2510112019 PORTARIA N? 2.436, OF 21 DE SETEMBRO DE 2017 - Diario Orcial da Unido - Imprensa Nacional
€ DIARIO OFICIAL DA UNIAO
Publicado em: 22/09/2017 | Edigso: 183 | Seco: 1 | Pagina: 68,
Orgio: Ministério da Sadde/GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA N° 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017
Aprova a Politica Nacional de Atengao
Bésica,estabelecendo a reviso de
Giretrizespara_ a organizagdo da
Atengio Basica, noamblto do Sistema
Unico de Saiide(SUS),
(© MINISTRO DE ESTADO DA SAUDE, no uso das atribuigSesque Ihe conferem os incisos |e Il do parégrafo dnico do
art.87 da Consituigao, ©
Considerando a Lei n® 8.080, de 19 de setembro 1990, quedispée sobre as condigées para a promogao, protegdo ©
recuperagaoda saiide, a organizagao e o funcionamento dos servigas correspondentes,e dé outras providéntias, considerando:
CConsiderando a experiéncia acumulada do Controle Social daSaude & necessidade de aprimoramento do Controle Social
da Satideno Ambilo nacional e as reiteradas demandas dos Conselhos Estaduaise Municipals referentes as propostas de
‘composi¢ao, organizagao efuncionamento, conforme o art. 1°, § 2°, da Lel n? 8.142, de 28 dedezembro de 1990;
CConsiderando a Portaria n° 971/GMIMS, de 3 de mato de2006, que aprova a Poltica Nacional de Praticas Integrativas ©
‘Complementares(PNPIC) no Sistema Unico de Saude;
Considerando a Portaria n® 2.7 5IGMIMS, de 17 de novemibrode 2011, que atualiza a Polftica Nacional de Alimentaco
eNutrigao;
CConsiderando a Portaria Interministerial N® 1, de 2 de janeirode 2014, que institu a Polica Nacional de Atengao Integral &
‘Satidedas Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) no&mbito do Sistema Unico de Saude (SUS);
CConsiderando as Diretizes da Poltica Nacional de SaddeBucal
Considerando a Let n® 12.871, de 22 de outubro de 2013,que Insitul o Programa Mais Médicos, alterando a Lei no 8.745,
de Sde dezembro de 1993, @ a Leino 6.932, de 7 de julho de 1981;
Considerando 0 Decreto n° 7.508, de 21 de junho de 2011,que regulamenta a Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990,
paradispor sobre a organizagéo do Sistema Unico de Saide - SUS, oplanejamento da satide, a assistOncia a saide, ¢ a artculagao
interfederativa;
CConsiderancloa Portaria n° 204/GMIMS, de 29 de janeiro de2007, que regulamenta o financiamento e a transferéncia de
recursosfederais para as a¢Ses @ servigos de saide, na forma de blocos definanciamento, com respective monitoramenta @ controle;
Considerando a Portaria n? 687, de 30 de marco de 2006, queaprova a Politica de Promorao da Saude;
Considerancdo @ Portaria n® 4.279, de 30 de dezembro de2010, que estabelece diretrizes para a organizagao da Rede de
‘Atengd0a Satide no ambito do Sistema Unico de Saude (SUS);
Considerando a Resolugao CIT N° 21, de 27 de julho 462017 Consulta Pablica sobre a proposta de revisdo da Poltica
Nacionalde Atengao Bésica (PNAB), agosto de 2017; ©
CConsiderando a pactuago na Reunio da Comissao IntergestoresTrpartite do dia 31 de agosto de 2017, resolve:
‘Ad. 1° Esta Portaria aprova a Politica Nacional de Aten¢doBésica - PNAB, com vistas a revisdo da regulamentagao de
implantagoe operacionalizacao vigentes, no amibito do Sistema Unicode Saude - SUS, estabelecendo-se as diretrizes para a
‘organizagao docomponente Ateneo Basica, na Rede de Atengao Satide - RAS.
Pardgrafo dnico. A Poltca Nacional de Aten¢do Basica consideraos termos Ateneo Basica - AB e Atengdo Primaria &
‘Satide APS.nas aluais concepgées, como termos equivalentes, de forma associar a ambas os principios e as diretizes definidas
neste documento,
Ast.2° A Atengdo Basica é 0 conjunto de agbes de saideinélviduais, familiares e coletivas que envolvem promogao,
prevengio,protegao, diagndstico, tratamento, reabiltagso, reduc de danos,cuidados paliativos e vigiléncia em saude, desenvoWida
or meio depraticas de cuidado integrado e gestdo qualificada, realizada comequipe multiprofissional e dirigida a populagdo em
torrtério definido,sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitria
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§1° A Ateneo Buisica seré a principal porta de entrada ecentro de comunicagao da RAS, coordenadora do cuidado ©
ordenadoradas ages e servigos disponibilzados na rede.
§ 2° A Atengo Basica serd ofertada integralmente © gratutamentea todas as pessoas, de acordo com suas necessidades
‘edemandas do terrério, considerando os determinantes e condicionantesde saude,
§ 3° € proibida qualquer exclusdo baseada em idade, género,agaicor, etna, crenga, nacionalidade, orientagdo sexual,
identdade degénero, estado de salide, condicao socioeconémica, escolaridade, Imitagdofisica, intelectual, funcional e outras.
§ 4° Para © cumprimento do previsto no § 3°, serdo adoladasestratéglas que permitam minimizar
desigualdadesiniquidades, demodo a evitar exclusao social de grupos que possam vir a sofrerestigmatizarao ou disctiminarao, de
maneira que impacte na autonomiae na situagao de sade.
[At 3° Sto Pricipios e Diretrizes do SUS e da RAS a seremoperacionalizados na Atengo Basia:
1 Principos:
8) Universalidads:
») Equidade; ©
6) Inegraldade,
U1- Diretrizes:
8) Regionalizagso e Hierarquizacto:
») Tortoriatzagao;
) Populagdo Adscrta;
4) Cuidado centrado na pessoa:
©) Resolutvidade;
‘) Longitusinaldade do cuidado
8) Coordenarao do cuidado,
h) Ordenagao da rede; @
i) Partcipaglo da comunidade.
[At 4° A PNAB tem na Saide da Famlia sua estratégiaproritria para expansdo e consolidagao da Atencio Bésica
Pardgrafo Gnico. Serdo reconhecidas outras estratégias deAtencdo Bésica, desde que observados 0s principios ©
dirotizes previstosnesta portaria @ tenham cardter transitrio, devendo ser estimuladasua conversdo em Estratégia Saude da
Familia
‘At. 5° A integragao entre a Vigilancia em Saude e Aten¢doBasica é condiedo essencial para o alcance de resultados que
‘alendamas necessidades de saiide da populagao, na ética da integralidade daatengao a saide e visa estabelecer processos de
trabalho que consideremos determinantes, os riscos e danos & salide, na perspectivada intra ¢ intersetorialidade.
[Att 6° Todos 0s estabelecimentos de sade que prestemagdes ¢ sorvicos de Ateneo Basica, no Ambito do SUS, de
‘acordocom esta portaria serdo denominados Unidade Bésica de Satide UBS.
Pardgrafotinico, Todas as UBS so consideradas potenciaisespagos de educagio, formagao de recursos humanos,
pesquisa, ensinoem servigo, inovagao e avaliagdo tecnolégica para a RAS.
CAPITULO!
DAS RESPONSABILIDADES
[Ast 7° S80 responsabilidades comuns a todas as esferas degoverno:
| contribuir para a reorientagéo do modelo de atengao © degestéo com base nos principios © nas diretrizes contidas
nesta portara;
Il - apoiar © estmular a adogio da Estratégia Salide daFamilia - ESF como estratégia priritéria de expansio,
consolidagao equalificagao da Ateneo Basica:
IIL ~ garantir a infraestrutura adequada e com boas condigSespara 0 funcionamento das UBS, garantindo espaco,
mobilirio e equipamentos,além de acessiblidade de pessoas com deficiéncia, deacordo com as normas vigentes;
IV contrbuir com 0 financiamento tripartite para fortalecimentoda Atengao Bésica;
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V - assegurar 0 usuério © acesso universal, equdnime eordenado s ages © servigos de salide do SUS, além de
‘outrasatrbuigdes que venham a ser pactuadas pelas ComissGes Intergestores;
Vi estabelecer, nos respectivos Planos Municipals, Estaduaise Nacional de Sade, proridades, estratégias e metas para
aorganizagéo da Atencio Bésica;
VII - desenvolver mecanismos técnicos e estratégias organizacionaisde qualificagéo da forga de trabalho para gestio ©
‘alengaoa sadde, estimulare viabilzar a formagdo, educagdo permanente econtinuada dos profissiona’s, garanti deitos trabalhistas
€@ previdencidrios.qualiicar os vinculos de trabatho e implantar carreras queassociem desenvolvimento do trabalhador com
qualficagao dos servigosofertados as pessoas,
Vill - garantir provimento o estratégias de fhagdo de profissionaisde sadde para a Ateng’o Basica com vistas a
promoverofertas de cuidado e o vinculo;
IX ~ desenvolver, isponibilzar © implantar os Sistemas delnformago da Atengo Bésica vigentes, garanindo
mecanismos queassegurem 0 uso qualificade dessas ferramentas nas UBS, de acordocom suas responsablidades;
X = garanti, de forma tripartite, dispositivos para transporteem saidde, compreendendo as equipes, pessoas para
realizagao deprocedimentos eletivos, exames, dentre outros, buscando assegurar aresolutvidade © a integralidade do cuidado na
RAS, conforme necessidadedo terrtérlo@ planejamento de sade
XI planejar, apolar, monitorar @ avalar as ages da AtengdoBisica nos teritérios;
XII - estabelecer mecanismos de autoavaliagS0, controle, regulagaoe acompanhamento sistematice dos resultados
aleangados pelasagées da Atengao Basica, como parte do pracesso de planejamentoe programagao
XIll- divulgar as informagées @ os resultados alcangadospelas equipes que atuam na Atengéo Baslca, estimulando a
utlizagodos dados para o planejamento das apbes:
XIV - promover 0 intercambio de experiéncias entre gestorese entre trabalhadores, por meio de cooperagdo horizontal, ©
cestimularo desenvolvimento de estudos e pesquisas que busquem 0 aperfeicoamentoe a disseminagéo de tecnologias @
‘conhecimentos voltadasa Atengao Basica:
XV - estimulara participagao popular © o controle social
XVI - garantr espagos fisicos ¢ ambientes adequados para aformagao de estudantes ¢ trabalhadores de sade, para a
formagao emservigo @ para a educagao permanente e continuada nas UnidadesBisicas de Satide;
XVII - desenvolver as agées de assisténcia farmacéutica e douso racional de medicamentos, garantindo a disponibilidade
{© acessoa medicamentos @ insumos em conformidade com a RENAME, osprotocolas cliicos @ ciretrizes terapéuticas, @ com a
relagdo especificacomplementar estadual, municipal, da uniéo, ou do distrtofederal de medicamentos nos pontos de atenglo,
visando a integralidadedo culdado;
XVIll - adotar estratégias para garantir um amplo escopo deagées © servigas a serem ofertados na Atengao Bésica,
‘compativeiscom as necessidades de satide de cada localidade;
XIX + estabelecer mecan'smos regulares de auto avallagdopara as equipes que atuam na Ateneo Basica, a fim de
fomentar aspréticas de moritoramento, avaliagdo e planejamento em sade; ¢
XX -articulagdo com o subsistema Indigena nas ages deEducagao Permanente e gesiao da rede assistencial
‘Act, 8° Compete a0 Miristério da Satide a gestio das agdesde Aten¢ao Bésica no Ambito da Unido, sendo
responsabilidades daUniéo
| definir e rover periodicamente, de forma pactuada, naComissio Intergestores Tripartite (CIT), as diretrizes da Politica
Nacionalde Atenga0 Basica:
I1- garantirfontes de recursos federais para compor o financiamentoda Atengao Bésica;
IIL - destinar recurso federal para compor 0 fnanciamentotripartte da Atengao Basica, de modo mensal, regular &
‘automético prevendo, entre outras formas, o repasse fundo a fund para custeio einvestimento das acées e servicos;
IV - prestar apoio integrado aos gestores dos Estados, doDistrito Federal e dos municipios no processo de qualiicagao e
deconsolidagao da Atengdo Basia;
V - defini, de forma triparite, estratégias de articulacdojunto as gestées estaduais ¢ municipais do SUS, com vistas &
institucionalizagaoda avaliagso © qualificarao da Aten¢ao Basica
VI- estabelecer, de forma tripartite, dietrizes nacionais adisponiblizar instrumentos técnicos e pedagégicos que faciitem
‘oprocesso de gestao, formagao e educagio permanente dos gestores eprofisionais da Atengao Bésica;
VII- articular com 0 Ministério da Educagao estratégias deindugao as mudangas curriculares nos cursos de graduagéo ©
pésgraduagdona drea da sade, visando a formagdo de profissionals egestores com perfil adequado a Atengdo Basica; &
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VIIl- apoiar a articulagao de institugses, em parceria comas Secretarias de Sade Municipais, Estaduais © do Distrito
Federal,para formagdo e garantia de educagao permanente e continuada paraos profissionais de salide da Atengao Baésica, de
‘acordo com asnacessidades locais.
‘Ad, 9 Compete as Secretarias Estaduals de Saude © aoDistrito Federal @ coordenago do componente estadual ©
distrtal daAtengao Bésica, no ambito de seus limites terrtoriais e de acordocom as pollicas, crerizes e prioridades estabelecidas,
‘sondo responsabilidadesdos Estados e do Distrito Federal:
| pactuar, na Comissao Intergestores Bipartte (CIB) e Colegiadode Gestdo no Distrito Federal, estratégias, dretrizes ©
normaspara a implantagéo @ implementagao da Politica Nacional de AtengdoBasica vigento nos Estados e Distrito Federal
I1- destinar recursos estaduais para compor o financiamentotripartite da Ateneo Basica, de modo regular ¢ automatico,
prevendo.entre outras formas, o repasse fundo a fundo para custeio e investimentodas ages e servicos;
II- ser corresponsavel pelo monitoramento das ages deAtengéo Basica nos municipios
IV - analisar 05 dados de interesse estadual gerados pelossistemas de informagao, ullizé-os no planejamento e divulgar
‘osresultados obtidos;
V - verificar a qualidade © a consisténcia de arquivos dassistemas de informacio enviados pelos municipios, de acordo
‘comprazos e fluxos estabelecidos para cada sistema, retornando informagdesaos gestores municipais;
VI ~ divulgar periadicamente 0 relatérios de indicadores daAtengao Bésica, com intuto de assegurar o direite
fundamental deacesso a informacao:
VII = prestar apoio institucional aos municipios no processode implantaco, acompanhamento ¢ qualifcagao da Atengao
Bésica ede ampliagio e consolidagao da Estratégla Sade da Familia,
VIIL- definir estratégias de articulagao com as gestées municipais,com vistas & institucionalizago do monitoramento
avaliagdoda Atengao Basica;
1X - disponibilzar aos municipios instrumentos técnicos epedagégicos que faciltem o processo de formagao e educagao
ermanentedos membros das equipes de gestao e de atengao;,
X = articular instituig6es de ensino e servigo, em parceriacom as Secretarias Municipais de Saide, para formacao
garantia deeducagao permanente aos profissionais de saide das equipes queatuam na Atengdo Basica; ¢
XI fortalecer a Estratégia Sade da Familia na rede deservigos como a estralégia priotitaria de organizagdo da
‘AtengS0Bésica
‘Ast. 10 Compete as Secretarias Municipals de Saide a coordenagaodo componente municipal da Aten¢ao Basica, no
Ambitode seus limites terttoriais, de acordo com a politica, diretrizes eprioridades estabelecidas, sendo responsabildades dos
Municipios edo Distrito Federal:
| organizar, exeoutar @ gerenciar os servigas © ages deAtencao Basica, de forma universal, dentro do seu territér0,
incluindoas unidades préprias e as cedidas pelo estado e pela Uniso;
Il programar as ages da Atengdo Basica a partir de suabase territorial de acordo com as necessidades de sade
identficadasem sua populagao, utlizando instrumento de programagao nacionaligent;
II-organizar o fluxo de pessoas, inserindo-as em inhas decuidado, institindo e garantindo os flixos definidos na Rede
deAtengéo a Saide entre os diversos pontos de atengéo de diferentesconfiguragses tecnoldgicas, integrados por servigos de apoio
logistico,técnico e de gestae, para garantira integralidade do culdado.
IV - estabelecer e adotar mecanismos de encaminhamentoresponsdvel pelas equipes que atuam na Atengio Basica de
‘acordocom as necessidades de salde das pessoas, mantendo a vinculagao ecoordenacao do Cuidado:
V - manter atualizado mensaimente o cadastro de equipes,profissionais, carga horéria, servigos disponibilizados,
‘equipamentos eoulros no Sistema de Cadastro Nacional de Eslabelecimentos de Saidevigente, conforme regulamentagso
especttica;
VI - organizar os sorvicos para permitr que a Atengdo Bésicaatue como a porta de entrada preferencial © ordenadora
daRAS;
VII fomentar a mobilizagao das equipes © garantir espagospara a participacao da comunidade no exercicio do controle
social;
Vill - destinar recursos municipais para compor ofinanciamentotrpartte da Atengo Basica,
IX - ser corresponsével, junto ao Ministério da Saide, eSecretaria Estadual de Saiide pelo monitoramento da utlizacao
dosrecursos da Ateneo Basica transferidos aos municipio:
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X - inser a Estratégia de Satide da Familia em sua rede deservigos como a estratégia priontéria de organizagéo da
‘Atenga0Bésica;
XI - prestar apoio institucional as equipes e servigas noprocesso de implantagdo, acompanhamento, e qualificag3o da
‘AtengaoBésica # de ampliacso e consolidagso da Estratégia Sade daFamil
XII -definir estratégias de insttucionalizagao da avaliagéoda Atengao Bésica:
Xill ~ desenvolver ages, articular instiuigSes © promoveracesso aos trabalhadores, para formagao © garantia de
‘educagio permanentee continuada aos profissionais de satide de todas as equipesque aluam na Ateneo Basia implantadas;
XIV - selecionar, contratar © remunerar os profissionais quecompem as equipes muliproissionais de Atencio Bésica,
‘am conformidadecom a legislacao vigente;
XV - garantir recursos materiais, equlpamentos e insumossuficientes para o funcionamento das UBS e equipes, para a
‘execugiodo conjunto de ages propostas;
XVI garantir acesso a0 apoio diagnéstico ¢ laboratoriainecessério ao cuidado resolutvo da populagéo;
XVII - allmentar, analisar © verifcar a qualidade © a consisténciades dados inserldes nos sistemas nacionals do
informago aserem enviados as outras esferas de gestdo, utlizélos no planejamentodas acbes e divulgar os resultados abtidos, @
fim de asseguraro dirito fundamental de acesso & informagao:
XVII - organizar o fluxo de pessoas, visando a garantia dasreferdncias a servigos @ agdes de saude fora do ambito da
‘AtengSoBésica @ de acordo com as necessidades de satide das mesmas; ©
IX - assegurar o cumprimento da carga hordria integral detodos os profissionais que comp5em as equipes que atuam na
‘AtenedoBasica, de acordo com as jornadas de trabalho especificadas noSistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de
‘Satide vigentee @ modalidade de atencéo.
‘Att 1A operacionalizagao da Politica Nacional de AtengaoBésica esta detalhada no Anexo a esta Portara,
‘Ad. 12 Fica revogada a Portarian® 2.488/GMIMS, de 21 deoutubro de 2011
‘Ad. 13, Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicagao.
RICARDO BARROS
ANEXO
POLITICA NACIONAL DE ATENGAO BASICA
(OPERACIONALIZAGAO
CAPITULO!
DAS DISPOSIGOES GERAIS DA ATENGAO BASICA ASAUDE
AA Politica Nacional de Ateng&0 Bésica (PNAB) 6 resuitadoda experiéncia acumulada por um conjunto de atores
‘envolvidos historicamentecom 0 desenvolvimento @ a consolidagao do Sistemalnico de Saide (SUS), como movimentos sociais,
populagéo, trabalhadorese gestores das ir8s esferas de govemo, Esta Porlaria,conforme normalizaco vigente no SUS, que define @
‘organizagao emRedes de Aten¢do & Satie (RAS) como estratégia para um cuidadointegral e drecionado as necessidades de saude
dda populagao, destacaa tengo Basica como primeiro ponto de atengéo © porta de entradapreferencial do sistema, que deve
‘ordenar 0s fuxos contrafluxos depessoas , produtos e informagdes em todos os pontos de atengao dsatide
Esta Pollica Nacional de Ateneo Basica tom na Saude daFamiia sua estratégia priortaria para expansdo ©
consolidagao daAtencéo Basica. Contudo reconhece outras estratégias de organizagdoda Ateneo Basica nos terres, que deve
‘seguir os principios ediretrizes da Atengao Bésica e do SUS, configurando um processoprogressivo e singular que considera e inclu
as aspectficidades locorregionais,ressaltando a dinamicidade do terrério e a existénciade populagdes especificas, itinerantes ©
dispersas, que também so deresponsabilidade da equipe enquanto estiverem no terrtério, em consondnciacom a politica de
promogao da equidade em sade
‘A Ateneo Basica considera 2 pessoa em sua singularidade einsergdo sociocultural, buscando produzir a atengdo
integral, incorporaras ages de vigilancia em sade - @ qual constitu um processocontinuo e sistemitico de coleta, consolidagao,
‘andlise ¢ disseminagdode dados sobre eventos relacionados & sade - além disso, visa oplanejamento e a implementagéo de agées
pilblicas para a protegio dasatide da populagéo, a prevencao € 0 controle de riscos, agravos edoengas, bem como para a promocao
da saude.
Destaca-se ainda 0 desaffo de superar compreensées simplistas nas quais, entre outras, ha dicotomia e oposigao entre a
assisténciae a promogao da salide. Para tal, deve-se partir da compreensdode que a salde possui miliplos determinantes ©
Condicionantese que a melhora das condicSes de sale das pessoas ecoletividades passa por dversos fatores, os quals grande
parte podemser abordados na Atengao Basica.
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1- PRINCIPIOS E DIRETRIZES DA ATENGAO BASICA
s principios ¢ diretrizes, a caracterizagao e a relagdo deservigos ofertados na Ateneo Bésica serdo orientadores para a
‘suaorganizago nos municipios, conforme descritos a seguir:
1.4: Prineipios
- Universatidade: possibiltar 0 acesso universal ¢ continuo aservigos de sade de qualidade resolutvos, caracterizados
‘como aporta de entrada aberta © preferencial da RAS (primeiro contato).acolhendo as pessoas @ promovendo a vincula¢ao ©
corresponsablizagaopela atengao as suas necessidades de saide. O eslabelecimentode mecanisinos que assegurem acessibildade
« acolhimentopressupée uma légica de organizagao e funcionamento do servigo desalide que parte do principio de que as equipes
‘que atuam na AtengdoBsica nas UBS devem receber @ ouvir todas as pessoas que procuramseus servigos, de modo universal, de
{facil acesso e sem diferenciagSesexcludentes.¢ a partir dai construir respostas para suasdemandas e necessidades.
= Equidade: ofertar 0 culdado, reconhecendo as diferengasnas condigdes de vida © sade © de acordo com as
necessidades daspessoas, considerando que o dirsito & saide passa polas diferenciagSessocials e deve atender & diversidade.
Ficando proibida qualquerexclusdo baseada em idade, género, cor, crenga, nacionalidade,etnia, orientagao sexual, identidade de
gbnero, estado de sailde, condigéosocioeconémica, escolaridade ou limitagao fisica, intelectual funcional, entre outras, com
fesiralégias que permitam minimizar desigualdades,evitar exclusio social de grupos que possam vir a sofrerestigmatizagio ou