outros custos com pessoal

TOTAL OUTROS CUSTOS

2
3
Como elaborar um plano de
TOTAL CUSTOS PESSOAL

QUADRO RESUMO 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Vencimentos

Gerência/Administração

Pessoal

Encargos

Seguros Acidentes de
Trabalho

Sub. Alimentação

Formação

Outros custos com pessoal

TOTAL CUSTOS PESSOAL

Retenções Colaboradores
Retenção SS Colaborador
Gerência / Administração 10,00%
Outro Pessoal 11,00%
Retenção IRS Colaborador 15,00%
TOTAL Retenções

7. Investimentos
Neste quadro deverão ser introduzidas todas as informações sobre os investimentos a realizar, nomeadamente a sua
natureza, valor período em que está previsto ocorrer e estando já definida a taxa de amortização a utilizar.

Nestas projecções está implícito o método de amortização em quotas constantes.


Empresa: XPTO, Lda
(valores em euros)
Investimento

Investimento por ano* 2006 2007 2008 2009 2010 2011


Imobilizado Incorpóreo

Despesas de Instalação

Despesas de I&D

Propriedade Industrial e O. Direitos

Trespasses

Outras imobilizações incorpóreas

Total Imobilizado Incorpóreo

Imobilizado Corpóreo

Terrenos e recursos naturais

Edifícios e outras construções

Equipamento básico

Equipamento de transporte

Ferramentas e utensílios

2
4
Como elaborar um plano de
Equipamento administrativo

Taras e vasilhame

Outras imobilizações corpóreas

Total Imobilizado Corpóreo

TOTAL INVESTIMENTO

*Deverão ser considerados, quando aplicável investimentos de reposição


Valores Acumulados Balanço 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Imobilizado Incorpóreo

Despesas de Instalação

Despesas de I&D

Propriedade Industrial e O.Direitos

Trespasses

Outras imobilizações incorpóreas

Total Imobilizado Incorpóreo

Imobilizado Corpóreo

Terrrenos e recursos naturais

Edificios e outras construções

Equipamento básico

Equipamento de transporte

Ferramentas e utensílios

Equipamento administrativo

Taras e vasilhame

Outras imobilizações corpóreas

Total Imobilizado Corpóreo

TOTAL IMOBILIZADO

Amortizações do Exercício Taxa 2006 2007 2008 2009 2010 2011


Imobilizado Incorpóreo

Despesas de instalação 33,33%

Despesas de I&D 33,33%

Propriedade Industrial e O.Direitos 33,33%

Trespasses 33,33%

Outras imobilizações incorpóreas 33,33%

Total Imobilizado Incorpóreo

Imobilizado Corpóreo

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Como elaborar um plano de
Terrrenos e recursos naturais

Edificios e outras construções 5,00%

Equipamento básico 20,00%

Equipamento de transporte 25,00%

Ferramentas e utensílios 25,00%

Equipamento administrativo 25,00%

Taras e vasilhame 14,29%

Outras imobilizações corpóreas 20,00%

Total Imobilizado Corpóreo

TOTAL AMORTIZAÇÕES

8. Investimento necessário em Fundo de Maneio


Na sequência da análise anterior, é importante definir claramente as necessidades de fundo de maneio resultantes, ou
seja, as necessidades de fundos de tesouraria que o projecto necessitará para poder progredir sem estrangulamentos do
ponto de vista de Tesouraria.
Um inadequado financiamento das necessidades de fundo de maneio pode inviabilizar um projecto, mesmo que ele seja
atractivo do ponto de vista de resultados.
Empresa: XPTO, Lda
(valores em euros) Investimento em Fundo Maneio Necessário

2006 2007 2008 2009 2010 2011

Necessidades Fundo Maneio

Reserva Segurança Tesouraria

Clientes

Existências

TOTAL

Recursos Fundo Maneio

Fornecedores

Estado

TOTAL

Fundo Maneio Necessário

Investimento em Fundo de Maneio

* A considerar caso seja necessário

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6
Como elaborar um plano de
9. Financiamento
Nestes quadros está expressa a forma de financiamento do projecto. O financiamento de uma empresa ou projecto
deverá sempre cumprir a regra do equilíbrio financeiro, ou seja, as necessidades de médio e longo prazo, como sejam os
investimentos em capital fixo, deverão ser financiados no médio e longo prazo, sendo as necessidades de curto prazo
financiadas em igual período de tempo.

Este quadro contempla várias alternativas de financiamento, como seja através de capitais próprios, suprimentos,
empréstimos de médio e longo prazo. O utilizador apenas deverá indicar qual a margem de segurança que entende
adequada para a variação no investimento, e o financiamento de equilíbrio necessário, que resulta das necessidades de
fundo de maneio do projecto. Os restantes valores resultam das restantes folhas, cumprindo a regra referida no
parágrafo anterior.

Empresa: XPTO, Lda


(valores em euros)
Financiamento

2006 2007 2008 2009 2010 2011

Investimento = Capital Fixo + FMN

Margem de segurança 2 2 2 2 2 2
% % % % % %

Necessidades de financiamento

Fontes de Financiamento 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Meios Libertos

Capitais Próprios

Empréstimos de Sócios / Suprimentos

Financiamento bancário e outras Inst. Crédito

TOTAL

Ano 0
Capital em dívida (início período)

Taxa de Juro 5% 5% 5% 5% 5%
Juro Anual

Reembolso Anual

Imposto Selo (0,4%)

Serviço da dívida

Valor em dívida

Ano 1
Capital em dívida (início período)

Taxa de Juro 5% 5% 5% 5% 5%
Juro Anual

Reembolso Anual

Imposto Selo (0,4%)

Serviço da dívida

2
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Como elaborar um plano de
Valor em dívida

Ano 2
Capital em dívida (início período)

Taxa de Juro 5% 5% 5% 5%
Juro Anual

Reembolso Anual

Imposto Selo (0,4%)

Serviço da dívida

Valor em divida

Ano 3
Capital em dívida (início período)

Taxa de Juro 5% 5% 5%
Juro Anual

Reembolso Anual

Imposto Selo (0,4%)

Serviço da dívida

Valor em dívida

Ano 4
Capital em dívida (início período)

Taxa de Juro 5% 5%
Juro Anual

Reembolso Anual

Imposto Selo (0,4%)

Serviço da dívida

Valor em dívida

Ano 5
Capital em dívida (início período)

Taxa de Juro 5%
Juro Anual

Reembolso Anual

Imposto Selo (0,4%)

Serviço da dívida

Valor em dívida

Capital em dívida

Juros pagos com Imposto Selo incluído

Reembolso

2
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Como elaborar um plano de
10. Demonstração de Resultados
Este mapa compara os proveitos e custos resultantes da actividade da empresa. Trata-se, como é sabido, de um dos
Relatórios fundamentais, que nos permite determinar o potencial de libertação de resultados do Projecto. Não é
necessário introduzir qualquer dado neste mapa, uma vez que os valores que apresenta resultam dos pressupostos
introduzidos anteriormente.

Através da Demonstração de Resultados, consegue-se apreender se a empresa ou projecto apresentam rentabilidade


líquida positiva ou se ao contrário dão prejuízo, e constitui-se como a primeira abordagem à viabilidade do projecto.

% DOS CUSTOS DE ESTRUTURA S/VN #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!
% DO RESULTADO LÍQUIDO S/VN #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Este constitui a componente base para a análise de break-even do projecto referida no início como fundamental.
Exemplos da análise a realizar:

Margem Bruta vs Custos Fixos

1
s
o
ru 1
E Volume Negócios
m 1
e Margem Bruta
s 0 Custos Fixos
e
ro
la 0
V
0
1 2 3 4 5 6
Anos do projecto

2
9
Como elaborar um plano de
V.Negócios vs EBITDA

1
s
o 1
ru
E
m 1 Volume Negócios
e EBITDA
s 0
e
ro
la 0
V
0
1 2 3 4 5 6
Anos

11. Mapa de Cash Flow


Este mapa evidencia a tradução monetária da actividade da empresa, nomeadamente os valores libertados pela
actividade e as suas necessidades de financiamento. Não é necessária a introdução de qualquer valor.
Empresa: XPTO, Lda
(valores em euros) Mapa de Cash Flows Operacionais

2006 2007 2008 2009 2010 2011

Meios Libertos do Projecto

Resultados Operacionais (EBIT) x (1-IRC)

Amortizações do exercício

Provisões do exercício

Investim./Desinvest. em Fundo Maneio

Fundo de Maneio

CASH FLOW de Exploração

Investim./Desinvest. em Capital Fixo

Capital Fixo

Free cash-flow

CASH FLOW acumulado

3
0
Como elaborar um plano de
V.Negócios vs Cash flow

1
s o 1
ru
E 1
m Volume Negócios
e 1
s Cash Flow Exploração
e 0
ro
la 0
V
0
1 2 3 4 5 6
Anos

12. Plano Financeiro


Da análise até agora construída, é possível extrair o chamado Plano Financeiro, ou seja, um mapa que define claramente
as Origens e Aplicações de Fundos do projecto e que constitui normalmente uma componente importante na análise do
mesmo.

Empresa: XPTO, Lda


(valores em euros)
Plano de Financiamento
2006 2007 2008 2009 2010 2011

ORIGENS DE FUNDOS

Meios Libertos Brutos

Capital Social (entrada de fundos)

Empréstimos Obtidos

Desinvest. em Capital Fixo

Desinvest. em FMN

Empréstimos de sócios / suprimentos

Proveitos Financeiros

Total das Origens

APLICAÇÕES DE FUNDOS

Inv. Capital Fixo

Inv Fundo de Maneio

Imposto sobre os Lucros

Pagamento de Dividendos

Reembolso de Empréstimos

Encargos Financeiros 0 0 0

Total das Aplicações 0 0 0

3
1
Como elaborar um plano de
Saldo de Tesouraria Anual 0 0 0

Saldo de Tesouraria Acumulado 0 0 0

Aplicações / Empréstimo Curto Prazo 0 0 0

Soma Controlo 0 0 0

13. Balanço
Tal como a Demonstração de Resultados, este mapa resulta da introdução dos pressupostos anteriores. Ele expressa a
situação patrimonial da empresa ou projecto e será, também, uma componente fundamental na análise do projecto.

Empresa: XPTO, Lda


(valores em euros)

Balanço Previsional

2006 2007 2008 2009 2010 2011

ACTIVO

Imobilizado

Imobilizado Incorpóreo

Imobilizado Corpóreo

Amortizações Acumuladas

Existências

Matérias Primas e Subsidiárias

Produtos Acabados e em
Curso
Mercadorias

Créditos de curto prazo

Dívidas de Clientes

Estado e Outros Entes


Públicos
Outros devedores

Disponibilidades

Aplicações Financeiras

Acréscimos e Diferimentos

TOTAL ACTIVO

CAPITAL PRÓPRIO

Capital Social

Suprimentos

Prestações Suplementares

3
2
Como elaborar um plano de
Reservas de reavaliação

Reservas e Resultados 0 0
Transitados
Resultados Líquidos 0 0 0

TOTAL CAPITAIS PRÓPRIOS 0 0 0

PASSIVO

Provisão para impostos

Dívidas a 3º - M/L Prazo

Dívidas a Instituições de
Crédito
Dívidas a Fornecedores de
Imob
Suprimentos

Outros credores

Dívidas a 3º - Curto Prazo

Dívidas a Instituições de 0 0 0
Crédito
Dívidas a Fornecedores

Estado e Outros Entes


Públicos
Outros credores

Acréscimos e Diferimentos

TOTAL PASSIVO 0 0 0

TOTAL PASSIVO + CAPITAIS PRÓPRIOS 0 0 0

3
3
Como elaborar um plano de negócios
14. Indicadores Económico-Financeiros
Este mapa representa um conjunto de indicadores económicos e financeiros, amplamente difundidos e aceites e que
pretende complementar a análise do projecto.
Empresa: XPTO, Lda

Principais Indicadores
INDICADORES ECONÓMICOS 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Taxa de Crescimento do Negócio #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Eficiência Operacional #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Margem Operacional das Vendas #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Rentabilidade Líquida das Vendas #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Peso dos Custos c/Pessoal nos PO #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

INDICADORES ECONÓMICOS - FINANCEIROS 2006 2007 2008 2009 2010 2011


Return On Investment (ROI) #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Rendibilidade do Activo #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Rotação do Activo #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Rotação do Imobilizado #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE) #DIV/0! #DIV/0! 100% 67% 40%

Rotação dos Capitais Próprios #DIV/0! #DIV/0! 0% 0% 0%

INDICADORES FINANCEIROS 2006 2007 2008 2009 2010 2011


Autonomia Financeira #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Solvabilidade Total #DIV/0! #DIV/0! -5% -8% -13%

Endividamento Total #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Endividamento ML Prazo #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

INDICADORES DE LIQUIDEZ 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Liquidez Geral #DIV/0! #DIV/0! 0 0 0


% % %

Liquidez Reduzida #DIV/0! #DIV/0! 0 0 0


% % %

ANÁLISE DO EQUILÍBRIO FINANCEIRO 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Capitais Permanentes 0 0 0 0 0

Activo Fixo 0 0 0 0 0

FUNDO DE MANEIO LÍQUIDO 0 0 0 0 0

Necessidades Cíclicas 0 0 0 0 0

Recursos Cíclicos 0 0 0 0 0

NECESSIDADES FUNDO DE MANEIO 0 0 0 0 0

Tesouraria Activa 0 0 0 0 0

3
4
Como elaborar um plano de
Tesouraria Passiva 0 0 0 0 0

TESOURARIA LÍQUIDA 0 0 0 0 0

CONTROLO : TRL = FML - NFM 0 0 0 0 0

Variação do FML 0 0 0 0

Variação das NFM 0 0 0 0

Variação da TRL 0 0 0 0

INDICADORES DE RISCO NEGÓCIO 2006 2007 2008 2009 2010 2011


Margem Bruta 0 0 0 0 0

Grau de Alavanca Operacional #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Ponto Crítico #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Margem de Segurança #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Estes indicadores são calculados automaticamente. Representam os indicadores mais usados e que os analistas
tipicamente irão analisar.

Os analistas e as entidades financeiras têm normalmente valores médios de mercado em função do tipo de mercado,
negócio, fase, etc. Se estiver a desenvolver produtos para mercados já existentes, tente obter junto de fontes credíveis
(por exemplo, a banca) os valores médios do mercado em que se irá inserir. Este constituirá um critério fundamental na
análise que será feita.

15. Avaliação do Projecto


A valorização é um tema complexo e que depende de modelos que diferem em função dos analistas que irão realizar o
trabalho. No entanto, existem conceitos base que normalmente são utilizados e que são aqui implementados. Em
função do processo concreto, poderá/deverá discutir este ponto directamente com a entidade que está a avaliar o seu
projecto.

A avaliação da empresa ou projecto é aqui apresentada em 3 formas fundamentais:

Taxa Interna de Rentabilidade


Payback Period
Valor actual líquido, ou seja,

na perspectiva de que o seu valor é o que resultar do somatório dos cash flows líquidos actualizados a uma taxa que:

-na perspectiva do investidor- seja a resultante do somatório da taxa de remuneração de uma aplicação sem risco
com um prémio de risco que o investidor entenda como a sua remuneração mínima;

-na perspectiva do projecto- seja a resultante do custo médio ponderado do capital ao ano 0 (ano onde ocorre o
maior volume de investimento).

3
5
Como elaborar um plano
Empresa: XPTO, Lda
de

Avaliação do Projecto / Empresa

Na perspectiva do 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012


Projecto

Free Cash Flow to Firm 0 0 0 0 0 0 0

WACC #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 13,28% 13,38% 13,38% 13,38%

Factor de actualização 1 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Fluxos actualizados 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0!

Valor Actual Líquido (VAL) #DIV/0!

#NUM! #VALUE! #VALUE! #VALUE! #VALUE! #VALUE! #VALUE!

Taxa Interna de Rentibilidade #VALUE!

Pay Back period 0Anos

WACC
Peso

0 #DIV/0!

Ano 1 0 #DIV/0!

0 #DIV/0!
0 #DIV/0!

Ano 1 0 #DIV/0!

0 #DIV/0!
0 #DIV/0!

Ano 1 0 0%

0 100%
0 100%

Ano 1 0 0%

0 100%
0 100%

Ano 1 0 0%

0 100%
Ano 0 Ano 0 Custo Custo ponderado

Passivo Médio e Longo Prazo 0 #DIV/0! 5% #DIV/0!

Capital Próprio 0 #DIV/0! 13% #DIV/0!

#DIV/0!

Ano 1Custo Custo ponderado Passivo Médio e Longo Prazo5% #DIV/0!


Capital Próprio13% #DIV/0!

3
6
Como elaborar um plano de #DIV/0!

Ano 2Custo Custo ponderado Passivo Médio e Longo Prazo5% #DIV/0!


Capital Próprio13% #DIV/0!
#DIV/0!

Ano 3Custo Custo ponderado


Passivo Médio e Longo Prazo5% 0,0%
Capital Próprio13% 13,3%
13,3%

Ano 4Custo Custo ponderado


Passivo Médio e Longo Prazo5% 0,0%
Capital Próprio13% 13,4%
13,4%

Ano 5Custo Custo ponderado


Passivo Médio e Longo Prazo5% 0,0% Capital Próprio13% 13,4%
0 100% 13,4%

Na perspectiva do Investidor 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Free Cash Flow do Equity 0 0 0 0 0 0 0

Taxa de juro de activos sem risco 3,00% 3,09% 3,18% 3,28% 3,38% 3,48% 3,58%

Prémio de risco de mercado 10,00% 10,00% 10,00% 10,00% 10,00% 10,00% 10,00%

Taxa de Actualização 13,30% 13,40% 13,50% 13,61% 13,71% 13,83% 13,94%

Factor actualização 1 1,134 1,287 1,462 1,663 1,893 2,156

Fluxos Actualizados 0 0 0 0 0 0 0

0 0 0 0 0 0 0

Valor Actual Líquido (VAL) 0

#NUM! #NUM! #NUM! #NUM! #NUM! #NUM! #NUM!

Taxa Interna de Rentibilidade #NUM!

Pay Back period 0 Anos

16. Gráficos
Neste folderdo Modelo, são apresentados alguns gráficos que reflectem a evolução de algumas das variáveis críticas do
negócio e que você tipicamente deverá aproveitar para incorporar directamente no seu Plano de Negócios.

Uma vez estabilizado o modelo, a informação mais relevante - constante dos referidos gráficos - deverá ser incorporada
no Plano de Negócios e o modelo completo num anexo específico desse mesmo Plano de Negócios.

17. Cálculos Auxiliares


Para facilitação de alguns cálculos é disponibilizada uma folha no último folder do modelo.

8. Gestão e Controlo do Negócio


Um dos papéis essenciais do Plano de Negócios é também demonstrar aos potenciais financiadores que o negócio será
devidamente controlado a partir do momento que seja iniciado.

3
7
Como elaborar um plano de
Será necessário produzir relatórios regulares, que são úteis tanto para a gestão da empresa como para entidades
terceiras como auditores, inspecção fiscal e bancos.

Existe a tendência para as pequenas empresas considerarem que uma documentação adequada e mesmo a
contabilidade são uma perda de tempo que tem de ser feita apenas para obedecer a requisitos legais.

Ao contrário, hoje é reconhecido em todos os mercados avançados que um adequado sistema de governo e controlo -
ajustado à dimensão de cada empresa - é uma componente essencial do valor da referida empresa e/ou projecto.

Os gestores da nova empresa precisam de saber/poder determinar quais são os indicadores do sucesso da actuação em
cada um dos sectores da empresa.

Os departamentos devem ser instruídos a recolher com a periodicidade adequada a informação relevante e a apresentar
as conclusões de forma simples mas relevante para a compreensão do que se passa a cada momento. A informação, clara
e facilmente utilizável, deve permitir que se possam tomar acções em tempo útil no sentido de corrigir situações que o
exijam.

As três áreas fundamentais onde o controlo é imprescindível desde o início e onde deve incidir a maior atenção são:

Vendas
Produção
Informação Financeira

As informações sobre as vendas devem ser convenientemente recolhidas e processadas pelo responsável da equipa de
vendas ou por sistemas automatizados, no caso de projectos mais complexos. A informação

3
8
Como elaborar um plano de negócios
necessária pode incluir relatórios sobre as vendas por tipo de produto, as vendas por cada cliente, vendas por
delegado/vendedor, vendas originadas por visitas, e vendas realizadas por contacto telefónico. Fichas de cliente serão
necessárias para indicar as visitas e telefonemas efectuados, as vendas realizadas e opiniões manifestadas. Se relevantes,
podem considerar-se outros tipos adicionais de relatório.

Actualmente, existem soluções de software que asseguram uma adequada gestão de todo este ciclo (CRM) a custos muito
acessíveis e recomenda-se a sua avaliação e instalação, pelo menos, para projectos muito dependentes de forças de vendas
numerosas ou com razoável dispersão geográfica.

Devem também ser criados relatórios para analisar os custos, eficiência, rapidez e qualidade de produção, o tempo necessário
para produzir componentes individuais, taxas de desperdícios, e a taxa de produção de cada uma das máquinas, custos com
materiais e de energia. Estes serão tendencialmente analisados pelo Departamento de Produção, mas também têm de ser
facilmente perceptíveis para aqueles que, dentro da companhia (como o Departamento Financeiro), os devem analisar dentro
do contexto total dos custos do negócio e da informação de gestão.

Na área do Controlo Financeiro, será necessário decidir se o negócio terá dimensão suficiente para que seja necessário criar
um Departamento Financeiro ou de Contabilidade próprio ou se estas actividades podem ser efectuadas por especialistas
externos. A opção interna é a mais desejável para uma empresa que planeie atingir uma dimensão razoável. No entanto, se os
recursos são escassos no início, a alternativa poderá ser o de aproveitar alguém dentro da empresa que possa realizar as
funções contabilísticas essenciais numa base diária, e usar depois uma firma de Contabilidade que processará a informação
numa base regular. O aumento do negócio e da sua complexidade deverá implicar a criação de um Departamento Financeiro
que terá por missão assegurar todos os circuitos e a produção de toda a informação relevante para uma adequada gestão a
este nível.

Alguns elementos fundamentais do ponto de vista Financeiro

Que tipo de contabilista e forma de contabilidade é que foi escolhido?


Que tipo de controlo de informação será produzido e com que frequência?
Que outros tipos de controlo do negócio vão ser implementados (produção, pessoal, qualidade, ambiental…)?
Que sistemas de informação se vão usar?
Quem serão os auditores?

9. Investimento necessário
Os passos anteriormente dados conduzem, normalmente, a que haja informação suficiente para permitir aos potenciais
investidores uma tomada de decisão.

É, no entanto, comum recorrer também a um aconselhamento sobre quais as potenciais estruturas de financiamento.

Em termos gerais, as principais opções disponíveis são as participações no Capital da Empresa (pelos promotores ou entidades
terceiras como as entidades de Capital de Risco) ou o financiamento com Capital Alheio, que pode revestir várias formas de
divida: emissões obrigacionistas, empréstimos a curto e longo prazo, papel comercial, etc.

3
9
Como elaborar um plano de negócios
Na altura da escolha das potenciais formas de financiamento, será necessário especificar qual a necessidade de capital de
base e os fundos necessários para a compra das instalações, do equipamento e de todo o tipo de investimento inicial
necessário. O período de financiamento deve ser especificado e também se este investimento pode ser faseado ou se
deverá ser feito de uma única vez.

A componente de financiamento assegurada pelos promotores tem de ser especificada, uma vez que esse é,
normalmente, um pré-requisito assumido pelos potenciais financiadores: que os promotores possuam um nível de
compromisso satisfatório dos seus próprios recursos antes que os financiadores estejam dispostos a avançar com mais
fundos.

Noções fundamentais a assegurar:

Baseado nas suas projecções financeiras, que fundos necessitará para iniciar o seu negócio e quando prevê que comece
a ter Receitas da sua actividade.

Baseado no seu cash-flow forecast, fundamente quando necessitará das várias entradas de fundos previstas.

Quanto capital irá investir ?


Onde espera você ir arranjar os outros fundos? Empréstimos? Aumentos de capital?

Que acções ou outros bens estão eventualmente disponíveis como caução?

Como pode o negócio falhar e qual o nível de risco?

Como é que tenciona gerir ou minimizar esses riscos e quais as suas consequências?

O que está a oferecer a um investidor externo?

Que saídas/possibilidades de venda estão disponíveis para um investidor e ao fim de quantos anos?

Documentos de Suporte que deverão ser incluídos


No mínimo, deverão ser incluídos os seguintes anexos:

Modelo Financeiro preenchido e adequadamente justificado;

Deverão ser criados anexos com informação de mercado relevante para fundamentar os vários pressupostos
citados para elaboração das projecções de Vendas e Custos.

Declarações de impostos dos últimos 3 anos (para projectos sobre empresas já existentes);

Para negócios de franchising, uma cópia do contrato de franchise e todos os documentos de suporte
fornecidos pelo franchisador;

Cópia da proposta de aluguer ou acordo de compra para construção do(s) espaço(s);

Cópia das licenças, patentes e outros documentos legais;

No caso de produtos, descrições e especificações técnicas;

Acordos de parcerias existentes, em caso aplicável;

4
0
CV's dos promotores.

4
1

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