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FT3 - Difusão

Projeto de difusão

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

CURSO DE ENGENHARIA QUIMICA

FTQ023 - Fenômenos de Transporte III

Autor(es): Elton Pereira de Alencar N°2205055


Fernanda Menezes da Silva N°22051178
João Lucas Botelho de Souza N°21854924
Luana Silva da Silva N°22053014

Difusão

Data: 01/09/2023

Status do Documento: Gráficos Ok

Revisão: 1
Descrição:

Neste estudo orientado, explora-se a análise da transferência de massa de


um solvente por meio da difusão molecular, onde as moléculas se movem em
nível microscópico. Realiza-se um experimento de difusão usando uma célula de
Arnold para compreender como um solvente, o linalol, se difunde no ar. O foco
principal é determinar o tempo necessário para que o nível do soluto diminuísse
em 1 cm e calcular o coeficiente de difusão DAB com base nos dados
experimentais. Também é comparado os resultados obtidos com informações
disponíveis na literatura.
O procedimento começa com a utilização de um banho-maria com
controle preciso de temperatura, mantendo assim a temperatura do sistema
constante. Em seguida, é introduzido uma quantidade específica de solvente em
um tubo capilar de 5 cm de altura, ajustando o nível do líquido para atingir 4,5
cm. A pressão total no sistema é de 1 atm. O tubo capilar com o solvente
permanece submerso no banho-maria, e observa-se o declínio do nível do líquido
ao longo do tempo para calcular o coeficiente de difusão.

Introdução

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CURSO DE ENGENHARIA QUIMICA

Introdução
A transferência de massa corresponde ao fenômeno de transporte no qual ocorre a
deslocação de uma ou mais espécies químicas em um determinado meio, o qual pode ser
sólido, líquido ou gasoso. Esse transporte das espécies químicas é conduzido por meio
de dois mecanismos principais: difusão e/ou convecção.
A difusividade mássica, também conhecida como coeficiente de difusão, é um
parâmetro que quantifica a capacidade com que um soluto A se desloca em um solvente
B específico. Esse coeficiente de difusão é sensível a fatores como pressão, temperatura
e composição do sistema. Para determinar essa propriedade para uma substância, como o
linalol, é possível conduzir experimentos utilizando uma configuração conhecida como
célula de difusão de Arnold.
A célula de Arnold, uma técnica reconhecida na área, é empregada para medir
coeficientes de difusão, como o DAB, em diferentes sistemas químicos. A montagem
dessa célula envolve um tubo de ensaio no qual um líquido é inserido até uma
determinada altura, enquanto o espaço restante é preenchido com ar estagnado. O
cálculo do coeficiente de difusão é alcançado por meio da análise do decréscimo da
altura do líquido ao longo do tempo.
O presente estudo tem como propósito analisar a variação do nível de linalol ao
longo de um intervalo de tempo definido, além de comparar os coeficientes de
difusividade experimentais e teóricos, visando avaliar as discrepâncias entre esses
valores

Figura 1 : Representação do processo de difusão do linalol


Fonte: Autores, 2023

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Figura 2 : Representação do processo de difusão do linalol


Fonte: Autores, 2023

Hipóteses
Ÿ Sistema Binário A(Linalol) - B (ar)
Ÿ Sem reação química Ra= 0
Ÿ Esquema pseudo-estacionário
Ÿ diâmetro relativamente pequeno
Ÿ Difusão unidimensional
Ÿ Meio inerte
Ÿ Ar estagnado
Ÿ Temperatura e pressão constante
Ÿ Mistura gasosa ideal
Ÿ Propriedades uniformes

Condições Operacionais

T ≔ 25 °C Temperatura do sistema
P ≔ 1 atm Pressão total
YA2 ≔ 0 Pressão parcial do soluto no topo
kg ⋅ m 2
R = 8.3145 ―――― Constante dos gases
s 2 ⋅ K ⋅ mol

Z1 ≔ 0.5 cm Variação da cota no instante inicial

Z2 ≔ 4 cm Variação da cota no instante final

Ti ≔ 0 s instante inicial

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Propriedades das substâncias

Formula molecular linalol: C10H18O

Substância apolar
gm
ρA ≔ 0.858 ―― Densidade em 20°C
cm 3
gm
MA ≔ 154.25 ―― Massa molar do linalol
mol
gm
MB ≔ 28.85 ―― Massa molar do ar seco
mol
PA1 ≔ 21.33158 Pa Pressão de Vapor do linalol
PA2 ≔ 0

Determinação da propriedade de transporte de massa


Determinação do coeficiente de difusividade teórico

O coeficiente de difusão é uma propriedade muito importante, isso porque ele caracterisa
a transferencia de massa molecular. Existem várias equações teóricas para se estimar o
coeficiente de difusividade, uma por exemplo, é Equação de Chapman-Enskog (Figura 1),
muito aplicada quando se trabalha com sistemas de baixas preções ou quando se tem uma
mistura binária de gases apolares, entretanto essa equação não é favoraél para esse
experimento, isso porque é necessário informações sobre os parâmetros de Lennard-Jones
(εi, σi) e não nos foi informado.
Utlilizaremos então uma outra correlação, essa que foi recomendada por Fuller, Schettler
e Giddings que nos permiti avaliar a difusividade quando não se possui os parâmetros de
Lennard-Jones. Nessa nova equação, os termos de interação da equação de Chapman foram
substituidos pelos volumes atomicos, que são atribuidos a difusão. Assim calculamos o
coeficiente de difusividade teórico da seguinte maneira:

Correlação de Fuller,Schetter e Giddings

1.Determinação do volume atômico de difusão


Linalol : C10H18O
cm 3 cm 3 cm 3
υC ≔ 16.5 ―― υH ≔ 1.98 ⋅ ―― υO ≔ 5.48 ⋅ ――
mol mol mol
Ref: Table 6.2-2 Atomic Diffusion Volumes for use with the
Fuller,Schetter and Giddings Method.

cm 3
ΣυA ≔ 10 υC + 18 υH + υO = 206.12 ――
mol

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Ar :
cm 3
ΣυB ≔ 20.1 ――
mol
Ref: Table 6.2-2 Atomic Diffusion Volumes for use
with the Fuller,Schetter and Giddings Method.
1 1
― ―
3 cm3
dAB ≔ ΣυA + ΣυB = 8.626 ―― 1

3
mol

dAB ≔ 8.626 ⋅ 10 -10 m

2.Determinação do coeficiente de difusão


1

-3 1.75 2
1 ⋅ 10 ⋅ T ⎛ 1 1 ⎞
DAB ≔ ――――― ⋅ ⎜―― + ――⎟
P ⋅ dAB 2 ⎝ MA MB ⎠

Aplicando as condições operacionais:

T ≔ 298.15 P ≔ 1 dAB ≔ 8.626 MA ≔ 154.25 MB ≔ 28.85

m2
Essa correlação tem unidades que são já indicadas para que se obtenha o valor de DAB em ――
s
que é o padrão si, por isso para que não ocorra erros, consideramos os termos a cima adimenssionais.
1

-7 1.75 2
1 ⋅ 10 ⋅ T ⎛ 1 1 ⎞ -6
DAB ≔ ――――― 2
⋅ ⎜―― + ――⎟ = 5.8318 ⋅ 10
P ⋅ dAB ⎝ MA MB ⎠

m2
DAB ≔ 5.8318 ⋅ 10 -6 ――
s

Ao analisar a equação em si, notamos que quanto maior for o volume atômico das
espécies menor vai ser o valor do coeficiente. Isso porque quanto maior o espaço ocupado
maior é a resistencia à passagem, logo as moléculas vão colidir com uma intencidade maior
o que vai dificultar o transporte da espécie no meio.
De acordo com a literatura a mobilidade molecular é muito maior nos gases, dessa
forma o coeficiente de difusividade também. Em gases normalmente a ordem de grandeza
m2
encontrada é de 10 -6 a 10 -5 ―― , com isso podemos observar que o valor teórico
s
encontrado pode ser considerado adequado e aceitavél, visto que esta dentro da ordem de
grandeza encontrada na literarura .

Determinação da equação da taxa de transporte

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Determinação da equação da taxa de transporte

1. Balanço de massa
NAz ⋅ S - NAz + Δz ⋅ s = 0
-⎛⎝NAz + Δz ⋅ S - NAzS⎞⎠ = 0
⎛⎝-⎛⎝NAz + Δz ⋅ S - NAzS⎞⎠ = 0⎞⎠ ÷ SΔz

⎛ NAz + Δz - NAz ⎞
⎜―――――⎟ = 0
⎝ Δz ⎠
⎛ NAz + Δz - NAz ⎞
lim ⎜―――――⎟ = 0
Δz → 0 ⎝ Δz ⎠

dNAz
――= 0 Equação da continuidade (Equação 1)
dz

Ÿ Equação do fluxo de A: Naz

NAz = jAz + CAv


NA + NB NA dCA
N = NA + NB = Cv , v = ―――= ―― , jAz = -DAB ⋅ ――
C C dz
dCA NA
NAz = -DAB ⋅ ―― + CA ⋅ ――
dz C
dCA CA
NAz = -DAB ⋅ ―― + ――⋅ NAz , dCA = C ⋅ dyA
dz C
dyA
NAz = -DAB ⋅ ―― + yA ⋅ NAz
dz
dyA
⎛⎝1 - yA⎞⎠ ⋅ NAz = -DAB ⋅ C ――
dz

-DAB dyA -DAB


NAz = ――― ⋅ C ―― NAz ⋅ dz = ――― ⋅ C dyA
⎛⎝1 - yA⎞⎠ dz ⎛⎝1 - yA⎞⎠
1
NAz ⋅ dz = -DAB ⋅ C ⋅ ――― ⋅ dyA
⎛⎝1 - yA⎞⎠
yA2
z2
⌠ 1
NAz ⋅ ⌠
⌡ 1 d z = -DAB ⋅ C ⋅ ⎮ ―――d yA
⎮ ⎛1 - yA⎞⎠
z1 ⌡⎝
yA1

⎛⎝1 - yA2⎞⎠
NAz ⋅ ⎛⎝z2 - z1⎞⎠ = DAB ⋅ C ⋅ ln ―――
⎛⎝1 - yA1⎞⎠
DAB ⋅ C ⎛⎝1 - yA2⎞⎠
NAz = ―――⋅ ln ――― Equação do Fluxo de A (Equação 2)
⎛⎝z2 - z1⎞⎠ ⎛⎝1 - yA1⎞⎠

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Ÿ Equação 2 com Z em função do tempo


DAB ⋅ C ⎛⎝1 - yA2⎞⎠
⎛⎝z2 - z1⎞⎠ = Z = f ((t)) NAz = ―――⋅ ln ―――
⎛⎝z2 - z1⎞⎠ ⎛⎝1 - yA1⎞⎠

Ÿ Em termos de Taxa
WAz = NAz ⋅ S
DAB ⋅ C ⋅ S ⎛ 1 - yA2 ⎞ PA1 = P ⋅ yA1 n P
C = ―= ――
WAz = ―――― ln ⎜――― ⎟ V RT
Z ⎝ 1 - yA1 ⎠ PA2 = P ⋅ yA2

⎛ PA2 ⎞
⎜ 1 - ―― ⎟
DAB ⋅ C ⋅ S ⎜ P ⎟
WAz = ―――― ln ―――
Z⋅R⋅T ⎜ PA1 ⎟
⎜ 1 - ―― ⎟
⎝ P ⎠
DAB ⋅ C ⋅ S ⎛ P - PA2 ⎞
WAz = ―――― ln ⎜――― ⎟ Taxa de A (Equação 3)
Z⋅R⋅T ⎝ P - PA1 ⎠

Ÿ Outra relação em termos de Taxa


d ⎛ mA ⎞
WAz = ― ⎜―― ⎟
dt ⎝ MA ⎠
d ⎛ ρ ⋅ S ⋅ Δz ⎞
WAz = ― ⎜―――⎟
dt ⎝ MA ⎠

ρA ⋅ S dz
WAz = ――⋅ ― Taxa de A (Equação 4)
MA dt

Ÿ Igualando as equações 3, 4 e isolando o dt

DAB ⋅ C ⋅ S ⎛ P - PA2 ⎞ ρA ⋅ S dz
―――― ln ⎜――― ⎟ = ――⋅ ―
Z⋅R⋅T ⎝ P - PA1 ⎠ MA dt

R⋅T 1 ρA
dt = ――― ⋅ ――――⋅ ―― Z ⋅ dz
DAB ⋅ P ⎛ P - PA2 ⎞ MA
ln ⎜――― ⎟
⎝ P - PA1 ⎠
tf Zf
R ⋅ T ⋅ ρA
⌠ 1 d t dt = ―――― 1
⌡ ⋅ ――――⋅ ⌠ Z dz
DAB ⋅ P ⋅ M A
⎛ P - PA2
⎞ ⌡
0
ln ⎜――― ⎟ Zi
⎝ P - PA1 ⎠

R ⋅ T ⋅ ρA 1 ⎛Z 2 -Z 2 ⎞
f i
tf = ――――⋅ ――――⋅ ⎜―――⎟ Equação do tempo de
DAB ⋅ P ⋅ MA ⎛ ⎞
P - PA2 ⎝ 2 ⎠
ln ⎜――― ⎟ queda de nível
⎝ P - PA1 ⎠

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2 DAB ⋅ P ⋅ MA ⎛ P - PA2 ⎞
Zf 2 - Zi 2 = ――――― ⋅ ln ⎜――― ⎟ ⋅ tf
R ⋅ T ⋅ ρA ⎝ P - PA1 ⎠
α=Coeficiente angular da reta
2 DAB ⋅ P ⋅ MA ⎛ P - PA2 ⎞ Equação do coeficiente de
α = ――――― ⋅ ln ⎜――― ⎟
R ⋅ T ⋅ ρA ⎝ P - PA1 ⎠ difusão

α ⋅ R ⋅ T ⋅ ρA 1
DAB = ―――― ⋅ ――――
2 ⋅ P ⋅ MA ⎛ P - PA2 ⎞
ln ⎜――― ⎟
⎝ P - PA1 ⎠

Determinação do tempo necessário para o que o nível caia de 4,5cm para 1cm

gm
T ≔ 298.15 K P ≔ 1 atm MA ≔ 154.25 ――
mol
z2 ≔ 5 cm - 1 cm z1 ≔ 5 cm - 4.5 cm
ρA ⎛⎝z2 2 - z1 2 ⎞⎠ R ⋅ T 1
t ≔ ―― ⋅ ――――⋅ ――― ⋅ ――――= 2.7658 yr
MA 2 P ⋅ DAB ⎛ P - PA2 ⎞
ln ⎜――― ⎟
⎝ P - PA1 ⎠

De acordo com o resultado obtido, seria necessário 2,7658 anos para que o nível de linalol caísse de
4,5cm para 1cm.

Dados Experimentais
Os dados seguintes são referentes aos dados do experimento da diferença quadrática da
altura pelo topo (cm^2) em função do tempo (s).

Z0 ≔ 0.01 m f ⎛⎝Zf⎞⎠ ≔ Zf 2 - Z0 2

⎡ ⎤ ⎡ 4 ⎤ ⎡ 0.01 ⎤ ⎡0 ⎤
0s
⎢ 3563750 s ⎥ ⎢ 3.8 ⎥ ⎢ 0.012 ⎥ ⎢ 4.4 ⋅ 10 -5 ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ -5

5052750 s ⎥ 3.6 ⎥ 0.014 ⎥
t≔⎢ x≔⎢ cm Zf ≔ ⎢ m f ⎛⎝Zf⎞⎠ = ⎢ 9.6 ⋅ 10 ⎥ m 2
⎢ 8557511 s ⎥ ⎢ 3.4 ⎥ ⎢ 0.016 ⎥ ⎢ 0.0002 ⎥
⎢ 14515034 s ⎥ ⎢ 3.2 ⎥ ⎢ 0.018 ⎥ ⎢ 0.0002 ⎥
⎢⎣ 18086251 s ⎥⎦ ⎢⎣ 3 ⎥⎦ ⎢⎣ 0.02 ⎥⎦ ⎢ ⎥
⎣ 0.0003 ⎦

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Regressão Linear

Xn ≔ 6 Quantidade de dados

∑t ∑ f ⎛⎝Zf⎞⎠
Média das variáveis
xm ≔ ―― ym ≔ ―――
Xn Xn
Xn Xn
Sxy ≔ ∑ ⎛t ⋅ f ⎛⎝Zf⎞⎠ ⎞ - Xn ⋅ xm ⋅ ym Sxx ≔ ∑ ⎛t ⎞ 2 - Xn ⋅ ⎛⎝xm⎞⎠ 2
i=1 ⎜ i=1 ⎝ ⎠
i⎟
⎝i ⎠ i

Sxy
a1 ≔ ―― a0 ≔ ym - a1 ⋅ xm
Sxx

m2
a1 = ⎛⎝1.6297 ⋅ 10 -11⎞⎠ ―― a0 = ⎛⎝1.4692 ⋅ 10 -6⎞⎠ m 2 y1 ≔ a0 + a1 ⋅ t Modelo de regressão
s
Xn Xn
St ≔ ∑ ⎛f ⎛⎝Zf⎞⎠ - ym⎞ 2 Sr ≔ ∑ ⎛f ⎛⎝Zf⎞⎠ - y1 ⎞ 2
i=1 ⎜ ⎟⎠ i=1 ⎜
i i i⎟
⎝ ⎝ ⎠

St - Sr
R2 ≔ ――― R2 = 0.9869 Coeficiente de determinação
St

Determinação do coeficiente de difusividade através dos dados experimentais


a1 ⋅ R ⋅ T ⋅ ρA 1 -6⎞ m
2
DeAB ≔ ――――⋅ ――――= ⎝5.2667 ⋅ 10 ⎠ ―― ⎛
2 ⋅ P ⋅ MA ⎛ P ⎞ s
ln ⎜――― ⎟
⎝ P - PA1 ⎠

Desvio relativo entre o coeficente teórico e o experimental

⎛⎝DAB - DeAB⎞⎠
Desvio ≔ ――――― = 0.1073
DeAB

O coeficiente de difusão obtido por meio da equação da literatura apresentou um desvio relativo
de 10,73% em relação ao valor experimental. Essa diferença pode sugerir que a equação pode estar
levemente desajustada à sitaução experimental em questão, já que os valores teóricos são geralmente
baseados em modelos teóricos e parâmetros previamente estabelecidos.

Gráfico contendo a queda de nível ao longo do tempo

⎡0⎤
⎢1⎥
⎢ ⎥
tempo ≔ ⎢ 2 ⎥ yr
⎢3⎥
⎢⎣ 4 ⎥⎦

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1

2
⎛ 2 ⋅ MA ⋅ DAB ⋅ P ⎛ P - PA2 ⎞ 2

teorico ≔ 0.05 m - ⎜――――― ⋅ ln ⎜――― ⎟ ⋅ tempo + Z0 ⎟
⎝ ρA ⋅ T ⋅ R ⎝ P - PA1 ⎠ ⎠
1

2
⎛ 2 ⋅ MA ⋅ DeAB ⋅ P ⎛ P - PA2 ⎞ 2

exper ≔ 0.05 m - ⎜―――――⋅ ln ⎜――― ⎟ ⋅ tempo + Z0 ⎟
⎝ ρA ⋅ T ⋅ R ⎝ P - PA1 ⎠ ⎠

4.1

3.7

3.3

2.9

2.5

2.1
exper ((cm ))
1.7
teorico ((cm ))
1.3

0.9

0.5

0.1

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110
tempo ((fortnight ))

Gráfico 1: Decaimento do nível em função do tempo para DAB teórico e experimental .

Gráfico 1: A convergência entre as linhas esperada e teórica em um gráfico que


representa a queda de nível ao longo do tempo sugere que as previsões iniciais foram
fundamentadas em um modelo teórico preciso, dados confiáveis e a ausência de
variáveis desconhecidas significativas ou perturbações inesperadas. Isso indica uma
sólida correspondência entre as expectativas iniciais e a realidade do sistema. No
entanto, é crucial ressaltar que essa coincidência pode ser afetada por mudanças
inesperadas nas condições do sistema.

Determinação da equação do perfil de concentração para regime permanente

dNAz -DAB dyA


――= 0 NAz = ――― ⋅ C ――
dz ⎛⎝1 - yA⎞⎠ dz
Equação da continuidade (Equação 1) Equação do Fluxo da substância

- Substituindo a equação fluxo na equação da continuidade:

⎛ -DAB dyA ⎞ ⎛ 1 dyA ⎞


d ⎜――― ⋅ C ―― ⎟ d ⎜――― ⋅ ―― ⎟
⎝ ⎛⎝1 - yA⎞⎠ dz ⎠ ⎝ ⎛⎝1 - yA⎞⎠ dz ⎠
――――――― =0 ―――――― =0
dz dz

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⎛ 1 dyA ⎞ ⎛ 1 dyA ⎞ ⌠
d ⎜――― ⋅ ―― ⎟ = 0 ⋅ dz ⌠ d ⎜――― ⋅ ―― ⎟=⌡ 0 dz

⎝ ⎛⎝1 - yA⎞⎠ dz ⎠ ⎝ ⎛⎝1 - yA⎞⎠ dz ⎠

1 dyA dyA
――― ⋅ ―― = C1 ――― = dz ⋅ C1
⎛⎝1 - yA⎞⎠ dz ⎛⎝1 - yA⎞⎠

⌠ 1
⎮ ―――d yA = ⌠ C1 d z
⎮ ⎛1 - yA⎞⎠ ⌡ -ln ⎛⎝1 - yA⎞⎠ = C1 ⋅ z + C2
⌡⎝

- Aplicando as condições de contorno:


CC1: Z=Z1 , Ya = Ya1
-ln ⎛⎝1 - yA1⎞⎠ = C1 ⋅ z1 + C2 (Equação 1)

CC1: Z=Z2 , Ya = Ya2

-ln ⎛⎝1 - yA⎞⎠ = C1 ⋅ z + C2 (Equação 2)

⎛ 1 ⎞ ⎛ 1 - yA1 ⎞
C1 = ⎜――― ⎟ ⋅ ln ⎜――― ⎟
⎝ z1 - z2 ⎠ ⎝ 1 - yA2 ⎠

⎛ 1 - ln ⎞ z1
C1 = -ln ⎛⎝1 - yA⎞⎠ - ln ⎜――― ⎟ ⋅ ―――
⎝ 1 - yA2 ⎠ ⎛⎝z1 - z2⎞⎠

1 ⎛ 1 - yA1 ⎞ ⎛ ⎛ 1 - yA1 ⎞ z1 ⎞
-ln ⎛⎝1 - yA⎞⎠ = ―――⋅ ln ⎜――― ⎟ ⋅ z - ⎜-ln ⎛⎝1 - yA1⎞⎠ - ln ⎜――― ⎟ ⋅ ――― ⎟
⎛⎝z1 - z2⎞⎠ ⎝ 1 - yA2 ⎠ ⎝ ⎝ 1 - yA2 ⎠ ⎛⎝z1 - z2⎞⎠ ⎠
⎛ ⎛ 1 - yA ⎞ ⎛ 1 - yA2 ⎞ z - z1 ⎞
exp ⎜ln ⎜――― ⎟ = ln ⎜――― ⎟ ⋅ ――― ⎟
⎝ ⎝ 1 - yA2 ⎠ ⎝ 1 - yA1 ⎠ ⎛⎝z2 - z1⎞⎠ ⎠

- Equação Perfil de concentração de A


⎛ z - z1 ⎞
⎜――― ⎟
⎛ 1 - yA ⎞ ⎛ 1 - yA2 ⎞ ⎜⎝ z2 - z1 ⎟⎠
⎜――― ⎟ = ⎜――― ⎟
⎝ 1 - yA1 ⎠ ⎝ 1 - yA1 ⎠

Gráfico do perfil de concentração depois do sistema atingir 1 cm - Regime permanente

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Gráfico do perfil de concentração depois do sistema atingir 1 cm - Regime permanente

h1 ≔ 1 h2 ≔ 5 yA1 ≔ 0.5 yA2 ≔ 0

⎛ ⎛ a - h1 ⎞⎞ ⎡1⎤

⎜――― ⎟ ⎢2⎥
⎛ 1 - yA2 ⎞ ⎜⎝ h2 - h1 ⎟⎠⎟ ⎢ ⎥ altura no
yA ((a)) ≔ 1 - ⎜⎛⎝1 - yA1⎞⎠ ⎜――― ⎟ ⎟ ((linalol)) a≔⎢3⎥
capilar (cm)
⎜⎝ ⎝ 1 - yA1 ⎠ ⎟⎠
⎢4⎥
⎢⎣ 5 ⎥⎦
yB ((a)) ≔ 1 - yA ((a)) ((ar))

0.9

0.8

0.7

0.6

0.5
yA ((a))
0.4
yB ((a))
0.3

0.2

0.1

0
1 1.4 1.8 2.2 2.6 3 3.4 3.8 4.2 4.6 5

Gráfico 2: Concentração do linalol no capilar em função do nível .


Gráfico 2: O gráfico mostra a fração molar do linalol dentro do capilar (de 1cm até 5cm) em
conjunto com a fração molar do ar, quando o nível chega a 1 cm e o sistema se torna
permanente.
Assim ao analisar o gráfico é possível observar que ya (concentração do linalol) vai
diminuindo ao longo do capilar, enquanto o yb (concentração do ar) age de maneira inversa, ou
seja, ela vai aumentando ao longo do capilar.

Análise
O experimento buscou de uma forma simles estudar o comportamento de difusão do
Linalol no ar, a partir da utilização uma célula de Arnold. Para essa análise utilizamos
valores das propriedades do Linalol encontrados na literatura e tambem alguns fornrecidos
na Tabela 2 – Dados do experimento de difusão, em 1 atm e 25.
O primeiro ponto desse experimento foi determinar o tempo que seria necessário para o
nível de líquido cair para 1 cm. Por isso fez-se necessário o cálculo de um coeficiente de
difusão teórico, esse foi cálculado a partir de uma correlação empírica muito conhecida, a
correlação de Fuller, Schettler e Giddings (Figura 2). Nesta correlação para o cálculo do
coeficiente utilizou-se os volumes atomicos, que são atribuidos a difusão. Feito isso
m2
encontrou-se um valor de DAB teórico igual a 5.8318 ⋅ 10 -6 ――, o que foi considerado
s
um valor adequado, visto que sua ordem de grandeza está dentro do intervalo estabelecido
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pela literatura.
na Tabela 2 – Dados do experimento de difusão, em 1 atm e 25.
O primeiro ponto desse experimento foi determinar o tempo que seria necessário para o
nível de líquido cair para 1 cm. Por isso
UNIVERSIDADE fez-se necessário
FEDERAL o cálculo de um coeficiente de
DO AMAZONAS
CURSO DE
difusão teórico, esse foi cálculado ENGENHARIA
a partir QUIMICAempírica muito conhecida, a
de uma correlação
correlação de Fuller, Schettler e Giddings (Figura 2). Nesta correlação para o cálculo do
coeficiente utilizou-se os volumes atomicos, que são atribuidos a difusão. Feito isso
m2
encontrou-se um valor de DAB teórico igual a 5.8318 ⋅ 10 -6 ――, o que foi considerado
s
um valor adequado, visto que sua ordem de grandeza está dentro do intervalo estabelecido
pela literatura.
Achado o valor teórico de , substituimos na equação do tempo de queda de nível, dada
por :
ρA ⎛⎝z2 2 - z1 2 ⎞⎠ R ⋅ T 1
t ≔ ―― ⋅ ――――⋅ ――― ⋅ ――――
MA 2 P ⋅ DAB ⎛ P - PA2 ⎞
ln ⎜――― ⎟
⎝ P - PA1 ⎠

Essa equação foi encontrada a partir da correlação entre outras duas equações que fazem
relação a taxa, Equação 3 e Equação 4. Aplicando então essa equação encontramos o valor
de 8.7279 ⋅ 10 7 s , que ao analisar conclui-se que está coerente, visto os valores dos dados
oferecidos.
Para o segundo ponto desse estudo calculou-se um outro valor de DAB , dessa vez
utilizando valores experimentais encontrados na Tabela 2. Esse coeficiente foi encontrado a
partir da equação:
a1 ⋅ R ⋅ T ⋅ ρA 1
DeAB ≔ ――――⋅ ――――
2 ⋅ P ⋅ MA ⎛ P ⎞
ln ⎜――― ⎟
⎝ P - PA1 ⎠
onde representa o coeficiente angular encontrado a partir da regressão linear utilizando os
2
⎛ -6⎞ m
dados experimentais. Aplicando a equação encontrou-se o valor de ⎝5.2667 ⋅ 10 ⎠ ―― ,
s
comparando esse valor com o valor teórico, conclui-se que o valor achado para teórico
realmente pode ser aceito, visto que a diferença nos valores minímo.
No terceiro ponto foi plotado um gráfico contendo a queda de nível ao longo do
tempo, para os dois valores de , experimental e teórico, e nesse gráfico foi utilizdo um vetor
tempo em (cerca de 14 dias), e ao análisa-lo foi possível chegar a conclusão que em relação
ao valor experimental o valor do coeficiente teórico decai mais rápido que o valor
experimental, isso pode ser atribuido á pequena diferença de valores entre os dois.
Por fim no ultimo ponto, foi plotado um gráfico do perfil de concentração ao longo do
capilar, quando o nível atingiu 1 cm, considerando que sistema está em regime permanente.
Ao analisar o perfil conclui-se que a concentração do linalol vai diminuindo ao longo do
tubo capilar, enquanto a concentração do ar no tubo vai almentando.

Referências
Ÿ Bird, R. B., Stewart, W. E., & Lightfoot, E. N. (2007). Transport Phenomena. Wiley.
Ÿ Cussler, E. L. (2009). Diffusion: Mass Transfer in Fluid Systems. Cambridge
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CURSO DE ENGENHARIA QUIMICA

Referências
Ÿ Bird, R. B., Stewart, W. E., & Lightfoot, E. N. (2007). Transport Phenomena. Wiley.
Ÿ Cussler, E. L. (2009). Diffusion: Mass Transfer in Fluid Systems. Cambridge
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Ÿ Geankoplis, C. J. (2003). Transport Processes and Separation Process Principles.
Prentice Hall.
Ÿ McCabe, W. L., Smith, J. C., & Harriott, P. (2005). Unit Operations of Chemical
Engineering. McGraw-Hill Education.
Ÿ Schlichting, H., & Gersten, K. (2003). Boundary-layer theory. Springer.
Ÿ Perry, R. H., Green, D. W., & Maloney, J. O. (2007). Perry's Chemical Engineers'
Handbook. McGraw-Hill Education.
Ÿ PUBCHEM.Linalool.Disponível em: https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/
Linalool
Ÿ Schlichting, H., & Gersten, K. (2003). Boundary-layer theory. Springer.
Ÿ SIGMA ALDRICH. Solvent Miscibility Table. Merck, v. 1, n. 1, 2021. https://
www.sigmaaldrich.com/BR/pt/product/aldrich/l2602
Ÿ REID, R. C.; PRAUSNITZ, J. M.; POLING, B. E. The Properties of Gases and
Liquids. [s.l.] McGraw-Hill Companies, 1987.
Ÿ
Anexos

Figura 1: Equação de Chapman-Enskog

Figura 2: Correlação de Fuller, Schetter e Giddings

Tabela 2: Dados do experimento de difusão, em 1 atm e 25°C

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Table 6-2.2 Atomic Diffusion Volumes for Use


whit the Fuller,Schettler and Giddings Method

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