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Complicações e Intervenções no Parto

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pamela castro
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ENFERMAGEM NA SAÚDE

DA MULHER

Complicações do parto

Prof. MS. Angélica da Mata Rossi


Objetivos
Objetivos

• Identificar Complicações no parto: parto


prematuro, prolapso de cordão, apresentação
pélvica.
• Conhecer a conduta correta para indicação e
uso de fórceps e vácuo extrator.
Procedimento

Distócias
Complicações no parto

As complicações do parto podem ocorrer


durante qualquer dos períodos do parto Fonte: https://shutr.bz/2kJQxS3 acesso em 19 set 2019

(contrações, dilatação e expulsão) e


requerem uma intervenção rápida e
eficaz a fim de evitar danos para a mãe
ou para seu bebê.
Distócias no trabalho de parto
Pode-se definir distócia como qualquer perturbação no bom andamento do
parto em que estejam implicadas alterações em um dos três fatores
fundamentais que participam do parto:

Força motriz ou contratilidade uterina –


caracteriza a distócia funcional

Trajeto (bacia e partes moles) – caracteriza a


distócia do trajeto

Objeto – caracteriza a distócia fetal


Distócias no trabalho de parto

Complicações das distócias:

• Corioamnionite

• Cesárea

• Lesões fetais

• Sofrimento fetal
Caracterizada como a
Distócia por alteração na força motriz
hipoatividade durante o trabalho de parto,
uterina pode estar presente em até
37% das nulíparas com
Distócia por gestações de baixo risco.
Distócia de
hiperatividad
dilatação
Distócia e uterina
Funcional

Distócia por Distócia por


hipotonia hipertonia
Distócia do trajeto
Presença de
anormalidades do canal
do parto

Ósseas Partes moles

Gera um estreitamento do canal de parto e


dificulta ou até impede a evolução normal do
trabalho de parto e a passagem do feto
Distócia do trajeto

DISTÓCIAS ÓSSEAS

São alterações que torna difícil ou até impede o


parto por via vaginal. São anormalidades:

 no formato,
 no tamanho ou
 nas angulações da pelve

Diagnóstico: pelvimetria, exames de imagens.


Distócia de trajeto
DISTÓCIAS DE PARTES MOLES

São alterações do canal de parto que impedem a


progressão do trabalho de parto, excetuando-se as
distócias ósseas, a saber:
Vulva e períneo
Vagina
Colo
Tumores prévios
São as anormalidades que ocorrem
Distócia do objeto no trabalho de parto atribuídas ao
feto e às relações materno-fetais.

Desproporção cefalopélvica
O tamanho do feto pode prejudicar uma boa
evolução do trabalho de parto quando este for
estimado em mais de 4000 g ou quando, mesmo
não tendo um peso aumentado, a bacia materna
não apresenta diâmetros que permitam a sua
passagem.
Anormalidade Diagnóstico Conduta
Situação transversa A palpação não Normalmente opta-se pelo
evidencia o polo fetal parto cesáreo
ocupando o fundo do
útero, não há parte fetal
apresentada Anormalidades
Apresentação pélvica Toca-se a apresentação
pélvica
A via vaginal ocorre se for
planejada e com autorização da de Situação e
gestante após conhecimento
dos riscos. Na maioria dos casos Apresentação
opta-se por cesárea
Apresentação de face Deflexão de III grau O parto é possível na variedade
mentoanterior
Apresentação de fronte Deflexão de II grau Pode-se observar se realizará
maior deflexão ou flexão,
porém não se pode aguardar
muito na tentativa de parto via
vaginal
Apresentação composta Um o mais membros se Deve-se observar a evolução do
insinuam junto com o trabalho de parto, porém se
polo cefálico na pelve houver prolapso de cordão ou
materna, associado a se não houver redução do
prolapso de cordão membro, indica-se cesárea
Diagnostica-se a distócia
de ombros quando
Distócia ocorreu o
desprendimento cefálico,
DISTÓCIA BIACROMIAL sem progressão para
A distócia de ombros ocorre pela desprendimento do
impactação óssea do diâmetro biacromial diâmetro biacromial, após
fetal entre o púbis e o promontório sacral 60 segundos (um minuto).
maternos. Trata-se de complicação grave.
Associa-se frequentemente a obesidade
materna, ao pós-datismo e à diabetes
gestacional.
Procedimento

Fórceps e vácuo
extrator
Parto vaginal assistido
Os tipos de fórceps
são: Kielland,
O vácuo extrator e o fórceps são instrumentos Simpsom, Piper e
empregados em obstetrícia para auxílio no outros
nascimento do feto durante o parto. Os
instrumentos são aplicados na cabeça fetal e
tracionados durante a contração uterina,
simultaneamente aos esforços de expulsão pela
mãe.
Parto vaginal assistido
As três maiores indicações obstétricas para uso do
vácuo extrator ou fórceps são:

 prolongamento do segundo estágio do parto;


 condição fetal não tranquilizadora;
 doença neurológica ou cardiológica da mãe.
Parto Vaginal Assistido

Pré - requisitos
 Apresentação cefálica
 Dilatação completa
 Membranas amnióticas rotas
 Ausência de desproporção
cefalopélvica
Parto vaginal assistido As contraindicações para
o parto a fórceps são a
Contraindicações ao uso de vácuo – falta das condições de
extrator: praticabilidade e a falta
• Prematuridade severa de experiência do
• Apresentação de face, pélvica e obstetra com esta cirurgia
fronte
• Situação transversa
• Dilatação cervical incompleta
• Parto que requer tração excessiva
Parto Vaginal Assistido
A complicação mais
Complicações podem ser fetais ou maternas e frequente e grave
dependem: para o feto é o
trauma obstétrico.
 Tipo de bacia,
 altura da apresentação,
 cirurgia realizada e
 destreza do operador
Vídeo
Fórceps e vácuo extrator
Episiotomia
Trata-se de uma incisão realizada na região do períneo
(área entre a vagina e o ânus) a fim de ampliar o canal de
parto, justificada em alguns casos como necessidade de
parto instrumentalizado

Fonte: https://shutr.bz/2lZg0a2
acesso em 17 set 2019
Episiotomia

Cuidados com a episiorrafia:


• Cuidados de higiene
• Compressa fria
• Observar presença de sinais
flogísiticos
Procedimento

Complicações no
trabalho de parto e
parto
Inversão uterina
A inversão uterina é uma emergência médica rara na qual o
corpo uterino vira pelo avesso

Incompleta (que não ultrapassa o orifício


externo),
Completa (ultrapassa o orifício externo) ou
Prolapso (que ultrapassa a vulva).
Inversão uterina As manifestações
Fatores predisponentes: clínicas:
• Tração excessiva do • São dor intensa,
cordão, • Discreta
• Paredes do útero finas ou hemorragia e
flácidas ou hipotonia choque
uterina neurogênico.

Conduta:
• Estabelecer cateterismo venoso a
fim de administrar soro e ocitocina,
• Realizar analgesia
• Colocar o útero em posição
(manobra taxe)
Prolapso de cordão

Trata-se da exteriorização do
cordão após a rotura da
bolsa amniótica.

Fonte: https://bit.ly/2pJETZp acesso em 03 out 2019


Prolapso de cordão
Posição de Trendelemburg, o médico
deve calçar luva estéril e empurrar e
Os fatores de risco: segurar a apresentação por dentro da
• Rotura da bolsa, antes que vagina até que a cesárea seja
esteja encaixado, realizada.
• Apresentação pélvica,
• Gemelaridade,
• Prematuridade,
• Placenta prévia e
• Polidrâmnio
Retenção placentária
Quando não ocorre a expulsão da placenta
após 30 minutos do parto. A conduta é extrair
a placenta de maneira manual, realizar
curetagem, ou nos casos de placenta acreta,
deve ser feita a histerectomia.

Fonte: https://bit.ly/2OhpE41 acesso em 03 out 2019


Rotura uterina

Fatores de risco:
 incisão anterior,
 parto prolongada ou difícil,
 tensão excessiva do miométrio,
 aplicação do fórceps antes da dilatação completa e
 pressão em excesso aplicada no fundo do útero
(Manobra de Kristeller).
Embolia do líquido amniótico
Entrada de líquido na circulação materna, é rara,
mas pode ser fatal.

Causa:
• dispneia súbita,
• cianose,
• edema pulmonar e
• choque grave.
Parto prematuro
 Pretermo, menor que 37 semanas e 0 dias
Pretermo tardio, entre 34 semanas e 0 dias e 36
semanas e 6 dias
 Pretermo moderado (ou moderadamente
pretermo), 32 semanas e 0 dias e 33 semanas e
6 dias
 Muito pretermo: 28 semanas e 0 dias a 31
semanas e 6 dias
 Pretermo extremo, menor que 28 semanas e 0
dias.
Parto prematuro
Práticas clínicas integradas no parto e nascimento:
Corticoide no trabalho de parto prematuro
Sulfato de magnésio para neuroproteção fetal quando da
antecipação do parto prematuro em menores de 32 semanas
de IG
Antibioticoterapia na rotura prematura e prolongada das
membranas
Organização das salas de parto
Vigilância do parto – partograma
Práticas de prevenção de infecção
Reanimação, estabilização e transporte
Prevenção e abordagem da hipotermia
Parto prematuro
Os cuidados de rotina incluem:
Manter a temperatura da sala de parto maior ou igual
a 25°C.
Ligar a fonte de calor radiante antes do nascimento e
pré aquecer os campos.
Recepcionar o RN em campos aquecidos e colocá-lo
sob calor radiante.
Secar e remover os campos úmidos.
RN prematuros com menos de 28 semanas: não secar
e colocar em saco de polietleno, que só será retirado
na unidade neonatal.
Parto prematuro
Os cuidados de rotina incluem:
Contato pele a pele e aleitamento materno (a depender da
idade gestacional e da vitalidade do RN).
Adiamento do banho e da pesagem.
Uso de roupas e colchão aquecidos.
Manutenção da mãe e bebê juntos.
Transporte com aquecimento.
Ressuscitação com aquecimento.
Treinamento e consciência da equipe de cuidadores: é
fundamental.
Cesárea
 Prolapso de cordão – com dilatação não completa
 Descolamento da placenta fora do período
expulsivo (DPP)
 Placenta prévia parcial ou total
 Ruptura de vasa prévia
 Apresentação córmica (situação transversa)
 Herpes genital com lesão ativa no momento em
que se inicia o trabalho de parto
 As urgências devem ser encaminhadas
imediatamente à emergência obstétrica
Cesárea
O porquê da preocupação com as taxas de cesariana?

120 VEZES MAIOR PROBABILIDADE


de o bebê ter síndrome de angústia
respiratória.
Cerca de 25% dos óbitos* neonatais e 16%
dos óbitos infantis são causados
por prematuridade
TRIPLICA O RISCO de mortalidade materna

As mães também ficam sujeitas a complicações


como: perda de maior volume de sangue,
infecções puerperais e acidentes anestésicos
Cesáreas no Brasil

Nº de nascidos vivos % de partos cesarianos


BRASIL 2.905.789 55,60%

Nº de partos realizados % de partos cesarianos


Saúde Suplementar 502.812 84,60%

Fonte: MS/SVS/DASIS - Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos –


SINASC e SIP/ANS Taxas de 2012
https://shutr.bz/2n36ILj acesso em 02 out 2019
Cesárea
Preparo para cesariana

Jejum
Tricotomia abdominal
Sondagem vesical de
demora
Acesso venoso
Resolução comentada

Durante o pré natal, ao realizar


ações educativas em grupos de
gestante, como você pode
argumentar sobre as
indicações de cesarianas, com
o objetivo de reduzir os riscos
deste procedimento?
Resolução comentada

Oferecer orientações sobre o quê é a


cesariana:

Procedimento cirúrgico, invasivo


Aumento do risco de prematuridade
Infecções puerperais
Piora da condição materna no pós-parto
Orientações ao Tutor
Orientações ao tutor
• Checar a lavagem das mãos.
• Checar se o aluno reuniu todo o material que será
utilizado no procedimento.
• Observe se o aluno explicou os procedimentos para a
gestante.
• Observe se o aluno consegue relacionar a teoria com a
prática.
• Verificar se o aluno está realizando o passo a passo de
maneira correta.
• Verificar se a unidade ficou em ordem, ao término do
procedimento.
• Checar a lavagem das mãos após o procedimento.

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