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SURREALISMO

Profa. Ma. Thaís Thaianara Oliveira


da Costa
O que você vai
aprender nesta aula:
História do Surrealismo
Como o Surrealismo mudou a história da arte
Surrealistas famosos e as ferramentas que usam
Surrealismo no cinema
Tempo de aula:
3 aulas de 48 minutos
1 aula para socializar a escrita a partir do filme "Um cão
andaluz
Principais Tópicos

André Breton: o homem que deu início a tudo


Definindo o Surrealismo
Características do Surrealismo
Surrealistas famosos
Obras de arte surrealista
Futuro do Surrealismo
Introdução ao
Surrealismo
Os surrealistas se rebelaram contra as convenções, os códigos
morais e as inibições da mente consciente. O movimento emergiu
do dadaísmo, uma vanguarda artística altamente subversiva da
ordem política e social vigente.
De um lado, as ideias marxistas se chocaram com a sociedade
capitalista e desejavam uma rebelião social. De outro, os escritos de
Sigmund Freud sugeriram que formas mais elevadas de verdade
poderiam ser encontradas no subconsciente.
O caos e a tragédia da Primeira Guerra Mundial estimularam o
desejo de romper com a tradição e explorar novas formas de
expressão.
O Surrealismo foi um movimento artístico e literário que teve origem em Paris na década de 20, sob o
contexto das vanguardas europeias no período entre-guerras.
Seus membros rejeitavam a visão racional sobre a vida. Acreditavam na afirmação do valor do inconsciente
e dos sonhos, realizando arte a partir do inesperado, do estranho, do não-convencional.
A palavra “surrealista” (além da realidade) foi cunhada pelo poeta de vanguarda francês Guillaume
Apollinaire, em uma peça apresentada em 1917. Mas foi André Breton, líder do movimento, que, em
seu Manifesto Surrealista (1924), definiu-o como:
[…] automatismo psíquico puro, pelo qual se propõe expressar, verbalmente, por escrito ou por
qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado de pensamento na ausência
de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética e moral.
Muitos surrealistas expressavam suas ideias a partir de desenhos ou textos
baseados na “livre associação” da psicologia freudiana.
Ou seja, artistas como Salvador Dalí, René Magritte e Max Ernst buscavam dar
voz aos seus inconscientes através de alguma representação física.
A Livre associação de imagens, sonhos e pensamentos, servia tanto como fonte
de criatividade para o processo produtivo, quanto como ferramenta para a
libertação do homem de uma existência utilitária centrada na técnica, trabalho
e produtividade.
Nas duas primeiras décadas do século XX, os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas
políticas criaram um clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura
européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. Surgem
movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade.
O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do
subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio
De Chirico.
Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o
freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para
penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se
expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o
controle.
Características
do Surrealismo
Representação de sonho e imagens
simbólicas
Técnicas para criar efeitos aleatórios
e ilógicos
Figuras distorcidas
Sexualidade desinibida e tabus
Rejeição da “ditadura da razão” e dos
valores burgueses como pátria,
família, religião, trabalho e honra
Joan Miró (1893–1983): Influente pintor, escultor, ceramista e gravurista do
século XX, nascido em Barcelona. Seu trabalho é marcado pelo uso de cores
primárias, todas fortemente delineadas em preto, com um campo ao redor
sombreado, bem como também o tratamento moderno do espaço como
uma superfície plana, em vez da tradicional ilusão de profundidade em uma
imagem.
O Carnaval de Arlequim (1925))
Interiores Holandeses II (1928)
Interiores Holandeses I (1928)
Por volta dos anos 30, Miró tornou-se mundialmente famoso, expondo
regularmente em galerias francesas e americanas. Ilustrou livros, fez
cenários para balé, passou a interessar-se por colagem e murais e seu
grafismo se reduziu a linhas, pontos e manchas coloridas.

No fim da década, quando eclodiu a Guerra Civil Espanhola (1936-1939),


Miró estava em Paris, e sua produção artística foi fortemente influenciada
pelos horrores da guerra. É dessa época, The Ladder of Escape (1939).
The Ladder of Escape (1939)
Nessa época, Joan
Miró pintou
cartazes de
propaganda
política e idealizou
o painel O Ceifeiro,
que seria
apresentado ao
lado do célebre
painel Guernica, de
Pablo Picasso, no
pavilhão da
Exposição
Internacional de
Paris.
René Magritte (1898-1967): Artista belga que se mudou para Paris quando o
movimento surrealista já estava em andamento. Ficou conhecido por desafiar as
suposições dos espectadores lançando mão de justaposições de objetos familiares,
como chapéus-coco, cachimbos e pedras flutuantes. Ele mudava a escala de alguns
objetos e brincava com palavras e significados.
René Magritte (1898-1967) tinha apenas 13 anos quando a sua mãe cometeu um acto
terrível. Depois de várias tentativas de suicídio, ela atirou-se de uma ponte, afogando-se
no Rio Sambre. Diz-se que este acontecimento viria a marcar para o resto da vida o pintor
belga, levando-o a pintar quadros como Les Amants (1928), em que dois namorados se
beijam encapuçados - da mesma forma que a sua mãe tinha sido encontrada, com o
vestido cobrindo-lhe a cabeça. Apesar da tragédia, a verdade é que Magritte se tornou um
dos pintores mais famosos do século XX e um marco incontornável da arte surrealista.
Os primeiros quadros de Magritte datam de 1915 e eram impressionistas. No entanto, de
1916 a 1918 o belga decidiu frequentar a Academia Real de Artes em Bruxelas de forma a
aperfeiçoar a sua técnica, acabando por se aborrecer com o conservadorismo da escola e
por abandoná-la. Tornou-se então um desenhador de papel de parede e artista comercial
em Bruxelas, cidade onde passou a viver e se casou com Georgette Berger.
Os seus primeiros trabalhos, depois de sair da Academia, foram influenciados pelo Cubismo e
Futurismo. Foi, contudo, quando se aproximou de Giorgio de Chirico e da sua pintura metafísica
que Magritte mergulhou no surrealismo que viria a marcar toda a sua obra. Em 1926, deixou o
emprego para se dedicar inteiramente à arte, sob o mecenato da Galerie le Centaure, que lhe
permitiu pintar a tempo inteiro. Le Jockey Perdu, tela terminada no mesmo ano, foi a sua
primeira obra surrealista. No entanto, a má recepção da crítica fez com que Magritte se
refugiasse em Paris e aí vivesse durante três anos, estabelecendo contactos com Max Ernst, Dali,
André Breton e Paul Éluard.
Le Jockey
Voltando para Bruxelas, viu-se obrigado a criar uma agência de publicidade com o irmão, de forma a
ganhar dinheiro para sustentar o seu estilo de vida. Viria mais tarde a confessar o desprezo que
tinha por este tipo de trabalho: "Detesto o meu passado e o de todos. Detesto a resignação, a
paciência, o heroismo profissional e os sentimentos bonitos obrigatórios. Também detesto as artes
decorativas, o folclore, a publicidade, as vozes dos anúncios, o aerodinamismo, os escuteiros, o
cheiros das bolas de naftalina, acontecimentos do momento e pessoas embriagadas".
Durante os anos 30 aprofundou a sua técnica, pintando imagens perturbantes e desconstruídas que
logram desafiar as percepções do público. Em 1928, Magritte já nos tinha deixado uma pista para a
leitura da sua obra com "A traição das imagens", pintado em Cadaqués (Catalunha) na companhia de
Dali. Por baixo do cachimbo, podemos ler as palavras "Ceci n'est pas une pipe", uma aparente
contradição. Contudo, se reflectirmos acerca do assunto, trata-se da imagem de um cachimbo que
não satisfaz a necessidade do objecto real. O mote estava lançado: não importa o quão fiel
possamos representar uma imagem, é sempre impossível capturar a sua essência.
A pintura de Magritte dá novos significados aos objectos comuns, mas de uma forma diferente. Ao contrário do automatismo
surreal até então praticado, o seu trabalho surge da justaposição pensada, criando uma imagética poética e exortando à
hipersensibilidade do público. O resultado são objectos híbridos, como em O Retrato (1935) ou La Durée poignardée (1938). Os
motivos eram muitas vezes quotidianos: árvores, janelas, portas, cadeiras, pessoas, paisagens. Magritte não procurava o obscuro
e recusava o significado dos sonhos e da psicanálise. Pelo contrário, ele procurava, através da terapia de choque e da surpresa,
libertar da sua obscuridade as visões convencionais da realidade.
A simplicidade enganadora das suas telas tem um conteúdo filosófico e poético, satirizando o mundo instável e perturbado do
século XX. Um mundo feroz (e veloz) no qual a razão se torna indispensável para dar sentido à vida. Mas Magritte expurga essa
razão através de técnicas surrealistas, jogando com a lógica do espectador: há nos seus quadros uma necessidade de reagir ao
fenómeno da vida quotidiana, criando algo inesperado. Um quadro de Magritte não é para ser admirado. É para ser objecto de
reflexão e ponderado - o sentido está muitas vezes escondido e é alvo de segundas, terceiras e quartas interpretações. E as
questões acerca das suas criações ainda pairam no ar, já que Magritte nunca deu respostas claras acerca do seu significado. La
reproduction interdite ou Golconde são alguns dos exemplos desta aura de mistério.
Time Transfixed
Time Transfixed
André Breton (1896-1966): Médico por formação, André aplicou seus
conhecimentos de medicina e psiquiatria no campo da literatura e
das artes fundando o Movimento Surrealista.

Surrealismo: o sonho no cinema


O surrealismo em Um Cão Andaluz
POEMA Os perigos anteriores foram ricamente repartidos
Tenho na minha frente a fada de sal e mal extintos os carvões no abrunheiro bravo das sebes
cuja túnica recamada de cordeiros pela serpente coral que sem custo passa
desce até ao mar por um delgado
cujo véu pregueado filete de sangue seco
de queda em queda ilumina toda a montanha. na lareira profunda
sempre e sempre esplendidamente negra
Ela brilha ao sol como um lustro de água iridiscente Esta lareira onde aprendi a ver
e os pequenos oleiros da noite serviram-se das suas e sobre a qual dança sem cessar
unhas onde a lua não se reflecte o crepe das costas das primaveras
para moldar o barro do serviço de café da beladona. Aquele que é necessário lançar muito alto para dourar
a mulher em cujos cabelos encontro
O tempo enrodilha-se miraculosamente detrás dos seus o sabor que perdera
sapatos de estrelas de neve O crepe mágico o sinete voador
ao longo dum rasto perdido nas carícias
de dois arminhos. do amor que é nosso.
SOMBRA DE PALHA abre também o sentimento
e no ar puro esvoaçam as princesas
Dêem-me todas as jóias das afogadas tenho nisso muito orgulho
dois presépios e ao mesmo tempo uma gotas de água insulsa
um cavalinho e uma agulha de para refrescar o vaso das flores bolorentas
chapeleira ao fundo da escada
em seguida desculpem-me o pensamento divino no azulejo estrelado do céu
já que não tenho tempo de respirar a expressão das banhistas é a morte do lobo
sou um acaso tende-me por amiga
a construção solar deteve-me aqui a amiga dos ardores e das raivas
mesmo que duas vezes vos olha
e agora nada faço senão deixá-la morrer alisai a vossa plumagem diz ela
procurem na tabela das contas os meus remos de pau-santo fazem cantar vossos cabelos
atrasadas um som claro abandonava a praia
a trote na mão fechada debaixo da negra da cólera dos seixos
minha cabeça tilintante vermelha do lado do horizonte como uma chapa incandescente.
um copo no qual se abre um olho
amarelo in “Luz da Terra” – André Breton
Salvador Dalí (1904–1989): Artista
catalão que adquiriu fama
internacional tanto no âmbito de
sua arte quanto no de seu
comportamento extravagante e
irreverente. Trabalhou como
pintor, escultor, designer de
produtos, cenografia e foi um dos
primeiros artistas a se aventurar
na indústria cinematográfica. Dalí
combinou temas de vanguarda
com estilo acadêmico, abrindo
caminho para as futuras gerações
de artistas.
"Salvador Dalí foi um pintor espanhol e considerado o mestre do movimento de vanguarda surrealismo. Considerado excêntrico por muitos, não só
por causa de suas obras como também pela vida pessoal, Salvador Dalí é um dos principais nomes da História da Arte do século XX.

Suas obras surrealistas e subjetivas contêm ingredientes como ilusões de ótica, truques de perspectivas e hologramas. O pintor espanhol criou
quadros diferenciados e inovadores à época.

Dalí extrapolou a pintura. Foi escritor, produziu joias e trabalhou em filmes. Alguns consideram-no um ícone cultural. Famoso também pelo bigode, sua
marca registrada, Dalí tem sido lembrado com frequência porque os personagens da série espanhola La casa de papel usam máscaras com o rosto do
pintor."

"O primeiro contato de Dalí com as artes acontece com o Impressionismo, em especial do pintor Ramon Pichot. O pai de Dalí exige, em
1920, que ele estude na Escola de Belas Artes de Madri para poder exercer a profissão de pintor.

Quando estudava nessa escola, Dalí pintou em muitos estilos, do Realismo tradicional ao Cubismo. Sempre admirou os pintores italianos
Michelangelo e Rafael.

Na época de universidade, passa a ter contato com artistas e intelectuais como o cineasta Luis Buñuel, o poeta Federico García Lorca, o
arquiteto Le Corbusier, o cientista Albert Einstein e o compositor Ígor Stravinsky.

Dalí foi expulso da universidade em 1926. Conforme estudos, isso ocorreu porque ele se recusou a fazer provas da disciplina"
As influências do Surrealismo
Muitos elementos provenientes do surrealismo foram
incorporados por outros movimentos e artistas
subsequentes.
Os traços foram adotados pelos expressionistas abstratos; o
elemento do “acaso” está presente na arte performática.
O foco surrealista em sonhos, psicanálise e imagens
fantásticas forneceu subsídios para vários artistas
contemporâneos, como Glenn Brown, que se apropriou
diretamente da arte de Dalí em sua pintura.

REFERÊNCIAS: "SURREALISMO." MOMALEARNING, MUSEU DE ARTE MODERNA, 16 DE OUTUBRO DE 2012,


WWW.MOMA.ORG/LEARN/MOMA_LEARNING/THEMES/SURREALISM/. MANN, JON. "COMO O MOVIMENTO SURREALISTA MOLDOU O CURSO
DA HISTÓRIA DA ARET." ARTSY, 23 DE SETEMBRO DE 2016, WWW.ARTSY.NET/ARTICLE/ARTSY-EDITORIAL-WHAT-IS-SURREALISM.
CONTRIBUIÇÕES DA HISTÓRIA DA ARTE, "VISÃO GERAL DO MOVIMENTO SURREALISTA." THE ART STORY, 21 DE DEZEMBRO DE 2011,
WWW.THEARTSTORY.ORG/MOVEMENT/SURREALISM/.
Tarefa de Desenho
Observe sua arte surrealista favorita para inspirar você a criar sua
própria obra surrealista. Ilustre sua obra de arte usando qualquer mídia.

Escreva um parágrafo curto, de 100 palavras, descrevendo sua obra.


Escreva seu próprio
manifesto
Para esta atividade, crie seu próprio manifesto de uma página, na forma
de um ensaio ou poema, em vez de uma obra de arte. Ele deve conter
declarações que demonstrem seu ponto de vista sobre questões como:

O que te inspira?
O que você mais valoriza?
Qual é a sua abordagem à criatividade?
Que grandes mudanças você gostaria
de ver no mundo?
Um Cão Andaluz
(Un Chien Andaluz)
legendado Pt/Br
Um Cão Andaluz (Un Chien Andaluz) - França - 1929 Sonho? Realidade?
Subconsciente? Uma aventura surrealista de Luis Buñuel e Salvador
Dalí.
Relate as suas percepções, sensações e
pensamentos acionados a partir do filme "Um
cão andaluz". Lembre-se que as suas
percepções são individuais e partem das
sensações provocadas pelo filme.

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