Entendendo o Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Entendendo o Transtorno Obsessivo-Compulsivo
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P R O F . T H A L E S T H A U M A T U R G O
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PSIQUIATRIA Prof. Thales Thaumaturgo | Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) 2
APRESENTAÇÃO:
PROF. THALES
THAUMATURGO
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Seja muito bem-vindo, caro Aluno do Estratégia Med e
futuro Residente! Sou o professor Thales Thaumaturgo, de Foz do
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Iguaçu, Paraná, médico formado pela Universidade do Planalto
Catarinense – UNIPLAC, em Lages, Santa Catarina, e especialista
em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina –
IPq - SC.
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Como muitos de vocês, estudei em uma faculdade particular,
em uma cidade pequena (e muito fria) do interior, localizada na
serra catarinense. Ao mesmo tempo que isso me distanciou um
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profissão.
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que carreira médica deveria seguir, por isso prestei provas para
diversas especialidades. Na época, fui aprovado em Psiquiatria,
Neurologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, além de
Clínica Médica.
@thales.thaumaturgo
Estratégia
MED
PSIQUIATRIA Prof. Thales Thaumaturgo | Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) 3
Dentre todas as opções em que havia sido aprovado, da Residência. Foi um dos dias mais estranhos que tive na vida,
escolhi a especialidade que considerava a mais cômoda para os estava muito triste por abandonar um curso que não gostava,
meus planos de vida: Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Era mas senti que finalmente tinha feito o que era preciso. Demorei
na minha cidade, eu estaria perto da minha família, dos meus alguns meses para perceber que tudo o que tinha vivido não
amigos, com o hospital a poucos quilômetros da minha casa, foi uma perda de tempo. Aprendi muito profissionalmente, mas
na cidade onde eu já tinha contatos profissionais e já estava aprendi muito mais pessoalmente. O desconforto me fez crescer
trabalhando em plantões nas emergências dos serviços de toda e isso não tem preço. A partir de então, voltei a dar plantões,
a região. Na verdade, já estava aprovado e prestes a iniciar a estudei por algumas semanas na minha casa e encarei novamente
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Residência de Psiquiatria, quando um amigo me perguntou as provas, dessa vez decidido: queria entrar na Residência de
durante um plantão: “você vai prestar a prova para Radio?” – Psiquiatria. Entrei.
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eu nem sabia que, naquela altura, meados de fevereiro, ainda Durante minha Residência em Psiquiatria, conheci uma outra
haveria uma prova de Residência Médica na cidade. Resolvi tentar. realidade e tive a oportunidade de trabalhar em grandes hospitais
Poderia ter escolhido entre tentar a Radio, Gineco ou Anestesio. na região de Florianópolis, como o Hospital Universitário da UFSC
Passei em segundo lugar em Rádio. Mas, rapidamente, descobri e meu querido IPq – SC, hospital de internação psiquiátrica, com
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na prática que o comodismo pode ser um grande erro. E, para cerca de 300 leitos, onde fiz grandes amigos, conheci profissionais
mim, foi. incríveis, atendi pacientes que marcaram minha vida, aprendi o
Não havia escolhido o que, de fato, queria fazer, havia sido belo ofício da Psiquiatria (que hoje tenho o prazer de ensinar).
Foi lá onde, finalmente, descobri o que gostaria de fazer para o
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inicial, quando a fase da novidade já havia acabado, estava resto de minha vida. Foi ali, a duras penas, que percebi que minha
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vivendo uma rotina que não me agradava e logo percebi que faculdade tinha me preparado à altura para encarar esse grande
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não estava feliz. Tive ainda mais certeza disso lá pelo meio do desafio profissional.
R1, quando estava dando um plantão noturno de ultrassom no Hoje, sou muito realizado com as minhas escolhas e muito
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hospital. Só pensava nas minhas possibilidades, culpava-me grato por tudo que aprendi na faculdade e nos meus anos de
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constantemente pelo meu “erro”, achava que tinha “jogado um Residência Médica, seja em Rádio ou Psiquiatria. Acredite em
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ano inteiro da minha vida fora”, que tinha “ficado para trás”. Nessa mim, uma boa Residência faz toda a diferença em nossa
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noite, procurei um dos meus preceptores, que estava no plantão carreira, nossa vida e no que podemos proporcionar a nossos
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da tomografia, e perguntei de maneira direta: “Professor, quando pacientes! Por isso, estou aqui para ajudá-lo a conquistar sua
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você percebeu que fez a escolha certa com a Radiologia?” Ele sonhada vaga e espero que, em alguns anos, você também possa
me respondeu: “Desde o meu primeiro dia na Residência. Eu me olhar sua trajetória e sentir orgulho dela.
encontrei nisso aqui. Minha mãe não entende direito o que eu Então, digo por experiência própria, siga o caminho que
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faço, fala que eu sou raio-xizeiro”. lhe trará realização profissional, mas, acima de tudo, que lhe
Depois disso, ainda levei uns meses para criar a coragem dê satisfação pessoal, que lhe faça feliz. Não tenha medo de
necessária para recomeçar. Mas, um dia pela manhã, lá pelo fim recomeçar, sempre valerá a pena.
do ano, fui até a direção do hospital e pedi meu desligamento
Estratégia MED
@estrategiamed t.me/estrategiamed
@estrategiamed /estrategiamed
Estratégia
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PSIQUIATRIA Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) Estratégia
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SUMÁRIO
1 .2 . EPIDEMIOLOGIA 8
1 .3 . CURSO E PROGNÓSTICO 8
1 .4 . NEUROBIOLOGIA DO TOC 9
1 .5 . TRATAMENTO DO TOC 9
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1.5.1. TOC REFRATÁRIO 10
2.0 TRANSTORNOS SOMÁTICOS 13
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2 .1 . TRANSTORNO DOS SINTOMAS SOMÁTICOS 13
2.1.1. EPIDEMIOLOGIA 14
2.1.2. CURSO E PROGNÓSTICO 14
2.1.3. TRATAMENTO DO TRANSTORNO SOMATOFORME 14
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2 .2 . TRANSTORNOS CONVERSIVOS 17
2.2.1. EPIDEMIOLOGIA 18
2.2.2. CURSO E PROGNÓSTICO 19
2.2.3. TRATAMENTO 19
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2 .3 . TRANSTORNO FACTÍCIO 21
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2.3.2.1. TRATAMENTO 23
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2 .4 . SIMULAÇÃO
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3 .1 .
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4 .1 . EPIDEMIOLOGIA 30
4 .2 . CURSO E PROGNÓSTICO 31
4 .3 . TRATAMENTO 31
5.0 LISTA DE QUESTÕES 33
6.0 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 34
7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 34
Nesta aula, agrupei questões que tratam de transtorno CID-10 e o DSM-5 na forma de classificar todos esses transtornos.
obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos somáticos, transtornos Cada manual utiliza nomes ligeiramente diferentes e categorias de
dissociativos e transtornos relacionados a trauma e estressores, diagnósticos distintas, mas que não devem ser o foco da discussão
porque são assuntos que “andam juntos”, seja nas provas de para nossa preparação. Garanto que, com a leitura desta aula, você
Residência Médica ou na prática clínica. Há divergências entre a será capaz de acertar todas as questões da prova sobre esses temas!
Preciso contar a você: caem poucas questões sobre esses temas nas provas, mas precisamos
acertar todas que caírem. Cada questão faz a diferença. Concentre-se nas características mais
relevantes dos principais transtornos para realizar o diagnóstico diferencial, pois é isso que as
bancas cobram. Vou deixar, ao longo da aula, destacado tudo o que for mais relevante para facilitar
sua leitura!
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parte do dia do paciente, gerando atrasos, faltas ou prejuízo em atividades acadêmicas, sociais,
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à sua própria casa e ao seu núcleo familiar, incapaz de desempenhar suas atividades da vida
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1. 1 . DIAGNÓSTICO DO TOC
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Critérios diagnósticos do transtorno obsessivo-compulsivo, adaptados do DSM-5
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A Presença de obsessões, compulsões ou ambas.
O indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou, ainda, neutralizá-los com
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algum outro pensamento ou ação.
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1 Comportamentos repetitivos que o indivíduo sente-se compelido a executar em resposta a uma obsessão.
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Os comportamentos visam prevenir ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento ou, ainda, evitar algum evento
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ou situação temidos.
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American Psychiatric Association, 2014
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Ainda segundo o DSM-5, é necessário caracterizar o grau de compreensão que o paciente tem sobre seus sintomas, ou seja, se o
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paciente reconhece que os sintomas que apresenta são de origem patológica ou se acredita que seus atos são realmente necessários para
que sejam evitadas tragédias, como a morte de alguém ou a queda de um avião.
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• Quando um paciente apresenta um insight bom, compreende que as obsessões e compulsões, apesar de causarem intensa
angústia, não provocarão consequências reais caso os rituais não sejam adotados.
• Por outro lado, pacientes com insight pobre acreditam que “sua crença é provavelmente verdadeira”. Ou seja, na dúvida, é
melhor realizar o ritual.
• Por fim, o paciente com insight ausente acredita piamente na necessidade de completar seu ritual para evitar que algo
de ruim aconteça. Por exemplo, um paciente pode acreditar que, se não rezar todas as noites 30 orações, sua mãe será
acometida por uma grave e incurável doença, portanto rezará todas as noites para evitar que isso aconteça.
Insight? Por mais complexa que seja a origem e o significado desse termo, podemos considerar, em linhas gerais, seu significado
como “compreensão interna”.
Estrategista, você observou que, no início da aula, foi relatado que o TOC já foi chamado de “loucura da
dúvida”, não é mesmo? Então, um dos motivos é este: pacientes com insight ausente apresentam crenças que
beiram o delírio, aproximando o quadro do TOC à apresentação de doenças psicóticas. Contudo, mesmo com crenças
praticamente delirantes, não existem outros elementos no TOC que o caracterizem como um transtorno psicótico,
visto que não há presença de delírios fora do contexto da obsessão e não acontecem alucinações auditivas, típicas
da esquizofrenia; além disso, o curso do TOC é diferente do curso dos transtornos psicóticos.
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Os delírios são falsas ideias ou crenças inabaláveis, isto é, são alterações patológicas do conteúdo do
pensamento. Os delírios, por definição, não são passíveis de mudança, mesmo após uma argumentação lógica
em sentido contrário, e geralmente apresentam um conteúdo impossível ou altamente improvável de ser
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factível ou realizável.
Agressividade: o paciente é tomado por obsessões de caráter agressivo, imaginando que, a qualquer
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momento, pode desferir um golpe contra alguém inocente, machucar uma criança ou agredir a si mesmo.
Blasfêmia: a mente do indivíduo é tomada de assalto por pensamentos desagradáveis de cunho religioso
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ou espiritual.
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Contaminação ou sujeira: um dos tipos mais comuns de obsessões. O paciente acredita que está
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contaminado por germes, micróbios ou radiação. Pode evitar o contato físico com maçanetas, portas, mesas,
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corrimãos, dispensa cumprimentos e apertos de mãos e lava compulsivamente suas mãos ou as limpa com
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panos umedecidos ou com álcool. Alguns pacientes podem vestir mantas isolantes contra a radiação.
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Dúvida patológica: o paciente tem sérias dúvidas sobre ter realizado corretamente alguma ação, como, por exemplo, fechar o gás
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do fogão, trancar a porta de casa, dar descarga no banheiro ou responder corretamente uma questão de prova.
Organização e simetria: o paciente adota medidas exageradas para organizar seus pertences, alinha quadros, cataloga itens da
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Existe, ainda, o chamado “espectro do TOC”, com apresentações clínicas distintas e que quase não são cobradas
em prova, mas que merecem uma sucinta apresentação:
Transtorno dismórfico corporal: trata-se de uma condição em que o paciente apresenta uma preocupação intensa
com defeitos mínimos (muitas vezes imaginários) em sua aparência. Por exemplo, uma pessoa praticamente sem
rugas acredita que seu rosto está cheio de rugas e envelhecido.
Transtorno de acumulação: é diagnosticado quando um indivíduo acumula objetos desnecessários, com ou sem
valor sentimental, como embalagens e jornais.
Transtorno de escoriação ou “skin-picking”: trata-se do ato de cutucar ou beliscar a pele repetidamente, apertar
espinhas, retirar cascas de feridas, geralmente lesionando a si mesmo.
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Tricotilomania: é o ato de arrancar os próprios cabelos de maneira recorrente, muitas vezes, engolindo-os após
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a retirada, caracterizando também a “tricotilofagia”.
1 .2 . EPIDEMIOLOGIA
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Segundo o DSM-5, a prevalência de TOC encontra-se entre 1% e 2% da população de adultos, com distribuição parecida entre os
gêneros; contudo, os sintomas iniciam-se de maneira mais precoce em pacientes do sexo masculino.
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1 .3 . CURSO E PROGNÓSTICO
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De modo geral, o TOC é um transtorno que pode ter início de maneira gradual ou súbita durante a infância ou adolescência na maioria
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dos pacientes. Possui um curso crônico, com altos e baixos durante a vida, raramente com longos períodos assintomáticos ou remissão sem
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tratamento.
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O TOC também associa-se, em mais de 90% dos casos, a outros transtornos psiquiátricos, como
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depressão, transtornos ansiosos e fobias, transtornos de tique, esquizofrenia, transtorno do humor bipolar,
transtorno de personalidade obsessiva-compulsiva, entre outros transtornos psiquiátricos. Além disso,
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estima-se que ao menos metade dos pacientes com TOC realiza pelo menos uma tentativa de suicídio
durante a vida.
Comorbidades psiquiátricas.
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1. 4 . NEUROBIOLOGIA DO TOC co
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Nos últimos anos, as bases biológicas do TOC vêm sendo desvendadas, especialmente com estudos através de
exames de imagem, como tomografia por emissão de pósitrons (PET), que tem detectado uma atividade anormal em
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algumas regiões cerebrais nos pacientes com TOC, especialmente nos lobos frontais, núcleos da base e no giro do cíngulo,
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além de reduções de volumetria na região talâmica, giro do cíngulo anterior e córtex orbitofrontal. Esses pacientes, ainda,
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1. 5 . TRATAMENTO DO TOC
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A terapia medicamentosa é realizada com uso de antidepressivos, sendo considerados como primeira linha de
tratamento os inibidores da recaptação de serotonina (ISRS), com doses semelhantes às usadas para tratar os transtornos
depressivos. Contudo, o lapso para que a resposta ao tratamento seja percebida costuma ser maior, podendo levar até 4
meses para que haja resposta terapêutica. Além disso, não raramente as doses necessárias para tratar um quadro de TOC
são as máximas permitidas e, em alguns casos, doses superiores à máxima.
Caso não haja uma boa resposta com um agente ISRS, o próximo passo é a instituição de um
antidepressivo tricíclico. A Clomipramina é o agente dessa classe considerado como primeira linha
no tratamento do TOC, tendo sido a primeira droga aprovada pelo FDA para esse fim. Apesar disso,
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devido ao seu perfil de efeitos colaterais mais intensos, tem sido recomendado que a Clomipramina
seja utilizada após uma tentativa frustrada com ISRS. Antidepressivos duais e antidepressivos atípicos
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são considerados opções de segunda linha no tratamento do TOC.
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1.5.1. TOC REFRATÁRIO
Mesmo com esforços significativos por longos meses e considerados “refratários ao tratamento”. Para esses pacientes, o
tratamento combinado entre medicação e TCC, entre 50% e próximo passo é a combinação de medicamentos, como: um ISRS
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70% dos pacientes podem não responder adequadamente com a Clomipramina; um antidepressivo com antipsicótico ou com
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ao tratamento, permanecendo com sintomas que causam um estabilizador do humor ou com uma medicação com ação
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prejuízo funcional importante e sofrimento psíquico; esses são antiglutamatérgica, como a N-acetilcisteína e a Memantina.
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• Risperidona • Carbamazepina
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• Haloperidol • Memantina
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Um procedimento neuropsicocirúrgico proposto para o tratamento do TOC grave e refratário é a cingulotomia anterior,
orientada por ressonância magnética. Ela pode atingir taxas de remissão de sintomas entre 50% e 60%.
CAI NA PROVA
1. (HCG 2017) O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma condição psiquiátrica de grande importância epidemiológica, chegando a
afetar mais de 2% da população, segundo alguns estudos. O TOC:
A) pode se manifestar com a ocorrência de imagens ou impulsos recorrentes, intrusivos e egodistônicos. Muito frequentemente, inicia-se
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na infância ou adolescência e responde a tratamentos diversos, como, por exemplo, a psicocirurgia e o uso do antidepressivo tricíclico
clomipramina.
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B) manifesta-se clinicamente com ideias obsessivas e rituais compulsivos. Tem etiologia neurobiológica bem determinada, mas responde
melhor à terapia cognitivo- comportamental associada a inibidores seletivos de recaptura de serotonina. Não melhora com o uso de
antidepressivos tricíclicos.
C) é uma condição psicologicamente determinada e deve ser tratada primordialmente com o uso de psicoterapia. O uso de antidepressivos
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promove ação ansiolítica, mas não é capaz de controlar a ocorrência de pensamentos obsessivos.
D) é uma doença mais prevalente entre as mulheres. Inicia-se habitualmente após os 30 anos de idade. Pode ser tratada com terapia
cognitivo-comportamental, com psicocirurgia ou com antidepressivos sem ação noradrenérgica.
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COMENTÁRIOS:
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O TOC é caracterizado por pensamentos ou rituais recorrentes, incontroláveis, egodistônicos, ou seja, que
Correta a alternativa A.
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ISRS ou tricíclicos podem ser empregados no tratamento. Em casos graves e refratários, cingulotomia pode ser indicada.
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Incorreta a alternativa B. Existem hipóteses sobre a natureza biológica do TOC, como alterações neuroanatômicas e disfunção
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serotoninérgica de certas vias cerebrais, contudo não está “bem determinada”. Terapia cognitivo-comportamental associada à
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farmacoterapia resulta em melhores desfechos. Tricíclicos, especialmente a Clomipramina, podem ser empregados nesse transtorno.
Incorreta a alternativa C. TOC é um transtorno neuropsiquiátrico, que, como a maioria, sofre influências de experiências pessoais e
ambientais, além de estar relacionado a questões genéticas. Os antidepressivos são o tratamento farmacológico de primeira linha,
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2. (SES-GO 2015) L.I.L.S., do sexo masculino, de 18 anos, estudante universitário, se diz "assombrado por imagens e pensamentos de machucar,
ferir, agredir outras pessoas" e teme realizá-los. Diz que eles são recorrentes, incontroláveis e desprovidos de contexto. "Não tenho motivos
para querer agredir determinada pessoa e, de repente, me vem aquele impulso de bater nela, o que me deixa muito angustiado". "É como
se eu me visse batendo nos outros, podendo ser minha mãe, minha namorada ou até um desconhecido na rua. Sofro muito para tirar isso
da cabeça e não fazer aquilo". Diz que tem rezado muito após a emergência do quadro como forma de tentar o alívio, já que isso tem trazido
muito sofrimento e prejuízo tanto na sua vida social quanto na acadêmica por serem intensos e frequentes. O quadro se iniciou há mais de
um ano e vem piorando progressivamente. A descrição clínica é compatível com:
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D) perda de controle dos impulsos, indicando algum subtipo de transtorno de controle dos impulsos (como o transtorno explosivo
intermitente) como principal hipótese diagnóstica.
COMENTÁRIOS:
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Incorreta a alternativa A. Delírio é uma alteração de pensamento. Uma ideia baseada em um juízo ou convicção falsa. Normalmente, são
ideias associadas a um alto grau de certeza e convicção, de conteúdo extraordinário, em que o paciente, mesmo após ouvir argumentações
lógicas em sentido contrário, segue firme em sua crença. Um exemplo são pessoas que acreditam piamente serem portadoras de poderes
sobrenaturais ou pertencentes à realeza. Nesse caso, não há pensamento delirante, pois o paciente apresenta crítica sobre sua ideia. Não
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Incorreta a alternativa B. Alucinação é classicamente descrita como “percepção sem estímulo ou sem objeto”. Por exemplo, enxergar algo
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que não existe ou ouvir vozes no absoluto silêncio. Não há qualquer alucinação descrita no enunciado.
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O TOC é caracterizado por obsessões e compulsões. As primeiras podem ser representadas por
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Correta a alternativa C.
pensamentos ou imagens recorrentes, difíceis de serem suprimidas. Já as compulsões são atitudes, ações,
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“atos mentais” ou rituais, como mania de limpeza, checagens ou contagens, verificações, entre outros, levando a prejuízo funcional,
sofrimento, tempo gasto com os rituais ou na tentativa de evitá-los. Nesse caso, fica claro que o paciente apresenta pensamentos
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Incorreta a alternativa D. No transtorno explosivo intermitente, há a perda do autocontrole, com atitudes impulsivas, não premeditadas,
resultando em agressão verbal ou física a terceiros, além de explosões, com destruição de patrimônios ou propriedades alheias.
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CAPÍTULO
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por serem intoleráveis para o indivíduo. Assim, os sintomas físicos seriam representações
simbólicas de tais conflitos.
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Dentre os transtornos somáticos, estudaremos aqui o transtorno dos sintomas
somáticos, o transtorno factício e o transtorno conversivo.
Fonte: Shutterstock.
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Caro Aluno, para sua prova, basta compreender os conceitos de cada doença somática e conseguir diferenciá-las para acertar
todas as questões sobre o assunto!
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Hipocondria?
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Estrategista, o fato é que nesse transtorno não se encontram motivos fisiopatológicos que possam
justificar a presença dos sintomas ou, quando presentes motivos, parecem não explicar a gravidade e
intensidade das queixas apresentadas pelo paciente.
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paciente percebe e vivencia sua queixa.
2.1.1. EPIDEMIOLOGIA
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Segundo o DSM-5, a prevalência de sintomas somáticos na população geral encontra-se em torno de 5% a 7%, com as mulheres sendo
as mais acometidas.
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O curso do transtorno é intermitente, com episódios de sintomas somáticos que podem durar desde dias até vários anos. Normalmente,
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é possível estabelecer uma associação entre períodos estressantes na vida do indivíduo e a piora de seu quadro clínico.
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Mesmo que a associação entre a piora dos sintomas somáticos e o estresse seja evidente para o médico,
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amigos próximos e familiares do indivíduo dificilmente aceitarão que tais situações guardam alguma relação com
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suas queixas, negando veementemente que os problemas possam ter origem na “cabeça”.
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O tratamento dos pacientes com transtorno de sintomas somáticos é encarado como “difícil” por
muitos médicos, porque esses profissionais sentem-se, frequentemente, frustrados ou irritados com o
paciente, que apresenta queixas vagas, inespecíficas e recorrentes, muitas vezes, colaborando pouco para
o processo de investigação diagnóstica. Por sua vez, o paciente, acometido por um autêntico sofrimento,
sente-se incompreendido, atacado ou menosprezado.
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mostrou nada”, “isso aí é coisa de louco”, “vai passar uma hora”, “isso é falta do que fazer”.
• Gradualmente, demonstrar ao paciente a influência de fatores ambientais no processo de saúde e doença,
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bem como a relação do sistema nervoso central, das emoções, dos sentimentos, das experiências pessoais
e de relacionamentos com o surgimento de queixas físicas reais. Isso vai preparando o paciente para a
identificação de situações que causam uma desestabilização ou agravamento de seu quadro clínico.
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A psicoterapia também deverá ser indicada, especialmente para aqueles pacientes que já desenvolveram um bom vínculo terapêutico
com seu médico e aceitam a ideia de participar dessa abordagem. As modalidades cognitivo-comportamentais e a terapia orientada para o
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maior parte dos pacientes apresenta quadros com sintomas dolorosos, a resposta terapêutica
geralmente é pobre.
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CAI NA PROVA
3. (UFPB 2015) O Dr. Paulo está há seis meses trabalhando em uma unidade de saúde da família. Nesse período, ele identificou um grupo
de pacientes que frequenta a unidade assiduamente. Há uma paciente que vai ao posto até duas vezes por semana, e cada vez se queixa de
algo diferente. O Dr. Paulo sabe que a referida paciente, Dona Célia, é portadora de hipertensão e diabetes, mas a cada dia surge um novo
sintoma que a estimula a procurar atendimento. São dores osteomusculares, dor epigástrica, fadiga, cefaleia, tonturas, dificuldade para
dormir, palpitações. Pacientes assim são comuns na rotina da atenção primária, e recebem inadequadamente a impressão de poliqueixosos.
Muitas vezes, o médico está diante de queixas somáticas sem explicação médica. Diante disso, a melhor sugestão para o Dr. Paulo lidar com
pacientes como Dona Célia é:
A) superar a identificação de doença-lesão e ver os sintomas inexplicáveis como uma manifestação positiva de sofrimento emocional,
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associando os sintomas físicos ao sofrimento psíquico;
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B) buscar sempre excluir doenças orgânicas através da realização de exames complementares, o que possibilitará a redução dos sintomas
físicos quando um resultado de exame for negativo;
C) encaminhar para avaliação psiquiátrica, já que esses pacientes geralmente são de difícil manejo na atenção primária;
D) prescrever um benzodiazepínico, a fim de deixar a paciente mais tranquila;
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E) encaminhar para a avaliação com especialistas focais de acordo com os problemas que a paciente apresentar.
COMENTÁRIOS:
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O curso do transtorno somatoforme é longo, crônico, flutuante, muitas vezes, associando-se a sintomas
Correta a alternativa A.
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depressivos e/ou ansiosos. Um olhar centrado no paciente, criação de vínculo, elaboração de estratégias
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junto ao paciente para enfrentar os sintomas, adesão à psicoterapia e medicação ou manejo dos sintomas mais debilitantes fazem parte
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da estratégia de tratamento.
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Incorreta a alternativa B. Exames laboratoriais ou de imagem não devem ser solicitados sem um objetivo ou hipótese, não devem ser
solicitados para “provar ao paciente que ele está errado’’. Essa abordagem não trará benefícios à relação, nem melhora clínica ao paciente.
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Incorreta a alternativa C. Os pacientes tendem a negar a existência de problemas de origem “emocional” e duvidam que suas queixas
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físicas estejam relacionadas a problemas “psicológicos”, portanto a consulta médica deve focar no estabelecimento e manutenção do
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vínculo, tratar comorbidades clínicas, amenizar o sofrimento do paciente e propor intervenções plausíveis. Caso os sintomas se agravem
ou haja suspeita de comorbidade psiquiátrica, uma avaliação do psiquiatra deverá ser solicitada.
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Incorreta a alternativa D. Constatado um transtorno por sintomas somáticos, o foco do tratamento deve ser baseado na criação de vínculo
e psicoterapia. Qualquer prescrição de psicofármaco deve ter uma indicação técnica.
Incorreta a alternativa E. O encaminhamento para um especialista acontecerá caso haja dúvida diagnóstica ou falha terapêutica.
4. (SES-MA 2017) Em saúde mental, os transtornos cujas queixas físicas não se associam nem com alterações do exame físico nem dos exames
complementares e que não preenchem critério diagnóstico algum são denominados transtornos:
A) De humor.
B) Neuróticos.
C) De ansiedade.
D) Psicóticos.
E) Somatoformes.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A. Transtornos do humor ou transtornos afetivos são aqueles que alteram o humor ou o afeto do paciente,
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geralmente relacionando-se às principais síndromes desse grupo, depressão e transtorno bipolar.
Incorreta a alternativa B. Neurose tem, atualmente, uma “conotação histórica”, sendo substituída por termos catalogados pelos manuais
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diagnósticos, como conversão, dissociação e somatização, para definir a presença de sinais ou sintomas físicos sem a justificada causa
orgânica.
Incorreta a alternativa C. Transtornos ansiosos são identificados por apresentarem, geralmente, sintomas psíquicos, como medo
e ansiedade, de maneira sustentada, como no caso da ansiedade generalizada, associados a sintomas físicos, como dor no peito, dor
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abdominal, náuseas, vômitos, entre outros.
Incorreta a alternativa D. Síndromes psicóticas apresentam, por definição, sintomas alucinatórios e/ou delirantes.
Sintomas somatoformes são queixas de sintomas físicos que geram sofrimento e prejuízo funcional ao
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Correta a alternativa E.
paciente sem que haja uma causa orgânica ou sem que uma causa orgânica existente seja capaz de
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2. 2 . TRANSTORNOS CONVERSIVOS
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E o Freud explica?
Segundo Freud, os sintomas conversivos, que anteriormente eram chamados
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de “histeria”, poderiam originar-se de conflitos internos reprimidos que não
podem ser conscientemente expressados porque são inaceitáveis para o
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indivíduo, como instintos agressivos ou sexuais. Desse modo, durante uma
“crise conversiva”, a repressão intrapsíquica poderia ser simbolicamente
manifestada através dos sintomas.
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Fonte: Shutterstock.
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Foco na perda
Foco no sofrimento
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de função
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2.2.1. EPIDEMIOLOGIA
Os sintomas conversivos têm uma prevalência desconhecida avaliação neurológica apresentam apenas sintomas conversivos.
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na população geral, sendo mais frequentemente observados Como fatores de risco, são notados: baixa escolaridade,
em mulheres. Contudo, acredita-se que ao menos 5% a 15% dos histórico de traumas físicos e emocionais. Em militares ou policiais
pacientes em acompanhamento psiquiátrico apresentem tais que foram envolvidos em guerras ou situações de combate, as taxas
sintomas. Além disso, cerca de 5% dos pacientes encaminhados para desse transtorno costumam ser muito elevadas.
Fique atento: o diagnóstico é realizado apenas quando sintomas conversivos não são completamente explicados por causas
orgânicas após uma investigação clínica adequada.
A ocorrência dos sintomas conversivos é quase sempre aguda, durando desde poucos minutos até alguns dias, e o transtorno tende
a ser crônico em muitos pacientes. Os sintomas mais comumente apresentados pelos pacientes em uma crise conversiva são perda de força
ou paralisia, perda da visão, sensação de uma bola ou nó na garganta, também conhecido como globus hystericus, mutismo, convulsões e
desmaios.
Durante a avaliação clínica do paciente, algumas características observadas podem indicar maior probabilidade
de um transtorno conversivo:
m
• Quando a perda da sensibilidade não segue a distribuição de um dermátomo.
• No paciente que se apresenta em mutismo, podem acontecer vocalizações normais durante tosses ou espirros.
co
• Durante o momento de uma queda, não há traumatismo da cabeça ou lesões significativas. Muitas vezes, o paciente cai
lentamente e permanece em uma posição confortável.
• Durante uma crise epiléptica não convulsiva, o paciente resiste ativamente à abertura ocular.
• Durante uma síncope, não há alterações de sinais vitais, como redução da pressão arterial ou alterações na frequência
s.
cardíaca.
• Enquanto o paciente está desmaiado, o examinador solta a mão da pessoa sobre seu rosto, que se desvia intencionalmente
para não atingir a face.
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eo
• Pacientes que se queixam de tremores podem ser sugestionáveis, alterando o membro trêmulo através da dúvida imposta
o
pelo examinador, por exemplo: “você não estava tremendo sua perna esquerda?” – a partir dessa pergunta, a perna que não
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tremia começa a tremer ou, ainda, os tremores cessam quando o paciente é distraído durante a anamnese ou exame físico.
ro
• Pacientes que se queixam há vários anos da perda de função de um membro não apresentam atrofia muscular, fasciculações
id
é
ou alterações eletromiográficas.
o
nã
2.2.3. TRATAMENTO
Assim como nos demais transtornos somatoformes, o tratamento psicoterápico é o de primeira linha.
CAI NA PROVA
5. (UNAERP 2016) Mulher de 22 anos é admitida no hospital devido à anestesia da mão direita, que se desenvolveu após uma discussão com
seu irmão. Ela está bem-disposta e parece despreocupada quanto ao seu problema. Não há história de trauma físico. O exame neurológico
é negativo, exceto pela sensibilidade à dor diminuída em uma distribuição de luva sobre a mão direita. Sua família inteira está presente e
expressando grande preocupação e atenção. Ela ignora seu irmão e parece alheia ao ciúme e à rivalidade crônica descrita por sua família. O
diagnóstico mais provável é:
m
D) Transtorno de conversão.
E) Histeria.
COMENTÁRIOS:
co
s.
Incorreta a alternativa A. O transtorno dismórfico corporal é caracterizado pela preocupação exagerada com a percepção de defeitos ou
falhas na aparência física que não são observáveis por outras pessoas.
Incorreta a alternativa B. A característica essencial do transtorno da personalidade histriônica é o padrão contínuo de busca de atenção,
teatralidade e expressão exagerada de emoções. Nesse caso, apesar de ser um diagnóstico possível, o enunciado não deixa claro que há
♥
eo
um padrão desse comportamento assim como da teatralidade. Além disso, a paciente parece ignorar a presença dos familiares no hospital.
o
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Incorreta a alternativa C. O sintoma neurológico surgiu de maneira aguda, após briga com o irmão, sem outros indícios compatíveis
com um tumor cerebral, como perda de força, convulsões ou outros défices focais. O exame físico neurológico também não demonstra
ro
alterações relevantes.
id
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Transtorno conversivo é diagnosticado quando um ou mais sintomas neurológicos surgem e causam perda
o
Correta a alternativa D.
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de função, sem que haja evidências de alteração de exame físico ou clínico, ou seja, sem uma evidência
fisiopatológica de doença. Nesse caso, a redução da sensibilidade não é explicada adequadamente por uma condição neurológica ou outra
a
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comorbidade clínica. Muitas vezes, esses sintomas surgem após um “trauma emocional”, como no caso da paciente em questão. Alguns
Có
pacientes podem apresentar sintomas conversivos como “convulsões psicogênicas”, tremores, desmaios, entre outros. Por fim, note que
há uma descrição compatível com “a bela indiferença”, achado típico nessa síndrome.
me
Incorreta a alternativa E. Histeria é um termo médico atualmente em desuso pelos manuais diagnósticos como a CID-10 e o DSM-5.
Antigamente, referia-se àqueles que tinham sintomas físicos decorrentes de “conflitos internos” como histéricos.
6. (UFT 2015) A regulação fisiológica é influenciada pelo estado psicológico, e a maioria dos sistemas orgânicos e muitas patologias são
sensíveis ao estresse. Os distúrbios somatoformes apresentam-se com queixas e/ou disfunções somáticas que não estão sob o controle
consciente e para as quais estão ausentes achados físicos ou eles são insuficientes para explicar todas as queixas, tendo como exemplo:
COMENTÁRIOS:
m
Incorreta a alternativa A. Síndrome do cólon irritável pode estar relacionada ao estado psíquico do indivíduo, com pioras e melhoras
conforme a flutuação de seu humor, contudo existem alterações fisiológicas presentes, como hipermotilidade intestinal e maior
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sensibilidade do trato digestivo por causas fisiopatológicas próprias.
Incorreta a alternativa B. Assim como na alternativa anterior, a asma pode relacionar-se à piora do estado mental, contudo existem
alterações fisiopatológicas durante seu curso, com um estado depressivo ou ansioso sendo o “gatilho”.
Incorreta a alternativa C. O transtorno factício, ou de Münchhausen, é um transtorno caracterizado pela falsificação de sintomas clínicos
s.
ou mesmo exagero de sinais e sintomas de uma doença preexistente, muitas vezes de maneira “inconsciente”, para conseguir atenção
para si (ganho primário). Quando se nota que a falsificação dos sintomas tem como objetivo ganhos secundários, como seguros, benefícios
fiscais, licença do trabalho, fugir de obrigações, como as forças armadas, entre outros, fica denominada como “simulação”. Cabe ressaltar,
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caro Aluno, que o transtorno factício é considerado um transtorno somatoforme, mas essa não é a melhor resposta, uma vez que a
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o
Incorreta a alternativa D. Eczema atópico é muito relacionado às manifestações psicossomáticas, contudo existe uma lesão dermatológica
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identificável.
Transtorno conversivo é diagnosticado quando um ou mais sintomas neurológicos surgem sem que haja
id
é
Correta a alternativa E.
evidências de alteração de exame físico ou clínico, ou seja, sem uma evidência fisiopatológica de doença.
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Nos sintomas conversivos há “perda de função”, por exemplo, perda de força em um membro.
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2 .3 . TRANSTORNO FACTÍCIO
Có
O transtorno factício, também conhecido como síndrome de Münchhausen, caracteriza-se pela produção, simulação ou falsificação
deliberada, por parte do paciente, de sinais e sintomas de uma doença ou, ainda, o exagero intencional de sua gravidade a fim de ganhar
me
o “papel de doente”, embora sua motivação seja inconsciente. Segundo o DSM-5, cerca de 1% das internações hospitalares são factícias.
A apresentação clínica dos sintomas normalmente chama a atenção nessa síndrome, pois os achados são pouco
compatíveis com as queixas do doente, que não costuma responder clinicamente ao tratamento instituído, queixando-
se de diversos efeitos colaterais das medicações. Além disso, sua história clínica é recheada de detalhes que mais
trazem dúvidas do que orientam o diagnóstico. O paciente ainda pode tentar dificultar o andamento da entrevista ou
a abordagem do médico, amigos e familiares para que a fraude não seja descoberta.
As formas de produção ou manipulação dos sintomas são inúmeras, desde contar uma história clínica falsa ou exagerada,
falsificação de documentos médicos e exames, fornecimento de urina ou sangue de outra pessoa para avaliação laboratorial. Outros
métodos são automutilação, ingerir ou injetar em si mesmo medicamentos ou substâncias que alterem, por exemplo, a frequência
cardíaca, a temperatura, glicemia ou os níveis hormonais, entre outras técnicas.
Apesar de ser um transtorno com sinais e sintomas autoimpostos, não se trata de uma simulação, pois no
transtorno factício, diferente do que ocorre na simulação, não há uma busca por um ganho secundário, ou seja, o
paciente não está em busca de vantagens financeiras, mas procura atenção médica. O transtorno factício ou síndrome
de Münchhausen, na verdade, não é necessariamente intencional, pois, apesar da atuação consciente para a falsificação
m
dos sintomas, a origem do sofrimento do paciente é inconsciente ou pouco compreendida.
co
Ganho primário - O ganho primário é a busca pela atenção médica, pelo “papel de doente”. De acordo com a
1
s.
corrente de pensamento psicanalítica, o paciente precisa atuar como vítima para conseguir a atenção médica
e manter conflitos inconscientes reprimidos. Portanto, os sintomas, apesar de voluntariamente produzidos,
2
estariam intimamente ligados ao inconsciente.
Ganho secundário – No ganho secundário, o indivíduo simula seus sintomas em busca um de ganho real,
♥
eo
como dinheiro ou fraude para fugir de situações como alistamento militar obrigatório, processos na justiça, prisões, deportações,
o
ub
Essa busca por atenção médica já teve outros nomes, como síndrome rato de hospital e síndrome do
paciente peregrino.
Karl Friedrich Hieronymus von Münchhausen (1720 -1797) foi um Barão e militar alemão que
serviu em diversas campanhas contra exércitos estrangeiros e acabou tornando-se um grande contador
de histórias fantasiosas. Essas histórias eram exageradas, muitas delas inacreditáveis, mas que, ao
serem contadas por ele, chegavam a parecer verdadeiras, pois continham uma série de ricos detalhes
que encantavam seus ouvintes. Ainda no século XVIII, o autor alemão Rudolf Erich Raspe compilou
as histórias contadas por Münchhausen em um livro, As Aventuras do Barão de Münchhausen, fato
que teria deixado o militar furioso, pois ficara conhecido na Alemanha como "o Barão das mentiras”.
Apenas em 1951, após as histórias do Barão de Münchhausen se espalharem por toda a Europa, o
médico britânico Dr. Richard Asher atribuiu o nome de Münchhausen a uma síndrome que levava os
m
pacientes a mentir e a criar histórias fantásticas sobre seu estado de saúde. Em 1988, o Barão teve suas
histórias retratadas em um filme, homônimo ao livro, que concorreu a quatro premiações do Oscar.
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Fonte: Shutterstock.
Inclusive, muitas vezes, relata antecipadamente ao seu médico como será a sua reação a determinado medicamento.
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• Raramente recebe visitas no hospital e quando as recebe, geralmente, é em uma área externa e longe da presença de
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médicos e enfermeiros.
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• O paciente queixa-se que novos sintomas surgem quando um problema clínico é resolvido.
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• Não gosta de ser interrogado por seu médico, dificulta o raciocínio clínico, insere dados falsos na história para confundir o
a
diagnóstico.
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Có
2.3.2.1. TRATAMENTO
me
A abordagem desses pacientes não deve ser feita com a franca confrontação, pois causa a fuga do paciente e impede a tentativa
de estabelecimento de vínculo com o indivíduo. Pode parecer paradoxal que um paciente que passa boa parte de sua vida à procura de
ajuda médica, fraudando o sistema médico-hospitalar, apresente uma grande ou total incapacidade de perceber que realmente precisa de
tratamento psiquiátrico especializado.
O tratamento padrão é realizado com uma abordagem psicoterápica. Apesar disso, são poucos os pacientes que aceitam
participar de tratamentos psicoterápicos e, dentre os que aceitam, poucos toleram sua intensidade.
m
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É muito importante constar, Estrategista, que o transtorno factício por procuração não pode ser diagnosticado
quando a fraude serve como justificativa para esconder casos de agressão à vítima, ou seja, quando a intenção,
s.
com a procura da ajuda médica, é encobrir um ato criminoso de agressão contra uma criança.
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O diagnóstico de transtorno factício imposto a outro é dado para o autor da fraude; já quem a sofre pode
o
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receber um diagnóstico de “vítima de abuso”. As vítimas desse tipo de fraude correm até mesmo risco de morte.
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Estudos mostram uma taxa de mortalidade de quase 10%, causada por intervenções fraudulentas do autor do
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Muita atenção, caro Aluno: nessa variante uma grande “dica” é perceber que quem provoca o abuso faz questão de estar
dv
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sempre por perto, acompanhando todos os passos da investigação médica e do tratamento. Note que a criança apresenta melhora
Có
CAI NA PROVA
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A. Pode haver exagero, simulação, falsificação, indução de lesões ou doença.
Incorreta a alternativa B. Nos casos “por procuração”, uma terceira pessoa, os pais, por exemplo, causa os sintomas na criança.
Nesse transtorno, um responsável, seja pai, mãe, avós ou babás, falsifica, simula, exagera, induz sinais e/
Correta a alternativa C.
ou sintomas clínicos na criança, que é uma vítima. Quem recebe o diagnóstico não é a criança e sim o
responsável pela fraude.
Incorreta a alternativa D. Novamente, a criança não é a responsável pelos sintomas e sim a vítima dessa situação.
m
2 .4 . SIMULAÇÃO
co
A simulação tem uma causa externa identificável, como a obtenção de dinheiro, aposentadorias,
indenizações, escapar da polícia, fugir de responsabilidades criminais, justificativa para não realizar
avaliações na escola ou faculdade, fugir de obrigações militares, conseguir acesso a drogas como
s.
opioides e benzodiazepínicos ou apenas conseguir um local seguro para abrigar-se e alimentar-se.
Muitos simuladores apresentam-se no hospital na companhia de advogados, tentam convencer
a equipe médica da necessidade iminente de internação e solicitam diversos laudos incompatíveis
com a apresentação clínica. Quando estão prestes a receber alta médica, tentam prolongar sua estadia
♥
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no hospital a todo custo, muitas vezes, com atitudes hostis ou ameaças jurídicas e, com frequência,
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CAPÍTULO
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um indivíduo que sofreu uma vivência traumática pode “desligar”, de maneira inconsciente, essa
memória dolorosa do restante de seu psiquismo, como ocorre no caso da amnésia dissociativa. Essas
reações dissociativas normalmente se iniciam de maneira súbita após experiências traumáticas,
podendo ter um curso crônico e flutuante ao longo de vários anos, associado a importante prejuízo
funcional.
Estrategista, teremos apenas uma visão geral dos transtornos dissociativos, já que
as bancas organizadoras cobram pouco esse tema como o diagnóstico principal. Portanto,
basta você conhecer um pouco sobre eles e compreender a diferença entre um transtorno
dissociativo e um transtorno somático para acertar todas as questões!
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O diagnóstico de amnésia dissociativa caracteriza-se pela
perda de informações e memórias sobre a própria biografia do
co
indivíduo, geralmente de um conteúdo traumático ou aterrorizante,
como episódios que envolvem sequestro, caso de infidelidade
ou abuso sexual, e que não podem ser explicadas por causas
neurológicas. Esse transtorno acomete entre 1% e 2% da população,
s.
segundo o DSM-5, sendo duas vezes mais comum em mulheres.
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A perda de memória pode ser sobre uma temática, ou seja, pode envolver apenas assuntos relacionados a um acontecimento específico
ro
da vida, ou, ainda, envolver um corte temporal, por exemplo, um paciente que se esquece de um dia ou de um ano específico. Em casos mais
graves, pode também acontecer uma espécie de amnésia generalizada, quando o indivíduo perde praticamente todas as suas informações
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autobiográficas.
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Em muitos casos, os episódios de perda de memória são acompanhados pelas chamadas “fugas
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dissociativas”, quando um indivíduo realiza viagens ou perambulações que são pouco explicadas e, quando
Có
o indivíduo é encontrado, não é capaz de relatar os motivos de sua fuga ou os acontecimentos durante o
tempo em que esteve desaparecido.
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O curso desse transtorno é incerto e seu término tende a ser abrupto na maior parte dos casos, assim que a pessoa for afastada
das causas traumáticas. O tratamento da amnésia dissociativa é baseado principalmente em abordagens psicoterapêuticas, como a terapia
cognitiva, para resgatar a memória perdida. O uso de técnicas de hipnose também é sugerido por alguns autores para o tratamento. A
farmacoterapia não tem se mostrado útil no tratamento desse transtorno.
m
possuindo um padrão de comportamento próprio, jeito de falar, de
vestir-se e expressar-se únicos, memórias e preferências distintas.
co
s.
O TDI é considerado um transtorno raro, pouco compreendido e, até hoje, pouco estudado, com curso imprevisível. É mais
comum no sexo feminino. Os principais fatores de risco são história de abuso físico ou sexual na infância, presentes em mais de 90%
dos pacientes. Além disso, esses pacientes também sofrem com uma altíssima presença de comorbidades psiquiátricas e um elevado
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risco de suicídio.
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O tratamento deve concentrar-se em abordagens psicoterapêuticas, como terapia psicanalítica, cognitiva ou comportamental. O uso
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de psicofármacos também poderá ser proposto, especialmente em decorrência de sintomas psiquiátricos provenientes de comorbidades.
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9. (UFT 2017) O médico deve estar atento em como lidar com casos em que não são comprovadas por intermédio de exame físico e complementar
as queixas do paciente. Dos diagnósticos abaixo, qual o paciente sabe que não está realmente doente, mas produz deliberadamente sinais ou
me
A) Delírio somático.
B) Transtorno factício.
C) Transtorno somatoforme.
D) Transtorno dissociativo.
E) Transtorno conversivo.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A. Delírio somático refere-se a um delírio, ou seja, uma crença falsa e inabalável de que há algo de errado com a
própria “soma”, ou corpo, por exemplo, acreditar que seus órgãos estão apodrecendo ou que se está infestado por parasitas. Um exemplo
clássico é o delírio de parasitose. Contudo, não há qualquer produção sintomática proposital.
Incorreta a alternativa C. Transtorno somático refere-se à presença de sintomas físicos que geram prejuízo ao paciente, sem que haja
m
uma causa orgânica identificável, por exemplo, uma pessoa que apresenta dores no corpo com frequência, sem qualquer razão médica
detectada. É preciso ressaltar que o paciente, de fato, sente a dor ou o sintoma de que se queixa, contudo, não há causa orgânica
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identificada.
Incorreta a alternativa D. Reações dissociativas são reações físicas ou psicológicas, geralmente frente a um estressor ou vivência
traumática. Por exemplo, a amnésia dissociativa, quando um paciente “esquece-se” de um acontecimento traumático.
Incorreta a alternativa E. Transtorno conversivo é diagnosticado quando um ou mais sintomas neurológicos surgem sem que haja
s.
evidências de alteração de exame físico ou clínico, ou seja, sem uma evidência fisiopatológica de doença. Nos sintomas conversivos, há
“perda de função”, por exemplo, perda de força em um membro.
estranheza de si mesmo, como se estivesse observando a si mesmo de fora do próprio corpo, sem ser
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Fonte: Shutterstock.
CAPÍTULO
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permanente após o indivíduo vivenciar ou testemunhar uma situação traumática. Uma característica
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marcante é o estado de “hipervigilância” que toma conta do paciente, como se o indivíduo estivesse
o
sempre pronto para reagir rapidamente em caso de nova situação potencialmente perigosa.
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seja através de sonhos vívidos, “flashbacks” ou pensamentos que a pessoa tenta evitar a qualquer
dv
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custo. Esses pacientes, por exemplo, evitam passar perto do local onde aconteceu o trauma ou
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encontrar com pessoas que se associam a esse acontecimento; muitas vezes, até se mudam de cidade
e alteram completamente sua rotina e círculo social.
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É comum que o paciente vítima de TEPT tenha um histórico de atuação nas forças armadas ou nas forças policiais, ou seja, um
indivíduo que presenciou um assassinato ou passou por situações como sequestro, tortura, violência sexual ou um grande desastre
natural, como furacões, enchentes ou terremotos.
Conceitualmente, o diagnóstico do TEPT é realizado com a história ou as circunstâncias de seu trauma e, nesses
quando o indivíduo apresenta as alterações relacionadas acima e casos, o diagnóstico é definido como “transtorno do estresse pós-
seu quadro dura mais de 30 dias, com início em até seis meses traumático com expressão tardia”. Caso os sintomas apresentados
após o acontecimento traumático, causando prejuízo funcional pelo paciente durem entre três dias e um mês, o diagnóstico é
e sofrimento ao indivíduo. Em alguns casos, pacientes podem chamado de transtorno de estresse agudo ou reação aguda ao
desenvolver TEPT mesmo anos depois do trauma, como em estresse.
situações que fazem com que o indivíduo volte a ter um contato
m
B Presença de lembranças angustiantes, sonhos recorrentes, flashbacks.
co
C Evitar persistentemente estímulos associados ao evento traumático.
D Piora da cognição com “apagões de memória” e alterações no humor associadas ao evento traumático.
E
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Tensão prolongada ou problemas de concentração ou sensação de “hipervigilância”.
um mês.
4. 1 . EPIDEMIOLOGIA
Acredita-se que metade das pessoas que se envolvem em grandes acontecimentos traumáticos desenvolvam uma reação aguda ao
estresse, que, por definição, dura até 30 dias. Uma parcela desses indivíduos permanecerá com os sintomas por mais tempo, recebendo o
diagnóstico de TEPT.
4. 2 . CURSO E PROGNÓSTICO
O curso desse transtorno é crônico na metade dos casos, especialmente se não receberem tratamento adequado. Estima-se que apenas
20% a 30% dos pacientes não tratados atinjam a remissão espontânea. Um bom funcionamento social prévio ao trauma, suporte familiar e a
ausência de comorbidades são considerados fatores de bom prognóstico. Por sua vez, a presença de outros transtornos psiquiátricos, idade
avançada, baixa escolaridade e ser do sexo feminino são considerados fatores de prognóstico ruim.
4. 3 . TRATAMENTO
m
O tratamento do TEPT é realizado com medicamentos
antidepressivos como os ISRS. Outras classes de antidepressivos
co
também podem ser empregadas. Os benzodiazepínicos atualmente são
contraindicados nos meses imediatamente posteriores ao trauma, pois
alguns estudos demonstram que estejam associados à fixação de memórias
traumáticas. Além do tratamento psicofarmacológico, pacientes vítimas
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de TEPT podem beneficiar-se de abordagens psicoterápicas.
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Estrategista, para sua prova, o enunciado descreverá a história de uma pessoa que passou
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casos, a presença de um trauma prévio será definidora para a resposta correta, bastando
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A) os sintomas têm resolução espontânea em, no máximo, um mês após o evento traumático.
B) a presença da amnésia de partes importantes do evento traumático exclui o diagnóstico
C) o componente ambiental (trauma) é fundamental para o seu surgimento.
D) a psicoterapia apresenta baixa eficácia no tratamento.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A. Conceitualmente, os sintomas de TEPT tem de durar 30 dias ou mais. Caso durem menos de 30 dias, o diagnóstico
é de reação aguda ao estresse.
Incorreta a alternativa B. O esquecimento do evento total ou parcialmente não exclui o diagnóstico, inclusive, muitos pacientes adotam
mecanismos para evitar essas recordações ou pensamentos.
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Copie o link abaixo e cole no seu navegador
para acessar o site
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CAPÍTULO
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5 . Psiquiatria: estudos fundamentais / Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro. - 1. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.
6 . The Maudsley prescribing guidelines in psychiatry/ David M. Taylor, Thomas R. E. Barnes, Allan H. Young, 13h edition| Hoboken, NJ:
co
Wiley, 2019
7 . Stahl, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações práticas / Stephen M. Stahl; tradução Patricia Lydie Voeux;
revisão técnica Irismar Reis de Oliveira. – 4. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
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CAPÍTULO
Chegamos ao fim desta aula, com esse grande grupo de transtornos Psiquiátricos, muito cobrado em provas de Residência Médica pelo
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País. A Psiquiatria pode estar presente em sua prova de Residência em questões de medicina interna, como veremos casos de diagnóstico
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diferencial de delirium, agitação no pronto socorro e intoxicações exógenas. Poderá ser cobrada em Pediatria, com temas relacionados
a autismo, síndrome de Down, déficit intelectual e transtorno do déficit da atenção e hiperatividade. Em ginecologia e obstetrícia, com
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perguntas sobre medicações durante a gravidez ou aleitamento, blues do puerpério, depressão ou psicose puerperal. Em medicina preventiva
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e da comunidade, com questões sobre as síndromes psiquiátricas mais comuns na população, como transtornos do humor, transtornos
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ansiosos, além de esquizofrenia, demências e dependência química, TOC, questões relacionadas à lei “antimanicomial”, à reforma Psiquiátrica
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e história da Psiquiatria no Brasil, entre tantos outros temas que poderão ser cobrados.
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Espero, nas próximas aulas, trazer os demais temas da Psiquiatria para continuarmos com nossos estudos.
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Em casos de dúvidas ou sugestões, não hesite em procurar o fórum ou enviar-me um e-mail, responderei o mais rápido possível.
Até breve,
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Professor Thales!
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