(21) 3176-1072 ou 2203-1072
QAA/AFN – CAP e CPA
NODAM
SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - DOCUMENTOS
1.1 DOCUMENTO ..........................................................................................................................001
1.2 GRUPOS DE DOCUMENTOS ............................................................................................... 001
1.3 DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS (DA) ...................................................................... 001
1.4 INFORMAÇÕES GERAIS ...................................................................................................... 002
CAPÍTULO 2 - CLASSIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS
2.1 - CLASSIFICAÇÕES ............................................................................................................... 002
2.2 - REPRODUÇÃO DE “DA” SIGILOSO .............................................................................. 002
2.3 - EXTRATOS DE “DA” SIGILOSO ...................................................................................... 002
2.4 - ANEXOS SIGILOSOS ........................................................................................................... 002
2.5 - TERMO DE CLASSIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO (TCI) ............................................002
2.6 - DESCLASSIFICAÇÃO E REAVALIAÇÃO DA INFORMAÇÃO CLASSIFICADA EM
GRAU DE SIGILO ........................................................................................................................ 002
2.7 - PRODUÇÃO DE DOCUMENTOS SIGILOSOS ............................................................... 002
CAPÍTULO 3 - GESTÃO DE DOCUMENTOS
3.1 - DEFINIÇÃO ........................................................................................................................... 003
3.2 - FASES DA GESTÃO DE DOCUMENTOS ........................................................................ 003
3.3 - CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS ........................................................................... 003
3.4 - TABELA DE TEMPORALIDADE E DESTINAÇÃO DE DOCUMENTOS (TTDD) . 004
3.5 - ARQUIVAMENTO NA OM ................................................................................................ 004
3.6 - LISTA DE VERIFICAÇÃO ANUAL (LVA) ..................................................................... 004
CAPÍTULO 4 - DOCUMENTOS DIGITAIS
4.1 - DEFINIÇÃO .......................................................................................................................... 005
4.2 - SISTEMA DE GERÊNCIA DE DOCUMENTOS ELETRÔNICOS DA MARINHA (SiGDEM)
........................................................................................................................................................... 005
4.3 - CORREIO ELETRÔNICO .................................................................................................. 005
4.4 - ASSINATURA ELETRÔNICA ........................................................................................... 005
4.5 - AUTENTICAÇÃO DIGITAL ............................................................................................... 006
4.6 - ELABORAÇÃO DO “DA” DIGITAL ................................................................................ 006
4.7 - TRÂMITE .............................................................................................................................. 006
4.8 - SEGURANÇA ....................................................................................................................... 006
4.9 - DISTRIBUIÇÃO POR MEIO ELETRÔNICO .................................................................. 006
4.10 - ARQUIVAMENTO ............................................................................................................. 006
CAPÍTULO 5 - TIPOS DE DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS NA MB
5.1 - INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN) ....................................................................................... 007
5.2 - INSTRUÇÃO PERMANENTE (INST) ............................................................................... 007
5.3 - NORMA PERMANENTE (NORM) .................................................................................... 007
5.4 - ORDEM INTERNA (OI) ...................................................................................................... 007
5.5 - PORTARIA (Port) ................................................................................................................. 007
5.6 - CARTA ................................................................................................................................... 008
5.7 - CIRCULAR (Circ) ................................................................................................................. 008
5.8 - COMUNICAÇÃO PADRONIZADA (CP) ......................................................................... 008
5.9 - COMUNICAÇÃO PADRONIZADA DE PROCESSOS JUDICIAIS (CPPJ) ............... 008
5.10 - DESPACHO (Desp) ............................................................................................................. 008
5.11 - DESPACHO DECISÓRIO (DD) ........................................................................................ 009
5.12 - MEMORANDO (Memo) ......................................................................................................009
5.13 - OFÍCIO (Of) ......................................................................................................................... 009
5.14 - OFÍCIO EXTERNO (OfExt) .............................................................................................. 009
5.15 - REQUERIMENTO (Req) ................................................................................................... 009
5.16 - ATESTADO ......................................................................................................................... 009
5.17 - CERTIDÃO .......................................................................................................................... 009
5.18 - CURRICULUM VITAE ..................................................................................................... 009
5.19 - ORDEM DO DIA (OD) ....................................................................................................... 010
5.20 - ORDEM DE SERVIÇO (OS) ............................................................................................. 010
5.21 - PARECER ............................................................................................................................ 010
5.22 - TERMO ................................................................................................................................ 011
NODAM CURSO ASCENSÃO
CAPÍTULO 1 - DOCUMENTOS 1.4. INFORMAÇÕES GERAIS
Os procedimentos estabelecidos nestas Normas
1.1. DOCUMENTO aplicam-se, no que couber, à gestão de DA físicos e
Unidade de registro de informações, qualquer que seja digitais. Nos DA, em conformidade com o
o suporte ou formato. preconizado no Manual de Redação da Presidência da
República, deverá ser empregada a fonte “Carlito”, haja
1.2. GRUPOS DE DOCUMENTOS vista ser gratuita e integrante de biblioteca livre,
atendendo à recomendação governamental para uso de
Os documentos de interesse da Marinha do Brasil softwares e linguagens livres. A fonte recomendada
(MB), conforme o estabelecido em Portaria do corresponde à “Calibri” nos aplicativos que não são
Comandante da Marinha (CM), que aprova diretrizes softwares livres.
sobre a documentação da Marinha, estão enquadrados
nos seguintes grupos: Os DA deverão tramitar por meio do Sistema de
Gerência de Documentos homologado pela Marinha, o
- Documentos Administrativos; Sistema de Gerência de Documentos Eletrônicos da
- Documentos Operativos; Marinha (SiGDEM).
- Publicações; e O emprego de cada DA está estabelecido no capítulo
- Documentos Especiais. 5 destas Normas.
A legislação que regulamenta os assuntos tratados
1.3. DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS (DA) nestas Normas está relacionada no anexo.
Visam divulgar normas, transmitir ordens e decisões,
esclarecer situações, declarar direitos, especificar
materiais e estabelecer procedimentos técnicos.
Subdividem-se nos seguintes tipos:
- Normativos;
- de Correspondência; e
- Declaratórios.
1.3.1. DA Normativos - Destes documentos, apenas os
abaixo relacionados serão tratados por estas Normas:
- Instrução Normativa (IN);
- Instrução Permanente (INST);
- Norma Permanente (NORM);
- Ordem Interna (OI); e
- Portaria (Port).
1.3.2. DA de Correspondência:
- Carta;
- Circular (Circ);
- Comunicação Padronizada (CP);
- Comunicação Padronizada de Processos Judiciais (CPPJ);
- Despacho (Desp);
- Despacho Decisório (DD);
- Memorando (Memo);
- Ofício (Of);
- Ofício Externo (OfExt); e
- Requerimento (Req).
1.3.3. DA Declaratórios:
- Atestado;
- Certidão;
- Curriculum Vitae;
- Ordem do Dia (OD);
- Ordem de Serviço (OS);
- Parecer; e
- Termo.
(CAP e CPA) 1 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
CAPÍTULO 2 - CLASSIFICAÇÃO DOS DA 2.4. ANEXOS SIGILOSOS
O DA que contiver anexos sigilosos será classificado
2.1. CLASSIFICAÇÕES com o grau de sigilo igual ou superior ao maior grau
O DA é classificado quanto ao âmbito, à precedência e indicado nesses anexos.
ao acesso.
2.1.1. Âmbito - O DA classifica-se em interno ou externo. 2.5. TERMO DE CLASSIFICAÇÃO DE
a) interno - tramita exclusivamente entre organizações da INFORMAÇÃO (TCI)
MB; e O TCI é o formulário que formaliza a decisão de
b) externo - tramita entre organizações da MB e entidades classificação, desclassificação, reclassificação ou
extra MB. redução do prazo de sigilo de informação classificada em
2.1.2. Precedência - O DA poderá ter um dos seguintes qualquer grau de sigilo.
graus de precedência: urgente, especial ou rotina. O DA sigiloso deverá ser formalizado,
a) urgente - o DA exige ação ou conhecimento imediato do especificamente, por meio do TCI, de acordo com o
recebedor; modelo contido na publicação EMA-414.
b) especial - a tramitação do DA especial possui prioridade O TCI deverá ser criado no Sistema de Gerência de
sobre a tramitação do DA de rotina. Esse grau de Documentos Eletrônicos da Marinha
precedência somente será atribuído ao DA de âmbito (SiGDEM).
interno; e
c) rotina - o DA que não se enquadra nas situações
anteriores. É atribuída à maioria dos DA. 2.6. DESCLASSIFICAÇÃO E REAVALIAÇÃO DA
INFORMAÇÃO CLASSIFICADA EM GRAU DE
2.1.3. Acesso - Quanto ao acesso, a classificação do DA
seguirá o disposto na Lei nº 12.527/2011, regulamentada
SIGILO
pelo Decreto nº 7.724/2012, e na legislação referente à A classificação das informações será reavaliada pela
salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais autoridade classificadora ou por autoridade
sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do hierarquicamente superior, mediante provocação ou de
Estado, no âmbito da Administração Pública Federal e nas ofício, para desclassificação ou redução do prazo de
Normas para a Salvaguarda de Materiais Controlados, sigilo, conforme disposto no art. 29 da Lei nº
Informações, Documentos e Materiais Sigilosos na Marinha 12.527/2011 e no art. 35 do Decreto nº 7.724/2012.
(EMA-414), no âmbito da MB. 2.6.1. Divulgação da desclassificação ou redução do
Em termos do acesso, os DA podem ser: prazo de sigilo - A autoridade que desclassificar ou
a) informação pessoal; reduzir o grau de sigilo de um DA deverá formalizar por
b) ostensivos; e meio de TCI, encaminhando uma via às OM interessadas
c) sigilosos: para ser anexado ao respectivo DA e efetuar o
I) Ultrassecreto (U); lançamento no SiGDEM.
II) Secreto (S); e 2.6.2. Desclassificação por retirada de anexo - O DA
de Correspondência classificado como sigiloso,
III) Reservado (R).
unicamente por encaminhar anexo sigiloso, será
2.2. REPRODUÇÃO DE “DA” SIGILOSO desclassificado tão logo seja retirado esse anexo,
A reprodução do todo ou de parte de DA sigiloso terá o devendo ser registrada a desclassificação no campo
mesmo grau de sigilo do original e dependerá de específico do TCI.
autorização da autoridade expedidora, em conformidade 2.6.3. Elevação do Grau de Sigilo - Na hipótese de
com as normas em vigor. documento ou processo que contenha informações
classificadas em diferentes graus de sigilo, será atribuído
2.3. EXTRATOS DE “DA” SIGILOSO o grau de sigilo mais elevado.
Poderão ser elaborados extratos de DA sigiloso, aos
quais serão atribuídos graus de sigilo iguais ou inferiores
2.7. PRODUÇÃO DE DOCUMENTOS SIGILOSOS
àquele atribuído ao DA sigiloso original, dependendo do
conteúdo transcrito. Estes extratos, levando-se em conta a As orientações e modelos constam no Manual
possível reclassificação de sigilo, serão elaborados Técnico de Produção de Documentos da MB, disponível
mediante autorização: na página da intranet da DAdM.
- Documentos Ultrassecretos - Dependem de permissão da
autoridade classificadora;
- Documentos Secretos - Dependem de permissão da
autoridade classificadora ou de autoridade
hierarquicamente superior; e
- Documentos Reservados - Serão elaborados sob
responsabilidade das autoridades destinatárias, exceto
quando expressamente vedado no próprio documento.
(CAP e CPA) 2 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
CAPÍTULO 3 - GESTÃO DE DOCUMENTOS 3.3. CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS
Classificação é a organização dos documentos de
3.1. DEFINIÇÃO acordo com um código ou plano de classificação, com o
objetivo de reunir os documentos que tratam de um
Considera-se gestão de documentos o conjunto de
mesmo assunto, como forma de agilizar sua recuperação
procedimentos e operações técnicas referentes à sua
e facilitar as tarefas arquivísticas relacionadas com a
produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em
produção, uso, avaliação, seleção, eliminação,
fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação
transferência, recolhimento e acesso a esses documentos.
ou recolhimento para guarda permanente.
A classificação é a etapa mais importante do processo
De acordo com seus diversos elementos, formas e
da gestão documental, devendo ser implementada
conteúdos, e sua representação nos diferentes suportes ou
quando da:
formatos, o documento pode ser:
a) produção: a tarefa de classificar documentos exige do
- Documento físico - registro de uma informação ou
produtor do documento o conhecimento quanto ao uso
conjunto de informações em meio físico e a ele
dos documentos produzidos; e
inseparavelmente ligado.
b) recebimento e registro: a Unidade Protocolizadora
- Documento digital - informação registrada, codificada
(UP), ao receber um documento, deve registrá-lo com o
em dígitos binários, acessível e interpretável por meio de
Código de Classificação inserido pelo produtor. Caso o
sistema computacional.
documento seja recebido sem a devida classificação, a
UP deve atribuir um código correspondente ao assunto
3.2. FASES DA GESTÃO DE DOCUMENTOS de que trata o documento.
De acordo com o Conselho Nacional de Arquivos 3.3.1. Código de Classificação - Instrumento de trabalho
(CONARQ), as fases da gestão de documentos são: utilizado para classificar todo e qualquer documento
produção, utilização e destinação. produzido e recebido por um órgão ou entidade no
3.2.1. Produção - Esta fase corresponde à produção dos exercício de suas funções e atividades.
documentos em razão da execução das atividades de um O Código de Classificação está definido na Portaria
órgão ou entidade. A produção do DA, bem como seus do CONARQ nº 47/2020, que dispõe sobre o Código de
apensos, é realizada, a princípio, pelo Elemento Classificação e Tabela de Temporalidade e Destinação
Organizacional diretamente incumbido do assunto da de Documentos relativos às atividades-meio do Poder
OM que, após o estudo de uma situação ou de um Executivo Federal.
documento recebido, prepara um novo DA em resposta a Para documentos com assuntos relacionados à área
demanda existente. fim, deve ser utilizado o Código de Classificação e a
Vale ressaltar que, no caso de um DA físico, este Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos
deverá ser produzido, no mínimo, em duas vias originais de Arquivo relativos às atividades-fim do Ministério da
sendo, uma para compor o arquivo da OM e a(s) outra(s) Defesa, aprovado pela Portaria do CONARQ nº
para ser(em) enviada(s) ao(s) destinatário(s). 154/2013.
A produção do DA digital, em virtude de suas O Código de Classificação é estabelecido em classes e
especificidades, seguirá as determinações contidas no subclasses nas quais se identificam as funções e as
Capítulo 4 destas Normas. atividades exercidas conforme o exemplo a seguir:
O DA será submetido à apreciação das autoridades da 016 GESTÃO DE PROCESSOS
OM, seguindo a cadeia hierárquica e suas respectivas Nas subdivisões deste descritor classificam-se
normas internas até a aprovação final e assinatura pela documentos referentes às etapas que envolvem
autoridade competente. planejamento, análise, mapeamento, desenho e
3.2.2. Utilização - Esta fase diz respeito ao fluxo modelagem de processos institucionais e ao
percorrido pelos documentos para o cumprimento de sua gerenciamento de desempenho.
função administrativa, assim como de sua guarda, após 016.1 PLANEJAMENTO DO MAPEAMENTO DE
cessar o trâmite. PROCESSOS
Compreende o encaminhamento, a circulação e o Incluem-se documentos referentes ao planejamento do
controle do DA no âmbito interno da OM. Seu mapeamento de processos institucionais, tais como:
acompanhamento poderá ser observado na trilha de identificação de objetivos e de ferramentas a serem
auditoria do SiGDEM. utilizadas e cronograma de atividades.
3.2.3. Destinação - Implica em decidir quais documentos 016.2 EXECUÇÃO E ACOMPANHAMENTO
devem ser conservados, quais devem ser eliminados e Incluem-se documentos referentes ao
por quanto tempo devem ser mantidos por razões desenvolvimento do mapeamento de processos
administrativas, legais ou fiscais. Envolve as atividades institucionais e à coleta de dados.
de análise, seleção e fixação de prazos de guarda dos
documentos.
(CAP e CPA) 3 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
3.4. TABELA DE TEMPORALIDADE E 3.4.2. Onde encontrar os Códigos de Classificação e as
DESTINAÇÃO DE DOCUMENTOS (TTDD) TTDD - Estão disponíveis nas páginas da intranet da
Instrumento complementar ao Código de DPHDM e da DAdM, bem como no site do Arquivo
Classificação, também aprovado pelo Arquivo Nacional. Nacional (internet).
A TTDD determina prazos e condições de guarda tendo
3.4.3. Avaliação, eliminação, transferência e
em vista a transferência, recolhimento ou a eliminação de
recolhimento - Os procedimentos para avaliar os
documentos, e é organizada conforme exemplo a seguir: conjuntos documentais e proceder com a destinação
(eliminação, transferência ou recolhimento), bem como a
formação das
subcomissões de avaliação estão previstas nas NORMAS
PARA GESTÃO ARQUIVÍSTICA (SGM-503).
3.5. ARQUIVAMENTO NA OM
Os documentos recebidos e expedidos, bem como
seus anexos e apensos, serão arquivados no SECOM da
OM, reunidos em arquivo sob o mesmo código de
classificação, conforme o previsto na TTDD,
sequencialmente e por espécie, dentro do ano,
respeitando-se seus respectivos números de ordem.
3.4.1. Campos da TTDD
a) código e descritor do código - nestes dois campos são 3.5.1. Documentos Sigilosos e de Informação Pessoal -
identificados o código numérico e o descritor do código que O tratamento dos documentos classificados em grau de
representam os conjuntos documentais, hierarquicamente sigilo deve seguir as disposições das NORMAS PARA A
distribuídos de acordo com a estrutura do Código de SALVAGUARDA DE MATERIAIS CONTROLADOS,
Classificação, o que facilita a compreensão da articulação INFORMAÇÕES, DOCUMENTOS E MATERIAIS
das funções e atividades, desempenhadas pelo órgão e SIGILOSOS NA MARINHA (EMA-414).
entidade, e propicia a definição do tempo necessário para o No caso do DA contendo Informação Pessoal, o seu
arquivamento nas fases corrente e intermediária;
tratamento deverá seguir os mesmos moldes do DA do
b) prazos de guarda - referem-se ao tempo de arquivamento grau de sigilo reservado.
dos documentos nas fases corrente e intermediária, visando
atender exclusivamente às necessidades da OM que os
gerou. Excepcionalmente, pode ser expresso a partir de 3.6. LISTA DE VERIFICAÇÃO ANUAL (LVA)
uma ação concreta que deverá ocorrer em relação a um Consiste na relação de documentos, de um mesmo
determinado conjunto documental. Entretanto, deve ser tipo, que se encontram em vigor.
objetivo e direto na definição da ação. Exemplos: até A LVA destina-se a divulgar os documentos que
aprovação das contas; enquanto vigora; enquanto o militar
devem permanecer em uma coletânea, dela fazendo
permanecer na ativa; e até apuração do fato. O prazo
parte, e por isso não lhe cabendo a finalidade de cancelar
estabelecido para a fase corrente relaciona-se ao período
qualquer documento, mesmo que nela não tenha sido
em que o documento é frequentemente consultado,
exigindo sua permanência nas OM. A fase intermediária relacionado.
relaciona-se ao período em que o documento ainda é A OM, ao disponibilizar a LVA, em sua página na
necessário à OM, porém com menor frequência de uso, intranet, deverá fazer as respectivas atualizações sempre
devendo ser transferido para a DPHDM, onde permanecerá que ocorrerem alterações nos documentos nelas
disponível para consulta; mencionados. As OM que não dispuserem de página na
c) destinação final - nesse campo é registrada uma das intranet deverão manter as LVA atualizadas na página na
seguintes destinações para o documento: a eliminação, intranet de seus respectivos COMIMSUP.
quando o documento não apresenta valor secundário No caso específico de LVA de Portarias, deverão ser
(probatório ou informativo); ou a guarda permanente, lançados o número, o ano e o Tomo (I, II ou III) do
quando as informações contidas no documento são Boletim que publicou a Portaria, bem como o de suas
consideradas importantes para fins de prova, informação e possíveis modificações.
pesquisa, além de contarem a História da instituição; e
Os procedimentos para elaboração da LVA estão
d) observações - nesse campo são, também, registradas as previstos no Manual Técnico de Produção de
informações complementares e justificativas, necessárias à Documentos da MB, disponível na página da intranet da
correta aplicação da Tabela. Apresenta, ainda, orientações DAdM.
quanto à alteração do suporte da informação e aspectos
elucidativos quanto à destinação dos documentos, segundo
a particularidade dos conjuntos documentais avaliados.
(CAP e CPA) 4 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
CAPÍTULO 4 - DOCUMENTOS DIGITAIS 4.4. ASSINATURA ELETRÔNICA
É o conjunto de dados sob forma eletrônica, ligados
4.1. DEFINIÇÃO ou logicamente associados a outros dados eletrônicos,
utilizado como método de comprovação da autoria.
Documento digital - informação registrada,
codificada em dígitos binários, acessível e interpretável Legislação federal classificou as assinaturas eletrônicas
por meio de sistema computacional, podendo ser: em três tipos. A MB utiliza:
- Documento nato-digital - documento criado a) tipo II - assinatura eletrônica avançada:
originariamente em meio eletrônico; ou - está associada ao signatário de maneira unívoca;
- Documento digitalizado - documento obtido a partir da - utiliza dados para a criação de assinatura eletrônica
conversão de um documento não digital, gerando uma cujo signatário pode, com elevado nível de confiança,
fiel representação em código digital. operar sob o seu controle exclusivo; e
Sob o enfoque “informação”, o conteúdo do arquivo - - está relacionada aos dados a ela associados de tal modo
“documento digital” - é um Documento Administrativo que qualquer modificação posterior é detectável.
(DA), regido por estas Normas, com procedimentos em Para este tipo de assinatura, a MB, por meio da
nível operacional estabelecidos no Manual Técnico de DCTIM, disponibiliza o Orion. Os arquivos digitais
Produção de Documentos da MB. Este mesmo arquivo, podem utilizar esse recurso para trâmite pelo SiGDEM.
sob o enfoque “sequência de bits”, é um conjunto de Devido ao seu formato, os documentos assinados com
dados passíveis de tratamento, transmissão e recepção na o Orion não podem ser acessados extra MB, bem como
forma digital, regido por Normas da DGMM e não é possível sobrepor outros tipos de assinatura
procedimentos estabelecidos pela DCTIM. eletrônica. Neste caso, em face dessa limitação, é
obrigatório que uma via original seja impressa em papel,
4.2. SISTEMA DE GERÊNCIA DE DOCUMENTOS com a assinatura de próprio punho da autoridade
ELETRÔNICOS DA MARINHA (SiGDEM) expedidora para ser arquivada no SECOM da OM de
Atual sistema de gerenciamento de documentos origem.
homologado pela Marinha que permite o gerenciamento b) tipo III - assinatura eletrônica qualificada - Utiliza
de parte da gestão documental dos DA, contemplando os certificado digital, nos termos do disposto na Medida
seguintes recursos para a elaboração de DA: criação, Provisória nº 2.200-2/2001.
formação de processos, captura, classificação, assinatura O procedimento de assinar digitalmente exige o uso
digital, estabelecimento de privilégios de acesso, de um certificado digital gerado por uma infraestrutura
pesquisa/recuperação por temas/números/datas, de chaves públicas de confiança. Conforme o
distribuição em rede, circulação em rede para estabelecido na legislação atual, apenas a ICP-Brasil
comentários e aprovação, registro de alterações, (Infraestrutura de Chaves Pública Brasileira) possui a
segurança e autenticidade, a inclusão de documentos confiança inequívoca do Estado brasileiro.
digitalizados e o arquivamento e recuperação segura de
4.4.1. Certificado Digital - O certificado digital ICP-Brasil
DA. funciona como uma identidade virtual que permite a
Os procedimentos para utilização do SiGDEM são identificação segura e inequívoca do autor de uma
estabelecidos em manual próprio, distribuído pela DAdM mensagem ou transação feita em meios eletrônicos. Esse
às OM que possuem o referido Sistema. documento eletrônico é gerado e assinado por uma
De acordo com o Decreto nº 8.539/2015, os Autoridade Certificadora - AC, que seguindo regras
documentos físicos devem ser registrados em sistema estabelecidas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil, associa
informatizado. Portanto, todos os DA devem ser uma entidade (pessoa, processo, servidor) a um par de
inseridos no SiGDEM, de forma que possam ser chaves criptográficas. O certificado digital da ICP-Brasil,
controlados. além de personificar o cidadão na rede mundial de
computadores, garante, por força da legislação atual,
validade jurídica aos atos praticados com o seu uso.
4.3. CORREIO ELETRÔNICO A Portaria Normativa nº 17/MD, de 13 de abril de 2018,
Serviço de Tecnologia da Informação que tem como estabeleceu as normas de funcionamento da Autoridade
propósito principal oferecer aos usuários da MB um Certificadora de Defesa - AC Defesa. Nessa estrutura, o
recurso eletrônico para troca de informações na RECIM. Serviço de Identificação da Marinha (SIM) atua como um
Quando utilizado para comunicação interpessoal, assume Agente de Registro Remoto (ARR). A AC Defesa tem
caráter não oficial. Ao ser utilizado entre caixas-postais como finalidade emitir e fornecer certificados digitais para
SECOM, para transmissão e recepção de documentos, o Ministério da Defesa (MD), bem como para a MB, EB e
assume caráter oficial. FAB.
A DGMM e a DCTIM estabelecem quais os sistemas Além da AC Defesa, os DA podem ser assinados
de correio eletrônico e quais os procedimentos em vigor digitalmente com certificados emitidos por qualquer outra
na MB. Autoridade Certificadora autorizada e credenciada pelo
ICP-Brasil (ex.: SERPRO).
(CAP e CPA) 5 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
Os documentos nato-digitais assinados com certificado 4.8. SEGURANÇA
digital possuem validade jurídica, não havendo necessidade A gestão dos DA obedecerá ao contido no EMA-414,
de serem impressos e assinados fisicamente. Qualquer DGMM-0510 e a outros procedimentos divulgados pelo
reprodução em papel de um documento nato-digital com Setor DGMM e DCTIM.
assinatura digital é considerada uma cópia simples com Destaca-se, em especial, estar previsto nas publicações
valor apenas informativo. citadas que:
O DA, após receber a assinatura digital, não poderá a) poderá tramitar por meio eletrônico qualquer DA
sofrer alterações. independentemente do seu grau de sigilo. Contudo, a
4.4.2. Formato de arquivo digital - Os documentos nato- transmissão de DA ULTRASSECRETO por meio
digitais, assinados com certificado ICP-Brasil, deverão ser eletrônico só será permitida em casos extremos e que
produzidos em formato PDF/A, conforme o preconizado requeira tramitação e solução imediata, atendendo ao
pela Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos (CTDE), princípio da oportunidade e tempestividade;
do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). b) os DA sigilosos serão, obrigatoriamente, criptografados
O formato PDF/A atende à produção dos documentos após serem assinados digitalmente:
textuais e imagéticos paginados, permitindo manter sua - os DA com grau de sigilo RESERVADO levarão apenas
forma fixa e conteúdo estável, garantindo a preservação uma cifra;
digital de longo prazo. - os DA com grau de sigilo SECRETO e
Os anexos, apêndices e adendos dos DA poderão ser ULTRASSECRETO serão duplamente cifrados, após
assinados por um ou mais elementos organizacionais compactados; e
responsáveis por sua elaboração. c) não deverão ser tramitados e mantidos DA sigilosos em
texto claro nas redes locais das OM nem nas unidades de
4.5. AUTENTICAÇÃO DIGITAL disco rígido (Hard Disk) das estações de trabalho. O
trâmite interno de DA sigiloso deverá ser realizado de
De acordo com o Decreto nº 10.278/2020, o documento
acordo com as normas específicas vigentes.
digitalizado destinado a se equiparar a documento físico
para todos os efeitos legais e para a comprovação de O recurso criptológico a ser utilizado para DA sigiloso
qualquer ato perante pessoa jurídica de direito público deverá ser aquele compatível com o grau de sigilo e em
deverá ser assinado digitalmente com certificação digital no consonância às orientações expedidas pela DCTIM quanto
padrão ICP-Brasil, de modo a garantir a autoria da à definição dos recursos a serem utilizados para cada caso.
digitalização e a integridade do documento e de seus Na expedição dos DA digitais, além dos procedimentos
metadados. estabelecidos nesta publicação, serão observados, quando
A autenticação digital pode ser utilizada para que for o caso, os procedimentos emanados pela DGMM e
documentos físicos digitalizados possam compor processos DCTIM.
eletrônicos ou facilitar a apresentação de subsídios, sem a
necessidade de dispor de todos os procedimentos para 4.9. DISTRIBUIÇÃO POR MEIO ELETRÔNICO
encaminhar documentos físicos, economizando tempo e É o conjunto de procedimentos adotados pela MB para
recursos. divulgação de informações de qualquer tipo, utilizando-se
Por se tratar de cópia autenticada, o original físico deve de recursos de Tecnologia de Informação.
ser preservado na OM de origem.
O DA só poderá ser autenticado após a assinatura do 4.10. ARQUIVAMENTO
documento original pela autoridade expedidora,
assegurando que o arquivo transmitido corresponde, As OM deverão arquivar, devidamente impressos e
exatamente, ao DA assinado originalmente, que será assinados, todos os documentos assinados eletronicamente
arquivado no SECOM da OM de origem. via Orion.
A via encaminhada para assinatura física da autoridade Os DA assinados por meio da ICP-Brasil, por serem
expedidora já deverá conter a identificação do autenticador. nato-digitais e possuírem validade jurídica incontestável,
serão arquivados diretamente no formato digital.
Após seu trâmite na OM, os arquivos digitais dos DA
4.6. ELABORAÇÃO DO “DA” DIGITAL poderão ser arquivados pelos SECOM utilizando-se do
A produção de documentos digitais obedecerá ao software de compactação padronizado para uso pela MB.
estabelecido no Manual Técnico de Produção de
Documentos da MB, disponível na página da intranet da
DAdM.
4.7. TRÂMITE
Para o uso do SiGDEM, devem ser observados os
procedimentos específicos estabelecidos no manual de
operação do Sistema, sendo que cada OM definirá como
será executado o trâmite interno do DA digital.
(CAP e CPA) 6 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
CAPÍTULO 5 - TIPOS DE “DA” NA MB 5.4. ORDEM INTERNA (OI)
A seguir serão apresentadas as orientações para É o DA normativo pelo qual os Titulares de OM
produção, distribuição, modificação, âmbito de atuação, estabelecem normas e procedimentos no âmbito interno
e razões pelas quais cada tipo de DA deve ser elaborado. de suas OM.
Os modelos documentais podem ser consultados no
Manual Técnico de Produção de Documentos da MB. A 5.5. PORTARIA (Port)
DAdM manterá, em sua página da intranet, “templates” É o DA normativo expedido em virtude de competência
atualizados dos tipos documentais normatizados por este regimental ou delegada, para a institucionalização de
capítulo. políticas, diretrizes, planos, programas, projetos e para
validar as seguintes atividades:
5.1. INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN) a) criação de Organização Militar, Órgão ou Núcleo de
A IN é expedida, no âmbito da MB, exclusivamente implantação, o que corresponde ao Ato de Criação previsto
pelo CM, em virtude de competência regimental ou na OGSA (se a autoridade competente for o Presidente da
delegada, para estabelecer instruções e procedimentos de República, o documento empregado é o Decreto);
caráter geral necessário à execução de normas, leis, b) aprovação de Regulamentos, Regimentos Internos,
decretos e regulamentos. Normas, Organizações Administrativas e de Combate,
5.1.1. Instrução Normativa Conjunta (INC) - Quando trabalhos, distintivos e estandartes de OM;
se tratar de IN expedida pelos Comandantes da Marinha, c) incorporação, desincorporação e baixa de navios;
do Exército e da Aeronáutica receberá o título de d) alteração de denominação;
Instrução Normativa Conjunta (INC). e) ativação e desativação de OM;
f) reclassificação e transferência de sede de OM;
5.2. INSTRUÇÃO PERMANENTE (INST)
g) delegação de competência; e
É o DA normativo por meio do qual o EMA, os ODS,
o GCM, as Organizações Militares Orientadoras h) nomeação, designação, promoção, aposentadoria,
exoneração, punição (exceto militares) e determinação de
Técnicas (OMOT), e as OM com atribuições de Diretoria
tarefas, salvo se em âmbito exclusivo de uma OM.
Especializada (DE) estabelecem normas e procedimentos
sobre assuntos de sua competência, para toda a MB. 5.5.1. Portaria Normativa (PN) - A PN não é um DA
regido pela NODAM. A PN é o documento expedido pelo
5.2.1. Elaboração - O uso de INST deverá ser restrito ao Ministro da Defesa, com a finalidade de disciplinar a
mínimo indispensável, evitando-se a emissão de aplicação de leis, decretos e regulamentos ou estabelecer
instruções em cascata, ou múltiplas, sobre o mesmo diretrizes e dispor sobre matéria de sua competência
assunto, pelos diferentes níveis da estrutura específica.
organizacional. 5.5.2. Delegação de competência - As delegações de
Deverão ser observados os seguintes critérios: competência a pessoas são, normalmente, firmadas por
a) para os assuntos de âmbito geral, que dependam de Port. As
diretriz do Comando da Marinha, haverá uma Portaria do delegações e subdelegações funcionais serão, sempre que
CM e uma Norma (Publicação), aprovada pelo ODG ou possível, consolidadas em uma única Port, ou constarão de
ODS; Regulamento, Regimento Interno, OI, INST ou NORM.
b) para os assuntos de âmbito geral, que independam de 5.5.3. Portaria de caráter normativo - A fim de
diretriz do CM, haverá apenas a Norma (Publicação) ou padronizar procedimentos no âmbito da MB, considera-se
uma única INST; e Portaria de caráter normativo aquela que tenha a finalidade
de disciplinar a aplicação de leis, decretos e regulamentos,
c) para os assuntos isolados, de menor abrangência ou visando estabelecer regras, diretrizes, instruções ou
restritos a procedimentos de rotina, haverá apenas uma procedimentos sobre a matéria de sua competência
INST. específica, que tenham caráter de generalidade e de
abstração, por se dirigirem a uma quantidade expressiva de
5.3. NORMA PERMANENTE (NORM) destinatários e não serem aplicáveis a um único caso
É o DA normativo pelo qual os Almirantes, em cargo concreto.
de Comando, Direção ou Chefia, bem como os Oficiais Ressalta-se que os “atos normativos de aplicação
Superiores Comandantes de Força estabelecem normas e exclusivamente interna da OM” são de utilização “restrita”
procedimentos que serão cumpridos pelas OM que lhes e não estão abrangidos pelas determinações do Decreto nº
são subordinadas. 10.139/2019, tais como: Ordens Internas, Pareceres, Ordens
Para efeitos de coordenação, o Titular de OM mais de Serviços e Despachos, dentre outros.
antigo de um Complexo Naval poderá baixar NORM de 5.5.4. As portarias de pessoal são os atos referentes a
interesse específico à área. agentes públicos nominalmente identificados.
Os procedimentos de Distribuição, Modificação,
Cancelamento, Reedição, Marcação e Regras Gerais são
semelhantes aos da INST.
(CAP e CPA) 7 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
5.6. CARTA 5.9. COMUNICAÇÃO PADRONIZADA DE
Forma de correspondência utilizada, na PROCESSOS JUDICIAIS (CPPJ)
Administração Pública, em comunicações sociais. É o documento de âmbito interno da MB, por meio do
Utilizada para transmitir informações, realizar qual as Centrais de Processos Judiciários (CPJ)
solicitações ou fazer convites. encaminharão documentos relativos a processos judiciais
A Carta somente deverá ser utilizada em para prestação de informações e/ou cumprimento de
endereçamentos extra MB. decisões judiciais.
A CPPJ destina-se, portanto, a dispensar tratamento
expedito e prioritário a assuntos de justiça, sendo a
5.7. CIRCULAR (Circ)
mesma classificada como URGENTE.
É o DA de correspondência por meio do qual os
Almirantes, em cargo de Comando, Direção ou Chefia, e 5.9.1. Texto
os Oficiais Superiores Comandantes de Força promovem - Modelo
alterações de DA normativos, exceto Portarias, ou Cada CPPJ utilizará, obrigatoriamente, um texto
divulgam assuntos de caráter temporário que devam ser previamente aprovado.
do conhecimento de um elevado número de OM. - Preenchimento
5.7.1. Regras Gerais As CPPJ podem ser vistas como formulários pré-
a) a Circ é um DA de caráter temporário, cuja vigência impressos que veiculam informações nos termos
deve estar explicitamente declarada, não podendo padronizados.
estender-se para o ano seguinte ao da sua divulgação. É - Forma de Tratamento
permitido, contudo, que Circ emitida nos meses de A redação da CPPJ empregará a forma de tratamento
novembro e dezembro, que precise vigorar também no
e verbos compatíveis com os Elementos Organizacionais
ano seguinte, receba Número de Ordem relativo a esse efetivamente envolvidos.
ano, embora possa ter vigência desde a data de sua
emissão; 5.9.2. Assinatura - A CPPJ será assinada pela autoridade
b) até o dia quinze de janeiro, as OM deverão emitir Circ interna da OM que estiver autorizada a fazê-lo. Quanto
renumerando, para o ano corrente, as Circ de anos ao formato e disposição datilográfica, obedecerá às
anteriores que tenham necessidade de permanecer em regras já estabelecidas.
vigor; e 5.9.3. Cópias - A indicação “Cópias” será digitada
c) as Circ só poderão ser renumeradas caso o titular da respeitando as regras já estabelecidas no Manual
OM permaneça o mesmo da época da sua edição. Caso Técnico de Produção de Documentos da MB, no que
contrário, deverão ser reeditadas. couber.
A CPPJ será confeccionada em três vias, sendo uma
5.8. COMUNICAÇÃO PADRONIZADA (CP) original e duas cópias, onde uma cópia será arquivada na
CPJ de origem, com anexo, sem apensos e a outra
É o documento por meio do qual Elementos
enviada à CPJ/GCM, sem anexos.
Organizacionais tratam de assuntos de rotina, sejam eles
dentro da própria OM ou envolvendo OM distintas. 5.9.4. Autorização - A implementação da CPPJ
Quando a comunicação envolver o titular da OM, observará os termos das Normas para Organização e o
como origem ou como destinatário, deve ser empregado Funcionamento do Sistema de Assessoria Jurídica
o Ofício. Consultiva da Marinha (SAJCM).
5.8.1. Utilização - A CP deve ser regulamentada pelo 5.9.5. Delegação de competência - Como a CPPJ exige
titular da OM e usada nos casos estritamente necessários, a delegação de competência do Titular da OM a um
ressaltando que se destinam a dispensar tratamento subordinado para tratar de assuntos jurídicos, a
expedito a assuntos exclusivamente de rotina, e no nível autorização para assiná-la estará registrada em Portaria,
de decisão dos Elementos Organizacionais envolvidos. desde que não esteja delegada em outro documento.
Terá tramitação simplificada, podendo tramitar
diretamente entre remetente e destinatário. 5.10. DESPACHO (Desp)
A redação da CP empregará forma de tratamento e É o DA de correspondência utilizado, exclusivamente,
verbos compatíveis com os Elementos Organizacionais no âmbito interno da MB, em continuação ao Of.
envolvidos. 5.10.1. Utilização - O Desp, como DA que dá
continuação a um Of, deverá se restringir aos casos em
que se fizer necessário desencadear ações consecutivas
que recomendem a tramitação do expediente por diversas
OM.
(CAP e CPA) 8 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
Se um Of puder ser solucionado sem Desp, será 5.15.2. Conhecimento - Todo Req será restituído ao
respondido por outro Of, ou por qualquer outra forma interessado, para que tome conhecimento do despacho
cabível. exarado pela autoridade destinatária.
Caso a OM receba um ofício sem tramitação via, cujo 5.15.3. Novos documentos - Quando, em
assunto não seja de sua competência, poderá elaborar um
decorrência do processamento do requerimento, forem
despacho encaminhando o ofício para a OM responsável
enviados ao requerente, documentos não encaminhados
pelo assunto. inicialmente, estes serão relacionados logo abaixo da
5.10.2. Expediente - Expediente é o conjunto formado rubrica, após a palavra “Anexo:”. Este lançamento,
pelo Of inicial e seus Despachos. Engloba, portanto, conforme a situação, deverá ser feita manualmente ou
vários DA. digitado. Deverá, ainda, conter a rubrica do responsável.
5.15.4. Restituição - A restituição do Req ao
5.11. DESPACHO DECISÓRIO (DD) interessado será endereçada à OM do requerente, quando
É o DA de correspondência expedido pelo CM, em couber, por meio de Of, podendo, alternativamente, ser
virtude de competência regimental ou delegada, com a usada a forma expedita.
finalidade de proferir decisão sobre requerimento
submetido à sua apreciação ou para ordenar a execução 5.16. ATESTADO
de serviços. É o DA declaratório pelo qual os Titulares de OM ou
autoridade delegada comprovam, a pedido, um fato ou
5.12. MEMORANDO (Memo) situação de que tenham conhecimento.
É o DA de correspondência mediante o qual o CM e
os Titulares de OM transmitem aos seus subordinados, 5.17. CERTIDÃO
ordens, decisões e recomendações de caráter sucinto e
É o DA declaratório mediante o qual os Titulares de OM
que impliquem cumprimento imediato.
declaram a existência de fatos com base em documentos
existentes na OM.
5.13. OFÍCIO (Of)
É o DA de correspondência por meio do qual o CM e 5.18. CURRICULUM VITAE
os Titulares de OM correspondem-se entre si, podendo
ser assinado por delegação de competência por outro 5.18.1. Propósito - Padronizar a confecção dos
oficial ou servidor assemelhado. “curriculum vitae” relativos à militares da MB, para uso
de Organizações extra-MB, brasileiras ou estrangeiras.
5.14. OFÍCIO EXTERNO (OfExt) 5.18.2. Normas Gerais
É o documento pelo qual o CM e os titulares de OM a) o “curriculum vitae” deverá se limitar ao registro, na
se correspondem com autoridades e entidades extra-MB sequência, das seguintes informações: DADOS
a respeito de assunto técnico ou administrativo, de PESSOAIS, CARREIRA, COMISSÕES, CURSOS,
caráter exclusivamente oficial, podendo ser assinado por CONDECORAÇÕES e TRABALHOS PUBLICADOS;
delegação de competência por outro oficial ou servidor b) serão evitadas abreviaturas, de modo a permitir que as
assemelhado. informações sejam entendidas fora do âmbito naval; e
c) os cursos e comissões inerentes à área de inteligência
5.15. REQUERIMENTO (Req) não deverão constar do “curriculum vitae”.
É o DA de correspondência mediante o qual uma 5.18.3. Normas Específicas
pessoa se dirige a uma autoridade para pleitear direitos a) dados pessoais - relacionar apenas data de nascimento,
previstos na legislação. naturalidade, estado civil, nomes da esposa e filhos
5.15.1. Encaminhamento (destes, sem sobrenome);
a) os Req tratando de assuntos de rotina serão b) carreira - relacionar os Postos ou Graduações, com as
encaminhados à autoridade destinatária sem Of; respectivas datas de promoção, em ordem crescente de
antiguidade. Não incluir as expressões “por
b) os Req dirigidos à autoridade extra-MB serão merecimento” ou “por antiguidade”;
encaminhados por meio de OfExt, no qual se mencionará
o nome do requerente e se resumirá o direito que estiver c) comissões - relacionar, por extenso, os nomes das OM
sendo pleiteado; e onde serviu, evitando repeti-los caso nelas tenha servido
mais de uma vez. Não incluir OM pelas quais tenha
c) os Req em grau de recursos dirigidos contra ato de
passado como destacado ou como aluno. Quando
autoridades navais devem ser encaminhados por Of, via exercidas funções de Comando e Direção, citá-las, entre
autoridade recorrida, a fim de propiciar a adequada parênteses, após o nome da OM;
instrução e abreviar a solução do pleito.
(CAP e CPA) 9 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
Para quem serve ou serviu no CIM, deverá ser citada a Como o Parecer expressa um juízo contendo,
OM a qual esteja subordinada. No caso de haver servido portanto, uma opinião abalizada, visando a esclarecer e
nos órgãos de inteligência diretamente subordinados à propor solução para matéria controversa, o texto será
Presidência da República, deverá ser citado Presidência fundamentado e elucidativo, amparando-se na legislação
da República. vigente e em conhecimentos técnicos amplamente
d) cursos - relacionar os cursos de graduação e pós- aceitos.
graduação realizados extra-MB e os cursos de relevância Quando houver necessidade de mencionar algum
para a carreira, iniciando por aquele de formação de documento, este será diretamente citado no texto, pois
Oficial ou Praça. não está previsto o uso de “Referência:” para este tipo de
Não incluir cursos expeditos de duração inferior a três documento.
meses. Citar instituição de ensino, quando o curso for O Parecer será assinado pela autoridade especialista
extra-MB; no assunto, responsável por sua elaboração.
e) condecorações - relacionar, pelo nome oficial e por Imediatamente após a assinatura, será digitado o
ordem de precedência, as condecorações e medalhas com Termo de Aprovação, que será assinado pela autoridade
as quais tenha sido distinguido, citando o grau, entre Titular da OM, que deverá ser hierarquicamente superior
parênteses, se for o caso; e àquela que emitiu o Parecer.
f) trabalhos publicados - relacionar os trabalhos Os Pareceres usam “Cópias:”. A indicação “Cópias:”
publicados. será colocada no canto inferior esquerdo da última folha
5.18.4. Local, data e assinatura - Ao final, deverão do documento, após a assinatura do Termo de
Aprovação.
constar do “curriculum vitae” o local, a data de sua
elaboração, o Posto ou a Graduação, a atual função e a 5.21.2. Pareceres da Consultoria Jurídico-Adjunta do
assinatura do militar a que ele se refere, ou outra forma Comandante da Marinha (CJACM) - Obedecem a regras
de autenticação. específicas, não abrangidas por estas Normas.
5.21.3. Pareceres sobre proposições legislativas - São
5.19. ORDEM DO DIA (OD) objetos de confecção de Parecer, os Projetos de Lei, as
É o DA declaratório mediante o qual o CM e os Propostas de Emendas à Constituição, os Projetos de
Titulares de OM exaltam datas históricas ou fatos Decreto Legislativo, os Projetos de Resolução, as
significativos. Medidas Provisórias e outras proposições de legislação.
As OD poderão ser encaminhadas a Órgãos extra-MB, Tais Pareceres têm por propósito subsidiar o
ouvido o GCM. posicionamento da MB, com vistas ao desenvolvimento
de ações de esclarecimento junto aos parlamentares, bem
como orientar o envio de respostas a consultas feitas à
5.20. ORDEM DE SERVIÇO (OS) MB.
É o DA declaratório por meio do qual o CM e os
Titulares de OM registram: Determinação técnica ou 5.21.4. Orientações sobre Pareceres sobre proposições
administrativa expedida por escrito por autoridade, CM e legislativas
titulares de OM, e dirigida a responsáveis por serviços, a) avaliação - As proposições possuirão uma avaliação
tarefas ou obras, autorizando-os no que concerne a: inicial do GCM;
- direitos e obrigações do pessoal, relativos a direitos b) forma de Acompanhamento - A forma de
pecuniários, citações meritórias, alterações de função, acompanhamento das proposições dependerá da
alterações de cargo (militar e servidor) e avaliação dos efeitos que possam ter sobre os interesses e
credenciamentos para efeito de segurança; atribuições da MB; e
- ratificação de atos de subordinados; c) da avaliação inicial, uma das ações a seguir será
desencadeada:
- punições impostas a Oficiais e Suboficiais; e
- as proposições que possam trazer reflexos diretos sobre
- designação de pessoal para funções em âmbito interno.
os interesses da MB serão enviadas para as OM às quais
o assunto esteja afeto, com cópia ao EMA e aos ODS
5.21. PARECER
correspondentes, com solicitação formal de Parecer; e
É o DA declaratório pelo qual especialistas emitem
- as proposições que, apesar de não trazerem reflexos
opinião fundamentada sobre determinado assunto.
diretos sobre os interesses da MB, necessitem ser
5.21.1. Composição - O texto conterá o histórico do acompanhadas, serão enviadas para conhecimento das
problema, a análise fundamentada e uma conclusão, OM incumbidas do assunto, com cópias ao EMA e aos
observando, no que couber, o contido no Manual ODS correspondentes, para conhecimento.
Técnico de Produção de Documentos da MB, para os
textos de correspondência.
(CAP e CPA) 10 [Link]
NODAM CURSO ASCENSÃO
5.21.5. Emissão de pareceres - As OM solicitadas a As respostas aos RI devem ser dadas de forma direta,
opinar deverão transmitir seus Pareceres ao GCM, por com a transcrição de cada pergunta e respectiva resposta,
ofício, obedecendo-se aos requisitos de prazo e exatidão,
preceituados no art. 50, § 2º da Constituição Federal,
contendo cópia para o EMA e ODS, que atuarão por
sendo encaminhados diretamente ao GCM, com cópias
veto, quando contrários a conclusão.
ao ODS correspondente e ao EMA.
Entretanto, qualquer OM que identificar, em uma
proposição recebida apenas para conhecimento, aspectos 5.21.10. Prazos
relevantes com reflexos sobre os interesses da MB, Os prazos máximos, contados desde a data de
deverá emitir o Parecer, mesmo que não tenha sido recebimento das solicitações pelas OM, até a entrada das
formalmente solicitado. respostas no GCM, são os seguintes:
5.21.6. Composição - Os Pareceres deverão ser - Parecer sobre proposições com tramitação ordinária:
compostos das seguintes partes: Propósito, Análise e quarenta dias;
Conclusão. - Parecer sobre proposições com tramitação em regime
a) propósito - deverá conter, de forma objetiva, um de preferência (prioridade ou urgência): vinte dias; e
resumo do propósito da proposição; - Respostas a RI: vinte dias.
b) análise - deverá abordar toda a parte técnica Prazos menores poderão ser estipulados
especializada sobre o assunto, enfocando, quando expressamente pelo GCM nos documentos de remessa
couber, os aspectos jurídicos pertinentes e os reflexos das proposições, sempre que o caso concreto assim o
sobre os interesses da MB. Poderá ser subdividida, exigir.
conforme a necessidade do texto; e
c) conclusão - com base na análise efetuada, a conclusão
5.22. TERMO
deverá conter expressamente a sugestão de como a MB
deve posicionar-se frente à proposição: favorável, É o DA declaratório lavrado por pessoa
contrária, favorável com emendas, nada a opor, sem especificamente autorizada - em alguns casos, por mais
impactos para a MB etc. de uma - com a finalidade de relatar fatos, inventariar
bens ou documentos, escriturar resultados de inspeções e
Se forem necessárias emendas, estas devem ser
vistorias ou descrever formalmente qualquer outra
explicitadas na conclusão, com a redação proposta,
situação.
citando os dispositivos a serem substituídos, suprimidos,
aglutinados ou incluídos, devendo a justificação das Os Termos de Abertura e de Fechamento dos livros
emendas constar da Análise. oficiais, que comissionam responsáveis para rubricar
Sempre que for viável, deve ser buscada a solução de suas folhas e que certificam o cumprimento deste
adequar as proposições aos interesses da MB, ou procedimento, não são regulamentados por estas
eliminar os aspectos adversos, pela via das emendas ao Normas.
seu texto.
Tanto a proposta de rejeição total de uma proposição
quanto a de alterações deverão ser apresentadas com
argumentação em nível suficiente para subsidiar futuras
ações em âmbito externo.
5.21.7. Parecer por mensagem - De acordo com o teor
da informação, e em proveito da rapidez do processo, é
admitida e até recomendável a emissão do Parecer por
mensagem, endereçada ao GCM com informação para o
EMA e ODS que atuarão por veto.
5.21.8. Consultas feitas por órgãos extra-MB - A OM
que for consultada por órgão não pertencente à MB, para
emissão de Parecer sobre proposição legislativa, deverá
encaminhá-lo, acompanhado de cópia da solicitação, ao
GCM, com cópia para o EMA e ODS. O GCM
encarregar-se-á da remessa da resposta ao órgão
solicitante.
5.21.9. Requerimentos de Informação - Os
Requerimentos de Informação (RI) endereçados ao CM
serão enviados às OM incumbidas do assunto.
(CAP e CPA) 11 [Link]