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Leitura de Um RX Dos Ossos Longos

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Assuede Amade

Amadeu Moneia

Camila Emílio

Filipe Vogas

Rainha Caetano

Tânia Manuel

Curso de Técnico de Medicina Geral (TMG22)

Leitura de Raio X em ossos longos

Instituto de Tecnologia de Comunicação Politécnico de Negocio

Delegação de Quelimane

Março de 2024
Assuede Amade

Amadeu Moneia

Camila Emílio

Filipe Vogas

Rainha Caetano

Tânia Manuel

Leitura de Raio X em ossos longos

Trabalho de carater avaliativo a ser entregue ao ITCPN


no curso de Saúde na área de Técnicos de Medicina
geral, na cadeira de Meios auxiliares e Diagnóstico sob
orientação do Docente: Domingos Eliseu

Instituto de Tecnologia de Comunicação Politécnico de Negocio

Delegação de Quelimane

Março de 2024
Índice
1. Introdução...............................................................................................................................3

1.1. Objetivos..............................................................................................................................3

1.1.1. Objetivo geral....................................................................................................................3

1.1.2. Objetivos específicos........................................................................................................3

1.2. Metodologia.........................................................................................................................3

2. Fundamentação teórica...........................................................................................................4

2.1. Leitura de Raio X.................................................................................................................4

2.2. Leitura de Raio X em ossos longos......................................................................................4

2.2.1 Morfologia normal óssea...................................................................................................5

2.2.2 Região cortical...................................................................................................................5

2.2.3 Região medular..................................................................................................................5

2.2.4 Espaço articular..................................................................................................................5

2.2.5 Partes moles.......................................................................................................................6

2.3. Imagens Radiológicas Anormais mais Comuns..................................................................6

2.4. Interpretação de um raio X de ossos longos........................................................................7

3. Conclusão................................................................................................................................9

4. Referencias bibliográficas.....................................................................................................10

3
1. Introdução
Para realizar uma leitura eficaz, é importante compreender os princípios básicos da
formação das imagens de raios X e os diferentes tipos de estruturas que podem ser
visualizadas. Ao analisar uma imagem de raio X, é essencial identificar as estruturas
anatômicas presentes, como ossos, órgãos e tecidos moles. É importante observar a densidade
das estruturas da imagem, que pode variar de acordo com a quantidade de radiação absorvida.
Por exemplo, estruturas densas, como os ossos, aparecem de forma mais clara na imagem,
enquanto estruturas menos densas, como os tecidos moles, aparecem mais escuras.

1.1. Objetivos

1.1.1. Objetivo geral


Analisar e interpretar as imagens radiográficas para identificar e diagnosticar
condições,

1.1.2. Objetivos específicos


Identificar e localizar as estruturas ósseas relevantes nas radiografias de ossos
longos.
Analisar a morfologia óssea, observando a forma, estrutura e integridade dos
ossos.
Avaliar as epífises e metáfises em busca de alterações, como erosões, esclerose ou
alargamento.
Verificar as diáfises em busca de fraturas, linhas de fratura, desvios, lesões,
tumores ou sinais de doenças ósseas.

1.2. Metodologia
Para FONSECA (2002), métodos significa organização, e logos, estudo sistemático,
pesquisa, investigação; ou seja, metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a
serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se fazer ciência.
Etimologicamente, significa que o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados para
fazer uma pesquisa científica. Para a elaboração deste trabalho, foram usados os manuais
eletrónicos.

4
No que concerne ao estudo, o mesmo é fundamentado com base na pesquisa
bibliográfica, a partir da leitura de obras teóricas e artigos científicos, no qual, para garantir a
confiabilidade das obras consultadas estão todas citadas nas referências bibliográficas.

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2. Fundamentação teórica

2.1. Leitura de Raio X


A leitura do raio X é uma habilidade fundamental para profissionais da área da saúde,
como radiologistas, técnicos em radiologia e médicos. Através da interpretação das imagens
obtidas por meio de raios X, é possível diagnosticar uma variedade de condições médicas,
como fraturas, tumores, infecções e doenças pulmonares.

Para realizar uma leitura eficaz, é importante compreender os princípios básicos da


formação das imagens de raios X e os diferentes tipos de estruturas que podem ser
visualizadas. Ao analisar uma imagem de raio X, é essencial identificar as estruturas
anatômicas presentes, como ossos, órgãos e tecidos moles.

2.2. Leitura de Raio X em ossos longos


Ossos longos são aqueles nos quais o comprimento excede a largura e a espessura,
como a clavícula, úmero, rádio, e ulna no membro superior, e o fémur, tíbia, fíbula no
membro inferior. Estão incluídos também os metacárpios, metatarsos e falanges.

O osso longo tem particularmente, duas extremidades, que são em geral articulares.

Figura 1. Radiografia do fémur normal.

Os ossos longos possuem: Haste ou “diáfise”


Dois extremos ou “epífises”
“Metáfise”

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O tecido ósseo é formado por uma cortical externa que apresenta mais cálcio, a mais
branca no raio X, e por uma medula interna que apresenta menos cálcio - a mais cinza no Rx.
Esta apresentação dos ossos ao RX é a morfologia normal dos ossos.

Ao realizar-se a leitura de um RX normal dos ossos longos devem-se ter em conta os


seguintes factores:

2.2.1 Morfologia normal óssea


O clínico deve se relembrar que o tecido ósseo, por ser formado por uma cortical externa
(com mais cálcio), no raio X pode se distinguir a parte mais branca (a de mais cálcio); e a
parte mais cinza (parte da medula interna com menos cálcio). Portanto, a existência de alguma
alteração morfológica, pode ser indicativo de patologia.

2.2.2 Região cortical


A região cortical deve ser avaliada em toda a sua extensão para apreciar a presença que
possam ocorrer nesta região como os traços de fractura. Exemplos de lesões que podem ter
origem na região cortical; osteomas, algumas doenças metabólicas que podem causar um
espessamento ou diminuição da região cortical.

2.2.3 Região medular


Como na região cortical, a região medular deve ser analisada, pois existem patologias que
afectam a região medular alterando o padrão da normalidade. Em alguns casos, esta alteração
não se detecta na região cortical sobrepondo-se na região medular e só se detectando nesta
região medular. Exemplos de patologia: esclerose óssea, osteófitos marginais, quistos ósseos,
lesões infecciosas, como os abcessos.

2.2.4 Espaço articular


Normalmente, o espaço articular é simétrico e não apresenta sinais de calcificação interior.
Deve-se analisar a estrutura óssea adjacente e analisar a presença de esclerose óssea,
osteófitos marginais, quistos intra-ósseos áreas de erosão ou destruição óssea particular.
Devem-se analisar as partes moles do local, pois se estiver aumentado pode ser um sinal
indirecto de derrame articular associado. Exemplos de patologia que afecta o espaço articular:
osteoartrose, artrite reumatóide.

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2.2.5 Partes moles
Devem-se analisar todas as estruturas ao redor. Nesta região, encontram-se os músculos,
tendões, vasos e nervos e que em alguns casos pode mostrar alterações identificáveis no RX.

Pode-se encontrar algum grau de calcificação que indique a presença de doença. Deve-se
avaliar se existe algum aumento na região ou se existe algum apagamento dos planos
musculares e tecido adiposo, que pode ocorrer em casos de trauma, infecções e lesões
tumorais.

2.3. Imagens Radiológicas Anormais mais Comuns


As radiologias anormais dos ossos longos mais comuns estão relacionadas com as
fracturas que podem ser por meio de trauma ou patológicas (Anomalias verificadas na sífilis
congénita, infecções como a osteomielite e tumores como por exemplo o mieloma múltiplo).

A fractura é definida como uma solução de continuidade da região cortical resultado


de um trauma, ossos debilitados ou neoplasias.

A maioria das fracturas em que normalmente ocorre a separação dos fragmentos


fracturados é facilmente reconhecida nas radiografias.

Figura 2. Fractura aberta Figura 3. Fractura fechada

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Figura 5. Fractura transversa, espiral e oblíqua.

Também se podem identificar, por meio do RX, a reacção periostal.

Raramente o periósteo é visto ao raio X. Quando visível é chamada de reacção periosteal.


Pode ser observada ao raio x como um deslocamento lateral da cortical com aumento da
densidade e assumir vários padrões:

Reacção periosteal sólida – uniforme e contínua (fracturas)

Figura 6. Reacção periosteal sólida.

2.4. Interpretação de um raio X de ossos longos


A interpretação de um raio X de ossos longos é uma parte fundamental da prática de
radiologia e ortopedia. Ao analisar um raio X desse tipo, é importante observar a estrutura
geral do osso, incluindo o comprimento, largura e densidade.

Além disso, é essencial verificar se não há fraturas, deslocamentos ou outras


anormalidades que possam indicar lesões ou doenças ósseas. Um dos aspectos mais
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importantes na interpretação de um raio X de ossos longos é a avaliação da cortical do osso,
que é a camada externa que fornece suporte e resistência.

Qualquer irregularidade nessa camada pode indicar uma fratura ou outra lesão. Além
disso, é crucial examinar a medula óssea, que é a parte interna do osso responsável pela
produção de células sanguíneas. Qualquer alteração na densidade ou padrão da medula óssea
pode ser um sinal de doenças como osteoporose ou câncer ósseo.

Por fim, é importante observar a presença de erosões ou deformidades nas articulações


próximas aos ossos longos, pois isso pode indicar doenças como a artrite reumatoide.

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3. Conclusão
Para aprimorar suas habilidades de leitura de raio X, os estudantes da área da saúde
podem realizar treinamentos práticos e estudar casos clínicos para ganhar experiência na
interpretação das imagens. Além disso, é importante manter-se atualizado com as novas
tecnologias e técnicas de imagem, que podem influenciar a forma como as imagens de raio X
são interpretadas. Com prática e conhecimento, os profissionais da área da saúde podem se
tornar especialistas na leitura do raio X e contribuir para diagnósticos precisos e tratamentos
eficazes.

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4. Referencias bibliográficas
1. Bontrager, K. L., & Lampignano, J. P. (2017). Textbook of Radiographic Positioning
and Related Anatomy. Elsevier Health Sciences.

2. Sutton, D. (2018). Textbook of Radiology and Imaging. Churchill Livingstone.

3. Grainger, R. G., & Allison, D. (2015). Grainger & Allison's Diagnostic Radiology
Essentials. Elsevier Health Sciences.

4. Mayo Clinic. (n.d.). Bone X-ray. Recuperado de: [Link]


procedures/bone-x-ray/about/pac-20395038

5. Radiopaedia. (n.d.). Long bones. Recuperado de: [Link]


bones

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