ATIVIDADE - ANHANGUERA
Aluna: IVANEIDE CARDOSO DOS SANTOS
Professor: Renato
ATVIDADE
Questão 1: Explique em detalhes a estrutura da pele, incluindo suas camadas, tipos de células
presentes em cada camada e suas funções específicas.
Resposta: A pele é formada por duas camadas: a epiderme e a derme.
"A pele é o maior órgão do corpo humano, recobrindo cerca de 7500 cm2 de um indivíduo adulto.
Esse órgão protege nosso corpo contra atrito, patógenos, perda excessiva de água e atua em sua
termorregulação. Além disso, contém receptores que permitem a percepção de dor, tato,
temperatura e pressão"
"A epiderme é a camada mais externa, sendo formada por tecido epitelial. A epiderme é formada
por cinco camadas: estrato córneo, estrato lúcido, estrato granuloso, estrato espinhoso e estrato
germinativo."
"A camada mais externa é o extrato córneo, que é constituído por células mortas ricas em
queratina. Suas células são muito achatadas, lembrando escamas. Essa camada funciona como
uma barreira contra patógenos e agentes químicos. Sua espessura pode variar, sendo maior nas
mãos e pés, que são partes que sofrem com o atrito e peso. O extrato córneo encontra-se em
constante descamação."
"O estrato lúcido encontra-se abaixo do extrato córneo, entretanto, só é possível visualizá-lo em
locais onde a pele é mais grossa. Suas células são mortas, transparentes, achatadas e anucleadas."
"No estrato granuloso, as células são achatadas e apresentam grânulos de querato-hialina. As
terminações nervosas chegam até esse estrato."
"O estrato espinhoso apresenta células ligadas através de desmossomos, conferindo assim
resistência ao tecido e um aspecto espinhoso."
"O estrato germinativo, também chamado de camada basal, contém as células-tronco da epiderme
e é a sua camada mais profunda. Esse estrato forma as células que darão origem a todas as
camadas mais superiores. As células formadas nesse estrato vão sendo “empurradas” para as
camadas mais superiores, sofrendo modificações morfológicas e nucleares."
"É nesse estrato que estão contidos os melanócitos, células responsáveis pela produção da
melanina. A melanina é responsável pela diferença de cor entre as pessoas. Uma pessoa de pele
negra possui mais melanócitos ativos que uma pessoa de pele branca."
"Após a epiderme, encontramos a derme. Ela é formada por tecido conjuntivo e nela estão
localizados os nervos, vasos sanguíneos e linfáticos, folículos pilosos e as glândulas sudoríparas. A
derme também pode ser dividida em camadas: a camada papilar e a camada reticular. A camada
papilar, camada logo abaixo da epiderme, possui projeções que se encaixam na epiderme. A
camada reticular é a camada mais espessa e é constituída por tecido conjuntivo mais denso."
"Abaixo da derme, encontramos o tecido subcutâneo, conhecido também como tecido adiposo
subcutâneo. Esse tecido não faz parte da pele, mas representa a região de união da pele com
outros órgãos.
Algumas estruturas são associadas à pele: pelos, unhas, glândulas sebáceas e sudoríparas. Os pelos
são estruturas compostas por três partes: a cutícula (camada mais externa), o córtex (células
alongadas com pigmentos) e a medula (apenas em pelos mais grossos). Eles crescem em estruturas
denominadas folículos pilosos. As unhas são compostas por células bastante compactadas e ricas
em queratina dura. As glândulas sebáceas são responsáveis por liberar uma substância oleosa e
geralmente estão localizadas nos folículos pilosos. As glândulas sudoríparas são glândulas
tubulares que eliminam suor e estão localizadas em todo o corpo (exceto lábios e glande do
pênis)."
Questão 2: Descreva as funções dos anexos cutâneos (glândulas sebáceas, sudoríparas, folículos
pilosos e unhas) e explique como eles contribuem para a homeostase do organismo.
Resposta:
O pelo é encontrado praticamente em todo o nosso corpo, estando ausente, por exemplo, nos
lábios e na palma das mãos e plantas dos pés. Os pelos são formados, principalmente, por
queratina, e se desenvolvem nos chamados folículos pilosos, os quais são invaginações da
epiderme."
"Unhas
As unhas são estruturas compostas por queratina e que estão localizadas nas pontas dos nossos
dedos. Estão relacionadas, por exemplo, com a proteção dessas extremidades, manipulação de
pequenos objetos e, no passado, com a nossa defesa."
"As glândulas sudoríparas são responsáveis pela produção do suor. O suor é uma secreção
bastante diluída, que apresenta poucas proteínas, além de sódio, potássio, ácido úrico, amônia e
ureia. É importante destacar que o suor é praticamente inodoro, e o odor observado em algumas
situações está relacionado com a ação de bactérias."
"A principal função do suor é atuar na termorregulação do nosso corpo. Vale destacar que não é
apenas o suor que participa dessa função. A presença de pequenas artérias na derme também
garante perda ou retenção de calor. Quando essas artérias se dilatam, elas garantem que o calor
seja irradiado, e, quando se contraem, diminuem a perda de calor."
"As glândulas sebáceas são localizadas, geralmente, nas paredes dos folículos pilosos e são
responsáveis pela produção do sebo. O sebo atua, principalmente, na lubrificação da nossa pele."
Questão 3: Explique as diferenças entre as três camadas da pele em termos de estrutura, função
e tipos celulares presentes.
Epiderme
A epiderme é a camada mais superficial da pele, em contato com o ambiente. Ela é formada por
epitélio estratificado queratinizado e avascularizada.
A sua textura e espessura variam conforme a região do corpo, sendo mais fina na palma das mãos
e mais espessa na planta dos pés.
É constituída por cinco estratos:
Estrato córneo: Formado por células mortas, sem núcleos e achatadas, as quais apresentam
grande quantidade de queratina e estão continuamente descamando.
Estrato lúcido: Formado por uma camada de células achatadas e translúcidas. Em algumas regiões
do corpo, onde a pele é muito fina não é possível notar a sua presença.
Estrato granuloso: Formado por 3 a 5 camadas de células poligonais achatadas e citoplasma
acumulado de grânulos queratino-hialina, os quais darão origem a queratina.
Estrato espinhoso: Formado por 5 a 10 camadas de células cuboides, pouco achatadas e com
núcleo central. Elas apresentam projeções citoplasmáticas com filamentos de queratina.
Estrato germinativo: Camada mais profunda e em contato com a derme. Os queratinócitos
produzidos são empurrados para as camadas superiores.
Derme
A derme é a camada intermediária da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme. Ela é
formada por tecido conjuntivo e apresenta-se mais elástica e firme, devido à presença de colágeno
e elastina.
Nessa camada da pele são encontrados os vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, terminações
nervosas, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas.
É dividida em duas camadas:
Camada papilar: Localizada abaixo da epiderme, com papilas que aumentam a aderência entre a
derme e a epiderme. É constituída por tecido conjuntivo frouxo.
Camada reticular: É uma camada mais profunda e espessa, sendo constituída por tecido conjuntivo
denso.
Hipoderme
A hipoderme ou tecido subcutâneo é a camada mais interna, porém, não é considerada parte da
pele. Ela é constituída por células adiposas, fibras de colágeno e vasos sanguíneos.
A quantidade de células adiposas presentes varia de indivíduo para indivíduo e entre as partes do
corpo.
Essa camada desempenha funções importantes como: isolar o corpo das variações externas do
ambiente e fixar a pele aos órgãos e estruturas adjacentes.
Questão 4: Discuta as principais alterações patológicas que podem ocorrer na pele, como
psoríase, dermatite atópica e melanoma, incluindo suas causas, sintomas e tratamentos.
Resposta:
Psoríase e uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É cíclica, ou seja,
apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. É uma doença
autoinflamatória da pele, na qual por predisposição genética, junto com fatores ambientais ou de
comportamento, causam o aparecimento de lesões avermelhadas e que descamam na pele.
Acredita-se que ela se desenvolve quando os linfócitos T (células responsáveis pela defesa do
organismo) liberam substâncias inflamatórias que promovem dilatação dos vasos sanguíneos e
dirigem outras células do sistema de defesa para pele, como neutrófilos. Este processo de ataque
inflamatório à pele faz com que esta responda acelerando sua proliferação, o que resulta na
descamação observada nas lesões. Normalmente, essa cadeia só é quebrada com tratamento. É
importante ressaltar: a doença não é contagiosa e o contato com pacientes não precisa ser
evitado. Em até 30% dos pacientes, inflamação similar pode acontecer nas articulações, levando à
artrite psoriásica, outra manifestação da doença. Também existe associação de psoríase com
doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, diversos tipos de cânceres e distúrbios do
humor, o que diminui a qualidade de vida do paciente e pode também, dependendo da gravidade,
diminuir a expectativa de vida, se não tratada. O mesmo processo de autoinflamação que causa
lesões na pele e articulações parece ser o responsável pelo aparecimento destas comorbidades.
Sintomas
Variam de paciente para paciente, conforme a apresentação e gravidade da doença, mas podem
incluir:
• Manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas;
• pequenas manchas brancas ou escuras residuais após melhora das lesões avermelhadas.
• Pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento;
• Coceira, queimação e dor;
• Unhas grossas, descoladas, amareladas e com alterações da sua forma (sulcos e depressões);
• Inchaço e rigidez nas articulações; em casos mais graves, destruição das articulações e
deformidades.
Em casos de psoríase leve pode haver apenas um desconforto por causa dos sintomas, mas nos
casos mais graves, pode ser dolorosa e provocar alterações que impactam significativamente na
qualidade de vida e na autoestima do paciente. Assim, o ideal é procurar tratamento o quanto
antes.
Tipos de tratamento mais comuns:
• Tratamento tópico: medicamentos em cremes e pomadas, aplicados diretamente na pele. Podem
ser usados em conjunto com outras terapias ou isoladamente, em casos de psoríase leve.
• Tratamentos sistêmicos: medicamentos em comprimidos ou injeções, geralmente indicados para
pacientes com psoríase grave e/ou com artrite psoriásica ou nos pacientes que possuem psoríase
leve resistente ao tratamento tópico ou fototerapia.
• Tratamentos biológicos: medicamentos injetáveis, indicados para o tratamento de pacientes com
psoríase grave. Existem diversas classes de tratamentos biológicos para psoríase já aprovadas no
Brasil: os chamados anti-TNFs (como adalimumabe, certolizumabe-pegol, etanercepte e
infliximabe), anti-interleucina 12 e 23 (ustequinumabe), os anti-interleucina 17 (secuquinumabe e
ixequizumabe) e os anti-interleuciina 23 (guselcumabe e risanquizumabe).
• Fototerapia: consiste na exposição da pele à luz ultravioleta de forma consistente e com
supervisão médica. O tratamento precisa ser feito por profissionais especializados.
Dermatite atópica
A dermatite atópica é uma doença crônica, hereditária, não contagiosa, e de caráter reincidente,
ou seja, há tempos de crises e melhora. “O predomínio da doença ocorre no público infantil e
tende a melhorar na adolescência. Em uma frequência menor, ocorre também em adultos e, neste
caso, a gravidade acaba sendo maior”, aponta a Dra. Lívia Lavagnoli, dermatologista que também
sofre com dermatite atópica.
+ O que é barreira cutânea e qual sua função na nossa pele?
Qualquer pessoa pode desenvolver esta doença de pele, mas o mais comum é acometer quem tem
histórico familiar de doenças como asma e rinite alérgica.
"Quem tem dermatite atópica tem a barreira de proteção deficiente. Ela tem uma disrupção, não
tem todos os lipídeos e componentes que são essenciais para manter essa barreira intacta.
O principal sintoma é uma pele muito seca, com coceira. Há também a presença de lesões na pele,
que podem ser desde pequenas feridas até grandes placas que sangram. Em adultos, é comum
acontecer em mãos e pés, mas também em dobras e quaisquer outras partes do corpo.
A dermatite atópica tem cura?
Infelizmente, a dermatite atópica não tem cura, mas sim tratamento. Por isso é tão importante um
dermatologista. “A boa notícia é que existe tratamento e com excelentes resultados. Esta doença é
minha fonte de inspiração para eu estudar a fundo a dermatologia e me tornar dermatologista!”,
Quem tem a doença deve tomar alguns cuidados extras quando assunto é hidratação. “Tanto via
oral quanto tópica! Ou seja, beba muita água e use cremes hidratantes recomendados pelo seu
dermatologista”, alerta a especialista.
MELANOMA
O melanoma é um cancro de pele que tem como células percursoras os melanócitos (células
produtoras de melanina).
Este tipo de cancro, em forma de “sinal” (veja imagens superiores), aparece mais frequentemente
em zonas da pele mais expostas ao sol, no entanto, também se pode desenvolver na zona dos
olhos ou no interior do organismo, como no nariz, garganta ou intestinos.
Causas do melanoma
O melanoma desenvolve-se através de uma mutação no ADN das células encarregues da produção
da melanina (pigmentação da pele), chamadas melanócitos. Esta mutação faz com que os
melanócitos se multipliquem rapidamente, desenvolvendo células anormais. A acumulação destas
células anormais ou cancerígenas forma o melanoma.
O desenvolvimento destas células anormais está fortemente associado à exposição intensa e
súbita de radiação ultravioleta (UV), geralmente, proveniente do sol. Por exemplo, durante as
férias, estar muito tempo ao sol pode provocar queimaduras solares, levando por sua vez ao
desenvolvimento do melanoma.
SINTOMAS
Os melanomas podem desenvolver-se em qualquer parte do corpo, no entanto, são mais
frequentes em áreas de grande exposição ao sol, como as costas, pernas, braços e face.
Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são, geralmente, pouco percetíveis e, por vezes,
difíceis de identificar, tais como:
Alterações na aparência da pele;
Surgimento de novas placas ou sinais na pele;
Alteração na cor ou aparência de algum sinal já existente;
Feridas na pele que não cicatrizam;
Hemorragias (sangramentos);
Pequeno edema (inchaço) avermelhado;
Pequena placa vermelha, áspera e seca;
Entre outros
Tratamento do melanoma avançado e/ou recorrente
Melanomas já avançados ou que tenham metastizado requerem um tratamento mais complexo.
Nestes casos, podem ser recomendadas outras opções terapêuticas para além da cirurgia, a saber:
Radioterapia - A radioterapia utiliza feixes de energia de alta potência para eliminar células
cancerígenas. Este método pode também ser utilizado em canais linfáticos se o tumor se
disseminou para estes órgãos.
Imunoterapia - A imunoterapia é um tratamento medicamentoso que ajuda o sistema imunitário a
combater o cancro. O sistema imunitário pode não atacar o cancro porque as células cancerígenas
produzem proteínas que as ajudam a “camuflar”, fugindo assim à ação do sistema imunitário. A
imunoterapia utiliza medicação que interfere nesse processo. A imunoterapia é, muitas vezes,
recomendada após a cirurgia de remoção do melanoma, quando este se disseminou para os
gânglios linfáticos ou outras áreas do corpo. Quando isto acontece, a medicação da imunoterapia
pode ser injetada diretamente no melanoma.
Quimioterapia - A quimioterapia utiliza compostos químicos muito fortes, para eliminar as células
cancerígenas. Estes compostos podem ser administrados por via intravenosa (IV), em forma de
comprimido ou ambos, de modo a atacar as células cancerígenas em todo o corpo.
Tratamento farmacológico - O tratamento farmacológico ou terapia direcionada utiliza
medicamentos (remédios) que focam fraquezas específicas presentes dentro de células
cancerígenas e causam a sua morte (morte celular).
Questão 5: Analise o papel do sistema tegumentar na termorregulação do corpo humano,
incluindo os mecanismos envolvidos e a resposta do corpo às variações de temperatura.
Podemos destacar duas glândulas: as sudoríparas e as sebáceas. As glândulas que atua na
regulação da temperatura. Seu papel na regulação está no fato de que, ao evaporar, leva ao
resfriamento corporal.
O sistema tegumentar é composto pela pele e anexos (glândulas, unhas, cabelos, pelos e
receptores sensoriais). Possui funções importantes, como, por exemplo, atua como uma barreira
física contra a invasão de microrganismos. Ação termorreguladora, através do resfriamento do
corpo promovido pelo suor.
A capacidade de regular a temperatura corporal, característica especial dos animais
homeotérmicos, é exercida pelo hipotálamo. Este é informado da temperatura corporal, não só por
termorreceptores periféricos, mas principalmente por neurônios que funcionam como
termorreceptores. A termorregulação está associada à homeostase da temperatura corporal do
organismo, e o controle da temperatura é exercido através de mecanismos do SNA Simpático. Os
seres humanos são homeotérmicos, ou seja, mesmo sob grandes variações de temperatura
ambiental, a nossa temperatura central (interna) sofre variação mínima. A temperatura ideal do
corpo humano é de 36,5 à 37 graus Celsius. A temperatura ambiente confortável para o ser
humano gira em torno de 20 à 35 graus.
Existe um ponto de ajuste interno, no qual o corpo estabelece como sendo o ideal. Temos
receptores, que são sensores que percebem as variações da temperatura, comparam isso com o
ponto de ajuste hipotalâmico e ativam vias efetoras para corrigir os parâmetros. Para que
consigamos manter a temperatura corporal estável, temos que produzir ou ganhar tanto calor
quanto perder.
Mecanismos de troca de calor entre o corpo e o ambiente
Irradiação: emissão de calor sob forma de ondas eletromagnéticas
Condução: Transferência direta de calor. A camada adiposa tem baixa velocidade de condução,
portanto é um isolante térmico. A agua tem maior capacidade de absorção e condução de calor.
Convecção: Substituição do meio já equilibrado; correntes de ar são removidas da superfície em
contato com a pele.
Evaporação: sudorese
Data: 20/06/2024