HTP
HOUSE – TREE – PERSON
CASA – ÁRVORE - PESSOA
APRESENTAÇÃO
Técnica projetiva de desenho;
Técnica gráfica;
Proposta por John Buck em 1948;
Visa compreender aspectos da personalidade do
sujeito e obter informação de como ele vivencia
sua individualidade em relação aos outros e ao
ambiente.
Fornece informações que quando relacionadas à
entrevista e a outros instrumentos de avaliação,
podem revelar conflitos e interesses gerais dos
indivíduos, bem como aspectos específicos do
ambiente que ele ache problemático.
APRESENTAÇÃO
No processo psicoterapêutico é usado para o
estabelecimento de comunicação terapêutica
efetiva.
Os desenhos podem refletir sinais de
psicopatologia existente ou potencial e pode
retratar mudanças globais no estado psicológico
do indivíduo.
“A técnica usada atinge o nível do pensamento
primitivo pictórico, mesmo plano do pensamento
inconsciente. Parece que o afeto proveniente de
uma figura alcança mais profundamente o
inconsciente do que a linguagem” (Hammer, 1996,
p. 3-4).
POSTULADOS
1. É uma técnica projetiva: o indivíduo, ao
desenhar os temas propostos, está manifestando
figuras que são influenciadas por todas as suas
vivências anteriores e por todas as figuras que
já viu.
2. Proporciona uma noção da função intelectual:
informações elementares (detalhes); proporção e
perspectiva; formação de conceitos (através da
organização e qualidade dos conjuntos);
vocabulário (inquérito).
3. Cada desenho é visto como um autorretrato
psicológico do sujeito e suscita fortes associações
conscientes, pré-conscientes e inconscientes.
O QUE SUSCITA A CASA?
Associações relativas ao lar e às pessoas que nele
moram com o sujeito.
O QUE SUSCITA A ÁRVORE?
Associações relativas ao papel vital do sujeito e
sua habilidade em conseguir satisfações de seu
ambiente social.
O QUE SUSCITA A PESSOA?
Associações acerca da imagem corporal e do
conceito de si mesmo e acerca das relações
interpessoais específicas.
CONSCIENTE AO INCONSCIENTE
consciente_____________________inconsciente
pessoa____________casa_____________árvore
POSTULADOS
4. Nenhum detalhe ou combinação de detalhes tem
um significado único ou absoluto. A interpretação é
cumulativa e nenhum detalhe pode alterar o todo.
“O que vemos depende principalmente do que
procuramos” (John Lubbock).
POSTULADOS
5. Um sujeito pode indicar que um detalhe ou
combinação de detalhes é importante para ele de
duas formas:
a) Positivamente por:
- Apagar excessivamente, sobretudo quando a
forma não melhora;
- Retornar ao detalhe ou combinação de detalhes
uma ou mais vezes;
- Tempo excessivo para desenhar;
- Detalhes bizarros ou desviados.
POSTULADOS
b) Negativamente por:
- Omissão de detalhes essenciais;
- Representar de modo incompleto;
- Recusar fazer comentários;
6. A interpretação cuidadosa de um detalhe só pode
ser feita após o estabelecimento de sua relação com
a confirmação total.
POSTULADOS
7. A interpretação do HTP só tem sentido dentro de
um conteúdo prévio do sujeito e de seu ambiente,
bem como de sua história de vida.
8. Os desenhos do HTP acromático e cromático são
altamente sensíveis e refletem a presença de traços
patológicos da personalidade do sujeito.
APLICAÇÃO
É composta por 2 partes:
1. Acromática (lápis preto n 2): revela o que o
sujeito demonstra ser.
2. Cromática (lápis de cor): revela aquilo que o
sujeito é.
Isso se deve ao fato de que a primeira parte
familiariza o sujeito com a técnica, afrouxando um
pouco as defesas e possibilitando maior projeção de
aspectos afetivos através do colorido.
APLICAÇÃO
Material:
- Folhas de papel ofício branco e sem pauta;
- Lápis preto n 2;
- Borracha;
- Apontador;
- Caixa de lápis de cor;
- Relógio para cronometrar o período de latência e
o tempo total dos desenhos.
APLICAÇÃO
O teste foi planejado para incluir duas fases no
mínimo:
1. Não-verbal (desenho);
2. Verbal (inquérito);
3. Não-verbal (desenho colorido);
4. Verbal (inquérito)
A ordem de aplicação dos desenhos segue a ordem
da sigla HTP (casa, árvore, pessoa)
APLICAÇÃO
O uso da técnica é mais adequado para
indivíduos acima de 8 anos.
Usuário deverá ser treinado e supervisionado
para aplicação e avaliação.
O HTP é aplicado como avaliação inicial e em
uma bateria de testes pode ser aplicado
inicialmente.
APLICAÇÃO
Anotar:
- Ordem dos detalhes dos desenhos;
- Duração das pausas e o detalhe específico
desenhado quando a pausa ocorrer;
- Qualquer verbalização espontânea ou
demonstração de emoção e o detalhe que estiver
sendo desenhado nesse momento.
Obs.: o desenho da pessoa do sexo oposto pode ser
ou não solicitado a depender dos objetivos de
investigação do clínico.
APLICAÇÃO
Preparação do sujeito:
- Sentar-se em frente a uma mesa em uma posição
confortável;
- Sala silenciosa e sem distrações;
- Tempo de 30 a 90 minutos;
- Desenho adicional aumenta de 10 a 15 minutos
na tarefa;
- Não há limite de tempo.
APLICAÇÃO
Instrução:
“Eu quero que você desenhe uma casa, Pode
desenhar o tipo de casa que você quiser. Faça o
melhor que puder. Você pode apagar o quanto
quiser e pode levar o tempo que precisar. Apenas
faça o melhor possível”.
O mesmo se diz em relação à pessoa e à árvore.
APLICAÇÃO
A folha A4 para desenho da casa é entregue na
horizontal escrito casa no alto e centralizado;
Para os desenhos da árvore e da pessoa, as folhas
são entregues na vertical com os respectivos
nomes;
Ao final dos 3 primeiros desenhos, solicitar o
desenho adicional: pessoa do sexo oposto à já
desenhada.
Não permitir o uso de réguas e similares –
explicar que se trata de desenhos a mão livre.
APLICAÇÃO
Inquérito: é essencial dar ao indivíduo uma
oportunidade de definir, descrever e interpretar
cada desenho para expressar pensamentos,
ideias, sentimentos ou memórias associadas.
A seguir, algumas sugestões de perguntas:
APLICAÇÃO
Inquérito sobre a CASA:
1. Como é essa casa?
2. Onde fica? (pedir especificação)
3. Mora alguém nessa casa? Quem?
4. Como são essas pessoas?
5. Como se dão essas pessoas?
6. Que parte da casa você escolheria para si?
7. Imagine que essa casa é sua. Quem você
escolheria para morar com você? Mais alguém?
8. Você acha que faltou alguma coisa no seu
desenho?
APLICAÇÃO
Inquérito sobre a ÁRVORE:
1. Que tipo de árvore é essa? Suas folhas caem ou
ficam verdes o ano todo? Como ela é?
2. Onde está localizada?
3. Qual é a idade dela?
4. Ela está viva ou morta? O que lhe dá essa
impressão? – Se morta: Quando morreu? Que lhe
causou sua morte?
5. Essa árvore parece mais com um homem ou uma
mulher? O que lhe dá essa impressão?
6. Ela está sozinha ou num grupo de árvores?
7. Ela lhe lembra alguém?
8. Você acha que faltou alguma coisa no seu desenho?
APLICAÇÃO
Inquérito sobre a PESSOA:
1. O que essa pessoa faz?
2. Que idade tem?
3. É casada?
4. Com quem vive?
5. Como é a sua família, como se dão?
6. É inteligente?
7. Como é sua saúde?
8. Qual é a melhor parte de seu corpo?
9. E a pior? Por quê?
10. Tem algum medo?
APLICAÇÃO
11. Quais são seus 3 maiores desejos?
12. Quais são suas maiores qualidades?
13. E defeitos?
14. Prefere estar sozinho (a) ou com pessoas?
15. O que as pessoas dizem dela?
16. Ela confia nas pessoas?
17. Tem namorado (a)?
18. O que pensa do casamento?
19. Ela se parece com alguém que você conhece?
20. Você gostaria de ser parecido (a) com ela?
APLICAÇÃO
Desenhos coloridos:
Considera-se que esses feitos após a parte
acromática e inquérito posterior evocam um nível
mas profundo da mente que os desenhos
acromáticos.
Solicitar os desenhos da mesma maneira da parte
acromática e fazer apenas as perguntas do
inquérito marcadas com * no protocolo de
interpretação do HTP.
INTERPRETAÇÃO
Lista de conceitos interpretativos: no
protocolo é apresentada uma lista de
características para cada desenho. Marque um S
para aquelas que se aplicam ao desenho e depois
marque todas as pausas incomuns, comentários e
comportamentos diferentes.
- Atitude: aceitação, resistência,
agressividade/passividade, indiferença,
derrotismo (tempos de latência, pausas).
INTERPRETAÇÃO
- Capacidade crítica e rasuras: crítica frente ao
trabalho é fortemente afetada na presença de
emoção. Verificar o comportamento autocrítico
(abandono do desenho iniciado e reiniciado em
outro lugar da página, apagar sem tentar
redesenhar, apagar e redesenhar
insistentemente).
- Comentários: escritos (nomes de pessoas, ruas,
árvores, número de casa) indicam insegurança e
necessidade compulsiva de bloquear o sentimento
produzido por alguma parte do desenho.
Verbalizações também podem indicar
insegurança.
INTERPRETAÇÃO
- Características gerais do desenho:
a) Proporção: indica os valores atribuídos pelo
indivíduo aos objetos situações e pessoas;
b) Perspectiva: indica a capacidade do indivíduo
para compreender e reagir a aspectos mais
complexos e abstratos da vida.
Ex.: quanto mais afastado para a esquerda o
desenho, maior a probabilidade de que o indivíduo
tenda a se comportar impulsivamente e busque
satisfação emocional. Já quanto mais afastado para
a direita, o comportamento será mais estável e
mais rigidamente controlado.
INTERPRETAÇÃO
- Detalhes: índice de reconhecimento, interesse e
reação aos elementos da vida diária (essenciais,
não essenciais, irrelevantes, bizarros)
- Linhas: linhas retas são mais esperadas.
Traçados fortes sugerem tensão, hostilidade
reprimida... Traçados leves indicam sentimento
de inadequação, indecisão, medo...
INTERPRETAÇÃO
Princípio básico de interpretação: o desenho
representa o indivíduo e a folha de papel o
ambiente.
1. Posição da folha de papel: modificação
radical da posição da folha pode ser desde
indício de espírito curioso, ativo e cheio de
iniciativa até oposição e negativismo.
2. Tamanho em relação à folha: exprime a
relação dinâmica entre o sujeito e seu ambiente.
Como o sujeito está lidando com as pressões do
ambiente? Com sentimentos de inadequação e
inferioridade? Ou com fantasias compensatórias
de supervalorização?
INTERPRETAÇÃO
- MUITO PEQUENO E MINÚSCULO:
sentimentos de inadequação e mesmo rejeição
pelo ambiente e tendências ao isolamento.
- PEQUENO: inferioridade, inibição, constrição e
depressão, comportamento emocionalmente
dependente.
- GRANDE: sentimento de expansão e agressão,
falta de controle e inibição.
- MUITO GRANDE: evidência de agressividade e
descarga motora;
- EXAGERADA (saindo do papel): fantasia super
compensatória por sentimento de constrição por
parte do ambiente.
INTERPRETAÇÃO
* Observação: muito cuidado com a
interpretação, sobretudo com crianças
pequenas, nas quais o controle motor ainda
não está completamente desenvolvido.
INTERPRETAÇÃO
3. Localização na folha: o lugar em que o sujeito
coloca seu desenho revela muito de sua
orientação geral no ambiente. Interpretação
segue o critério dos quadrantes.
Espiritualismo, misticismo, energia, objetivos muito altos (possivelmente inatingíveis,
satisfação na fantasia, “estar no ar”
QUADRANTE 4: QUADRANTE 1
-introversão
-egoísmo -passividade -contato ativo com a -extroversão
-predomínio -expectativa diante da vida realidade -altruísmo
da -inibição, reserva, nostalgia -rebelião e ataque (criar, -atividade
afetividade, fazer) -socialização
-desejo de retornar ao -relação do
do passado e -projetos para o futuro.
do esquecido passado ou permanecer futuro
-compulsão absorto em fantasia. -progresso
QUADRANTE 3: QUADRANTE 2:
-conflitos -força dos desejos,
-egoísmo impulsos e instintos
-regressão -obstinação e teimosia
Materialismo, fixação à terra e ao inconsciente, orientação para o concreto,
insegurança e inadequação com depressão.
INTERPRETAÇÃO
4. Tipo de linha e consistência do traçado:
energia, produtividade, capacidade de execução
de tarefas e modo como o indivíduo se coloca no
ambiente.
GROSSA: energia, vitalidade, decisão, constância,
confiança em si, agressão, hostilidade para com o
ambiente.
MÉDIA: sem interpretação.
FINA: insegurança, timidez, incapacidade, falta de
energia e de confiança em si, hipersensibilidade.
INTERPRETAÇÃO
TRAÇO CONTÍNUO (firme, sem hiatos, sem
avanços e recuos): decisão, rapidez, energia, esforço
dirigido, autoafirmação.
TRAÇO INTERROMPIDO (pequenos hiatos,
fragmentado): incerteza, temor, angústia.
TRAÇO COM AVANÇOS E RECUOS: emotividade,
ansiedade, timidez, insegurança.
TRAÇO TRÊMULO: medo, insegurança,
sensibilidade. Pode também indicar alguma
questão orgânica.
INTERPRETAÇÃO
5. Predominância de linhas retas ou curvas:
LINHAS CURVAS: passividade e obediência.
Caracteriza tipos introvertidos e produtivos,
frequentemente bem ajustados.
LINHAS RETAS: precisão e agudeza de atenção e
percepção, de vivacidade geral e de predomínio
racional-volitivo.
INTERPRETAÇÃO
6. Correções e retoques: podem ser por borracha
ou rasura. Indicam que o sujeito não está
satisfeito com o que está produzindo e, por outro
lado, aquelas áreas do trabalho que oferecem
dificuldades. Nesse sentido, a interpretação é
ligada ao aspecto do desenho borrado ou
apagado. A mesma interpretação se aplica ao
sombreamento.
INTERPRETAÇÃO
7. Negação, resistência a desenhar, não
completamento do desenho e omissões:
NEGAÇÃO E RESISTÊNCIA: interpretadas como
atitudes negativistas e de oposição.
OMISSÃO: interpretação de acordo com a parte
omitida. Indica conflitos com tal região. É
importante lembrar que a interpretação da omissão
não será a de “esquecimento”, mas sim um processo
inconsciente de encobrimento de zonas de tensão
carregadas de conflito.
INTERPRETAÇÃO
8. Sequência: ordem em que são desenhadas as
partes que compõem a figura.
SEQUÊNCIA NORMAL:
Cabeça
Pescoço;
Tronco;
Braços;
Pernas;
Dedos e pés
PERTURBAÇÕES NESSA ORDEM: revelam
desajustamentos nas relações interpessoais.
INTERPRETAÇÃO
9. Simetria: elaboração dos dois lados da figura
de forma idêntica. Produzem efeitos rígidos,
mecânicos, formalistas e grotescos. Indica
preocupação somática, sentimentos de
inferioridade corporal, imaturidade emocional e
dependência materna.
10. Estereotipias: desenhar figuras como super-
homem, palhaço, bailarina, bruxa, etc. Indica
necessidade de se identificar com as
características que a figura desenhada revela. É
uma defesa na medida em que impede o
indivíduo de revelar características de quem ele
é de fato.
INTERPRETAÇÃO
11.Movimento: manifestação de imaginação viva,
forte vitalidade e personalidade criadora, porém
de acordo com o movimento apresentado. É mais
frequente entre os neuróticos “normais” do que
entre os neuróticos graves ou psicóticos. Há
diminuição no número de movimentos entre
depressivos e deficientes mentais.
GRANDE QUANTIDADE DE MOVIMENTO:
hiperatividade, impaci6encia para fazer as coisas,
desejo de dominar, que tanto pode ser necessidade
de afirmação, como genuína qualidade de liderança.
INTERPRETAÇÃO
12.Transparências: normal até 5 ou 6 anos.
TIPO 1: pernas do homem vistas através das
calças, contorno do corpo da mulher através da
saia. Sinal de conflito, uma vez que representam
uma deficiência de evolução por um lado e um sinal
de falha no senso de realidade (revelam conflitos do
sujeito em relação às áreas envolvidas na
transparência).
TIPO 2: anatomia interna – indício mais grave e
sinal de esquizofrenia.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
A casa reflete o local em que o sujeito vive e
convive. As crianças mostram suas relações com
pais e irmãos, enquanto que os adultos, casados,
sua situação no lar.
- Teto: representa a área vital da fantasia. O
tamanho do teto reflete o grau em que o indivíduo
dedica seu tempo à fantasia e a medida em que
busca nela a satisfação.
- Paredes: força de ego e da personalidade.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
- Portas: contato com o meio; relacionamento do
sujeito com a realidade exterior.
DUAS PORTAS: ambivalência
TRANCAS E DOBRADIÇAS: quanto mais, mais
defensivo e controlado o relacionamento do sujeito
com o meio.
- Janelas: meio secundário de interação com o
ambiente. Presença de persianas e cortinas
revelam necessidade de defesa no contato.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
- Chaminé: símbolo fálico, conflito interno.
- Fumaça: tensão interna, conflitos, turbulência
na situação da casa.
- Linha do solo: grau de contato do sujeito com a
realidade.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
A árvore pode revelar os sentimentos do sujeito
em cada fase do seu desenvolvimento, a partir da
raiz e progredindo até a copa. Mostra o
sentimento do sujeito quanto ao seu equilíbrio
intrapessoal.
- Raiz: parte inconsciente do eu, forças impulsivas,
intuitivas e não elaboradas.
- Linha do solo: separação entre os aspectos
conscientes e inconscientes. A presença indica
segurança e base no real.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
- Tronco: sentimento de poder básico e força
interior do sujeito, força de ego.
PARA A ESQUERDA: preso ao passado,
sentimentos reprimidos.
PARA A DIREITA: capacidade de se dar, boa
capacidade de comunicação.
ABERTO EMBAIXO: incerteza quanto ao futuro,
posterga decisões, passividade.
ABERTO NO ALTO: insegurança.
CORTADO: baixo nível de comunicação afetiva e
social, grande desgosto, expectativa de morte.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
- Copa: contato com o ambiente, vida social,
intelectual, produção e fantasia.
- Galhos e ramos: recursos subjetivos do
indivíduo para buscar satisfação no ambiente,
para se aproximar dos outros, para se expandir e,
assim, realizar-se.
- Acessórios (flores, folhas e frutos): desejo de
maturação, afetividade, fantasia, fuga da
realidade.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
A pessoa favorece a expressão da imagem
corporal mais próxima da consciência e das
relações com o ambiente, se comparada com a
árvore em termos de projeção de traços ou
atitudes negativos ou conflitivos.
CABEÇA: necessidades intelectuais e tentativa de
controle emocional, grau de preocupação com a
fantasia, controles racionais, preocupações com as
relações interpessoais.
FACE: centro principal da comunicação, contato
sensorial com a realidade, traço social do indivíduo.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
OLHOS: o ponto principal de concentração para o
sentimento do próprio eu e a vulnerabilidade do
mesmo.
NARIZ: simbolismo sexual, força, ligado à
agressividade, afirmação, confiança e disposição
para a atividade.
BOCA: órgão das fixações precoces com efeito em
dificuldades de alimentação, distúrbios da fala
(ênfase pelo tamanho ou formas especiais, reforço,
sombreamento e omissão).
ORELHAS: pouco representadas, geralmente
omitidas e a omissão é menos significativa que de
outras partes do corpo.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
CABELOS: símbolo de virilidade, força e
masculinidade. Sobrancelhas e pelos colocados no
corpo têm a mesma significação.
PESCOÇO: vínculo entre o controle intelectual e os
impulsos físicos, ligação entre vida racional e
orgânica. Frequente área de conflito (assinalado
por golas, gravatas, colares, colarinhos, etc.).
TRONCO: vida instintiva e emocional.
OMBROS: força, poder, virilidade.
BRAÇOS: desenvolvimento do ego e adaptação
social, contato social e humano.
ASPECTOS FORMAIS OU ESTRUTURAIS
MÃOS: meio de relação e apreensão, também
contato humano e social.
DEDOS: pontos reais de contato; potencialmente
instrumentos de agressividade.
PERNAS: função de suporte (juntamente com os
pés), locomoção e aproximação social.
PÉS: locomoção, aproximação social, conotações de
segurança e agressividade.
ROUPA E ACESSÓRIOS: aparência e fachada
social, aspecto socialmente convencional.
COR
As cores devem ser tratadas como um sinal
importante, quando elas não obedecerem à
convenção ou usadas de uma forma não usual (o
prognóstico é melhor se o desenho cromático for
melhor organizado que o acromático).
- Escolha: quanto mais lento e indeciso para
escolher a cor de um detalhe, maior a
probabilidade de significação daquele detalhe.
- Aplicação: usar apenas o preto ou o marrom
indica tendência para evitar emoções; usar várias
cores indica contato com as emoções.
PSICOSE NO HTP
Pacientes psicóticos produzem desenhos bizarros,
com distorções importantes, que resultam figuras
irreais e ilógicas.
- Casa: ausência de partes importantes,
transparência, telhado ocupando espaço das
paredes.
- Árvore: tronco fendido, copa de tamanho
mínimo.
- Pessoa: ausência de partes essenciais (olhos,
braços, boca), corpo de perfil em direções opostas,
superacentuação dos olhos e orelhas.
OBSERVAÇÕES
A lista de conceitos interpretativos é apenas um
guia para estabelecimento de hipóteses clínicas;
As confirmações das hipóteses clínicas virão com
as informações adicionais, como: história clínica,
resultados de procedimento de avaliação
adicionais.