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Capítulo 1

PARTEI
INTRODUÇÃO 1

Dez princípios de economia

Economia é o estudo da alocação dos recursos escassos na sociedade, o qual apresenta


diversas facetas, que se unem por ideias centrais. Há princípios econômicos que trazem uma noção
mais ampla desse campo multifacetado.
A economia é diretamente influenciada pelo comportamento das pessoas que a compõem, e
vice-versa. Entre os princípios econômicos que trazem uma noção mais ampla da economia, alguns se
referem às tomadas de decisão dos indivíduos. Um princípio concreto é o de que as pessoas enfrentam
trade-offs, sacrificando um objetivo em prol de outro. Da mesma forma, a sociedade precisa fazer
esses sacrifícios. O exemplo mais marcante de trade-off da sociedade, do ponto de vista dos
economistas, é entre eficiência e igualdade. Outro princípio indispensável para esse entendimento é o
de que as pessoas reagem a incentivos. Esse princípio auxilia no entendimento de que indivíduos
racionais tomam decisões comparando custos e benefícios, respondendo a incentivos. Ao alterar os
custos e benefícios de algo, altera-se o comportamento das pessoas, como no caso do aumento do
imposto sobre a gasolina, que incentiva as pessoas a comprarem carros mais econômicos.
Ao levar em conta o comportamento das pessoas, a economia também depende das interações
entre os indivíduos. O princípio da economia de mercado implica que os consumidores e as empresas
têm liberdade para tomar decisões de compra e produção com base em suas preferências e interesses
individuais. Não é possível afirmar que em todos os casos as economias de mercado são
bem-sucedidas, já que ninguém cuida do bem-estar econômico geral. Mas, segundo Adam Smith, que
introduziu o conceito de “mão invisível” do mercado em “A Riqueza das Nações”, mesmo com
tomadas de decisão descentralizadas e motivadas pelo interesse próprio, ao interagir nos mercados,
famílias e empresas naturalmente alcançam resultados desejáveis, organizando a atividade econômica
eficazmente. Seguindo esse princípio, chega-se a outro, o princípio de que o governo é necessário para
a economia enfatiza que o governo desempenha um papel crucial na garantia do cumprimento das
regras, incluindo a proteção do direito à propriedade.
Tão importante quanto o comportamento humano para esse estudo é o entendimento do
funcionamento da própria economia. Dentre os princípios que ampliam esse entendimento, há o
princípio de que não se pode emitir moeda demais, senão os preços subirão. A inflação é um aumento
geral de preços na economia, causado pela desvalorização da moeda que foi gerada em grande
quantidade. O objetivo do Estado é manter a moeda em níveis baixos para controlar os preços. Com
isso, chega-se ao princípio de que a sociedade enfrenta o trade-off entre inflação e desemprego, onde
maior contratação leva a menor desemprego, que por sua vez traz a maior geração de moeda que
causa a inflação. O campo da economia se baseia em grandes ideias que podem ser aplicadas em
muitas situações diferentes.
Capítulo 2 —

A economia não difere de outros campos de estudo na sociedade, possuindo


sua própria linguagem com termos e conceitos únicos. Assim como em qualquer
outro campo, é necessário tempo para aperfeiçoá-la.
Os economistas utilizam o método científico para explicar observações e
conduzir testes aplicados. Através desse processo, desenvolvem teorias e realizam
experimentos para evoluir os dados e atender aos desejos e questões da
sociedade.
Os modelos econômicos, assim como os modelos de anatomia básica,
simplificam a realidade para facilitar a compreensão. O diagrama do fluxo circular
representa a interação entre famílias e empresas na economia, simplificando as
transações de bens, serviços e fatores de produção. Apesar de omitir detalhes
importantes, como o papel do governo e do comércio internacional, o modelo é útil
para compreender a organização básica da economia, outro modelo é o de fronteira
de possibilidades de produção que mostra as combinações de produção de dois
bens que uma economia pode alcançar com seus recursos e tecnologias
disponíveis, dentro desse modelo existem conceitos fundamentais como escassez,
eficiência, tradeoffs e custo de oportunidades.
A economia precisa ser estudada de diferentes formas, uma vez que, para
compreender fenômenos econômicos como a inflação, não se podem empregar os
mesmos instrumentos utilizados para analisar a interação econômica entre as
famílias e as empresas. Tradicionalmente divide-se o estudo entre macroeconômico,
para entender fenômenos gerais, e microeconômico, para compreender as
interações entre famílias e empresas em mercados específicos.
Existe a análise positiva e a normativa, positivas são descritivas e referem-se
como o mundo é, por outro lado a normativa são prescritivas e referem-se como o
mundo deveria ser, as decisões políticas levam em conta essas duas análises
ponderando qual deve ser priorizada, considerando tanto os fatos quanto os valores
subjacentes. Esse processo envolve ponderar trade-offs e considerar o impacto das
políticas que irão ser colocadas na sociedade, diante de tanta subjetividade os
conselhos dos economistas acabam não sendo seguidos e divergem em opiniões.
Divergências quanto a valores são comuns e levantam questões difíceis, como no
exemplo de Pedro e Paulo, onde Pedro é taxado em $10.000, tendo uma renda de
$100.000, enquanto Paulo, com uma renda de $20.000, é taxado em $4.000. Pedro é
taxado em 10% de sua renda, enquanto Paulo em 20%. Decidir se essa política é justa ou
não é uma questão que gera muita divergência de opiniões, mas não pode se exagerar no
grau dessa divergencia, os economistas ainda concordam muito mais do que discordam.
Capítulo 3

A interdependência econômica que experimentamos diariamente evidencia como


consumimos produtos provenientes de diversas partes do mundo, e destaca a importância
do comércio para que todos os indivíduos alcancem seus benefícios. O comércio amplia a
variedade de produtos e beneficia os indivíduos que se especializam na produção de bens
nos quais possuem vantagem comparativa. Essa interdependência econômica melhora a
qualidade de vida de ambos, possibilitando uma maior diversidade e quantidade de bens
consumidos. Mesmo quando existe vantagem comparativa, o comércio proporciona
benefícios mútuos. Ao analisar os custos de produção e a produtividade de cada produtor,
torna-se evidente a importância da especialização para alcançar ganhos comerciais.
Além das vantagens, existem os custos de oportunidade que revelam o trade-off
entre dois bens, evidenciando a vantagem de um produtor sobre o outro na produção de
determinado bem. Os preços de comércio devem ficar entre os custos de oportunidade de
cada produtor para garantir benefícios mútuos.
A aplicação da vantagem comparativa é crucial no comércio internacional, em caso
de dois paises possuirem vantagem comparativa na produção de diferentes bens, como
alimentos e carros, o comércio permite que ambos tenham acesso a uma variedade maior
de produtos, tendendo a promover uma prosperidade geral, embora afete grupos
especificos de maneiras diferentes.
Conclui-se que o princípio da vantagem comparativa demonstra que o comércio
pode beneficiar a todos, e que a interdependência é altamente desejável.
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PARTE li
COMO FUNCIONAM OS MERCADOS 61
Capítulo 4

Falar sobre o funcionamento dos mercados requer abordar oferta e demanda, as


forças primordiais das economias de mercado. O estudo desses elementos revela como
determinam os preços e alocam os recursos escassos da economia, representando o
comportamento e a interação entre compradores e vendedores.
Para iniciar o estudo é necessário definir o que é mercado, que consiste num grupo
de compradores e vendedores de um bem ou serviço particular. Os compradores
determinam a demanda pelo produto, e os vendedores determinam a sua oferta.
Em um mercado onde há tantos compradores e vendedores que cada um tem um
impacto insignificante sobre o preço de mercado, os economistas o caracterizam como
mercado competitivo. Os vendedores têm controle limitado sobre o preço porque os demais
vendedores oferecem produtos similares. Nessa linha, um mercado perfeitamente
competitivo é definido pela existência de numerosos compradores e vendedores, produtos
idênticos e acesso livre para as empresas, culminando em preços estabelecidos pelo
equilíbrio entre oferta e demanda.
A quantidade demandada é a quantidade de um bem que os compradores desejam
e podem comprar. E a lei da demanda afirma que, com tudo o mais mantido constante, a
quantidade demandada de um bem diminui quando o preço dele aumenta. A curva de
demanda demonstra graficamente a escala de demanda, que mostra a quantidade
demandada a cada preço de um determinado produto e a variação da demanda a cada
alterção de preço.
A quantidade ofertada é a quantidade de um bem que os vendedores estão
dispostos e aptos a vender. E a lei da oferta afirma que, com tudo o mais mantido
constante, a quantidade ofertada de um bem aumenta quando o preço dele aumenta. A
curva de oferta demonstra graficamente a escala de oferta, que mostra a quantidade
ofertada a cada preço de um determinado produto e a variação da oferta a cada alteração
de preço.
A oferta e a demanda andam juntas, já que combinadas determinam a quantidade
de um bem vendido no mercado e seu preço. No momento em que ocorre intersecção das
curvas de oferta e demanda, há o equilíbrio de mercado, em que a quantidade ofertada é
igual à quantidade ofertada.
O desequilíbrio de mercado ocorre quando a oferta e a demanda não se igualam,
resultando em excesso de oferta ou de demanda. Por exemplo, se houver uma queda na
demanda por um produto, como smartphones, os fabricantes podem produzir mais do que
os consumidores desejam comprar, resultando em um excesso de oferta e possíveis
quedas nos preços.
Nas economias de mercado, os preços desempenham o papel de racionamento dos
recursos limitados, determinando tanto quem produz cada bem quanto a quantidade a ser
produzida.
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Capítulo 5

Na economia, elasticidade se refere à medida da sensibilidade da quantidade


demandada ou oferecida de um bem ou serviço em resposta a mudanças em um
determinado fator, como preço, renda ou preço de outros produtos. A elasticidade
pode ser utilizada para prever como os consumidores e produtores responderão a
mudanças nas condições de mercado, influenciando as decisões de política
econômica e o funcionamento dos mercados.
Há diferentes conceitos de elasticidade, como a elasticidade-preço da
demanda, que será utilizada para medir o quanto a quantidade demandada responde
a uma mudança no preço. Bens com elasticidade-preço da demanda maior que 1
são considerados elásticos, o que significa que a quantidade demandada responde
substancialmente a mudanças no preço.
Elasticidade-renda da demanda, mede o quanto a quantidade demandada
varia conforme a renda do consumidor varia. Bens normais têm elasticidade-renda
positiva, o que significa que a quantidade demandada aumenta conforme a renda do
consumidor aumenta.
Elasticidade-preço Cruzada da Demanda, mede o quanto a quantidade
demandada de um bem responde às mudanças no preço de outro bem. Se a
elasticidade é positiva, os bens são substitutos; se for negativa, são
complementares.
Elasticidade-preço da Oferta, mede o quanto a quantidade ofertada responde
a mudanças no preço. Em geral, a oferta tende a ser mais elástica no longo prazo do
que no curto prazo.
A receita total, conforme mencionada no texto, é o produto da quantidade de
bens ou serviços vendidos multiplicada pelo preço de venda de cada unidade. Essa
medida é essencial para a análise financeira e gerencial das empresas, pois fornece
uma visão do desempenho global das vendas e da capacidade da empresa de gerar
receita com suas atividades comerciais. A variação na receita total pode ser
influenciada por fatores como mudanças nos preços de venda, alterações na
quantidade vendida e a introdução de novos produtos ou serviços no mercado.
Os exemplos mencionados incluem os mercados de trigo, petróleo e drogas
ilegais. Ao aplicar os princípios de oferta e demanda a esses mercados específicos,
é possível entender melhor como os preços e as quantidades transacionadas são
determinados, bem como as dinâmicas de mercado que influenciam esses setores.
Elasticidade e sua aplicação 87

A elasticidade da demanda 88

A elasticidade-preço da demanda e seus


determinantes 88

Cálculo da elasticidade-preço da demanda 89

O método do ponto médio: uma maneira


melhor de calcular variações percentuais e
elasticidades 89

A variedade das curvas de demanda 90


Saiba mais sobre: Algumas elasticidades do
mundo real 92

Receita total e elasticidade-preço da demanda 92

Elasticidade e receita total ao longo de uma


curva de demanda linear 94

Outras elasticidades da demanda 95

A elasticidade da oferta 96

A elasticidade-preço da oferta e seus


determinantes 96

Cálculo da elasticidade-preço da oferta 96

A variedade das curvas de oferta 97

Três aplicações da oferta, demanda e


elasticidade 99

Boas notícias para a agricultura podem ser


más notícias para os agricultores? 99

Por que a Opep não conseguiu manter elevado


o preço do petróleo? 101

A política de proibição das drogas aumenta ou


diminui os crimes relacionados a elas? 102

Conclusão 104

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