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Regime Jurídico dos Servidores Públicos

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REGIME JURÍDICO ÚNICO DOS


SERVIDORES PÚBLICOS DO
MUNICÍPIO, DAS AUTARQUIAS E DAS
FUNDAÇÕES MUNICIPAIS DE LUCAS
DO RIO VERDE

LEI COMPLEMENTAR 004/90


LEI COMPLEMENTAR 010/95
LEI COMPLEMENTAR 012/95

Lei Complementar nº 004/90


Data: 03 de dezembro de 1990.
Súmula: Dispõe sobre o Regime Jurídico único dos Servidores
Públicos do Município, das Autarquias e das Fundações Municipais.

Lei Complementar nº 010/95


Data: 28 de novembro de 1995.
Súmula: Dá nova redação ao Parágrafo 3º, do Artigo 106, da Lei
Complementar Municipal nº 004/90 de 03 de dezembro de 1990..

Lei Complementar nº 012/95


Data: 28 de dezembro de 1995.
Súmula: Dá nova redação à dispositivos da Lei Complementar
Municipal nº 004/90 de 03 de dezembro de 1990.

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Lei Complementar nº 004/90


Data: 03 de dezembro de 1990.
Súmula: Dispõe sobre o Regime Jurídico único dos
Servidores Públicos do Município, das Autarquias e das
Fundações Municipais.

WERNER HAROLDO KOTHRADE, Prefeito Municipal de


Lucas do Rio Verde, Estado de Mato grosso, FAZ SABER, que a Câmara
Municipal aprovou e eu promulgo a seguinte Lei:

TÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

CAPÍTULO I

DO REGIME JURÍDICO

Art. 1º - O regime Jurídico dos Servidores Públicos do


Município de Lucas do Rio verde, bem como de suas Autarquias e das
Fundações Públicas, e o ESTATUTÁRIO, instituído por essa Lei.

Art. 2º - Para os efeitos destas Leis, Servidores são


funcionários legalmente investidos em cargos públicos, de provimento efetivo
ou em comissão.

Art. 3º - Cargo Público é o conjunto de atribuições e


responsabilidade previstos na estrutura organizacional que deve ser cometido a
um funcionário.

Parágrafo Único – Os Cargos públicos acessíveis a todos


os brasileiros, são criados por leis, com denominação própria e vencimentos
pagos pelos cofres públicos.

Art. 4º - Os cargos de provimento efetivo da Administração


Pública Municipal direta, das Autarquias e das Fundações Públicas serem
organizados em carreiras.

Art. 5º - As carreiras serão organizadas em classes de


cargos, observados a escolaridade e a qualificação profissional exigidas, bem
como a natureza e complexidade das atribuições a serem exercidas por seus
ocupantes na forma prevista na legislação específica.

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Art. 6º - É proibido o exercício gratuito de cargos Públicos,


salvo nos previstos em Lei.

CAPÍTULO II

DO PROVIMENTO

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 7º - São requisitos básicos para ingresso no serviço


público:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o gozo de direitos políticos;
III – a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV – a idade mínima de 14 anos.

§ 1º - As atribuições do cargo podem justificar a exigência


de outros requisitos estabelecidos em Lei.

§ 2º - As pessoas portadoras de deficiência física, é


assegurado o direito de se inscrever em Concurso Público para provimento de
cargo, cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência que são
portadoras, e para as quais serão reservados até 2% (dois por cento) das
vagas oferecidas no Concurso.

Art. 8º - O provimento dos cargos públicos far-se-á


mediante ato da autoridade competente de cada poder.

Art. 9º - A investidura em cargo público ocorrerá com a


posse.

Art. 10 – São formas de provimento em cargo público:


I – nomeação;
II – promoção;
III – acesso;
IV – readaptação;
V – reversão;
VI – aproveitamento;
VII – reintegração.

Art. 11 – A nomeação far-se-á:


I – em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado da
carreira;

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II – em comissão, para cargos de confiança, de livre de


exoneração.

Art. 12 – A nomeação para cargo isolado ou de carreira,


depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou provas de
títulos, obedecidas a ordem de classificação e o prazo de sua validade.

Parágrafo Único – Os demais requisitos para o ingresso e


desenvolvimento do funcionário, na carreira, mediante promoção e acesso,
serão estabelecidos pela Lei fixada diretrizes de sistema de carreira na
Administração Pública Municipal e seus regulamentos.

SEÇÃO III

DO CONCURSO PÚBLICO

Art. 13 – A primeira investidura em cargo, de provimento


efetivo será feita mediante concurso público de provas escritas, podendo ser
utilizados também, provas práticas ou prático-orais.

§ 1º - Nos concursos para provimento de cargo de nível


universitário também pode ser utilizado prova de títulos.

§ 2º - A admissão de profissionais de ensino far-se-á,


exclusivamente por concurso de provas e títulos.

Art. 14 – O Concurso Público terá validade de até 2 (dois)


anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

§ 1º - O prazo de validade do concurso e as condições de


sua realização, serão fixados por edital, que será publicado no órgão oficial e
em diário de grande circulação no Município.

§ 2º - Não se abrirá novo concurso enquanto houver


candidato aprovado em concurso anterior, com prazo de validade não expirado.

Art. 15 – O edital do concurso estabelecerá os requisitos a


serem satisfeitos pelos candidatos.

SEÇÃO IV

DA POSSE E DO EXERCÍCIO

Art. 16 – Posse e a aceitação expressa das atribuições,


deverão ser responsabilidade inerentes ao cargo público, com o compromisso

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de bem servir, formalizada com a assinatura do termo pela autoridade


competente e pelo empossando.

§ 1º - A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias


contados da publicação do ato de provimento, prorrogável por mais 30 (trinta)
dias, a requerimento do interessado.

§ 2º - Em se tratando de funcionário em licença, ou


afastamento por qualquer outro motivo legal, o prazo será contado do término
do impedimento.

§ 3º - A posse poderá dar-se mediante procuração


específica.

§ 4º - Só haverá posse nos casos de provimento por


nomeação.

§ 5º - No ato da posse o funcionário apresentará


obrigatoriamente a declaração de bens e valores que constituem seu
patrimônio e declaração quando ao exercício ou não de outro cargo, emprego
ou função pública.

§ 6º - Será tornado sem efeito o ato de provimento, se a


posse não ocorrer no prazo previsto no Parágrafo 1º .

Art. 17 – A posse em cargo público dependerá de previa


inspeção médica oficial.

Parágrafo Único – Só poderá ser empossado aquele que


for julgado apto física e mentalmente para exercício do cargo.

Art. 18 – O exercício é o efetivo desempenho das


atribuições do cargo.

Parágrafo Único – A autoridade competente do órgão ou


entidade para onde for designado o funcionário compete dar-lhe exercício.

Art. 19 – O início, a suspensão, a interrupção e o reinicio


do exercício serão registradas no assentamento individual do funcionário.

Parágrafo Único – Ao entrar em exercício, o funcionário


apresentará, ao órgão competente, os elementos necessários ao assentamento
individual.

Art. 20 – A promoção ou acesso não interrompe o tempo


de exercício que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data
da publicação do ato que promover ou ascender o funcionário.

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Art. 21 – O funcionário que deva ter exercício em outra


localidade, terá 30 (trinta) dias de prazo para faze-lo, incluindo neste tempo, o
necessário ao deslocamento para a nova sede, desde que implique mudança
de seu domicílio.

Parágrafo Único – Na hipótese de o funcionário encontrar-


se afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo, será contado a
partir do término do afastamento.

Art. 22 –

Parágrafo Único – O exercício de cargo em comissão


exigirá de seu ocupante integral dedicação ao serviço, podendo ser convocado
sempre que houver necessidade ou interesse da administração.

SEÇÃO V

DA ESTABILIDADE

Art. 23 – São estáveis, após dois anos de efetivo exercício,


os servidores nomeados em virtude de concurso público.

Art. 24 – O funcionário estável só perderá o cargo em


virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo
administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.

SEÇÃO VI

DA READAPTAÇÃO

Art. 25 – Readaptação é a investidura do funcionário em


cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que
tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção
médica.

§ 1º - Se julgado incapaz para o serviço público, o


funcionário será aposentado.

§ 2º - A readaptação será efetivada em cargo de carreira


de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida.

§ 3º - Em qualquer hipótese, a readaptação não poderá


acarretar aumento ou redução da remuneração do funcionário.

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SEÇÃO VII

DA REVERSÃO

Art. 26 – Reversão é o retorno à atividade de funcionário


aposentado por invalidez, quando, por junta médica oficial, forem declarados
insubsistentes os motivos determinantes da aposentadoria.

Art. 27 – A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo


resultante de sua transformação.

Parágrafo Único – Encontrando-se provido esse cargo, o


funcionário exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de
vagas.

Art. 28 – Não poderá reverter o aposentado que já tiver


completado 60 (sessenta) anos de idade.

SEÇÃO VIII

DO ESTÁGIO PROBATÓRIO

Art. 29 – Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado


para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito à estágio probatório por
período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual sua aptidão e capacidade
serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os
seguintes fatores:
I – assiduidade;
II – disciplina;
III – capacidade de iniciativa;
IV – produtividade;
V – responsabilidade.

Art. 30 – O chefe imediato do funcionário em estágio


probatório, informará a seu respeito, reservadamente, 60 (sessenta) dias antes
do término do período, ao órgão de pessoal, com relação ao preenchimento
dos requisitos mencionados no artigo anterior.

§ 1º - De posse da informação, o órgão de pessoal emitirá


parecer conclusivo a favor ou contra a confirmação do funcionário em estágio.

§ 2º - Se o parecer for contrário à permanência do


funcionário, dar-se-lhe-á conhecimento deste, para efeito de apresentação de
defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias.

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§ 3º - O órgão de pessoal encaminhará o parecer e a


defesa a autoridade Municipal competente, que decidirá sobre a exoneração ou
a manutenção do funcionário.

§ 4º - Se a autoridade considerar aconselhável a


exoneração do funcionário, ser-lhe-á encaminhado o respectivo ato, caso
contrário, fica automaticamente ratificado o ato de nomeação.

§ 5º - A aprovação dos requisitos mencionados no Artigo


29, deverá processar-se de modo que a exoneração, se houver, possa ser feita
antes de se houver, possa ser feita antes do fim do fim do período do estágio
probatório.

Art. 31 – Fica dispensado de novo estágio probatório, o


funcionário estável que for nomeado para outro cargo público municipal.

SEÇÃO IX

DA REINTEGRAÇÃO

Art. 32 – A reintegração é a reinvestidura do funcionário no


cargo anteriormente ocupado ou no cargo resultante de sua transformação,
quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com
ressarcimento de todas vantagens.

§ 1º - Na hipótese de o cargo Ter sido extinto, o funcionário


ficará em disponibilidade, observados os dispostos, nos artigos 39 a 41.

§ 2º - Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual


ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização ou
aproveitado em outro cargo, ou, ainda posto em disponibilidade remunerada.

CAPÍTULO III

DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 33 – A apuração do tempo de serviço será feita em


dias, que serão convertidos em anos, considerando o ano como de 365
(trezentos e sessenta e cinco) dias.

Parágrafo Único – feita a conversão, os dias restantes até


182 (cento e oitenta e dois), não serão computados, arrendondando-se para
um ano quando exceder este número, para efeito de aposentadoria.

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Art. 34 – Além das ausências ao serviço previstas no art.


113, são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude
de:
I – férias;
II – exercício de cargo em comissão ou equivalente em
órgão ou Entidade Federal, Estadual, Municipal;
III – participação em programa de treinamento instituído e
autorizado pelo respectivo órgão ou repartição municipal;
IV – desempenho de mandato eletivo, federal, estadual,
municipal, ou do Distrito federal, exceto para promoção por merecimento;
V – júri e outros serviços obrigatórios por Lei;
VI – licenças previstas nos incisos V, VI, VII e IX do Artigo
81.

Parágrafo Único – É vedada a contagem cumulativa do


tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou
função, de órgão ou entidade dos poderes da União, estado, Distrito Federal e
Municípios.

CAPÍTULO IV

DA VACÂNCIA

Art. 35 – A vacância do cargo público decorre de:


I – exoneração;
II – demissão;
III – promoção;
IV – acesso;
V – aposentadoria;
VI – posse em outro cargo inacultável;
VII – falecimento.

Art. 36 – A exoneração de cargo efetivo dar-se-á do


funcionário ou de ofício.

Parágrafo Único – A exoneração de ofício dar-se-á:


I – quando não satisfeitas as condições do estágio
probatório;
II – quando por decorrência de prazo, 12 meses ficar
extinta a disponibilidade;
III – quando, tendo tomado posse, não entrar no exercício.

Art. 37 – A exoneração de cargo em comissão dar-se-á:


I –a juízo da autoridade competente;

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II – a pedido do próprio funcionário.

Art. 38 – A vaga ocorrerá na data:


I – do falecimento;
II – imediata àquela em que o funcionário completar 70
(setenta) anos de idade.
III – da publicação da Lei que criar o cargo e conceder
dotação para o seu provimento ou, da que determinar esta última medida, se o
cargo já estiver criado, ou, ainda, do ato que aposentar, exonerar, demitir ou
conceder promoção ou acesso;
IV – da posse em outro cargo de acumulação proibida.

CAPITULO V

DA DISPONIBILIDADE E DA APOSENTADORIA

Art. 39 – Extinto o cargo ou declarada a sua


desnecessidade, o funcionário estável em disponibilidade, com remuneração
integral.

Art. 40 – O retorno à atividade de funcionário no prazo


máximo de 12 (doze) meses em cargo de atribuições e vencimentos
compatíveis com o anteriormente ocupado.

Parágrafo Único – O órgão de pessoal, determinará o


imediato aproveitamento de funcionário em disponibilidade em vaga que vier a
ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração pública Municipal.

Art. 41 – O aproveitamento de funcionário que se encontre


em disponibilidade dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física
e mental, por junta médica oficial.

§ 1º - Se julgado apto, o funcionário assumirá o exercício


do cargo no prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação do ato de
aproveitamento.

§ 2º - Verificada a incapacidade definitiva, o funcionário em


disponibilidade será aposentado.

Art. 42 – Será tornado sem efeito o aproveitamento e


extinta a disponibilidade se o funcionário não entrar em exercício no prazo
legal, salvo em caso de doença comprovada por junta médica oficial.

§ 1º - A hipótese prevista neste artigo configurará


abandono de cargo apurado mediante inquérito na forma da Lei.

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§ 2º - Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os


funcionários estáveis que não puderem ser redistribuídos na forma deste artigo,
serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento.

CAPÍTULO VI

DA SUBSTITUIÇÃO

Art. 43 – A substituição será automática ou dependerá de


ato da Administração.

§ 1º - A substituição será gratuita, salvo se exceder a 30


(trinta) dias, quando será remunerada e por todo o período.

§ 2º - No caso de substituição remunerada, o substituto


perceberá o vencimento do cargo em que se der a substituição, salvo se optar
pelo seu cargo.

§ 3º - Em caso excepcional, atendida a conveniência da


Administração, o titular do cargo de direção ou chefia, poderá ser nomeado ou
designado, cumulativamente, como substituto para outro cargo da mesma
natureza, até que se verifique a nomeação ou designação do titular, nesse
caso, somente perceberá o vencimento correspondente a um cargo.

TÍTULO II

DOS DIREITOS E VANTAGENS

CAPÍTULO I

DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 44 - Vencimento é retribuição pecuniária inferior a um


salário mínimo, com valor fixado em Lei, de modo a preservar-lhe o poder
aquisitivo sendo vedada a sua vinculação, ressalvado o disposto no inciso XIII,
do Art. 37 da Constituição Federal.

Art. 45 – Remuneração é vencimento do cargo acrescido


das vantagens pecuniárias, permanentes ou temporárias, estabelecidas em
Lei.

§ 1º - O vencimento dos cargos públicos é irredutível.

§ 2º - É assegurada a isonomia de vencimento para cargos


de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo PODER ou entre funcionário

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dos Poderes, ressalvados as vantagens de caráter individual e as relativas à


natureza ou ao local de trabalho.

Art. 46 – Nenhum funcionário poderá receber,


mensalmente, a título de remuneração, importância inferior a soma dos valores
percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito dos
respectivos poderes, pelos Prefeitos e Presidente da Câmara Municipal.

Art. 47 – A menor remuneração atribuída aos cargos


públicos não será inferior a 1/40 (um quarenta avos) do teto de remuneração
fixado no artigo anterior.

Art. 48 – O funcionário perderá:


I – a remuneração dos dias que faltar ao serviço;
II – a parcela da remuneração das diárias, proporcional aos
atrasos, ausências e saídas antecipadas, iguais ou superiores a 60 (sessenta)
minutos.

Parágrafo Único – Caberá ao chefe da seção, admitir ou


não ao trabalho, o funcionário reincidente em atrasos superiores a 15 (quinze)
minutos.

Art. 49 – Salvo por imposição ou mandado judicial nenhum


desconto incidirá sobre a remuneração ou provento, exceto a destinada a
formação de fundos da Previdência Municipal.

Parágrafo Único – Mediante autorização do servidor,


poderá ser efetuado desconto de sua remuneração em favor de entidade
sindical.

Art. 50 – As reposições ao erário, serão descontadas em


parcelas mensais não excedentes a décima parte da remuneração ou provento.

Parágrafo Único – Independentemente do parcelamento


previsto neste artigo, o recebimento de quantias indevidas poderá aplicar
processo disciplinar para apuração das responsabilidades e aplicação das
penalidades cabíveis.

Art. 51 – O funcionário em débito com o Erário, que for


demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade extinta,
terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitá-lo.

Parágrafo Único – A não quitação do débito no prazo


previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.

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Art. 52 – O vencimento, a remuneração e o provento não


serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos de prestação
de alimentos resultantes de decisão judicial.

CAPÍTULO II

DOS BENEFÍCIOS

SEÇÃO ÚNICA

DA APOSENTADORIA

Art. 53 – O servidor público será aposentado:


I – por invalidez permanente, com proventos integrais
quando decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença
grave, contagiosa ou incurável, específicas em Lei, e proporcionais nos demais
casos.
II – Compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade,
com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
III – Voluntariamente:
a-) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviços, se homem e
aos 30 (trinta) se mulher, com proventos integrais.
b-) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de
magistério, se professor e aos 25 (vinte e cinco) se professora, com proventos
integrais.
c-) aos 30 (trinta) anos de serviços, se homem e aos 25
(vinte e cinco) se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo.
d-) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade se homem e
aos 60 (sessenta) se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de
serviço.

§ 1º - As exceções aos dispostos no inciso III, alíneas “a” e


“c” no caso de exercício de atividades consideradas penosas, insulares ou
perigosas, serão as estabelecidas em Lei Complementar Federal.

§ 2º - A Lei Municipal disporá sobre a aposentadoria em


cargo ou emprego temporário.

§ 3º - O tempo de serviço público federal, estadual ou


municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e
disponibilidade.

§ 4º - Os proventos de aposentadoria, nunca inferiores ao


salário mínimo, serão revistos, na mesma proporção e na mesma data, sempre
que se modificar a remuneração do servidor em atividade, e serão estendidos
aos inativos os benefícios e vantagens posteriores concedidos ao servidor em

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atividade, mesmo quando decorrente de transformação ou reclassificação do


cargo ou da função em que se tiver dado a aposentadoria, na forma da lei.

§ 5º - O benefício da pensão por morte corresponderá à


tonalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, observado o
disposto no parágrafo anterior.

§ 6º - É assegurado ao servidor afastar-se da atividades a


partir da data do requerimento da aposentadoria e sua não concessão
importará a reposição do período de afastamento.

§ 7º - Para efeito de aposentadoria é assegurado a


contagem recíproca do tempo de serviço nas atividades públicas privada, rural
ou urbana, nos termos do § 2º, artigo 202 da Constituição da República.

§ 8º - O servidor aposentado que voltar a atividade após a


cessação dos motivos que causaram sua aposentadoria por invalidez terá
direito, para todos os fins, salvo para o de promoção, à contagem do tempo
relativo ao período de afastamento.

§ 9º - Para efeito de benefício do previdenciário, no caso de


afastamento, os valores serão determinados como se estivesse no exercício.

§ 10º - As aposentadorias e pensões serão concedidas e


mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se encontrem vinculados os
funcionários.

§ 11º - O recebimento indevido do benefício recebido


através de fraude, dolo ou má fé, implicará devolução ao Erário do total
auferido, devidamente atualizado sem prejuízo da ação penal cabível.

CAPÍTULO III

DAS VANTAGENS

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 54 – Além do vencimento e da remuneração, poderão


ser pagas ao funcionário, as seguintes vantagens:
I – ajuda de custo;
II – diárias;
III – gratificações;
IV – abono família.

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Parágrafo Único – As gratificações e os adicionais


somente se incorporarão ao vencimento ou provento nos casos indicados em
Lei.

Art. 55 – As vantagens previstas no inciso III, do artigo


anterior, não serão computadas nem acumuladas para efeito de concessão de
quaisquer outros acréscimos pecuniários anteriores, sob o mesmo título ou
idêntico fundamento.

SEÇÃO II

DA AJUDA DE CUSTO

Art. 56 – A ajuda de custo destina-se à compensação das


despesas de instalação de funcionário, que no interesse do serviço, passa a ter
exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente.

Art. 57 – A ajuda de custo é calculada sobre a


remuneração do funcionário, conforme se dispuser em regulamento, não
podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses do respectivo
vencimento.

Art. 58 – Não será concedida ajuda de custo ao funcionário


que se afastar do cargo ou reassumi-lo em virtude de mandato efetivo.

Art. 59 – Funcionário ficará obrigado a restituir a ajuda de


custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede.

Parágrafo único – Não haverá obrigação de restituir a


ajuda de custo nos casos de exoneração de ofício ou de retorno por motivo de
doença comprovada.

SEÇÃO III

DAS DIÁRIAS

Art. 60 – O funcionário que, a serviço, se afastar do


município em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território
nacional, fará jus a passagens e diárias para cobrir as despesas de pousada,
alimentação e locomoção.

§ 1º - A diária será concedida por dia de afastamento,


sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da
sede.

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§ 2º - Nos casos em que o deslocamento da sede constituir


exigência permanente do cargo, o funcionário não fará jus a diárias e sim a
ajuda de custo.

§ 3º - Os percentuais de diárias serão estabelecidos em


Lei.

Art. 61 – O funcionário que recebeu diárias e não se


afastou da sede por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente
no prazo de 24 (vinte e quatro) horas do recebimento da diária.

Parágrafo Único – Na hipótese de o funcionário retornar a


sede em prazo menor do que o previsto para seu afastamento, restituirá as
diárias recebidas em excesso em igual prazo.

Art. 62 – As diárias serão controladas pelo departamento


competente que prestará contas detalhadas a seu superior.

SEÇÃO IV

DAS GRATIFICAÇÕES

Art. 63 – Serão concedidas gratificações de função aos


funcionários que ocuparem cargo de chefia.

Parágrafo Único – As tabelas de gratificações de função


farão parte da Lei.

Art. 64 – Os percentuais de gratificação serão


estabelecidos em Lei.

§ 1º - No caso de afastamento do titular em chefia do cargo


ser-lhe-á assegurado os proventos somente se o afastamento for motivo de
saúde ou justificável.

§ 2º - O que substituir o funcionário licenciado também


receberá nela função.

Art. 65 – A Lei Municipal estabelecerá valor da


remuneração dos cargos em comissão e das gratificações previstas no artigo
anterior.

Parágrafo Único – A remuneração pelo exercício do cargo


em comissão, bem como a referente as gratificações de função, não será
incorporada ao vencimento ou a remuneração do servidor.

16
17

Art. 66 – O exercício de função gratificada ou de cargo em


comissão só assegurará direitos ao servidor durante o período em que estiver
exercendo o cargo ou a função.

Parágrafo Único – Afastando-se do cargo em comissão ou


da função gratificada o servidor perderá a respectiva gratificação.

SUBSEÇÃO II

DA GRATIFICAÇÃO NATALINA

Art. 67 – A gratificação de Natal, será paga anualmente, a


todo funcionário municipal, independente da remuneração a que fizer jus.

§ 1º - A gratificação de Natal corresponderá 1/12 (um doze


avos) por mês de efetivo exercício, da remuneração devida em dezembro do
ano correspondente.

§ 2º - A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de


exercício será tomada como mês integral, para efeito do parágrafo anterior.

§ 3º - A gratificação de Natal será calculada somente sobre


o vencimento do servidor, nele não incluída as vantagens, exceto no caso de
cargo em comissão, quando a gratificação de Natal será para tomando-se por
base o vencimento desse cargo.

§ 4º - A gratificação de Natal será estendida aos inativos e


pensionistas, como base nos proventos que perceberem na data do pagamento
daquela.

§ 5º - A gratificação de Natal poderá ser paga em duas


parcelas, a primeira até o dia 30 (trinta) de junho e a Segunda até o dia 20
(vinte) de dezembro de cada ano.

§ 6º - O pagamento de cada parcela se fará tomando por


base a remuneração do mês em que ocorrer o pagamento.

§ 7º - A Segunda parcela será calculada com base na


remuneração em vigor no mês de dezembro, abatida a importância da primeira
parcela, pelo valor pago.

Art. 68 – Caso o funcionário deixe o serviço público


municipal, a gratificação de Natal ser-lhe-á paga proporcionalmente ao número
de meses em exercício do ano, com base na remuneração do mês em que
ocorrer a exoneração ou demissão.

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SUBSEÇÃO III

DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

Art. 69 – Por quinquênio de efetivo exercício no serviço


público municipal, será concedido ao funcionário um adicional correspondente
a 5% (cinco por cento) do vencimento de seu cargo efetivo, até o limite de 7
(sete) quinquênios.

§ 1º - O adicional é devido a partir do dia imediato àquele


em que o funcionário completar o tempo de serviço exigido.

§ 2º - O funcionário que exercer, cumulativamente, mais de


um cargo, terá o adicional calculado sobre o vencimento de maior monta.

SUBSEÇÃO IV

DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE

PERICULOSIDADE OU PENOSIDADE

Art. 70 – Os funcionários que trabalhem com habitualidade


em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou
com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo
efetivo.

§ 1º - O funcionário que fizer jus aos adicionais de


insalubridade e periculosidade deverá optar por um deles, não sendo
acumuláveis estas vantagens.

§ 2º - O direito ao servidor de insalubridade e


periculosidade cessa a eliminação das condições ou dos riscos que derem
causa a sua concessão.

Art. 71 – Haverá permanente controle da atividade de


funcionário em operações ou locais considerados penosos, insalubres ou
perigosos.

Parágrafo Único – A funcionária gestante ou lactante será


afastada, enquanto durar a gestação ou a lactação das operações e locais
previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço
não perigoso.

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Art. 72 – Na concessão dos adicionais de penosidade,


insalubridade ou periculosidade serão observadas as situações específicas na
Legislação Municipal.

Parágrafo Único – Os locais de trabalho e os funcionários


que operam com raios “X” ou substâncias radioativas, devem ser mantidas
sobre controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizantes não
ultrapassem o nível máximo previsto na Legislação própria.

SUBSEÇÃO V

DO ADICIONAL POR SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO

Art. 73 – O serviço extraordinário será remunerado com


acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação a hora normal de trabalho.

Art. 74 – Somente será permitido serviço extraordinário


para atender a situações excepcionais e temporárias, respeitando o limite
máximo de 2 (duas) horas diárias, podendo ser prorrogado por igual período,
se o interesse público o exigir conforme se dispuser em regulamento.

§ 1º - O serviço extraordinário previsto neste artigo, será


precedido de autorização da chefia imediata que justificará o fato.

§ 2º - O serviço extraordinário realizado, no horário previsto


no artigo 75, será acrescido do percentual relativo ao serviço noturno em
função de cada hora extra.

SUBSEÇÃO VI

DO ADICIONAL NOTURNO

Art. 75 – O serviço noturno, prestado em horário


compreendido entre 22 (vinte e duas) de um dia e 5 (cinco) horas do dia
seguinte, terá o valor e hora acrescidos de mais 25% (vinte e cinco por cento),
computando-se cada hora como 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta)
segundos.

Parágrafo Único – Em se tratando de serviço


extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo, incidirá sobre o valor da
hora normal de trabalho acrescido do respectivo percentual de extraordinário.

SUBSEÇÃO VII

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DO ABONO FAMILIAR

Art. 76 – Será concedido abono familiar ao funcionário


ativo ou inativo.
I – por filho menor de 14 (quatorze) anos que não exerça
atividade remunerada e nem tenha renda própria;
II – por filho inválido ou mentalmente incapaz, sem renda
própria.

§ 1º - Compreende-se, neste artigo, o filho de qualquer


condição, o enteado, o adotivo e o menor que, mediante autorização judicial,
estiver sob a guarda e o sustento do funcionário.

§ 2º - Para efeito deste artigo, considera-se renda própria


ou atividade remunerada, o recebimento de importância igual ou superior ao
valor de referencia vigente no município.

§ 3º - Quando o pai e mãe forem funcionários municipais


ativos ou inativos, o abono familiar será concedido a ambos.

§ 4º - O pai e mãe equiparam-se ao padrasto e madrastas


e, na falta destes, os representantes legais dos incapazes.

Art. 77 – Ocorrendo o falecimento do funcionário, o abono


familiar continuará a ser pago a seus beneficiários por intermédio da pessoa
em cuja guarda se encontrem, enquanto fizerem jus a concessão.

§ 1º - Com o falecimento do funcionário e a falta do


responsável pelo recebimento do abono familiar, será assegurado aos
beneficiários o direito a sua percepção que assim fizerem jus.

§ 2º - Passam a ser ................o pagamento do abono


familiar correspondente ao beneficiário que vivia sob a guarda e sustento do
funcionário falecido, desde que aquele consiga autorização judicial para mantê-
lo e ser seu responsável.

§ 3º - Caso o funcionário não haja requerido o abono


familiar relativo aos seus dependentes, o requerimento poderá ser feito após
sua morte pela pessoa cuja guarda e sustento se encontrem, operando seus
efeitos a partir da data do pedido.

Art. 78 – O valor do abono familiar será igual a 5% (cinco


por cento) do valor de referência vigente no Município, devendo ser pago a
partir da data em que for protocolado o requerimento.

Parágrafo Único – O responsável pelo recebimento do


abono familiar, deverá apresentar, no mês de julho de cada ano, declaração de

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vida e residência dos dependentes, sob pena de Ter suspenso o pagamento de


vantagens.

Art. 79 – Nenhum desconto incidirá sobre o abono familiar,


nem este servirá de base a qualquer contribuição, ainda que para fins de
previdência social.

Art. 80 – Todo aquele que, por ação ou omissão, der causa


a pagamento indevido de abono familiar, ficará obrigado a restituição, sem
prejuízo das demais cominações legais.

CAPÍTULO IV

DAS LICENÇAS

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 81 – Conceder-se-á ao funcionário licença:


I – para tratamento de saúde;
II – a gestante, a adotante e a paternidade;
III – por acidente de serviço;
IV – por motivo de doença em pessoa da família;
V – para o serviço militar;
VI – para atividade política;
VII – para tratar de interesse particular;
VIII – para desempenho de mandato classista;
IX – prêmio.

Art. 82 – A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias


do término de outra mesma espécie, será considerada como prorrogação.

SEÇÃO II

DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE

Art. 83 – Será concedida ao funcionário licença para


tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com base em perícia médica, sem
prejuízo da remuneração a que fizer jus.

Art. 84 – Para licença até 30 (trinta) dias, a inspeção será


feita por médico indicado pelo órgão de pessoal e se por prazo superior, por
junta médica oficial.

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§ 1º - Sempre que necessário, a inspeção médica será


realizada na residência do funcionário ou no estabelecimento hospitalar onde
se encontra internado.

§ 2º - Inexistindo médico do órgão ou entidade no local


onde se encontra o funcionário, será aceito atestado passado por médico
particular, que deverá ser homologado por médico do município.

Art. 85 – Findo o prazo de licença, o funcionário será


submetido a nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço pela
prorrogação da licença ou pela aposentadoria.

Art. 86 – O atestado e o laudo da junta médica não se


referirão ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratarem de lesões
produzidas por acidentes em serviço, doença profissional ou quaisquer das
doenças especificadas no art. 33, inciso I.

Art. 87 – O funcionário que apresente indícios de lesões


orgânicas ou funcionais , será submetido a inspeção médica.

SEÇÃO III

DA LICENÇA A GESTANTE, A ADOTANTE


E DA LICENÇA PATERNIDADE

Art. 88 – Será concedida licença a funcionária gestante,


por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração.

§ 1º - A licença poderá ter início no 1º dia do 9º (nono) mês


de gestação, salvo antecipação por prescrição médica.

§ 2º - No caso de nascimento prematuro, a licença terá


início a partir do parto.

§ 3º - No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do


evento, a funcionária será submetida a exame médico, e, se julgada apta,
reassumirá o exercício.

§ 4º - No caso de aborto, atestado por médico oficial, a


funcionária terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado.

§ 5º - É vedada o exercício de atividade remunerada,


durante o período de licença gestante, a adotante, à paternidade.

Art. 89 – Pelo nascimento de filho, o funcionário terá direito


a licença paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.

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Art. 90 – Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6


(seis) meses, a funcionária terá direito, durante a jornada de trabalho, a 1
(uma) hora, que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora.

Art. 91 – A funcionária que adotar ou tiver guarda judicial


de criança até 1 (um) ano de idade, serão concedidos 90 (noventa) dias de
licença remunerada, para ajustamento do adotado ao novo lar.

Parágrafo Único – No caso de adoção ou guarda judicial


de criança com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo
será de 30 (trinta) dias.

SEÇÃO IV

DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO

Art. 92 – Será licenciado, com remuneração integral, o


funcionário acidentado em serviço.

Art. 93 – Configura acidente em serviço o dano físico ou


mental sofrido pelo funcionário e que se relacione mediata ou imediatamente
com as atribuições do cargo exercido.

Parágrafo Único – Equipara-se ao acidente em serviço o


dano:
I – decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo
funcionário no exercício do cargo;
II – sofrido no percurso de residência para trabalho e vice-
versa;

Art. 94 – O funcionário acidentado em serviço que


necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição
privada, a conta de recursos públicos.

Parágrafo Único – O tratamento recomendado por junta


médica oficial, constitui medida de exceção e somente ser admissível quando
inexistirem meios e recursos adequados em instituições públicas.

Art. 95 – A prova do acidente será feita no prazo de 10


(dez) dias prorrogável, quando as circunstâncias o exigirem.

SEÇÃO V

DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA

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EM PESSOA DA FAMÍLIA

Art. 96 – Poderá ser concedida licença ao funcionário, por


motivo de doença do cônjuge ou companheiro, padrasto ou madrasta,
ascendente ou descendente mediante comprovação médica e comprovação de
parentesco.

§ 1º - A licença somente será deferida se a assistência


direta do funcionário for indispensável e não puder ser prestado
simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado, através
de acompanhamento social.

§ 2º - A licença será concedida sem prejuízo da


remuneração do cargo efetivo, até 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogada por
igual período, mediante junta médica, e, excedendo esses prazos sem
remuneração.

§ 3º - A licença prevista neste artigo, só será concedida se


não houver prejuízo para o serviço público.

SEÇÃO VI

DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR

Art. 97 – Ao funcionário convocado para o serviço militar


será concedida licença a vista de documento oficial.

Parágrafo único – Ao funcionário desincorporado será


concedido prazo não excedente a 7 (sete) dias para reassumir o exercício do
vencimento.

SEÇÃO VII

DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA

Art. 98 – O funcionário terá direito a licença, sem


remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha, em
convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro
de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.

§ 1º - A partir do registro da candidatura e até o 10º


(décimo) dia seguinte ao da eleição, o funcionário ficará obrigatoriamente sem
remuneração, mediante comunicação por escrito do afastamento.

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§ 2º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos


ocupantes de cargo em comissão.

SEÇÃO VIII

DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES

Art. 99 – A critério da administração, poderá ser concedida


ao funcionário estável, licença para o trato de assuntos particulares, pelo prazo
de três meses consecutivos, sem remuneração.

§ 1º - A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo,


a pedido do funcionário ou no interesse do serviço.

§ 2º - Não se concederá nova licença antes de decorridos 2


(dois) anos do término da anterior.

Art. 100 – Ao funcionário ocupante do cargo em comissão


não se concederá a licença de que trata o artigo anterior.

SEÇÃO IX

DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA

Art. 101 – É assegurado ao funcionário o direito a licença


para o desempenho de mandato em confederação, federação, associação de
classe de âmbito nacional ou sindicato representativo da categoria ou entidade
fiscalizadora da profissão, sem remuneração.

§ 1º - Somente poderão ser licenciados os funcionários


eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades, até o
máximo de 3 (três) por entidade.

§ 2º - A licença terá a duração igual a do mandato,


podendo ser prorrogada no caso de reeleição e por uma única vez.

§ 3º - O funcionário ocupante de cargo em comissão ou


função gratificada deverá desincopatibilizar-se do ca

rgo ou função quando empossar-se no mandato de que trata este artigo.

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Art. 102 – Após cada decênio ininterrupto de exercício, o


funcionário efetivo fará jus a 3 (três) meses de licença prêmio com
remuneração de cargo efetivo.

Parágrafo Único – É facultado ao funcionário fracionar a


licença de que trata este artigo, em até 3 (três) parcelas.

Art. 103 – Não se concederá licença-prêmio ao funcionário


que, no período aquisitivo:
I – sofrer penalidades disciplinar de suspensão;
II – afastar-se do cargo em virtude de:
a-) licença por motivo de doença em pessoa da família,
sem remuneração;
b-) licença para tratar de interesses particulares;
c-) condenação a pena privativa de liberdade por sentença
definitiva;
d-) desempenho de mandato classista.

Parágrafo Único – As faltas injustificadas ao serviço


retardarão a concessão da licença prevista neste artigo de 1 (um) mês para
cada falta.

Art. 104 – O número de funcionários em gozo simultâneo


de licença prêmio não poderá ser superior a 1/3 (um terço) da lotação da
respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade.

Art. 105 – O requerimento do servidor a licença prêmio,


poderá ser convertido em dinheiro.

CAPÍTULO V

DAS FÉRIAS

Art. 106 – O funcionário gozará, obrigatoriamente, 30


(trinta) dias consecutivos de férias por ano, concedidas de acordo com a escala
organizada pela chefia imediata.

§ 1º - A escala de férias poderá ser alterada por autoridade


superior, ouvido o chefe imediato do funcionário.

§ 2º - As férias serão reduzidas a 20 (vinte) dias, quando o


funcionário contar, no período aquisitivo, com mais de 9 (nove) faltas, não
justificadas, ao trabalho.

§ 3º - Somente depois de 12 (doze) meses de exercício o


funcionário terá direito a férias.

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§ 4º - Durante as férias, o servidor terá direito, além do


vencimento a todas as vantagens que percebia no momento em que passou a
usufruí-las.

§ 5º - Será permitida a conversão de 1/3 (um terço) das


férias em dinheiro, mediante requerimento do funcionário apresentado 30
(trinta) dias antes do seu início, vedada qualquer outra hipótese de conversão
em dinheiro.

Art. 107 – É proibida a acumulação de férias, salvo por


imperiosa necessidade do servidor e pelo máximo de dois períodos atestada a
necessidade pelo chefe imediato do funcionário.

Art. 108 – Perderá o direito as férias, o funcionário que, no


período aquisitivo, houver gozado das licenças a que se referem os incisos IV,
VII, VIII e IX do artigo 81.

Art. 109 – No cálculo de abono pecuniário, será


considerado o valor do adicional de férias, previsto no artigo III.

Art. 110 – O funcionário que opera direta e


permanentemente com “Raio X” ou substâncias radioativas, gozará,
obrigatoriamente, 20 (vinte) dias consecutivos de férias por semestre de
atividade profissional, proibida, em qualquer hipóteses, a acumulação.

Parágrafo Único – O funcionário referido neste artigo não


fará jus ao abono pecuniário de que trata o artigo anterior.

Art. 111 – independentemente de solicitação, será pago ao


funcionário, por ocasião das férias, um adicional de 1/3 (um terço) da
remuneração correspondente ao período de férias.

Parágrafo Único – No caso do funcionário exercer função


de gratificação ou ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem será
considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo.

Art. 112 – O funcionário em regime de acumulação lícita,


perceberá o adicional calculado sobre a remuneração dos cargos, período
aquisitivo lhe garanta o gozo das férias.

Parágrafo Único – O adicional de férias será devido em


função de cada cargo exercido pelo servidor.

CAPÍTULO VI

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DAS CONCESSÕES

Art. 113 – Sem qualquer prejuízo poderá o funcionário


ausentar-se do serviço:
I – por meio dia, para doação de sangue;
II – por 1 (um) dia para alistar-se como eleitor;
III – falecimento do cônjuge, companheiro, pais, filhos e
irmãos.
IV – por 7 (sete) dias consecutivos em razão de
casamento.

Art. 114 – Poderá ser concedido horário especial ao


funcionário estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o horário
escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.

Parágrafo único – Para efeito do disposto neste artigo


será exigida a compensação de horário na repartição, respeitadas a duração
semanal de trabalho

Art. 115 – O funcionário poderá ser cedido mediante


requisição para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderdes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguintes
condições:
I – para exercício de cargo em comissão ou função de
confiança;
II – em casos previstos em leis específicas.

Parágrafo Único – Na hipótese do inciso deste artigo, ônus


da remuneração será do órgão ou entidade requisitante.

Art. 116 – O funcionário estável poderá ausentar-se do


Município para estudo, desde que autorizado pela maior autoridade a que
estiver subordinado.

§ 1º - A ausência de que trata este artigo não excederá de


4 (quatro) anos e findo o período somente decorrido outro, será permitida nova
ausência ou licença para tratar de interesse particular.

§ 2º - A ausência de que trata este artigo será concedida


sem remuneração.

CAPÍTULO VII

DO EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO

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Art. 117 – O funcionário Municipal investido em mandato


eletivo, aplicam-se as disposições previstas da Constituição da república.

Parágrafo Único – O funcionário investido em mandato


eletivo municipal é inemovível de ofício pelo tempo de duração de seu
mandato.

CAPÍTULO VIII

DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE

Art. 118 – A assistência a saúde do funcionário ativo ou


inativo e de sua família, compreende assistência médica hospitalar,
odontológica, psicológica e farmacêutica, prestada pelo Sistema Único de
Saúde, ou diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o
funcionário ou ainda mediante convênio, na forma estabelecida em ato próprio.

CAPÍTULO IX

DO DIREITO A PETIÇÃO

Art. 119 – É assegurado ao funcionário requerer aos


Poderes Públicos em defesa de direito ou interesse legítimo.

Art. 120 – O requerimento será dirigido a autoridade


competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver
imediatamente subordinado o requerente.

Art. 121 – Cabe pedido de reconsideração a autoridade


que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser
renovado.

Parágrafo Único – O requerimento e o pedido de


reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados
no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.

Art. 122 – Caberá recurso:


I – do indeferimento do pedido de reconsideração;
II – das decisões sobre os recursos sucessivamente
interpostos;

§ 1º - O recurso será dirigido a autoridade imediatamente


superior a que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e sucessivamente
em escala ascendente, as demais autoridade.

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§ 2º - O recurso será encaminhado por intermédio da


autoridade a que tiver imediatamente subordinado o requerente.

Art. 123 – O prazo para interposição do pedido de


reconsideração ou recurso é de 30 (trinta) dias a contar da publicação ou da
ciência pelo interessado da decisão recorrida.

Art. 124 – O recurso poderá ser recebido com efeito


suspensivo a juízo da autoridade competente.

Parágrafo único – E caso de provimento do pedido de


reconsideração ou de recursos, os efeitos da decisão retroagirão a data do ato
impugnado.

Art. 125 – O direito do requerente prescreve:


I – em 5 (cinco) anos, quando aos de demissão e de
cassação de aposentadoria ou disponibilidade ou que afetem o interesse
patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho.
II – em 60 (sessenta) dias nos demais casos, salvo quando
outro prazo for fixado em Lei.

Parágrafo Único – O prazo de prescrição será contado da


data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência, pelo interessado,
quando o ato não for publicado.

Art. 126 – O pedido de reconsideração e o recurso, quando


cabíveis, interrompem a prescrição.

Parágrafo Único – Interrompida a prescrição, o prazo


recomeçará a correr pelo restante, no dia em que cessar a interrupção.

Art. 127 – A prescrição é de ordem pública, não podendo


ser relevada pela Administração.

Art. 128 – Para o exercício do direito de petição, é


assegurada vista ao processo ou documento, na repartição ao funcionário ou a
procurador por ele constituído.

Art. 129 – A Administração deverá rever seus atos a


qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.

Art. 130 – São fatais e improrrogáveis os prazos


estabelecidos nestes capítulos, salvo motivo de força maior, devidamente
comprovado.

TÍTULO III

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DO REGIME DISCIPLINAR

CAPÍTULO I

DOS DEVERES

Art. 131 – São deveres do funcionário:


I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – ser leal as instituições a que servir;
III – observar as normas legais e regulamentares;
IV – cumprir as ordens superiores, exceto quando
manifestamente ilegais;
V – atender com presteza:
a-) ao público em geral, prestando as informações
requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b-) a expedição de certidões requeridas para defesa de
direitos ou esclarecimentos de situação de interesse pessoal;
c-) as requisições para a defesa da fazenda pública;
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as
irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;
VII – zelar pela economia do material e pela conservação do patrimônio
público;
VIII – guardar sigilo sobre assuntos de repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade
administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço;
XI – tratar com urbanidade as pessoas;
XII – representar contra a ilegalidade ou abuso de poder.

Parágrafo Único – A representação de que trata o inciso


XII será encaminhada pela via hierárquica e obrigatoriamente apreciada pela
autoridade superior àquele contra quem foi formulada, assegurando-se ao
representado o direito de defesa.

SEÇÃO I

DAS PROIBIÇÕES

Art. 132 – Ao funcionário é proibido:


I – ausentar-se do serviço durante o expediente sem prévia
autorização do chefe imediato;
II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente,
qualquer documento ou objeto da repartição;
III – recusar fé aos documentos públicos.

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IV – opor resistência injustificada ao andamento de


documento e processo ou execução de serviço;
V – promover manifestação de apreço ou desapreço no
recinto da repartição;
VI – referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso as
autoridades públicas ou aos atos do Poder Público, mediante manifestação
escrita ou oral, podendo porém, criticar ato do Poder Público, do ponto de vista
doutrinário ou de organização do serviço, em trabalho assinado;
VII – Comentar a pessoa estranha a repartição, fora dos
casos previstos em Lei, o desempenho de atribuição a que seja de sua
responsabilidade ou de seu subordinado.
VIII – compelir ou aliar outro funcionário no sentido de
filiação, a associação profissional, sindical ou partido político.
IX – manter sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro
ou parente até o segundo grau civil;
X – valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de
outrém, em detrimento da dignidade da função pública;
XI – participar de gerência ou de administração de empresa
privada, de sociedade civil, ou exercer comércio, e, nessa qualidade,
transacionar com o Município, exceto se a transação for precedida de licitação.
XII – atuar como procurador ou intermediário junto as
repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou
assistenciais de parentes até segundo grau ou de cônjuge ou companheiro;
XIII – receber propina, comissão, presente ou vantagens de
qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIV – praticar usuras sob qualquer de suas formas;
XV – proceder de forma disidiosa;
XVI – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição
em serviços ou atividades particulares;
XVII – cometer a outro funcionário atribuições estranhas as
do cargo que ocupa, exceto em situações transitórias de emergência;
XVIII – exercer quaisquer atividades que sejam
incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com horário de trabalho.

Art. 133 – Ressalvados os casos previstos na Constituição


da República, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.

§ 1º - A proibição de acumular estende-se a cargos,


empregos e funções, em autarquias, fundações e empresas públicas,
sociedades de economia mista da União do distrito Federal, dos Estados, dos
Territórios e dos Municípios.

§ 2º - A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica


condicionada a comprovação de compatibilidade de horários.

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33

Art. 134 - O funcionário não poderá exercer mais de um


cargo em comissão, nem ser remunerado pela participação em órgão de
deliberação coletiva.

Art. 135 – O funcionário vinculado ao regime desta Lei, que


acumular licitamente dois cargos de carreira, quando investido em cargo de
provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos.

§ 1º - O afastamento previsto neste artigo, ocorrerá


apenas em relação a um dos cargos se houver compatibilidade de horários.

§ 2º - O funcionário que se afastar de um dos cargos que


ocupa poderá optar pela remuneração deste ou pela do cargo em comissão.

SEÇÃO III

DAS RESPONSABILIDADES

Art. 136 – O funcionário responde, civil, penal e


administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.

Art. 137 – A responsabilidade civil decorre de ato omisso,


doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao Erário ou a terceiros.

§ 1º - A indenização de prejuízo dolosamente causado ao


Erário somente será liquidada na forma prevista no artigo 50 na falta de outros
bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.

§ 2º - Tratando-se de danos causados a terceiros,


responderá o funcionário perante a fazenda pública em ação regressiva.

§ 3º - A obrigação de reparar o dano estende-se aos


sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança
recebida.

Art. 138 – A responsabilidade penal abrange os crimes e


contra-contravenções imputados ao funcionário, nesta qualidade.

Art. 139 – A responsabilidade administrativa resulta de ato


omissivo praticado no desempenho do cargo ou função.

Art. 140 – As sanções civis, penais e administrativas


poderão cumular-se sendo independentes entre si.

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34

Art. 141 – A responsabilidade civil ou administrativa do


funcionário será afastada do caso de absolvição criminal que negue a
existência do fato ou a sua autoria.

SEÇÃO IV

DAS PENALIDADES

Art. 142 – São penalidades disciplinares:


I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão;
IV – extinção de aposentadoria ou disponibilidade;
V – destituição de cargo em comissão.

Art. 143 – Na aplicação das penalidades serão


considerados a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que
provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e
os antecedentes funcionais.

Art. 144 – A advertência será aplicada por escrito, nos


casos de violação de proibição constante no artigo 132, incisos I á VII e de
inobservância de dever funcional previsto em Lei, regulamento ou norma
interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.

Art. 145 – A suspensão será aplicada em caso de


reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais
proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não
podendo exceder de 15 (quinze) dias.

Parágrafo Único – Será punido com suspensão de até 03


(três) dias o funcionário que injustificadamente recusar-se a ser submetido a
inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos
da penalidade um vez cumprida a determinação.

Art. 146 – As penalidades de advertência e de suspensão


terão seus registros cancelados após o decurso de 5 (cinco) anos de efetivo
exercício, respectivamente, se o funcionário não houver, nesse período,
praticado nova infração disciplinar.

Parágrafo Único – O cancelamento da penalidade não


surtirá efeito retroativo.

Art. 147 – A demissão será aplicada nos seguintes casos:


I – crime contra a Administração Pública;
II – abandono de cargo;

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III – inassiduidade habitual;


IV – improbidade administrativa;
V – incontinência pública e conduta escandalosa;
VI – insubordinação grave em serviço;
VII – ofensa física em serviço, a funcionário ou a particular,
salvo em legítima defesa ou defesa de outrem;
VIII – aplicação irregular de dinheiro público;
IX – revelação de segredo apropriado em razão de cargo;
X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do Patrimônio
Municipal;
XI – corrupção;
XII – acumulação ilegal de cargos, empregos e ações
públicas;
XIII – transgressão do artigo 132, incisos X a XVII;
XIV – embriaguez habitual.

Art. 148 – Verificada, em processo disciplinar, acumulação


proibida e aprovada a boa fé, o funcionário optará por um dos cargos.

§ 1º - Provada a má-fé, perderá também o cargo que


exercia a mais tempo e restituirá o que tiver percebido indevidamente.

§ 2º - Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos


cargos emprego ou função exercido em outro órgão ou entidade, a demissão
lhe será comunicada.

Art. 149 – Será cassada a aposentadoria ou a


disponibilidade do inativo que houver praticado na atividade falta punível com a
demissão.

Art. 150 – A exoneração de cargo em comissão de não


ocupante de cargo efetivo será aplicado nos casos de infração, sujeito as
penalidades de suspensão e de demissão.

Art. 151 – A demissão ou a destituição de cargo em


comissão nos casos dos incisos IV, VIII e X do artigo 147 implica a
indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao Erário sem prejuízo da ação
penal cabível.

Art. 152 – A demissão ou a destituição do cargo em


comissão por infrigência do artigo 132, incisos X a XII, incompatibiliza o ex-
funcionário para nova investidura em cargo público pelo prazo mínimo de 3
(três) anos.

Parágrafo Único – Não poderá retornar ao Serviço Público


Municipal o funcionário que for demitido ou destituído do cargo em comissão
por infrigência do artigo 147, incisos I, V, VIII, X e XI.

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Art. 153 – Configura abandono de cargo a ausência


intencional do funcionário ao serviço por mais de 20 (vinte) dias consecutivos.

Art. 154 – Entende-se por inassiduidade habitual, a falta ao


serviço, sem causa justificada por 30 (trinta) dias, interpoladamente, durante o
período de 12 (doze) meses.

Art. 155 – O ato de imposição de penalidade mencionará


sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.

Art. 156 – As penalidade disciplinares serão aplicadas:


I – pelo Prefeito, pelo Presidente da Câmara Municipal, e
pelo dirigente superior da Autarquia e Fundação quando se tratar de demissão
e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de funcionário vinculado ao
respectivo Poder, Órgão ou entidade.
II – pelas autoridades administrativas de hierarquia
imediatamente inferior aquelas mencionadas no Inciso I, quando se tratar de
suspensão superior a 8 (oito) dias.
III – Pelo chefe da repartição e outra autoridade, na forma
dos respectivos regimentos internos ou regulamentos, nos casos de
advertência ou de suspensão de até 3 (três) dias.
IV – Pela autoridade que houver feito a nomeação quando
se tratar de destituição de cargo em comissão de não ocupante de cargo
efetivo.

Art. 157 – A ação disciplinar prescreverá:


I – em 02 (dois) anos, quando as infrações puníveis com
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo
em comissão.
II – em 1 (um) ano, quando a suspensão;
III – em 90 (noventa) dias, quando a advertência.

§ 1º - O prazo de prescrição começa a decorrer da data em


que o fato se tornou conhecido.

§ 2º - Os prazos de prescrição previstos na Lei penal,


aplicam-se as infrações disciplinares capituladas também como crime.

§ 3º - A abertura de sindicância ou a instauração de


processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por
autoridade competente.

§ 4º - Interrompido o curso da prescrição esse recomeçará


a correr pelo prazo restante, a partir do dia em que cessar a interrupção.

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CAPÍTULO II

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 158 – A autoridade que tiver ciência de irregularidades


do serviço público, é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante
sindicância ou processo disciplinar assegurada ao acusado ampla defesa.

Art. 159 – As denúncias sobre irregularidades serão objeto


de apuração desde que contenham a identificação e o endereço do
denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade.

Parágrafo Único – Quando o fato narrado não configurar


evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, por
falta de objeto.

Art. 160 – Da sindicância poderá resultar:


I – arquivamento do processo;
II – aplicação de penalidade de advertência ou suspensão
de até 15 (quinze) dias;
III – instauração de processo disciplinar.

Art. 161 – Sempre que o ilícito praticado pelo funcionário


não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do
processo disciplinar poderá ordenar o seu afastamento do exercício do cargo,
pelo prazo de até 30 (trinta) dias, sem prejuízo de remuneração.

SEÇÃO II

DO AFASTAMENTO PREVENTIVO

Art. 162 – Como medida cautelar e a fim de que o


funcionário não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade
instauradora do processo disciplinar poderá ordenar o seu afastamento do
exercício do cargo, pelo prazo de até 30 (trinta) dias, sem prejuízo da
remuneração.

Parágrafo Único – O afastamento poderá ser prorrogado


por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído
o processo.

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SEÇÃO III

DO PROCESSO DISCIPLINAR

SUB SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 163 – O processo disciplinar é o instrumento destinado


a apurar as responsabilidades do funcionário por infração praticada no
exercício de suas atribuições do cargo em que encontre investido.

Art. 164 – O processo disciplinar será conduzido por


comissão composta de 3 (três) membros, funcionários estáveis, especialmente
designados pela autoridade superior, que indicará entre eles, o seu presidente
e com o acompanhamento da assessoria jurídica.

§ 1º - A comissão terá como secretário, funcionário


designado pelo seu presidente, podendo a designação recair em um de seus
membros.

§ 2º - Não poderá participar de comissão de sindicância ou


de inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consangüíneo ou
afim, em linha direta ou colateral até terceiro grau.

Art. 165 – A Comissão de Inquérito exercerá suas


atividades com independência e imparcialidade assegurando o sigilo
necessário a elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração.

Art. 166 – O processo disciplinar se desenvolve nas


seguintes fases:
I – instauração, com a publicação do ato que constituir a
comissão;
II – inquérito administrativo, que compreende, instrução,
defesa e relatório;
III – julgamento.

Art. 167 – O prazo para a conclusão do processo


disciplinar não excederá 30 (trinta) dias, contados da data da publicação do ato
que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando
as circunstâncias o exigirem.

§ 1º - Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo


integral aos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados do ponto, até a
entrega do relatório final.

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§ 2º - As reuniões da comissão serão registradas atas que


deverão detalhar as deliberações adotadas.

SUB SEÇÃO II

Art. 168 – O inquérito administrativo será contraditório,


assegurado ao acusado ampla defesa, com a utilização dos meios e recursos
admitidos em direito.

Art. 169 – Os autos da sindicância integrarão o processo


disciplinar, como peça informativa da instrução.

Parágrafo Único – Na hipótese do relatório da sindicância


concluir que a infração esta capitulada como ilícito penal, a autoridade
competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público,
independentemente de imediata instrução do processo disciplinar.

Art. 170 – Na fase do Inquérito, a comissão promoverá a


tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis,
objetivando a coleta de prova, recorrendo quando necessário, a técnicos e
peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.

Art. 171 – É assegurado ao funcionário o direito de


acompanhar o processo, pessoalmente ou através de procurador, arrolar e
reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos,
quando se tratar de prova pericial.

§ 1º - O presidente da comissão poderá denegar pedidos


considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse
para o esclarecimento dos fatos.

§ 2º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a


comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito.

Art. 172 – As testemunhas serão intimadas a depor


mediante mandado expedido pelo Presidente da Comissão, devendo a
Segunda via com i cinete do interessado, ser anexada nos autos.

Parágrafo Único – Se a testemunha for funcionário


público, a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da
repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para a
inquirição.

Art. 173 – O depoimento será prestado oralmente e


reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha traze-lo por escrito.

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§ 1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente.

§ 2º - Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se


infirmem, proceder-se-á a acareação entre os depoentes.

Art. 174 – Concluída a inquirição das testemunhas, a


comissão promoverá o interrogatório do acusado, observados os
procedimentos previstos nos artigos 172 e 173.

§ 1º - No caso de mais de um acusado, cada um deles será


ouvido separadamente, e, sempre que divergirem em suas declarações sobre
fatos ou circunstâncias, será promovida acareação entre eles.

§ 2º - O procurador do acusado poderá assistir ao


interrogatório bem como a inquirição das testemunhas, sendo-lhe vedado
interferir nas perguntas e respostas, facultando-lhes porém reinquiri-las, por
intermédio do presidente da Comissão.

Art. 175 – Quando houver dúvida sobre a sanidade mental


do acusado, a comissão proporá a autoridade competente que ele seja
submetido a exame por junta médica oficial da qual participe, pelo menos, um
médico psiquiatra.

Parágrafo Único – O incidente de sanidade mental será


processado em auto apartado e apenso ao processo principal, após a
expedição de laudo pericial.

Art. 176 – Tipificada a infração disciplinar, será formulada a


indicação do funcionário, com as especificações dos fatos a ele imputados e
das respectivas provas.

§ 1º - O relatório será sempre conclusivo quando a


inocência ou a responsabilidade do funcionário.

§ 2º - Reconhecida a responsabilidade do funcionário, a


comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como
as circunstâncias agravantes ou atenuantes.

Art. 181 – O processo disciplinar, com o relatório da


Comissão será remetida a autoridade que determinou a sua instauração, para
julgamento.

SUB SEÇÃO III

DO JULGAMENTO

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Art. 182 – No prazo de 60 (sessenta) dias contados do


recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.

§ 1º - Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da


autoridade instauradora do processo, este será encaminhado a autoridade
competente que decidirá em igual prazo.

§ 2º - Havendo mais de um indiciado e diversidade de


sanções o julgamento caberá a autoridade competente para imposição de pena
mais grave.

§ 3º - Se a penalidade prevista for a de demissão ou


cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento caberá as
autoridades de que trata o inciso I, do artigo 156.

Art. 183 – O julgamento se baseará no relatório da


comissão, salvo quando contrário as provas dos autos.

Parágrafo Único – Quando o relatório da comissão


contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivamente,
agravar a penalidade proposta, abranda-la ou isentar o funcionário de
responsabilidade.

Art. 184 – Verificada a existência de vício insanável, a


autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo e
ordenará a constituição de outra comissão para instauração de novo processo.

§ 1º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade


do processo.

§ 2º - A autoridade julgadora que der causa a prescrição de


que o artigo 157, § 1º, será responsabilizada na forma desta Lei.

Art. 185 – Extinta a punibilidade pela prescrição, a


autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos
individuais do funcionário.

Art. 186 – Quando a infração estiver capitulada como


crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para
instauração de ação penal, ficando um translado na repartição.

Art. 187 – O funcionário que responde a processo


disciplinar só poderá ser exonerado a pedido ou aposentado voluntariamente
após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade acaso aplicada.

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Parágrafo Único – ocorrida a exoneração de que trata o


artigo 36, parágrafo único, inciso I, o ato será convertido em demissão,
conforme o caso.

Art. 188 – São assegurados transporte e diárias:


I – ao funcionário para prestar depoimento fora da sede de
sua repartição, na condição de testemunha, indiciado ou denunciado.
II – aos membros da comissão e ao secretário, quando
obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão
essencial para esclarecimento de fatos.

Art. 189 – O processo disciplinar poderá ser revisto a


qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aludirem fatos novos ou
circunstâncias suscetíveis de justificarem a inocência do punido ou a
inadequação da penalidade aplicada.

§ 1º - Em caso de falecimento, ausência ou


desaparecimento de funcionário, qualquer pessoa poderá requerer a revisão do
processo.

§ 2º - No caso de incapacidade mental do funcionário, a


revisão será requerida pelo respectivo curador.

Art. 190 – No processo revisional, o ônus da prova cabe ao


requerente:

Art. 191 – A simples alegação de injustiça da penalidade


não constitui funcionamento para a revisão, que requer elementos novos ainda
não apreciados no processo originário.

Art. 192 – O requerimento de revisão do processo será


dirigido ao Ministério Público ou autoridade equivalente, que se autoriza-la,
encaminhará o pedido ao dirigente de órgão ou entidade onde se originou o
processo disciplinar.

Parágrafo Único – Na petição inicial, o dirigente do órgão


ou entidade providenciará a constituição de comissão na forma prevista no
artigo 164 desta Lei.

Art. 193 – A revisão correrá em apenso ao processo


originário:

Parágrafo Único – A petição inicial, o requerente pedirá


dia e hora a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.

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Art. 194 – A comissão revisora terá até 60 (sessenta) dias


para a conclusão dos trabalhos, prorrogáveis por igual prazo quando as
circunstâncias o exigirem.

Art. 195 – Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora,


no que couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do processo
disciplinar.

Art. 196 – O julgamento caberá a autoridade que aplicar a


penalidade.

Parágrafo Único – O prazo para julgamento será de até 60


(sessenta) dias, contados do recebimento do processo, no curso do qual, a
autoridade julgadora poderá determinar diligencias.

Art. 197 – Julgada procedente a revisão, será declarada


sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do
funcionário, exceto em relação a destituição de cargo em comissão, que será
convertida em exoneração.

Parágrafo Único – Da revisão do processo não poderá


resultar agravamento de penalidade.

TÍTULO IV

DISPOSIÇÕES FINAIS

CAPITULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 198 – Consideram-se dependentes do funcionário,


além do cônjuge e filhos, qualquer ascendente ou descendente ou adotivo que
viva as suas expensas e constem de seu assentamento individual.

Art. 199 – Os instrumentos de procuração utilizados para


recebimento de direitos e vantagens de funcionários municipais, terão validade
apenas por 6 (seis) meses, devendo ser renovados findo esse prazo.

Art. 200 – Para todos os efeitos previstos nesta Lei e em


Leis do Município, os exames de sanidade física e mental serão
obrigatoriamente realizados por médicos da Prefeitura, ou na sua falta, por
médico credenciado pelo Município.

§ 1º - Em casos especiais, atendendo a natureza da


enfermidade, a autoridade Municipal poderá designar junta médica para

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proceder ao exame, dela fazendo parte, obrigatoriamente, o médico do


Município ou médico credenciado pela autoridade municipal.

§ 2º - Os atestados médicos concedidos aos funcionários


municipais, quando em tratamento fora do Município, terão sua validade
condicionada a ratificação posterior pelo médico do município.

Art. 201 – Contar-se-ão por dias corridos, os prazos


previstos nesta Lei.

Parágrafo Único – Não se computara prazo para o dia


inicial, prorrogando-se para o primeiro dia útil o vencimento que incidir em
Sábado, Domingo ou feriado.

Art. 202 – É vedado ao funcionário servir sob chefia


imediata de cônjuge ou parente até segundo grau, salvo em cargo de livre
escolha, não podendo exceder de 2 (dois) o seu número.

Art. 203 – São isentos de taxas, emolumentos ou custas,


os requerimentos, certidões e outros papeis que, na esfera administrativa,
interessarem ao funcionário Municipal , ativo ou inativo, nessa qualidade.

Art. 204 – É vedado exigir atestado de ideologia como


condição de posse ou exercício em cargo público.

Art. 205 – A presente Lei aplicar-se-á aos funcionários da


Câmara Municipal, cabendo ao Presidente desta as atribuições reservadas ao
Prefeito Municipal, quando for o caso.

Art. 206 – Poderão ser admitidos, para cargos adequados,


funcionários de capacidade física reduzida , aplicando-se processo especial de
seleção.

Art. 207 – O dia 28 (vinte e oito) de outubro será


consagrado ao funcionário público municipal.

Art. 208 – A jornada de trabalho nas repartições


Municipais, será fixada por Decreto do Prefeito Municipal.

Art. 209 – O Prefeito Municipal baixará, por Decreto, os


regulamentos necessários a execução da presente lei.

CAPÍTULO II

DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

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Art. 210 – Ficam submetidas ao regime previsto nesta Lei,


os servidores estatutários da Administração Direta, das Autarquias e das
Fundações Públicas Municipais.

Art. 211 – O concurso público previsto nesta lei, será


realizado no prazo máximo de até 6 (seis) meses a contar da data da
publicação desta Lei.

§ 1º - Aos servidores que tiverem seus contratos de


trabalho extintos na forma desta Lei, serão assegurados, quando da
exoneração, todos os direitos previstos na legislação pertinente.

§ 2º - Resolvido o contrato de trabalho com a transferência


do servidor do regime da CLT para o estatutário em decorrência desta Lei ,
assiste-lhe o direito de movimentar a conta vinculada do FGTS.

Art. 212 – Os servidores não estáveis e não concursados


poderão se submeter ao concurso público.

Art. 213 – A Lei Municipal estabelecerá critérios para a


compatibilização de seus quadros de pessoal ao disposto nesta Lei e a reforma
administrativa dela decorrente.

Art. 214 – A Lei Municipal fixará as diretrizes dos planos de


carreira para a Administração Direta, as Autarquias e as Fundações Municipais,
de acordo com as suas peculiaridades.

Art. 215 – esta lei entrará em vigor na data de sua


publicação, revogadas as disposições em contrário.

Lucas do Rio Verde – MT, 03 de dezembro de 1990.

WERNER HAROLDO KOTHRADE


Prefeito Municipal

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LEI COMPLEMENTAR Nº 010/95


DATA: 28 de novembro de 1995.
SÚMULA: Dá nova redação ao parágrafo terceiro, do artigo
106, da lei Complementar Municipal nº 004/90, de 03 de
dezembro de 1990.

PAULO VICENTE NUNES, Prefeito Municipal de Lucas do


Rio Verde, Estado de Mato grosso, FAZ SABER, que a Câmara Municipal
aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte Lei Complementar

Art. 1º - O Parágrafo terceiro do artigo 106, da Lei


Complementar Municipal nº 004/90, de 03 de dezembro de 1990, passa a
vigorar com a seguinte redação:

“Art. 106 - ................


§ 1º - ............
§ 2º - ............
§ 3º - Somente depois de 12 (doze) meses de exercício,
o funcionário terá direito a gozo de férias e, caso deixe o serviço público,
por qualquer motivo, antes de completar este prazo, terá direito a
remuneração proporcional e relativa ao período incompleto de férias, com
acréscimo do terço previsto no artigo 111, desta Lei.”

Art. 2º - Revogadas as disposições em contrário, a


presente Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Gabinete do prefeito, 28 de novembro de 1995.

PAULO VICENTE NUNES


Prefeito Municipal

Registre-se e publique-se
NERI BERNARDES PRESTES
Chefe de Gabinete

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LEI COMPLEMENTAR Nº 012/95


DATA: 28 de dezembro de 1995.
SÚMULA: Dá nova redação à dispositivos da Lei
Complementar Municipal nº 004/90, de 0e de dezembro de
1990.

PAULO VICENTE NUNES, Prefeito Municipal de Lucas do


Rio Verde, Estado de Mato grosso, FAZ SABER, que a Câmara Municipal
aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte Lei Complementar:

Art. 1º - O “caput” do Artigo 74 de Lei Complementar


Municipal nº 004/90 de 03 de dezembro de 1990 – Lei do Regime Jurídico
Único, passa a vigorar com a seguinte redação:

”Art. 74 – Somente será permitido serviço


extraordinário para atender situações excepcionais e temporárias, no
Serviço Público Municipal.”

Art. 2º - Revogadas as disposições em contrário, a


presente Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Gabinete do prefeito, 28 de dezembro de 1995.

PAULO VICENTE NUNES


Prefeito Municipal

Registre-se e publique-se
NERI BERNARDES PRESTES
Chefe de Gabinete

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