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Suzano: EBITDA R$6,3B, Alavancagem 3,2x

suzano

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RESULTADOS

2T24

EBITDA atinge R$ 6,3 bilhões e alavancagem cai para 3,2x em USD


São Paulo, 08 de agosto de 2024. Suzano S.A. (B3: SUZB3 | NYSE: SUZ), uma das maiores produtoras de
celulose e integradas de papel do mundo, anuncia hoje os resultados consolidados do 2º trimestre de
2024 (2T24).

DESTAQUES
• Vendas de celulose de 2.545 mil ton (1% vs. 2T23).
• Vendas de papel1 de 333 mil ton (13% vs. 2T23).
• EBITDA Ajustado2 e Geração de caixa operacional3: R$ 6,3 bilhões e R$ 4,5 bilhões respectivamente.
• EBITDA Ajustado2/ton de celulose em R$ 2.176/ton (71% vs. 2T23).
• EBITDA Ajustado2/ton de papel em R$ 2.255/ton (-9% vs. 2T23).
• Preço médio líquido de celulose – mercado externo: US$ 701/ton (25% vs. 2T23).
• Preço médio líquido de papel1 de R$ 6.787/ton (-3% vs. 2T23).
• Custo caixa de produção de celulose sem paradas de R$ 828/ton (-10% vs. 2T23).
• Alavancagem em USD em 3,2x e 3,5x em BRL.
• Aquisição de participação de 15% na Lenzing por EUR 230 milhões.

Dados Financeiros Consolidados 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24
(R$ milhões)
Receita Líquida 11.494 9.459 22% 9.160 25% 40.272
EBITDA Ajustado2 6.288 4.558 38% 3.919 60% 19.045
2
Margem EBITDA Ajustado 55% 48% 7 p.p. 43% 12 p.p. 47%
Resultado Financeiro Líquido (11.074) (3.040) — 4.536 — (15.339)
Resultado Líquido (3.766) 220 — 5.078 — 240
3
Geração de Caixa Operacional 4.503 2.499 80% 2.203 104% 11.677
2
Dívida Líq./EBITDA Ajustado (x) (R$) 3,5 x 3,6 x -0,1 x 2,0 x 1,5 x 3,5 x
2
Dívida Líq./EBITDA Ajustado (x) (US$) 3,2 x 3,5 x -0,3 x 2,2 x 1,0 x 3,2 x

Dados Operacionais 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24


(mil ton)
Vendas 2.878 2.714 6% 2.807 3% 11.555
Celulose 2.545 2.401 6% 2.513 1% 10.192
Papel1 333 313 6% 294 13% 1.363
1
Considera os resultados da Unidade Bens de Consumo (tissue). | 2 Desconsidera itens não recorrentes. | 3Considera o EBITDA Ajustado menos o
capex de manutenção (regime caixa).

As informações trimestrais consolidadas foram preparadas de acordo com as normas da CVM e os CPCs,
e estão em conformidade com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Board (IASB). As informações operacionais e financeiras são
apresentadas com base em números consolidados em Reais (R$). Os somatórios podem divergir devido
a arredondamentos.
RELEASE DE RESULTADOS 2T24

SUMÁRIO
SUMÁRIO EXECUTIVO .............................................................................................................................................................. 3
DESEMPENHO DO NEGÓCIO DE CELULOSE ......................................................................................................................... 4
VOLUME DE VENDAS E RECEITA DE CELULOSE ............................................................................................................ 4
CUSTO CAIXA DE CELULOSE ............................................................................................................................................ 7
EBITDA DO SEGMENTO CELULOSE ................................................................................................................................. 9
GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL DO SEGMENTO CELULOSE ................................................................................ 10
DESEMPENHO DO NEGÓCIO DE PAPEL ................................................................................................................................. 11
VOLUME DE VENDAS E RECEITA DE PAPEL ................................................................................................................... 11
EBITDA DO SEGMENTO PAPEL......................................................................................................................................... 14
GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL DO SEGMENTO PAPEL........................................................................................ 15
DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO .......................................................................................................................... 16
RECEITA LÍQUIDA.............................................................................................................................................................. 16
CALENDÁRIO DE PARADAS PROGRAMADAS PARA MANUTENÇÃO ............................................................................ 16
CUSTO DO PRODUTO VENDIDO ...................................................................................................................................... 17
DESPESAS DE VENDAS ...................................................................................................................................................... 17
DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS ...................................................................................................................... 18
EBITDA AJUSTADO ............................................................................................................................................................ 18
RESULTADO FINANCEIRO ................................................................................................................................................ 19
OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS ..................................................................................................................................... 20
RESULTADO LÍQUIDO ....................................................................................................................................................... 24
ENDIVIDAMENTO .............................................................................................................................................................. 25
INVESTIMENTOS DE CAPITAL ......................................................................................................................................... 27
PROJETO CERRADO............................................................................................................................................................ 28
GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL................................................................................................................................ 28
FLUXO DE CAIXA LIVRE .................................................................................................................................................... 29
EVOLUÇÃO DA DÍVIDA LÍQUIDA .................................................................................................................................... 30
DESEMBOLSO TOTAL OPERACIONAL – CELULOSE ....................................................................................................... 30
EVENTOS SUBSEQUENTES ................................................................................................................................................ 30
MERCADO DE CAPITAIS ........................................................................................................................................................... 31
RENDA FIXA................................................................................................................................................................................. 32
RATING ......................................................................................................................................................................................... 33
PRÓXIMOS EVENTOS ................................................................................................................................................................ 34
ANEXOS ........................................................................................................................................................................................ 35
ANEXO 1 – Dados Operacionais..................................................................................................................................... 35
ANEXO 2 – Demonstração de Resultado Consolidado e Amortização da Mais Valia ....................................... 37
ANEXO 3 – Balanço Patrimonial Consolidado ............................................................................................................ 38
ANEXO 4 – Demonstração de Fluxo de Caixa Consolidado .................................................................................... 39
ANEXO 5 – EBITDA ........................................................................................................................................................... 40
ANEXO 6 – Demonstração de Resultado Segmentado ............................................................................................ 41
Afirmações sobre Expectativas Futuras ........................................................................................................................ 43

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

SUMÁRIO EXECUTIVO
O mercado de celulose teve novo desempenho favorável durante o segundo trimestre de 2024, que se
refletiu em implementações adicionais de aumentos de preço e no crescimento no volume de vendas, a
despeito de um cenário desafiador que se configurou na China. O trimestre também foi marcado pela
valorização do USD médio em relação ao BRL médio no período, contribuindo para a elevação da receita
líquida. Além disso, a performance operacional seguiu em linha com o planejado, com o custo caixa de
produção (sem o efeito das paradas programadas para manutenção) marginalmente mais elevado que
no trimestre anterior. Essa combinação de fatores resultou em aumento expressivo do EBITDA
ajustado da celulose tanto na comparação com o 1T24 (+42%), como em relação ao mesmo período do
ano anterior (+74%). Na unidade de negócios de papel, o volume vendido teve aumento sobretudo em
função da sazonalidade, enquanto os preços ficaram praticamente estáveis (+1%). Dessa forma, o
EBITDA ajustado consolidado no trimestre totalizou R$ 6,3 bilhões, enquanto a geração operacional de
caixa atingiu R$ 4,5 bilhões.

Em relação à gestão financeira, a dívida líquida medida em dólar ficou praticamente estável em US$
12,0 bilhões, mesmo que ainda no contexto de elevado investimento pela Companhia, focado em gerar
um significativo e sustentável valor no longo prazo. A alavancagem em dólar, por sua vez, apresentou
queda para 3,2x, ficando abaixo do limite da política financeira, sendo justificada pela elevação do
EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses. A política de hedge cambial seguiu cumprindo sua função,
sendo que o hedge operacional de fluxo de caixa apresentou nova entrada positiva de caixa de R$ 0,3
bilhão, apesar da depreciação do BRL no período.

Em linha com as avenidas de “Ser arrojada na expansão de novos mercados” e "Ser protagonista em
sustentabilidade", a Companhia comunicou ao mercado em junho a aquisição da participação
minoritária de 15% das ações da Lenzing detidas pela B&C (B&C Holding Österreich GmbH). O acordo de
acionistas com a B&C inclui o direito da Suzano em deter duas posições no Conselho de Administração
da Lenzing e o direito da Suzano em alterar o controle da Lenzing com a aquisição de um adicional de
participação de 15% de ações da Lenzing detidas pela B&C, mediante processo de oferta pública de
aquisição obrigatória estabelecido pela Lei de Aquisição de Controle da Áustria (podendo ser exercido
pela Suzano a partir do dia seguinte ao primeiro aniversário do fechamento da operação até o final de
2028). O preço pela aquisição de participação minoritária correspondeu a EUR 230 milhões a ser
totalmente pago na data do fechamento. O objetivo da Suzano com a aquisição da participação
minoritária da Lenzing, como parceira da B&C, é buscar conhecer profundamente, aprender e
acompanhar o negócio da Lenzing antes de decidir pela aquisição do controle da companhia.

Em relação à avenida "Avançar nos elos da cadeia, sempre com vantagem competitiva", a Companhia
anunciou em junho acordo com Pactiv Evergreen Inc. para aquisição da totalidade dos ativos que
compõem as plantas integradas de fabricação de papelcartão revestido e não revestido, utilizados na
produção de Liquid Packaging Board e Cupstock, localizadas nas cidades de Pine Bluff – Arkansas e
Waynesville – North Carolina (EUA), com capacidade total integrada de aproximadamente 420 mil t por
ano de papelcartão. O preço de aquisição foi de USD 110 milhões a ser pago no fechamento da operação
sujeito aos usuais ajustes de preço. O contrato inclui contrato de serviços de transição, na qual a Pactiv
prestará serviços para a Suzano nos ativos adquiridos e contrato de fornecimento de longo prazo, na
qual a Suzano passará a fornecer para a Pactiv os produtos atualmente produzidos em Pine Bluff e
consumidos pela Pactiv, que passará a ser um cliente relevante deste novo ativo da Suzano. A operação
proporciona à Companhia a entrada no mercado norte-americano de papelcartão com competitividade
e escalabilidade.

Em continuidade aos avanços em sua estratégia, no contexto das avenidas “Manter a relevância em
celulose” e “Ser best in-class na visão de custo total de celulose”, a Companhia informou em 21 de julho
o início da operação da Unidade Ribas do Rio Pardo (Projeto Cerrado) com capacidade de produção
anual de 2,55 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. As estimativas já
anteriormente divulgadas sobre o volume de produção da nova planta permanecem válidas, sendo
previstas aproximadamente 900 mil toneladas em 2024 e atingindo 2,0 milhões de toneladas ao final de
12 meses de operação.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

DESEMPENHO DO NEGÓCIO DE CELULOSE


VOLUME DE VENDAS E RECEITA DE CELULOSE
O segundo trimestre de 2024 teve como destaque o aumento do preço de fibra curta, demanda sólida
na Europa e América do Norte, o processo de normalização da oferta relativa a paradas não-
programadas e um cenário desafiador na China.

A produção de papel na China, de acordo com a SCI, aumentou 1% e a produção de papéis sanitários
cresceu 11%, enquanto, segundo a UM Paper, as exportações dos segmentos de papelcartão e papéis
sanitários aumentou 2% e 6%, respectivamente versus 1T24. Na mesma base de comparação, as
exportações do segmento de Imprimir e Escrever reduziram 1%. Contudo, o ambiente de mercado na
região tornou-se gradualmente mais complexo durante o segundo trimestre quando comparado ao
trimestre anterior, devido à pressão adicional nas margens de lucratividade dos fabricantes de papel
não-integrados de todos os segmentos; bem como pelo sentimento de iminente entrada de novas
capacidades.

Os mercados europeu e norte americano apresentaram uma forte demanda em todas as linhas de
papel. Na Europa, a contínua redução de importação de produtos de papel acabado, devido à crise no
Mar Vermelho continua favorecendo o mercado interno europeu principalmente para produtos de
papéis sanitários e papéis de Imprimir e Escrever. Na América do Norte, o mercado de papéis sanitários
seguiu apresentando uma demanda sólida.

No que concerne à oferta de celulose, o trimestre começou ainda marcado por greves na Finlândia e no
Chile, terremoto em Taiwan, enchentes no sul do Brasil e acidentes em instalações finlandesas e
indonésias que acarretaram em um aumento de paradas não programadas comparado ao trimestre
anterior. Porém, durante o trimestre, foi observada a normalização deste cenário, com a resolução de
greves, redução de chuvas no Rio Grande do Sul e reestabelecimento dos ritmos de produção de fibras.
Portanto, o 3T24 se inicia com um cenário de oferta global normalizada e mais desafiador na Ásia.

Os índices PIX/FOEX médios do trimestre para a celulose de fibra curta registraram um aumento de
10% no mercado chinês e 21% no europeu quando comparados ao 1T24. A diferença de preço entre as
fibras longa e curta no trimestre foi de USD 83/t na China e USD 151/t na Europa, em linha com
patamares saudáveis.

As vendas de celulose da Suzano aumentaram na comparação com o trimestre anterior em função da


elevação da demanda na Europa e na América do Norte, totalizando 2.545 mil toneladas, um aumento
de 6% em relação ao 1T24 e de 1% em relação ao 2T23.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Volume de Vendas de Celulose (mil ton)

+1% +6%

q
2.513 2.545
2.401

2.342 2.223 2.371

172 178 173


2T23 1T24 2T24

Mercado Externo Mercado Interno

O preço líquido médio em USD da celulose comercializada pela Suzano foi de US$ 696/t, representando
um aumento de 12% na comparação com o 1T24 e um aumento de 22% comparado com o 2T23. No
mercado externo, o preço médio líquido realizado pela Companhia ficou em US$ 701/t, 12% superior ao
1T24 e 25% superior quando comparado ao 2T23. O preço líquido médio em reais foi de R$ 3.629/ton
no 2T24, 18% superior em relação ao 1T24, em função do cenário de preços que se manteve em
crescimento e pela valorização do USD médio vs o BRL médio (5%). Em relação ao 2T23, o aumento de
28% ocorreu principalmente em função do maior preço médio líquido em USD no período, e a
valorização do USD médio vs o BRL médio.

Preço Médio Líquido (USD/t)

+22% +12%

696
619
571

2T23 1T24 2T24

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

A receita líquida de celulose teve crescimento de 25% em relação ao 1T24, em função do maior preço
médio líquido em USD (+12%), da valorização do USD médio frente ao BRL médio (+5%) e do maior
volume de vendas (+6%). Na comparação com o 2T23, o aumento de 30% é explicado principalmente
pelo maior preço médio líquido em USD (+22%) e valorização do USD médio frente ao BRL médio.

Receita líquida de Celulose (R$ milhões)

+30% +25%

q
9.235

7.101 7.360

8.671
6.518 6.874

583 486 564

2T23 1T24 2T24

Mercado Interno Mercado Externo

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

CUSTO CAIXA DE CELULOSE


Em julho de 2022, a Norma Regulamentadora 13 (Inspeção em Caldeiras e Vasos de Pressão) alterou o
prazo máximo para inspeção da caldeira de recuperação de 15 para 18 meses. Tal alteração normativa
tornou necessária uma interrupção intermediária de curta duração (40-60 horas) para lavagem da
caldeira de recuperação, de forma a manter a estabilidade operacional das fábricas durante o período
mais longo entre uma parada geral e outra. É importante destacar que esta é uma medida requerida
para viabilizar os benefícios das extensões das paradas gerais, que proporcionam melhor desempenho
em custos e aumento de produção, por sua vez em função do menor número de paradas programadas
no longo prazo (uma a menos a cada quatro anos).

Custo Caixa de Celulose Consolidado Custo Caixa de Celulose


sem parada (R$/ton) (R$/ton)

-10% +2% -16% +3%

q q
1.005
87
828 849
15 22

918
812 828 918
812 828

2T23 1T24 2T24 2T23 1T24 2T24

Custo Caixa (sem parada) Efeito parada

O custo caixa sem paradas do 2T24 foi de R$ 828/t, apresentando aumento de 2% frente ao 1T24 em
função de: i) maior custo com madeira, principalmente em função de maiores reajustes no custo
logístico da Unidade Aracruz, aumento do raio médio (mix de abastecimento) e maior consumo de
madeira de terceiros, parcialmente compensados pela melhor performance operacional na colheita; ii)
desvalorização do USD médio em relação ao BRL médio; iii) menor receita com venda de energia; iv) e
maior custo fixo (maiores desembolsos com manutenção, materiais e mão de obra). Os fatores
negativos do custo caixa foram parcialmente compensados pelo menor consumo de energéticos
(sobretudo óleo combustível) e materiais; bem como pelo menor preço principalmente do gás natural,
soda caustica e cal.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Custo Caixa de Celulose consolidado sem parada (R$/ton)¹

1
Exclui o efeito de paradas gerais para manutenção e paradas administrativas.

O custo caixa sem paradas do 2T24 foi 10% inferior ao 2T23 em função dos seguintes fatores: i)
menores preços de químicos (soda cáustica) e energéticos (gás natural, por sua vez em decorrência da
queda do Brent), e menor consumo de energéticos, principalmente de gás natural e óleo combustível,
por sua vez em função do benefício proporcionado pelo projeto de maior eficiência energética da
fábrica de Jacareí e pela maior eficiência operacional das fábricas; ii) pelo menor custo da madeira, por
sua vez explicado pela maior produtividade na colheita, menor consumo específico, menor participação
de madeira de terceiros posto fábrica e menor preço do diesel no período. Os efeitos positivos no custo
caixa foram parcialmente compensados pelo efeito câmbio e pela menor receita com venda de energia
(menor volume exportado e menor preço).

Custo Caixa de Celulose consolidado sem parada (R$/ton)¹

1
Exclui o efeito de paradas gerais para manutenção e paradas administrativas.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Custo Caixa 2T24¹ Custo Caixa 2T23¹

Custo Fixo Custo Fixo


21% 20%
Madeira
Outros Madeira Outros 38%
Variáveis 39% Variáveis
3% 3%

Energéticos Energéticos
14% 15%

Químicos Químicos
23% 24%

1
Considera o custo caixa sem paradas. Não considera venda de energia.

EBITDA DO SEGMENTO CELULOSE

Segmento Celulose 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24

EBITDA Ajustado (R$ milhões)¹ 5.537 3.902 42% 3.190 74% 16.108
Volume Vendido (mil ton) 2.545 2.401 6% 2.513 1% 10.192
EBITDA Ajustado¹ Celulose (R$/ton) 2.176 1.625 34% 1.269 71% 1.580
1
Desconsidera itens não recorrentes.

O EBITDA Ajustado da celulose foi 42% superior em relação ao 1T24, em função: i) do maior preço
médio líquido da celulose em USD (+12%); ii) valorização do USD médio em relação ao BRL médio (5%);
e iii) maior volume de vendas no período (+6%). Esses efeitos foram marginalmente compensados pelo
aumento do SG&A, por sua vez explicado sobretudo pelo maior gasto com pessoal e elevação no volume
de vendas. O aumento de 34% no EBITDA ajustado por tonelada é explicado pelos efeitos preço e
câmbio, conforme comentado anteriormente.

Quando comparado ao 2T23, o aumento de 74% do EBITDA Ajustado da celulose é devido: i) ao


aumento do preço médio líquido em USD (+22%); ii) à valorização do USD médio frente ao BRL médio
(5%); iii) ao menor CPV base caixa, por sua vez beneficiado pelo menor custo caixa de produção e menor
impacto de paradas programadas para manutenção; e iv) maior volume de vendas (+1%). Tais fatores
foram parcialmente compensados pelo maior SG&A (maiores gastos com pessoal e efeito cambial
incidente sobre as despesas de vendas). Na análise do EBITDA ajustado por tonelada, o aumento de
71% do indicador ocorreu em função dos mesmos motivos, ex-volumes.

Página 9 de 43
RELEASE DE RESULTADOS 2T24

EBITDA Ajustado1 (R$ milhões) e Margem


EBITDA Ajustado (%) de Celulose

60%
53%

45%

5.537
3.902
3.190

2T23 1T24 2T24

Margem EBITDA Ajustado EBITDA Celulose

1
Desconsidera itens não recorrentes.

EBITDA Ajustado Celulose por tonelada (R$/t)

+71% +34%

2.176

1.625
1.269

2T23 1T24 2T24

GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL DO SEGMENTO CELULOSE

Segmento de Celulose 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24


(R$ milhões)
EBITDA Ajustado¹ 5.537 3.902 42% 3.190 74% 16.108
Capex Manutenção² (1.652) (1.894) -13% (1.547) 7% (6.688)
Geração de Caixa Operacional 3.886 2.008 93% 1.642 137% 9.420
1
Desconsidera itens não recorrentes.
2
Regime caixa.

Página 10 de 43
RELEASE DE RESULTADOS 2T24

A geração de caixa operacional por tonelada do segmento de celulose foi 83% superior em relação ao
1T24 devido ao maior EBITDA por tonelada e menor capex de manutenção por tonelada. Quando
comparado ao 2T23, o aumento de 134% deve-se ao maior EBITDA por tonelada, parcialmente
compensado pelo maior capex de manutenção por tonelada.

Geração de Caixa Operacional de Celulose


por tonelada (R$/t)

+134% +83%

1.527

837
653

2T23 1T24 2T24

DESEMPENHO DO NEGÓCIO DE PAPEL


Os dados e as análises a seguir incorporam os resultados conjuntos dos negócios de papel e bens de
consumo (tissue).

VOLUME DE VENDAS E RECEITA DE PAPEL


De acordo com os dados publicados pelo IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), a demanda de Imprimir
& Escrever no Brasil, considerando importações, apresentou um crescimento de 25% nos dois primeiros
meses do 2T24 em relação aos dois primeiros meses do trimestre anterior e um crescimento de 12% no
em relação ao ano anterior.

O crescimento observado no mercado doméstico, em relação ao 1T24, após um início de ano fraco,
resulta do aumento das vendas nas linhas de papéis revestidos, que foi impulsionado pelo preparo do
setor gráfico para o próximo ciclo eleitoral e por efeitos positivos de sazonalidade. Tal crescimento
também foi sentido na linha de papéis não-revestidos, impulsionado pela melhora no consumo, após
um primeiro trimestre abaixo do esperado. Em relação ao ano anterior, a melhora no nível de demanda
observada nas linhas de papéis não-revestidos foi auxiliada por uma baixa base de comparação, quando
o mercado passava por um momento de desestocagem, além dos efeitos de eleição este ano nas linhas
de papéis revestidos.

Nos mercados internacionais, a demanda mostrou sinais de estabilização na Europa no 2T24, após um
forte desempenho no trimestre anterior impulsionado pela recomposição de estoques após o ciclo de
desestocagem de 2023. Em relação ao mesmo trimestre do anterior, a demanda ainda mostrou
crescimento, ajudada por uma baixa base de comparação no mesmo período de 2023. Na América Latina
e na América do Norte, os efeitos dessa tendência de recomposição de estoques ainda foram
percebidos no 2T24, resultando em um crescimento de demanda na comparação com o trimestre
anterior e também em relação ao 2T23.

Página 11 de 43
RELEASE DE RESULTADOS 2T24

No que se refere à demanda de papelcartão no Brasil, principal mercado para a Suzano nessa linha de
produto, houve um crescimento de 4% nos dois primeiros meses do 2T24 em relação ao trimestre
anterior, em razão da melhora do consumo, sobretudo nos segmentos alimentício e farmacêutico. Em
relação ao mesmo período do ano anterior houve um crescimento de 14%, o que de acordo com os
dados do Ibá, reflete a normalização de estoques na cadeia

Consolidando os segmentos de mercado acima mencionados (mercado de papel acessível à Suzano), as


vendas domésticas tiveram crescimento de 7% nos dois primeiros meses do 2T24 na comparação com o
2T23, segundo dados do IBÁ. No contexto de melhora do mercado interno em relação ao trimestre
anterior, o desempenho da Companhia foi suportado pelo aumento do volume de vendas no mercado
interno e gestão de receita. Ademais, seguimos expandindo nosso modelo único de go-to-market,
progredindo na estratégia de conquistar novos clientes e expandindo regiões atendidas, além do
contínuo investimento em nosso portfólio de produtos de inovação destinados aos segmentos de
embalagens e substituição de plásticos de uso único.

Com a aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil, o segmento de bens de consumo
passou a ter desde o 3T23 maior representatividade nos resultados do negócio de papel.

As vendas de papel da Suzano (imprimir & escrever, papelcartão e tissue) no mercado interno
totalizaram 239 mil toneladas no 2T24, crescimento de 14% em relação ao trimestre anterior, motivada
pela recuperação das vendas de papel Imprimir & Escrever (não-revestido e revestido) e o crescimento
das vendas do segmento de Tissue. Em relação ao 2T23, o crescimento de 14% foi decorrente do
aumento de vendas de papéis Imprimir & Escrever (revestido), dado o início da preparação do setor
gráfico para o próximo ciclo eleitoral e do aumento do volume de tissue, em função da incorporação da
Kimberly Clark.

As vendas de papel nos mercados internacionais totalizaram 94 mil toneladas, uma redução de 9% em
relação ao 1T24, representando 28% do volume total de vendas no 2T24. A queda do volume exportado
se deu pela estratégia de alocação comercial entre mercados e segmentos, além de dificuldades
logísticas. Na comparação com o 2T23, a elevação foi de 11%, ainda um reflexo da melhora na demanda
nas demais regiões, conforme mencionado anteriormente, em benefício da estratégia comercial de
alocação de volumes entre os mercados (externo e interno) e segmentos.

Volume de Vendas de Papel (mil ton)¹

+13% +6%

q
333
313
294
94
104
84

239
210 209

2T23 1T24 2T24

Mercado Interno Mercado Externo

1
Inclui a unidade de bens de consumo.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

O preço médio líquido teve aumento de 1% em relação ao trimestre anterior, em função da valorização
do USD médio em relação ao BRL médio e do aumento do preço do papel Imprimir & Escrever no
mercado externo compensado parcialmente pela queda do preço no mercado interno. Em relação ao
2T23, a queda de 3% ocorreu principalmente em função das reduções ocorridas em todos os
segmentos no mercado internacional, onde os preços, muito acima do histórico, ainda refletiam o
aumento de custos e a demanda aquecida até então.

Preço Médio Líquido de Papel (R$/t)1

-3% +1%

7.002 6.713 6.787

2T23 1T24 2T24

A receita líquida de papel foi de R$ 2.259 milhões, aumento de 8% em relação ao 1T24, em função do
maior volume de vendas (+6%) e efeitos da valorização do câmbio nos preços. Em comparação ao 2T23,
o aumento de 10% ocorreu em função do aumento de 13% no volume de vendas, parcialmente
compensado pela queda de 3% no preço médio líquido.

Receita de Papel (R$ milhões)¹

+10% +8%

q
2.259
2.058 2.099
520
571 526

1.739
1.487 1.573

2T23 1T24 2T24

Mercado Interno Mercado Externo

1
Inclui a unidade de bens de consumo.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

EBITDA DO SEGMENTO PAPEL

Segmento Papel 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24

EBITDA Ajustado (R$ milhões)¹ 750 656 14% 729 3% 2.937


Volume Vendido (mil ton) 333 313 6% 294 13% 1.363
EBITDA Ajustado¹ Papel (R$/ton) 2.255 2.097 8% 2.481 -9% 2.155
1
Desconsidera itens não recorrentes.

O EBITDA Ajustado do papel teve acréscimo de 14% na comparação com o 1T24, em função
principalmente do maior volume de vendas (+6%) e menor CPV base caixa, parcialmente compensado
pelo maior SG&A (principalmente relacionados ao aumento em serviços de terceiros e mão de obra). Na
análise do EBITDA ajustado por tonelada, o aumento de 8% é principalmente devido ao menor custo
caixa de produção por tonelada, parcialmente compensado pelo maior SG&A por tonelada, conforme
mencionado anteriormente.

Em relação ao 2T23, o aumento de 3% ocorreu principalmente em função do crescimento de 13% no


volume de vendas e redução do custo, parcialmente compensados pela queda do preço médio no
período. Na análise do EBITDA ajustado por tonelada, a queda de 9% é explicada pelo aumento do
SG&A por tonelada - principalmente relacionados aos aumentos do frete no mercado interno - bem
como pela queda do preço médio no período.

EBITDA Ajustado (R$ milhões) e


Margem EBITDA Ajustado (%) de Papel

35% 33%
31%

729 750
656

2T23 1T24 2T24

Margem EBITDA Ajustado EBITDA papel

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

EBITDA Ajustado Papel (R$/t)

-9% +8%

2.481
2.255
2.097

2T23 1T24 2T24

GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL DO SEGMENTO PAPEL

Ger. Operacional – Papel 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24
(R$ milhões)
EBITDA Ajustado¹ 750 656 14% 729 3% 2.937
Capex Manutenção² (134) (164) -19% (169) -21% (680)
Geração de Caixa Operacional 617 491 26% 560 10% 2.257
1
Desconsidera itens não recorrentes.
2
Em regime caixa.

A geração de caixa operacional por tonelada do papel foi de R$ 1.853/t no 2T24, um aumento de 18%
em comparação ao 1T24, como resultado do maior EBITDA por tonelada e menor capex de manutenção
por tonelada. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a redução de 3% ocorreu em função do
menor EBITDA por tonelada parcialmente compensado pelo menor capex de manutenção por tonelada.

Geração de Caixa Operacional de Papel por tonelada (R$/ton)

-3% +18%

1.905 1.853
1.571

2T23 1T24 2T24

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
RECEITA LÍQUIDA
A receita líquida da Suzano no 2T24 foi de R$ 11.494 milhões, sendo 80% gerada no mercado externo
(vs. 78% no 1T24 e 77% no 2T23). Em relação ao 1T24, o aumento de 22% é explicado pelo maior preço
médio líquido de celulose em dólar (+12%), maior volume vendido (6% de crescimento na celulose e no
papel) e pela apreciação do USD médio em relação ao BRL médio (+5%). A elevação de 25% da receita
líquida consolidada em relação ao 2T23 é explicada principalmente pelo maior preço médio líquido da
celulose em dólar (+22%), pela apreciação do USD médio em relação ao BRL médio (+5%) e pelo maior
volume vendido (1% maior no segmento da celulose e 13% superior no papel).

Receita Líquida¹ (R$ milhões) Composição da Receita Líquida (2T24)

Outros Papéis
+25% +22%
6% Papelcartão
3%
q Imprimir e
11.494 Escrever
11%
9.160 9.459

9.191
7.089 7.400

Celulose
80%
2.071 2.059 2.303

2T23 1T24 2T24

Mercado Interno Mercado Externo


1
Não inclui a receita de serviços de Portocel.

CALENDÁRIO DE PARADAS PROGRAMADAS PARA MANUTENÇÃO

2023 2024 2025


Fábrica – Capacidade celulose
1T23 2T23 3T23 4T23 1T24 2T24 3T24 4T24 1T25 2T25 3T25 4T25
Aracruz - Linha A (ES) – 590 kt Sem parada
Aracruz - Linha B (ES) – 830 kt Sem parada
Aracruz - Linha C (ES) – 920 kt Sem parada Sem parada
Imperatriz (MA)¹ – 1.650 kt Sem parada
Jacareí (SP) – 1.100 kt Sem parada
Limeira (SP)¹ – 690 kt
Mucuri - Linha 1 (BA)¹ – 610 kt Sem parada
Mucuri - Linha 2 (BA) – 1.130 kt Sem parada
Ribas do Rio Pardo (MS) - 2.550 kt N/A Sem parada
Suzano (SP)¹ – 620 kt Sem parada
Três Lagoas - Linha 1 (MS) – 1.300 kt Sem parada
Três Lagoas - Linha 2 (MS) – 1.950 kt Sem parada
Veracel (BA)² – 560 kt
1
Inclui as capacidades integradas e fluff.
2
Veracel é uma joint operation entre Suzano (50%) e Stora Enso (50%) e sua capacidade total anual é de 1.120 mil t.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

CUSTO DO PRODUTO VENDIDO

CPV (R$ milhões) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24

CPV 6.093 5.700 7% 6.228 -2% 24.673


(-) Depreciação, exaustão e amortização 1.852 1.706 9% 1.624 14% 7.133
CPV base caixa 4.241 3.994 6% 4.604 -8% 17.540
Volume de vendas (mil ton) 2.878 2.714 6% 2.807 3% 11.555
CPV base caixa/t (R$/ton) 1.474 1.471 0% 1.640 -10% 1.518

O CPV base caixa no 2T24 totalizou R$ 4.241 milhões ou R$ 1.474/ton. Na comparação com o 1T24, o
CPV caixa teve aumento de 6%, principalmente em função do maior volume vendido, da apreciação do
USD médio em relação ao BRL médio (5%) e do maior efeito de paradas programadas para manutenção,
parcialmente compensados pelo menor custo logístico em USD/t, por sua vez devido à maior otimização
do uso dos contratos de armadores de break bulk no segmento de celulose. Na análise por tonelada, o
indicador ficou estável.

Na comparação com o 2T23, o CPV base caixa teve redução de 8% em função sobretudo do menor
custo de produção ex-paradas (conforme discutido anteriormente) e menor impacto de paradas
programadas para manutenção, parcialmente compensados pelo maior volume vendido (13% no papel
e 1% na celulose) e pela valorização do USD médio frente ao BRL médio (5%). Na análise por tonelada, o
indicador foi 10% menor que no mesmo período do ano anterior devido aos mesmos fatores ex-
volumes.

DESPESAS DE VENDAS

Despesas de Vendas (R$ milhões) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24

Despesas de vendas 700 653 7% 627 12% 2.719


(-) Depreciação, exaustão e amortização 240 239 0% 238 1% 956
Despesas de vendas base caixa 460 414 11% 389 18% 1.763
Volume de vendas (mil ton) 2.878 2.714 6% 2.807 3% 11.555
Despesas de vendas base caixa/t (R$/ton) 160 153 5% 139 15% 153

As despesas com vendas base caixa apresentaram aumento de 11% em relação ao 1T24, em função
principalmente: i) do maior volume vendido; ii) da valorização do USD médio em relação ao BRL médio
(5%); iii) de maiores gastos com mão de obra (salários e benefícios); e iv) maiores gastos com serviços
de terceiros. Na análise por tonelada, as despesas de vendas base caixa tiveram aumento de 5% devido
aos fatores mencionados, ex-volumes.

Quando comparado ao 2T23, as despesas de vendas base caixa foram 18% superiores, decorrentes
principalmente: i) do maior volume vendido sobretudo na unidade de negócio de papel; ii) maiores
despesas com mão de obra e serviços de terceiros, bem como maiores gastos com armazenagem, em
grande parte associados à aquisição dos ativos de tissue da Kimberly Clark no Brasil; e iii) valorização do
USD médio em relação BRL médio (5%). As despesas com vendas base caixa por tonelada tiveram uma
elevação de 15%, em função dos mesmos fatores elencados anteriormente ex-volumes.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Despesas Gerais e Administrativas (R$ 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24
milhões)
Despesas gerais e administrativas 558 503 11% 427 31% 2.167
(-) Depreciação, exaustão e amortização 35 34 2% 28 23% 133
Despesas gerais e administrativas 523 469 12% 399 31% 2.034
base caixa
Volume de vendas (mil ton) 2.878 2.714 6% 2.807 3% 11.555
Despesas gerais e administrativas base 182 173 5% 142 28% 176
caixa/t (R$/ton)

Na comparação com o 1T24, a elevação de 12% das despesas gerais e administrativas base caixa é
explicada principalmente por maiores gastos com pessoal (salários e benefícios) e com serviços de
terceiros (destaque para consultorias e auditorias). A mesma análise explica o acréscimo de 5% na
comparação por tonelada.

Na comparação com o 2T23, as despesas gerais e administrativas base caixa foram 31% superiores em
função principalmente de maiores gastos com pessoal (sobretudo remuneração variável, salários e
benefícios) e com serviços de terceiros como auditorias e informática. Ambos os fatores também em
parte associados à incorporação de despesas como resultado da aquisição do negócio de tissue da
Kimberly Clark no Brasil. Na análise por tonelada, o aumento de 28% é justificado pelos mesmos
fatores.

A rubrica “outras receitas (despesas) operacionais” totalizou receita de R$ 464 milhões no 2T24, em
comparação a uma despesa de R$ 40 milhões no 1T24 e receita de R$ 1.205 milhões no 2T23. A variação
em relação ao 1T24 e ao 2T23 é explicada principalmente pela atualização do valor justo do ativo
biológico, dada ausência do efeito no trimestre anterior e menor impacto quando comparado ao 2T23.

EBITDA AJUSTADO

Consolidado 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24

EBITDA Ajustado (R$ milhões)¹ 6.288 4.558 38% 3.919 60% 19.045
Margem EBITDA Ajustado 55% 48% 7 p.p 43% 12 p.p 47%
Volume Vendido (mil ton) 2.878 2.714 6% 2.807 3% 11.555
EBITDA Ajustado¹ Consolidado (R$/ton) 2.185 1.679 30% 1.396 57% 1.648
1
Desconsidera itens não recorrentes.

O aumento de 38% do EBITDA Ajustado do 2T24 em relação ao 1T24 é explicado sobretudo: i) pelo
maior preço médio líquido da celulose em dólar (+12%); ii) pela valorização do USD médio em relação ao
BRL médio (5%); e iii) pelo maior volume vendido de celulose e de papel (+6%). Esses fatores foram
parcialmente compensados pela elevação do SG&A, conforme explicado anteriormente. O EBITDA
Ajustado por tonelada foi 30% maior devido aos mesmos fatores, ex-volume.

Já em relação ao 2T23, o aumento de 60% no EBITDA Ajustado ocorreu em função: i) do maior preço
médio líquido da celulose em dólar (+22%); ii) da apreciação do USD médio em relação ao BRL médio
(+5%); iii) da queda no CPV base caixa da celulose e do papel, como resultado do menor custo de
produção; e iv) maior volume de vendas, sobretudo no segmento do papel. Esses efeitos foram
parcialmente compensados pelo maior SG&A, conforme explicado anteriormente. O EBITDA ajustado
por tonelada teve um aumento de 57% devido aos mesmos motivos, ex-volume.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

RESULTADO FINANCEIRO

Resultado Financeiro (R$ milhões) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24

Despesas Financeiras (1.153) (1.130) 2% (1.149) 0% (4.634)


Juros sobre empréstimos e (355) (346) 3% (359) -1% (1.447)
financiamentos em moeda local
Juros sobre empréstimos e (961) (885) 9% (797) 21% (3.586)
financiamentos em moeda estrangeira
Juros capitalizados1 425 378 12% 278 53% 1.451
Outras despesas financeiras (263) (277) -5% (270) -3% (1.052)
Receitas Financeiras 457 424 8% 404 13% 1.917
Juros sobre aplicações financeiras 410 409 0% 407 1% 1.804
Outras receitas financeiras 47 15 - (3) - 113
Variação Cambial e Monetária (6.487) (1.699) - 2.377 - (8.724)
Variação cambial dívida (7.311) (2.072) - 3.032 - (9.740)
Outras variações cambiais e monetárias 824 373 - (656) - 1.017
Resultado de operações com derivativos2 (3.890) (635) - 2.904 - (3.897)
Hedge de Fluxo de caixa – Operacional (2.442) (405) - 1.466 - (2.280)
Hedge do Fluxo de caixa – Cerrado (45) (64) - 298 - (233)
Hedge de dívida (1.270) (258) - 974 - (1.453)
Outros³ (134) 92 - 166 - 70
Resultado Financeiro Líquido (11.074) (3.040) - 4.536 - (15.339)
1
Capitalização de juros referente a obras em andamento.
2
Variação da marcação a mercado (2T24: -R$ 1.848 milhões | 1T24: R$ 916 milhões), somada aos ajustes pagos e recebidos (2T24: -R$ 1.127
milhões).
3
Considera hedge de commodities e derivativo embutido.

As despesas financeiras foram 2% superiores em relação ao 1T24 devido, principalmente, ao aumento


da despesa de juros em moeda estrangeira, como resultado da desvalorização do BRL médio em relação
ao USD médio de 5%. Esse impacto foi parcialmente compensado pelo aumento na linha de juros
capitalizados, em função da capitalização de recursos investidos na execução do Projeto Cerrado. Em
relação ao 2T23, as despesas financeiras se mantiveram estáveis, sendo o aumento das despesas de
juros em moeda estrangeira (por sua vez impactadas pela elevação da SOFR e desvalorização do BRL)
em grande parte compensado pela elevação dos juros capitalizados.

As receitas financeiras apresentaram um aumento de 8% em relação ao 1T24, devido principalmente


ao aumento de outras receitas financeiras, resultado da correção monetária de impostos e
contribuições federais a restituir. Em relação ao 2T23, as receitas financeiras aumentaram 13%, em
função do aumento de outras receitas financeiras referente a juros sobre créditos fiscais (crédito não
recorrente referente à exclusão do ICMS da base do PIS/COFINS).

As variações cambiais e monetárias reduziram o resultado financeiro da Companhia em R$ 6.487


milhões em decorrência da desvalorização de 11% do BRL frente ao USD de fechamento do 1T24,
impactando a parcela da dívida em moeda estrangeira (US$ 12.935 milhões ao final do 2T24). Esse
efeito foi parcialmente compensado pelo resultado positivo da variação cambial sobre outros itens do
balanço em moeda estrangeira.

Importante ressaltar que o impacto contábil da variação cambial na dívida em moeda estrangeira tem
efeito caixa somente nos respectivos vencimentos.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

O resultado de operações com derivativos foi negativo em R$ 3.890 milhões no 2T24 sobretudo em
função do impacto negativo da desvalorização cambial. A marcação a mercado dos instrumentos
financeiros derivativos em 30 de junho de 2024 foi negativa em R$ 1.848 milhões, vis a vis à marcação
positiva de R$ 916 milhões em 31 de março de 2024, perfazendo a variação negativa de R$ 2.763
milhões. Importante destacar que o impacto da desvalorização do BRL sobre a carteira de derivativos só
terá efeito caixa nos respectivos vencimentos. O efeito líquido no caixa referente ao vencimento de
operações com derivativos no segundo trimestre foi negativo em R$ 1.127 milhões (sendo negativo em
R$ 1.514 milhões referentes a hedge de dívida, R$ 356 milhões positivos referentes a hedge de fluxo de
caixa e R$ 32 milhões referentes a commodities). O ajuste caixa negativo do hedge de dívida, refere-se
principalmente à liquidação antecipada do swap da debenture de 6a emissão, resultado do liability
management efetuado com a 11a emissão de debenture, conforme Comunicado ao Mercado de 29 de
Maio de 2024.

Em decorrência dos fatores listados, e considerando todas as linhas de despesas e receitas financeiras,
o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 11.074 milhões no 2T24, em comparação ao resultado
negativo de R$ 3.040 milhões no 1T24 e positivo de R$ 4.536 milhões no 2T23.

OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS


A Suzano tem operações com derivativos exclusivamente com a finalidade de proteção (hedge). A
tabela a seguir reflete a posição dos instrumentos derivativos em 30 de junho de 2024:

Nocional (US$ milhões) Valor justo (R$ milhões)


Hedge1
Jun/24 Mar/24 Jun/24 Mar/24
Dívida 4.022 4.191 (590) (835)
Fluxo de caixa – Operacional (ZCC + NDF) 6.808 5.607 (1.383) 1.330
Fluxo de caixa – Cerrado2 (ZCC + NDF) 165 231 (19) 111
Outros3 338 394 144 310
Total 11.333 10.423 (1.848) 916
1
Vide nota 4 do ITR do 2º trimestre de 2024 para maiores detalhes e análises de sensibilidade do valor justo.
2
Programa de hedge referente ao CAPEX em reais (ZCC) e em euros (NDF) do Projeto Cerrado.
3
Considera hedge de commodities e derivativo embutido.

A política de exposição cambial da Companhia tem como objetivo minimizar a volatilidade da geração de
caixa da Suzano e garantir maior flexibilidade na gestão do fluxo de caixa. Atualmente, a política
estipula que o excedente de dólares pode ser parcialmente “hedgeado” (mínimo de 40% e até 75% da
exposição cambial para os próximos 24 meses) por meio de instrumentos plain vanilla, como Zero Cost
Collar (ZCC) e Non-Deliverable Forward (NDF). Ao final do 2T24, a cobertura estava em 75% da
exposição cambial.

Considerando a exposição cambial relacionada ao investimento de capital no Projeto Cerrado, dado que
cerca de 67% do CAPEX está atrelado à moeda local, o Conselho de Administração aprovou, em 28 de
outubro de 2021, um programa de contratação de operações de hedge adicionais específico para
proteção de tal exposição. O programa aprovado (previsto na Política de Gestão de Derivativos
disponível no website de Relações com Investidores), possuía inicialmente montante máximo
(notional) de até US$ 1 bilhão e prazo das operações de até 36 meses. Em 27 de julho de 2022, o
Conselho de Administração aprovou a ampliação do programa, aumentando o montante máximo
(notional) para US$ 1,5 bilhão, mantendo-se o prazo estabelecido anteriormente. Com o objetivo de
proporcionar transparência sobre o programa de hedge do Projeto Cerrado, desde o 4T21 a Companhia
passou a divulgar de forma destacada as respectivas operações contratadas.

Dado que cerca de 33% do CAPEX do Projeto Cerrado está denominado na moeda estrangeira EUR, no
3T22 a Companhia contratou operações de hedge através de NDFs para proteger a exposição em EUR
do CAPEX do Projeto Cerrado, convertendo-a para USD. Este tipo de hedge está previsto na Política de
Gestão de Derivativos disponível no website de Relações com Investidores.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

As operações de ZCC estabelecem limites inferiores e superiores da taxa de câmbio com objetivo de
minimizar impactos negativos em casos em que ocorra uma elevada apreciação do BRL. Dessa forma,
quando a taxa de câmbio ficar entre os limites estabelecidos, a Companhia não paga e nem recebe
ajustes financeiros. Tal característica permite que se capture um maior benefício nas receitas de
exportação em um eventual cenário de valorização do BRL frente ao USD, dentro do intervalo
contratado. Para cenários extremos de valorização do BRL, a Companhia está protegida pelos limites
inferiores, considerados adequados para a operação. Ao mesmo tempo, esse instrumento de proteção
limita, temporária e parcialmente, os potenciais ganhos em cenários extremos de desvalorização do
BRL, em que as taxas de câmbio superam os limites superiores contratados.

Em 30 de junho de 2024, o valor em aberto das operações (notional) para venda futura de dólares
através de ZCC relacionadas a Fluxo de Caixa (incluindo aquelas relacionadas ao Projeto Cerrado) era de
US$ 6.547 milhões, contratadas pelo intervalo médio de R$ 5,25 a R$ 6,06, e vencimentos distribuídos
entre julho de 2024 e junho de 2026. Nesta mesma data, o valor em aberto das operações (notional)
para venda futura de dólares por meio de NDF era de US$ 358 milhões (incluindo aquelas relacionadas
ao Projeto Cerrado), com vencimentos distribuídos entre julho de 2024 e junho de 2026 e taxa média
contratada de R$ 5,57. Em relação ao hedge da exposição cambial em EUR, o valor em aberto das
operações de compra de EUR futuro (notional) ao final do 2T24 era de € 66 milhões (USD 69 milhões),
com taxa média contratada de 1,04 EUR/USD e vencimentos até julho de 2024. O resultado com
operações de hedge operacional de Fluxo de Caixa e do Projeto Cerrado no 2T24 foi negativo em R$
2.487 milhões. Já a marcação a mercado (“MtM” ou “valor justo”) dessas operações ficou negativa em R$
1.402 milhões, sendo R$ 1.383 milhões relacionados a hedge operacional de Fluxo de Caixa e R$ 19
milhões referentes ao hedge operacional do Projeto Cerrado.

A tabela abaixo apresenta uma análise de sensibilidade em relação ao impacto caixa que a Companhia
poderá ter em suas carteiras de hedge de Fluxo de Caixa (ZCC e NDF) caso a taxa de câmbio permaneça
a mesma da cotação de fechamento do 2T24 (R$/US$ = 5,56) nos próximos trimestres; bem como qual
deve ser o impacto no caixa para variações de R$ 0,10 abaixo/acima do patamar de strike da put/call,
respectivamente, definidas a cada trimestre. Faz-se necessário ressaltar que os valores apresentados na
tabela refletem estimativas da Companhia considerando as curvas de fechamento no período e que
podem sofrer oscilações dependendo das condições de mercado.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Ajuste caixa (R$ milhões)


Com câmbio de Sensibilidade a
Nocional
Prazo (até) Strike Range Realizado fechamento 2T24 R$ 0,10 / US$ de
(US$ milhões) (R$ 5,56) variação (+/-)
Zero Cost Collars
2T24 – – 252 – –
3T24 5,72 - 6,59 235 – 39 24
4T24 5,71 - 6,63 505 – 77 51
1T25 5,50 - 6,37 280 – 9 28
2T25 5,23 - 6,03 881 – — 88
3T25 5,13 - 5,94 1.036 – — 104
4T25 5,07 - 5,83 1.309 – — 131
1T26 5,11 - 5,89 1.077 – — 108
2T26 5,35 - 6,16 1.215 – 24 122
Total 5,25 - 6,06 6.538 252 149 654
NDF
2T24 – – 19 – –
3T24 5,35 20 – (4) 2
4T24 5,40 45 – (7) 5
2T25 5,68 115 – 14 12
1T26 5,85 27 – 8 3
2T26 5,95 63 – 24 6
Total 5,69 270 19 35 27
NDF Cerrado
2T24 – – 3 – –
3T24 5,20 88 – (31) (9)
Total 5,20 88 3 (31) (9)
Zero Cost Collars – Projeto Cerrado
2T24 – – 57 – –
3T24 6,35 - 8,34 9 – 7 1
Total 6,35 - 8,34 9 57 7 1

Ajuste caixa (R$ milhões)


Com câmbio de Sensibilidade a
Nocional
Prazo (até) Strike Range Realizado fechamento 2T24 € 0,10 / US$ de
(US$ milhões)¹ (€ 1,07) variação (+/-)
NDF – Projeto Cerrado (EUR/USD)
2T24 – – 25 – –
3T24 1,04 69 – 12 37
Total 1,04 69 25 12 37
1
Conversão para USD foi baseada na taxa média contratada de 1,04 Euro/USD.

Com o objetivo de minimizar os efeitos das variações cambiais e taxas de juros sobre o valor da dívida e
do fluxo de caixa, também são celebrados contratos de swaps de moedas e juros. Contratos de swap
são celebrados considerando diferentes taxas de juros e índices de correção como forma de mitigar o
descasamento entre os diferentes ativos e passivos financeiros.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Em 30 de junho de 2024, a Companhia possuía em aberto (notional) US$ 4.022 milhões em contratos
de swap distribuídos conforme a tabela abaixo. O resultado com operações de hedge de dívida no 2T24
foi negativo em R$ 1.270 milhões, principalmente em função da desvalorização cambial. A marcação a
mercado (valor justo) dessas operações foi negativa em R$ 590 milhões.

Nocional (US$ milhões) Valor justo (R$ milhões)


Prazo
Hedge de Dívida Moeda Jun/24 Mar/24 Jun/24 Mar/24
(até)
Swap (CDI x USD) 2036 USD 910 1.249 (318) (1.149)
Swap (SOFR x USD) 2030 USD 1.438 1.598 392 453
Swap (CDI x SOFR) 2034 USD 610 350 (277) 16
Swap SOFR 2029 USD 151 151 (22) (16)
Swap (IPCA x CDI) 2038 BRL 914¹ 843¹ (364) (138)
Total 4.022 4.191 (590) (835)
1
Convertido pela taxa de fechamento do trimestre (R$ 5,56).

A tabela abaixo apresenta uma análise de sensibilidade¹ em relação ao impacto caixa que a Companhia
poderá ter em sua carteira de hedge de dívida (swaps) caso a taxa de câmbio permaneça a mesma da
cotação de fechamento do 2T24 (R$/US$ = 5,56) nos próximos trimestres; bem como qual deve ser a
variação do impacto caixa para variações de R$ 0,10 sobre a mesma taxa de câmbio de referência
(2T24). Importante ressaltar que os valores apresentados na tabela refletem estimativas da
Companhia considerando as curvas de fechamento do período e podem sofrer oscilações dependendo
das condições de mercado.

Ajuste caixa (R$ milhões)


Sensibilidade a
R$ / US$ = 5,56
Prazo (até) Nocional (US$ milhões) Realizado R$ 0,10 / US$ de
(2T24) variação (+/-)1
2T24 – (1.514) – –
3T24 231 – 114 –
4T24 225 – 129 1
2025 777 – 440 7
2026 393 – 395 8
2027 111 – 398 9
2028 43 – 361 23
>=2029 2.242 – 907 181
Total 4.022 (1.514) 2.744 216
1
Análise de sensibilidade assume variação apenas na taxa de câmbio (R$/US$), considerando demais variáveis constantes.

As demais transações com derivativos da Companhia referem-se a derivativo embutido em função de


parceria florestal e hedge de commodities, conforme tabela abaixo.

Nocional Valor justo Ajuste caixa


(US$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
Prazo
Outros hedges Indexador Jun/24 Mar/24 Jun/24 Mar/24 Jun/24 Mar/24
(até)
Derivativo Dólar Fixo |
2039 139 131 67 197 – –
embutido Dólar US-CPI

Commodities 2025 Brent/VLSFO/ 199 263 77 112 32 32


Outros
Total 338 394 144 310 32 32

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Parte dos contratos de parceria florestal e de fornecimento de madeira em pé assinados tem seus
preços denominados em dólar norte-americano por m3 de madeira em pé, reajustado de acordo com a
inflação americana medido pelo CPI (Consumer Price Index), o qual não é considerado como relacionado
ao ambiente econômico onde as áreas estão localizadas, caracterizando-se, portanto, um derivativo
embutido. Tal instrumento apresentado na tabela acima é um contrato de swap de venda das variações
do US-CPI e de dólar nos prazos dos contratos - vide nota 4 das Demonstrações Financeiras do 2T24
para maiores detalhes e análise de sensibilidade do valor justo frente à possível variação acentuada do
US-CPI e do dólar. Em 30 de junho de 2024, o valor em aberto (notional) referente à operação era de
US$ 139 milhões. O resultado deste swap no 2T24 foi negativo em R$ 130 milhões. A marcação a
mercado (valor justo) de tais operações foi positiva em R$ 67 milhões ao final do trimestre.

A Companhia também está exposta ao preço de algumas commodities e, portanto, avalia


continuamente a contratação de instrumentos financeiros derivativos para mitigar tais riscos. Em 30 de
junho de 2024, o valor em aberto (notional) referente a tais operações era de US$ 199 milhões. O
resultado destes hedges no 2T24 foi negativo em R$ 4 milhões. A marcação a mercado (valor justo) de
tais operações foi positiva em R$ 77 milhões ao final do trimestre.

Resultado de Operações de Nocional dos Derivativos Valor Justo dos Derivativos


Hedge (R$ milhões) (US$ milhões) (R$ milhões)

(4) (45) 139 67


77
(130) 199 165 (19)
(1.270) 4.022 (590)

(2.442) 6.808 (1.383)

Total (3.891) Total 11.333 Total (1.848)

Dívida Fluxo de Caixa Commodities Derivativo Embutido Hedge Cerrado

RESULTADO LÍQUIDO
No 2T24, a Companhia registrou prejuízo de R$ 3.766 milhões, contra lucro líquido de R$ 220 milhões
no 1T24 e R$ 5.078 milhões no 2T23. A variação negativa observada em relação ao 1T24 foi decorrente
principalmente da variação negativa no resultado financeiro, por sua vez explicada pelo impacto
negativo da desvalorização cambial sobre a dívida e operações com derivativos (em contrapartida ao
menor resultado negativo observado no trimestre anterior). Esses efeitos foram parcialmente
compensados pelo melhor resultado operacional (com o aumento da receita líquida e resultado da
reavaliação do ativo biológico), apesar das elevações do CPV e do SG&A, e pelo aumento do crédito
diferido de IR/CSLL (incidentes principalmente sobre os resultados negativos de variação cambial sobre
dívida e marcação dos derivativos).

A variação em comparação ao 2T23 também é explicada pela variação negativa no resultado financeiro
(resultado da desvalorização cambial sobre a dívida e sobre as operações com derivativos vs. valorização
cambial positiva observada no 2T23), pela queda no resultado da atualização do valor justo do ativo
biológico e pelo aumento do SG&A. Os fatores mencionados foram parcialmente compensados pelo
montante positivo do IR/CSLL diferido (em oposição ao valor negativo do 2T23, quando do elevado
resultado positivo de variação cambial sobre dívida e marcação a mercado dos derivativos), pela
elevação na receita líquida e menor CPV.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

ENDIVIDAMENTO

Endividamento (R$ milhões) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y

Moeda Nacional 16.723 15.381 9% 14.367 16%


Curto Prazo 710 649 9% 2.920 -76%
Longo Prazo 16.012 14.733 9% 11.446 40%
Moeda Estrangeira 71.902 63.568 13% 60.166 20%
Curto Prazo 6.540 4.395 49% 2.612 —
Longo Prazo 65.362 59.173 10% 57.554 14%
Dívida Bruta Total 88.624 78.950 12% 74.532 19%
(-) Caixa 22.062 19.323 14% 20.215 9%
Dívida Líquida 66.563 59.626 12% 54.317 23%
Dívida Líquida/EBITDA Ajustado1(x) – R$ 3,5 x 3,6 x -0,1 x 2,0 x 1,5 x
Dívida Líquida/EBITDA Ajustado1(x) – US$ 3,2 x 3,5 x -0,3 x 2,2 x 1,0 x
1
Desconsidera itens não recorrentes.

Em 30 de junho de 2024, o total da dívida bruta era de R$ 88,6 bilhões, sendo 92% dos vencimentos
concentrados no longo prazo e 8% no curto prazo. A dívida em moeda estrangeira representava, no
final do trimestre, 81% da dívida total da Companhia. Já o percentual da dívida bruta em moeda
estrangeira considerando o efeito do hedge de dívida ficou em 90%. Em comparação ao 1T24, a dívida
bruta teve aumento de 12%, principalmente em função da variação cambial de R$ 7.311 milhões e das
captações líquidas no período. A Suzano encerrou o 2T24 com 44% da dívida total atrelada a
instrumentos ESG.

A Suzano realiza a contratação de dívida em moeda estrangeira como estratégia de hedge natural, uma
vez que a geração de caixa operacional líquida é denominada, em sua maior parte, em moeda
estrangeira (dólar) devido à sua condição predominantemente exportadora. Essa exposição estrutural
permite que a Companhia concilie os pagamentos dos empréstimos e financiamentos em dólar com o
fluxo de recebimento das vendas.

Evolução da Dívida Bruta (R$ milhões)

1
Correspondem principalmente a custos de transação (emissão, captação, ágio, deságio e menos valia de combinação de negócios, etc.).

Em 30 de junho de 2024, o custo médio total da dívida em dólar era de 5,1% a.a. (considerando a dívida
em BRL ajustada pela curva de swap de mercado), em 31 de março de 2024 este custo era de 5,0% a.a.
O prazo médio da dívida consolidada no encerramento do trimestre era de 78 meses versus 74 meses
ao final do 1T24.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Exposição por instrumento Exposição por Indicador¹ Exposição por Moeda²

Financiamento de R$ 10%
Exportação 23% SOFR 26%

Bond 53%
Outros 1%
IFC 4%
IPCA 3%
BNDES 5% Fixa
CPR 3% (R$) 1%
CDI 6%
Debênture 11% Fixa (US$) 64% US$ 90%

1
Considera a parcela da dívida com swap para taxa fixa em moeda estrangeira. A exposição na dívida original era: Fixa (US$) – 54%, SOFR – 27%, CDI
– 11%, Outros (Fixa R$, IPCA, TJLP, outros) – 8%.
2
Considera a parcela da dívida com swap para moeda estrangeira. A dívida original era 81% em USD e 19% em BRL.

A posição de caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras em 30 de junho de 2024 era de R$


22,1 bilhões, dos quais 36% em moeda estrangeira, alocados em conta remunerada ou aplicados em
investimentos de renda fixa de curto prazo no exterior. O percentual remanescente de 64% estava
aplicado em moeda nacional, em títulos de renda fixa (principalmente em CDBs, mas também em
títulos públicos e outros), com remuneração indexada principalmente ao CDI.

Em 30 de junho de 2024, a empresa possuía também uma linha de crédito rotativo (stand by credit
facility) no valor total de R$ 7,2 bilhões (US$ 1,3 bilhão), com prazo de disponibilidade até fevereiro de
2027. A disponibilidade deste recurso contribui para fortalecer as condições de liquidez da empresa e
pode ser utilizado em momentos de incerteza. Desta forma, a posição de caixa e equivalentes de caixa
de R$ 22,1 bilhões somada à linha de crédito rotativo totalizava, em 30 de junho de 2024, uma posição
de liquidez imediata no valor de R$ 29,1 bilhões. Adicionalmente, a Companhia tem um contrato de
financiamento com a Finnvera (US$ 800 milhões) relacionado ao Projeto Cerrado, conforme
Comunicado ao Mercado de 01/11/22, ainda não sacado, fortalecendo ainda mais sua condição de
liquidez.

Dívida Líquida (em R$ e US$ milhões) Dívida Líquida / EBITDA Ajustado


66.563
em R$ e US$ (x)
57.624 59.626 3,6
54.317 55.560 3,5
3,1
2,7 3,5
2,2 3,2
3,0
2,6
11.271 11.507 11.476 11.934 11.974
2,0

2T23 3T23 4T23 1T24 2T24 2T23 3T23 4T23 1T24 2T24

R$ US$ R$ US$

Em 30 de junho de 2024, a dívida líquida era de R$ 66,6 bilhões (US$ 12,0 bilhões) versus R$ 59,6
bilhões (US$ 11,9 bilhões) observados em 31 de março de 2024. O aumento é explicado pela elevação
da dívida bruta (em função da variação cambial do período).

O índice de alavancagem financeira medido pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado em BRL ficou
em 3,5x em 30 de junho de 2024 (3,6x em 31/03/2024). Esse mesmo indicador, apurado em USD
(medida estabelecida na política financeira da Suzano), reduziu para 3,2x em 30 de junho de 2024 (3,5x
em 31/03/2024).

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Cronograma de Amortização (R$ milhões)

53.278

29.150
7.088
22.062 8.078 8.432 8.802 8.295
1.741

Liquidez 6M24 2025 2026 2027 2028 2029 em


diante

Caixa físico Stand-by Facilities Dívida

A distribuição das linhas de trade finance e non-trade finance da dívida bruta total em 30 de junho de
2024 era composta conforme abaixo:

2029 em
6M24 2025 2026 2027 2028 Total
diante
Trade Finance¹ 26% 68% 59% 50% 42% 3% 23%
Non-Trade 74% 32% 41% 50% 58% 97% 77%
Finance²
1
ACC, NCE, PPE
2
Bonds, BNDES, CRA, Debêntures, entre outros.

INVESTIMENTOS DE CAPITAL
No 2T24, os investimentos de capital (em regime caixa) totalizaram R$ 3.955 milhões. A queda de 5%
em relação ao 1T24, ocorreu em função de menores gastos com manutenção florestal, em grande parte
relacionados à queda do volume de compra de madeira em pé de terceiros. Esse fator foi parcialmente
compensado por maiores investimentos no Projeto Cerrado, em linha com sua curva de desembolso.

Em relação ao 2T23, a redução de 37% deve-se principalmente i) à redução nos investimentos em


Terras e Florestas dado elevado investimento no ano anterior, quando do desembolso da segunda
parcela do deal relacionado à Parkia; ii) menores gastos com o Projeto Cerrado; e iii) queda na rubrica
Expansão e Modernização devido à conclusão do projeto de eficiência energética da fábrica de Jacareí.
Esses fatores foram parcialmente compensados por um aumento de 4% em manutenção, por sua vez,
em decorrência do início da operação florestal do Projeto Cerrado, bem como por maiores gastos com
os projetos anunciados no Espírito Santo (nova fábrica de tissue em Aracruz e nova caldeira de
biomassa - rubrica "Outros").

UDM Guidance
Investimentos¹ (R$ milhões) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y 2T24 2024
Manutenção 1.785 2.058 -13% 1.716 4% 7.369 7.677
Manutenção Industrial 204 290 -30% 286 -29% 1.327 1.263
Manutenção Florestal 1.565 1.753 -11% 1.403 12% 5.878 6.177
Outros 16 15 3% 27 -42% 163 238
Expansão e Modernização 41 39 3% 231 -82% 415 331
Terras e Florestas 462 470 -2% 1.828 -75% 1.337 3.296
Outros² 60 114 -48% 8 — 206 544
Projeto Cerrado 1.607 1.469 9% 2.446 -34% 7.407 4.605
Total 3.955 4.152 -5% 6.228 -37% 16.734 16.453

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

1
Não inclui o valor da aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil, no valor de R$ 1.073 milhões, conforme explicado na nota
explicativa 15 das demonstrações financeiras do 2T23.
2
Correspondem aos investimentos no estado do Espírito Santo, conforme Fato Relevante de 26/10/2023, bem como investimentos em Terminais
Portuários. Vale ressaltar que os valores constantes na tabela acima não contemplam o efeito de monetização créditos de ICMS no estado do
Espírito Santo.

PROJETO CERRADO
O progresso financeiro com a execução “dentro da cerca” (que corresponde aos investimentos
industriais e de infraestrutura) ao final de junho atingiu R$ 14,1 bilhões (90%), enquanto o
investimento de capital total desembolsado foi de R$ 19,8 bilhões, o que corresponde a 89% do
orçamento (R$ 22,2 bilhões).

Conforme Fato Relevante divulgado em 21 de julho de 2024, a Companhia iniciou a operação da nova
fábrica de produção de celulose de Ribas do Rio Pardo, localizada no estado do Mato Grosso do Sul, com
capacidade de produção anual de 2,55 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto.

A Suzano, seus fornecedores e demais parceiros do Projeto Cerrado trabalharão juntos na fase de
ramp-up iniciada, visando executá-la de forma adequada e conforme planejado. As estimativas já
anteriormente divulgadas sobre o volume de produção da nova planta permanecem válidas, sendo
previstas aproximadamente 900 mil toneladas em 2024 e atingindo 2,0 milhões de toneladas ao final de
12 meses de operação a contar da presente data. A Companhia estima um prazo de aproximadamente 9
meses para conclusão da curva de aprendizado.

GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL

Geração de caixa operacional 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24
(R$ milhões)
EBITDA Ajustado¹ 6.288 4.558 38% 3.919 60% 19.045
Capex Manutenção² (1.785) (2.058) -13% (1.716) 4% (7.369)
Geração de Caixa Operacional 4.503 2.499 80% 2.203 104% 11.677
Geração de Caixa Operacional (R$/ton) 1.565 921 70% 785 99% 1.011
1
Desconsidera itens não recorrentes.
2
Em regime caixa

A geração de caixa operacional, medida pelo EBITDA Ajustado menos o capex de manutenção (em
regime caixa), foi de R$ 4.503 milhões no 2T24. O aumento da geração de caixa operacional por
tonelada de 70% vs. o 1T24 deve-se principalmente pelo maior EBITDA ajustado por tonelada no
período, além da redução no capex de manutenção por tonelada. Em relação ao 2T23, o aumento de
99% na geração de caixa operacional por tonelada ocorreu em função do maior EBITDA ajustado por
tonelada, parcialmente compensado pelo maior capex de manutenção por tonelada.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Geração de Caixa Operacional


por tonelada (R$/ton)1

+99% +70%

1.565

921
785

2T23 1T24 2T24

FLUXO DE CAIXA LIVRE

Fluxo de Caixa Livre (R$ milhões) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y UDM 2T24

EBITDA Ajustado 6.288 4.558 38% 3.919 60% 19.045


(-) Capex Total¹ (4.326) (4.243) 2% (7.503) -42% (17.455)
(-) Contratos de arrendamentos – IFRS 16 (313) (321) -2% (284) 10% (1.274)
(+/-) △ Capital de Giro² 643 146 — 2.789 — 1.939
(-) Juros Líquidos³ (438) (1.521) — (532) -18% (4.046)
(-) Imposto de Renda e Contribuição Social (118) (56) — (47) — (392)
(-) Pagamento de Dividendos e JCP/ (9) (1.619) — (636) — (1.978)
Recompra de ações
(+/-) Ajustes Derivativos (1.127) 444 — 1.299 — 1.212
Fluxo de Caixa Livre 601 (2.612) — (996) — (2.950)
(+) Capex Total ex-manutenção 1.313 2.782 -53% 5.642 -77% 9.696
(+) Pagamento de Dividendos e JCP/ 9 1.619 — 636 — 1.978
Recompra de ações
Fluxo de Caixa Livre Ajustado4 1.922 1.789 7% 5.283 -64% 8.724
1
Em regime competência, exceto deal de Parkia (desembolso de R$ 1,6 bilhão no 2T23) e o investimento referente ao Projeto Cerrado a partir do
2T23, conforme nota explicativa 15 (Imobilizado) das Demonstrações Financeiras. Considera também a aquisição do negócio de tissue da Kimberly
Clark Brasil no 2T23 no valor de R$ 1.073 milhões (operação representa combinação de negócios e não aquisição de ativos).
2
Considera custos de empréstimos capitalizados pagos (2T24: R$ 425 milhões | 1T24: R$ 378 milhões | 2T23: R$ 512 milhões).
3
Considera juros pagos sobre dívida e juros recebidos sobre aplicações financeiras.
4
Fluxo de caixa livre antes do pagamento de dividendos, JCP e recompra de ações e de capex ex-manutenção (regime competência).

O Fluxo de Caixa Livre Ajustado foi de R$ 1.922 milhões no 2T24, em comparação a R$ 1.789 milhões
no 1T24 e a R$ 5.283 milhões no 2T23. Em relação ao período anterior, o indicador teve aumento de
7%, em função principalmente: i) maior EBITDA ajustado; ii) menor concentração de pagamento de
juros no período; e iii) maior liberação de capital de giro, por sua vez explicada sobretudo pela variação
positiva em fornecedores e salários a pagar (versus efeitos negativos no 1T24). Esses efeitos foram
parcialmente compensados pelo ajuste caixa negativo dos derivativos (destaque para a liquidação
antecipada do swap da debênture de 6ª emissão, conforme explicado anteriormente), maior capex
competência de manutenção e aumento do pagamento de IR/CS.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Em relação ao 2T23, o indicador foi 64% inferior devido i) ao ajuste caixa negativo dos derivativos
(versus ajuste positivo no mesmo período do ano anterior); ii) menor liberação de capital de giro (em
oposição ao substancial efeito positivo em contas a receber no 2T23, quando observada forte queda de
preços de celulose); e iii) maior capex competência de manutenção. Os fatores mencionados foram
parcialmente compensados sobretudo pelo maior EBITDA ajustado.

EVOLUÇÃO DA DÍVIDA LÍQUIDA


A movimentação da dívida líquida no 2T24 ocorreu conforme abaixo:

1
Em regime competência exceto o capex referente ao Projeto Cerrado (regime caixa), alinhado com a Demonstração de Fluxo de Caixa.
2
Líquidas das variações cambiais sobre caixa e aplicações financeiras.
3
Considera valores base caixa relativos a ajuste de derivativos, contratos de arrendamentos, entre outros itens.

DESEMBOLSO TOTAL OPERACIONAL – CELULOSE


Conforme divulgada por meio de Fato Relevante em 28/02/2024, a previsão de desembolso total
operacional previsto para 2027 é de aproximadamente R$ 1.750 por tonelada e a evolução do indicador
segue conforme planejado, considerando as premissas cambiais e monetárias utilizadas. Tal estimativa
refere-se à moeda em termos reais de 2024.

EVENTOS SUBSEQUENTES
Em 23 de dezembro de 2023, a Companhia celebrou contratos de compra e venda para a aquisição de
100% do capital social das empresas Timber VII SPE S.A. e Timber XX SPE S.A., de propriedade do BTG
Pactual Timberland Investment Group, LLC. Em contraprestação às ações das companhias adquiridas e
considerando correção e ajustes previstos nos contratos, a operação foi liquidada em 31 de julho de
2024, ao preço de R$ 2,1 bilhões, o qual está sujeito a ajustes não-materiais pós-fechamento para
refletir a posição das companhias adquiridas na data de fechamento, no que se refere aos aspectos
econômicos e operacionais usuais neste tipo de operação.

Em 12 de julho de 2024, a Companhia assinou acordo com Pactiv Evergreen Inc. para aquisição dos
ativos que compõem as plantas integradas de fabricação de papelcartão revestido e não revestido,
utilizados na produção de Liquid Packaging Board e Cupstock, localizadas nas cidades de Pine Bluff –
Arkansas e Waynesville – North Carolina (EUA), com capacidade total integrada de aproximadamente
420 mil ton de produção. O preço de aquisição foi de US$ 110 milhões. O contrato inclui contrato de
serviços de transição, na qual a Pactiv prestará serviços para a Suzano nos ativos adquiridos e contrato
de fornecimento de longo prazo, na qual a Suzano passará a fornecer para a Pactiv os produtos
atualmente produzidos em Pine Bluff e consumidos pela Pactiv, que passará a ser um cliente relevante
deste novo ativo da Suzano. A operação proporciona à Companhia a entrada no mercado norte-
americano de papelcartão com competitividade e escalabilidade.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

MERCADO DE CAPITAIS
Em 30 de junho de 2024, as ações da Suzano estavam cotadas em R$ 57,01/ação (SUZB3) e US$ 10,27/
ação (SUZ). Os papéis da Companhia integram o Novo Mercado, mais alto nível de governança
corporativa da B3 – Brasil, Bolsa e Balcão, e são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) –
Nível II.

Desempenho da Ação

160

140

120

100

80
jul.-23 ago.-23 set.-23 out.-23 nov.-23 dez.-23 jan.-24 fev.-24 mar.-24 abr.-24 mai.-24 jun.-24

SUZB3 32% IBOV 4% SUZ US 18% INDU 15%

Fonte: Bloomberg.

Evolução da Liquidez - SUZB3

26.588
23.398
20.480
16.761 16.643

519

322 341
247 250

1T23 2T23 3T23 4T23 1T24

Média do número de negócios diário Média do volume financeiro diário (R$ milhões)

Fonte: Bloomberg.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

No âmbito do último programa de recompra de ações anunciado, o "Programa Janeiro/2024, até o final
de junho de 2024, a Companhia havia negociado 12.434.500 ações, ao custo médio de R$ 54,64,
representando R$ 679 milhões em valor de mercado, de acordo com os relatórios mensais divulgados
pela Companhia no contexto da Intr. CVM nº 44.

Em 30 de junho de 2024, o capital social da Companhia era representado por 1.304.117.615 ações
ordinárias, sendo 27.085.856 ações ordinárias mantidas em Tesouraria. O valor de mercado da Suzano
(ex-ações em tesouraria), na mesma data, era de R$ 72,8 bilhões. O free float no 2T24 ficou em 50% do
total das ações.

Distribuição do Free Float em 30/06/2024 Composição Acionária em


(B3 + NYSE) 30/06/2024

7% 2%
37%

48%
50%

63%
93%

Estrangeiros Pessoa Física Outros Acionistas


Nacionais Pessoa Juridica Tesouraria
Controladores

RENDA FIXA

Unidade Jun/24 Mar/24 Jun/23 Δ Q-o-Q Δ Y-o-Y

Fibria 2025 - Preço USD/k 98,90 98,70 97,08 0% 2%


Fibria 2025 - Yield % 5,90 5,74 6,03 3% -2%
Suzano 2026 - Preço USD/k 100,00 100,20 100,12 0% 0%
Suzano 2026 - Yield % 5,75 5,66 5,71 2% 1%
Fibria 2027 - Preço USD/k 99,39 99,70 100,20 0% -1%
Fibria 2027 - Yield % 5,76 5,62 5,44 2% 6%
Suzano 2028 - Preço USD/k 87,89 88,20 85,19 0% 3%
Suzano 2028 - Yield % 5,79 5,52 5,85 5% -1%
Suzano 2029 - Preço USD/k 99,92 100,60 99,22 -1% 1%
Suzano 2029 - Yield % 6,02 5,86 6,17 3% -2%
Suzano 2030 - Preço USD/k 94,90 96,10 93,35 -1% 2%
Suzano 2030 - Yield % 6,10 5,80 6,26 5% -3%
Suzano 2031 - Preço USD/k 87,03 88,40 85,16 -2% 2%
Suzano 2031 - Yield % 6,19 5,85 6,25 6% -1%
Suzano 2032 - Preço USD/k 81,77 83,10 79,98 -2% 2%
Suzano 2032 - Yield % 6,19 5,85 6,18 6% 0%
Suzano 2047 - Preço USD/k 102,38 105,00 101,04 -2% 1%
Suzano 2047 - Yield % 6,79 6,58 6,91 3% -2%
Treasury 10 anos % 4,40 4,20 3,84 5% 15%
Nota: Senior Notes emitidos com valor de face de 100 USD/k.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

RATING

Agência Escala Local Escala Global Perspectiva

Fitch Ratings AAA BBB- Estável


Standard & Poor’s br.AAA BBB- Estável
Moody’s Aaa.br Baa3 Positiva

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

PRÓXIMOS EVENTOS
Teleconferência de Resultados (2T24)

Data: 9 de agosto de 2024 (sexta-feira)

Português (tradução simultânea) Inglês


10h00 (horário de Brasília) 10:00 a.m. (horário de Brasília)
09h00 (horário de Nova York) 09:00 a.m. (horário de Nova York)
14h00 (horário de Londres) 02:00 p.m. (horário de Londres)

A teleconferência será realizada em inglês e acompanhada por uma apresentação de slides e


transmitida simultaneamente via webcast. Os links de acesso estarão disponíveis no website de
Relações com Investidores da Companhia (www.suzano.com.br/ri).

Se não for possível a sua participação, o conteúdo do evento estará disponível para futura consulta no
website de Relações com Investidores da Suzano.

CONTATO DE RI

Marcelo Bacci
Camila Nogueira
Roberto Costa
Mariana Spinola
Luísa Puccini
Arthur Trovo

Tel.: +55 (11) 3503-9330


[email protected]
www.suzano.com.br/ri

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

ANEXOS
ANEXO 1 – Dados Operacionais

Abertura da Receita 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y 6M24 6M23 Δ Y-o-Y
(R$ mil)
Mercado Externo 9.190.876 7.399.944 24% 7.089.050 30% 16.590.820 16.214.614 2%
Celulose 8.671.229 6.873.678 26% 6.518.076 33% 15.544.907 15.052.854 3%
Papel 519.647 526.266 -1% 570.974 -9% 1.045.913 1.161.760 -10%
Mercado Interno 2.303.260 2.058.658 12% 2.070.584 11% 4.361.918 4.221.403 3%
Celulose 563.780 486.168 16% 583.192 -3% 1.049.948 1.249.493 -16%
Papel 1.739.480 1.572.490 11% 1.487.392 17% 3.311.970 2.971.910 11%
Receita Líquida Total 11.494.136 9.458.602 22% 9.159.634 25% 20.952.738 20.436.017 3%
Celulose 9.235.009 7.359.846 25% 7.101.268 30% 16.594.855 16.302.347 2%
Papel 2.259.127 2.098.756 8% 2.058.366 10% 4.357.883 4.133.670 5%

Volume de Vendas 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y 6M24 6M23 Δ Y-o-Y
(em ton)
Mercado Externo 2.465.381 2.326.582 6% 2.426.241 2% 4.791.962 4.779.863 0%
Celulose 2.371.442 2.223.108 7% 2.341.852 1% 4.594.550 4.625.584 -1%
Papel 93.939 103.473 -9% 84.389 11% 197.412 154.279 28%
Papelcartão 9.349 7.829 19% 5.185 80% 17.178 10.430 65%
Imprimir e Escrever 83.189 95.450 -13% 79.178 5% 178.638 143.778 24%
Outros papéis¹ 1.401 195 — 26 — 1.596 71 —
Mercado Interno 412.256 386.758 7% 381.118 8% 799.015 762.672 5%
Celulose 173.317 177.594 -2% 171.538 1% 350.911 342.834 2%
Papel 238.939 209.164 14% 209.580 14% 448.104 419.838 7%
Papelcartão 33.995 34.314 -1% 33.006 3% 68.310 70.675 -3%
Imprimir e Escrever 142.491 115.657 23% 143.193 0% 258.148 282.693 -9%
Outros papéis¹ 62.453 59.193 6% 33.381 87% 121.646 66.470 83%
Volume Total 2.877.637 2.713.340 6% 2.807.359 3% 5.590.977 5.542.535 1%
Celulose 2.544.759 2.400.702 6% 2.513.390 1% 4.945.461 4.968.418 0%
Papel 332.878 312.638 6% 293.969 13% 645.516 574.117 12%
Papelcartão 43.344 42.143 3% 38.191 13% 85.488 81.105 5%
Imprimir e Escrever 225.680 211.107 7% 222.371 1% 436.786 426.471 2%
Outros papéis¹ 63.854 59.388 8% 33.407 91% 123.242 66.541 85%
1
Papéis de outros fabricantes comercializados pela Suzano e papel tissue.

Preço líquido médio 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y 6M24 6M23 Δ Y-o-Y
(R$/ton)
Mercado Externo 3.728 3.181 17% 2.922 28% 3.462 3.392 2%
Celulose 3.657 3.092 18% 2.783 31% 3.383 3.254 4%
Papel 5.532 5.086 9% 6.766 -18% 5.298 7.530 -30%
Mercado Interno 5.587 5.323 5% 5.433 3% 5.459 5.535 -1%
Celulose 3.253 2.738 19% 3.400 -4% 2.992 3.645 -18%
Papel 7.280 7.518 -3% 7.097 3% 7.391 7.079 4%
Total 3.994 3.486 15% 3.263 22% 3.748 3.687 2%
Celulose 3.629 3.066 18% 2.825 28% 3.356 3.281 2%
Papel 6.787 6.713 1% 7.002 -3% 6.751 7.200 -6%

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Preço líquido médio 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y 6M24 6M23 Δ Y-o-Y
(US$/ton)
Mercado Externo 715 642 11% 590 21% 681 668 2%
Celulose 701 624 12% 562 25% 665 641 4%
Papel 1.061 1.027 3% 1.367 -22% 1.042 1.484 -30%
Mercado Interno 1.072 1.075 0% 1.098 -2% 1.074 1.091 -2%
Celulose 624 553 13% 687 -9% 588 718 -18%
Papel 1.397 1.518 -8% 1.434 -3% 1.454 1.395 4%
Total 766 704 9% 659 16% 737 727 1%
Celulose 696 619 12% 571 22% 660 647 2%
Papel 1.302 1.356 -4% 1.415 -8% 1.328 1.419 -6%

Taxa R$/US$ 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y 6M24 6M23 Δ Y-o-Y

Fechamento 5,56 5,00 11% 4,82 15% 5,56 4,82 15%


Média 5,21 4,95 5% 4,95 5% 5,08 5,07 0%

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

ANEXO 2 – Demonstração de Resultado Consolidado e Amortização da Mais Valia

Demonstração de Resultado (R$ mil) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y 6M24 6M23 Δ Y-o-Y

Receita Líquida de Vendas 11.494.136 9.458.602 22% 9.159.634 25% 20.952.738 20.436.017 3%

Custo dos Produtos Vendidos (6.093.238) (5.699.870) 7% (6.228.181) -2% (11.793.109) (12.196.855) -3%

Lucro Bruto 5.400.898 3.758.732 44% 2.931.453 84% 9.159.629 8.239.162 11%

Margem Bruta 47% 40% 7 p.p. 32% 15 p.p. 44% 40% 3 p.p.

Receitas (Despesas) Operacionais (787.252) (1.206.506) — 137.224 -674% (1.993.757) (864.197) 131%

Despesas com vendas (700.054) (653.415) 7% (626.809) 12% (1.353.468) (1.231.162) 10%

Despesas gerais e administrativas (557.771) (502.975) 11% (427.208) 31% (1.060.746) (817.443) 30%

Outras receitas operacionais, líquidas 464.180 (40.209) — 1.205.293 -61% 423.971 1.183.989 -64%

Equivalência Patrimonial 6.393 (9.907) -165% (14.052) — (3.514) 419 —

Lucro operacional antes do resultado 4.613.646 2.552.226 81% 3.068.677 50% 7.165.872 7.374.965 -3%
financeiro (EBIT)

Depreciação, Exaustão e Amortização 2.128.756 1.982.024 7% 1.845.804 15% 4.110.780 3.593.516 14%

EBITDA 6.742.402 4.534.250 49% 4.914.481 37% 11.276.652 10.968.481 3%

Margem EBITDA 59% 48% 11 p.p. 54% 5 p.p. 54% 54% — p.p.

EBITDA Ajustado¹ 6.287.867 4.557.906 38% 3.918.981 60% 10.845.773 10.073.494 8%

Margem EBITDA Ajustada¹ 55% 48% 7 p.p. 43% 12 p.p. 52% 49% 2 p.p.

Resultado Financeiro (11.073.675) (3.040.048) — 4.535.679 — (14.113.723) 7.005.786 —

Receitas financeiras 456.888 424.217 8% 404.137 13% 881.105 789.898 12%

Despesas financeiras (1.152.893) (1.130.400) 2% (1.149.041) — (2.283.293) (2.308.066) -1%

Resultado dos instrumentos financeiros (3.890.341) (634.537) — 2.903.766 — (4.524.878) 4.899.019 —


derivativos

Variações monetárias e cambiais, líquidas (6.487.329) (1.699.328) — 2.376.817 — (8.186.657) 3.624.935 —

Resultado antes do IRPJ e CSLL (6.460.029) (487.822) — 7.604.356 — (6.947.851) 14.380.751 —

Imposto de Renda e Contribuição Social 2.694.512 707.854 — (2.526.733) — 3.402.366 (4.060.335) —

Resultado Líquido do Exercício (3.765.517) 220.032 — 5.077.623 -174% (3.545.485) 10.320.416 -134%

Margem Líquida -33% 2% -35 p.p. 55% -88 p.p. -17% 51% -67 p.p.

1
Desconsidera itens não recorrentes e efeitos do PPA.

Amortização de mais valia - PPA (R$ mil) 2T24 1T24 Δ Q-o-Q 2T23 Δ Y-o-Y

CPV (115.398) (115.740) 0% (138.235) -17%


Despesas com Vendas (207.475) (207.475) 0% (207.626) 0%
Despesas gerais e administrativas (7.962) (7.967) 0% (2.457) 224%
Outras receitas (despesas) operacionais 4.142 3.473 19% 34.235 -88%

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

ANEXO 3 – Balanço Patrimonial Consolidado


Ativo (R$ mil) 30/06/2024 31/03/2024 30/06/2023

CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 7.246.498 4.203.126 11.860.415
Aplicações financeiras 14.360.936 14.671.943 7.913.730
Contas a receber de clientes 7.224.926 6.634.735 6.488.192
Estoques 7.126.680 6.521.769 6.422.496
Tributos a recuperar 986.254 886.659 747.847
Instrumentos financeiros derivativos 1.161.258 1.961.643 3.747.881
Adiantamentos a fornecedores 127.180 119.962 103.181
Dividendos a receber – – –
Outros ativos 889.421 871.969 778.557
Total do Ativo Circulante 39.123.153 35.871.806 38.062.299

NÃO CIRCULANTE
Aplicações financeiras 454.077 448.077 441.140
Tributos a recuperar 1.398.048 1.401.124 1.357.354
Imposto de renda e contribuição social diferidos 4.418.401 1.368.618 147.638
Instrumentos financeiros derivativos 2.723.363 1.544.010 1.731.906
Adiantamentos a fornecedores 2.412.921 2.472.894 1.981.199
Depósitos judiciais 420.103 401.758 342.017
Outros ativos 172.666 207.984 289.433

Ativos biológicos 19.801.748 18.721.063 16.914.120


Investimentos 656.738 620.259 640.269
Imobilizado 62.025.794 60.640.882 56.028.308
Direito de uso 5.153.462 5.146.347 5.230.789
Intangível 14.333.837 14.554.669 15.112.147
Total do Ativo Não Circulante 113.971.158 107.527.685 100.216.320
Total do Ativo 153.094.311 143.399.491 138.278.619

Passivo e Patrimônio Líquido (R$ mil) 30/06/2024 31/03/2024 30/06/2023

CIRCULANTE
Fornecedores 5.058.959 4.942.766 6.347.954
Empréstimos, financiamentos e debêntures 7.250.222 5.043.997 5.532.543
Contas a pagar de arrendamentos 797.863 759.368 710.906
Instrumentos financeiros derivativos 469.544 82.556 483.512
Tributos a recolher 495.137 480.149 425.156
Salários e encargos sociais 710.758 534.263 629.911
Contas a pagar de aquisição de ativos e controladas 103.488 94.770 101.207
Dividendos a pagar 3.010 7.078 2.678
Adiantamentos de clientes 152.378 154.588 74.538
Outros passivos 712.716 314.662 541.190
Total do Passivo Circulante 15.754.075 12.414.197 14.849.595

NÃO CIRCULANTE
Empréstimos, Financiamentos e Debêntures 81.374.152 73.905.644 68.999.788
Contas a pagar de arrendamento 5.806.489 5.534.430 5.485.078
Instrumentos Financeiros Derivativos 5.262.785 2.507.363 1.735.204
Contas a pagar de aquisição de ativos e controladas 107.738 99.159 179.657
Provisão para passivos judiciais 2.862.828 2.876.590 3.175.080
Passivos atuariais 845.262 839.185 701.933
Imposto de renda e contribuição social diferidos 12.596 12.596 11.377
Pagamento baseado em ações 291.166 320.806 183.589
Provisão para perda em investimentos em controladas — 938 –
Adiantamentos de clientes 74.715 74.715 136.161
Outros passivos 88.310 89.269 121.144
Total do Passivo Não Circulante 96.726.041 86.260.695 80.729.011
Total do Passivo 112.480.116 98.674.892 95.578.606

Patrimônio Líquido
Capital Social 19.235.546 9.235.546 9.235.546
Reservas de Capital 34.244 25.321 22.584
Ações em tesouraria (1.304.843) (935.473) (1.381.600)
Reservas de Lucros 24.522.473 34.522.473 22.690.645
Ajustes de Avaliação Patrimonial 1.526.009 1.522.641 1.650.150
Resultados acumulados (3.518.499) 233.267 10.370.124
Patrimônio Líquido de Acionistas Controladores 40.494.930 44.603.775 42.587.449
Patrimônio Líquido de Acionistas Não Controladores 119.265 120.824 112.564
Patrimônio Líquido 40.614.195 44.724.599 42.700.013
Total do Passivo e Patrimônio Líquido 153.094.311 143.399.491 138.278.619

Página 38 de 43
RELEASE DE RESULTADOS 2T24

ANEXO 4 – Demonstração de Fluxo de Caixa Consolidado

Fluxo de Caixa (R$ mil) 2T24 2T23 6M24 6M23

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS


Resultado líquido do período (3.765.517) 5.077.623 (3.545.485) 10.320.416

Depreciação, exaustão e amortização 2.043.891 1.770.680 3.943.188 3.451.862


Depreciação do direito de uso 84.865 75.122 167.592 141.654
Apropriação de encargos financeiros de arrendamento 112.379 111.271 222.185 223.237
Resultado na alienação e baixa de ativos imobilizado e biológico, líquido 76.870 68.447 124.424 111.195
Resultado de equivalência patrimonial (6.393) 14.052 3.514 (419)
Variações cambiais e monetárias, líquidas 6.487.329 (2.376.817) 8.186.657 (3.624.935)
Despesas com juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures 1.315.083 1.156.847 2.545.932 2.309.587
Custos de empréstimos capitalizados (424.955) (278.232) (802.515) (511.650)
Rendimentos sobre aplicações financeiras (333.020) (333.874) (645.445) (529.887)
Amortização do custo de transação, ágio e deságio 22.308 16.215 39.616 32.421
Ganhos com derivativos, líquidos 3.890.341 (2.903.766) 4.524.878 (4.899.019)
Atualização do valor justo dos ativos biológicos (539.003) (1.256.315) (539.003) (1.256.315)
Imposto de renda e contribuição social diferidos (3.050.362) 2.429.507 (3.872.570) 3.849.332
Juros sobre passivo atuarial 18.963 17.308 37.926 34.615
Provisão de passivos judiciais, líquido 24.665 28.426 53.680 62.154
Constituição parcelamento do programa de redução de litigiosidade fiscal — — — 14.031
Provisão para perda estimada com créditos de liquidação duvidosa, líquida 1.314 7.397 (3) 10.287
Provisão para perda estimada nos estoques, líquida 6.684 8.287 14.714 (854)
Provisão para perda de créditos do ICMS, líquida 2.316 125.287 (21.447) 202.961
Outras 13.439 3.186 28.560 10.494
Decréscimo (acréscimo) em ativos (420.766) 2.124.958 (352.995) 2.100.990
Contas a receber de clientes 49.329 2.498.817 422.445 2.573.633
Estoques (369.452) (557) (667.502) (372.295)
Tributos a recuperar (82.565) (266.000) (74.202) (335.807)
Outros ativos (18.078) (107.302) (33.736) 235.459
Acréscimo (decréscimo) em passivos 638.762 152.516 339.200 (245.397)
Fornecedores 399.573 39.075 257.598 (105.036)
Tributos a recolher 133.197 (6.084) 224.019 82.064
Salários e encargos sociais 176.494 162.877 (56.148) (63.898)
Outros passivos (70.502) (43.352) (86.269) (158.527)
Caixa gerado das operações 6.199.193 6.038.125 10.452.603 11.806.760
Pagamento de juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures (780.474) (754.950) (2.529.991) (2.352.484)
Custos de empréstimos capitalizados pagos 424.955 511.650 802.515 511.650
Juros recebidos sobre aplicações financeiras 342.580 222.839 570.829 391.601
Pagamento de imposto de renda e contribuição social (117.713) (46.829) (173.287) (89.482)
Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 6.068.541 5.970.835 9.122.669 10.268.045

ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
Adições de imobilizado (2.469.002) (3.309.695) (5.025.174) (5.759.447)
Adições de intangível (29.456) (180) (84.566) (197)
Adições de ativos biológicos (1.827.707) (1.505.741) (3.459.209) (2.899.032)
Recebimentos por venda de ativo imobilizado e biológico 61.460 72.471 88.179 97.412
Aumento de capital em controladas e coligadas (8.411) (14.812) (27.319) (35.075)
Aplicações financeiras, líquidas 671.293 4.050.793 (894.973) (683.505)
Adiantamentos para aquisição (recebimento) de madeira de operações com fomento e 51.780 (149.006) (183.995) (410.024)
parcerias
Dividendos recebidos — 4.869 — 4.869
Aquisição de ativos — (1.615.140) — (1.615.140)
Aquisição de controladas — (1.072.657) — (1.072.657)
Caixa líquido de aquisição de controladas — 5.002 — 5.002
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (3.550.043) (3.534.096) (9.587.057) (12.367.794)

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS
Empréstimos, financiamentos e debêntures captados 6.689.406 5.226.125 10.934.280 5.276.816
Recebimento de operações com derivativos (1.126.899) 1.299.176 (682.787) 1.664.900
Pagamento de empréstimos, financiamentos e debêntures (4.882.782) (706.480) (8.921.182) (765.533)
Pagamento de contratos de arrendamentos (312.568) (284.450) (633.211) (577.132)
Pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (8.968) (2.420) (1.318.418) (2.415)
Pagamento de aquisição de ativos e controladas — — — (16.929)
Recompra de ações — (633.809) (309.952) (721.052)
Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos 358.189 4.898.142 (931.270) 4.858.655

EFEITO DA VARIAÇÃO CAMBIAL EM CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 166.685 (235.730) 296.285 (404.442)

Decréscimo líquido no caixa e equivalentes de caixa 3.043.372 7.099.151 (1.099.373) 2.354.464


No início do período 4.203.126 4.761.264 8.345.871 9.505.951
No final do período 7.246.498 11.860.415 7.246.498 11.860.415
Decréscimo líquido no caixa e equivalentes de caixa 3.043.372 7.099.151 (1.099.373) 2.354.464

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

ANEXO 5 – EBITDA

(R$ mil, exceto quando indicado) 2T24 2T23 6M24 6M23

Resultado Líquido do período (3.765.517) 5.077.623 (3.545.485) 10.320.416


Resultado financeiro, líquido 11.073.675 (4.535.679) 14.113.723 (7.005.786)
Imposto de renda e contribuição social (2.694.512) 2.526.733 (3.402.366) 4.060.335
EBIT 4.613.646 3.068.677 7.165.872 7.374.965
Depreciação, amortização e exaustão 2.128.756 1.845.804 4.110.780 3.593.516
EBITDA¹ 6.742.402 4.914.481 11.276.652 10.968.481
Margem EBITDA 59% 54% 54% 54%

Atualização Valor Justo - Ativo Biológico (539.003) (1.256.315) (539.003) (1.256.315)


Doações para catástrofes e pandemias 216 — 216 —
Equivalência Patrimonial (6.393) 14.052 3.514 (419)
Extinção linha de negócio de embalagens na 23 — 1.213 —
subsidiária
Multas e distratos de contratos — 60.851 — 60.851
Operação de Tissue Kimberly Clark Brasil — 5.752 — 12.105
Perda efetiva do Programa de adiantamento 725 — 735 —
de contrato de fomento
Reversão (Provisão) - Perda de crédito ICMS 2.315 125.287 (21.448) 202.960
Resultado na venda e baixa de ativo 87.583 54.873 123.895 85.831
imobilizado e ativo biológico
EBITDA Ajustado 6.287.868 3.918.981 10.845.774 10.073.494
Margem EBITDA Ajustado 55% 43% 52% 49%
1
EBITDA da Companhia calculado conforme a Instrução CVM n° 527. de 04 de outubro de 2012.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

ANEXO 6 – Demonstração de Resultado Segmentado


2T24 2T23
Demonstração de Resultado
Segmentada (R$ mil) Não Total Não Total
Celulose Papel Celulose Papel
Segmentado Consolidado Segmentado Consolidado

Receita Líquida 9.235.009 2.259.127 – 11.494.136 7.101.268 2.058.366 – 9.159.634

Custo dos Produtos Vendidos (4.725.847) (1.367.391) – (6.093.238) (5.018.348) (1.209.833) – (6.228.181)

Lucro Bruto 4.509.162 891.736 – 5.400.898 2.082.920 848.533 – 2.931.453

Margem Bruta 49% 39% – 47% 29% 41% – 32%

Receitas (Despesas) (503.356) (283.896) – (787.252) 167.482 (30.258) – 137.224


Operacionais

Despesas com vendas (464.234) (235.820) – (700.054) (468.703) (158.106) – (626.809)

Despesas gerais e (401.546) (156.225) – (557.771) (302.173) (125.035) – (427.208)


administrativas

Outras receitas (despesas) 367.610 96.570 – 464.180 944.417 260.876 – 1.205.293


operacionais

Equivalência Patrimonial (5.186) 11.579 – 6.393 (6.059) (7.993) – (14.052)

Lucro operacional antes do 4.005.806 607.840 – 4.613.646 2.250.402 818.275 – 3.068.677


resultado financeiro (EBIT)

Depreciação, Exaustão e 1.873.091 255.665 – 2.128.756 1.687.374 158.430 – 1.845.804


Amortização

EBITDA 5.878.897 863.505 – 6.742.402 3.937.776 976.705 – 4.914.481

Margem EBITDA 64% 38% – 59% 55% 47% – 54%

EBITDA Ajustado¹ 5.537.372 750.495 – 6.287.867 3.189.780 729.201 – 3.918.981

Margem EBITDA Ajustada¹ 60% 33% – 55% 45% 35% – 43%

Resultado Financeiro, líquido – – (11.073.675) (11.073.675) – – 4.535.679 4.535.679

Resultado antes do IRPJ e CSLL 4.005.806 607.840 (11.073.675) (6.460.029) 2.250.402 818.275 4.535.679 7.604.356

Imposto de Renda e Contribuição – – 2.694.512 2.694.512 – – (2.526.733) (2.526.733)


Social

Resultado do Exercício 4.005.806 607.840 (8.379.163) (3.765.517) 2.250.402 818.275 2.008.946 5.077.623

Margem Líquida 43% 27% – -33% 32% 40% – 55%

1
Desconsidera itens não recorrentes e efeitos do PPA.

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RELEASE DE RESULTADOS 2T24

6M24 6M23
Demonstração de Resultado
Segmentada (R$ mil) Não Total Não Total
Celulose Papel Celulose Papel
Segmentado Consolidado Segmentado Consolidado

Receita Líquida 16.594.855 4.357.883 – 20.952.738 16.302.347 4.133.670 – 20.436.017

Custo dos Produtos Vendidos (9.100.750) (2.692.359) – (11.793.109) (9.826.400) (2.370.455) – (12.196.855)

Lucro Bruto 7.494.105 1.665.524 – 9.159.629 6.475.947 1.763.215 – 8.239.162

Margem Bruta 45% 38% – 44% 40% 43% – 40%

Receitas (Despesas) (1.375.950) (617.807) – (1.993.757) (599.497) (264.700) – (864.197)


Operacionais

Despesas com vendas (910.643) (442.825) – (1.353.468) (937.510) (293.652) – (1.231.162)

Despesas gerais e (764.519) (296.227) – (1.060.746) (577.828) (239.615) – (817.443)


administrativas

Outras receitas (despesas) 321.766 102.205 – 423.971 926.708 257.281 – 1.183.989


operacionais

Equivalência Patrimonial (22.554) 19.040 – (3.514) (10.867) 11.286 – 419

Lucro operacional antes do 6.118.155 1.047.717 – 7.165.872 5.876.450 1.498.515 – 7.374.965


resultado financeiro (EBIT)

Depreciação, Exaustão e 3.624.781 485.999 – 4.110.780 3.279.247 314.269 – 3.593.516


Amortização

EBITDA 9.742.936 1.533.716 – 11.276.652 9.155.697 1.812.784 – 10.968.481

Margem EBITDA 59% 35% – 54% 56% 44% – 54%

EBITDA Ajustado¹ 9.439.622 1.406.151 – 10.845.773 8.525.980 1.547.514 – 10.073.494

Margem EBITDA Ajustada¹ 57% 32% – 52% 52% 37% – 49%

Resultado Financeiro, líquido – – (14.113.723) (14.113.723) – – 7.005.786 7.005.786

Resultado antes do IRPJ e CSLL 6.118.155 1.047.717 (14.113.723) (6.947.851) 5.876.450 1.498.515 7.005.786 14.380.751

Imposto de Renda e Contribuição – – 3.402.366 3.402.366 – – (4.060.335) (4.060.335)


Social

Resultado do Exercício 6.118.155 1.047.717 (10.711.357) (3.545.485) 5.876.450 1.498.515 2.945.451 10.320.416

Margem Líquida 37% 24% – -17% 36% 36% – 51%

Página 42 de 43
RELEASE DE RESULTADOS 2T24

Afirmações sobre Expectativas Futuras


Algumas afirmações contidas neste documento podem ser projeções ou afirmações sobre expectativas
futuras. Tais afirmações estão sujeitas a riscos conhecidos e desconhecidos e incertezas que podem
fazer com que tais expectativas não se concretizem ou sejam substancialmente diferentes do que era
esperado. Estes riscos incluem entre outros. modificações na demanda futura pelos produtos da
Companhia, modificações nos fatores que afetam os preços domésticos e internacionais dos produtos,
mudanças na estrutura de custos, modificações na sazonalidade dos mercados, mudanças nos preços
praticados pelos concorrentes, variações cambiais, mudanças no cenário político-econômico brasileiro,
nos mercados emergentes e internacional. As afirmações sobre expectativas futuras não foram
revisadas pelos auditores independentes.

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EBITDA atinge R$ 6,3 bilhões e alavancagem cai para 3,2x em USD
São Paulo, 08 de agosto de 2024. Suzano S.A. (B3: SUZB3 | NYS
SUMÁRIO
SUMÁRIO EXECUTIVO     ...............................................................................................
SUMÁRIO EXECUTIVO
O mercado de celulose teve novo desempenho favorável durante o segundo trimestre de 2024, que se 
refletiu
DESEMPENHO DO NEGÓCIO DE CELULOSE
VOLUME DE VENDAS E RECEITA DE CELULOSE
O segundo trimestre de 2024 teve como destaque o aum
Volume de Vendas de Celulose (mil ton)
+1%
+6%
q
2.513
2.401
2.545
172
178
173
2.342
2.223
2.371
Mercado Externo
Mercado Inte
A receita líquida de celulose teve crescimento de 25% em relação ao 1T24, em função do maior preço 
médio líquido em USD (+12
CUSTO CAIXA DE CELULOSE
Em julho de 2022, a Norma Regulamentadora 13 (Inspeção em Caldeiras e Vasos de Pressão) alterou o 
pr
Custo Caixa de Celulose consolidado sem parada (R$/ton)¹
1Exclui o efeito de paradas gerais para manutenção e paradas adminis
Custo Caixa 2T24¹
Custo Fixo
21%
Madeira
39%
Químicos
23%
Energéticos
14%
Outros 
Variáveis
3%
Custo Caixa 2T23¹
Custo Fixo
2
EBITDA Ajustado1 (R$ milhões) e Margem 
EBITDA Ajustado (%) de Celulose
3.190
3.902
5.537
45%
53%
60%
Margem EBITDA Ajustado

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