Estrutura e Função dos Tribunais em Moçambique
Tópicos abordados
Estrutura e Função dos Tribunais em Moçambique
Tópicos abordados
1.Introdução ..................................................................................................................................... 4
2.Objectivos: .................................................................................................................................... 4
3.Tribunal ........................................................................................................................................ 5
3.2.2.Composição ............................................................................................................................ 7
3.2.3.Organização ............................................................................................................................ 8
3.2.5.Recurso ................................................................................................................................... 9
3.2.6.Composição ............................................................................................................................ 9
3.4.1.Organização .......................................................................................................................... 11
3.4.7.Funcionamento ..................................................................................................................... 13
3.4.8.Composição .......................................................................................................................... 13
3.4.11.Organização ........................................................................................................................ 14
4.Conclusão. .................................................................................................................................. 14
1.Introdução
O sistema de tribunais que interpreta e aplica a lei é conhecido colectivamente como judiciário. O
local onde funciona um tribunal é conhecido como foro. A sala onde ocorrem os processos
judiciais é conhecida como tribunal e o prédio como tribunal; as instalações do tribunal variam de
instalações simples e muito pequenas em comunidades rurais a grandes instalações complexas em
comunidades urbanas.
2.Objectivos:
2.1.Objectivo geral
Analisar tudo que tem a ver com Tribunal
2.2.Objectivos específicos
Definir o Tribunal;
Apresentar os tipos de Tribunal;
Classificar os tipos de Tribunal.
1
«Avalon Project – Blackstone's Commentaries on the Laws of England – Book the Third – Chapter the Third : Of
Courts in General». Avalon.law.yale.edu.
3.Tribunal
Um tribunal é qualquer pessoa ou instituição, geralmente governamental, com autoridade para
julgar disputas legais entre as partes e realizar a administração da justiça em questões civis,
criminais e administrativas de acordo com o estado de direito 2. Tanto nos sistemas jurídicos de
direito consuetudinário quanto no de direito civil, os tribunais são o meio central para a resolução
de disputas, e é geralmente entendido que todas as pessoas têm a capacidade de apresentar suas
reivindicações perante um tribunal. Da mesma forma, os direitos dos acusados de um crime
incluem o direito de apresentar defesa perante um tribunal.
O sistema de tribunais que interpreta e aplica a lei é conhecido colectivamente como judiciário. O
local onde funciona um tribunal é conhecido como foro. A sala onde ocorrem os processos
judiciais é conhecida como tribunal e o prédio como tribunal; as instalações do tribunal variam de
instalações simples e muito pequenas em comunidades rurais a grandes instalações complexas em
comunidades urbanas.
A autoridade prática dada ao tribunal é conhecida como sua jurisdição (do latim júris dictiō, de
júris, "da lei," + dīcō, "declarar," + -tiō, sufixo formador de substantivo), o poder do tribunal de
decidir certas tipos de perguntas ou petições feitas a ele.
2
Walker, David (1980). The Oxford Companion to Law. Oxford: Oxford University Press. p. 301. ISBN 0-19-
866110-X
3
«Avalon Project – Blackstone's Commentaries on the Laws of England – Book the Third – Chapter the Third : Of
Courts in General». Avalon.law.yale.edu.
3.1.Características dos tribunais
Os Tribunais são, a par do Presidente da República (PR), da Assembleia da República (AR) e do
Governo, órgãos de soberania, cuja formação, composição, competência e funcionamento são
definidos na Constituição da República de Moçambique (CRM).
Aos tribunais incumbe administrar a justiça em nome do povo, assegurando a defesa dos direitos
e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, reprimir a violação da legalidade democrática e
dirimir os conflitos de interesses públicos e privados.
No exercício das suas funções de julgar litígios os juízes não podem aplicar normas que
considerem violar a CRM ou/e os princípios nela consignados, devendo, quando entendam que
essa situação se verifica, recusar a aplicação dessas normas no caso concreto que se encontram a
julgar.
Para além daqueles, podem ainda existir tribunais marítimos, tribunais arbitrais e julgados de paz.
Tendo em vista garantir a independência dos tribunais, os juízes são inamovíveis, não podendo
ser transferidos, suspensos, aposentados ou demitidos senão nos casos previstos na lei, tal como
não podem ser responsabilizados pelas suas decisões, salvas as exceções consignadas na lei.
A nomeação, colocação, transferência e promoção dos juízes dos tribunais judiciais e o exercício
da acção disciplinar cabe ao Conselho Superior da Magistratura, enquanto nos tribunais
administrativos e fiscais cabe ao respectivo conselho superior.
Sempre que circunstâncias ojustifiquem podem ser criados tribunais judiciais de competência
especializada. Nas capitais de província podem ser criados tribunais judiciais de nível distrital,
sempre que o volume e a complexidade da actividade judicial ou outras circunstâncias o
justifiquem.4
3.2.1.Tribunal Supremo
O Tribunal Supremo é o mais alto órgão da hierarquia dos tribunais judiciais e tem jurisdição em
todo o território nacional. O Tribunal Supremo garante a aplicação uniforme da lei na esfera da
sua jurisdição, ao serviço dos interesses do povo moçambicano. Ao Tribunal Supremo incumbe
ainda a direcção do aparelho judicial. Sede- O Tribunal Supremo tem a sua sede na capital da
República de Moçambique5.
3.2.2.Composição
O Tribunal Supremo é constituído pelo Presidente, Vice-Presidente, juízes profissionais e eleitos.
O Tribunal Supremo é composto por um mínimo de sete juízes profissionais e dezassete eleitos,
sendo oito suplentes.6
4
ARTIGO 29 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
5
ARTIGO39 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
6
ARTIGO42 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
3.2.3.Organização
Para o exercício da função jurisdicional o Tribunal Supremo organiza-se em:
a) Plenário. Como tribunal de segunda instância e de instância única, nos casos expressamente
previstos na lei;
b) decidir de conflitos de competência cujo conhecimento não esteja, por lei, reservado a outros
tribunais;
c) Julgar os recursos de decisões proferidas em primeira instância pelas secções do Trib mal
Supremo;
d) Ordenar que qualquer processo, ros casos específicos, seja julgado em tribunal diverso do
legalmente competente, nos termos da lei;
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ARTIGO43 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
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ARTIGO45 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
Constitucional, o Presidente e os Juízes Conselheiros do Tribunal Administrativo, o Procurador-
Geral da República. o Vice-Procurador Geral da República, os Procuradores gerais adjuntos e o
Provedor de Justiça;
c) Julgar os processos-crime instaurados contra os juízes eleitos do mesmo tribunal, por actos
relacionados com o exercício das suas funções;
d) Conhecer e decidir das acções de perdas e danos instaurados contra os juízes do Tribunal
Supremo e Magistrados do Ministério Público junto deste, por actos praticados no exercício dos
suas funções;
3.2.5.Recurso
Das decisões das secções do Tribunal Supremo, em recurso para o Plenário, é relator um dos
juízes profissionais, a designar por distribuição, não podendo ser o juiz que tiver relatado a
decisão recorrida.10
3.2.6.Composição
1Cada secção é constituída por um mínimo de dois juízes profissionais, sendo um presidente e
outro adjunto, quando funcione como tribunal de segunda instânc ia, e por um mínimo de dois
juízes eleitos para além dos juízes profissionais, quando funcione como tribunal de primeira
instância.11
A secção é presidida pelo juiz profissional mais antigo no cargo. A secção como tribunal de
primeira instância, não pode deliberar sem que estejam presentes dois juízes profissionais e um
eleito. Sempre que nas deliberações das secções se verifique empate, participa o juiz profissional
substituto designado para a secção.
9
ARTIGO46 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
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ARTIGO47 Lei n.• 2412007 de 20 de Agosto
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ARTIGO48 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
3.27.Competência da secçlo em segunda Instancia
Às secções do Tribunal Supremo, como tribunal de segunda instância compete:
a) Julgar em matéria de direito, os recursos das decisões proferidas pelos tribunais superiores de
recurso, que nos termos da lei são interpostos para o Tribunal Supremo;
b) Conhecer dos conflitos de competência entre os tribunais superiores de apelação e entre estes e
os tribunais judiciais de província;
e) proceder nos termos mencionados nas alíneas c) e d), quando os juízes que intervieram no
julgamento tenham sido acusados da prática de crimes e susceptíveis de terem influído na
decisão;
12
ARTIGO 50 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
3.3.Tribunais Superiores de Recurso
3.4.1.Organização
Os tribunais superiores de recurso podem organizar-se em secções de competência genérica ou
especializada, sempre que o volume, acomplexidade ou outras circunstâncias O determinarem.
Composição
a) Por três juízes desembargadores quando funcione como tribunal de segunda instância;
b) Por um juiz desembargador e dois juízes eleitos, quando funcione como tribunal de prir ieira
instância.
c) Julgar dos conflitos de competência entre tribunais judiciais de província da área <lasua
jurisdição;
b) Julgar os processos crime em que sejam arguidos juízes eleitos dos tribunais judiciais, e
província, por actos relacionados com o exercício das suas funções;
c) Conhecer e decidir das acções de perdas e danos instauradas contra os juízes proissionais dos
tribunais judiciais de província e magistrados do Ministério Público junto destes, por actos
I'raticados no exercício das suas funções;
d) Conhecer dos pedidos de habeas corpus que, nos termos da lei processual, devam ser remeti
ias para este tribunal;
3.4.5.Jurisdição e sede
A área de jurisdição e a sede dos tribunais judiciais de província são definidas no respectivo
diploma de criação.
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ARTIGO 58 a 66 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
3.4.6.Organização
O tribunal judicial de província pode organizar -se em secções de competência genérica ou de
competência especializada a estabelecer por despacho do Presidente do Tribunal Supremo.
3.4.7.Funcionamento
Em primeira instância, o tribunal judicial de província pode funcionar como tribunal singular ou
colegial, conforme o determinado pela lei de processo ou outro diploma. As deliberações e os
julgamentos do tribunal judicial de província, quando funcione em segunda instância, têm lugar
em conferência do colectivo de juízes que o compõem.
3.4.8.Composição
O tribunal judicial de província é composto:
a) Por três juízes profissionais quando funcione como tribunal de segunda instância;
b) Por um juiz profissional e quatro juízes eleitos, quando funcione em primeira instância, como
tribunal colegial. O tribunal judicial de província, quando esteja organizado em secções integra
também os presidentes destas.14
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ARTIGO 68 77 Lei n.· 2412007 de 20 de Agosto
3.4.11.Organização
Os tribunais judiciais de distrito são. Por regra, tribunais de competência genérica. Quando o
volume. a natureza dos conflitos ou outras razões ponderosas o justificar. Podem organizar-se em
secçõede competência especializada.
4.Conclusão.
Em forma de conclusão Os tribunais são independentes e apenas estão sujeitos à lei. No
exercício das suas funções de julgar litígios os juízes não podem aplicar normas que considerem
violar a CRM ou/e os princípios nela consignados, devendo, quando entendam que essa situação
se verifica, recusar a aplicação dessas normas no caso concreto que se encontram a julgar.