ESCOLA SECUNDARIA DA MACHAVA-SEDE
12ª Classe Turma: B6
Disciplina: Quimica
Tema: Demonstrar compreensão dos estudos dos alcanos
Classificação:
Nome dos alunos:
Alberto Orlando
Elvis Meneses
Justino Gil
Alexandre Jorge
Laura Chinguvo
Vénia Mirole
Yumina Eugenio
Docente:
Junho de 20
Índice
Introdução..........................................................................................................................3
Objectivos..........................................................................................................................4
Objectivo geral..............................................................................................................4
Objectivos especificos...................................................................................................4
Alcanos..............................................................................................................................5
Nomenclatura dos alcanos.............................................................................................5
Propriedades dos alcanos...............................................................................................6
Fórmula dos alcanos......................................................................................................7
Fontes de obtenção de alcanos......................................................................................8
Aplicações dos alcanos..................................................................................................8
Conclusão........................................................................................................................10
2
Introdução
Este trabalho aborda os alcanos, uma classe fundamental de compostos orgânicos que
desempenha um papel significativo em diversos aspectos da química e da indústria. Os
alcanos, caracterizados por ligações simples entre átomos de carbono, oferecem uma
variedade de propriedades e aplicações, desde combustíveis fósseis até produtos
químicos industriais. Exploraremos sua estrutura, nomenclatura, propriedades físico-
químicas, fontes de obtenção e ampla gama de utilizações, destacando também os
desafios associados ao seu uso no contexto atual de preocupações ambientais. Este
trabalho visa proporcionar uma compreensão abrangente dos alcanos e seu impacto na
sociedade e no meio ambiente.
3
Objectivos
Objectivo geral
-Demonstrar compreensão dos estudos dos alcanos.
Objectivos especificos
- Analisar a nomeclatura dos alcanos
-Identificar os tipos de alcanos;
-Conhecer as aplicações dos alcanos na sociedade
-Conhecer as formulas dos alcanos
-Demonstrar compreensão acerca da aplicação dos alcanos
4
Alcanos
Os alcanos são uma classe de hidrocarbonetos em que todos os carbonos possuem
hibridização sp³, ou seja, realizam apenas ligações simples e, assim, possuem geometria
tetraédrica. Além disso, os alcanos possuem cadeia carbônica aberta. Por serem
hidrocarbonetos, devemos lembrar que os alcanos possuem apenas carbono e hidrogênio
em sua constituição.
Os alcanos possuem fórmula geral CnH2n+2, são apolares e, por isso, insolúveis em
água. Os pontos de fusão e ebulição dos alcanos aumentam conforme a cadeia carbônica
aumenta. São pouco reativos e obtidos do petróleo e do gás natural basicamente. Entre
suas aplicações, destaca-se a utilização como combustíveis fósseis.
Nomenclatura dos alcanos
Os alcanos seguem, como todos os compostos orgânicos, as regras oficiais da
International Union of Pure and Applied Chemistry (Iupac). A última atualização
ocorreu no ano de 2013, e as regras estão dispostas no que a Iupac chama de Blue Book
(Livro azul).
Seguindo as recomendações, os alcanos devem possuir a estrutura básica de:
Prefixo- (que determina o número de carbonos na cadeia principal);
Infixo- (que determina a presença de ligações simples, duplas ou triplas na cadeia
principal);
Sufixo- (que determina a função orgânica da cadeia principal).
Os alcanos, como hidrocarbonetos, possuem sempre o sufixo -o, e, além disso, como
sempre serão uma cadeia saturada (apenas ligações simples entre carbonos), possuem o
infixo -na-. A única variação básica será a questão do prefixo, pois temos alcanos de
todos os tamanhos possíveis. A tabela a seguir relembra os prefixos de acordo com o
número de carbonos na cadeia principal.
Prefixo-Número de carbonos na cadeia principal
Met-1
Et-2
Prop-3
But-4
Pent-5
Hex-6
5
Hept-7
Oct-8
Non-9
Dec-10
Undec-11
Dodec-12
Eicos-20
Para alcanos normais (não ramificados), deve-se então juntar o prefixo, o infixo e o
sufixo. Por exemplo:
Para um carbono: prefixo met-, infixo -na- e sufixo -o, sendo, assim, metano.
Para três carbonos: prefixo prop-, infixo -na- e sufixo -o, sendo, assim, propano.
Para 12 carbonos: prefixo dodec-, infixo -na- e sufixo -o, sendo, assim, dodecano.
Quando os alcanos possuem ramificações, elas devem ser numeradas antes da cadeia
principal. A cadeia principal é a com maior número de carbonos que podemos contar
dentro da estrutura a partir de um carbono da extremidade, sendo ramificação toda e
qualquer cadeia que não esteja na cadeia principal.
Toda ramificação recebe nome de radical, ou seja, prefixo correspondente ao número de
carbonos, mais o sufixo -il, sem a presença de infixos. Nesse caso, a ramificação de dois
carbonos chama-se etil, enquanto a de um único carbono se chama metil.
A numeração deve começar do carbono de extremidade mais próxima das ramificações
(por isso o sentido da contagem é da esquerda para a direita). No nome oficial, as
ramificações devem estar em ordem alfabética, assim, a ramificação etil deve ser
nomeada primeiramente. O nome oficial fica como: 3-etil-4-metil-heptano.
Propriedades dos alcanos
Os alcanos são hidrocarbonetos saturados, ou seja, os carbonos realizam apenas ligações
simples entre si. Sendo assim, todos os carbonos possuem hibridização sp³ e geometria
tetraédrica. Além disso, os alcanos possuem cadeia aberta.
Em comparação aos demais hidrocarbonetos, os alcanos destacam-se por sua baixa
reatividade, sendo então considerados estáveis. Por conta disso é que historicamente
foram chamados de parafinas, uma palavra de origem grega que faz referência à
inatividade e à baixa reatividade deles.
6
Essa baixa reatividade se dá pelo fato de os alcanos só possuírem ligações do tipo sigma
(σ) entre os carbonos, diferentemente dos alcenos e alcinos, que já possuem ligação do
tipo pi (π) entre os carbonos, a qual é uma ligação covalente mais fraca. Por conta disso,
os alcanos não sofrem reação de adição, a qual envolve a quebra da ligação entre os
carbonos, mas apenas reação de substituição, em que a ligação desfeita é com o
hidrogênio, para que seja feita com outro átomo.
Outro ponto de grande importância dos alcanos é o fato de eles serem apolares e, assim,
serem insolúveis em água, um solvente polar. Em relação à água, os alcanos, como os
demais hidrocarbonetos, também são menos densos e, em contato com ela, formam uma
mistura heterogênea em que se localizam na superfície. É por isso que, em vazamentos
de petróleo, vemos a mancha sempre na superfície e nunca afundando.
Como compostos apolares, os alcanos (assim como os demais hidrocarbonetos)
realizam as chamadas forças de Van der Waals ou de London (dipolo induzido-dipolo
induzido) como interações intermoleculares. Deve-se lembrar que essa é a interação
mais fraca que existe, e, por conta disso, espera-se que os alcanos possuam menor ponto
de fusão e ebulição se comparados a outros compostos orgânicos de funções diferentes e
tamanhos similares.
Contudo, conforme a cadeia carbônica dos alcanos aumenta, maiores serão os pontos de
fusão e ebulição, pois, com o aumento do volume molecular, mais bem definida é a
interação. Vale lembrar que, conforme a molécula aumenta, mais bem espaçados ficam
os polos positivos e negativos gerados no processo e, assim, as forças repulsivas vão
diminuindo em relação às forças atrativas.
Vale salientar ainda que a presença de ramificações diminui o volume molecular. Sendo
assim, quanto mais ramificado for o alcano, menor seu ponto de fusão e ebulição.
Por exemplo, o octano (C8H18), um alcano de cadeia normal, possui ponto de fusão de
-56,8 °C e ponto de ebulição de 126 °C, já o 2,2,4-trimetil-pentano (também C8H18),
um alcano com três ramificações, possui um ponto de fusão de -107,4 °C e um ponto de
ebulição de 99 °C.
Fórmula dos alcanos
Como todo hidrocarboneto, os alcanos possuem em sua constituição apenas átomos de
carbono e hidrogênio. Nos alcanos em específico, o número de hidrogênios sempre será
o dobro do número de carbonos, acrescido de duas unidades. Por isso, define-se a
fórmula geral dos alcanos como sendo CnH2n+2, em que n é o número de carbonos.
Exemplo: o metano é o alcano de um único carbono, assim o valor para n é igual a 1.
Sendo assim:
H = 2n + 2
7
H = 2 . (1) + 2
H=2+2
H=4
Por isso, concluímos que a fórmula molecular do metano é CH4.
Tenha atenção para as cadeias ramificadas, pois as ramificações também contam para a
fórmula. No exemplo do tópico anterior, 3-etil-4-metil-heptano, podemos contar, ao
todo, 10 carbonos: dois carbonos na ramificação etil, um carbono na ramificação metil e
mais sete carbonos na cadeia principal; logo, o valor de n é igual a 10. Assim:
H = 2n + 2
H = 2 . (10) + 2
H = 20 + 2
H = 22
A fórmula molecular do 3-etil-4-metil-heptano é C10H22.
Fontes de obtenção de alcanos
Basicamente, os alcanos são extraídos do petróleo e do gás natural.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a teoria mais aceita sobre a formação
do petróleo é a de que ele surgiu da decomposição praticamente anaeróbia de matéria
orgânica (principalmente algas) pela ação de bactérias. Com o passar dos anos, essa
matéria decomposta foi se sedimentando, e o peso promovido pelas sucessivas camadas
levou à compactação e ao aquecimento da matéria, levando às transformações que
originaram o petróleo.
O petróleo extraído deve ser levado para uma refinaria em que o devido tratamento lhe é
realizado por processos físicos (como a destilação fracionada) e químicos (como o
craqueamento e a reforma catalítica) para a obtenção de suas frações de interesse,
compostas por hidrocarbonetos, muitos deles alcanos.
O gás natural também se forma no subsolo por meio da decomposição da matéria
orgânica, contudo, como o próprio nome diz, é um gás e, por isso, é rico em
hidrocarbonetos mais voláteis, como o metano.
Aplicações dos alcanos
Um dos principais usos do carbono é na geração de energia. O metano é o principal gás
dos gases encanados que chegam em nossas casas para o aquecimento da água e
funcionamento do fogão. O metano, com o etano, também forma a mistura gasosa do
gás natural veicular (GNV), uma alternativa mais barata do que a gasolina e o álcool.
8
Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), uma mistura pressurizada dos gases propano e
butano, é muito utilizado nos botijões de gás, uma alternativa ao gás encanado ou para
regiões em que o serviço não está disponível.
Os alcanos também estão presentes na constituição da gasolina e do diesel. O isoctano
(C8H18), por exemplo, é considerado o índice 100 da octanagem da gasolina, um índice
importante sobre a resistência à detonação do combustível dentro da câmara de
combustão do motor. O conhecimento da octanagem faz com que possamos escolher o
combustível mais adequado para nosso motor.
Outras utilizações estão:
-Na confecção de lubrificantes, querosene;
-Na produção de asfalto e solventes para a indústria química.
Apesar da grande variabilidade de utilização, os alcanos, como combustíveis fósseis,
estão ligados ao Aquecimento Global Antropogênico, e, por isso, a sua utilização
energética desenfreada vem sendo combatida por ambientalistas e militantes da área.
Vale salientar que o processo de formação do petróleo e gás natural é lento, e, por isso,
são considerados fontes não renováveis de alcanos.
9
Conclusão
A partir dos resultados desta pesquisa, concluímos que os Alcanos são elementos
saturados São saturados, pois possiem apenas ligações simples e apresentam cadeia
aberta, onde elas são nomenclaturadas de acordo com o número de carbonos.
Concluímos ainda que apresentam uma fórmula geral, sendo ela CnH2n+2.
Foi concluído também que a principal fonte de obtenção dos alcanos é o petróleo e o gás
natural. O alcano que provém do petróleo aparece após o processo de refino, depois da
destilação fracionada do petróleo bruto. Algumas frações do petróleo pertencem à
função alcano, como a gasolina, parafina, gás butano, hexano, óleos, entre outros.
10