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Taquiarritmias: Diagnóstico e Tratamento

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Cardiologia

Maria Eduarda de Souza Pires


10ºP/2024
MedCurso 2023

Taquiarritmias
ARRITMIA:
Critérios para o fisiológico:
• Ondas P + em D1 e aVF
• Ondas P de mesma morfologia
• Ondas P seguidas de QRS
Arritmias:
• Qualquer coisa que fuja do ritmo
fisiológico/sinusal
‣ Bradiarritmias = FC < 50 + ritmo
irregular
‣ Taquiarritmias = FC > 100 + ritmo
irregular
FIBRILAÇÃO ATRIAL (FA):
QUADRO CLÍNICO:
• Remodelação do miocárdio gerando
• Palpitação alteração nas vias de condução
• Dor torácica • Principal causa de AVC
• Síncope cardioembólico
• Mal estar • É coagulogênica, o coração
SINAIS DE INSTABILIDADE turbilhona sangue no átrio
• Taquicardia, ausência de onda P, QRS
HEMODINÂMICA (4Ds): estreito e ritmo irregular
• Diminuição da PA/Hipotensão, Mecanismo:
choque • Circuitos de reentrada (curto-
• Diminuição/Rebaixamento do nível de circuitos)
consciência/Síncope/Desmaio Causas:
• Dor precordial • Estruturais = HAS, estenose mitral,
• Dispneia/congestão pulmonar IC, DM, idade, tabagismo, apneia do
• > TEC, Pele fria, pegajosa sono, sedentarismo/excesso de ativ
INTERVALO QRS: física
• Reversíveis = tireotoxicose, pós-op,
• Estreito < 120ms → antes do
ventrículo álcool → é fácil voltar ao ritmo
sinusal
• Largo > 120 (3 quadradinhos) →
ventricular • Isolada = não acha causa
Classificação:
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Cardiologia
Maria Eduarda de Souza Pires
10ºP/2024
MedCurso 2023
•Paroxística (< 7 dias) • Utilizar:
•Persistente (>7 dias) ‣ NOAC: Rivaroxaban, Apixaban
•Longa duração (> 1 ano) (inibidor da Xa), Dabigatran (inibidor
•Permanente = mantém da trombina) → não precisa
o pct em FA para o resto da vida, controlar o INR
decisão médico-paciente, pelo risco- ‣ Warfarin: utiliza se FA valvar ou
benefício CICr < 30 (INR 2-3)
Solicitar: Better symptoms (melhora
• ECG, hemograma, TSH, ureia, sintomática):
creatinina, sódio, potássio, cálcio, • Instável: cardioversão elétrica
magnésio, troponina (IAM), BNP (IC), (choque sincronizado), aumenta de
raio x de tórax (cardiomegalia), ECO 20 em 20%
e coagulograma ‣ monofásico = 200J→300J→360J
Consequências: ‣ bifásico = 120J →200J → 200J
• Hemodinâmicas ‣ sedação = Morfina 2mg ou
‣ Aumento da FC e diminuição Fentanil 1ml (50mcg) + Midazolam
contração atrial → diminuição do 2-5mg ou Etomidato 5mg
DC (hipotensão arterial, dispneia, • Estável
palpitação, tontura) ‣ controle da FC = inibidores do
• Tromboembólicas nodo AV → betabloqueadores ou
‣ Estase atrial → pode formar BCC (verapamil ou diltiazin) ou
trombos dentro do átrio → gerar digoxina (2ª linha)
AVE isquêmico, embolia arterial ‣ controle do ritmo = faz + sentido
periférica, isquemia mesentérica nos pcts com causa reversível e
aguda reverte com choque /
Tratamento (ABC): amiodarona / propafenona e tem
Anticoagulação (prevenção de AVC): que reduzir risco cardioembólico
• Pcts que tem alto risco nos pcts com FA>48hrs ou
tromboembólico indeterminado =
1. FA valvar = estenose mitral ‣ anticoagular pré-reversão 3-4
moderada/grave ou prótese sem
valvar ‣ pode omitir anticoagulação se
2. Escore CHA2VASC >/= 2 ECO-TE, com resultado
(homem) ou 3 (mulher) negativo → cardioversão
‣ anticoagular pós-reversão por 4
sem e para sempre nos pcts
com alto risco
Comorbidades:
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• pesquisar desencadeantes por meio ‣ mesma
de ECO, TSH, álcool, drogas ilícitas estratégia
Considerações: da FA
• Não deve ser feita cardioversão na ‣ Trombo cronicamente =
FA crônica, pois pode gerar TEP, anticoagular
AVE… TAQUICARDIA SINUSAL:
FLUTTER ATRIAL: • FC > 100 bpm + Ritmo sinusal (onda
• Delimitado anatomicamente pela veia P sinusal)
cava, seio coronário. Impulso fica • Basicamente todo mundo tem
rodando dentro do átrio do pct • Nem sempre vem com QRS estreito
antes de ir para nó AV • O que pode gerar? Exercício físico
• Ondas F = fica logo depois do QRS, ou qualquer coisa que aumente o
tem caráter cerrilhado tônus simpático, febre, ansiedade,
• Tem uma FC típica de 150bpm dor, hipotensão
• É um ritmo organizado • Fica menos intensa a noite e no
• Descobre isso olhando para as repouso
derivações inferiores (D2, D3 e aVF) • Tratar a causa base
• Esse movimento gera trombo → • FC em jovens pode chegar até a 180
TEP e AVC - 200 bpm
• Arritmia matemática = roda 2 vezes • Intervalo PR curto (< 3)
e passa (2 F e 1 QRS) TAQUICARDIA ATRIAL:
• PA não controladas induz • Ritmo atrial (não é sinusal, mas tem
remodelamento, sobrecarga onda p antes do QRS) e FC > 100
Mecanismo: bpm = taquiarritmia atrial
• Macrorreentrada • Ritmo atrial e FC normal = ritmo
Classificação: atrial ectópico, predispõe um flutter,
• Típico: roda no sentido anti-horário taquiarritmia, FA; quase não vê onda
→ ondas F negativo P, ela pode estar junto com QRS,
• Atípico: roda no sentido horário → pelo PR curto
ondas F positivo TAQUICARDIA ATRIAL
Tratamento: UNIFOCAL:
• Controle do ritmo
• Tem uma alteração da onda P, pode
‣ cardioversão com 50 - 100 J
estar negativa em D2, por ex, mas a
(preferencial)
morfologia da onda P é igual
‣ Ibutilida = alternativa como
cardioversão química TAQUICARDIA ATRIAL
• Anticoagulação MULTIFOCAL:
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Maria Eduarda de Souza Pires
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• Morfologia da onda P é diferente, doenças genéticas (displasia
então o estímulo vem de diferentes congênita do VD)
locais do átrio • No ECG, geralmente apresenta um
• Ritmo irregular QRS distorcido/alargado; pode não
• Comum em pcts com DPOC ter onda P e intervalo PR diminuído,
descompensada, ao compensar o pois houve um estímulo que partiu
ritmo retorna ao sinusal do ventrículo e não houve
• Pode predispor FA contração atrial
• Pode tratar com Ablação (não da Tratamento:
garantia) • Tratar doença base reduz
PARADA SINUSAL: ocorrência de extrassístoles
• Pct com batedeira, coração • Pode ser feito ablação com
disparando → pede Holter radiofrequência em situações de
sintomáticos
• Pausa sinusal > 1,5 seg
• Acompanhamento se não possuir
• Importância clínica a partir de 2 seg
+ sintomática sintomas ou não ter relação com
doenças cardíacas de base
• Alteração anatômicas, doenças do nó
sinusial TAQUIARRITMIA
TAQUICARDIA SINUSAL VENTRICULAR (TV):
INAPROPRIADA: • Sem onda P, QRS alargado (>
3quadradinhos)
• Pct relata que volta e meia o
coração dispara. Descartar febre, • Tem alta chance de ir para FV ou
infecção, choque PCR
• Cardioversão (tenta coincidir com
• Pode desencadear por motivo
nenhum, ou estresse, ansiedade QRS) ≠ Desfibrilação (dá descarga
aleatória)
EXTRASSÍSTOLES
Classificação:
VENTRICULARES: • TV não sustentada: dura apenas uns
• Arritmias que ocorrem pelo 30 seg
batimento precoce dos ventrículos • TV sustentada: >/= 30seg ou
pela sua ativação elétrica precoce instabilidade hemodinâmica
• Sintomas: palpitações com falhas do • Monomórfica = apresenta mesma
batimento ou espaçados morfologia
• Pode estar relacionado a doenças • Polimórfica = QRS tem várias
cardíacas, como: cardiomiopatia morfologias dentro da mesma
hipertrófica, miocardiopatia dilatada ou derivação
Torsades de Pointes:
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• É uma TV polimórfica, que
apresenta um início do QRS bem
negativo e o final bem positivo
• Quando em ritmo sinusal apresenta
QT longo (> 440ms) MACETE: TV sempre trata com as
pás, seja o choque, seja as medicações
• Causas de QT longo: medicamentos
(macrolídeo, antipsicótico, (Procainamida, Amiodarona e Sotalol)
antidepressivos, antiarrítmicos, TAQUIARRITMIA
cloroquina), distúrbios SUPRAVENTRICULAR (TVS):
hidroeletrolíticos (hipo K, Mg, Ca), Conceito:
agrotóxicos, BAVT, congênitas • Alteração anatômica em que
• Tratamento indivíduos nascem com uma dupla
‣ Estável = Sulfato de Magnésio via de condução do estímulo
1-2g IV elétrico, uma via é mais rápida que a
‣ Instável = Desfibrilação (pois é TV outra
polimórfica) • Forma um curto-circuito com
Tratamento: passagem do estímulo do nódulo AV
TV não sustentada → ventrículo → nódulo AV
• Sem cardiopatia: conservador com Mecanismo:
betabloq
• Reentrada nodal (70%) = que ocorre
• Com cardiopatia: investigar com principalmente em mulheres jovens
Holter 24hrs, estudo eletrofisiológico
• Via acessória (30%) = acontece
(EEF) principalmente em crianças
TV sustentada
‣ Síndrome de pré-excitação
• Instável: cardioversão (100J, quando é ventricular consegue ser
monomórfica que o aparelho observado no ECG por meio de
consegue reconhecer a onda R para PR curto + onda delta
cardioverter no QRS) / desfibrilação (despolarização miócito a miócito
(dessincronizado, quando é do ventrículo)
polimórfica)
‣ Síndrome de Wolff-Parkinson-
• Estável (alternativa): Procainamida, White = via acessória +
Amiodarona, Sotalol desenvolvimento de taquiarritmia
• Com critérios de gravidade, No ECG:
recorrência, IC com FE< 40% ou
• Taquicardia que surge acima do
instabilidade: deve ser implantado um ventrículo
cardiodesfibrilador implantável (CDI)
• Não tem onda P, QRS estreito, ritmo
regular
Tratamento:
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• Estável = deteriorar para ritmo de parada FV
1. manobra vagal (valsava / ou TV sem pulso (desfibrilar)
compressão carotídea)
2. Adenosina, 6mg IV em bolus e
repetir 12mg se não reverter
(inibe nodo atrioventricular) →
tem meia via muito curta, então
tem fazer muito rápido e com
pressão e infundir solução salina
para tentar que ela chegue no
nó AV mais rápido possível →
gera uma sensação de morte
iminente
3. Inibidores do nodo AV
• Instável
1. Cardioversão elétrica 50 - 100J
sincronizada
2. Adenosina / manobra vagal
podem ser feitas durante
preparação da cardioversão
Profilaxia:
• Ablação por cateter da via acessória
RESUMO DAS TAQUI:
• Taqui supraventricular → estímulo
sai do eixe de His para cima → FC
> 100 + QRS estreito → adenosina
• Taqui ventricular → estímulo sai do
feixe de His para baixo → FC > 100
+ QRS largo (off road até chegar na
via expressa, por isso que alarga)
• Taquiarritmia instável independente
da arritmia = cardioversão →
orientação, sedação, ficar preparado
para PCR, 200J (encontra onda R
mais ampla) → volta ritmo sinusial ou
se seguir com taquiarritmia,

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