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Treinamento em Trabalho em Equipe e Emergências

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APOSTILA DE

TREINAMENTO
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

Sumário
MÓDULO TRABALHO EM EQUIPE................................................................................................4
1.1. Trabalho em Equipe.....................................................................................................5
10 dicas para Trabalho em Equipe........................................................................5
MÓDULO BRIGADA DE EMERGÊNCIA.........................................................................................8
2.1 Papel do Socorrista.......................................................................................................9
Observação...........................................................................................................9
Palpação.............................................................................................................10
Diálogo...............................................................................................................10
Urgências coletivas.............................................................................................11
Caixas de Primeiros Socorros..............................................................................12
2.2 Brigada de Emergência...............................................................................................13
Definições...........................................................................................................13
Normativa...........................................................................................................14
Formação da Brigada de Emergência.................................................................15
Atribuições da Brigada de Emergência...............................................................17
Procedimento Básico de Emergência.................................................................18

2
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Controle do Programa de Brigada de Emergência..............................................21
2.3 Plano de Emergência..................................................................................................24
Planejamento.....................................................................................................25
MÓDULO COMBATE INCÊNDIO.................................................................................................28
3.1 Proteção Contra Incêndio...........................................................................................29
Teoria do Fogo....................................................................................................29
Propagação do Fogo...........................................................................................32
Classe de Incêndio..............................................................................................33
Métodos de Extinção do Fogo............................................................................34
Agentes Extintores..............................................................................................35
Prevenção de Incêndio.......................................................................................36
MÓDULO PRIMEIROS SOCORROS.............................................................................................39
4.1 Abordagem Primária..................................................................................................40
4.2 Parada Cardiorrespiratória (PCR)................................................................................42
4.3 Entorses, luxações e fraturas......................................................................................46
Entorse...............................................................................................................46
Luxação...............................................................................................................47
Fratura................................................................................................................47
4.4 Vertigens, desmaios e convulsões..............................................................................50
Vertigem.............................................................................................................50
Desmaio..............................................................................................................50
Convulsão...........................................................................................................51

3
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
4.5 Choques elétricos.......................................................................................................53
4.6 Distúrbios causados pelo calor...................................................................................54
Queimadura........................................................................................................54
Insolação.............................................................................................................55
4.7 Intoxicações................................................................................................................56
Intoxicação por alimentos..................................................................................56
Intoxicação por medicamentos..........................................................................57
Intoxicação por substâncias químicas.................................................................57
4.8 Ferimentos.................................................................................................................59
Contusão e Escoriação........................................................................................59
Amputação.........................................................................................................59
4.9 Hemorragia.................................................................................................................61
4.10 Transporte de pessoas acidentadas...........................................................................62
4.11 Acidentes automobilísticos.........................................................................................64
Acesso às vítimas................................................................................................64
Prioridades.........................................................................................................64
Atendimento às vítimas......................................................................................65

1.1. Trabalho em Equipe


Toda equipe é um grupo, porém..., nem todo grupo é uma equipe.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por
afinidades. No entanto esse grupo não é uma equipe. Pois, equipe é um conjunto de
pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de
metas específicas.

Trabalhar em equipe é mais divertido do que trabalhar


individualmente, o que pode contribuir para melhorar nosso
desempenho.

Cada vez mais o trabalho em equipe é valorizado. Porque ativa a


criatividade e quase sempre produz melhores resultados do que
o trabalho individual.

10 dicas para Trabalho em Equipe


1. Seja paciente

Nem sempre é fácil conciliar opiniões diversas, afinal "em cada cabeça uma sentença". Por
isso é importante que seja paciente. Procure expor os seus pontos de vista com moderação
e procure ouvir o que os outros têm a dizer. Respeite sempre os outros, mesmo que não
esteja de acordo com as suas opiniões.

2. Aceite as ideias dos outros

Às vezes é difícil aceitar ideias novas ou admitir que não temos razão; mas é importante
saber reconhecer que a ideia de um colega pode ser melhor do que a nossa. Afinal de

5
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
contas, mais importante do que o nosso orgulho, é o objetivo comum que o grupo pretende
alcançar.

3. Não critique os colegas

Podem surgir conflitos entre os colegas de grupo; é muito importante não deixar que isso
interfira no trabalho em equipe. Avalie as ideias do colega, independentemente daquilo
que achar dele. Critique as ideias, nunca a pessoa.

4. Saiba dividir

Ao trabalhar em equipe, é importante dividir tarefas. Não parta do princípio que é o único
que pode e sabe realizar uma determinada tarefa. Compartilhar responsabilidades e
informação é fundamental.

5. Trabalhe

Não é por trabalhar em equipe que deve esquecer suas obrigações. Dividir tarefas é uma
coisa, deixar de trabalhar é outra completamente diferente.

6. Seja participativo e solidário

Procure dar o seu melhor e procure ajudar os seus colegas, sempre que seja necessário. Da
mesma forma, não deverá sentir-se constrangido quando necessitar pedir ajuda.

7. Dialogue

6
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Ao sentir-se desconfortável com alguma situação ou função que lhe tenha sido atribuída, é
importante que explique o problema, para que seja possível alcançar uma solução de
compromisso, que agrade a todos.

8. Planeje

Quando várias pessoas trabalham em conjunto, é natural que surja uma tendência para se
dispersarem; o planejamento e a organização são ferramentas importantes para que o
trabalho em equipe seja eficiente e eficaz. É importante fazer o balanço entre as metas a
que o grupo se propôs e o que conseguiu alcançar no tempo previsto.

9. Evite cair no "pensamento de grupo"

Quando todas as barreiras já foram ultrapassadas, e um grupo é muito coeso e homogêneo,


existe a possibilidade de se tornar resistente a mudanças e a opiniões discordantes. É
importante que o grupo ouça opiniões externas e que aceite a ideia de que pode errar.

10. Aproveite o trabalho em equipe

Afinal o trabalho de equipe, acaba por ser uma oportunidade de conviver mais perto de
seus colegas, e também de aprender com eles.

A Brigada de Emergência e o Trabalho em Equipe

A brigada de emergência tem por objetivo auxiliar a empresa na


proteção contra incêndio.
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Os colaboradores que fazem parte da brigada são treinados para ter uma ação correta.
Todos que participam desse trabalho precisam agir em EQUIPE para planejar, executar e
alcançar o sucesso pelo digno trabalho de prevenção e combate a incêndios, cuja finalidade
é a proteção de vidas, uma vez que se evitam catástrofes, evitam-se perdas inesperáveis.

8
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

MÓDULO
BRIGADA DE
EMERGÊNCIA
9
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

10
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
2.1 Papel do Socorrista
Socorrista é a pessoa que presta os primeiros socorros em casos de acidentes ou de mal
súbito. Chamam-se primeiros socorros àqueles auxílios imediatos e provisórios prestados
enquanto se aguarda atendimento médico.

As situações de emergência ocorrem com certa frequência e exigem uma atuação rápida.
No entanto, quando acontecem, as reações são as mais diversas. Algumas pessoas não se
manifestam porque não sabem mesmo o que fazer, enquanto outras, sabendo ou não o que
fazer, permanece estáticas, paralisada pelo pânico ou pelo medo, incapazes de tomar
qualquer atitude. Outras, ainda, reagem corajosamente e enfrentam situação, mesmo
desconhecendo a melhor forma de fazê-lo e, muitas vezes, provocam novas lesões no
acidentado.

Atitudes de coragem ou de medo são reações humanas bastante compreensíveis.


Entretanto, é importante saber controla-las para poder agir adequadamente nas situações
de emergência. Mas como conseguir isso? A resposta é simples: confiando no que se sabe e
reconhecendo as próprias limitações. O socorrista deve ter iniciativa e certa liderança ao
prestar atendimento.

Existem várias maneiras de ajudar e até o simples ato de pedir assistência especializada
(médico, ambulância, etc.)é de suma importância para o atendimento adequado. Ao pedir
ajuda, o socorrista deve procurar passar o maior número possível de informações, como
endereço, ponto de referência, tipo de acidente e número de vítimas.

Um atendimento adequado depende antes de tudo de uma rápida avaliação da situação,


que indicará as prioridades ao socorrista. A seguir, as técnicas para fazer uma boa
avaliação.

11
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Observação
Antes de se aproximar, o socorrista deve fazer uma observação detalhada da cena:
certificar-se de que o local onde se encontra a vítima está seguro, analisando a existência
de riscos, como desabamentos, atropelamentos, colisões, afogamentos, agressões, etc.
Somente depois de assegurar-se da segurança da cena é que o socorrista deve se
aproximar da vítima para prestar assistência. Não adianta tentar e, em vez disso, torna-se
mais uma vítima. A observação da vítima pode revelar vários fatos:

 alteração ou ausência de respiração


 hemorragias externas
 deformidades de parte do corpo
 coloração diferente da pele
 presença de suor intenso
 inquietação
 expressão de dor

Palpação
Antes de examinar a vítima, o socorrista deve se proteger para evitar riscos de
contaminação através do contato com sangue, secreções ou com produtos tóxicos. São
equipamentos de proteção: luvas, óculos, máscaras. Na ausência desses equipamentos,
vale o improviso com sacos plásticos, panos ou outros utensílios que estejam disponíveis.
Pela palpação, o socorrista deve observar:

 batimentos cardíacos
 fraturas
 umidade da pele
 alteração da temperatura (alta ou baixa)

12
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Diálogo
Sempre que possível, o socorrista deve interagir com a vítima, procurando acalmá-la, e ao
mesmo tempo, avaliar suas condições enquanto conversa com ela. A tentativa de diálogo
com a vítima permite ao socorrista perceber:

 nível de consciência
 sensação de localização da dor
 incapacidade de mover o corpo ou parte dele
 perda de sensibilidade em alguma parte do corpo

Uma vez definida e analisada a situação, a ação do socorrista deve ser dirigida para:

 pedido de ajuda qualificada e especializada (médico, ambulância)


 avaliação das vias aéreas
 avaliação da respiração e batimentos cardíacos
 prevenção do estado de choque
 aplicação de tratamento adequado para lesões menos graves
 preparação da vítima para remoção segura
 providências para transporte e tratamento médico

É importante lembrar que a tarefa do socorrista restringe-se sempre a prestar primeiros


socorros, ele não deve fazer mais do que o rigorosamente essencial enquanto aguarda o
auxílio médico.

As situações de emergência podem variar desde um corte até uma parada cardíaca, e neste
caso, a vítima corre risco de vida.

O objetivo do primeiro atendimento deve ser o de mantê-la viva e protegê-la de novos e


maiores riscos até a chegada da equipe médica.

 Jamais dê qualquer tipo de bebida a vítimas de qualquer tipo de acidente

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
A atitude do socorrista pode significar a vida ou a morte da pessoa socorrida. Uma
providência importante a ser tomada é a de evitar pânico, afastando curiosos e facilitando
o trabalho de atendimento a emergência.

Sempre que se encontrar em uma situação em que pessoas precisem de assistência


médica, o socorrista deve acionar imediatamente o socorro especializado e depois, então
iniciar o atendimento à vítima.

Com a chegada da equipe médica, a liderança das ações passa a ser do médico ou do
enfermeiro.

A partir deste momento, o socorrista deve colocar-se a disposição daqueles que estão
capacitados para o atendimento médico, dando-lhes todas as informações de que dispõe.

Urgências coletivas
Acidentes em locais onde há aglomerações de pessoas (igrejas, estádios...), costumam
envolver um grande número de vítimas e nesses casos, geralmente, o atendimento é muito
confuso.

Ao se deparar com uma urgência coletiva, o socorrista deve tomar as seguintes medidas,
antes de chamar o atendimento especializado:

 Providenciar comunicação imediata com o serviço de saúde, defesa civil,


bombeiros e polícia.
 Isolar o local, para proteger as vítimas e demais socorristas.
 Determinar locais diferentes para a chegada dos recursos e saída das vítimas.
 Retirar as vítimas que estejam em local instável.
 Determinar as prioridades de atendimento, fazendo uma triagem rápida das
vítimas para que as mais graves possam ser removidas primeiras.
 Providenciar o transporte de forma adequada, para não complicar as lesões.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Caixas de Primeiros Socorros
É altamente recomendável ter em casa, no trabalho e no carro uma caixa de
primeiros socorros, com alguns itens necessários:
 Compressas de gaze
 Rolos de ataduras
 Esparadrapo e/ou micropore
 Tesoura
 Pinça
 Soro fisiológico
 Água oxigenada (vol.10)
 Luva de látex
 Curativo autoadesivo
 Saco plástico transparente
 Algodão
 Álcool gel

E outros itens necessários possuir na empresa:

 Caixa de Primeiros Socorros


 Maca
 Colar cervical
 Bandagem triangular
 PVPI

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

1.1 Brigada de Emergência


A Brigada de Emergência é basicamente um grupo organizado de pessoas que são
especialmente capacitadas para que possam atuar numa área previamente estabelecida,
na prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio, e que também estejam
aptas a prestar os primeiros socorros a possíveis vítimas. A Brigada de Emergência é
projetada para proteger os colaboradores de lesões ou morte e reduzir ao mínimo o
potencial de evento catastrófico.

Definições
Combate a Incêndio  Conjunto de ações táticas, destinadas a extinguir ou isolar o
incêndio com uso de equipamentos manuais ou automáticos.

Emergência  Sinistro ou risco eminente que requeira ação imediata.

Exercício Simulado  Exercício prático realizado periodicamente para manter a brigada e


os ocupantes das edificações em condições de enfrentar uma situação real de emergência.
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Planta  Local onde está situada uma única ou mais empresas, com uma única ou mais
edificações e pavimentos.

População Fixa  Aquela que permanece regularmente na edificação, considerando os


turnos e a natureza da ocupação, bem como os terceiros nestas condições.

População Flutuante  Aquela que não se enquadra no item de população fixa. Será
sempre considerada pelo pico.

Prevenção de Incêndio  Uma série de medidas destinadas a evitar o aparecimento de um


princípio de incêndio ou, no caso de ele ocorrer, permitir combatê-lo prontamente para
evitar sua propagação.

Risco Possibilidade de perda material ou humana.

Risco Iminente Risco com ameaça de ocorrer brevemente, e que requer ação imediata.

Normativa
NBR 14276 – (ABNT) - Programa de Brigada de Incêndio

Esta norma estabelece as condições mínimas para a elaboração de um programa de


brigada de incêndio, visando proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as
consequências sociais do sinistro e dos danos ao meio ambiente.

É aplicável em edificações industriais, comerciais e de serviço, bem como as destinadas à


habitação (residenciais ou mistas).

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
NR 23 - (MTE) – Proteção Contra Incêndio

Esta norma orienta sobre a proteção contra incêndios e diz que todas as empresas deverão
possuir:

a) Proteção contra incêndio;

b) Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio;

c) Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;

d) Pessoas habilitadas no uso correto desses equipamentos.

Todos os anos deve-se realizar treinamentos, para os brigadistas e a formação de novos


componente, sempre com o incondicional apoio do corpo de bombeiros ou pessoa
qualificada. A periodicidade do treinamento deve ser de 12 meses ou quando houver
alteração de 50% dos membros da brigada.
As normas determinam que as empresas devem ter planos contra incêndios, saídas de
emergência, extintores e outros equipamentos de proteção, mas de nada adiantará este
aparato, se a empresa não contar com pessoas capacitadas e prontas para guiar os colegas
de trabalho para as saídas, saber lidar com os extintores, qual deles usar para cada caso de
incêndio, sendo assim é extremamente importante que se crie a brigada de incêndio em
todas as empresas e que sejam devidamente treinadas. Só assim poderá contar com
pessoas preparadas e aptas a agir em caso de inícios de incêndios.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Todas as medidas tomadas para proteção contra incêndios no ambiente de trabalho são
importantes e devem ser implementadas para que se por acaso acontecer o sinistro, os
resultados sejam amenizados pelas ações que foram tomadas preventivamente.

Formação da Brigada de Emergência


As empresas que possuem em sua planta somente uma edificação com apenas um
pavimento, devem ter um líder que deve coordenar a brigada.
As empresas que possuem em sua planta somente uma edificação, com mais de um
pavimento devem ter um líder para cada pavimento, que é coordenado pelo chefe da
brigada dessa edificação.
As empresas que possuem em sua planta mais de uma edificação, com mais de um
pavimento devem ter um líder por pavimento e um chefe da brigada para cada edificação,
que devem ser coordenados pelo coordenador geral da brigada.
O organograma da brigada de incêndio da empresa varia de acordo com o número de
edificações, o número de pavimentos em cada edificação e o número de empregados em
cada pavimento.
Os candidatos a brigadistas devem atender ao máximo dos seguintes critérios básicos:

a) Pessoa da própria empresa;


b) Permanecer na edificação;
b) Possuir experiência anterior como brigadistas;
c) Possuir boa saúde e condição física;
d) Possuir bom conhecimento das instalações (conhecer entradas e guiar saídas)
e) Possuir iniciativa (acionar alarme, corpo de bombeiros, cortar energia)
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
f) Possuir treinamento para ser capaz de identificar situações de emergência, combater
os princípios de incêndio e realizar os primeiros socorros;

Para uma brigada eficiente e eficaz os membros devem possuir os critérios acima
mencionado e contar com integrantes altamente treinados para, no mínimo, manter sob
controle numa situação inesperada adversa, até a chegada de um socorro a altura da
dimensão da ocorrência, como o Corpo de Bombeiro Militar, no caso de um incêndio. Estar
apta a desenvolver um plano que possa garantir a segurança dos colaboradores, visitantes
e clientes, numa situação de emergência. Assegurar que a assistência à pessoa lesionada
seja imediata, até chegar auxílio de profissional adequado.
A brigada de emergência deve ser organizada funcionalmente como segue:

a) Brigadistas: membros da brigada que executam as atribuições;


b) Líder: responsável pela coordenação e execução das ações de emergência em sua
área de atuação no pavimento. É escolhido entre os brigadistas aprovados no
processo seletivo;
c) Chefe da brigada: responsável por edificação com mais de um pavimento. É
escolhido entre os brigadistas aprovados no processo seletivo;
d) Coordenador geral: responsável geral por todas as edificações que compõe uma
planta. É escolhido entre os brigadistas que tenham sido aprovados no processo
seletivo.
Exemplo de organograma de brigada de emergência em empresa com duas edificações;
ambas com 2 pavimentos.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
COORDENADOR
GERAL
Vânia

Chefe da Chefe da
brigada brigada
Gisele Robson

Líder Líder
Isabela Jaqueline

Brigadistas Brigadistas Brigadistas Brigadistas


Ariane/Josué Andrey André/Cesar Cibele

Chefe da Chefe da
brigada brigada
Gisele Robson

Líder Líder
Maurício Alexandre

Brigadistas Brigadistas Brigadistas Brigadistas


Viviana Cleverton Rafael/Lúcio Karine

A identificação da brigada se dará da seguinte forma:


a) Devem ser distribuídos em locais visíveis e de grande circulação quadros de aviso ou
similar, sinalizando a existência da brigada de emergência e indicando seus integrantes
com suas respectivas localizações;
b) O brigadista deve utilizar constantemente em lugar visível um crachá ou uma
identificação como membro da brigada;
c) No caso de uma situação real ou simulado de emergência, o brigadista deve usar
braçadeira, colete ou capacete para facilitar sua identificação e auxiliar na sua atuação.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Os candidatos a brigadista, selecionados devem frequentar curso com carga horária
mínima de 12 horas, abrangendo as partes teóricas e prática.

Atribuições da Brigada de Emergência


a) Ações de prevenção:
 Avaliação dos riscos existentes;
 Inspeção geral dos equipamentos de combate a incêndio;
 Inspeção geral das rotas de fugas;
 Elaboração de relatório das irregularidades encontradas;
 Orientação à população fixa e flutuante;
 Exercício simulado.

b) Ações de emergência:

 Identificação da situação;
 Alarme/abandono de área;
 Corte de energia;
 Acionamento do corpo de bombeiros e/ou ajuda extrema;
 Primeiros socorros;
 Combate a princípio de incêndio;
 Recepção e orientação ao Corpo de Bombeiro;
 Encaminhamento do formulário ao Corpo de Bombeiro para atualização de dados
estatísticos.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Procedimento Básico de Emergência
1. Alerta

Identificada uma situação de emergência, qualquer pessoa pode alertar através dos meios
de comunicação disponíveis os membros da brigada de emergência.

2. Acionamento da brigada

Todos os colaboradores devem ter conhecimento dos membros da brigada, deste modo,
em caso de alerta saberá as pessoas certas a quem deverá informar da emergência, e estes
serão responsáveis pelas medidas e acionamentos necessários.

3. Ponto de encontro

Devem ser previstos um ou mais pontos de encontro dos brigadistas, para distribuição das
tarefas.

4. Análise da situação

Após o alerta, a brigada deve analisar a situação, desde o início até o final do sinistro;
havendo necessidade acionar o corpo de bombeiro e apoio externo, e desencadear os
procedimentos necessários, que podem ser priorizados ou realizados simultaneamente, de
acordo com o número de brigadistas e os recursos disponíveis no local, assim como os
recursos disponíveis.

Procedimentos para acionamento ou não do Corpo de Bombeiro

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Após análise da situação de risco o líder da brigada poderá ou não fazer acionamento ao
corpo de bombeiro. Caso seja necessário acionamento ligar para 193 e repassar a
seguinte informação para o atendente, com mais detalhes e calma possível.

 Local (endereço, bairro, ponto de referência);


 Situação fática (incêndio, atendimento hospital, vazamento de gás,
salvamentos, etc...), informações complementares da situação;
 Identificação do responsável pelo acionamento, e telefone para contato;
5. Primeiros Socorros

Prestar primeiros socorros às possíveis vítimas, mantendo ou restabelecendo suas funções


vitais com SBV (Suporte Básico da Vida) e RCP (Reanimação Cardiopulmonar) até que se
obtenha o socorro especializado.
6. Corte de Energia

Cortar quando possível ou necessário, a energia elétrica dos equipamentos da área ou


geral.

7. Abandono da área

A rota de fuga é a via considerada mais segura, por onde devem se evadir os colaboradores
das áreas já atingidas ou passíveis de se tornarem áreas de emergência.

O responsável máximo da brigada de incêndio (Coordenador geral, chefe da brigada ou


líder, conforme o caso) determina o início do abandono, devendo priorizar os locais
sinistrados, pavimento superior a estes os setores próximos e locais de maior risco.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Proceder ao abandono da área parcial ou total, quando necessário conforme comunicação
preestabelecida, removendo para um local seguro, a uma distância mínima de 100 m do
local do sinistro, permanecendo até a definição final.

8. Confinamento do sinistro

Evitar a propagação do sinistro e suas consequências.

9. Isolamento da área

Isolar fisicamente a área sinistrada, de modo a garantir os trabalhos de emergência e


evitar que pessoas não autorizadas adentrem no local.

10. Extinção

Eliminar o sinistro, restabelecendo a normalidade.

11. Investigação

Levantar as possíveis causas do sinistro e suas consequências e emitir relatório para


discussão em reuniões extraordinárias, com o objetivo de propor medidas corretivas para
evitar a repetição da ocorrência.

Para que ações seguras sejam levadas a efeito numa situação de emergência deve ser
desenvolvido um programa condizente com sua planta e seus riscos para que ocorrências
indesejadas não resultem em surpresas desagradáveis.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Um programa de efetivo de segurança requer a mesma organização e administração que
qualquer operação de negócio.

Formar pequenos grupos de colaboradores bem treinados em especialidades como


primeiros socorros, resgate e combate a incêndio.

O Treinamento é primordial para que os membros tomem as decisões acertadas, de modo


que se reduzam ao mínimo as lesões às pessoas e danos a propriedade.

12. Resgate

È o que não pode esperar. A vida da vítima está em risco, quer seja por situações já
ocorridas ou por eventos que podem ocorrer.

Conhecer seis procedimentos a seguir antes de remover uma vítima de situação que
apresenta risco de vida.

a) A vida do brigadista não pode estar em perigo (melhor uma vítima do que duas);
b) Usar o método mais aconselhável para transportar a vítima;
c) Tentar afastar o perigo ao máximo sem tirar a vítima do lugar (como apagar o
fogo);
d) Avaliar se é melhor enviar um profissional de resgate;
e) Observar se a vítima não estará em maior perigo se transportá-la (ferimentos na
coluna);
f) Conhecer a direção a seguir e todos concordarem em executar tudo.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Controle do Programa de Brigada de Emergência
a) Reuniões Ordinárias

Devem ser realizadas reuniões com os membros da brigada, com registros em ata, onde
são discutidos os seguintes assuntos:

 Funções de cada membro da brigada dentro do plano;


 Condições de uso dos equipamentos de combate a incêndio;
 Apresentação de problemas relacionados à prevenção incêndios encontrados
nas inspeções para que sejam feitas propostas corretivas;
 Alterações ou mudanças do efetivo da brigada;
 Outros assuntos de interesses.

b) Reuniões Extraordinárias
Após a ocorrência de um sinistro ou quando identificada uma situação de risco iminente,
fazer uma reunião extraordinária para discussão e providências a serem tomadas.
As decisões tomadas são registradas em ata e enviadas às áreas competentes para as
providências pertinentes.

c) Exercícios Simulados
Deve ser realizado, a cada 6 meses, no mínimo um exercício simulado no estabelecimento
ou local de trabalho com participação de toda a população. Imediatamente após o
simulado, deve ser realizada uma reunião extraordinária para avaliação e correção das
falhas ocorridas. Deve ser elaborada ata na qual conste:
 Horário do evento;
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA


2011
Tempo gasto no abandono;
 Tempo gasto no retorno;
 Tempo gasto no atendimento de primeiros socorros;
 Atuação da brigada;
 Comportamento da população;
 Participação do Corpo de Bombeiros e tempo
 Gasto para sua chegada;
 Ajuda externa (PAM - Plano de Auxílio Mútuo);
 Falhas de equipamentos;
 Falhas operacionais;
 Demais problemas levantados na reunião.

d) Recomendações gerais

Em caso de simulado ou incêndio adotar os seguintes procedimentos:

 Manter a calma;
 Caminhar em ordem sem atropelos;
 Não correr e não empurrar;
 Não gritar e não fazer algazarras;
 Não ficar na frente da pessoa em pânico; se não puder acalma–la. Evite-a se
possível, avisar um brigadista;
 Todos os empregados independentes do cargo, que ocupam na empresa,
devem seguir rigorosamente as instruções dos brigadistas;

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
 Nunca voltar para apanhar objetos;
 Ao sair de um lugar, fechar portas e janelas sem trancá-las;
 Não se afastar dos outros e nem parar em andares;
 Levar consigo os visitantes, que estiverem em seu local de trabalho;
 Sapatos de salto alto devem ser retirados;
 Não acender ou apagar luzes principalmente se sentir cheiro de gás;
 Deixar a rua e as entradas livres para a ação dos bombeiros e do pessoal do
socorro médico;
 Ver como seguro o local predeterminado pela brigada e aguardar novas
instruções;
Em locais com mais de um pavimento
 Nunca utilizar o elevador;
 Não subir, procurar sempre descer;
 Ao utilizar as escadas de emergências, descer sempre utilizando o lado direito
da escada.
Em situações extremas

 Nunca retirar as roupas; procurar molhá-las a fim de proteger a pele da


temperatura elevada (exceto em simulados);
 Se houver necessidade de atravessar uma barreira de fogo, molhar todo o corpo,
roupas, sapatos e cabelo, Proteger a respiração com um lenço molhado junto à
boca e o nariz, manter-se sempre o mais próximo do chão, já que é o local com
menor concentração de fumaça;

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA


2011
Sempre que precisar abrir uma porta verificar se ela não está quente, mesmo
assim só abrir vagarosamente;
 Se ficar preso em algum lugar procurar inundar o local, mantendo sempre
molhado;
 Não saltar mesmo que esteja com queimadura ou intoxicação.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
1.2 Plano de Emergência
Ninguém espera um incêndio, mas é muito importante ter um plano de fuga no caso de um
sinistro. O incêndio pode acontecer em qualquer lugar: na sua casa/apartamento ou local
de trabalho.

Ao ouvir o alarme de emergência, todos os colaboradores, devem manter a calma, desligar


seus equipamentos, apanhar seus pertences e preparar-se para o abandono.

Em caso de incêndio, não entre em pânico e nem tome atitude precipitada. Pense antes de
agir. Se o local onde você trabalha tiver os sistemas preventivos contra incêndio previstos
nas normas de segurança contra incêndios e um adequado plano de emergência, pode ter
certeza que suas chances são grandes de sair ileso.

O Plano de Emergência se divide em:

 EMERGÊNCIA
 ABANDONO
 EVACUAÇÃO

Um Plano de Emergência deve possuir as seguintes características:

Simplicidade - Ao ser elaborado de forma simples e concisa, será bem


compreendido, evitando confusões e erros por parte dos executantes.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Flexibilidade - Um plano não pode ser rígido. Deve permitir a sua adaptação a
situações não coincidentes com os cenários inicialmente previstos.

Dinamismo - Deve ser atualizado em função do aprofundamento da análise de


riscos e da evolução quantitativa e qualitativa dos meios disponíveis.

Adequação - Deve ser adequado à realidade da Empresa e aos meios existentes.

Precisão - Deve ser claro na atribuição de responsabilidades

Planejamento
1) Tenha um plano de fuga

Os membros da brigada de emergência deve sentar e definir o que fazer se houver um


princípio de incêndio ou emergência.

2) Emita o Alarme
Acione o sistema de alarme ou telefone de emergência, de forma a reunir os membros da
brigada e alertar as demais pessoas.
3) Defina um ponto de encontro
Definindo o ponto de encontro, isso auxiliará os brigadistas a definir suas atribuições,
assim como constatar se todos saíram com segurança.
4) Planeje e pratique a fuga

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
No caso de incêndio, você deve sair rapidamente, mas sem correria, seguindo para o
ponto de encontro na parte externa da edificação, local este definido pela brigada de
emergência. Preferencialmente planeje duas maneiras de abandonar seu ambiente de
trabalho. As rotas de fuga num incêndio não devem incluir os elevadores, que podem
expor as pessoas direto ao calor e a fumaça, ou ainda sofrer parada em decorrência de
curto circuito. Uma vez fora da edificação, não tente adentrá-la, somente quando o Corpo
de Bombeiros autorizarem. Faça simulado e pratique, ao menos uma vez ao ano, o ideal
seria a cada 6 meses.
5) Instale detectores de fumaça
Os detectores de fumaça nos avisam quando acorre um princípio de Incêndio e assim
temos tempo para escapar do fogo.
6) Identifique os quadros de distribuição elétrica
Mapear os locais onde estão localizados os quadros de distribuição, identificando também
os disjuntores, essa ação facilita e agiliza os brigadistas em caso de incêndio com risco na
instalação elétrica dos pavimentos.
7) Defina os locais das áreas de segurança

PONTO A -- Destinado ao pessoal da Administração, localização a decidir.

PONTO B -- Destinado ao pessoal da Manutenção, localização a decidir.

PONTO C -- Destinado aos terceiros e visitantes, localização, o mais próximo possível


da portaria.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Mapeamento necessário para elaboração do plano de emergência
 Escadas de acesso
 Extintores e hidrantes
 Saídas de emergência
 Quadro de chaves
 Saídas de água
 Quadros de energia
 Telefones de emergência
 Local instalado o alarme de emergência

Para elaborar um eficiente plano de emergência, peça orientação ao Corpo de Bombeiros


para estabelecer as tarefas de cada um numa situação de incêndio, e este deverá conter os
seguintes itens:
 Procedimentos da brigada de incêndio;
 Procedimentos dos ocupantes do prédio;
 Planta do edifício;
 Localização do equipamento de combate a incêndio;
 Definição e localização das vias de fuga;
 Definição do ponto de encontro fora do edifício.

Depois de elaborado o plano este deverá haver:


 Treinamento dos membros da brigada;
 Comunicação do conteúdo do plano, a todos os ocupantes do prédio;

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TREINAMENTO
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DE
EMERGÊNCIA
2011
 Sinalização das instalações (saídas, extintores, etc.);
 Simulação de abandono do edifício; um bombeiro poderá auxiliá-lo nesta tarefa.

Razões para Elaboração de um Plano de Emergência

1) Estabelece cenários de acidentes para os riscos identificados;


2) Define princípios, normas e regras de atuação face aos cenários possíveis;
3) Organiza os meios de socorro e prevê missões que competem a cada um dos
intervenientes;
4) Permite desencadear ações oportunas, destinadas a minimizar as
consequências do sinistro;
5) Evita confusões, erros, atropelos e a duplicação de atuações;
6) Prevê e organiza antecipadamente a atuação e a evacuação;
7) Permite rotina e procedimentos, os quais poderão ser testados, através de
exercícios de simulação.

Somente poderão dirigir-se ao local da Emergência, os funcionários integrantes da Brigada


de Emergência; fica suspensa a entrada de qualquer pessoa da unidade, salvo os
Brigadistas e Corpo de Bombeiros.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

MÓDULO
COMBATE
INCÊNDIO
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
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EMERGÊNCIA
2011

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
1.3 Proteção Contra Incêndio
A proteção contra incêndio é um assunto um pouco mais complexo do que possa parecer.
A primeira vista, imagina-se que ela é composta pelos equipamentos de combate a
incêndios fixados nas edificações, porém esta é apenas uma parte de um sistema. É
necessário o conhecimento e o treinamento dos ocupantes da edificação. Estes deverão
identificar e operar corretamente os equipamentos de combate a incêndio, bem como agir
com calma e racionalidade sempre que houver início de fogo, extinguindo-o e/ou
solicitando ajuda ao Corpo de Bombeiros através do telefone 193.

Teoria do Fogo
Conceito de Fogo - Fogo é um processo químico de transformação. Podemos também
defini-lo como o resultado de uma reação química que desprende luz e calor devido à
combustão de materiais diversos.

Os elementos que compõem o fogo são:

 Combustível
 Comburente (oxigênio)
 Fonte de ignição (calor)

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

1. Combustível
É toda substância capaz de queimar, servindo de campo de propagação do fogo. Para efeito
prático as substâncias foram divididas em combustíveis e incombustíveis, sendo a
temperatura de 1000ºC para essa divisão, ou seja, os combustíveis queimam abaixo de
1000ºC, e os incombustíveis acima de 1000ºC, isto se deve ao fato de, teoricamente, todas
as substâncias poderem entrar em combustão (queimar).

Os materiais combustíveis maus condutores de calor, madeira, por exemplo, queimam com
mais facilidade que os materiais bons condutores de calor como os metais. Esse fato se
deve a acumulação de calor em uma pequena zona, no caso dos materiais maus
condutores, fazendo com que a temperatura local se eleve mais facilmente, já nos bons
condutores, o calor é distribuído por todo material, fazendo com que a temperatura se
eleve mais lentamente.

Os combustíveis podem estar no estado sólido, liquido e gasoso, sendo que a grande
maioria precisa passar para o estado gasoso, para então se combinarem o comburente e
gerar uma combustão. Os combustíveis apresentam características conforme o seu estado
físico, conforme vemos abaixo:

• Sólidos - Ex.: Madeira, Tecido, Papel, Mato, etc.


• Líquidos - Ex.: Gasolina, Álcool Etílico, Acetona, etc.
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA


2011
Gasosos - Ex.: Acetileno, GLP, Hidrogênio, etc.

a) Combustíveis sólidos - A maioria dos combustíveis não queima no estado sólido,


sendo necessário transformar-se em vapores, para então reagir com o comburente,
ou ainda transformar-se em líquido para posteriormente em gases, para então
queimarem. Como exceção podemos citar o enxofre e os metais alcalinos (potássio,
magnésio, cálcio, etc...), que queimam diretamente no seu estado sólido e merecem
atenção especial como veremos mais a frente.

b) Combustíveis líquidos - Os combustíveis líquidos, chamados de líquidos


inflamáveis, têm características particulares, como:
 Não tem forma própria, assumindo a forma do recipiente que as contem;
 Se derramados, escorrem e se acumulam nas partes mais baixas;
 A maioria dos líquidos inflamáveis é mais leve que a água, sendo assim
flutua sobre ela;
 Os líquidos derivados de petróleo têm pouca solubilidade em água;
 Na sua grande maioria são voláteis (liberam vapores a temperatura menor
que 20ºC).

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

c. Combustíveis gasosos - Os gases não têm volume definido, tendendo, rapidamente,


a ocupar todo o recipiente em que está contido.

Para que haja a combustão, a mistura com o comburente deve ser uma mistura ideal, isto
é, não pode conter combustível demasiado (mistura rica) e nem quantidade insuficiente
do mesmo (mistura pobre).

2. Comburente (Oxigênio – O2)

É o elemento que reage com o combustível, participando da reação química da combustão,


possibilitando assim vida às chamas e intensidade a combustão. Como exemplo de
comburente pode citar o gás cloro e o gás flúor, porém o comburente mais comum é o
oxigênio, que é encontrado na quantidade de aproximadamente 21% na atmosfera. A
quantidade de oxigênio ditará o ritmo da combustão, sendo plena na concentração de 21%
e não existindo abaixo dos 4%.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
3. Fonte de Calor

Calor é uma forma de energia que eleva a temperatura, gerada da transformação de outra
energia, através de processo físico ou químico. Pode ser descrito como uma condição da
matéria em movimento, isto é, movimentação ou vibração das moléculas que compõem a
matéria. A energia de ativação serve como condição favorável para que haja a reação de
combustão, elevando a temperatura ambiente ou de forma pontual, proporcionando com
que o combustível reaja com o comburente em uma reação exotérmica. A energia de
ativação pode provir de várias origens, como por exemplo:

 Origem nuclear. Ex.: Fissão nuclear


 Origem química. Ex.: Reação química (limalha de ferro + óleo)
 Origem elétrica. Ex.: Resistência (aquecedor elétrico)
 Origem mecânica. Ex.: Atrito

Ao receber calor, o combustível se aquece até chegar a uma temperatura que começa a
desprender gases (os combustíveis inflamáveis normalmente já desprendem gases a
temperatura ambiente). Esses gases se misturam com o oxigênio do ar e em contato com
uma chama ou até mesmo uma centelha, dá início a um princípio de incêndio.

Propagação do Fogo
O fogo pode se propagar pelo contato da chama em outros combustíveis, através do
deslocamento de partículas incandescentes ou pela ação do calor.

O calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada do atrito dos
corpos. Ele se propaga por três processos de transmissão:

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
I. Condução

É a forma pela qual se transmite o calor através do próprio material, de molécula a


molécula ou de corpo a corpo.

II. Convecção

É quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do


local em chamas, levando para outros locais quantidades de calor suficiente, para que os
materiais combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão, originando outro
foco de fogo.

III. Irradiação

É quando o calor se transmite por ondas caloríficas através do espaço, sem utilizar
qualquer meio material.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Classe de Incêndio
Os incêndios são classificados de acordo com as características dos seus combustíveis.

Somente com o conhecimento da natureza do material que está se queimando, pode-se


descobrir o melhor método para uma extinção rápida e segura.

CLASSE A

 Caracteriza-se por fogo em materiais sólidos;


 Queimam em superfície e profundidade;
 Após a queima deixam resíduos, brasas e cinzas;
 Esse tipo de incêndio é extinto principalmente pelo método de resfriamento,
 e as vezes por abafamento através de jato pulverizado.

CLASSE B

 Caracteriza-se por fogo em combustíveis líquidos inflamáveis;


 Queimam em superfície;
 Após a queima, não deixam resíduos;
 Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento.

CLASSE C

 Caracteriza–se por fogo em materiais/equipamentos energizados (geralmente


equipamentos elétricos);
 A extinção só pode ser realizada com agente extintor não-condutor de
eletricidade, nunca com extintores de água ou espuma;
 O primeiro passo num incêndio de classe C é desligar o quadro de força, pois
assim ele se tornará um incêndio de classe A ou B.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
CLASSE D

 Caracteriza-se por fogo em metais pirofóricos (alumínio, antimônio, magnésio,


etc.)
 São difíceis de serem apagados;
 Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento;
 Nunca utilizar extintores de água ou espuma para extinção do fogo.

Métodos de Extinção do Fogo


Partindo do princípio de que, para haver fogo, é necessários o combustível, comburente e
o calor, formando o triângulo do fogo ou, mais modernamente, o quadrado ou tetraedro do
fogo, quando já se admite a ocorrência de uma reação em cadeia, para nós extinguirmos o
fogo, basta retirar um desses elementos. Com a retirada de um dos elementos do fogo,
temos os seguintes métodos de extinção: extinção por retirada do material, por
abafamento, por resfriamento e extinção química.

1. Extinção por retirada do material (Isolamento)

Esse método consiste em duas técnicas:

 retirada do material que está queimando;


 retirada do material que está próximo ao fogo.

2. Extinção por retirada do comburente (Abafamento)

Este método consiste na diminuição ou impedimento do contato de oxigênio com o


combustível.

3. Extinção por retirada do calor (Resfriamento)

Este método consiste na diminuição da temperatura e eliminação do calor, até que o


combustível não gere mais gases ou vapores e se apague.
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA

4. Extinção Química
2011
Ocorre quando interrompemos a reação em cadeia. Este método consiste no seguinte: o
combustível, sob ação do calor, gera gases ou vapores que, ao se combinarem com o
comburente, formam uma mistura inflamável. Quando lançamos determinados agentes
extintores ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a
mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente), formando outra mistura não
inflamável.

Agentes Extintores
Trata-se de certas substâncias químicas sólidas, líquidas ou gasosas, que são utilizadas na
extinção de um incêndio. Os principais e mais conhecidos são:

A. Água Pressurizada
 É o agente extintor indicado para incêndios de classe A.
 Age por resfriamento e/ou abafamento.
 Podem ser aplicado na forma de jato compacto, chuveiro e neblina. Para os dois
primeiros casos, a ação é por resfriamento. Na forma de neblina, sua ação é de
resfriamento e abafamento.

Atenção  Nunca use água em fogo das classes C e D, e nunca use jato direto na classe B.

B. Pó Químico
 É o agente extintor indicado para combater incêndios da classe B;
 Age por abafamento, podendo ser também utilizados nas classes A e C, podendo
nesta última danificar o equipamento.

C. Gás Carbônico (CO2)


 É o agente extintor indicado para incêndios da classe C, por não ser condutor de
eletricidade;

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
 Age por abafamento, podendo ser também utilizado nas classes A, somente em seu
início e na classe B em ambientes fechados.

D. Pó Químico Especial
 É o agente extintor indicado para incêndios da classe D;
 Age por abafamento.

E. Espuma
 É um agente extintor indicado para incêndios das classes A e B.
 Age por abafamento e secundariamente por resfriamento.
 Por ter água na sua composição, não se pode utiliza-lo em incêndio de classe C,
pois conduz corrente elétrica.

F. Pó ABC (Fosfato de Monoamônico)


 É o agente extintor indicado para incêndios das classes A,B e C;
 Age por abafamento

G. Outros Agentes

Além dos já citados, podemos considerar como agentes extintores terra, areia, cal, talco,...

Prevenção de Incêndio
Cuidados Necessários

 Respeitar as proibições de fumar no ambiente de trabalho;


 Não acender fósforos, nem isqueiros ou ligar aparelhos celulares em locais
sinalizados;
 Manter o local de trabalho em ordem e limpo;
 Evite o acúmulo de lixo em locais não apropriados;
 Colocar os materiais de limpeza em recipientes próprios e identificados;

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA


2011
Manter desobstruídas as áreas de escape e não deixar, mesmo que
provisoriamente, materiais nas escadas e corredores;
 Não deixar os equipamentos elétricos ligados após sua utilização. Desligue-os da
tomada;
 Não improvisar instalações elétricas, nem efetuar consertos em tomadas e
interruptores, em que esteja familiarizado;
 Não sobrecarregar as instalações elétricas com a utilização do plug T, lembrando
que o mesmo oferece riscos de curto-circuito e outros;
 Verificar antes da saída do trabalho, se não há nenhum equipamento elétrico
ligado;
 Observar as normas de segurança ao manipular produtos inflamáveis ou
explosivos;
 Manter os materiais inflamáveis em local resguardado e à prova de fogo;
 Não cobrir fios elétricos com o tapete;
 Ao utilizar materiais inflamáveis, faça-o em quantidades mínimas, armazenando-os
sempre na posição vertical e na embalagem;
 Não utilizar chama ou aparelho de solda perto de materiais inflamáveis.

Instruções Gerais em Caso de Emergências

Em caso de incêndio, recomenda – se:

 Manter a calma, evitando o pânico, correrias e gritarias;


 Acionar o Corpo de Bombeiros no telefone 193;
 Usar extintores ou os meios disponíveis para apagar o fogo;
 Acionar o botão de alarme mais próximo, ou telefonar para o ramal de emergência,
quando não se conseguir a extinção do fogo;
 Fechar portas e janelas, confinando o local do sinistro;
 Isolar os materiais combustíveis e proteger os equipamentos, desligando o quadro
de luz ou o equipamento da tomada;
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
 Comunicar o fato à chefia da área envolvida ou ao responsável do mesmo prédio;
 Armar as mangueiras para a extinção do fogo se for o caso;
 Existindo muita fumaça no ambiente ou local atingido, usar um lenço como
máscara (se possível molhado), cobrindo o nariz e a boca;
 Para se proteger do calor irradiado pelo fogo, sempre que possível, manter
molhadas as roupas, cabelos, sapatos ou botas.

Em caso de confinamento pelo fogo, recomenda-se:

 Sair dos lugares onde haja muita fumaça;


 Manter-se agachado, bem próximo ao chão, onde o calor é menor e ainda existe
oxigênio;
 No caso de ter que atravessar uma barreira de fogo, molhe todo o corpo, roupas e
sapatos, encharque uma cortina e enrole-se nela, molhe um lenço e amarre-o junto
à boca e ao nariz e atravesse o mais rápido que puder.

Em caso de abandono de local, recomenda-se:

 Seja qual for à emergência, nunca utilizar os elevadores;


 Ao abandonar um compartimento, fechar a porta atrás de si (sem trancar) e
não voltar ao local;
 Ande, não corra;
 Facilitar a operação dos membros da Equipe de Emergência para o abandono,
seguindo à risca as suas orientações;
 Ajudar o pessoal incapacitado a sair, dispensando especial atenção àqueles
que, por qualquer motivo, não estiverem em condições de acompanhar o ritmo
de saída (deficientes físicos, mulheres grávidas e outros);
 Levar junto com você visitantes;
 Sair da frente de grupos em pânico, quando não puder controlá-los.

Outras Recomendações

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA


2011
Não suba, procure sempre descer pelas escadas;
 Não respire pela boca, somente pelo nariz;
 Não corra nem salte, evitando quedas, que podem ser fatais. Com queimaduras
ou asfixias, o homem ainda pode salvar–se;
 Não tire as roupas, pois elas protegem seu corpo e retardam a desidratação.
 Tire apenas a gravata ou roupas de nylon;
 Se suas roupas se incendiarem, jogue–se no chão e role lentamente. Elas se
apagarão por abafamento;
 Ao descer escadarias, retire sapatos de salto alto e meias escorregadias.

Deveres e Obrigações

Procure conhecer todas as saídas que existem no seu local de trabalho, inclusive
as rotas de fuga;
Participe ativamente dos treinamentos teóricos, práticos e reciclagens que lhe
forem ministrados;
Conheça e pratique as normas de proteção e combate ao princípio de incêndio,
quando necessário e possível, adotado na empresa;
Comunique imediatamente aos membros da Equipe de Emergência, qualquer tipo
de irregularidade.

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TREINAMENTO
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MÓDULO
PRIMEIROS
SOCORROS
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
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1.4 Abordagem Primária
A abordagem primária visa identificar e manejar situações de ameaça à vida, a abordagem
inicial é realizada sem mobilizar a vítima de sua posição inicial, salvo em situações
especiais que possam comprometer a segurança ou agravar o quadro da vítima.

Na abordagem primária, havendo mais de uma vítima, o atendimento deve ser priorizado
conforme o risco, ou seja, primeiro as que apresentem risco de morte, em seguida as que
apresentem risco de perda de membros e, por último todas as demais. Esta recomendação
não se aplica no caso de acidente com múltiplas vítimas, onde os recursos para o
atendimento são insuficientes em relação ao número de vítimas e, por tanto, o objetivo é
identificar as vítimas com maiores chances de sobrevida.

Na abordagem primária completa segue-se uma sequência fixa de passos estabelecida


cientificamente. Para facilitar a memorização, convencionou-se o “ABCD do trauma” para
designar essa sequência fica de passos, utilizando-se as primeiras letras das palavras (do
inglês) que definem cada um dos passos:

A. Vias Aéreas com Controle Cervical

Após o controle cervical e a identificação, pergunte à vítima o que aconteceu. Uma pessoa
só consegue falar se tiver ar nos pulmões e se ele passar pelas cordas vocais. Portanto, se a
vítima responder normalmente, é porque as vias aéreas estão permeáveis.

B. Respiração

Checar se a respiração está presente e efetiva (ver, ouvir e sentir). Se a respiração estiver
ausente, iniciar respiração artificial. Estando presente a respiração, analisar sua qualidade:
lenta ou rápida, superficial ou profunda, de ritmo regular ou irregular, silenciosa ou
ruidosa.
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Se observar sinais de respiração difícil (rápida, profunda, ruidosa), reavaliar vias aéreas.

C. Circulação com Controle de Hemorragias

O objetivo principal do passo "C" é estimar as condições do sistema circulatório e


controlar grandes hemorragias. Para tanto devem ser avaliados: pulso; perfusão
periférica; coloração, temperatura e umidade da pele. Neste passo também devem ser
controladas as hemorragias que levem a risco de vida eminente.

Em vítima consciente, verificar inicialmente o pulso radial; se este não for percebido,
tentar palpar o pulso carotídeo. Se o pulso radial não estiver palpável, possivelmente a
vítima apresenta um estado de choque hipovolêmico.

Coloração, temperatura e umidade da pele cianose e palidez são sinais de


comprometimento da oxigenação/perfusão dos tecidos, pele fria e úmida indica choque
hipovolêmico.

D. Estado Neurológico

Na avaliação do estado neurológico o socorrista deve realizar a avaliação do nível de


consciência e o exame das pupilas.

Na avaliação do nível de consciência deve sempre ser avaliado o nível de consciência


porque, se alterado, indica maior necessidade de vigilância da vítima no que se refere às
funções vitais, principalmente à respiração.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
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E. Exposição da Vítima

Expor a vítima, à procura de lesões, removendo as roupas da vítima para verificar e expor
lesões sugeridas por suas queixas ou reveladas pelo exame segmentar, respeitando
sempre o seu pudor no ambiente público.

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
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1.5 Parada Cardiorrespiratória (PCR)
A parada cardíaca envolve sempre a perda dos movimentos respiratórios, podendo
evoluir para uma parada cardiorrespiratória. O atendimento bem feito é vital.

Quando, por qualquer razão, uma pessoa para de respirar, diz-se que ela está sofrendo
uma parada respiratória (ou asfixia).

Existem muitas situações em que uma pessoa pode sofrer uma parada respiratória:
afogamento, estrangulamento, sufocação, aspiração excessiva de gases ou vapores
químicos, soterramento, presença de corpos estranhos na garganta, choque elétrico,
parada cardíaca, etc.

Um modo simples de perceber os movimentos respiratórios é chegar bem próximo da


boca e do nariz da vítima e:

 Ver se o tórax de expande.


 Ouvir de há algum ruído de respiração.
 Sentir na sua própria face se há saída de ar.

Confirmado o estado de inconsciência, a prioridade é pedir auxílio qualificado (médico,


bombeiro). Para avaliar as condições da vítima, o socorrista deve usar os equipamentos de
proteção possíveis ou improvisados (luvas, panos, etc.)

A chamada verificação do ABC da vida consiste em avaliar as vias Aéreas, a Boa respiração
e a Circulação. Os passos a seguir são de extrema importância, já que determinam se há
risco imediato para a vítima.

A obstrução das vias aéreas (nariz e boca) é uma importante causa de morte em pessoas
inconscientes. As vias aéreas podem estar obstruídas por vários fatores: sangue, secreção
(vômito), corpos estranhos (moedas, próteses dentárias, brinquedos, etc); mas a principal
obstrução de vias áreas é a “queda da língua”.
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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
Quando a vítima está inconsciente, o relaxamento da musculatura do maxilar faz com que
a língua caia para trás, impedindo a passagem do ar.

Uma vítima inconsciente tem os músculos relaxados, fato que provoca a obstrução da via
aérea pela língua. O risco pode ser eliminado ao inclinar cuidadosamente a cabeça para
trás e levantar o queixo.

Deste modo que se abrem e libertam as vias aéreas. Neste instante, verifique se existem
corpos estranhos dentro da cavidade bucal (por exemplo: existência de secreções, sangue,
próteses, comida, etc.). Após a desobstrução, a respiração pode voltar espontaneamente.

Técnica de extensão da cabeça e elevação do queixo

1. Coloque a sua mão na testa da vítima e, cuidadosamente, incline a cabeça


desta para trás;
2. Mantenha os seus dedos, polegar e indicador livres, para poder comprimir
as narinas, caso tenha de executar as insuflações;
3. Coloque as pontas dos dedos da sua outra mão sob a ponta do queixo da
vítima;
4. Eleve o queixo da vítima para abrir as vias aéreas;
5. Não pressione a zona mole sob o queixo, pois isso pode dificultar a
ventilação.

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DE
EMERGÊNCIA
2011

Se o motivo da parada respiratória não foi obstrução, será preciso fornecer (oxigênio) à
vítima, através de respiração artificial. Para essa manobra, é necessário o uso de um
dispositivo de proteção entre o socorrista e a vítima.

A técnica da respiração boca-a-boca em fechar as narinas da vítima, cobrir toda a boca da


vítima com a sua boca e soprar duas vezes com um intervalo entre as ventilações, quando
então as narinas devem ser liberadas para que saia o ar insuflado. Durante essa manobra,
o socorrista deve observar se o tórax da vítima se expande (sobe) enquanto está
recebendo a ventilação.

Para identificar se a vítima está em parada cardíaca o socorrista deve palpar o pulso
carotídeo (no pescoço) ou no pulso, durante cinco segundos. Caso tenha dúvida, é preciso
observar se a vítima tosse ou se movimenta. Se houver dificuldade para observar ou sentir,
o socorrista deverá considerá-la sem pulso.

Não havendo pulso ou nenhum dos sinais de circulação, é preciso iniciar imediatamente a
massagem cardíaca externa, de modo a liberar o sangue para circulação. O ponto de
massagem é na terça parte inferior do osso esterno (osso que fica nomeio do tórax). Para
iniciar a massagem cardíaca deverão ser seguidos alguns procedimentos como:

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DE
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2011
 Manter a vítima deitada de barriga para cima, em uma superfície rígida e
plana como o solo, uma tábua, uma porta. Caso a superfície não seja rígida
e plana, colocar uma bandeja entre as costas.
 Pôr a palma de uma das mãos sobre o ponto da massagem sem encostar os
dedos na vítima. A outra mão é posta sobre a primeira, entrelaçando ou
não os dedos.
 Manter os braços esticados e, sem flexioná-los, fazer a compressão com o
peso de seu tórax. São cerca de 30 compressões cada duas ventilações, ao
término de 5 ciclos reavaliar fazendo a abordagem primária.

O socorrista deve verificar a cada minuto se a vítima voltou a respirar e a ter pulso. Caso
contrário, deverá continuar com as manobras até a chegada do socorro médico, checando
sempre, a cada minuto, a respiração e o pulso.

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EMERGÊNCIA
2011
Se a vítima for criança, o socorrista deverá usar somente uma das mãos na massagem, e se
for bebê, feita apenas com dois dedos. E em todos os casos o ponto de massagem é o
mesmo: terço inferior do esterno, na linha dos mamilos.

Adultos e crianças Bebês

O atendimento que envolve compressão e ventilação pode ser feito por um ou dois
socorristas. A relação entre compressões e ventilações varia segundo a faixa etária da
vítima:

 Crianças de 0 a 8 anos: 15 compressões para cada duas ventilações


 Maiores de 8 anos: 30 compressões para cada duas ventilações

Só aplique os procedimentos se tiver certeza de que o coração não esta batendo, jamais
efetue tal manobra como teste.

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1.6 Entorses, luxações e fraturas
Quedas, pancadas e encontrões podem lesar nossos ossos e articulações (sistema
osteoarticular) e provocar entorses, luxações ou fraturas.

Os ossos do esqueleto humano estão unidos uns aos outros pelos músculos e as superfícies
de contato são mantidas por meio dos ligamentos. Quando há um movimento brusco, pode
ocorrer estiramento e até ruptura de ligamentos, o que chamamos de entorse.

A vítima de entorse sente dor intensa na articulação afetada, que depois apresenta edema
(inchaço); se houver rompimento de vasos sanguíneos, a pele da região pode
imediatamente apresentar manchas arroxeadas.

Caso no local afetado apareça mancha escura 24 ou 48 horas após o acidente, pode ter
havido fratura; procure atendimento médico imediato.

Entorse
As entorses são provocadas por uma excessiva distensão dos ligamentos e das restantes
estruturas que garantem a estabilidade da articulação, originada por movimentos bruscos,
traumatismos, uma má colocação do pé ou um simples tropeçar que force a articulação a
um movimento para o qual não está habilitada. Embora o forçar de uma articulação
apenas possa provocar a distensão dos ligamentos, sem o seu rompimento, a entorse
costuma provocar, na maioria dos casos, o seu rompimento parcial ou ruptura completa,
por vezes associado a lesões na cápsula fibrosa que reveste a articulação.

As entorses mais comuns são as de punho, joelho e pés. No atendimento a qualquer


entorse, o socorrista deve:

 Colocar gelo ou compressas frias no local, antes protegendo a parte afetada


com um pano limpo ou uma gaze, para evitar queimaduras na pele.

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2011
 Imobilizar a articulação afetada por meio de enfaixamento, usando
ataduras ou lenços. A imobilização também pode ser a mesma que se faz no
caso de fratura fechada.

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2011
Depois da imobilização, a vítima deve ser encaminhada para atendimento médico. É
importante lembrar que durante algum tempo não deve forçar a articulação machucada.
Adotando estes procedimentos básicos, a recuperação acontece em uma semana.

Luxação
Chama-se luxação ao fato de 2 ossos se desarticularem, popularmente diz-se que eles
"saíram do lugar".

Não há fratura, porém há grande deformidade e dor intensa, pois próximo às articulações
passam nervos que geralmente são comprimidos ou distendidos pelo osso deslocado.

Uma luxação é considerada de maior urgência do que uma fratura, porque ela gera dor
mesmo imobilizado e em repouso. Esta dor só irá melhorar quando esta articulação for
colocada em sua posição natural.

O socorrista deve imobilizar a articulação luxada sem, no entanto, tentar colocá-lo no


lugar. Essa imobilização também se dá da mesma forma de fratura fechada.

Principais sinais e sintomas de luxação:

 Dor
 Deformação do nível da articulação
 Impossibilidade de movimentos
 Aparecimento de hematomas

É muito comum ocorrer junto com a luxação uma fratura.

Fratura
Esse é um tipo de lesão em que ocorre a ruptura de um osso. Como nem sempre é fácil
identificar uma fratura, o mais recomendável é que as situações de entorse e luxação
sejam atendidas como possíveis fraturas.
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2011
A fratura pode ser fechada (interna) ou aberta (exposta).

Fratura fechada ocorre quando não há rompimento da pele. Os principais sinais e


sintomas são:

 Dor Intensa
 Deformação do local afetado, se comparado com a parte normal do corpo
 Incapacidade ou limitação do movimento
 Edema (inchaço) no local afetado
 Cor arroxeada no edema se ocorrer rompimento de vasos e acúmulo de
sangue sob a pele (hematoma)
 Crepitação, ou seja, sensação de um ruído provocado pelo atrito entre as
partes fraturadas do osso, quando se toca o local afetado

Fratura aberta ocorre quando há rompimento da pele pelo osso fraturado. Neste
caso, proteja o ferimento com gaze ou pano limpo antes de qualquer outro procedimento,
para impedir o contato de impurezas que favoreçam uma infecção.

Depois de cobrir o local afetado, procure socorro médico, muito importante nestes casos,
pois é necessária a palpação do pulso abaixo da fratura. A providência seguinte é a
imobilização. Após detectar a fratura como aberta deverá o socorrista seguir os seguintes
procedimentos para imobilizar uma fratura:

 Não tente colocar o osso “no lugar”;


 Movimente o menos possível, e mantenha-o na posição natural, sem causar
desconforto para a vítima;
 Se encontrar resistência no membro fraturado, imobilize na posição que se
encontra;
 Improvise talas de apoio com material disponível no momento (revista,
papelão, madeira, galhos de árvore, jornal dobrado, etc.). O comprimento
das talas devem ultrapassar as articulações acima e abaixo do local da
fratura e sustentar o membro atingido;
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 Envolva as talas com ataduras ou qualquer outro material macio, afim de
não ferir a pele;
 Amarre as talas com tiras de pano em torno do membro fraturado.

Para imobilizar uma perna, é necessário utilizar duas talas longas, que devem atingir o
joelho e o tornozelo, de modo a impedir qualquer movimento das articulações. Uma vítima
com a perna fraturada não deve caminhar, se for necessário transportá-la, improvise uma
maca e solicite a ajuda de alguém para carrega-la.

Ao imobilizar braços ou pernas, deixe os dedos visíveis, de modo a verificar qualquer


alteração. Se estiverem inchados, roxos ou dormentes, as tiras que amarrar as talas devem
ser afrouxadas. Em alguns casos, se a fratura for de antebraço, por exemplo, deve-se
providenciar uma tipoia.

Como fazer uma tipoia:

 Dobre um lenço em triângulo;


 Envolva o antebraço da vítima no lenço, pretendendo as pontas atrás do
pescoço.

Se houver suspeita de fraturas especiais como fratura de coluna, fratura de costelas,


fratura de bacia, fratura de fêmur, etc., o socorrista deve mexer o mínimo possível na
posição da vítima, providenciar o rápido transporte para um hospital, e transportar a
vítima deitada e com o pescoço imobilizado.

Nem sempre é fácil identificar uma fratura. Quando ocorrer um acidente, após prestar os
primeiros socorros, o socorrista deve encaminhar a vítima ao médico, que não pode pedir
uma radiografia para confirmar o diagnóstico.

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1.7 Vertigens, desmaios e convulsões
A sensação de um mal-estar e a impressão de tudo girar em volta pode ser resultado de
uma vertigem. Já o desmaio caracteriza-se pela perda temporária e repentina da
consciência, causada pela diminuição de sangue no cérebro. No caso de uma convulsão,
essa perda da consciência é acompanhada de contrações musculares violentas.

Vertigem
A vertigem pode ter várias causas, dentre as quais alturas elevadas, mudanças bruscas de
pressão atmosférica, ambientes abafados, movimentos giratórios rápidos, mudanças
bruscas de posição.

Essa sensação de mal-estar é desagradável e pode manifestar-se por zumbidos e até por
surdez momentânea. É frequente a vertigem vir acompanhada de náuseas. A pessoa
acometida de vertigem dificilmente perde os sentidos, mantendo-se consciente. Diante de
um quadro de vertigem, o socorrista deve:

 Colocar a vítima deitada em decúbito dorsal (barriga para cima), mantendo


a cabeça sem travesseiro ou qualquer outro apoio.
 Impedir que a vítima faça qualquer movimento brusco, sobretudo com a
cabeça
 Afrouxar toda a roupa da vítima para que a circulação sanguínea se
restabeleça sem dificuldade
 Animar a vítima com palavras confortadoras

Em alguns minutos, a própria vítima pode procurar um médico para o devido tratamento,
se necessário.

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Desmaio
Outro fenômeno bastante frequente é o desmaio, causado pela diminuição de sangue no
cérebro. O desmaio pode ser provocado por vários motivos, entre os quais a falta de
alimentação, fadiga, emoção forte, grande perda de sangue ou, ainda, permanência em
ambientes muito abafados. Os sinais e sintomas de desmaios são:

 Fraqueza
 Tontura
 Escurecimento da vista
 Suor frio
 Palidez
 Falta de controle muscular

Em geral, esse fenômeno não passa de um acidente leve e passageiro, mas deve sempre ser
atendido. Ele se torna grave quando causado por grandes hemorragias, ferimentos e
traumatismo na cabeça.

Para atender uma pessoa com sensação de desmaio, o socorrista deve:

 Colocar a vítima deitada de barriga para cima


 Eleve os pés da vítima, para aumentar a circulação cerebral.
 Conversar com ela, orientando para que ela respire profunda e lentamente.
 Permanecer ao lado da vítima, em caso de perda de consciência.
 Posicione a cabeça da vítima de lado, de modo que, se ela vomitar, a
secreção não seja aspirado para os pulmões.

Nunca deixe uma pessoa que acabou de se recuperar de um desmaio levantar-se ou andar,
pois o esforço pode causar novo desmaio. Não tente acordar a pessoa inconsciente com
atitudes tais como jogar água fria, sacudir, dar tapas no rosto, ou oferecer substância para
cheirar.

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Convulsão
A vítima de crise convulsiva sempre cai e seu corpo fica tenso e retraído. Em seguida, ela
começa a debater violentamente, pode virar os olhos para cima, e apresentar lábios e
dedos arroxeados. E certos casos, pode até babar e urinar.

Essas contratações fortes duram de 2 a 4 minutos. Depois disso, os movimentos começam


a enfraquecer e a vítima vai se recuperando lentamente.

A crise convulsiva pode ter como causa febre muito alta, intoxicações ou, ainda, epilepsia
ou lesões cerebrais. Para atendimento a uma vítima de convulsão o socorrista deve:

 Deitar a vítima no chão e afastar tudo que esteja ao seu redor e possa
machucá-la (móveis, objetos, etc.)
 Retirar prótese dentária, óculos, colares e outros objetos que possam
quebrar e machucar ou sufocar a vítima
 Afrouxar a roupa e deixar que ela se debata livremente
 Proteger a cabeça, com panos ou toalhas, evitando que ela se machuque
 Evitar segurar a vítima, impedindo seus movimentos

A pessoa em crise convulsiva costuma apresentar muita salivação (aspecto de baba),


nunca deixe de prestar socorro à vítima, pois sua saliva não é contagiosa.

Se a vítima não conseguir engolir a saliva, deite-a com a cabeça de lado e fique segurando a
cabeça nessa posição, deste modo, a saliva escoará com facilidade e a pessoa não ficará
sufocada. Seque o excesso da saliva com pano limpo.

Após a convulsão, a vítima dorme e esse sono pode durar alguns minutos ou horas.
Portando, cessada a crise, providencie um lugar confortável e deixe-a repousar até que
recupere a consciência, em seguida, encaminhe-a para assistência médica.

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1.8 Choques elétricos
A cada dia que passa, são mais máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos a nos cercar.
Por isso as ocorrências de choques elétricos se tornam mais frequentes. Em caso de alta
voltagem, os choques podem ser fortes e provocar queimaduras graves, às vezes levando
até a morte. Aqueles causados por correntes elétricas residenciais, apesar de
apresentarem riscos menores, também merecem atenção e cuidado.

Em um acidente que envolva eletricidade, a rapidez no atendimento é fundamental. A


vítima de choque elétrico às vezes apresenta queimadura nos lugares percorridos pela
corrente elétrica. Além disso, pode sofrer arritmias cardíacas se a corrente elétrica passar
pelo coração.

Muitas vezes a pessoa que leva um choque fica presa a corrente elétrica e isso pode ser
fatal. Se o socorrista tocar na pessoa, a corrente poderá atingi-lo também.

Por isso, não deixe que ninguém se aproxime da vítima para ajuda-la, antes de tudo, é
necessário desligar o aparelho energizado, tirando o fio da tomada, ou até mesmo a chave
geral. Só depois disso é que poderá prestar os primeiros socorros.

Para atender à vítima de choque elétrica o socorrista deve:

 Deite a vítima em local seguro


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 Flexione a cabeça dela para trás, de modo a facilitar a respiração
 Constatando parada cardiorrespiratória, aplique imediatamente a
massagem cardíaca e respiração artificial
 Respirando normalmente, verifique se não ocorreram queimaduras,
cuidando delas de acordo com o grau e extensão que tenham atingido

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1.9 Distúrbios causados pelo calor
O contato com chamas e substâncias superaquecidas, a exposição excessiva ao sol e
mesmo à temperatura ambiente muito elevada provocam reações no organismo humano
que podem se limitar à pele ou afetar funções orgânicas vitais.

Queimadura
Denomina-se queimadura toda e qualquer lesão ocasionada no corpo humano pela ação,
curta ou prolongada, de temperatura extremas. As queimaduras podem ser superficiais ou
profundas e classifica de acordo com sua gravidade, medida pela relação entre a extensão
da área atingida e o grau da lesão.

São consideradas grandes queimaduras aquelas que atingem mais de 15% do corpo, no
caso de adultos, e mais de 10% do corpo, no caso de criança de até 10 anos. Quanto ao
grau da lesão, as queimaduras classificam-se em:

Primeiro grau  É a mais comum e, de um modo geral, deixa a pela avermelhada, além
de provocar ardor e ressecamento. Trata-se de um tipo de queimadura causando quase
sempre por exposição prolongada à luz solar ou por contato breve com líquidos ferventes.

Segundo grau  Um pouco mais grave que a de primeiro grau, essa queimadura atinge as
camadas um pouco mais profunda da pele. Caracteriza pelo surgimento de bolhas,
desprendimento das camadas superficiais da pele, com formação de feridas avermelhadas
e muito dolorosas.

Terceiro grau  É aquela em que todas as camadas da pele são atingidas, podendo ainda
alcançar músculos e ossos. Essas queimaduras apresentam-se secas, esbranquiçadas ou
aspecto carbonizado, fazendo com que a pele se assemelhe ao couro. Esse tipo de
queimadura não produz dor intensa, já que provoca a destruição dos nervos que
transmitem a sensação de dor.
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Em geral, a queimadura é causada por contato direto com chamas, líquidos inflamáveis ou
eletricidade. É grave e representa sérios riscos para a vítima, sobretudo se atingir grande
extensão do corpo.

Diante de um quadro de queimadura, o socorrista deve:

 Lavar o local afetado com bastante água, para retirar todo e qualquer
resíduo; o ideal é fazer lavagem direta na torneira, caso não seja possível
usar uma garrafa ou mangueira.
 Depois da lavagem, cobrir o local afetado com curativo de gaze ou pano
limpo
 Encaminhar a vítima para atendimento médico
 Jamais tentar retirar a pele queimada

Existem ainda casos em que os olhos sofrem queimaduras causadas por irradiações,
fachos de luz intensa, por exemplo, com quem trabalha com solda elétrica e não usa
equipamento de proteção. Apesar de ser uma queimadura que se manifesta somente pela
ardência e irritação dos olhos, trata-se de um caso muito sério, pois pode até levar a
cegueira. A providência mais indicada, portanto, é encaminhar a vítima a um especialista.

Insolação
Enfermidade provocada pela exposição excessiva ao sol, podendo se manifestar
subitamente, quando a pessoa cai desacordada, mantendo presentes, porém, a pulsação e
a respiração. Os principais sinais e sintomas em caso de insolação são:

 Tontura
 Enjoo
 Dor de cabeça
 Pele seca e quente
 Rosto avermelhado
 Febre alta
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 Pulso rápido
 Respiração difícil

Não é comum esses sinais aparecerem todos ao mesmo tempo. Aliás, em geral observam-
se apenas alguns deles. O socorrista nestes casos de insolação o socorrista deve:

 Colocar a vítima na sombra


 Retirar qualquer tipo de agasalho, deixando apenas com roupas leves
 Aplicar compressas frias sobre a cabeça da vítima, axilas e nas virilhas
 Envolver o corpo em toalhas molhadas com água fria, para baixar a
temperatura
 Se estiver consciente, dar bastante líquido para beber
 Existindo a possibilidade, dar um banho prolongado

A febre muito alta e persistente, se não controlada, torna-se perigosa, podendo provocar
delírios e convulsões. Para prestar informações mais detalhadas ao médico, é importante
saber quando a febre começou, quanto tempo durou e como cedeu.

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1.10 Intoxicações
Hoje em dia é cada vez maior a variedade de substâncias tóxicas à nossa volta. Desde os
desinfetantes (principalmente a água sanitária), inseticidas, tintas; tão comuns em casa.
Até as drogas, como álcool, a maconha ou a cocaína.

A ingestão, inalação ou a simples exposição a essas substâncias pode resultar em


intoxicação ou envenenamento, provocando doenças graves ou mesmo levando à morte
em poucas horas, caso a vítima não seja socorrida em tempo hábil.

A gravidade do envenenamento depende da idade e da suscetibilidade do indivíduo, bem


como a quantidade do tipo, grau de toxicidade e via de ingestão da substância. Em geral, o
veneno destrói ou pelo menos prejudica o lugar por onde passa ou se instala. Pode irritar
os olhos, pulmões, a pele e também causar danos em todo o organismo, quando vai para o
sangue. A substância tóxica pode penetrar por qualquer via, as mais comuns são a boca, o
nariz e a pele.

O tratamento adequado depende do tipo de veneno e da reação da vítima, mas nem


sempre é possível identificar o que causou o problema. Quando a vítima puder se
comunicar, é importante que conte o que aconteceu, há quanto tempo, qual a substância
causadora, se já tomou alguma providência e qual. Essas informações vão ajudar e muito
quem estiver atendendo a vítima, fazer o tratamento, eliminar a substância e neutralizar
os efeitos.

Intoxicação por alimentos


A intoxicação alimentar é uma infecção causada ao consumir alimento contaminado com
bactéria patogênica, toxinas, vírus, príons ou parasitas. A contaminação geralmente
decorre do modo inapropriado de manusear, preparar ou estocar comida. Intoxicação
alimentar também pode ser causada ao adicionar pesticidas ou medicamentos ao
alimento, ou ao acidentalmente consumir substâncias naturalmente venenosas como
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alguns cogumelos e peixes. O contato entre alimento e pestes, especialmente moscas,
ratos e baratas, também é causa de contaminação do alimento. A boa higiene antes,
durante e depois da preparação do alimento pode reduzir as chances de sofrer intoxicação
alimentar. Os sintomas variam com a fonte da contaminação. Geralmente incluem:

 Diarreia
 Enjoo
 Náuseas
 Dor abdominal
 Vômitos
 Palidez
 Sudorese (suor abundante)
 Sensação de fraqueza

Neste tipo de intoxicação o socorrista deve:

 Manter a vítima deitada


 Não dar remédio para interromper a diarreia
 Não provocar vômito
 Iniciar o mais rápido possível a reidratação, como soro caseiro

Como preparar o soro caseiro:

Misturar em um copo de (200 ml) com água filtrada ou fervida, uma colher rasa de chá
(pequena) de sal, e uma colher rasa de sopa (grande) de açúcar.

Intoxicação por medicamentos


Esse tipo de intoxicação pode ocorrer quando alguém ingere quantidade excessiva de um
medicamento, ou mistura vários medicamentos ou até quando toma remédio fora do
prazo de validade. Os sinais e sintomas variam conforme o tipo de medicamentos e a via

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de penetração, de um modo geral, são os sinais e sintomas os mesmos da intoxicação por
alimentos, incluindo ainda:

 Sonolência
 Inconsciência
 Dificuldade respiratória
 Parada cardiorrespiratória

Havendo suspeita de intoxicação por medicamentos, independente da causa, providencie


assistência médica imediata, enquanto isso o socorrista poderá adotar os seguintes
procedimentos:

 Manter a vítima aquecida


 Observar o ritmo da respiração e a frequência cardíaca, identificando problemas,
realizar os procedimentos para parada cardiorrespiratória
 Sempre que possível, levar a embalagem ou nome do medicamento

Intoxicação por substâncias químicas


A intoxicação por substâncias químicas pode ocorrer por ingestão (via oral), inalação (via
respiratória) e pelo contato direto com a pele.

Reforçada a suspeita de intoxicação, o socorrista deve agir antes que o veneno seja
absorvido pelo organismo e o atendimento médico precisa ser providenciado com
urgência. Leve a pessoa imediatamente para o hospital, levando junto à embalagem do
produto.

Caso a intoxicação seja dentro de ambiente, afaste imediatamente a vítima e demais


pessoas, levando para um local arejado.

E em caso de vítima inconsciente deve:

 Eliminar da boca da vítima os restos de vômitos e de alimentos


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 Retirar próteses dentárias
 Deixar a vítima em repouso
 Mantê-la agasalhada; e em caso de roupas contaminadas pela substância, retirá-la
colocando em um saco, identificando como material contaminado e levar junto
com a vítima.

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1.11 Ferimentos
A ação de agentes físicos, químicos ou biológicos sobre o corpo pode causar um
traumatismo com rompimento de pele, ferimento ou ferida. Mas, isso não é tudo: uma
contusão causada por pancada forte, mesmo sem dilacerar a pele, pode levar rompimento
de vísceras, sangramento interno e estado de choque.

Contusão e Escoriação
É chamada de contusão a lesão sem rompimento da pele. Trata-se, na verdade, de uma
forte compressão dos tecidos moles (pele, camada de gordura e músculo) contra os ossos.

Quando a batida é muito violenta, pode ocorrer rompimento de vasos sanguíneos na


região, o que provoca hematoma (acúmulo de sangue no local). O lugar da batida fica roxo,
inchado e dolorido. Muitas vezes a dor torna-se persistente e pode se agravar; nestes
casos, então, é recomendado procurar atendimento médico. Os primeiros cuidados em
casos de contusão são:

 Manter em repouso a parte contundida


 Aplicar compressas frias ou sacos de gelo; até que a dor melhore e o inchaço se
estabilize. Antes proteger a parte afetada com panos limpos, ou gazes
 Lavar a ferida com água e sabão para não infeccionar, em seguida secar com pano
limpo
 Existindo algum vaso de sangramento, comprima o local até cessar o sangramento
 Prender o pano ou curativo com cuidado, sem apertar

Nos casos mais graves, depois do curativo feito a vítima deve ser encaminhada ao médico.

Amputação
No caso de amputação, a hemorragia deve ser estancada o mais rápido possível.
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Se a lesão sangrar muito, mas não contiver nenhum corpo estranho, aperte fortemente
com a palma da mão para assim conseguir estancar a hemorragia, proteja a lesão com
pano limpo ou com compressas.

A parte amputada precisa ser enrolada em gaze ou pano limpo e colocada em um saco
plástico. O saco plástico deve ser posto dentro de um recipiente cheio de gelo e levado ao
hospital junto com a vítima.

Jamais coloque a parte amputada diretamente no gelo, isso pode comprometer o


reimplante.

Em caso de ferimentos nos olhos, nunca tente retirar do olho o corpo estranho. O
socorrista deve cobrir o olho ferido com gaze ou um pano bem limpo. Prenda o curativo
com duas tiras de esparadrapo, o que evitará ao máximo, a movimentação do olho
atingido.

Com presença de objetos encravado, causado por faca, lasca de madeira, vidro, etc. O
objeto não deve ser retirado, pois poderá provocar hemorragias graves ou lesão de nervos
e músculos próximos da região afetada. Fazer um curativo volumoso ao redor do objeto,
de modo a imobilizá-lo.

A vítima em caso de amputação, ferimento nos olhos e objetos encravados, deve ser
encaminhada imediatamente a um serviço de emergência.

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1.12 Hemorragia
Hemorragia é a perda de sangue que acontece quando há rompimento de veias ou artérias,
provocando cortes, amputações, esmagamento, fraturas, úlceras, tumores, etc. A
hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em minutos.

As hemorragias podem ser internas e externas. As hemorragias externas são aquelas em


que ocorre o derramamento de sangue para fora do corpo, é o caso de cortes ou
esmagamentos. Nas hemorragias internas, o sangue se acumula dentro da cavidade do
corpo, e neste segundo caso a hemorragia é provocada por ferimentos de fígado, baço,
cérebro, etc., são casos de difícil diagnóstico, mas pode se manifestar pelo estado de
choque.

As hemorragias externas que ocorrem por feridas localizadas na superfície do corpo


devem ser estancadas. Não é recomendado mexer na ferida nem aplicar qualquer
medicação.

O socorrista deve comprimir o ferimento com firmeza, usando pano limpo (lenço, gaze,
compressa, toalha, roupa, etc.) Depois, com uma tira de pano, uma gravata, um cinto,
amarrar a compressa para mantê-la no lugar.

Não remova as compressas encharcadas de sangue, pois isso dificulta o estancamento da


hemorragia. Sobre elas, coloque tantas compressas forem necessárias.

A compressão e a elevação dos membros feridos são o melhor método para conter a
hemorragia.

Evite torniquetes, o torniquete causa uma isquemia muito grande, e caso seja usado por
muitas horas pode provocar a perda do membro.

84
TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011

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TREINAMENTO
DE BRIGADA
DE
EMERGÊNCIA
2011
1.13 Transporte de pessoas acidentadas
A vítima de um acidente pode ter seu estado agravado se não forem tomados cuidados
mínimos e essenciais em seu transporte para atendimento médico. Portanto, para evitar
riscos, em primeiro lugar é necessário verificar o estado geral da vítima antes de
transportá-la.

Vejam abaixo alguns exemplos de transporte:

De apoio Nas costas

No De
colo cadeirinha

2 pessoas
86

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