Escola Estadual 7 de Setembro
Título: "Deu a Louca em Romeu e Julieta"
Aluno (A): ____________________________________________________________
Professor: Lucas Lima Lauro
Disciplina: EDUCARTE\TEATRO
Personagens:
1. Romeu : Pietro
2. Julieta: Stefhany
3. Mercúcio: Alana
4. Ama da Julieta: Emanuely
5. Narrador: Lucas
Cena 1: No Jardim dos Capuletos
(Romeu está escondido atrás de uma árvore, olhando para Julieta na varanda.)
Narrador: E assim começamos a nossa história, numa noite calma em Verona, onde
Romeu, nosso herói, esconde-se atrás de uma árvore, contemplando sua amada Julieta.
Romeu: (Para si mesmo) Ah, Julieta, tu és o sol que ilumina minha vida, a estrela que
guia meus passos... E também és a única que me faz subir em árvores no meio da noite.
Minha calça já está toda rasgada.
Julieta: (Suspira) Romeu, Romeu, por que és tu Romeu? Renega teu pai e recusa teu
nome, ou então, jura-me amor, e deixarei de ser uma Capuleto.
Narrador: Julieta, sem saber que Romeu está ali perto, fala com o coração cheio de
desejo e esperança. E eis que Romeu não pode mais conter-se.
Romeu: (Saindo de trás da árvore) Julieta, meu amor, eu renego tudo por ti! Meu nome,
minha família, até meu cavalo se for preciso! Embora, honestamente, prefira manter o
cavalo. Ele é muito útil.
Julieta: (Rindo) Teu cavalo, Romeu? Ah, meu doce Romeu, como és bobo. Mas se isso
é amor, então que seja!
(Mercúcio entra em cena, fingindo ser um fantasma.)
Mercúcio: Buuuu! Romeu, Romeu! Foge enquanto há tempo! O fantasma da tua ex-
namorada está aqui para te assombrar!
Narrador: E aqui vem Mercúcio, sempre pronto para uma brincadeira, mesmo que
inoportuna.
Romeu: (Assustado) Mercúcio! Por Deus, quase me matas de susto! Além disso, não
tinha nenhuma ex-namorada. Acho que você deve estar confundindo as peças.
Julieta: Mercúcio, que brincadeira é essa? Estás a nos espiar?
Mercúcio: (Rindo) Desculpa, mas não pude resistir! O amor de vocês é tão doce que dá
até vontade de vomitar! Já comi menos açúcar em um bolo de casamento.
Ama: (Entrando apressada) O que está acontecendo aqui? Romeu, estás a perturbar
minha Julieta de novo? E tu, Mercúcio, não tens algo melhor a fazer? Como, por
exemplo, dormir?
Mercúcio: (A Ama) Ah, Ama, não seja tão dura com a gente. Estamos apenas nos
divertindo. E, honestamente, dormir está superestimado.
Ama: Divertindo? Se o Senhor Capuleto souber disso, vais acabar sem cabeça, Romeu!
E tu, Mercúcio, por que não te preocupas com a tua própria vida?
Narrador: E aqui está a Ama, sempre pronta a proteger Julieta, mesmo que para isso
tenha que ameaçar os outros.
Julieta: (Para a Ama) Ama, deixa-nos um pouco. Quero conversar com Romeu. Não é
sempre que tenho um momento assim.
Ama: (Resmungando) Tudo bem, mas não demorem. E Mercúcio, vai embora antes que
eu te dê uma vassourada! E acredite, eu sou boa nisso. Se não queres ser a próxima
vítima, é melhor que te apresente a sua casa!
(Ama sai de cena resmungando. Mercúcio faz uma reverência exagerada e sai, rindo.)
Romeu: (Para Julieta) Meu amor, precisamos encontrar uma maneira de ficar juntos
sem mais interrupções. E, de preferência, longe das vassouras da Ama.
Julieta: Tens razão, Romeu. Vamos fugir juntos! Deixar Verona e começar uma nova
vida!
Romeu: Fugir? Isso é loucura, Julieta! Eu não sou muito bom em planos, lembra? Da
última vez que tentei fugir, acabei na casa de Mercúcio.
Julieta: Loucura é viver sem ti, Romeu. Vamos enfrentar o mundo juntos! E não te
preocupes, eu sou a estrategista do casal.
Romeu: (Sorrindo) Então que seja! Fugiremos ao amanhecer. E prometo não acabar na
casa de Mercúcio desta vez.
Julieta: (Com um sorriso esperançoso) Até lá, meu Romeu.
(Os dois se abraçam enquanto o pano desce, encerrando a cena.)
Cena 2: No Amanhecer, Fora dos Muros de Verona
Narrador: Ao amanhecer, Romeu e Julieta se encontram fora dos muros de Verona,
prontos para começar uma nova vida juntos.
(Romeu e Julieta estão prontos para partir, com mochilas nas costas.)
Romeu: Estamos realmente fazendo isso, Julieta. Espero que tenhas trazido comida.
Não sei se sobrevivo só de amor. E já estou começando a sentir a fome.
Julieta: Sim, meu amor. A vida é nossa para vivermos como quisermos! E, sim, eu
trouxe lanches. Mas, por favor, não esperes uma festa. São só algumas maçãs e um
pedaço de queijo.
Narrador: E quando tudo parecia estar indo bem, eis que surge Mercúcio, correndo
como um louco.
(Mercúcio aparece correndo, esbaforido.)
Mercúcio: Romeu! Julieta! Esperem! Preciso de um bom drama matinal!
Romeu: Mercúcio? O que estás a fazer aqui? Não estás a ver que estamos a fugir?
Mercúcio: Vim para me despedir e para desejar sorte a vocês. E, claro, para garantir
que não deixaram nada de interessante para mim.
Julieta: Obrigada, Mercúcio. És um bom amigo. Mas espero que não tenhas seguido a
gente.
Mercúcio: Não segui, mas ouvi rumores de que alguém estava fugindo e pensei: “Por
que não dar uma última olhada?” Boa sorte, vocês vão precisar.
(Ama aparece ofegante, carregando uma sacola.)
Ama: Então é verdade! Estão mesmo a fugir!
Romeu: Ama, por favor, não conte a ninguém. Especialmente ao meu pai. Ele ainda
pensa que estou estudando.
Ama: (Irritada) Estás a fugir como um covarde, Romeu! E tu, Julieta, não pensas nos
teus pais? Só trouxeste problemas para todos!
Julieta: Ama, estamos apaixonados e decidimos viver nossa própria vida. Por favor,
entende.
Ama: (Mais ríspida) Entender? Vocês dois são tolos! Não têm nem ideia do que estão a
fazer! Se vocês não se alimentarem, vão acabar em uma situação pior! E eu trouxe
algumas coisas para vocês – comida, se puderem comer.
Romeu: (Amedrontado) Ama, por favor, não faça isso. Estamos apenas tentando ser
felizes.
Ama: Felicidade? Com o estômago vazio? Boa sorte com isso. E toma, Romeu, aqui
está tua escova de dentes. Não queremos que o hálito estrague o romance! E não pense
que isso resolve tudo. A comida é só um paliativo!
Julieta: (Abraçando a Ama) Obrigada, Ama. És como uma mãe para mim. E uma mãe
que pensa em tudo!
Ama: (Com os olhos marejados) Cuidem-se, meus queridos. E que o amor de vocês
triunfe sobre todas as adversidades. E lembrem-se de escovar os dentes e não morrer de
fome.
(Ama sai de cena.)
Narrador: E assim, com corações cheios de esperança e mochilas cheias de lanches,
Romeu e Julieta começam sua jornada. Mas a esperança logo se transforma em
desespero, à medida que os dias passam e a comida se esgota.
Cena 3: Um Lugar Deserto, Dias Depois
(Romeu e Julieta estão em um lugar deserto, visivelmente enfraquecidos e exaustos.)
Romeu: (Com voz fraca) Julieta, estou tão cansado... e com fome... esses lanches não
duraram nada. Acho que subestimamos a quantidade de comida necessária para uma
fuga.
Julieta: (Igualmente fraca) Eu também, Romeu... mas temos um ao outro. Isso é o que
importa... certo?
Romeu: (Desesperado) Mas Julieta, meu amor... eu não consigo mais andar. Não
consigo mais seguir em frente. E estamos sem comida há dias.
Julieta: (Com lágrimas nos olhos) Não importa, Romeu... eu te amo... e estou feliz de
estar contigo até o fim. Mesmo que este fim seja muito mais cedo do que esperávamos.
Narrador: O amor, embora forte, não pode preencher estômagos vazios. Sem comida e
exaustos, os dois amantes percebem que a realidade é cruel.
Romeu: (Apoiando-se em Julieta) Desculpa, meu amor... não consegui te dar a vida que
prometi... e agora estamos aqui, com fome e sem esperança.
Julieta: (Com lágrimas) Não importa, Romeu. Mesmo na dor e na fome, estarei sempre
ao teu lado. Sempre.
Narrador: E assim, Romeu e Julieta, desesperados e sem alternativas, decidem que a
única saída é a morte. Para isso, preparam uma mistura fatal que encontraram na
despensa antiga de um velho acampamento.
Romeu: (Segurando um frasco) Aqui está, Julieta. É um veneno. Vamos beber e partir
deste mundo juntos.
Julieta: (Chorando) Estava pensando em como seria lindo partir com você. Mas, agora,
é uma questão de sobrevivência. Ao menos, vamos partir juntos.
Narrador: E assim, com corações cheios de amor e tragédia, Romeu e Julieta ingerem
o veneno. Enquanto o efeito começa a fazer efeito, eles se abraçam uma última vez.
Romeu: (Tremendo) Eu te amo, Julieta. Até no último suspiro.
Julieta: (Sussurrando) Eu te amo também, Romeu. Para sempre.
(Eles caem no chão, ainda abraçados, enquanto o pano desce lentamente, encerrando a
peça.)
Narrador: E assim, Romeu e Julieta, em um trágico e amargo final, encontram a paz na
morte, unidos no amor e na tragédia. O destino cruel e as circunstâncias implacáveis
selaram seu destino. E a história dos dois amantes de Verona termina na escuridão do
desespero e da paixão.
Fim.