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Seguranca Maritima.

No âmbito da segurança, é preciso ser cauteloso.

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ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS NÁUTICAS

DEPARTAMENTO DE NAVEGAÇÃO

Curso: Navegação Marítima

Cadeira: Segurança Marítima I

Tema:.

Turma: 2N23

Discentes: Basílio Luz

Docente: dr. Mapossa

Maputo, Agosto de 2024


Indice
Introdução

Uma vez iniciadas as aulas, a Introdução a "Segurança Marítima I", seus subtemas e os
Objetos de Segurança Pessoal, foram os temas estudos, onde chegamos a definir a
Segurança - como um conjunto de instrumentos e técnicas de proteção contra quaisquer
risco ou perigo que atentem a saúde e o bem-estar das pessoas, e quando nos referimos a
Segurança Marítima - sendo um conjunto de meios ou ações para evitar riscos que
possam pôr em perigo a saúde e a vida dos tripulantes, bens ou passageiros no meio
marinho onde exercem o seu trabalho.

Existindo uma subdivisão aos subtemas que irei abordar ao longo do trabalho, bem
como debruçar sobre os Acidentes e Incidentes em especifico os Marítimos.

Em seguida irei desenvolver sobre o trabalho no convés e escadas no navio, onde


apresentarei tipos de trabalhos a se realizar no convés e quem são os destinados a essa
atividade. Os marinheiros são expostos a condições climáticas adversas, condições de
trabalho perigosas e longas horas de trabalho.

Sobre as escadas onde irei debruçar sobre os nomes das escadas, sus funcionalidades
como também em algumas o seu dimensionamento e a sua classificação.
Segurança da Navegação – refere-se a práticas de exploração, governo e manobra dos
navios.

A informação na Segurança Marítima constitui não só uma temática atual, como se


perspectivam grandes transformações decorrentes do desenvolvimento exponencial da
tecnologia, a par de novas ameaças e suas formas de atuação.

Num navio é habitual subdividir a segurança em várias disciplinas para facilitar o seu
estudo e a planificação e execução do treino dos seus tripulantes.

Assim, aquilo que se designa por Segurança Marítima compreende, entre outros, temas
tais como as técnicas de sobrevivência pessoal, o combate a incêndios, a operação de
embarcações de salvamento, as técnicas de busca e salvamento, os primeiros socorros, a
segurança no trabalho, a segurança da navegação, a proteção do meio ambiente, etc. No
entanto, todos eles têm em comum a necessidade de aplicação das técnicas de prevenção
dos riscos associados às diversas atividades possíveis de executar a bordo, de modo a
evitar ao máximo a necessidade de aplicação das técnicas de combate ao acidente e de
reparação dos danos por ele causados.

Neste contexto, a promoção da segurança a bordo dos navio, passa por os marítimos, a
todo o momento da sua estadia a bordo e na execução das suas tarefas laborais,
assumirem uma atitude profissional pró-ativa em todas as vertentes do seu trabalho,
adoptarem um conjunto de procedimentos, conhecerem os materiais e equipamentos à
sua disposição, e observarem um conjunto de regras básicas cujo objetivo fundamental é
o de evitar e prevenir as situações que os possam por risco, bem como aos seus
companheiros de trabalho, aos passageiros, ao próprio navio ou embarcação em que se
encontram embarcados assim como aos outros navios que circulam à sua volta ou ao
meio ambiente. Isto passa não só pelo desenvolvimento de saberes e técnicas
profissionais, mas também pela assunção das suas responsabilidades, pelo respeito dos
seus deveres profissionais e conhecimento dos seus direitos enquanto trabalhadores e
marítimos.

Assim, cada profissional do mar deve possuir um conjunto de conhecimentos


relacionados com a sua actividade que vão desde o enquadramento da profissão até à
adopção e desenvolvimento de um conjunto de procedimentos passíveis de terem de ser
executados a bordo, que garantam a manutenção das condições de segurança do
exercício do trabalho marítimo e a manutenção de um ambiente propício à cooperação e
colaboração entre todos os utilizadores do navio.

Segurança Humana – refere-se as normas de prática de uso dos equipamentos dos


navios;

Defesa do meio Marinho – normas de construção dos navios para minimizar a poluição
do meio marinho;

Proteção de pessoas e bens a bordo – dando uma pré capacitação das normas a seguir
a bordo do navio.

Saúde, higiene e segurança no trabalho – normas e procedimentos adequados para


proteger as integridades física e mental do trabalhador.

Abordando acerca dos Acidentes – que são acontecimentos imprevistos ou mesmo


previstos que resultam em danos, ferimentos, prejuízos, avarias.

Incidentes – sendo acontecimentos que não chegam a ser acidentes.

Como forma de inibir anarquia e sua proliferação, os países resolveram criar normas
administrativas e jurídicas, A ter que alargar a sua expressão além fronteiras se
estabelecem dispositivos legais como:

 Instrumentos jurídicos;
 Instrumentos normativos;
 Sociedades classificadoras;
 Fiscalização/Inspeções .
Um acidente, em geral, é o resultado de uma combinação de fatores, entre eles, falhas
humanas e/ou materiais. Os acidentes não escolhem hora nem lugar. Podem acontecer a
qualquer momento. Um acidente é o somatório de vários incidentes. Ao adoptarmos as
providências necessárias para prevenir e controlar os incidentes, estamos a cuidar da
segurança física dos trabalhadores, equipamentos, materiais e do ambiente. A
preocupação principal de todos os envolvidos na questão da prevenção de acidentes ou
controle de perdas deverá ser, primariamente, a eliminação ou o controle de todos os
incidentes. De acordo com a “Pirâmide de Frank Bird” estabelecida em 1969 por Frank
E. Bird Jr.1, a proporção entre a ocorrência de incidentes e a de acidentes é a seguinte:

> 600 Incidentes que não apresentaram lesões ou danos visíveis.

> 30 Acidentes com danos à propriedade.

> 10 Lesões leves não incapacitantes.

> 1 Lesão séria ou incapacitante.

Falando ainda dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) – são equipamentos


usados para evitar acidentes ou proteger-se de algum risco. Tendo-se abordado as três
partes importantes para proteção (corpo, mãos e pés) que são:

 Corpo (fato-macaco) – que tem o objetivo de proteção da parte exposta do


corpo dos danos, ferimentos e mais riscos;
 Mãos (luvas) – é uma peça de vestuário de feitio de qualquer outro tipo de
material com finalidade de proteção as mãos.
 Pés (botas) – calçado que cobre o pé e a parte da perna, para proteger contra o
frio e para evitarmos acidentes de trabalho.

Falando da apresentação do trabalho onde descrevo a Proteção Auditiva - sendo um


dos sentidos importante ao ser humano e extremamente exposto a poluição sonora e
outros riscos:

 Auscultadores (abafadores de som) – instrumento que serve para proteção


auditiva.

Proteção a Cabeça – a parte superior do corpo e indispensável do homem;

 Capacetes – objetos de proteção da cabeça da queda de objetos ou materiais que


possam ferir ou pô-la em risco.
Proteção dos olhos – umas das partes muito sensíveis a substâncias irritantes;

 Óculos – objeto, cuja finalidade é de proteção dos olhos a qualquer agente


nocivo ou que possa provocar problemas de visão.

O triângulo abaixo ilustra momentos de: Revisão, Combate e Reparação,


momentos esses que podem prevenir Acidentes ou Incidentes, e como também
podem manifestar-se como consequências caso seja negligenciando o primeiro
mencionado.

1- Revisão

2-Combate 3- Reparação

 Revisão – submeter algo a uma inspeção;


 Combate – dominar ou extinguir uma situação;
 Reparação – reposição de uma coisa ao seu estado original mediante a
reconstrução de seus próprios elementos danificados.
Trabalho no Convés

O convéns e um piso de circulação, e usado pelos trabalhadores como via de trânsito


para acesso aos porões e aos equipamentos de guindar o navio e pode ter várias
utilizações.

Em algumas situações poderá ocorrer a estivagem de cargas sobre o convés, fato


comum em navios especializados em contêiners ou de mercadorias que podem ficar a
céu aberto. A limpeza e lavagem dos convés e dos equipamentos ajuda a manter o navio
funcionando de maneira eficiente e reduzir o risco de acidentes.

Manuseamento de objetos no convés

O convés é o local de trabalho dos marinheiros, que manuseiam os cabos de amarração


do navio, os equipamentos de combate a incêndio como: mangueiras, esguichos,
canhões de água e de espuma. Além disso, esses profissionais também trabalham na
manutenção da embarcação, quando a embarcação não está em operação. Esse trabalho
inclui tratamento de ferrugem e limpeza, prevenindo o desgaste da embarcação por
conta da ação da maresia.

Durante a permanência no convés é obrigatório a utilização de equipamentos de


proteção individual, que inclui capacete, protetor auditivo, óculos, luvas, macacão e
botas. Em uma bolsa presa a cintura todos carregam uma máscara semifacial com filtros
para vapores orgânicos.

O convés principal é comumente utilizado pelos trabalhadores como via de trânsito para
acesso aos porões e aos equipamentos de guindar do navio. Em algumas situações
poderá ocorrer a estivagem de cargas sobre o convés, facto comum em navios
especializados em contêineres ou de mercadorias que podem ficar a céu aberto.

No convés do tombadilho, parte extrema da popa, acompanhada de elevação da borda,


está o cabrestante, guincho vertical, também utilizado nas manobras de amarração. É no
convés onde se dá uma das atividades mais importantes do navio, o carregamento e a
descarga, pois praticamente todas as manobras de válvulas são executadas desde este
local.

Durante a operação de carga e descarga o convés é guarnecido pelos bombeadores, que


se revezam em turnos de serviço que variam de quatro a seis horas cada um conforme
declaração do oficial bombeador.

No decorrer das operações de carga e descarga um desses tripulantes, juntamente com


um dos marinheiros de convés, monitora o desenvolvimento das operações abrindo e
fechando válvulas e acionando as bombas de carga. Informando ao comandante do
navio e ao terminal a cada hora, mediante medições dos tanques de carga, as
quantidades que foram recebidas a bordo ou descarregamento para o termina

As imagens subsequentes ilustram alguns trabalhos que são realizados no convés.

Amarração de cabos aos cabeços da embarcação.

Formatura da tripulação.

O trabalho “do mar” reúne peculiaridades, como a jornada de trabalho, a autonomia e o


risco iminente de acidentes A atenção especial com o estudo da saúde e segurança no
trabalho marítimo tem-se refletido nos discursos e decisões políticas, gerando mudanças
significativas ao nível das legislações nacionais e internacionais, bem como,
influenciado na criação de organismos orientados para o acompanhamento do seu
cumprimento normativo (Barros-Duarte, Cunha, & Lacomblez, 2007). O Direito
Marítimo é fortemente regido por fontes internacionais, em especial aquelas advindas de
agências internacionais membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

A legislação internacional, estabelecida por meio de convenções, acordos, tratados,


códigos e resoluções internacionais, é somente cumprida, obrigatoriamente, pelos países
que a ratificam, sendo aceite pela maioria dos países com tradição marítima.
Quem trabalha no convés?

Estivador: e a atividade de movimentação de mercadores nos conveses ou nos porões


das embarcações principais ou auxiliares, incluindo o transbordo, arrumação bem como
a operação de carregamento e a descarga, quando realizadas com guindastes de bordo.

De acordo com o trabalho que executam, os estivadores recebem uma das seguintes
denominações funcionais:

Contramestre-geral ou de navio: a maior autoridade da estiva a bordo, dirige e orienta


todos os serviços de estiva realizados no navio.

Contramestre de temo ou de porão: o que dirige e orienta o serviço no porão de


acordo com as ordens.

Operador de equipamentos: estivador habitado a operar empilhadeira, pa-carregadeira


ou outro equipamento de movimentação de carga a bordo.

Com o que trabalham os profissionais do convés?

Os profissionais do convés trabalham com carga, descarga, transporte e armazenamento


dos contêineres que se encontram nos portos e em navios que estão atracados no porto.

Nos conveses podem também ser exercidas funções de pequenas manutenções abordo
como pintura, limpeza, amarrações, etc.

Levantamento dos Riscos

Riscos de se trabalhar em converses de navios portuários:

 Área exposta a carga suspensa;


 Tombamento ou deslizamento de carga;
 Iluminação inadequada;
 Falta de limpeza ou derrame de materiais oleosos e escorregadios;
 Escalagem de lugares altos nos conveses;
 Cabos mal dispostos;
 Abertura em pisos dos quarteis sem proteção ou sinalização;
 Ressaltos no piso não sinalizado podendo provocar tropeções, escorregões e
quedas;
 Corredores para trânsito de pessoa insuficientes.
Procedimentos para evitar esses riscos

 Com relação a cargas suspensas, não se pode operar o guindauto enquanto tiver
pessoas debaixo ou próximas da carga;
 Cargas muito grandes tem que ficar amaradas no convés para evitar
tombamentos ou deslizamentos;
 A iluminação deve ser adequada, permitindo que o profissional que trabalha no
convés possa ver tudo a sua volta e assim evitar acidentes;
 No caso de falta de limpeza, abertura de pisos ou ressaltos no piso, deve haver
sinalização avisando o risco de acidente;
 Os corredores tem que ter a largura adequada para a passagem de pessoas e
serem livres de obstáculos.

Para evitar a exposição à carga suspensa os trabalhadores devem ser orientados a


transitar somente pelo convés lado-mar, oposto ao cais, para evitar os riscos de
acidentes na área de movimentação das cargas suspensas. Nestes casos, é
indicada a interdição do convés em frente aos porões em operação, mediante a
colocação de fitas e placas de aviso.

Ações preventivas

 Organização e manutenção dos locais de trabalho e de materiais bem como a


utilização de métodos de trabalho que ofereçam garantias de segurança e
salubridade;
 A organização e a manutenção, em todos os locais de trabalho, de meios de
acesso que garantem a segurança dos trabalhadores;
 A informação, formação e controle indispensáveis para garantir a proteção dos
trabalhadores contra os riscos de acidentes ou prejuízos para a saúde que
resultem de seu emprego ou que sobrevenham no exercício desse;
 O fornecimento, aos trabalhadores, de todo equipamento de proteção individual,
de todo o vestuário de proteção e de todos os meios de salvamento que poderão
ser, no limite do razoável, exigidos quando não tiver sido possível prevenir, de
outra maneira, os riscos de acidente ou prejuízos para a saúde;
 A organização e manutenção dos meios adequados e suficientes de primeiros
socorros e salvamentos;
 A elaboração e estabelecimento de procedimentos adequados destinados a fazer
frente a todas as situações de emergência que possam advir.
Os trabalhos realizados nos convés são muito importante para a vida a bordo e também
para embarcação, alguns dos trabalhos visão a garantir o tempo de vida útil da
embarcação, suponhamos que tenham zonas em que esteja a sofrer pela oxidação, e
necessário que haja uma intervenção para garantir que não se alastre ou seja eliminar o
problema lá existente, além disso os navios navegando ou não sofrem de corrosão,
mesmo estando em uma doca e possível sim que sofra com a oxidação, isso tudo
causado pelas condições climáticas que se fazem sentir na atmosfera.

Escadas sua constituição e classificação.

A classificação das escadas em um navio varia de acordo com o tipo e função da


escada. As escadas podem ser de vários tipos, como madeira, metal, e fibra de vidro,
algumas escadas podem ser moveis, enquanto outras são fixas. A classificação das
escadas efetua-se habitualmente segundo a sua forma geométrica. Contudo não se pode
esquecer que existem relações diretas entre a forma, o numero de voltas, a inclinação, a
posição no edifício, o aspecto construtivo, o tipo de material utilizado na sua
construção, entre outros.

Deste modo a ordenação das escadas pode ser também realizada segundo as
características acima mencionadas.

Os padrões de segurança das escadas também são um fator importante a considerar. A


diretriz de segurança da Organização Internacional do Trabalho, requer que as escadas
de acesso sejam projetadas de acordo com as especificações mínimas de segurança. A
comodidade da escada e um fator muito importante a se levar em consideração, a
inclinação da escada, tamanho dos degraus e o espaço entre os degraus devem ser
designados de modo que a escada seja segura e fácil de usar.

Manter uma boa visibilidade das escadas e importante para a segurança, as escadas
devem ser adequadamente iluminadas e marcadas com sinalização e balizamento
adequados.

A manutenção das escadas também e crucial para a segurança, os degraus e barandas


devem ser reparados quando danificados, e as escadas devem ser frequentemente limpos
e livres de detritos que são restos de qualquer substancia.

Funcionamento

Altura útil da escada – altura livre de passagem medida na vertical desde o focinho de
degrau ate a parte inferior do piso superior;
Bomba – vazio delimitado pelo corrimão situado no núcleo das escadas, que permite
iluminar o interior da caixa de escadas;

Caixa de escadas – espaço disponível numa construção para receber a escada;

Cobertor – distancia horizontal compreendida entre os focinhos de dois degraus


consecutivos, quando as escadas se encontram compensadas, a medida do cobertor
efectua-se sobre a linha de passo;

Compensação de escadas – operação que tem por fim reduzir proporcionalmente a gola
dos degraus, mantendo na linha de passo a mesma largura do cobertor;

Espelho – distancia vertical que separa dois focinhos de degraus consecutivos;

Inclinação de uma escada – ângulo agudo também apelidado de ângulo de inclinação de


escada compreendido entre a linha de declive e a sua projeção num plano horizontal,
para uma escada helicoidal, a passo constante, o declive da escada e o ângulo da
tangente a linha de declive helicoidal com o plano horizontal;

Largura do degrau – largura do cobertor aumentada do focinho do degrau;

Largura útil da escada – corresponde a largura da escada, medida:

 Para escadas a francesa, desde a face inferior do espigão a parede;


 Para escadas a inglesa, do bordo exterior do degrau a parede ou ao bordo oposto;
 Para as escadas entre paredes, duma parede a outra.

Linha de peso – linha convencional que simula a trajetória media dos pesos de uma
pessoa sobre uma escada;

Linha de declive – linha imaginaria situada sobre a linha de passo, que une os focinhos
dos degraus;

Pe-direito – distancia vertical entre os níveis dos pisos já revestidos de saída e de


chegada, e traduzida pela soma de todos os degraus e patamares de um piso.

Riscos que as escadas apresentam

Há vários riscos associados a escadas nos navios incluindo:

 Riscos de quedas – o deslocamento de passageiros e tripulantes nas escadas pode


levar a quedas e ferimentos graves;
 O risco de esguiches e torções – as escadas podem ser desniveladas ou ter
degraus irregulares, o que pode resultar em esguiches e torções;
 O risco de escorregamento – escadas em climas úmidos ou com detritos podem
tornar-se escorregadias, aumentando o risco de quedas;
 Risco de erro humano – desatenção ou trabalho em condições nas ideias podem
aumentar o risco de acidentes;

E importante lembrar que as escadas podem apresentar riscos de deslizamento em caso


do mau tempo. Se o navio estiver afetado por uma tempestade ou ondas agitadas, pode
ser difícil e perigoso andar nas escadas, especialmente em embarcações mais pequenas.

Os tipos comuns de escadas podem ser classificados como seguem:

 Escadas internas – são escadas usadas para acessar diferentes níveis dentro do
navio;
 Escadas de acesso – são escadas usadas para acessar o navio a partir da doca ou
do convés;
 Escadas laterais - são escadas inclinadas usadas para acessar o convés do navio a
partir da água;
 Escadas de emergência – são escadas usadas para evacuar o navio em caso de
emergência;
 Escadas de armazenamento – são escadas usadas para acessar os armazéns e
outras áreas de estocagem;

Escadas de Portaló

A escada de portaló e uma série de degraus que servem como vias de acesso para ligar
estruturas. A escada de portaló e utilizada para embarque e desembarque de passageiros,
tripulantes, cargas assim como o comandante do navio.

A escada de portaló e constituída por dois patins, um superior e outro inferior.

Além disso, redes de segurança devem ser instaladas e uma boia salva-vidas com
dispositivo luminoso retinida disponibilizada próximo ao acesso quando há risco
potencial de queda pelo meio de embarque/desembarque entre o navio e terminal.

As escadas de portaló devem ser claramente marcadas em ambas extremidades


restrições para operação segura como ângulos de inclinação mínimo e máximo, carga de
projeto, carga máxima para a plataforma inferior. A área de embarque e desembarque
deve estar iluminada deve estar iluminada adequadamente.

Escada de Quebra-Costas e Quebra-Peito

Essas escadas, são tipo de escada de corda que é colocada no costado do navio, quando
o mesmo se encontra fundeado ao largo ou em movimento, sendo utilizada por práticos,
guardas e inspectores de alfandega.

Escadas de quebra costas e usada verticalmente, pendurada junto ao costado do navio


(também chamada escada de piloto). Geralmente e construída com degraus em madeira
ou metal amarrado por cabos.

A escada de Quebra-Costas, assim como Quebra-Peito e usada quando o navio se


encontra no mar ou quando o acesso não é possível no bordo atracado, e não e viável a
instalação da escada de portaló.
Escadas de piloto de barra

São series de degraus, utilizadas para o embarque e desembarque de pilotos de barra,


sendo elas verticais e maleáveis. Grande parte dos seus degraus e feita de madeira,
alumínio e alguns são feitos de cabo.

Estas escadas não são fixas, são montadas do navio em que o piloto de barra pretende
embarcar para o barco de piloto, nos seus degraus possuem degraus antiderrapantes para
evitar quedas.

Portanto, a escada marinheiro está ligada à segurança de um local, isto porque é


utilizada para acessar locais de circulação restrita e com altura superior a 6 metros,
como lajes, reservatórios de prédios, torre de iluminação, plataformas de petróleo, caixa
d’água, entre outros locais.
Conclusão

O trabalho na área de segurança a bordo, particularmente o trabalho no convés e o uso


de escadas em navios, envolve vários desafios e riscos.

A prevenção de acidentes e um aspecto crucial da segurança a bordo, e é importante que


tripulantes e empresas sejam cientes das medidas de segurança que devem ser tomada
para garantir a segurança se todos. A implementação de medidas de segurança, como
manutenção de equipamentos, treinamento de tripulação e cumprimento de
regulamentos e fundamental para garantir a segurança na navegação.

E necessário que tripulantes e empresas de navegação sejam conscientes dos potenciais


ameaças à segurança e estabeleçam politicas e procedimentos adequados para evitar
acidentes e outros incidentes.

As escadas são um componente crucial para a navegação segura e eficiente. Embora


possam representar riscos para a tripulação e a embarcação, há medidas de segurança
que podem ser tomadas para reduzir os riscos associados.
Referências Bibliográficas

h[Link] 08/anexos/[Link]

Dicionário Básico Portuário 2ͣ EDIÇÃO

QUINTAS, Paula (2006). Manual de Direito da Segurança, Higiene e Saúde no


Trabalho. Coimbra: Almedina REIS, João Pereira (1992). Lei de Bases do Ambiente.
Coimbra: Almedina

GALVÃO, João (2009). Segurança Pessoal e Responsabilidades Sociais. Paço de


Arcos: ITN/AEMAR GOMES, Manuel Januário da Costa (2004). Leis Marítimas.
Coimbra: Almedina

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