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Cotação Funcional em Projetos de Engenharia

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TiagoMachado
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ANÁLISE E COTAÇÃO

FUNCIONAL EM PROJETOS
INTRODUÇÃO:

Nos dias atuais temos um grande número de ferramentas para eliminar os


problemas de projeto logo no início, ou corrigi-los quando detectamos um
problema antes de começar a produção: - FEMEA, MPSP, DRC entre outros.

Temos também as ferramentas tecnológicas: CAD (3D), FEA, GD&T


(Geometric, Dimension and Tolerancing), QFD (Quality Function Deployment) ,
VSA (Variation Simulation Analysis), FEMEA (Failure Mode and Effect
Analysis).

O avanço provocado por estas ferramentas é inegável, e somando a todas elas


salientamos a ANÁLISE FUNCIONAL DO PROJETO, utilizado por muitas
empresas de ponta, principalmente as automobilísticas, embora desconhecida
da grande maioria das industrias, seja grande, média ou pequena.
A ésta análise funcional chamamos de COTAÇÃO FUNCIONAL, e ésta
funcionalidade no Projeto e no Processo, faz a interligação e sincronismo
desses dois setores minimizando os custos, principalmente os custos
iniciais do projeto de um novo produto (planejamento do produto /
processo).

Dimensionamento / cotação ideal no projeto do Produto

Importância e qualidade de um bom dimensionamento / cotação:

Quando se projeta um produto, temos que levar em consideração,


simultaneamente, as condições de uso e fabricação.
Sendo assim, um estudo minucioso das características de forma e do material,
devem conciliar as exigências da utilização com o processo de fabricação,
tornando-o o mais econômico possível.
Temos que procurar adequar o produto em função dos meios disponíveis de
produção: maquinas/ferramentas.
O desenho do produto deve conter todas as informações necessárias para
que possa ser fabricado pela manufatura, que determina a sequência ótima
de usinagem, baseando-se nas máquinas e ferramentas disponíveis.
Então, a prióri, as considerações de utilização e de fabricação são
importantes ao produto, mas notamos que também são importantes para a
fabricação e controle, que as cotas nos desenhos definam cada peça a
ser fabricada, de uma maneira racional, completa e sem ambiguidades.
No decorrer da análise do desenho para se fazer o processo de
fabricação, é que aparecerão os problemas de uma cotação
deficiente.

Assim sendo, vemos que as dimensões definidas pela Engenharia de Produto,


devem ser cuidadosamente escolhidas, satisfazendo as seguintes condições:
• Definição completa e sem ambiguidades do produto a ser utilizado.
• Tolerâncias de fabricação o mais abertas possíveis e que sejam
compatíveis com o funcionamento e a intercambiabilidade desejada.
• Permitir ao fabricante a possibilidade de aproveitar a cotação da
melhor maneira possível.
• Envolver a Manufatura desde o inicio das análises e definições.
Como efetuar uma boa cotação:

Parece bastante simples, desde que NÃO levemos em conta a função da


peça no conjunto ao qual ele pertence. Más, em tudo que fazemos, temos
que considerar forçosamente o critério de funcionamento ou utilização.
Um estudo analítico da função de cada peça, permite uma solução correta e
prática aos problemas de cotação.
Partindo dessa premissa, veremos que as dimensões resultantes desse estudo
satisfazem plenamente as condições desejadas.

A cotação baseada no critério de utilização é chamada de cotação funcional,


que é o estudo analítico feito durante o dimensionamento da peça.

Pelo exposto anteriormente, apresentamos uma idéia geral de como uma boa
cotação é fundamental para se fazer o projeto de uma determinada peça.

PROJETO DE UM PRODUTO:

Tolerâncias dimensionais:

São colocadas nos produtos para torná-los funcionais, pois o ideal seria
“tolerância zero”, mas o gráfico de tolerância x custos abaixo mostra essa
inviabilidade, sendo assim temos que utilizar tabelas de acoplamento, levando
em consideração a classe do ajuste (grosseiro, normal, médio, preciso), o tipo
de ajuste (deslizante, folga, forçado, com interferência) e a aplicação (peças
giratórias, pinhões em ponta de eixo, mancais nos suportes).

Custos x tolerâncias
Tolerâncias Geométricas:

As tolerâncias dimensionais nem sempre garantem a funcionalidade da peça.


As peças são compostas de elementos geométricos e durante a fabricação
podem haver desvios de forma ou posicão em relação ao ideal.

Para tolerar esses desvios, que poderão prejudicar a funcionalidade, temos as


Tolerâncias Geométricas. Não substituem as tolerâncias dimensionais, e vice -
versa, os dois tipos se completam.

Rugosidade superficial:

Deve ser controlada, em geral qualquer valor abaixo de 1.6u Ra indicará a


necessidade de operação de retífica (vide tabela abaixo). Entretanto, talvez
tenhamos que retificar uma ou outra superfície para obtermos a dimensão
especificada do desenho, evitando erros acumulativos impostos pelo
processo. Atualmente temos ferramentas de corte que substituem a operação
de retifica.
Tabela de rugosidade em função da classe de tolerância.

Regra da Cotação Funcional:

Para determinar uma cadeia mínima de cotas funcionais, deve-se partir de uma
face (ou cota) qualquer e ir até a outra face, passando exclusivamente pelas
superfícies ou faces de ligação, e retornar a face inicial. O caminho tem que ser
o menor possível.

Convensão

Para obtermos o valor máximo da folga/dimensão: atribuímos valores máximos


para as cotas positivas (+) e mínimos para as cotas negativas (-).
Para encontrarmos o valor mínimo da folga/dimensão opera-se da forma
inversa, mínimo para positivas e máximos para as cotas negativas.

f1 max = a max + b max – c min


f1 min = a min + b min - c max
Importante: devemos sempre usar a tolerância bilateral igual (simétrica), que
assim faremos nossos cálculos sem nos preocuparmos com os valores
máximos e mínimos das dimensões.
Porém, há casos que não se pode evitar devido a funcionalidade do conjunto,
neste caso temos que achar a média do valor das cota no máximo e mínimo
mais um valor de tolerância que represente os mesmos valores da tolerância
inicial.

Ex. 10,0 +2/-4 = 12,0 e 6,0


somados = 18,0
média = 9,0
tolerância = 12-9 = 3 - 6-9 = -3 Portanto a tolerância é +/-3
Cota para calculo = 9,0+/-3

Para fazer a equação da cotação funcional temos que sair de um lado da cota
terminal em questão (nossa cota é f1), usamos a convenção acima, ou seja,
para direita + e para esquerda -, passamos pelas cotas de ligação e fechamos
o caminho.

Sendo assim:

a - fazendo o circuito saindo pelo lado direito da f1 : -b-a+c+f1=0


b - pelo lado esquerdo da f1 : -c+a+b-f1=0

portanto: f1 = a+b-c

No exemplo acima: a =20 b =50 e f1 =8,2 ±0,2, teremos que calcular o valor
de c.

Observe que quem determina as tolerâncias das dimensões a,b,c é a folga f1,
isto porque a somatória das tolerâncias de a,b,c tem que ser = ± 0,2, portanto
±0,2 resulta das demais cotas.

Distribuímos as tolerâncias para as cotas dos componentes, levando em


consideração a dificuldade de usinagem/fabricação analisada em conjunto com
a manufatura.

F1 = a + b – c
8,2 = 20 + 50 – c
C = 20 + 50 – 8,2
C = 61,8 +/-0,05
Exemplo de um conjunto montado:

IMPORTANTE: se a cota f mais a tolerância for a referência principal, as outras


dimensões e tolerâncias serão definidas em função dela.
A cotação funcional deve ser escrita diretamente no desenho (fig. 2)
Ocasionalmente a cotação funcional escrita indiretamente é justificada ou necessária.
A figura 3 mostra o efeito da cotação funcional escrita indiretamente, é aceitavel,
mantendo os requisitos dimensionais estabelecidas na figura 2.

Exemplos de Cotação Funcional:


Viga mestra:
Eixo da Transmissão: Analisar Folga

REFERENCIA ¨0¨
ANALISAR E ENTENDER A MONTAGEM:

Determinar as cotas que influenciam na montagem, determinar a folga máxima e


mínima para atender a funcionabilidade, calcular os valores das tolerâncias de cada
componente para atender a folga especificada, sempre consultar a manufatura.

FOLGA

MONTAGEM MONTAGEM
FIXA AJUSTÁVEL

LINHA DE REFERÊNCIA
PARA O EIXO

STACKUP:

Termo usado para calcular a variação dimensional em um ou mais componentes


de uma montagem, fazendo a composição das tolerâncias na sua condição mínima
e máxima para determinar a pior condição (folga ou interferência). Nesta análise
são considerados os valores das tolerâncias nos limites sem considerar o cPK do
fornecedor, portanto é uma condição extrema e raramente acontece.
Exemplos de STACKUP:

Mesa Giratória Canavieiro


Barra de tração

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