Índice
Introdução................................................................................................................................................. 3
Conferência de Berlim a partilha de África...................................................................................................4
Objetivos da conferência do Berlim..........................................................................................................5
Consequências da Conferência de Berlim.................................................................................................5
Motivos que levaram a partilha da África..................................................................................................6
As resistências à ocupação colonial...........................................................................................................6
França x Inglaterra.....................................................................................................................................7
Conclusão...................................................................................................................................................8
BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................................................9
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Introdução
A conferência de Berlim, também conhecida como conferência da africa ocidental ou
conferência do congo. A conferência denominou-se Conferência de Berlim por ter sido realizada
na cidade alemã com o mesmo nome. Teve o seu início a 15 de Novembro de 1884 e terminou a
23 de Fevereiro de 1885, marcando a colaboração europeia na participação e divisão territorial
da africa. O vento contou com a participação dos seguintes países: Estados Unidos, Rússia, Grã-
Bretanha, Dinamarca, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Itália, Império Alemão,
Suécia, Noruega, Império Austro-Húngaro e Império Turco-Otomano. Três pontos principais
constituíram a agenda da conferencia: (1)- a liberdade de comercio em toda a bacia do zaire e sua
foz; (2)- a aplicação dos princípios do congresso de viena quanto a navegação nos rios
internacionais ( entre outros, do Niger); (3)- a definição de regras uniformes nas relações
internacionais relativamente as ocupações que poderão realizar-se no futuro nas costas do
continente africano.
Objetivo Geral
Saber a cerca da conferencia de Berlim
Específicos
Explicar o acontecimento da conferência do Berlim;
Demostrar as causas da conferência de Berlim;
Identificar os países que fizeram parte da conferência.
Metodologia
Para a realização deste trabalho foram usados artigos, livros e pdf com conteúdos e informações
contidas no trabalho
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Conferência de Berlim a partilha de África
A Conferência de Berlim, proposta pelo Chanceler alemão Otto von Bismarck (1815-1898), foi
uma reunião entre países para dividir o continente africano.
Em 15 de Novembro de 1884 tem início a Conferência de Berlim, convocada pela França e Grã-
Bretanha e organizada pelo Chanceler da Alemanha. O Chanceler Bismarck, como
“continentalista” que era, estava mais interessado nas questões da Europa Central, mas também
estava sob forte pressão dos grupos industriais e comerciais alemães. Só depois da demissão de
Bismark, a Alemanha iniciou uma política expansionista colonial. Bismark abre a conferência
definindo como objetivo da mesma o estabelecimento do direito no acesso de todas as nações ao
interior de África.
A partilha de África impõe a Portugal a definição das fronteiras dos seus territórios com os das
novas potências. Tal acontece logo em 1886 através de duas convenções, uma luso-francesa e
outra luso-alemã. Tratados de limites, estas convenções não manifestam intenções de
aproximação político-diplomática, não excluindo porém, no caso alemão, esta hipótese.
Estiveram presentes as nações imperialistas do século XIX: Estados Unidos, Rússia, Grã-
Bretanha, Dinamarca, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Itália, Império Alemão,
Suécia, Noruega, Império Austro-Húngaro e Império Turco-Otomano.
Esta conferência denominou-se Conferência de Berlim por ter sido realizada na cidade alemã
com o mesmo nome. Teve o seu início a 15 de Novembro de 1884 e terminou a 23 de Fevereiro
de 1885. Para se evitar conflitos entre algumas potências (Portugal, Espanha, Holanda, Itália,
Suécia, Noruega, Inglaterra, França, Bélgica e outros), foi concedida ao rei Leopoldo II a
administração da bacia do Rio Congo e a Portugal foi reconhecida a soberania sobre os
territórios situados na margem direita do Rio Congo.
A Conferência de Berlim definiu as regras que legitimavam a ocupação efetiva dos territórios
africanos em disputa. Após a realização da Conferência de Berlim, os países europeus investiram
na ocupação efetiva e na delimitação (traçado) das fronteiras das suas colónias. Até 1900 a
maioria dessas fronteiras estava fixada. Assim, a África ficou dividida entre britânicos, franceses,
alemães, portugueses, belgas e italianos. A ocupação efetiva do continente africano pelas
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potências europeias foi feita na época em que ocorriam algumas transformações económicas e
sociais na Europa. Estas transformações foram provocadas pela utilização de máquinas
industriais. Os europeus precisavam de definir urgentemente o papel de África na aquisição da
matéria-prima. Para o efeito, consideraram necessário ter um controlo efetivo dos territórios.
Objetivos da conferência do Berlim
A Conferência de Berlim tinha como objetivo central organizar a ocupação do continente
africano e debater questões que estivessem envolvidas nesse processo, como a delimitação de
fronteiras e os direitos de navegação em diversos rios.
Consequências da Conferência de Berlim
Como consequência, o território africano foi dividido entre os países integrantes da Conferência
de Berlim:
Mapa da África após a Conferência de Berlim
Grã-Bretanha: suas colônias atravessavam todo o continente e ocupou terras desde o
norte com o Egito até o sul, com a África do Sul;
França: ocupou basicamente o norte da África, a costa ocidental e ilhas no Oceano
Índico,
Portugal: manteve suas colônias como Cabo Verde, são Tomé e Príncipe, Guiné, e as
regiões de Angola e Moçambique;
Espanha: continuou com suas colônias no norte da África e na costa ocidental africana;
Alemanha: conseguiu território na costa Atlântica, atuais Camarões e Namíbia e na costa
Índica, a Tanzânia;
Itália: invadiu a Somália e Eriteia. Tentou se estabelecer na Etiópia, mas foi derrotada;
Bélgica: ocupou o centro do continente, na área correspondente ao Congo e Ruanda.
Espanha: continuou com suas colônias no norte da África e na costa ocidental africana;
Alemanha: conseguiu território na costa Atlântica, atuais Camarões e Namíbia e na costa
Índica, a Tanzânia; Itália: invadiu a Somália e Eriteia
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Por sua vez, a liberdade comercial na bacia do Congo e no rio Níger foi garantida; assim como a
proibição da escravidão e do tráfico de seres humanos
Motivos que levaram a partilha da África
Foi motivada por interesses econômicos, políticos e nacionalistas europeus. A busca por
matérias-primas, mercados, prestígio e poder levou as potências a competirem pela colonização
da África.
As resistências à ocupação colonial
A Conferência de Berlim contribuiu para o controlo efectivo dos territórios e para regular a
concorrência entre as potências coloniais. Cada potência tinha que dar provas de controlo sobre
os territórios que possuía.
Foram assinados vários tratados bilaterais para a delimitação do espaço que cada potência
deveria ocupar, bem como as suas respetivas fronteiras. Os tratados assinados entre africanos e
europeus foram apenas proveitosos para os europeus, pois utilizaram a força como fonte de
todo o direito. Deste modo, as potências europeias dividiram o continente africano em dezenas
de colónias, o que fez com que todos os acuais países africanos ficassem dependentes deste ou
daquele país europeu.
Os chefes africanos viram os europeus, que tinham adquirido a sua riqueza através do comércio
negreiro, como seus concorrentes rivais. Os europeus romperam a velha aliança com os
mercadores e intermediários africanos e passaram a recorrer à força para terem o direito
exclusivo de comercializar os produtos africanos. Assim começa a resistência africana à
penetração europeia.
Em todas as regiões de África destacaram-se figuras de resistência, tais como Shaka Zulu
(África do Sul), Ngungunhana (Moçambique), Menelik II (Etiópia), Ekuikui II, Mandume e a
Rainha Njinga (Angola), entre outros.
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A realização da conferência
A realização de uma conferência foi sugerida pela Inglaterra e por Portugal como forma de
resolver os problemas e de elaborar uma partilha de África por meio da diplomacia e do
consenso entre as diversas potências envolvidas.
França x Inglaterra
A França disputava com a Inglaterra a supremacia colonial tanto na África quanto na Ásia. Por
isso, as duas nações esforçavam-se para fincar suas estacas na maior quantidade possível de
território no continente africano.
A Inglaterra contava com sua poderosa esquadra naval, a maior da época, para pressionar e
influenciar os resultados das negociações.
Por sua parte, a França foi negociando tratados com os chefes tribais ao longo do século XIX e
usou este argumento para garantir territórios no continente africano.
Essa técnica era usada por todos as nações que ocuparam a África. Os europeus aliavam-se a
certas tribos e as ajudavam a combater seus inimigos promovendo guerras.
A Conferência de Berlim foi uma vitória diplomática do chanceler Bismarck. Com a reunião, ele
demonstrava que o Império Alemão não podia ser mais ignorado e era tão importante quanto o
Reino Unido e a França.
Igualmente, não solucionou os litígios de fronteiros disputados pelas potências imperialistas na
África e levariam à Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
O conflito foi travado entre dois grandes blocos: Alemanha, Áustria e Itália (formavam a Tríplice
Aliança), e França, Inglaterra e Rússia (formavam a Tríplice Entente).
Como a África era considerada uma extensão desses países europeus, o continente também se
viu envolvido na Grande Guerra Mundial, com os nativos integrando os exércitos nacionais.
Essa nova configuração do continente africano, feito pelas potências mundiais, permaneceu até o
fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Após esta data eclodiram vários movimentos de
independência em diversos países africanos.
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Conclusão
A Conferência de Berlim tinha como objetivo central organizar a ocupação do continente
africano e debater questões que estivessem envolvidas nesse processo, como a delimitação de
fronteiras e os direitos de navegação em diversos rios.
Para se evitar conflitos entre algumas potências como: (Portugal, Espanha, Holanda, Itália,
Suécia, Noruega, Inglaterra, França, Bélgica e outros).
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Bibliografia
GONÇALVES, António Custódio - Identidades culturais e emergência do nacionalismo angolano-
AFRICANA STUDIA, N” 2.1999. Edição da Fundação Eng. António de Almeida pp 47-60.
GONÇALVES, Jonuel José - 1943 em Angola - Revista Perspectivas do Desenvolvimento RPD, 2013 1ª
Edição, Nº 1.
Guia do Terceiro Mundo 1983, Editora Associados, dir. Pablo Placentini e Beatriz Bissio.
Guia do Terceiro Mundo 1986, Lisboa – Tricontinental Editora; Rio de Janeiro – Editora Terceiro
Mundo. KI-ZERBO, Joseph – Para Quando África? Entrevista de René Holenstein, Luanda, Editora e
Livraria Chá de Caxinde, 2006. KI-ZERBO, Joseph – História da África Negra, volume II, 3.ª edição,
Mira-Sintra, Mem Martins, 2000. MORAIS, Beatriz – A Cooperação e a Integração Regionais da África
Austral – A SADC.
O Colonial, 1974. VICHINSKI, M.P – Sul da África: o Apartheid, o Colonialismo, a Agressão, URSS,
Edições Progresso, 1987. ZAU, Filipe – Marítimos Africanos e um Clube com História – Universitária
Editora – Lisboa – 2005 pp 73.