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Projetos com Design Thinking

TECNOLOGIAS EMERGENTES EM EDUCAÇÃO - EDU640 - 3.4


Projetos com Design Thinking • 2/16

Projetos com Design Thinking


Conteúdo organizado por Ane Caroline de Souza Pereira e Alexandra Cristina
Moreira Caetano em 2022 do livro Encyclopedia of Information Technology
Curriculum Integration, publicado em 2009 por Lawrence A. Tomei, pela editora
Information Science Reference.

Objetivos de Aprendizagem
• Identificar o que é o Design Thinking e as fases do processo;
• Entender a abordagem de Design Thinking como um trabalho colaborativo;
• Compreender os princípios do Design Thinking para a gestão de projetos de
inovação.
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O que é o Design Thinking


O Design Thinking (DT) é uma forma de resolver problemas, desenvolver produtos e
serviços e pensar projetos. Testar novas ideias, criar projetos de inovação ou adotar
o DT como forma de gerar a melhor experiência para seu cliente. Todo projeto
pode ser explorado com a utilização da abordagem de Design Thinking.
Sendo o ponto de convergência entre experimentação, empatia e colaboração, o
DT instiga o desenvolvimento do projeto colaborativo, participativo e com foco nas
pessoas e no que elas pensam. O time do projeto é responsável pela organização de
informações e ideias para posteriores tomadas de decisões.
O Design Thinking contribui para o levantamento de dados, o desenho de diferentes
soluções, a análise em equipe e os testes. Uma das grandes vantagens do processo é
a prototipação, evitando retrabalho em projetos de maior complexidade
Como definição, DT é um novo jeito de pensar e abordar problemas ou, dito de
outra forma, um modelo de pensamento centrado nas pessoas para resolução
de problemas ou implementação de novos projetos.

Quem é o Design Thinker

O design thinker, líder do projeto, conduz as discussões iniciais, estimula posições


aparentemente opostas e orienta a materialização de ideias na busca da solução – a
partir da perspectiva do cliente e/ou beneficiário final –imaginando soluções que
sejam desejáveis e viáveis para satisfazer as necessidades – explícitas ou latentes –
fator chave de sucesso da metodologia.
O design thinker deve praticar o ouvir e entender o outro, pois assim ganhará
assertividade na solução. Ele cria com os integrantes da equipe, que, em conjunto,
desenvolve e testa os protótipos da solução. O design thinker é responsável por
considerar ou descartar as ideias do time, por explorar novos direcionamentos durante
o desenvolvimento do projeto e por garantir o fluxo contínuo das principais etapas,
a saber: compreender o problema, projetar soluções, prototipar e implementar a
melhor solução.
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História do DT

A IDEO é uma empresa de design premiada e amplamente admirada, fundada em


1978, no Departamento de Design da Universidade de Stanford por David M. Kelley,
está localizada em Palo Alto, Califórnia (no Vale do Silício). No começo dos anos 2000,
a IDEO passou a utilizar o Design Thinking como forma de abordagem para inovar e
melhorar produtos já existentes. O processo foi tão eficaz que em pouco tempo, Tim
Brown, CEO da IDEO na época, começou a disseminar a metodologia a partir dos
resultados obtidos na criação de produtos, serviços e processos inovadores.
Para o seu fundador, Kelley, e seus colaboradores, trabalhar na IDEO é como brincar,
fazer tempestade de ideias (brainstorm) é uma ciência e a regra mais importante é
“quebrar regras”. Essa é a base do DT, uma abordagem que descentraliza a prática
do design das mãos de profissionais especializados ao permitir que seus princípios
sejam adotados por pessoas que atuam em áreas profissionais variadas. Afinal, em
todo projeto é imprescindível a presença de uma equipe multidisciplinar.
Tim Brown, autor do livro Design Thinking – Uma metodologia poderosa para
decretar o fim das velhas ideias e um dos maiores defensores do DT, afirma que é
uma abordagem que usa a sensibilidade e os métodos dos designers para conciliar as
necessidades das pessoas com o que é tecnologicamente exequível, visando converter
oportunidades que agregam valor em soluções para um contexto específico.
O Design Thinking alimenta a inovação estratégica. Ele pode ser usado para dar
início a uma ideia ou para revelar valor oculto em produtos, serviços e tecnologias,
revigorando assim um negócio sem necessariamente reinventá-lo. Como processo
disciplinado que pode resultar em criação de valor econômico, diferenciação
significativa e melhor experiência, o Design Thinking descarta o pensamento cartesiano
e determinista, investe em mergulhar no problema em campo, acredita que pensar
“fora da caixa” ajudar a trazer ideias que não são óbvias para as soluções. E mesmo,
quebrando regras, desconstruindo estruturas e formas de pensamento, segue passos
que promovem e valorizam a criatividade e reduzem o tempo e custo de produção.
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Momentos do DT

O Design Thinking pode ser trabalhado com base nos grandes momentos.
Figura 3.6 – Momentos do Design Thinking

Fonte: Alexandra Caetano, a autora

• INSPIRAÇÃO: definição e experimentação do problema que precisa ser


solucionado;
• IDEAÇÃO: geração de ideias, maturação e testes;
• IMPLEMENTAÇÃO: momento de colocar o projeto em prática, considerando
todos os requisitos que garantem a viabilidade do projeto.
Os momentos permitem maior flexibilidade para a equipe lidar com as situações que
surgem durante o processo de produção ou de busca de soluções. Para cada momento,
existe um conjunto de perguntas e de ações que podem ajudar na condução do
processo.
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INSPIRAÇÃO

1- Qual é o problema do tema? Onde está a oportunidade?


2- O que as pessoas fazem, como pensam, o que precisam e desejam?
3- Quais são as restrições?
4- Quais áreas podem ser envolvidas no projeto?
5- Quem são os clientes e usuários (potenciais alunos / participantes) extremos?
6- Compartilhe ideias, conte histórias sobre problemas semelhantes, contextos
similares.
7- Como as novas tecnologias podem ajudar?
8- Existem ideias valiosas ou conhecimentos escondidos em sua proposta?
9- Organize informações e sintetize possibilidades.

IDEAÇÃO

10- Brainstorming – Quais soluções podemos considerar?


11- Quais são os cenários possíveis? Quais cenários são improváveis? Faça muitos
esboços.
12- Construa estruturas criativas. Fuja do óbvio.
13- Aplique pensamentos integrativos.
14- Coloque os clientes no centro; descreva suas ideias.
15- Faça protótipos, modelos simples, inacabados e teste várias vezes.
16- Conte mais histórias (fale sobre a experiência, fale dos processos)
17- Use a comunicação.
18- Faça mais protótipos, teste com os usuários (potenciais alunos / participantes)
internamente
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IMPLEMENTAÇÃO

19- Execute as ideias.


20- Conceba uma estratégia de comunicação.
21- Faça um case – espalhe a ideia
22- Mova-se para o próximo projeto – repita
23- Construa recursos para a implementação do seu plano.
O DT é processo criativo em movimento, portanto você pode optar por trabalhar
com diferentes estruturas de fases. Cada equipe de projeto tem liberdade para criar
as etapas mantendo a essência da abordagem.

Fases do processo de Design Thinking


Figura 3.7 – Processo de Design Thinking

Fonte: Alexandra Caetano, a autora


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O uso do Design Thinking em educação pressupõe as seguintes etapas num processo


colaborativo, interativo, em equipe e flexível.
1) Criar empatia ou compreender
Entender quais são as necessidades das pessoas envolvidas no problema ou no
desafio a respeito daquilo de que precisam, daquilo de que gostam e daquilo
que querem. Dessa forma, entendemos as reais necessidades antes de começar
a pensar em um projeto.
2) Definir
A partir daquela pesquisa, delimitar qual é o problema e o que precisa ser
resolvido ou criado. Nesta fase é fundamental deixar os insights (percepções)
surgirem na conversa com o grupo envolvido. Compartilhar anotações e
registros de pensamentos. Este trabalho pode ser feito através de mapas mentais
colaborativos, com a utilização de bloco de notas ou cartões coloridos em um
quadro de fácil acesso.
3) Idear
É a fase de brainstorming, em que as ideias e sugestões devem fluir sem censura,
sem medo de errar. Ainda com a utilização do quadro com cartões coloridos,
todos os envolvidos apresentam suas ideias por meio de palavras ou desenhos.
4) Prototipar
Escolher uma ou algumas ideias (aqui é que costumam entrar os post-its, que ajudam
o grupo a organizar e selecionar as ideias mais recorrentes ou mais interessantes)
e criar protótipos para torná-las tangíveis e chegar a soluções práticas.
5) Testar
Esta é a hora de experimentar os protótipos e escolher o que faça mais sentido
para a construção do projeto participativo e colaborativo. É importante também
planejar os próximos passos e a maneira como serão acompanhados e avaliados.
A construção e o aprendizado devem ser permanentes.
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Existem ainda estratégias de DT que orientam a elaboração do plano do projeto


piloto que permite que a solução seja testada com um grupo para identificação de
eventuais ajustes antes de ser completamente implementada. Essas ações devem
ser documentadas e seus resultados devem ser avaliados e discutidos. Se houver
necessidade, mudanças e ajustes devem ser realizados antes que a opção escolhida
seja apresentada para todas as partes interessadas.
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Os 10 princípios do Design Thinking que redefinem o gerencia-


mento de projetos

O Design Thinking ajuda a estruturar as interações da equipe para cultivar a


colaboração, uma maior inclusão, para estimular a criatividade, para aprofundar a
empatia e para alinhar os participantes em torno de metas e resultados específicos.
Uma abordagem multifuncional e de multiperspectiva para resolver problemas
influenciou muitos dos princípios inerentes ao Design Thinking. Muitos abordam
o Design Thinking como um método claro porque ele emprega alguns processos
previsíveis e sistematizados.
Para realizar e desenvolver o processo com sucesso, no entanto, é fundamental adotá-
lo e aplicá-lo reconhecendo seus princípios-chave.
1- Abordagem interdisciplinar: propõe uma abordagem interdisciplinar de
aprender-fazendo para resolver problemas. Permite-nos acomodar interesses e
habilidades variadas através de experiências de aprendizagem prática e aplicada
entre indivíduos.
2- Disrupção: é disruptivo e provocativo por natureza, porque promove novas
formas de olhar para os problemas, explorando novas abordagens para a solução
de problemas.
3- Necessidades reais: é sempre focado nas necessidades reais, incluindo
necessidades não articuladas, não atendidas e desconhecidas. Para fazer isso,
são empregadas várias técnicas de pesquisa baseadas em observação e escuta
para sistematicamente aprender sobre as necessidades, tarefas, etapas e marcos
do processo de uma pessoa.
4- Aprendizado contínuo: requer definição, redefinição, representação,
avaliação e visualização contínuas. É uma experiência de aprendizado contínuo
que surge da necessidade de obter e aplicar insights para mudar objetivos.
Aqui, a criação de protótipos e de artefatos compartilháveis tangíveis torna-se
uma peça importante do kit de ferramentas de Design Thinking.
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5- Planejamento: sem uma imaginação antecipada e disciplinada do futuro,


encoraja-nos a estar à vontade para trabalhar com desconhecidos e esperar
que lidemos com informações inadequadas no processo de descobrir e criar
um resultado tangível.
6- Comunicação: incentiva o uso de ferramentas para nos ajudar a nos comunicar
com as pessoas, a fim de compreender melhor seus comportamentos, expectativas,
valores, motivações e as necessidades que os impulsionam na realização de
melhorias. Usamos esses insights para desenvolver novos conhecimentos por
meio de aprendizado e experimentação criativos.
7- Aprendizado por meio dos erros: seja desenvolvendo um novo produto ou
serviço, seja lançando-o(s), há muitos benefícios em aprender com falhas e erros.
Isso sempre acontecerá, mas as práticas de pensamento de design aplicadas
ajudam a reduzir os riscos considerando todos os fatores do ecossistema de
desenvolvimento, incluindo a tecnologia e todos os recursos envolvidos.
8- Ferramentas diversas de comunicação: as apresentações em slides e as
planilhas são limitadas em sua capacidade de comunicar percepções ou ideias.
Para criar significado, são usadas diferentes ferramentas de comunicação –
mapas, modelos, post-its, cartões coloridos, esboços – que ajudam a capturar e
expressar as informações necessárias para formar e socializar o significado.
9- Criatividade e colaboração: promove uma cultura que envolve o
questionamento, inspira a reflexão frequente na ação e celebra a criatividade e a
colaboração entre os pares. Uma organização de Design Thinking cria uma forte
“inspiração” e uma “sensibilidade” para dar tangibilidade ao contrato emocional
entre todos os envolvidos no projeto.
10- Produtos desejáveis: o Design Thinking permite criar produtos, experiências,
processos e projetos de sucesso. Isso os transforma em produtos desejáveis, o
que é uma vantagem verdadeiramente sustentável por meio da inovação.
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Saiba Mais
Conceitos fundamentais
Design Thinking: perspectiva humanista de inovação, criatividade e
geração de ideias, centrada no trabalho colaborativo, que se propõe a
identificar um problema, projetar e prototipar soluções, implementando
a melhor opção.
Design thinkers: participantes da equipe interdisciplinar que
desenvolverá um projeto colaborativo pelo uso do Design Thinking.
Materiais complementares
Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo dos
links a seguir:
1. “Design Thinking para educadores”. Disponível em:
< h t t p s : / / w w w . b i t . l y / 4 6 h f Acessado em 06 de outubro de
2023.
2. O que é design thinking e o que ele tem a ver com gestão de
projetos? . Disponível em: [Link] Acessado
em 06 de outubro de 2023.
3. VÍDEO - Design Thinking - Solucionando problemas complexos.
Disponível em: [Link] Acessado em 06 de
outubro de 2023.

Em resumo

O Design Thinking foi modelado na forma como os designers pensam a produção.


Considerado uma forma de se trabalhar inovação estratégica. É uma abordagem que
considera a criatividade e geração de ideias, centrada no trabalho colaborativo, que
se propõe a identificar um problema, projetar e prototipar soluções, implementando
a melhor opção.
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Estudo de Caso

Veja no vídeo seguinte a aplicação do Design Thinking como uma abordagem


que coloca todos os envolvidos num processo de colaboração:
“Design Thinking para Educadores”. Disponível em: [Link]
watch?v=ucqyg0w_k40&t=6s. Acessado em 06 de outubro de 2023.

Aplicação prática
O seguinte caderno de atividades inclui instruções (em um passo a passo)
para completar seu desafio utilizando o processo de Design Thinking.
“Caderno de atividades”. Disponível em:
[Link]

Acessado em 06 de outubro de 2023.


No mesmo site que você encontra o caderno de atividades em
branco, você encontrará um Caderno com Exemplos.
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Na ponta da língua
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Referências Bibliográficas
Brown, T. (2010) Design thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das
velhas ideias. Rio de Janeiro: Elsiever.
Cavalcanti, C. C.; Filatro, A. (2017) Design thinking na educação presencial, a distância
e corporativa. São Paulo: Saraiva.
Lawrence A. T. (org.). (2008) Encyclopedia of Information Technology Curriculum
Integration. Hershey: IGI Global.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:

Encyclopedia of Information Technology


Curriculum Integration
Lawrence A. Tomei
Information Science Reference, 2009

Imagens: Shutterstock

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