Pedagogia Social
Pedagogia Social
1 FUNDAMENTAÇÃO ................................................................................... 3
10.3 Controle........................................................................................... 37
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12.2 Técnicas didático–pedagógicas e sua empregabilidade na escola . 45
13 TÉCNICA DO ARQUIPÉLAGO.............................................................. 47
14 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................... 50
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1 FUNDAMENTAÇÃO
Fonte: www.unsa.edu.ar
1.1 Introdução
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ajuda, a partir de uma vertente educativa, às necessidades humanas que convocam
o trabalho social, assim como ao estudo da inadaptação social.
O indivíduo socializa-se dentro e fora da instituição escolar e por isso, a
educação social, deve efetuar-se em todos os contextos nos quais se desenvolve a
vida do ser humano. Nesse sentido, não pode definir-se exclusivamente por ocupar o
espaço não escolar, o que implicaria uma redução da mesma.
Como afirma ORTEGA (1987), hoje sabemos que há muito mais educação fora,
do que dentro do sistema formal e que deverá procurar sempre o objetivo da educação
ao longo da vida. A educação social deve, antes de qualquer coisa, ajudar a “ser” e a
“conviver” com seus pares, a viver junto em comunidade.
Fonte: www.idhesp.com.br
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Pedagogia Social surgiu de novas demandas sócio educacionais no Brasil
(mesmo sem conhecimento prévio quanto às teorias e práticas) e principalmente,
quanto à formação desse profissional educador.
Fonte: blog.micropowerglobal.com
Fonte: www.cultura.rj.gov.br
Fonte: sentidopedagogico.blogspot.com.br
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publicações especializadas, estruturada socialmente (com associações), além de
possuir uma titulação profissional, código próprio e marco deontológico.
Ainda é bastante desconhecida a Pedagogia Social, entre os países da América
Latina e entre eles o Brasil, no tocante à sua abordagem teórica e sua qualificação
profissional regular. Contudo, estão presentes em intervenções de diversas naturezas,
como as sócias educacionais, pertencentes a diversificados espaços formais e não
formais da educação, sendo que encontra maior desenvolvimento, consolidação e
oferta, na educação não formal.
Como educação não formal, segundo TRILLA (2003), “entende-se por um
conjunto de processos, meios e instituições próprias, organizadas em função de
objetivos específicos, de formação ou instrução, não diretamente vinculados à
obtenção de graus e/ou titulação, oriundos do sistema educativo formal”.
Difere-se da ESCOLA, porém possui ato planejado, intencional e organização
própria. Encontra-se inserida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB) nº. 9394/96, que ampliando sua concepção de educação, inclui novos agentes
educacionais e diferentes espaços educativos.
Com a intenção de explicar as inúmeras tendências atuais relativas à
Pedagogia Social, diversos autores buscam a retomada da evolução histórica da
referida disciplina, para justificar a variedade de enfoques, perspectivas teóricas,
amplitude do tema e demais orientações, que se apresentam como referencial da
Pedagogia Social.
Para QUINTANA (1999), a Pedagogia Social coloca-se como teoria da ação
educacional da sociedade, pois propõe extrair dos municípios todas as suas
potencialidades educativas, saindo dos muros da escola, para uma educação
extraescolar, concepção essa, defendida pela UNESCO e por diversos autores,
espalhados por toda a América Latina.
A Pedagogia Social é vista como doutrina de beneficência, em prol da infância
e da adolescência, por ser uma concepção voltada para o atendimento de suas
necessidades sociais, que vão além do enfoque tradicionalista de educação escolar,
para o de interventor na sociedade.
Esse ideal surgiu na Alemanha, defendido por NOHL, MOLLENHANER (1978),
BAÜNER e WILHELM, no contexto pós-guerra, onde houve a necessidade de atender
a órfãos, desabrigados e mais adiante a jovens e adultos, numa concepção atual de
trabalho Social.
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A Pedagogia Social apresenta-se ainda, como uma doutrina da formação social
do ser humano, pois, representa a maneira clássica de compreendê-la como sendo
parte oculta na história da Pedagogia Geral. É um referencial das concepções de
educação que defendem a vida em sociedade através de processos de socialização
e inclusão. Autores como H. PESTALOZZI e H. NOHL (1935) sustentaram estas
ideias, que persistem nos debates na atualidade.
A Pedagogia Social tem como objeto, a incorporação dos indivíduos às
estruturas e circunstâncias sociais, pautando-se como doutrina do socialismo
pedagógico, encampando todas as formas de conceber a Pedagogia Social, não como
mais uma disciplina ou corrente pedagógica, mas sim, como uma Pedagogia
Sociológica. Essas concepções estão presentes, em trabalhos de autores como
NARTOP (1920), DURKHEIM, WEBER E WILLMANN.
Fonte: www.casadozezinho.org.br
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Todas essas qualificações têm sido significativas na busca do objetivo da
Pedagogia Social, por caracterizar indicativos sociais próprios do momento atual, em
que se consolida a carência de uma educação permanente, onde são discutidas as
relações entre a educação formal, não formal e informal.
Entende-se que a instituição ESCOLA deva surgir, sob novas formas de
instituições educacionais, em que os meios de comunicação de massa que já estão
disseminados por quase todos os segmentos populacionais, possam estar presentes
também no âmbito da educação e que esta, possa ser compreendida como educação
comunitária, onde a própria cidade apresente-se como estratégia educacional, devido
ao processo evolutivo dos estudos a respeito de municípios educadores.
Fonte: www.cidademarketing.com.br
3 O TRABALHO SOCIAL
Surge daí dois campos que se diferem, como objetos da Pedagogia Social: o
primeiro, entendido pela socialização do indivíduo, socialização esta, interpretada
como uma ciência pedagógica, voltada para a educação social da pessoa humana,
que pode ser ampliada por sua família, por seus professores ou por seus pais.
O segundo relativo ao trabalho social, enfocado no aspecto pedagógico, que
visa atender às necessidades e carências sociais do indivíduo desenvolvidas por uma
equipe multidisciplinar que possua como integrante o Educador Social, como um
atuante profissional da Pedagogia Social.
Esse profissional é reconhecido por dois aspectos (segundo PETRUS-1998):
sendo o primeiro da perspectiva social, em função do trabalho desenvolvido por ele e
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o segundo, por sua ação intervencionista, cuja sua fundamentação teórica, se
contrapõe entre a filosofia, a visão antropológica e as ideologias.
Destaca-se que o referencial do Educador Social, é a Pedagogia Social. Esse
educador difere-se do Trabalhador Social, pelo seu caráter intervencionista
socioeducativo, ao passo que ao Trabalhador Social, compete a Assistência Social (a
coleta de informações e dados, a observação e análise da realidade de forma
sistemática) que vem intervencionista.
Dessa forma, torna-se nítido o aspecto interdisciplinar complementar o trabalho
do Educador Social, dando-lhe subsídios para a realização do seu trabalho do trabalho
social em ação. É a partir da integração em equipe, incluindo profissionais de
diferentes áreas, que se viabilizam através de planos, programas, projetos de
implementação, acompanhamento e avaliação nessa área.
Fonte: girasp.com.br
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Segundo PERÉZ SERRANO (2003), vamos estudar o desenvolvimento
histórico da Pedagogia Social na Alemanha, já que é a partir da experiência
germânica, que lentamente, ela vai se configurando em outros países da União
Europeia.
Dividiremos em quatro etapas essa evolução histórica:
A expressão Pedagogia Social parece ter sido usada pela primeira vez por
DIESTERWEG no seu livro Bibliografia para a Formação dos Professores Alemães
(1850).
Esse termo será utilizado sem nenhuma intenção epistemológica e apenas no
contexto de uma tarefa classificativa de um determinado gênero de bibliografia
pedagógica. Foi também este autor quem primeiro utilizou a expressão educação
social, ainda que não tenha voltado a repeti-la em nenhum dos seus escritos, pelo que
é legítimo pensar-se que o seu uso foi casual e sem mais valor atual que o puramente
anedótico.
A figura mais importante desta etapa é PAUL NARTORP (1854- 1920). Este
autor defende a ideia de que o homem individual é uma abstração, já que em toda
pessoa subsiste a totalidade da comunidade em que se desenvolve.
A comunidade é, para ele, a condição que possibilita todo o progresso e o ideal
a que deverá referir-se qualquer ação educativa. Parte da relação indivíduo-
comunidade e, põe uma ênfase especial na ideia de que o ser humano é, sobretudo,
um ser social de tal maneira, que só poderá chegar a ser homem mediante a
comunidade: toda a atividade educadora se realiza sobre a base da comunidade.
Entende que toda a Pedagogia é social, ou deixa de ser autêntica pedagogia.
Portanto, a Pedagogia Social não é, para NARTORP, uma parte da Pedagogia Geral,
como sustentam outros autores da época, mas a “Pedagogia” É a Pedagogia
contemplada a partir de uma determinada perspectiva precisamente a da comunidade
social.
Devemos assinalar que, ainda que NARTORP seja conhecido como o fundador
da Pedagogia Social, na realidade, segundo QUINTANA (1988), o que ele criou foi a
Pedagogia Sociológica, que é algo muito diferente: enquanto a Pedagogia social é um
ramo da Pedagogia, a Pedagogia Sociológica é uma tendência, uma escola.
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NARTORP, portanto, é o inventor da denominação Pedagogia Social, mas não o desta
ciência pedagógica.
Fonte: www.geneticmatrix.com
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As contribuições mais significativas de NOHL em relação à Pedagogia Social
são as seguintes:
Como Pedagogia Social entende-se ser um conceito ordenado, integração de
esforços para a abertura de novos caminhos educativos e formas de auxílio à
integração social da juventude.
Ao contrário de NARTORP, a Pedagogia Social é apenas uma parte ou espaço
da Pedagogia Geral, com fins específicos no sentido da formação popular. Assinala a
necessidade de dedicar recursos à prevenção, ajuda e recuperação dos educandos.
Torna a realidade concreta como ponto de partida da teoria da Pedagogia Social.
O objetivo de sua orientação pedagógica é perseguir o bem do sujeito,
desenvolver as suas capacidades e também sua vontade. Realça espaços
contextuais, com a finalidade de assegurar a eficácia da ação pedagógica social.
Destaca a tarefa de formação e investigação inerente à Pedagogia Social.
Sublinha a necessidade de realizar ações científicas, que contribuam para dotar de
estatuto científico a Pedagogia Social, até então considerada apenas no quadro
conceptual.
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4.4 Quarta Etapa: A Pedagogia Social Crítica desde 1950
Fonte: www.auna.cl
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MOLLENHAUER (1978), máximo representante da Pedagogia Social crítica,
tem em conta em suas análises, os fatores econômicos, sociais e políticos, considera
como resultado da situação educativa do homem e não como exigência de uma
qualidade negativa da pessoa a reeducar para a sociedade, por incapacidade desta,
ou da família.
Em suma, a tarefa sócia pedagógica consiste, em todos os casos, na satisfação
de uma necessidade educativa aguda (Pedagogia da Urgência), provocada pela
estrutura da sociedade moderna.
A Pedagogia Social Crítica, pretende a emancipação humana, analisa as
estruturas sociais e procura o aperfeiçoamento e a transformação.
No Brasil, a Pedagogia Social foi iniciada por volta de 1979, por Lex Bos e sua
esposa Johanna, através de Seminários de Pedagogia Social, que eles realizavam
anualmente em nosso país. Esses Seminários, ainda são realizados até hoje no Brasil,
agora, com a ajuda de outro grupo de consultores.
Em 1993 foi fundada a Associação para o Desenvolvimento da Pedagogia
Social no Brasil, com secretaria geral itinerante.
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habitação, etc. Converte-se, assim, no primeiro empresário do país e, tudo isto, com
o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
Se o pós-guerra da primeira confrontação mundial foi uma ocasião propícia
para a Pedagogia Social, mais ainda o foi o pós-guerra da segunda.
A ideia liberal de sociedade, apresentada como o “conjunto de indivíduos”, vai
mudando e vão-se afirmando novas correntes como as teorias sociais – democratas,
as teorias neomarxistas, as teorias do Estado – Providência, etc., nas quais o ideal do
homem é viver em sociedade, cujas regras de convivência são reguladas por um
Estado protetor que deve estar a serviço de todos os cidadãos.
Como vimos todo este conjunto de acontecimentos e circunstâncias, que
tornaram possível a reconstrução política e econômica, de alguns países europeus,
foi contribuindo para a consolidação da Educação Social, para o que também
concorreram de forma importante, a instauração da democracia e a conscientização
dos políticos, sobre os direitos sociais de toda a população.
Se no início do processo, as intervenções não formais estiveram estritamente
ligadas a projetos de educação popular desarticulados, ou ainda, a projetos de caráter
exclusivamente assistencialistas, atualmente eles vêm se modificando e, passando a
incluir em seu discurso, debates sobre políticas sociais públicas, para setores
distintos, incluindo a sociedade civil nessa discussão, pois, apesar de ainda ser de
forma restrita, vem se conscientizando em assumir suas responsabilidades.
(ENGUITA, 2004).
No Brasil, Paulo Freire na década de 60, desenvolveu uma abordagem teórica
sobre educação popular, para a educação de adultos. A pedagogia de FREIRE
difundiu-se e influenciou positivamente a alfabetização de adultos.
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Fonte: cclf.org.br
A prática da educação não formal tem pressionado para uma discussão mais
ampliada, um debate teórico, a respeito da área sócio educacional como um todo, pois
se percebe que alguns aspectos mais específicos, têm apresentado avanços
significativos.
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Fonte: www.estudopratico.com.br
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Fonte: www.lpansdodesterro.seed.pr.gov.br
É evidente que grande parte dessa classe social, objetiva garantir a seus filhos,
uma formação de nível mais avançado, para que estes possam participar das elites,
que são uma classe social dominante.
Para que seus filhos possam ascender ao grupo social das elites, integrantes
da classe média exigem que a escola seja acessível aos seus rendimentos e que
ministre um ensino de qualidade. A qualidade é exigida por eles, para que seus filhos
estejam em igualdade de condições, de competir com os filhos de integrantes das
classes dominantes.
Aliada à qualidade, a classe média exige uma certificação. Esse certificado
garante a qualidade na formação do indivíduo e na educação que recebeu e ainda, é
garantia que a classe social dominante, a corrobora.
A escola para a classe média deve ser capaz de aculturar a seus descendentes,
pelas normas da classe social das elites, porque entendem ser esta, a única forma de
se conquistar empregos, que estariam reservados somente às classes dominantes.
Portanto, exigem que a escola fomente a cultura das classes sociais
dominantes, para que estas possam voltar seus olhares, para os pequenos burgueses
que são seus filhos, que ainda terão de passar por alguns ajustes essenciais, para
integrarem-se à nova classe pretendida.
Receosa de ser a escola, local de mobilidade social de alguns de seus
integrantes, a classe social dominante, lança seu olhar desconfiado para ela, pois,
almejando o melhor para seus filhos, querem manter seu estatuto, impedindo essa
mobilidade que a escola venha a proporcionar.
Em função disso, uma boa parte dessa elite, ataca impiedosamente a escola
de massas, argumentando que os certificados expedidos por elas, não garantem a
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qualidade do ensino ministrado, pois, a consideram populista e demagógica,
impedindo assim, que seus filhos a frequentem.
Na intenção de proteger seus filhos da escola de massas, pragmaticamente, os
indivíduos da classe social dominante, os colocam noutro tipo de escola, para fugir da
concorrência deles, com os de classe social inferior e, para afastar os pretendentes a
garantir a ascensão, a uma classe superior e a frequentar escolas, com estatuto de
elite. Eles não admitem, que um aluno de estrato social diferente do seu, possa
participar do tipo de escola por eles frequentado.
O Estado lança seu olhar para a escola, almejando competir no mercado global,
numa visão de que os estados que mais investem na educação, são aqueles que,
melhores empregos oferecem e que, a globalização dos mercados econômicos,
financeiros, culturais e outros, levaram o Estado a constatar que alcançavam melhores
resultados nas empresas, aqueles estados com maior índice de desenvolvimento
econômico, humano e social. Percebe-se que na atualidade, o Estado finalmente
comece a reconhecer, que a escola é importante para o desenvolvimento social de
um país.
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Fonte: www.paulistaatualizado.com.br
Fonte: eventos.fecam.org.br
23
Fonte: sagaz.wordpress.com
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Fonte: tecnicasdebombeirocivil.wordpress.com
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O líder formal é aquele que influencia o comportamento do grupo, pela
autoridade que possui por delegação, isto é, por estar em cargo de chefia. É o caso
do administrador escolar, em relação ao professor.
O líder verdadeiro é o que é capaz de levar o grupo, a estabelecer um objetivo
comum e levá-lo a efeito, pelo prestígio que desfruta perante os seus membros.
O ideal, é que o líder formal, seja também o líder verdadeiro do grupo, porém
se faz necessário, não confundir liderança propriamente dita com chefia. Esta é uma
liderança que não surge dentro do grupo, ela vem de fora.
No tocante aos métodos de liderança, é comum classificar-se os líderes em três
modelos: o autocrata, o laissez-faire ou livre e o democrático. O que caracteriza cada
um desses tipos de liderança, ainda é motivo de controvérsia entre os diversos
autores.
Quanto ao líder “autocrata”, o identificam como um ditador; no entanto como
diz AUREN URIS (1991), não significa a ditadura ou a auto- satisfação voluntariosa
do líder, às custas dos demais membros do grupo.
Ele não estabelece os objetivos com o grupo; ele conduz os membros do grupo
a perseguirem e atingirem os objetivos pré-estabelecidos por ele, o próprio líder ou,
por alguém hierarquicamente superior.
É o tipo de liderança, que mais se aproxima de chefia. A obediência por parte
do grupo é um forte indício de uma liderança autocrática.
Fonte: alinaquispehuamanquispe.blogspot.com.br
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Em relação à liderança “laissez – faire” ou livre, vê-se nela apenas uma
ausência de liderança, ou seja, uma liderança simplesmente formal, mas, conforme
AUREN URIS, ela não significa ausência de liderança ou, um grupo entregue ao acaso
ou a si próprio sem rumo ou meta.
Nesse paradigma de liderança, o indivíduo é um centro livre do grupo. O líder
nesse caso, também parte de uma meta pré-estabelecida, que será conquistada por
membros individualmente ou, por apenas um membro do grupo, conforme suas
aptidões e interesses. De um modo geral, no paradigma da liderança livre, é
observada a iniciativa dos membros do grupo.
Considerado por muitos como sendo um líder autêntico, o líder democrático
emprega um método de liderança, que tem como eixo central o grupo, o líder apenas,
um membro do grupo com um pouco mais de responsabilidade.
A liderança democrática tem como bases, o cooperativismo e a participação
compartilhada, no estabelecimento e na consecução dos objetivos do grupo.
Atualmente, uma nova classificação tipológica de líderes surgiu, de acordo com
os aspectos por eles enfatizados, no desempenho de seu trabalho. São eles: o
nomotético, o ideográfico e o transacional.
O líder nomotético, é o que prioriza a efetivação dos objetivos, sob a
observância de regras e regulamentos rígidos, sem levar em consideração o ser
humano. É um modelo de liderança, centralizada no autoritarismo.
Quanto ao líder ideográfico, este se caracteriza por enfatizar a individualidade
dos indivíduos, dando mínima valorização a regras e regulamentações. Nesse novo
paradigma, a autoridade é descentralizada.
Relacionando a consecução dos objetivos, ao mesmo tempo em que provê o
grupo da satisfação de suas necessidades individuais, o líder transacional, equilibra
os dois modelos anteriores, empregando cada um dos tipos de liderança, na medida
de sua empregabilidade.
Pensava-se no passado, que o único método de liderança aceitável, era a
liderança democrática. Porém, resultados de pesquisas e experiências, no entanto,
levaram à mudança de opinião sobre o assunto, sendo que atualmente, acredita-se
que qualquer método de liderança é válido e eficaz, dependendo da personalidade do
líder e da situação do momento.
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Fonte: www.gestaoporcompetencias.com.br
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Outras qualificações são atribuídas aos líderes: quanto à sua ação, existe o
líder que fala o que aparece e o que influencia o grupo; quanto à sua ideologia, existem
os líderes criativos que influenciam o grupo através de sua criatividade e, os criadores
que se utilizam das ideias de outros, para exercerem sua influência junto aos membros
do grupo.
Em função de sua maneira de agir, cada tipo de líder atua de forma definida:
Líder Autocrático: dá ordens, toma decisões, informa sobre as decisões
tomadas, representa o grupo.
Líder Laissez-Faire: distribui tarefas, fornece informações solicitadas.
Líder Democrático: coordena esforços de modo a torná-los produtivos, inspira
o grupo de modo a leva-lo a encontrar soluções inteligentes, esclarecem objetivos,
visando à motivação e aproveita ao máximo a capacidade individual de seus
membros.
Fonte: www.gruposouzalima.com
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As características principais da liderança do professor são: a de ser um
motivador, um animador, a alma e o exemplo, para que o grupo se identifique com ele
e assim, tenham o desejo de segui-lo.
A função de líder no meio educativo cabe de fato e de direito ao educador, que
é o responsável pelo desenvolvimento da liderança de seus educandos, aceitando a
existência de líderes emergentes e informais, entre seu grupo de alunos.
O grupo e o líder se identificam, assim como a turma e o professor. Portanto, o
docente que emprega métodos de grupo com seus alunos, com certeza é um líder
com características democráticas. Dessa forma, faz-se necessário ao educador
moderno, o conhecimento das normas de liderança, para que o trabalho do grupo
possa ser iniciado e garantida sua continuidade.
Além disso, o professor deve modificar sua postura, sua conduta profissional,
pois atualmente, ele deve atuar como um mediador da aprendizagem, estimulando o
educando, a construir seus conhecimentos de forma significativa.
A postura do educador numa atuação mediadora deve contemplar as seguintes
características:
Interagir sempre com o grupo, na tomada de decisões;
Utilizar sempre que necessário as dinâmicas de grupo;
Trabalhar em grupos, criando responsabilidades;
Empatia colocar-se no lugar do outro;
Incentivar a pesquisa e a promoção do saber;
Ouvir primeiro e depois falar;
Preocupar-se com o grupo como um todo e com cada um
individualmente;
Avaliar continuamente, dando oportunidade ao educando de construir
passo a passo suas aprendizagens;
Ser um educador reflexivo.
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Fonte: www.apasdown.org
Fonte: www.cursos24horas.com.br
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características de liderança que ele apresenta, no jogo ação e reação, entre ele e seus
alunos.
Alguns aspectos são aqui relacionados:
Interação entre professor-aluno e aluno-aluno.
Capacidade de adaptação e habilidade no trato com os diferentes
grupos, usar a dinâmica adequada para cada caso;
Começar do mais simples para o mais complexo; empregar as técnicas
apropriadas;
Saber ouvir, é uma arte.
Levar o grupo a compartilhar das decisões tomadas;
Depositar confiança no grupo, deixar o jovem agir por si próprio;
Ter empatia, se colocar no lugar do outro;
Ser amável, compreensivo, com sinceridade;
Iniciar pacientemente, pois ninguém nasce sabendo;
Os sentimentos, sempre determinam as relações humanas. Evitar
discussões.
Humildade e simplicidade, cabem em qualquer lugar.
Ter um profundo conhecimento do conteúdo disciplinar;
Respeitar o limite e o direito dos outros, com ética profissional.
O ato de educar, não deve se limitar à mera transmissão de conhecimento, mas
também ajudar o aluno na formação de sua autoimagem, possibilitando o
desenvolvimento de atitudes positivas, que contribuam para a construção de sua
individualidade e sociabilidade.
32
Fonte: japanewsonline.blogspot.com.br
34
Fonte: anheloservir.wordpress.com
35
Fonte: processosgrupais2014.blogspot.com.br
10.2 Inclusão
Toda vez que um novo grupo é formado ou, quando se entra pela primeira vez
em um grupo, segundo a teoria de SCHULTZ, a pessoa procura satisfazer sua
necessidade de inclusão, que se define como a necessidade que experimenta todo
membro novo de um grupo, de se sentir aceito, integrado, valorizado totalmente por
aqueles aos quais se agrega.
ainda durante essa primeira fase, que as pessoas se dão conta, se vieram ou
não para o grupo certo. Procura sondar com os outros membros do grupo, para ver
com quem seu estilo de vida, seu modo de se trajar, seu linguajar e sua maneira de
ser, se assemelha.
uma fase importante para se estabelecer confiança e o sentimento de
pertencimento. Em todo grupo onde se estabelece confiança, há um crescimento de
estima e confiança pessoal. Para o funcionamento de um grupo eficaz, a satisfação
da necessidade de inclusão, representa um pré-requisito indispensável.
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Fonte: www.sbdg.org.br
10.3 Controle
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Fonte: www.vagas.com.br
10.4 Afeição
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para grupos que iniciam uma caminhada juntos. O conhecimento, neste caso, é
fundamental como ponto de partida.
Todos têm uma necessidade de agrupar-nos, de estar com, de estar em relação
com, visando à ampliação do domínio de comum.
O desafio da Pedagogia Social é lidar de forma construtiva, com as questões
sociais do nosso dia- a- dia, no convívio e no trabalho com outras pessoas. Cada um
de nós está constantemente, em busca do caminho de realização de sua própria
individualidade e nisso, dependemos também daqueles com os quais convivemos.
Em nosso convívio social, podemos criar as condições necessárias, para a
realização de cada individualidade e, como cada individualidade pode contribuir, para
a realização da sociedade, a Pedagogia Social visa nos auxiliar nessa tarefa, à luz da
Antroposofia.
Fonte: www.soucatequista.com.br
Fonte: decifrandoingles.blogspot.com.br
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Jamais corte as asas da ilusão e da esperança de alguém. A esperança
e a ilusão alegram o coração do homem e o impulsionam até outras
realidades e espaços às vezes insuspeitos;
Seja respeitoso com os outros. Seja correto no falar. Não procure
disfarçar a verdade. Jamais prejudique alguém com palavras ou por
escrito.
Saiba acolher com um sorriso. Oferecer um sorriso a alguém num
momento determinado pode trazer satisfações interiores e recompensas
inesperadas;
Seja uma pessoa emocionalmente estável. Não passe de conversas a
gritos, da alegria incontrolada à depressão e às lágrimas.
Interessar-se pelo outro quando se encontra acabrunhado, preocupado,
é demonstrar uma autêntica amizade. É uma das grandes conquistas
humanas;
Saiba ouvir, tenha paciência, tenha empatia e coloque-se no lugar do
outro, pois assim o relacionamento professor X aluno se dará de forma
transparente e produtiva.
Fonte: portaldoprofessor.mec.gov.br
41
pessoas envolvidas no processo, um estado de espírito para aceitarem uma inovação,
como resposta à necessidade e ao desejo de se conhecerem melhor. (CELSO
ANTUNES, 1997).
Existem inúmeras técnicas, para finalidades específicas. O docente deve estar
ciente dos objetivos de cada técnica, em função da índole do grupo e da intenção que
se deseja trabalhar. Os resultados são variáveis, devido às especificidades de cada
grupo e em particular de cada membro deste.
Finalmente, quando se acredita que uma técnica, seja ela qual for não
representa uma “poção mágica”, capaz de educar pessoas e alterar comportamentos,
mas somente uma estratégia educacional válida, na medida em que se insere em todo
um processo, com uma filosofia amplamente discutida e objetiva claramente
delineada.
O emprego de qualquer técnica didático - pedagógica, utiliza o Método
Heurístico, que se apoia em três princípios básicos:
O conhecimento é obtido através de fatos e experiências;
O conhecimento não deve contradizer experiências e fatos
comprovados;
Um conhecimento se justifica, quando parte de uma experiência, é
evidenciada por outro conhecimento.
Fonte: estrategiaspedagogicasplanadas.wordpress.com
43
Fonte: gizdouradopedagogia.blogspot.com.br
44
12.2 Técnicas didático–pedagógicas e sua empregabilidade na escola
Fonte: br.freepik.com
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surpreendentes quando resolvemos propor temas na linha reflexiva do sim e do não.
Exemplos: o Sim e o Não do Planejamento Familiar, da Energia Nuclear, do
Pagamento da Dívida Externa, da Educação Formal e Não Formal etc.
13 TÉCNICA DO ARQUIPÉLAGO
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13.1 Etapas da técnica arquipélago
A técnica inicia-se com a indicação de um pequeno texto que deve ter sido
anteriormente estudado. Os grupos disporão de alguns minutos para revê-lo.
Após alguns minutos em que todos os grupos discutem o texto, O monitor indica
um participante de cada grupo, levanta-se um participante de cada grupo para
representá-lo. Ao sinal, de cada grupo levanta-se um participante para ocupar lugar
em qualquer outro grupo.
O monitor formula de três a seis questões fechadas – do tipo falso/verdadeiro
ou múltipla escolha – que deverão ser respondidas por escrito pelo participante que
representa sua equipe. Os demais podem responder ou não a essas questões apenas
como verificação pessoal de seu rendimento e assimilação.
A outro sinal do monitor, cada representante retorna a seu grupo, deixando na
equipe que o acolheu, o papel em que colocou suas respostas. O monitor informa o
valor de cada acerto, eventualmente o valor negativo de cada erro, e apresenta
comentários sobre as respostas corretas. Cada uma das equipes confere essas
respostas com a apresentada pelo representante do grupo oponente e os saldos de
pontos obtidos são informados ao monitor que os registra por escrito. Está concluída
a primeira etapa do Arquipélago.
Um novo ou mesmo texto, é proposto ao grupo para nova leitura e discussão.
Desta vez, todos os membros das equipes reunidos deverão responder as questões
formuladas pelo monitor. Como existe uma tentativa grupal de respostas, as questões
são agora bem mais interpretativas e difíceis. Respondidas as questões, o monitor
deve arbitrar o total de pontos obtidos por cada uma das equipes e soma-los ou
deduzi-los dos pontos obtidos quando da primeira etapa. Está concluída a segunda
etapa do Arquipélago.
A terceira etapa inicia-se com um determinado tempo, sendo atribuído
novamente a cada equipe, para uma leitura atenta. Logo após repete-se o
desenvolvimento da primeira etapa. Contudo, desta vez o representante da equipe,
que irá sentar-se em outra resposta, deverá ser indicado pela própria equipe e não
mais pelo monitor. Completamente assim a terceira etapa do Arquipélago.
A quarta e última etapa do Arquipélago repete a segunda, sempre antecedida
de uma leitura e discussão do texto. Ao final da atividade, o monitor registrará a
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posição de cada equipe, estabelecida através dos pontos ganhos ou, eventualmente,
perdidos. Está encerrado o Arquipélago.
Antes da aplicação de uma técnica em que os alunos participem
individualmente, é interessante indagar se algum está disposto a não participar. Em
caso afirmativo este aluno não será chamado para atividades individuais, mas sua
média individual será calculada abstraindo-se da mesma os pontos obtidos pelo grupo.
A possibilidade de oferecer a participantes não preparados o direito a uma não
participação facilita a aceitação plena do grupo de todos os elementos designados
para o mesmo. Em linguagem esportiva, diríamos aos grupos que os “jogadores” que
“não treinarem” Isto é, não estudarem, podem “não jogar”, para não prejudicar a sua
equipe, ainda que tal circunstância não os exclua de prejuízos individuais.
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