ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E PSICOLOGIA
FORMAÇÃO CONTÍNUA
MANUAL DE TIC’S NO PROCESSO DE INOVAÇÃO DIDÁTICA
Elaborado por:
Elídio Joaquim Guilundo
Dénis António Fernando
Maxixe
Janeiro
2020
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Índice
Breves Considerações ..............................................................................................4
Caro estudante, seja Bem-vindo ao módulo das TIC no Processo de Inovação
Didática. .....................................................................................................................4
UNIDADE 1. Introdução ao Estudo das TIC na Inovação Didática (Tecnologia
Educacional) ..............................................................................................................5
1.1. Tecnologia e Tecnologias Digitais ....................................................................5
1.2. Tecnologia Educacional ....................................................................................7
1.3. Tecnologias Aplicadas à Educação ..................................................................8
1.3.1 Conceito da tecnologia Educacional centrado no Meio ...............................9
1.3.2. Conceito Centrado no Processo ....................................................................9
1.3.3 Conceito Centrado na Estratégia de Inovação ..............................................9
1.4.TIC e Inovação Educacional ............................................................................. 10
1.5. Relação entre Inovação Educacional e as TIC. .............................................. 11
1.6. Mudanças Necessárias para a Incorporação das TIC no Processo de
Ensino e Aprendizagem .......................................................................................... 12
Actividades: ............................................................................................................. 14
1.7. Web 2.0: A internet e seus serviços para Educação ..................................... 16
1.7.1. Conceitos e breve historial da Internet ....................................................... 16
1.7.2. Principais Serviços da Internet .................................................................... 17
1.7.3. Ferramentas básicas para o uso da internet .............................................. 19
1.7.3.1 Navegador (browser)................................................................................... 19
1.7.3.2. Motor de pesquisa/busca .......................................................................... 20
1.7.4. Técnicas de pesquisa na Internet ................................................................ 22
1.7.4.1. Principais Técnicas de Pesquisa na Web ................................................ 22
Resumo e Actividades ............................................................................................ 25
Actividades .............................................................................................................. 25
1.8. Processadores de Texto .................................................................................. 25
1.8.1. Microsoft Office ............................................................................................. 27
Actividade 1 – Word ................................................................................................ 27
Actividade 2 - Excel ................................................................................................. 28
Actividade 3 – PowerPoint...................................................................................... 29
Unidade 2: As TIC no Processo de Ensino e Aprendizagem............................... 30
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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2.1. Sistemas de Gestão de Aprendizagem (LMS): Particularidades .................. 30
2.1.1. Google Classroom......................................................................................... 31
2.1.2. Moodle ............................................................................................................ 32
2.2. Outras plataformas de Ensino (Aplicativos colaborativos) .......................... 33
2.2.1. WhatsApp e o Processo de Ensino e Aprendizagem ................................. 33
2.3. Chamadas de Conferência .............................................................................. 33
2.4. Outras Estratégias de Ensino: Flipped Classroom (sala de aula invertida) 34
Resumo .................................................................................................................... 35
Actividade1 .............................................................................................................. 35
Actividade 2 ............................................................................................................. 35
Unidade 3: As TIC no Desenvolvimento Profissional do Pormador ................... 37
3.1. Desenvolvimento Profissional do formador .................................................. 37
3.2. Desenvolvimento profissional e as TIC .......................................................... 38
3.3. Plataformas Eletrónicas de aprendizagem (contínua e permanente) .......... 39
3.3.1 Youtube ........................................................................................................... 39
Exercícios ................................................................................................................ 40
3.3.2 Google Académico ......................................................................................... 40
Actividades .............................................................................................................. 42
3.3.3. ims.nau.edu.pt. .............................................................................................. 42
Actividades .............................................................................................................. 44
3.3.4. Google Docs .................................................................................................. 44
3.3.5. Google Forms ................................................................................................ 44
Actividades .............................................................................................................. 44
Bibliografia............................................................................................................... 46
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
4
Breves Considerações
Caro estudante, seja Bem-vindo ao módulo das TIC no Processo de Inovação
Didática.
Neste módulo ireis refletir sobre as possibilidades de integração das TIC nos
processos de ensino e aprendizagem. Como sabeis a educação sempre foi
influenciada pelas dinâmicas sociais, políticas e tecnológicas que caracterizam um
momento histórico da humanidade. Sendo assim, a evolução e desenvolvimento
exponencial das tecnologias de informação influencia sobremaneira as práticas
lectivas na sala de sala. Como refere GUILUNDO (2018:1 8)
As pesquisas em Tecnologias da educação estão viradas para o
desenvolvimento de saberes que ajudem os professores e os alunos a lidar
com sabedoria e discernimento com as TIC nos processos de aprendizagem.
O principal desafio do século XXI é o de transformar o Homem em um ser
capaz de buscar, gerenciar e utilizar a diversidade de informações disponíveis.
Por esta razão, encontrar os caminhos ou mecanismos didáctico-
metodológicos que nos permitam utilizar as TIC (tanto pelo professor como
pelo aluno) nos processos de ensino e aprendizagem constitui nosso maior
desafio rumo ao domínio das ferramentas de participação e convivência política
e socioeconómica no século XXI.
Em paralelo com o exposto acima, procuraremos neste módulo reflectir e encontrar
estratégia de integração das TIC no processo de ensino, através de aulas teóricas e
práticas, conciliando metodologias de estudos conjuntos e independentes, com uso
de ferramentas e dispositivos tecnológicos como computador, telefones e aplicativos
da internet como Google-classroom, WhatsApp, chamadas de conferência, etc.
O módulo está dividido basicamente em três unidades. A primeira é referente aos
aspectos introdutórios da cadeira, onde para além dos conceitos básicos, teremos
noções básicas do uso de alguns pacotes de processamento de textos e cálculos
como Word, Excel e PowerPoint. Também será introduzido o uso da Internet e
traremos as principais técnicas de pesquisa nesta área. Para finalizar a unidade
traremos algumas experiências de uso de algumas ferramentas de comunicação e
colaboração na Web e ambientes sociais.
A segunda unidade estará mais voltada ao uso das ferramentas tecnológicas no
processo de ensino e aprendizagem. Assim, manipularemos alguns softwares
educacionais como o Google-Classroom, o Moodle e outros, flipped classroom, e
simularemos algumas aulas. A terceira e última unidade trata da aplicação das TIC no
desenvolvimento profissional do formando. Sendo assim, conteúdos como o uso da
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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internet para o desenvolvimento pessoal, pesquisa e critérios de pesquisa; o uso do
Google-académico, Youtube, e acesso a plataformas digitais de formação como
IMS.NAU.EDU.PT serão priorizadas.
Reflexão I:
Como que podemos garantir a integração das TICs no processo de ensino e
aprendizagem tendo em conta a Formação Baseada em Padrões de Competências.
Resultados esperados:
Elaborar uma lista de maneiras e ou formas de integração das TIC,s na nova
abordagem de formação Profissional (CBT).
UNIDADE 1. Introdução ao Estudo das TIC na Inovação Didática (Tecnologia
Educacional)
Nesta unidade trazemos os conceitos básicos que você precisa dominar para
compreender na integra todos os outros domínios da cadeira. Sendo assim, terá que
despender pelo menos 6h de estudo independente para completar as horas totais
necessárias para esta unidade.
Competências
No final desta unidade o formando deve ser capaz de:
• Compreender os principais conceitos relacionados com as TIC
• Relacionar as TIC e a Educação
• Refletir sobre os principais axiomas de integração das TIC nos processos de
inovação didática;
• Iniciar e/ou aperfeiçoar o uso dos pacotes Office (Word, Excel e PowerPoint) no
processamento de textos e cálculos;
• Aproximar o formando no uso da Web 2.0 (Internet)
1.1. Tecnologia e Tecnologias Digitais
A palavra tecnologia provém do grego, tecnologia – (téchne, arte+logos, tratado). É
tida como a teoria geral e estudos especializados sobre os procedimentos,
instrumentos e objetos próprios de qualquer técnica, arte ou ofício; técnica moderna
e sofisticada (AA. VV, 2003:1412).
De princípio tecnologia é tudo aquilo que foi criado pelo ser humano para satisfazer
as suas necessidades, desde o ferro de engomar, eletricidade, comboio, até o simples
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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alfinete. No campo das pesquisas sobre tecnologias no contexto educativo, termos
como tecnologias de informação (TI), tecnologias de informação e comunicação (TIC)
e tecnologias digitais (TD) perfazem os estudos de vários autores, como esclarece
SALAVATI (2016: 7-8).
De alguma forma as diferenças entre os termos mencionados não são muito notórias,
contudo, tem se usado os termos TI e TIC como aquelas tecnologias tradicionais, que
incluem livros impressos, quadros pretos e brancos, papel, caneta e giz. E as
tecnologias digitais (de informação e comunicação) como sendo aquelas tecnologias
mais avançadas, que englobam a internet, vídeo digital, sistemas operacionais,
softwares, navegadores da Web, programas de email e processadores de texto, etc.,
(Idem). Englobam-se também nestas últimas, o computador, o celular, os tablets,
projectores, quadros interativos (netboards), ipods, entre outras ferramentas que
configuram a realidade social em que vivemos, e em cuja a informação é representada
numa linguagem binária (0,1) de onde surge o termo dígito.
O uso do termo TIC neste módulo deve ser entendido como a menção aos últimos
avanços tecnológicos, ou seja, como sinónimo de tecnologias digitais, entendidas
ainda como os meios informáticos e os conhecimentos com eles relacionados, com
vista a recolher, tratar, armazenar, distribuir e utilizar informação (AZUL, 2010: 14).
Conforme o mesmo autor, estas actividades relacionadas com a informação são tão
importantes nas sociedades actuais que se fala mesmo em Sociedade da Informação
para caracterizar as sociedades modernas, (Idem). Por outro lado, adoptamos aqui
neste texto, o conceito da UNESCO (2007:1), segundo o qual:
O termo "tecnologias de informação e comunicação" (TIC) refere-
se a formas de tecnologia que são utilizadas para transmitir,
processar, armazenar, criar, exibir, compartilhar ou trocar
informações por meios eletrônicos. Esta ampla definição de TIC
inclui tecnologias como rádio, televisão, vídeo, DVD, telefone
(linha fixa e telefones celulares), sistemas de satélites e hardware
e software de computadores e redes, bem como os equipamentos
e serviços associados a essas tecnologias, tais como
videoconferência, e-mail e blogs.
Em suma, podemos definir tecnologias de informação e comunicação (não excluindo
a definição da UNESCO) como sendo um conjunto diversificado de ferramentas e
recursos tecnológicos digitais utilizados para comunicar, criar, disseminar, armazenar
e gerenciar informações (TINIO, 2002: 4). Tais tecnologias podem incluir, como refere-
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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se o autor, computadores, internet, tecnologias de radiodifusão (rádio e televisão) bem
como telefones, e especialmente as redes virtuais de aprendizagem, que mais adiante
abordaremos.
Existe uma relação muito profunda entre as Tecnologias de Informação (exemplo do
computador) com a educação, na medida em que as TIC’s lidam com Informação e a
educação também. Mas é importante perceber que tanto o computador (como uma
ferramenta das TIC) como a educação não devem ser vistos como transmissores de
informação.
A educação para ser transformadora deve propiciar ao aluno, não simplesmente a
recepção de informações acabadas, mas principalmente a manipulação da
informação e construção do conhecimento significativo para si e para os outros. Da
mesma forma, o computador, até ser considerado instrumento ou meio didático na
sala de aula, deve passar de um simples transmissor de informação, para instrumento
de interação colaborativa na construção de conhecimento; deve ser um instrumento
que permite o aluno compreender o que faz, (Guilundo, 2018).
Reflexao II:
Aspectos que diferenciam a Tecnologia das Tecnologias digitais.
Resultados esperados
Criação de um rol de aspectos que diferenciam estes dois conceitos tendo em conta
a realidade das unidades onde cada um está afecto.
1.2. Tecnologia Educacional
Pode-se dizer que o conceito de tecnologia educacional se define como o conjunto de
procedimentos (técnicas) que visam "facilitar" os processos de ensino e aprendizagem
com a utilização de meios (instrumentais, simbólicos ou organizadores) e suas
consequentes transformações culturais.
O termo não se limita aos recursos técnicos usados no ensino, mas a todos os
processos de concepção, desenvolvimento e avaliação da aprendizagem. Esta
definição tem em conta o que é considerado o domínio da Tecnologia Educativa que
engloba três subdomínios que vão influenciar o aluno e a sua aprendizagem. São eles:
1) as funções de gestão educacional, 2) as funções de desenvolvimento educacional,
e 3) os recursos de aprendizagem, (Miranda, 2007).
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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Reflexão III:
Quais dos subdomínios são visíveis e ou reflectiveis na sua instituição. Indicando os
aspectos que o levam a tal indicação.
Resultado esperado:
A identificação dos subdomínios e as sua caracterização.
1.3. Tecnologias Aplicadas à Educação
Para Miranda (2007) o termo Tecnologias Aplicadas à Educação pode ser
considerado sinónimo de Tecnologias Educativas, pois trata-se de aplicações da
tecnologia, qualquer que ela seja, aos processos educativos, assim como a aplicação
da tecnologia à gestão financeira e administrativa e ao processo instrutivo
propriamente dito (PEA).
As pessoas que trabalham no domínio da Tecnologia Educativa não se interessam só
pelos recursos e avanços técnicos, mas também, e sobretudo, pelos processos que
determinam e melhoram a aprendizagem. O uso educativo do computador e da
Internet pode ser considerado, um subdomínio da Tecnologia Educativa.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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1.3.1 Conceito da tecnologia Educacional centrado no Meio
Este conceito corresponde ao que Saettler chamou “the physical science concept” que
focaliza os vários meios como ajudas para o ensino e tende a se preocupar com os
efeitos dos equipamentos e das técnicas mais do que com as diferenças individuais
ou a selecção do conteúdo instrucional. Assim, dentro desta perspectiva, a tecnologia
educacional pode ser encarada como aplicação sistemática em educação de
princípios científicos oriundos da teoria da comunicação, psicologia experimental da
percepção, cibernética, etc. O conjunto de materiais e equipamentos mecânicos ou
electromecânicos empregados para fins de ensino (projectores, gravadores,
transparências, laboratórios de línguas, etc); ensino em massa (uso de meios de
comunicação de massa em educação); um sistema homem –máquina. Em suma,
como você pode perceber, para esta perspectiva, é a mediação tecnológica que
configura basicamente a tecnologia educacional. Por isso está centrado no Meio.
1.3.2. Conceito Centrado no Processo
Como você poderá perceber, nesta perspectiva, a tecnologia educacional é uma forma
sistemática de planificar, implementar e avaliar o processo total de aprendizagem e
de instrução em termos de objectivos específicos baseados nas pesquisas sobre
aprendizagem humana e comunicação. O aspecto mais importante nesta perspectiva
diz respeito a aplicação do conhecimento científico como base conceptual e
metodológico para a planificação, desenvolvimento e avaliação do processo de ensino
e aprendizagem.
Conforme você pode notar, os defensores desta ideia, focalizam principalmente o
processo e assinalam como características básicas da tecnologia educacional a
aplicação de conhecimentos científicos à educação.
1.3.3 Conceito Centrado na Estratégia de Inovação
Como veremos aqui, o termo inovação relaciona-se com ideias de mudança e
novidade. Uma primeira distinção é preciso fazer: toda inovação supõe um processo
de mudança, mas nem todo processo de mudança é inovador. A inovação pressupõe
um processo deliberado, intencional e planificado e não algo que ocorre
espontaneamente. Uma inovação deve durar, alcançar uma elevada taxa de utilização
e adoptar uma forma parecida a que se propunha quando foi projectada.
Em relação ao conceito de Tecnologia educacional como estratégias de inovação,
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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você precisa assinalar que nenhuma inovação é um fim em sim mesmo. O porquê e
para quê de qualquer inovação devem nortear a estratégia. Caso contrário
transformaríamos o processo em Fim.
Reflexão IV:
Olhando para a tecnologia aplicada para a educação encontramos três conceitos qual
deste se identificada com a sua instituição e porquê?
Resultados esperados:
A introspecção da aplicação das tecnologias no processo de formação nas suas
instituições.
1.4.TIC e Inovação Educacional
As TIC modificam as formas de ser, de agir e de aprender dos sujeitos. As rápidas e
sucessivas informações trazidas pelas TIC requerem novos posicionamento dos
sujeitos, o que implica novos desafios para os estabelecimentos de ensino.
Segundo Saviani (1995) citado por Teixeira (idem) a inovação educacional significa
"colocar a experiência educacional ao serviço de novas finalidades", isto é, para se
inovar é preciso partir do questionamento das finalidades da experiência educacional,
ou seja, a inovação consiste em sair de forma critica e elaborada do estágio actual
para outro que satisfaça com eficiência os fins da nossa organização. Em
consequência, podemos compreender que toda inovação educacional, implícita ou
explicitamente, questiona a finalidade da acção educativa que se está desenvolvendo
e busca novos meios que se adequem às novas finalidades da educação.
Independentemente da forma como o processo de inovação é realizado, introduzir
uma inovação educativa implica uma mudança planificada com propósito de dotar de
capacidade a organização, instituição ou sistema, para satisfazer aos objectivos que
motivam a própria inovação. Assim, inovação educacional pode ser entendida como
a busca de respostas aos desafios presentes na dinâmica dos processos escolares,
a partir da análise e reflexão que se faz do contexto sociocultural e efectivas
contribuições que tais inovações podem oferecer para enfrentar estes desafios (idem).
Cardoso (2003) citado por Teixeira (op.cit., p.5-6) refere-se às palavras novidade,
mudança, processo e melhoria como atributos essenciais para a definição de
inovação. Desta forma, o conceito de inovação compreende necessariamente a
introdução de uma novidade num sistema educativo que promova uma real mudança
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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resultante do esforço deliberado e conscientemente assumido, fruto de uma acção
persistente e integrada num processo dinâmico que objective uma melhoria
pedagógica.
De todas as definições aqui trazidas, podemos compreender que a invocação no
campo educativo tem que ver com mudanças na mediação pedagógica através e,
sobretudo, na inserção de novos materiais, recursos, actividades e, até mesmo, novas
técnicas no âmbito de acção/prática pedagógica, com vista alcançar novos objectivos
ou resultados. Podemos apresentar como exemplos da inovação educacional, em
Moçambique, a introdução no currículo local no ensino, a introdução das progressões
por ciclos de aprendizagem no ensino primário, a introdução e utilização do quadro-
branco no lugar da lousa; a utilização em algumas escolas de carteiras individuais no
lugar das colectivas, bem como a utilização de dispositivos informáticos e internet nas
aulas, etc.
1.5. Relação entre Inovação Educacional e as TIC.
Ora vejamos, neste ponto, a pergunta que não se cala é: existe alguma relação entre
a tecnologia e a inovação? Será a inovação sinónimo de tecnologia ou a sua
incorporação?
“O aparecimento histórico da chamada Sociedade da Informação e do Conhecimento
motiva mudanças no mundo do trabalho e da educação, que, respectivamente, vivem
o constante desafio do gerenciamento do conhecimento associado às tecnologias
digitais, moldando uma cultura do “aprender a aprender”, Teixeira (op.cit., p.2).
Podemos assim dizer que, o surgimento das tecnologias de informação e
comunicação, veio dar outro ímpeto, uma outra dinâmica aos mecanismos de
aquisição e gestão de informação e impõe uma nova postura de todas organizações
e serviços, em especial a educação.
Como sabemos, antes, a matéria de ensino era privilégio do professor, os métodos
punitivos, seu maior “trunfo” para manter a ordem e atenção do aluno. Com o
surgimento e massificação das TIC (em especial do computador e da internet), o papel
do professor muda, pelo menos se tem demonstrado, os conteúdos de ensino estão
em aberto para todos, e a partir de já, os métodos e organização do ensino também
exigem mudança. As TIC impõem, desta forma, uma nova roupagem pedagógica,
uma nova cultura. Já não se trata de ensinar o aluno a aprender, mas aprender a
aprender, ou seja, o papel do professor é a mediação cognitiva do aluno.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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Com estas palavras, podemos agora compreender porque as inovações, em especial
no campo educativo, estão intimamente ligadas as tecnologias. As tecnologias,
entendidas não apenas como máquinas, utensílios, mas também como ideias,
pensamento, como processos mentais para produção de um serviço ou artefacto, são
sempre a base e mecanismo de inovação. Ou seja, como já se referiu anteriormente,
a inovação surge da novidade, da incorporação de novas ideias ou técnicas para
alcançar, quer seja os mesmos objectivos ou novos. O aspecto evolutivo das
tecnologias implica um processo contínuo de inovação.
1.6. Mudanças Necessárias para a Incorporação das TIC no Processo de Ensino
e Aprendizagem
O objectivo principal desta lição é refletir sobre as mudanças que devem ocorrer no
circuito escolar para melhor integração das TIC no PEA. Sendo assim, traremos
subsídios de alguns autores como Sancho & Hernandez (2006), que apresentam o
que chamaram sete axiomas para transformar as TIC em recursos de ensino. É sobre
estes axiomas que a presente lição vai discursar.
Os sete axiomas para transformar as TIC em recursos potenciais de ensino.
Sancho & Hernandez (2006: 26 ss) no seu livro tecnologias para transformar a
educação, apresentam entre outros aspectos, o que chamam sete axiomas para
converter as TIC em motor de inovação pedagógica. Conforme estes autores, para
que o uso das TIC signifique uma melhoria da educação é preciso:
Primeiro: Que a escola tenha uma infraestrutura tecnológica adequada, o que
pressupõe que todas as aulas tenham uma conexão de alta velocidade com a rede de
banda larga (WAN) por meio da rede local (LAN). Isto implica importante investimento
económico acrescido às escolas no sentido de terem condições físicas (salas de aula
condignas, com carteiras flexíveis, equipamentos tecnológicos actuais, etc.) e
laboratoriais adequados para o ensino na sociedade de informação.
Segundo: Utilização dos novos meios nos processos de ensino e aprendizagem,
neste aspecto, referem os autores que há́ uma necessidade urgente de se integrar,
nas escolas, os novos meios para todos os alunos em todos os aspectos do currículo.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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Ou seja, que nas escolas o computador seja considerado um recurso de uso
quotidiano, de busca, criação e pesquisa em qualquer ramo de conhecimento.
Terceiro: Enfoque construtivista da gestão. A este nível, os autores consideram
que a utilização de novos meios na escola deve ser resultado não de uma imposição
administrativa, mas de um sistema de ajudas que responda às iniciativas dos
professores, segundo o enfoque construtivista da gestão. Este posicionamento é
mesmo da estrutura basilar dos modelos de ensino das TIC que pressupõe métodos
colaborativos, participativos e construtivos, onde o ensino não é mais uma imposição
e unidirecional. Desta maneira, a gestão escolar deverá apoiar-se nestes subsídios,
desde a concepção do currículo, a tomada de decisões, o papel dos diferentes
membros da comunidade escolar, os sistemas de comunicação externa e interna,
entre outros aspectos.
Quarto: investimento na capacidade do aluno de adquirir sua própria educação.
Este axioma propõe que as escolas devem planificar a utilização dos recursos
tecnológicos como um investimento na capacidade do aluno em adquirir sua própria
educação. Por outras palavras, as escolas devem deixar de concentrar-se nos
resultados dos exames para incidir sobre a qualidade de aprendizagem que o aluno
conseguiu por si. Significa ainda, sair da logica de repetição do que o aluno conseguiu
reter da aula do professor para aquilo que ele é capaz de buscar e aprender por si
próprio: autonomia do aluno na busca do conhecimento.
Achamos que este é um aspecto muito importante para qualquer sistema de ensino
que pretenda formar pessoas competentes, conscientes e capazes de lidar com as
dinâmicas actuais da sociedade. Para tal, os currículos devem estar devidamente
projetados para este propósito.
Quinto: Impossibilidade de prever os resultados da aprendizagem.
Os educadores devem abandonar a premissa de que podem prever o que terá́
aprendido um bom estudante como resultado de uma experiência educativa, a
chamada educação bancária de Paulo Freire, isto é, repetir nos exames e testes, o
que foi “despejado” pelo professor sobre os estudantes.
Tornar as tecnologias educativas efetivamente aplicáveis ao ensino pressupõe
desalojar-se um pouco da ideia de fidelidade do aluno quanto ao conhecimento
transmitido pelo professor, na medida em que o consideramos (o aluno) capaz (cfr.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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axioma anterior) de buscar seu próprio conhecimento. Desta maneira, não faz sentido
que possamos prever tudo que ele tenha aprendido sem a nossa intervenção. A
escola e os currículos pós-críticos devem ter em conta este aspecto.
Sexto: Ampliação do conceito de interação docente
As salas de aula devem tornar-se lugares em que estudantes e professores se
comunicam de forma interactiva entre si, e com especialistas e companheiros da
localidade, da cultura e do globo.
A interação deve superar ao que se verifica corriqueiramente, ou seja, centrada nas
perguntas dos professores para se assegurar de que os estudantes podem responder
o que eles esperam, mas sim nas questões dos alunos para entender melhor algo
explicado pelo docente e pelo livro e, indo além disso, para as questões que os mesmo
alunos e docentes trazem para as salas de aula e que são provenientes da sociedade
em que ambos vivem. É preciso sair do modelo pedagógico predominante baseado
no professor e no livro-texto para ambientes diversificados de aprendizagem, um
ambiente centrado no aluno e na sua capacidade de aprender.
Sétimo: Questionar o senso pedagógico comum.
É imprescindível uma profunda revisão e o questionamento das convicções
pedagógicas relativas ao que é e não é “uma idade apropriada” para aprender, quem
pode realizar escolhas pedagógicas válidas e como deve funcionar o controlo do
processo educacional. Torna-se fundamental aqui, revisitar as visões de Piaget,
Vigotsky e outros pedagogos que abordaram a questão da infância, adolescência e
desenvolvimento humano segundo as faixas etárias. Este axioma propõe uma análise
critica e contínua das teorias, concepções e convicções do processo de aprendizagem
e dos modos de fazer a educação, pois, isto é decisivo na hora de realizar as escolhas
pedagógicas válidas, ou seja, no desenho dos currículos.
Em suma, estes são alguns pressupostos que devem merecer a devida cautela
principalmente para os gestores e desenhadores do currículo, caso se pretenda
utilizar os recursos tecnológicos para a melhoria dos processos de ensino e
aprendizagem.
Actividades:
a) Depois da leitura dos axiomas, encontre outros que pensa serem prioritários
para a melhor integração das TIC no PEA e justifique as suas escolhas;
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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b) Dos axiomas discutidos quais você pensa que são imprescindíveis no contexto
Moçambicano e porque?
c) Discuta a relação entre as TIC e a Educação
d) Com base nas leituras feitas, existe alguma relação entre tecnologia e
Inovação? Justifique
e) No seu Módulo acha que os conteúdos do mesmo podem ser ensinados com
base nas TIC? Justifique.
Resultados esperados:
A ligação entre o processo formativo baseado em padrões de competência, a
inovação, as TIC´S e a educação.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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1.7. Web 2.0: A internet e seus serviços para Educação
1.7.1. Conceitos e breve historial da Internet
A internet pode ser definida como sendo a rede mundial de comunicação por
computadores, permitindo aos seus usuários ou utilizadores a troca de mensagens e
acesso a grandes quantidades de informação, (AA. VV, 2008: 962). A internet é de
origem americana.
Castells (2007) entende que a Internet vista como rede global de redes de
computadores, actualmente, encontra a sua forma mais executável e de fácil utilização
na World Wide Web (www).
Nestes conceitos já apresentados podemos nos ater a três termos principais: rede
mundial, comunicação e computadores. Nestes termos podemos acrescentar a
partilha como sinónimo de comunicação, e onde há comunicação há troca de
informação. Assim, podemos concluir que a Internet é todo o conjunto de
computadores que formam uma rede mundial de troca de informações de variadas
tipologias.
A internet tem origens na ARPANET, uma rede de computadores estabelecidas pela
ARPA (Advenced Research Projects Agency) em Setembro de 1969 nos EUA. A
ARPANET era um projecto virado a reunir investigações do mundo universitário, com
o fim de alcançar uma superioridade tecnológica militar sobre a União soviética, (Cfr.
Castells, 2007: 26ss). A ARPANET foi criada por cientistas e engenheiros,
pertencentes a institutos de pesquisas de universidades como Califórnia, Oxford e
Harvard, usando alguns protocolos de comunicação denominados TCP/IP
(transmission control protocol e Inter-net-work protocol), em 1978. Podemos mesmo
dizer que a internet (enquanto evolução da ARPANET e outras tecnologias de
comunicação) surgiu num contexto militar e em 1990 libertara-se desse domínio para
o público1.
Segundo Castells (op.cit., 31) o que tornou possível à Internet a sua abrangência
mundial foi a world Wide Web, uma aplicação para partilhar informação, ou seja, ligar
entre si diversas fontes de informação através de um sistema interactivo de
computação, desenvolvida em 1990 por um programador inglês, Tim Berners-Lee. Na
verdade, a World Wide Web é um navegador/editor (browser/editor), um sistema de
1 Para mais aprofundamento do percurso histórico da Internet, visite CASTELLS, Manuel. A galáxia Internet:
reflexões sobre internet, negócios e sociedade, 2a ed., Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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hipertexto, uma interface gráfica que permite tirar e introduzir informação de e em
qualquer computador ligado através da Internet (URL).
Cá entre nós, podemos dizer que a WWW é uma plataforma, um navegador que
permite aos usuários acessar as informações da Internet (sobre este assunto,
discutimos adiante).
Em suma, pode-se concluir que apesar da Internet estar já na mente dos informáticos
desde os anos 60, de em 1969 se ter estabelecido uma rede de comunicação entre
computadores e, desde final dos anos 70, se terem formado várias comunidades
interactivas de cientistas e hackers, para as pessoas, as empresas e para a sociedade
em geral, a internet nasceu em 1995, (Ibid., 33)
1.7.2. Principais Serviços da Internet
A internet enquanto um campo de troca de informações, dados ou arquivos, apresenta
variados serviços. Podemos mesmo dizer que, a internet (cultura virtual) apresenta os
mesmos serviços da cultura off-line, ou seja, aquela em que vivemos no contexto real.
Para Vaz (2006: 4s) os serviços disponíveis na internet podem ser agrupados nas
seguintes categorias:
a) Correio electrónico ou email (electronic mail): constitui um dos serviços
mais utilizados na internet para a transmissão e recepção de mensagens. É um
serviço praticamente rápido, independentemente da localização do
destinatário, permitindo enviar informação de todo tipo (texto, imagem, vídeo e
som). Na educação a distância este é tido como uma ferramenta de
comunicação (assincrónica) bastante útil para a troca de impressões entre os
formandos e formadores, contudo, requer que as partes tenham (cada um) um
email (ou correio electrónico) e um dispositivo que lhe dê acesso a internet.
Este pode ser um telemóvel, um tablet ou ipad com suporte para 3G ou um
computador.
b) Chats ou diálogo na internet: existem diversas possibilidades de
conversação através da internet. A forma mais comum consiste no recurso a
chat onde o utilizador se encontra, virtualmente, com outros utilizadores para
conversar em tempo real. Actualmente existem várias aplicações como o MSN
Messenger, Whatsapp, facebook, Twitter, Skype entre outros. É ainda possível
conversar na internet através de videoconferência (normalmente para reuniões
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
18
online ou em tempo real) ou através de Newsgroups (fóruns de discussão) que
permitem trocar ideias sobre variados temas.
c) Pesquisa de informações: realiza-se através de sites (páginas) específicos
chamados motores de busca ou de pesquisa, onde são colocadas palavras-
chave que permitem buscar de forma filtrada, vários temas relacionados com
as palavras introduzidas.
d) Compras online: o e-commerce (comercio electrónico) o utilizador tem a
possibilidade de aceder a um enorme hipermercado e adquirir uma imensidade
de produtos diversificados. Ebay, amazon, yahoo, são alguns exemplos de
mercados online, só para citar.
e) Jogos e música on-line: a internet disponibiliza recurso variados de
entretimento, a começar pelos jogos. Para os amantes deste entretimento
podem encontrar variados tipos de jogos e sempre ter companhia mesmo que
os amigos não estejam por perto. Na internet é possível ouvir determinada
música (através de download), vídeo ou escutar uma estacão de rádio
especifica.
f) Transferência de ficheiros: constitui uma das actividade mais realizada pelos
internautas. Há na internet, uma variedade de ficheiros que podem ser
transferidos para o computador (download). Quando o processo é inverso, ou
seja, quando transferimos ficheiros do computador para a internet, o processo
chama-se upload. Dentre vários ficheiros passíveis de transferência podemos
contar com antivírus, jogos, música, textos, videoclipes, sons, protectores de
ecrã, aplicações de vários usos. Estas aplicações podem ser completamente
gratuitas (freeware) ou demonstrações, com limitações de algumas
funcionalidades ou aplicações de tempo limitado (shareware).
g) Armazenamento de ficheiros: é um serviço destinado ao armazenamento de
dados dos usuários num sistema chamado – armazenamento em nuvem. Neste
serviço existe o armazenamento grátis e pago. Algumas plataformas
disponibilizam espaços limitados de armazenamento grátis, o que requer do
usuário a compra de mais espaço caso exceda o gratuito. Ex. GoogleDrive,
Dropbox, Onedrive, Icloud, etc.
Em suma, os serviços até aqui mencionados podem ser úteis para a educação. O
importante é que o formando e o formador conheçam estes serviços e os coloquem
ao serviço dos seus propósitos. No século XXI, não se pode falar de uma educação
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
19
alheia aos serviços da internet, até porque a educação é também um dos serviços
da internet.
1.7.3. Ferramentas básicas para o uso da internet
Conforme referimos na lição anterior a internet interfere em quase todos os
aspectos ou actividades da vida humana. Neste sentido a Educação não fica de
fora, mas para você poder tirar proveito dos recursos e informações disponíveis na
internet precisa saber como ela funciona, ou pelo menos que ferramentas precisa
dominar para lograr sucessos. Nesta vertente, você será introduzido, nesta lição,
ao uso da internet, ou seja, será dotado de ferramentas essenciais para a busca
de informações na internet sem muitos constrangimentos. Para tal, traz-se nesta
lição as duas ferramentas básicas da internet: o motor de pesquisa ou de busca e
o navegador (browser)
1.7.3.1 Navegador (browser)
A história da internet, o uso dela tal como fazemos hoje, é sem dúvidas um sucesso
da invenção do browser, ou simplesmente, o navegador. Foi Tim Berners-Lee
(como já vimos na lição anterior), um programador inglês, quem inventou em 1990,
uma aplicação para partilhar informação, a World Wide Web (WWW). Na verdade,
este é um sistema de hipertexto que permite tirar e introduzir, para além de
visualizar informações de qualquer computador ligado através da Internet (HTTP,
HTML ou URL). A primeira versão modificada de Navegador criado foi a ERWISE
(1992), seguindo a MOSAIC (esta tinha uma capacidade gráfica bem avançada)
todos com fins comerciais. A Netscape Navigator viria a substituir a MOSAIC em
1994, mas lançado gratuitamente em 1995 para fins educativos e com um custo
de 39 dólares para empresas. A Microsoft, com êxito da Netscape Navigator,
incorporou no seu sistema operativo (SO) Windows 95, seu próprio browser, a
Internet Explorer que até hoje é usado em todos sistemas Windows, (Castells,
op.cit., 32s).
Hoje, com a expansão e desenvolvimento de sistemas informáticos, muitas
empresas, programadores independentes, desenvolvem seus próprios
navegadores e, de certa forma, de fácil utilização para o utilizador. Desses
navegadores (browsers) temos a seguinte lista (dos mais usados): Google
Chrome, Mozilla Firefox, Safari, Opera Mini, etc.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
20
Como refere Vaz (2006: 12), os navegadores, possibilitam, assim, utilizar, na sua
globalidade, todos os recursos da Internet, da consulta de sites ao envio de e-
mails, da transferência de ficheiros (downloads) à comunicação em tempo real.
Alguns exemplos de navegadores
1.7.3.2. Motor de pesquisa/busca
Segundo Vaz (op.cit., 28) os motores (search engine) de pesquisa representam os
sites que possuem uma vasta base de dados, que é actualizada periodicamente,
contendo ainda, uma vasta lista de endereços. Em norma, os responsáveis por
cada site (webmasters) enviam para os motores de pesquisa, o endereço do site
e um breve resumo do mesmo.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
21
As formas de pesquisa são basicamente idênticas em todos os motores de busca.
Estes possuem uma área para digitação das palavras-chave e um botão para
iniciar a pesquisa, contudo, cada motor de pesquisa pode apresentar suas próprias
especificidades ou funcionalidades. Vide a imagem abaixo para conferir alguns
exemplos:
Cendón (2001: 41), salienta que todos os motores actuais utilizam o método de
robô (aranha), sendo formado por quatro componentes: um robô, que localiza e
busca documentos na Web; um indexador, que extrai a informação dos
documentos e constrói a base de dados; o motor de busca propriamente dito; a
interface, que é utilizada pelos usuários.
Em suma, podemos dizer que, os motores de pesquisa são pequenos programas
que possibilitam o acesso à conteúdo disponíveis na internet, com base nos
comandos do utilizador, geralmente, usando palavras-chave. Podíamos mesmo,
comparar um motor de pesquisa (busca) à uma aranha ou à um polvo, que com
seus tentáculos, consegue atrair para si, tudo o que pretende. Assim, o motor de
busca ajuda-nos a trazer, a partir dos termos introduzidos no mesmo, os endereços
(links) que abordam o assunto pretendido.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
22
1.7.4. Técnicas de pesquisa na Internet
Referimos na lição anterior que a internet funciona com base em algumas
ferramentas. Você aprendeu que há dois mecanismos básicos sem os quais não
é possível aceder a internet: o navegador e o motor de busca. Mas devido a
diversidade de temáticas ou assuntos que constam da internet, é necessário que
você seja dotado de outros recursos ou técnicas para poder ter acesso a
informação que precisa sem muitos esforços. Desta maneira, você vai aprender
nesta lição sobre as técnicas de pesquisa na internet e a sua aplicação.
1.7.4.1. Principais Técnicas de Pesquisa na Web
A Internet é hoje um campo com tantas hiperligações, constituindo um sistema de
informações variadas ou de tipologias diversas. Isto, desafia a si ao conhecimento
de técnicas básicas para o alcance de seus objectivos na Web (Internet). Neste
ponto da nossa reflexão, propusemo-nos a trazer essas técnicas para que, com
base nelas, você possa com facilidade, chegar aos seus intentos enquanto
internauta.
Em pesquisa na internet podemos ter dois tipos básicos:
a) Pesquisa simples: aquela que dispensas técnicas avançadas de pesquisa, ou
seja, usa como base, palavras-chave do conteúdo pretendido. Nesta pesquisa, é
necessário que o utilizador/internauta seja preciso no que procura, transformando,
deste modo, a ideia do que pretende em palavras-chave. Assim, basta que se
introduza a palavra (ou palavras) no motor de busca e de seguida apertar o botão
Enter ou clicar no botão pesquisar. A seguir teremos uma vasta lista de resultados,
pelos quais podemos percorrer e acessar, dependendo da pertinência dos
conteúdos abordados.
b) Pesquisa avançada: conforme o próprio nome refere, esta pesquisa requer o
estabelecimento de algumas condições a prior. Vaz (op.cit., 31ss) avança que a
pesquisa avançada permite definir condições que possibilitam filtrar e tornar mais
fiável e objectiva a informação obtida, evitando, deste modo, perdas de tempo em
consultas de sites que podem não conter informação procurada.
Quando trabalhamos no Google, por exemplo, podemos perceber que este motor
traz consigo uma ligação Pesquisa Avançada, na qual podemos clicar, após a
introdução da palavra (ou palavras-chave) e definirmos as condições (na janela a
seguir) que podem ser: a língua, formato de ficheiro, data de publicação do ficheiro,
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
23
pais de origem (ou domínio), etc. É possível, ainda, determinar as condições
através da ligação Preferências, que permitirá ao Google gravar as suas
preferências para pesquisas posteriores.
A seguir apresentamos outras técnicas passíveis de serem usadas em
qualquer motor de busca. Pode-se agrupar as técnicas em:
i) Pesquisa avançada com uso de operadores boleanos (AND, NOT, OR e
ASPAS) e expressões matemáticas (adição, subtração e asterisco). Os
operadores boleanos têm sido substituídos pelas expressões matemáticas, pois,
em última instância, os resultados do seu uso não se diferem tanto dos das
expressões matemáticas. Por esta razão, focaremos mais atenção à estas últimas.
▪ Quando se insere uma palavra no motor de busca, sucedida de outras,
precedidas do sinal “+” sem espaçamento, o motor de busca trará resultados
com todas as palavras introduzidas, pois, o sinal é adição. O contrário
(subtração) seria a omissão das palavras precedidas pelo sinal.
Ex: Se o pesquisador estiver a procura de informações sobre a pesquisa,
especialmente pesquisa cientifica: Pesquisa +cientifica, os resultados a ter serão
paginas contendo as duas palavras, omitindo todas aquela que contenham a
palavra pesquisa sem cientifica. Se pelo contrário, estiver à procura de
informações relacionadas com a pesquisa, mas que não contenham a palavra
cientifica (pesquisa –cientifica), os resultados a obter serão páginas contendo a
palavra pesquisa, omitindo todas aquelas que contém as duas palavras em
simultâneo.
▪ Quando no início de uma palavra se insere o operador * (cien*) sem
espaçamento, o motor de busca trará páginas contendo palavras iniciando com
a expressão introduzida, funcionando assim, como um condensador de família
de palavras;
Ex: Se o pesquisador estiver a procura de informações relacionadas com a ciência,
pode inserir no motor de busca a expressão cien* e os resultados serão páginas
contendo palavras iniciadas por cien, como: ciência, cientifica, cientificidade, etc.
▪ O operador entre aspas (“ ”) usa-se quando o pesquisador estiver a procura de
palavras especificas como “Pérola do Índico”. Os resultados obtidos serão
páginas contendo as palavras em destaque pérola do indico, excluindo aquelas
que contenham a palavra pérola ou Índico, separadamente.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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ii) Pesquisa avançada com uso de terminações como (gov, ac, co, org, edu,
etc).
O uso de terminações serve para determinar que os nossos resultados estejam
alojados ou construídos por entidades do governo (gov) ou centros de pesquisas
comerciais (co); educacionais (edu), académicos (ac) ou outras organizações
(org). Desta maneira, se o pesquisador estiver à procura de informações
relacionadas com pesquisas científicas em páginas governamentais, o mais
indicado é introduzir no motor de busca o seguinte: pesquisa científica site:gov. Os
resultados obtidos estarão alojados em endereços cuja terminação é gov. O
mesmo pode ser aplicado para as restantes terminações.
iii) Pesquisa avançada por tipo de ficheiros ou filetype (doc, pdf, xls, ppt, jpg,
gif, etc.). Esta pesquisa pode ainda ser designada por pesquisa avançada por
tipo de extensão.
Esta técnica permite ao pesquisador obter informações ou resultados em um
determinado ficheiro, excluindo aqueles que não estejam no formato pretendido,
ou seja:
▪ Se o pesquisador pretende informações sobre as Finanças públicas em
Moçambique, pode escolher, dos tipos de ficheiro (ou extensão), aquele que
mais se adequa à sua pesquisa, como em PDF ou DOC.
Ex: Pretende-se informações sobre as Finanças públicas em Moçambique, que
estejam no formato pdf, bastará escrever no motor de busca o seguinte: Finanças
Públicas em Moçambique: pdf; os resultados obtidos serão páginas contendo
informações com a extensão pdf (portable document format).
iv) Pesquisa avançada por combinações: consiste na combinação das técnicas
atrás mencionadas para realizar a pesquisa. Assim, é possível combinar, por
exemplo, uma pesquisa por expressões matemáticas com uma pesquisa por
terminações.
Ex: se o estudante estiver a procura de informações sobre Moçambique mas quer
eliminar páginas que falem de politica, pode combinar as seguintes técnicas:
Moçambique – “politica”; os resultados obtidos serão páginas contendo o termo
Moçambique, excluindo todas aquelas que tratam ou contenham as duas palavras
(Moçambique e politica) ou que fazem reflexões politicas sobre este país.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
25
Adverte-se, no entanto, para não combinar mais de duas ou três técnicas por forma
a evitar instruções contraditórias ou ambiguidades que lhe tragam resultados
indesejados.
Resumo e Actividades
Nesta lição do uso da internet falamos basicamente dos requisitos necessários
para o uso do mesmo, como é o caso do navegador e motor de busca. Também
falamos dos principais serviços da internet, a começar pelo correio eletrónico
(email) e das técnicas de pesquisa. Importa salientar que para usar a maioria dos
serviços oferecidos pela internet o usuário deve criar um endereço eletrónico
(email). Sendo assim, a primeira actividade será (para quem não tem um) criar um
email da Google (gmail) e a seguir resolver as actividades apresentadas;
Actividades
a) Criar um email: abra a página www.gmail.com e siga as instruções para a
criação do email;
b) Com uso de diversos navegadores, aplicando as técnicas de pesquisa
discutidas, investigue sobre os conteúdos do seu módulo e compare os
resultados oferecidos por cada navegador ou motor de busca
c) A partir do googleDrive, disponível no seu email recém-criado, armazene
alguns ficheiros (documentos) e compartilhe com seus formandos ou
interessados.
d) Exercite a utilização das técnicas de pesquisa, fazendo mais buscas na internet
em assuntos do seu interesse, e apresente dúvidas ao formador caso as tenha.
Resultados esperados:
A criação do email;
Demostração do uso das técnicas de pesquisa;
A demostração do uso das diversas ferramentas no processo de pesquisa;
Domínio dos diversos motores de buscas.
1.8. Processadores de Texto
Nesta lição vamos abordar alguns processadores de texto. Para tal traremos a
explicação breve dos pacotes da Microsoft Office, como o Word, Excel e PowerPoint.
Importa salientar que esta lição será mais prática que teórica e requererá do estudante
a posse de um computador para as aulas práticas. No final desta lição haverá
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
26
exercícios de aplicação que vão exigir do formando uma demonstração dos saberes
adquiridos.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
27
1.8.1. Microsoft Office
O Microsoft Office é um pacote de aplicativos da Microsoft, muito úteis tanto para
iniciantes quanto para profissionais.
Já existem versões gratis do Office, que tem algumas funções reduzidas. Estas
versões Free têm formatos diferentes, mas os arquivos são reconhecidos pelo Office
pago, assim como os programas gratuitos reconhecem os arquivos do Office. Os
formatos da Microsoft já são padrão mundial. Os programas mais usados do pacote
Office são:
• Excel: Mundialmente conhecido, o Excel é um programa para criar planilhas,
armazenar dados, fazer operações matemáticas, criar tabelas de clientes, e até
mesmo tabelas para bancos de dados.
• Outlook: programa para gerenciar emails, muito eficiente, embora esteja
perdendo o uso.
• Power Point: outro programa muito importante. Cria apresentações de slides, com
animações, imagens, vídeos e muitas outras funções. Perfeito para apresentações
de trabalhos escolares e projetos de empresas. Sua funcionalidade permite a
pessoas sem nenhum conhecimento aprender a usar facilmente.
• Word: O Word é o mais usado entre os programas do pacote Office. É um
programa de produção de texto, tendo nele corretor ortográfico, várias fontes,
tamanhos de letras, e diversas outras funções.
• Access: Um programa de uso fácil, usado para criar pequenos bancos de dados.
Muito usado em aprendizagem, já que sua capacidade não é tão grande2.
Neste curso por questões de tempo, traremos apenas os pacotes Word, Excel e
PowerPoint.
Actividade 1 – Word
1.Abra um ficheiro WORD e guarde-o com seu nome no ambiente de trabalho.
a) Configure a primeira e segundas páginas como capa e contracapa, respetivamente,
observando todos os pormenores das normas da Instituição (UniSave) – Margens,
bordas, etc.
b) Reserve (através da quebra de páginas) a terceira página para o índice, a quarta
para lista de ilustrações, a quinta para agradecimentos, a sexta para resumo e a
sétima para a Introdução. Na introdução, redija o seguinte texto: “Designa-se como
2
https://www.infoescola.com/informatica/microsoft-office/
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
28
recensão crítica o texto que emite juízos críticos de apreciação, de valorização ou de
rejeição, sobre uma determinada obra escrita, quer seja livro ou ensaio. O autor da
recensão é, em suma, um crítico especializado que estabelece uma apreciação
criteriosa e com profundo rigor científico. Da sua análise deve resultar uma avaliação
global do texto em apreço. Portanto, uma recensão é uma avaliação, e o seu autor é
um crítico, especializado, experimentado e idóneo (LIBANEO, 2013: 12)3 ”; com o tipo
de letra ARIAL, tamanho 12 e separação entre linhas 1,5 cm, justificado. Nos
agradecimentos, resumo, insira TEXTO FALSO sem se esquecer de formatar o seu
texto.
c) Enumere as páginas começando do Índice (com o número 3) e não se esquecendo
de colocar enumeração ROMANA para os elementos pré-textuais e ARABE para os
Textuais.
d) Na oitava e nona páginas insira uma tabela com 4 colunas e 3 três linhas e 3
colunas e 4 linhas, respetivamente, com as seguintes legendas: Tabela 1: importância
das TIC no Processo de Ensino e aprendizagem; Tabela 2: impacto do uso das TIC
na sala de aula, atribuídas automaticamente.
e) Faça a respectiva lista de ilustrações na página 4
f) Na página dez insira uma conclusão através de texto Falso e faça índice automático
de todo o seu trabalho na página três atrás reservada.
Actividade 2 - Excel
Abra uma folha do Excel e grave-a no desktop e passe a tabela abaixo.
Pauta de Formando
Nome da Instituição
Teste Teste 2 Média1 TI Media2 Resultado Final
1
Nome do
formando
Manuel
Raul
Júlia
3
Esta citação deve ser inserida automaticamente através da seguinte referência: LIBÂNEO, José Carlos. Didactica,
a
2 ed., São Paulo: Cortez editora, 2013
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
29
Media
Máximo
Minino
a) Calcule a Media1 sabendo que ela é dada pela média do teste1 e teste 2
b) Calcule a Media2 sabendo que ela é dada pelo somatório de 25% da Media1 e
75% do TI e reduzir a uma casa decimal
c) Calcule os valores do Resultado Final aplicando a Função SE com três
Argumentos (Dispensado; Admitido e Excluído)
d) Calcule a percentagem de aproveitamento final do aluno sabendo que 20 Valores
da Media Final equivalem a 100% de aproveitamento final.
e) Aplique uma formatação condicional das células do Resultado Final para:
Dispensado=Verde e Admitido = Amarelo e Excluído = Vermelho
Actividade 3 – PowerPoint
Nesta actividade você deve criar uma apresentação ao seu critério, integrando
imagem, som e se possível vídeo, para 10 minutos. Tenha como base os conteúdos
do seu módulo.
Resultados esperados
Criação e produção de textos nas diversas plataformas de criação dos mesmos,
dando os seus próprios nomes e armazenando os na plataforma Google drive.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
30
Unidade 2: As TIC no Processo de Ensino e Aprendizagem
Nesta unidade conforme já referimos inicialmente, manipularemos alguns softwares
educacionais como o Google-Classroom, o Moodle e Whatsapp e simularemos
algumas aulas. Como forma de praticar esta matéria o estudante será chamado a criar
uma “turma” aonde poderá simular a interação com seus estudantes.
Falar das TIC no PEA nos leva a abordar especificamente sobre os LMS ou SGA
(sistemas de gerenciamento de aprendizagem)
Competências da Unidade
No final desta Unidade, o formando deve ser capaz de:
▪ Manipular alguns softwares educativos (Google classroom e Moodle)
▪ Simular aulas virtuais com base nos modelos flipped classroom e blended
learning
▪ Usar WhatsApp e Chamadas de conferências no PEA
2.1. Sistemas de Gestão de Aprendizagem (LMS): Particularidades
Um LMS é um sistema de gestão que possui um conjunto de funcionalidades para
promover o aprendizado. Essas funcionalidades relacionam-se com distribuição,
acompanhamento, monitoramento e administração de conteúdo de aprendizagem e
com o progresso e interacções dos aprendizes, entre outros.
Um LMS tem como um dos objectivos, simplificar a administração dos programas de
treinamento e ensino em uma organização. O sistema auxilia na planificação dos
processos de aprendizagem e ainda permite que os participantes colaborem entre si
através da troca de informações e conhecimentos, Goni & Rivera (s/a: 4).
Conforme Rosemberg citado por Goni & Rivera (idem), as principais funcionalidades
de sistemas do tipo LMS, são:
▪ Criar e administrar cursos;
▪ Oferecer ferramentas de comunicação tais como lista de discussão, chats e
mensagens instantâneas;
▪ Administrar grades curriculares;
▪ Tecer tarefas, avaliações e exercícios;
▪ Monitorar o acesso do usuário;
▪ Gerar relatórios e informações sobre o desempenho dos aprendizes, etc.
Em sua essência os SGA são constituídos de banco de dados, ferramentas de gestão
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
31
(de actividades académicas ou didácticas), ferramentas de publicação de conteúdo
e ferramentas de comunicação. As ferramentas de gestão são voltadas para o
suporte aos trabalhos de coordenação de cursos ou disciplinas ou mesmo para o
suporte ao trabalho do professor no gerenciamento de sua turma. São exemplos
dessas actividades: criar, activar e desactivar turmas, inscrever alunos, relacionar
professores com suas turmas e atribuir status aos alunos, como por exemplo,
aprovado, reprovado, suspenso etc.
Em geral, esses sistemas permitem a definição de perfis diferenciados, como
administrador, coordenador, professor, tutor etc., com diferentes níveis de acesso
aos conteúdos e às funções da plataforma, por meio da atribuição de login e senha,
(Idem). Vejamos o exemplo do Moodle e Google-classroom.
2.1.1. Google Classroom
O Google Classroom é uma plataforma LMS gratuita e livre de anúncios que tem como
objetivo apoiar professores em sala de aula, melhorando a qualidade do ensino e
aprendizagem (Daudt, 2015). Desenvolvido pela divisão do Google for Education, o
Google Classroom permite que o professor poste atualizações da aula e tarefas de
casa, adicione e remova alunos e ainda forneça um feedback. O serviço é integrado
ao Google Drive, fazendo parte da suíte de aplicativos do Google Apps for Education
e aplicativos de produtividade como o Google Docs e Slide, (Sousa & Sousa,
2016)4
O Google Classroom foi escolhido como plataforma de apoio, pois não necessita de
instalação local e um servidor dedicado. A plataforma já se encontra online e
hospedada facilitando a entrada (login) na plataforma e a integração de diversas
ferramentas online disponibilizadas pelo Google como: Gmail, Google Drive,
Hangouts, Google Docs e Google Forms. Além do uso em computadores a plataforma
ainda conta com a possibilidade de ser utilizada em smartphones e tablets, através de
um aplicativo próprio disponível na Google Play e Apple Store, possuindo
portabilidade entre dispositivos e SO bastante ampla em relação às outras
plataformas.
4
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/3315/1/ACSS30112016.pdf
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
32
Para usar este sistema basta ter um email da gmail e fazer cadastro no sistema, como
formador ou ser inscrito como formando. Ex. de uma turma já criada (vide abaixo)
Para acessar o sistema clique em: https://classroom.google.com/h
2.1.2. Moodle
A palavra moodle é na verdade um acrónimo do inglês modular object-oriented
dynamic learning environment, foi criado por MARTIN DOUGIAMAS na austrália na
década de 90.
O MOODLE é mais que um AVA, ele é um LMS.
O LMS é um sistema de gestão que possui um conjunto de funcionalidades para
promover aprendizado. Essas funcionalidades relacionam-se com distribuição
acompanhamento, monitoramento e administração de conteúdo de aprendizagem e
com o processo e interações dos aprendizes, entre outros (GUILUNDO, 2017).
Segundo CASTILLO (2005) apud MARTINS (2009:26), o moodle é uma plataforma
fundando numa filosofia sócio-construtivista, a qual defende a construção de ideias e
conhecimentos em grupos sociais de forma colaborativa, uns para com os outros,
criando assim uma cultura de compartilhamento de significados.
O moodle tem como recursos: os chats, fóruns, actividades como questionários,
trabalhos, testes, etc. é uma verdadeira sala virtual.
Para ter acesso ao moodle precisa pertencer a uma instituição que tenha o mesmo já
institucionalizado e deverá ser cadastrado. Um usuário e senha são necessários para
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
33
o seu uso. Para ter acesso ao moodle na Unisave-Maxixe clique no link abaixo:
https://cead.up.ac.mz/elearning/
2.2. Outras plataformas de Ensino (Aplicativos colaborativos)
2.2.1. WhatsApp e o Processo de Ensino e Aprendizagem
É definido, em mais de dez pesquisas, sintetizadas por RODRIGUES (2015), como
sendo um aplicativo multiplataforma que permite trocar mensagens por dispositivos
moveis sem custos elevados. O aplicativo, desde fevereiro de 2016 pode agregar
mais de 200 usuários nos grupos, o que permite trabalhar mesmo com turmas
numerosas, para além de se poder criar mais de um grupo no mesmo usuário.
Com base no aplicativo os usuários podem enviar mensagens ilimitadas com textos,
imagens, vídeos, áudios, localização e até fazer uma chamada de áudio ou vídeo
(Idem). Estes recursos multiplicam as potencialidades didácticas para o processo de
ensino e aprendizagem, desde que as aulas com este aplicativo sejam devidamente
planificadas e organizadas.
Mostraram resultados satisfatórios quanto á utilização deste aplicativo na sala de
aulas. Destacam-se aspetos como a partilha de conteúdos e opiniões entre os alunos
e professores, a criação de ambientes agradáveis que incentivam a comunicação e
aprendizagem espontânea dos usuários além da ampliação da sala de aulas, não
obstante o fluxo de mensagens que aparecem no grupo poder atrapalhar e distrair o
aluno do foco (aspectos negativos). Também foram elencados como elementos
negativos, a possibilidade de os alunos perderem tempo com futilidades, quando o
grupo não é devidamente orientado, a indução a erros gramaticais ou má construção
frásica, entre outros (Idem).
2.3. Chamadas de Conferência
É um serviço disponível para qualquer usuário de telefonia móvel. Consiste
basicamente em efectuar e unir chamadas entre dois ou mais intervenientes ao
mesmo tempo, o que possibilita o tratamento de conteúdos de aprendizagem ou
reuniões empresariais.
Para efectuar chamadas de conferência, primeiramente faz-se uma ligação a um
participante da conferência e após completar a ligação, através da opção “adicionar
chamada”, efectua-se uma nova chamada, ou seja, adiciona-se um segundo
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
34
participante e o primeiro ficará automaticamente em modo de espera. Quando a
segunda ligação estiver completa, com base na opção “juntar ligações” (Vide imagem
abaixo), colocam-se as duas chamadas em interação, podendo assim, os três
participantes comunicarem-se como se de uma chamada simples se tratasse
(Guilundo, 2018: 107). Este serviço não necessita de uma conexão a internet.
2.4. Outras Estratégias de Ensino: Flipped Classroom (sala de aula invertida)
Esta Estratégia de ensino consiste na inversão das ações que ocorrem em sala de
aula e fora dela. Considera as discussões, a assimilação e a compreensão dos
conteúdos (atividades práticas, simulações, testes, ...) como objetivos centrais
protagonizados pelo estudante em sala de aula, na presença do formador, enquanto
mediador do processo de aprendizagem. Já a transmissão dos conhecimentos (teoria)
passaria a ocorrer preferencialmente fora da sala de aula. Neste caso, os materiais
de estudo devem ser disponibilizados com antecedência para que os formandos
acessem, leiam e passem a conhecer e a entender os conteúdos propostos (Valente,
2014 apud Schneiders, 2018: 7).5
Importa salientar que esta estratégia se enquadra num modelo de ensino denominado
blended learning (aprendizagem combinada), aquele ensino que consiste em
combinar o trabalho presencial em aula ou laboratório com ensino a distância (ou
virtual), minimizando as limitações de tempo e espaço do ensino convencional.
5
https://www.univates.br/editora-univates/media/publicacoes/256/pdf_256.pdf
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
35
Todos plataformas até aqui vistas podem servir como suporte para uma aula invertida,
ou seja, o Moodle, Google classroom, WhatsApp e outras, podem servir para fornecer
bases (conteúdos) para compreender de um determinado conteúdo e na sala de aulas
o formador e o formando passarem a discutir, praticar o assunto em debate, o que nos
leva ao blended learning.
Resumo
Em suma, muitas são as plataformas e recursos tecnológicos que podem ser usados
no processo de ensino e aprendizagem. Nesta unidade trouxemos os mais usados no
mercado e de fácil acesso e utilização. Importa salientar que nenhuma dessas
plataformas dispensa a presença do formador, pelo contrário, este é a peça chave
para que a aprendizagem através dessas plataformas dê certo, pois, caberá a ele a
Vimos nesta unidade alguns sistemas LMS como o moodle e o google classroom. O
WhatsApp faz parte dos aplicativos de colaboração ou redes sociais que mais se usa
nos dias actuais para o PEA e por fim, apresentamos um serviço que dispensa a
conexão com internet, a chamada de conferência, podendo ser usada por qualquer
pessoa com posse de um celular. A flipppd classroom é uma estratégia indicada para
o ensino nos tempos actuais, onde os formandos estão cada vez mais ávidos em usar
a tecnologia, garantindo assim, a blended learning ou aprendizagem combinada
Actividade1
a) Criar uma turma no Google-classroom e Moodle e editar o conteúdo do seu módulo
b) Inserir actividades para os formandos e dar feedbacks
c) Avaliar e criar a respectiva pauta
Actividade 2
a) Criar grupo de WhatsApp/ chamadas de conferência [eleger um ou mais
administradores do mesmo]
b) formar grupos na turma por forma a permitir a participação de todos (no grupo pelo
menos uma pessoa deve ter WhatsApp/ celular para o caso das chamadas de
Conferência)
c) Eleger dentro desse grupo um representante que vai postar as informações ou
resultados de pesquisa do grupo formado.
d) Postar trabalhos ou exercícios no grupo de WhatsApp para os formandos
realizarem (formador)
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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e) Avaliar os trabalhos e permitir a respectiva discussão com os formandos, para que
percebam as suas falhas ou acertos.
f) Se é formador organize uma aula invertida e faça uma breve descrição dos
resultados da mesma, relatando o comportamento dos alunos, motivação, etc.
Resultados esperados
Criar e usar todas as plataformas usados como estratégias de ensino e fazer a
demonstração/ uso destas dentro de um contexto educativo ou formativo.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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Unidade 3: As TIC no Desenvolvimento Profissional do Formador
Como referimos anteriormente, a Terceira unidade serve para reflectir sobre a
relevância das TIC no desenvolvimento Professional do formando. Sendo assim, uma
compreensão global sobre o desenvolvimento Professional é necessária para ver até
que ponto as TIC podem influenciar esse processo.
Traremos como estratégias que podem impulsionar o desenvolvimento profissional, a
pesquisa, a formação continua, o que pode ser feito através das plataformas: google
académico; youtube e ims.nau.edu.pt.
Competências da Unidade
No final desta unidade, o formando deve ser capaz de:
▪ Compreender o conceito de desenvolvimento profissional;
▪ Explicar a relevância das TIC e o desenvolvimento profissional
▪ Utilizar as diversas plataformas propostas na unidade para resolver problemas
relacionados com a sua área de atuação;
3.1. Desenvolvimento Profissional do formador
Para Fullan e Hargreaves (1992)6, o desenvolvimento profissional significa permitir
que os professores desenvolvam em palavras e em actos os seus próprios objectivos
(...) O desenvolvimento profissional tem que dar ouvidos e promover a voz dos
professores; estabelecer oportunidades para que os formadores confrontem as suas
concepções e crenças subjacentes às práticas; evitar o modismo na implementação
de novas estratégias de ensino; e criar uma comunidade de formadores que discutam
e desenvolvam os seus objectivos em conjunto, durante todo o tempo.
Paralelamente, Oliveira-Formosinho (2002), no âmbito da supervisão, fala do
desenvolvimento profissional como a evolução em aprendizagens que se nota em
estagiários e educadores quando cada um entra em contacto com colegas ou outra
entidade apoiante, o que significa que, fora de ser algo exclusivo para profissionais
em exercício, o desenvolvimento profissional é resultado do processo na formação
inicial.
Em suma, podemos perceber que o desenvolvimento Professional é o resultado das
continuas buscas sobre o aperfeiçoamento pessoal e colectivo do trabalho que
6
https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/1854/6/Cap.%203.pdf
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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exercemos. É a busca constante e consciente de melhor actuar no campo em que
trabalhamos, é não se conformar com as dificuldades encaradas, mas buscar
soluções mais viáveis e encorajadoras para os problemas de ensino.
Existem muitos modelos de desenvolvimento profissional, como por exemplo:
▪ Desenvolvimento profissional autónomo;
▪ Desenvolvimento profissional baseado na observação e supervisão
▪ Desenvolvimento profissional através do desenvolvimento curricular e
organizacional;
▪ Desenvolvimento profissional através dos cursos/treino; e
▪ Desenvolvimento profissional através da investigação
Nosso objectivo não é alargar este assunto nesta unidade, mas mostrar que o
formando pode adoptar um dos modelos acima, por exemplo, o de investigação, o
autónomo e treinamento e não esperar a instituição/organização fornecer-lhe bases
para seu desenvolvimento profissional.
Nesta unidade iremos trazer algumas plataformas que podem viabilizar o
desenvolvimento profissional de qualquer profissional motivado
3.2. Desenvolvimento profissional e as TIC
Segundo Meirinhos (2006: 48)7 as mudanças que se estão a produzir na sociedade e
nos sistemas educativos correspondentes desafiam a uma redefinição do trabalho do
formador, da sua formação e do seu desenvolvimento profissional. Parece haver um
grande consenso em atribuir aos professores a responsabilidade de funcionarem
como agentes de mudança. Talvez um dos aspectos mais abordados sobre a
formação de professores tenha sido a necessidade de estes desenvolverem
capacidades para a utilização das tecnologias digitais. Desde o seu surgimento e
implementação em larga escala na sociedade, estas tecnologias sempre exerceram
pressão sobre a escola e o desenvolvimento pessoal do formador, suscitando as mais
diversas reações nos profissionais da educação.
Perante o crescimento exponencial das informações e da sua acessibilidade através
das redes, todas as pessoas se tornam aprendizes, em certos períodos, de maneira
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https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6219/1/TESE_D_Meirinhos.pdf
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contínua e ao longo de toda a sua vida (Paquette, 2002). Os professores não podem
ser excepção. O seu desenvolvimento profissional estará cada vez mais ligado às
redes de aprendizagem e ao correspondente desenvolvimento de novas
competências (Idem).
Em suma, a apropriação da tecnologia e a sua utilização sem esforço, por parte dos
agentes educativos, é uma condição necessária para que estes possam desenvolver
competências pedagógicas relacionadas com as TIC e possam colocar as tecnologias
ao serviço da educação e formação (Meirinhos, 2006). É necessário um constante
interesse por parte do professor em buscar conhecimentos, competências para o
domínio das TIC e sua integração no campo educativo – integração curricular das TIC,
para assim, resolver problemas de índole didático-metodológico no PEA.
3.3. Plataformas Eletrónicas de aprendizagem (contínua e permanente)
A nossa intenção neste ponto é trazer algumas plataformas disponíveis e grátis que
podem auxiliar o professor e outros profissionais no seu desenvolvimento profissional.
É de salientar que estas não são as únicas possíveis, dependendo do modelo de
desenvolvimento profissional adoptado.
3.3.1 Youtube
Para um modelo de pesquisa ou autónomo de desenvolvimento profissional, o
professor tem em mão uma ferramenta poderosa para sua aprendizagem continua e
permanente. Mesmo em situações em pretende-se aperfeiçoar em aspetos técnicos
ou informáticos do uso das TIC na sala no PEA.
O Youtube é um canal de partilha de vídeos (de vários assuntos) e nos últimos dias
tem vindo apresentar conteúdo didático de altíssima importância em todas áreas de
conhecimento. Sendo assim, o Youtube, pode ser usado como ferramenta poderosa
de aprendizagem autónoma em diversas áreas de saber e consequentemente para o
desenvolvimento profissional. Para acessar a plataforma basta inserir
www.youtube.com no seu navegador e posteriormente, na barra de pesquisa,
escrever a palavra-chave do conteúdo pretendido. Vide exemplo a seguir
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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Exercícios
a) Aprenda como fazer índice automático, de ilustrações e bibliografias automáticas
no Word
b) Aprenda a inserir páginas, fazer quebras de páginas e sessões no Word
c) Aprenda a usar Excel, criando planilhas e inserindo formulas ou funções
matemáticas
d) Aprenda a usar a função “Se” com dois ou mais argumentos;
e) Encontre vídeos aulas que explicam o uso do PowerPoint;
f) Discuta com base no Youtube, o conceito de blended Learning e Flipped
classroom;
g) Utilize vídeos-aulas do Youtube nas aulas por si organizadas no Google
classroom;
Resultados esperados
Aperfeiçoamento do uso das plataformas de criação de textos;
Aperfeiçoamento da aplicação de algumas ferramentas de formatação;
Aperfeiçoamento de uso das animações nos textos de apresentações.
3.3.2 Google Académico
Google Acadêmico é um sistema da Google que oferece ferramentas específicas para
que pesquisadores busquem e encontrem literatura acadêmica. Artigos científicos,
teses de mestrado ou doutorado, livros, resumos, bibliotecas de pré-publicações e
material produzido por organizações profissionais e acadêmicas, tudo isso é mais fácil
de encontrar por aqui.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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Da mesma forma que o sistema de buscas do Google convencional, o Google
Acadêmico reúne diversas fontes em um só lugar. Além disso, por meio dele é
possível localizar artigos, resumos e citações dos mais variados temas, desde que
eles estejam disponíveis na web.
De modo geral, o Google Acadêmico funciona de um jeito bastante semelhante ao
Google convencional. Isso quer dizer que ele vai apresentar os resultados das buscas
de acordo com a sua relevância. Para isso, ele leva em conta itens como o autor, a
publicação na qual a pesquisa foi divulgada, a frequência com que é citada em outras
pesquisas e também o texto integral do artigo em questão.
Além da busca em si, o Google Acadêmico oferece alguns recursos extras para
facilitar a sua pesquisa. Entre eles estão itens como “Minha biblioteca” e “Minhas
citações”, que permitem reunir os seus conteúdos, facilitando com que sua pesquisa
apareça nos resultados8.
Como usar? Basta acessar: https://scholar.google.com.br/schhp?hl=pt-PT
8
https://canaltech.com.br/mercado/o-que-e-e-como-usar-o-google-academico/
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A diferença entre o Google académico com o Google padrão é que o primeiro dá ao
usuário a prerrogativa de avaliar a relevância dos materiais (resultados) que obteve
da sua pesquisa através do número de vezes que os mesmos foram citados, conforme
se pode ver para os artigos abaixo apresentados:
Actividades
a) Busque através do Google académico a relação da TIC e Educação
b) Compare/assinale os resultados usando a mesma pesquisa no Google padrão
c) Assinale as diferenças e semelhanças observadas com o uso das duas opções.
3.3.3. ims.nau.edu.pt.
A NAU é uma plataforma com domínio português, financiada pela união europeia e
disponibiliza cursos de curta duração, alguns com direito a acreditação e outros com
direito a certificados de participação e grátis para qualquer profissional.
Para o caso de professor, poderá ter acesso a vários cursos de treinamento em
matérias diversas, incluindo as TIC.
A plataforma não tem uma agenda única definida, o que requer do interessado a vista
constante para inscrições para possíveis cursos do seu interesse. Atualmente, com
início no dia 13 e 14 /01/2020, estão agendados cursos com o teor: Tecnologias para
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inclusão e acessibilidade; Bullyng e Ciberbullyng: prevenir e agir (II), conforme a
imagem abaixo:
Para usar os serviços desta plataforma, basta acessar o endereço
https://Ims.nau.edu.pt e a seguir no canto superior direito criar uma conta, conforme a
imagem a seguir:
Após a criação da conta, o usuário pode agregar os cursos pretendidos (conforme a
imagem a seguir) e iniciar os seus estudos online, segundo as orientações dos
respectivos formadores.
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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Actividades
a) Abra uma conta no INAU e Inscreva-se num curso do seu interesse profissional
b) Siga as orientações do curso e compartilhe os seus resultados com seus
colegas ou formandos;
Resultado esperados
A criação e uso ou aplicação desta plataforma para o seu processo de
desenvolvimento formativo
3.3.4. Google Docs
Esta ferramenta da Google é extremamente importante para trabalhos colaborativos
(online). Ela congrega formulários online, também conhecido como google forms, a
google sheets (excel online), Google Slides e a própria Google Docs (word online).
A principal vantagem do google docs é que poder editado por mais de uma pessoa, o
que permite que um grupo de alunos ou pesquisadores possam realizar o mesmo
projecto ou trabalho conjuntamente. Devido ao tempo, não iremos detalhar todos as
ferramentas da google docs, contudo falaremos da google forms, que é um
instrumento importante para o professor quando se fala de pesquisa.
3.3.5. Google Forms
É um serviço gratuito para criar formulários online. Nele, o usuário pode produzir pesquisas
de múltipla escolha, fazer questões discursivas, solicitar avaliações em escala numérica,
entre outras opções. A ferramenta é ideal para quem precisa solicitar feedback sobre algo,
organizar inscrições para eventos, convites ou pedir avaliações
Todos os aplicativos da Google podem ser acessados no canto superior direito,
conforme a imagem abaixo. https://www.google.com/
Actividades
a) Com base na plataforma Youtube vista acima, aprenda a usar a google Forms
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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b) Elabore um formulário (questionários) e envie para todos os seus formandos
da turma;
c) Analise os resultados obtidos;
d) Entre dois ou mais elementos, redijam um documento online (google docs),
com máximo de 5 páginas e enviem ao formador para respectiva avaliação.
Resultados esperados
Uso e aperfeiçoamento da plataforma Google docs no processo de formação;
Elaborado por Elídio Joaquim Guilundo & Denis Fernando
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