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Avaliação Ergonômica no Trabalho

Ergonomia

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1.

INTRODUÇÃO

De maneira resumida, podemos entender ergonomia como o estudo da relação que existe
entre o homem e a forma como ele executa seu trabalho – presente, inclusive, na legislação por
meio da Norma Regulamentadora 17.

Apesar de ser um tema atual, sua história mostra como a preocupação com a adaptação
do trabalho ao homem vem de muito tempo atrás. Isso porque ela nasceu oficialmente no século
XX, mas desde a pré-história o ser humano busca soluções para adaptar o trabalho e tarefas às
suas próprias condições.

A ergonomia, portanto, consiste em possibilitar a uma pessoa realizar uma determinada


atividade adequando os recursos e o meio a seu favor.

Os ancestrais pré-históricos do ser humano perceberam que era necessário adaptar armas
para garantir a sua sobrevivência, facilitando a caça e a defesa. Também desenvolveram objetos,
utensílios e ferramentas para modificar o ambiente ao seu redor.

Mesmo com uma tradição tão longínqua, o conceito de ergonomia foi utilizado pela
primeira vez apenas em 1857, pelo polonês Wojciech Jarstembowsky. A partir daí, ele passou
a ser explorado não apenas no ambiente de trabalho, mas também nas atividades rotineiras, no
esporte e até mesmo no lazer.

Com a intenção de prevenir acidentes, corrigir erros e diminuir riscos, seu principal
objetivo é aumentar o conforto, a saúde e a segurança do trabalhador.

Por meio da análise da postura, dos movimentos corporais, dos equipamentos usados e
dos fatores físicos do ambiente de trabalho, ela busca promover a perfeita integração entre as
capacidades e limitações do trabalhador, suas condições de trabalho e a eficiência do sistema
produtivo.
2. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE

Atividade: Introdução da seringa e do frasco de xarope dentro do cartucho.

Não foi possível a retirada de fotografias no local de produção por não permissão da
empresa.

A atividade ocorre durante o processo de encartuchamento, onde o colaborador coloca


uma seringa e um frasco de xarope dentro de um cartucho (caixa do remédio).
Nesse produto especifico o colaborador tem que pegar dois itens cerca de 30 vezes por
minuto.
Ele coloca os dois braços alinhado com o tronco, porem abertos em ângulos entre 20° e
45°.

Após isso o ele leva os dois braços pra frente em sentido anti-horário cerca de 90° e os
flexiona o antebraço cerca de 60° a 90°.
.
Após isso ele completa com uma envergadura da mão para introduzir os itens dentro do
cartucho.
Em todo o ciclo o mesmo permanesse com o pescoço flexionado para baixo e de pé.
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

RULA
Decidir qual instrumento de avaliação ergonômica empregar depende do contexto e
objetivos da avaliação realizada. Ferramentas tradicionais e autônomas como o RULA podem
ser empregadas quando existem necessidades específicas a serem tratadas ou se há dúvida de
movimento repetitivo nos membros superiores (DUFFY, 2008). RULA (Rapid Upper-limb
assessment), é uma Análise Rápida dos Membros Superiores, é um método simples de
levantamento de informações com fins na investigação ergonômica nos postos de trabalho que
possuam potencial causador de desordens musculoesqueléticas.
Tem como finalidade investigar a exposição sofrida por trabalhadores durante a
atividade laboral, de fatores de risco. O método usa diagramas das posturas do corpo e três
escores que permitem a avaliação da exposição aos fatores de risco.
Desenvolvido para o uso em investigações ergonômicas de locais de trabalho, onde
foram reportadas doenças dos membros superiores ligadas ao trabalho. Este método não requer
equipamento especial e oferece uma rápida análise das posturas de pescoço, tronco e membros
superiores junto com a função muscular e a carga externa recebida pelo corpo (MCATAMNEY
e CORLETT, 1993).
4. APLICAÇÃO DA FERRAMENTA

Carga horária: 8h/dia;


Frequência da atividade: > 30/min;

São apresentadas tabelas que pontuam em função dos ângulos de cada parte do corpo para
cada grupo (A e B).

Grupo A – Braços, Antebraços e punho.

Grupo B – Pescoço, tronco e perna.

FONTE : EVALUACION ERGONOMICA DE PUESTOS DE TRABAJO


Grupo A

Braços: 3 pontos

FONTE : EVALUACION ERGONOMICA DE PUESTOS DE TRABAJO


Antebraço: 2 pontos

FONTE : EVALUACION ERGONOMICA DE PUESTOS DE TRABAJO


Punhos: 3 pontos

FONTE : EVALUACION ERGONOMICA DE PUESTOS DE TRABAJO

Tabela Grupo A: 4 pontos + 1 ponto por postura mantida mais de 1 min = 5 pontos.
Grupo B

Pescoço: 4 pontos

FONTE : EVALUACION ERGONOMICA DE PUESTOS DE TRABAJO


Tronco: 1 ponto

FONTE : EVALUACION ERGONOMICA DE PUESTOS DE TRABAJO

Pernas: 1 ponto

FONTE : EVALUACION ERGONOMICA DE PUESTOS DE TRABAJO


Tabela grupo B : 5 pontos + 1 por postura mantida por mais de 1 min = 6 pontos.

Tabela C:
5. CONCLUSÕES

Com a pontuação obtida na tabela C, é possível observar que a tarefa necessita de


mudança com extrema urgência, para o próprio bem e integridade física do colaborador.
Possíveis mudanças poderiam ser acrescentadas como, inserção de cadeiras ajustáveis
para que o trabalhador não fique de pé durante toda a atividade, e também o revezamento dos
postos de trabalho a cada hora.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CUESTA, Sabina Asensio - Evaluacion Ergonomica De Puestos De Trabajo


< [Link] Acesso em 08/11/2020.
< [Link] Acesso em 08/11/2020.

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