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Termodinâmica de Ciclos de Refrigeração

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Capítulo 3 – Ciclos e Sistemas de Refrigeração

CAPÍTULO 3. Ciclos e Sistemas de Refrigeração

Este capítulo apresenta a termodinâmica dos ciclos e sistemas de refrigeração.

1. CICLO DE CARNOT
O ciclo de Carnot permite a análise termodinâmica de sistemas de refrigeração, em
que os processos, mostrados no plano Ts da Figura 22b, são reversíveis, e consistem de:
 Processo 1-2: compressão de vapor úmido;
 Processo 2-3: condensação de vapor saturado para líquido saturado;
 Processo 3-4: expansão de líquido saturado para líquido mais vapor;
 Processo 4-1: evaporação de líquido mais vapor para vapor úmido.

Figura [Link] do ciclo. Figura 22b. Representação no plano Ts

Os agentes energéticos do ciclo reversível de Carnot são determinados como:


 No processo de evaporação (EVP):
(
Q& EVP = TEVP S& s − S& e ) (31)

 No processo de condensação (CD):


(
Q& CD = TCD S& e − S& s ) (32)

O balanço global de energia do ciclo é


W& líq . = W& CP − W&T = Q& CD − Q& EVP (33)

Define-se o coeficiente de desempenho (performance) do ciclo como

Q& Q& EVP TEVP (S& s − S&e ) TEVP


COP ≡ EVP = = = (34)
W& líq . (
Q& CD − Q& EVP TCD S& e − S& s ) − TEVP (S& s − S&e ) TCD − TEVP
As características do ciclo de Carnot são:
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Capítulo 3 – Ciclos e Sistemas de Refrigeração

 Seu desempenho, equação (34), independe do fluido refrigerante;


 Deve se desenvolver na região LV, portanto o COP é limitado;
 Já que os processos não são reversíveis, o COP real é menor;
 A compressão na região LV traz problemas para o compressor;
 A expansão é feita numa turbina, portanto é isentrópica (Q = ∆S = 0), mas o
trabalho W&T não tem utilidade.

2. MÁQUINA DE COMPRESSÃO DE VAPOR


Surgiu como uma resposta à inviabilidade de adotar o ciclo de Carnot na prática.
Aqui também os seus processos, ilustrados no plano Ts e mostrados nas Figuras 23a e
23b, são assumidos reversíveis e consistem de:
 Processo 1-2: compressão, de vapor saturado para vapor superaquecido;
 Processo 2-3: resfriamento e condensação, de vapor para líquido saturado;
 Processo 3-4: expansão, de líquido saturado para líquido mais vapor;
 Processo 4-1: evaporação, de líquido mais vapor para vapor saturado.

Figura 23a. Fluxograma do ciclo. Figura 23b. Representação no plano Ts

As principais características do ciclo de compressão de vapor são:


 Seu desempenho depende do fluido refrigerante;
 Alcança além da região LV, portanto o COP é maior do que no ciclo de Carnot;
 Já que os processos reais não são reversíveis, o COP real é menor;

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Capítulo 3 – Ciclos e Sistemas de Refrigeração

 A compressão na região V não traz problemas para o compressor;


 A expansão não é feita numa turbina, portanto não é isentrópica, mas apenas
adiabática (Q = 0), e não é produzido o trabalho inútil W&T .

2.1. Ciclo por Compressão de Vapor no Diagrama ph


O diagrama ph é normalmente utilizado na análise energética do ciclo de
compressão de vapor. Cada refrigerante em particular tem seu diagrama ph.
Na análise do ciclo de compressão de vapor, em princípio, os processos são
considerados reversíveis. Na figura abaixo se tem a sua representação no plano ph.

Figura 24a. Fluxograma do ciclo. Figura 24b. Representação no plano ph

O uso do diagrama ph nas análises tem como vantagens:


 Destacar que o ciclo tem dois níveis de pressão: alta (p2) e baixa (p1);
 Destacar a expansão adiabática na válvula de expansão (VE), no trecho 3-4.
A análise energética do ciclo é dada por balanços de entalpia em cada subunidade,
desprezando os efeitos cinéticos e gravitacionais, em regime permanente, como:
 No processo de evaporação (EVP):
Q& EVP = m& refr . (h1 − h4 ) (35)

 No processo de condensação (CD):


Q& CD = m& refr . (h2 − h3 ) (36)

 No processo de compressão:
W& CP = m& refr . (h2 − h1 ) (37)

E o coeficiente de desempenho do ciclo é dado como


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Capítulo 3 – Ciclos e Sistemas de Refrigeração

Q& EVP m& refr . (h1 − h4 ) (h1 − h4 )


COP ≡ = = (38)
W& CP m& refr . (h2 − h1 ) (h2 − h1 )

Os valores usuais do COP dos ciclos de compressão variam entre 3,5 e 6,0.
Nas equações acima, m& refr . , [kg/s] ou [kg/h] é a vazão do refrigerante; e h1 , ..., h4 ,

[kJ/kg], [kcal/kg] ou [Btu/lb] são as suas entalpias nos vários pontos do ciclo.

2.2 . Ciclo por Compressão de Vapor Real


Todos os processos são irreversíveis, produzindo as distorções da Figura 25a.

Figura 25a. Representação do ciclo real no plano ph. Figura 25b. Fluxograma da montagem

As distorções são devidas às irreversibilidades do escoamento (perdas de carga e


de calor, etc.). Na figura acima, p0 é outro símbolo da pressão de evaporação (p1). Mostra-
se também outra representação da válvula de expansão (VE). As distorções são:
 Na compressão 1’-2’: não é isentrópica (é politrópica) e inicia com o vapor dotado
de pequeno superaquecimento (∆TSUPQ. = 1,5 C a 3 C) para proteger o
compressor contra algum líquido que se forme na linha de sucção. O fluxograma
da direita, na figura acima, mostra como conseguir o superaquecimento com um
TCI – trocador de calor intermediário;
 Na condensação 2’-3’: o processo é distorcido pelas perdas de carga no CD;
 Na expansão 3’-4’: ainda é adiabática, mas inicia-se com o líquido dotado de
pequeno subresfriamento (∆TSUBR. = 3 C a 6 C), em conseqüência do
superaquecimento (principalmente se obtido em um TCI); mas serve para
“alargar” a variação de entalpia no EVP (e portanto o efeito frigorífico do ciclo);
 Na evaporação 4-1: o processo é distorcido pelas perdas de carga no EVP.
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2.3. Arranjos para Ciclos de Compressão para Grandes Capacidades


São utilizados em refrigeração industrial e raramente em ar condicionado.
Ciclo com dois Compressores, uma TEVP e Remoção do Vapor Flash
Sua montagem e representação são mostradas abaixo. Permite a entrada de
quase 100% de líquido no EVP, conseguido com o tanque flash mostrado. A válvula de
bóia tem a função de manter constante o nível de líquido no tanque flash. Exige dois
compressores com a mesma pressão de descarga (Exemplo 1).

Figura 26a. Fluxograma da montagem. Figura 26b. Diagrama do ciclo no plano ph

Ciclo com dois Compressores, duas TEVP e Remoção do Vapor Flash


A figura abaixo mostra a montagem e o ciclo, que contém elementos da montagem
anterior. Também permite elevar a quantidade de refrigerante liquefeito no EVP de baixa.
É próprio para uso em refrigeração industrial quando se desejam duas Tevp diferentes.

Utiliza dois compressores que não precisam ter a mesma pressão de descarga.

Figura 27a. Fluxograma da montagem. Figura 27b. Diagrama do ciclo no plano ph

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2.4. Diagramas ph dos Refrigerantes Mais Usados


Os refrigerantes se classificam em (Andrade et al., 1999): hidrocarbonetos
halogenados, misturas azeotrópicas, hidrocarbonetos de cadeia linear, componentes
inorgânicos e misturas não-azeotrópicas. A seguir se apresentam os principais.

Refrigerante R-22 (FREON, DUPONT; ou FRIGEN, HOESCHT)


É um refrigerante sintético HCFC, antigo e ainda em uso, mas com a data limite de
2010 para sair de uso, de acordo com o Protocolo de Montreal de 1987. Nos países
industrializados não é mais usado. Ataca a camada de ozônio e provoca efeito estufa, se
bem que pouco. Tem uso restrito ao setor industrial. Seu diagrama ph está na Figura 28.

Refrigerante R-134a (SUVA, DUPONT)


Substitui o R-12. É um refrigerante HFC sintético chamado de “gás ecológico”. Não
ataca a camada de ozônio – porque não tem cloro na molécula, mas produz quase tanto
efeito estufa quanto o CO2. É usado em geladeiras, bebedouros, ar condicionado de
automóveis, e em chillers de grande capacidade com compressor tipo turbina (Figura 29).

Refrigerante R-717 (amônia, NH3)


É um refrigerante natural, também antigo. É “ecologicamente correto”, porque o
nitrogênio faz parte de todos os seres vivos. É pouco tóxico. Não ataca a camada de
ozônio, nem provoca efeito estufa. Exige mais trabalho de compressão que os demais.
Tem uso restrito à refrigeração industrial de grande capacidade, principalmente na
indústria alimentícia, devido ao forte odor de natureza uréica. A Figura 30 mostra o
diagrama ph da amônia.

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Figura 28. Refrigerante R-22 (Freon)

Figura 29. Refrigerante R-134a (Suva, DUPON; ou Forane, ELF ATOCHEM)


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Figura 30. Refrigerante R-717 (amônia)

Refrigerante R-744 (gás carbônico, CO2)


Não ataca a camada de ozônio e tem baixo efeito estufa (é a referência 1 para os
demais gases de efeito estufa), mas leva o ciclo a operar acima do seu baixo ponto crítico
(PC), como o mostra a Figura 31. Ali, se observa que a rejeição de calor ocorre sem
condensação acima do ponto crítico (KP) sob temperaturas decrescentes, mantendo a
pressão constante.
No estado-da-arte, montagens com R-744 usam um trocador de calor intermediário
(TCI), como o mostrado na Figura 25b, da página 38, daí porque na figura abaixo se têm
os pontos seqüenciais 3-4 e 7-1: o TCI transfere calor da região de alta pressão para a
região de baixa pressão, disso resultando elevação do COP.
Apesar do CO2 ter sido intensivamente usado em refrigeração de navios desde a
segunda metade do séc. XIX até os anos de 1950, seu uso voltou na década de 1980 por
iniciativa do instituto norueguês SINTEF, ligado à Universidade Técnica da Noruega
(NTH), para uso veicular e em bombas de calor de uso residencial (Fischer e Labinov,
2000). As pesquisas para uso veicular do R-744 têm se centrado, principalmente, no
desenvolvimento de compressores que lidem com as rápidas quedas de capacidade de

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refrigeração que este refrigerante sofre se a rotação do compressor diminuir; e isso


acontece com o R-744 mais rapidamente do que com os refrigerantes (CFCs).
A coluna Cheiro de novo, do caderno Veículos, do jornal A Crítica (09/2003),
noticiou que o fabricante alemão de condicionadores de ar para carros BEHR está
testando CO2 como fluido refrigerante. As vantagens aludidas deste refrigerante sobre o
R-134a é que, enquanto este último consome 0,62 litro/100 km de combustível, o CO2
consome 0,47 litro/100 km.

Figura 31. Diagrama de um ciclo ideal com R-744 (CO2) no plano ph

Na figura abaixo se tem um diagrama ph completo do refrigerante R-744.

Figura 32. Refrigerante R-744 (CO2)

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Refrigerante H2O (água)


Não é usado em refrigeração com compressores alternativos, porque há risco de
ocorrerem choques, se o refrigerante sofrer condensações na linha de sucção do
compressor, e porque a água pode se emulsionar com os lubrificantes usuais de
compressores, portanto exige lubrificantes especiais, o que é dispendioso.
O uso comum da água como refrigerante se dá em sistemas de absorção brometo
de lítio-água (LiBr-H2O) e no sistema de refrigeração por ejeção de vapor. Atua também
como solvente nos sistemas de absorção água-amônia (H2O-NH3), e é o agente ativo nos
sistemas de adsorção com sílica gel ou com zeólitos. Nas aplicações como refrigerante,
Só pode ser usado em ar refrigerado, pois congela abaixo de TEVP = 0 C (ou acima disto, a
pressões inferiores à atmosférica). Na Figura 33 se tem o diagrama ph da água.

Figura 33. Refrigerante H2O (água)

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3. SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO


Têm como característica marcante não precisarem de compressor. O aumento de
pressão do ciclo é obtido pela pressurização por uma bomba de uma solução binária
líquida (par solução), onde um dos componentes, na fase vapor, é absorvido pelo outro,
que está na fase líquida. Em geral, um dos componentes é sempre a água. Esta
estratégia de elevação da pressão resulta em menor trabalho de compressão, daí porque
os sistemas de absorção exigem muito pouca energia elétrica para operar.
Após a elevação da pressão do par solução, é necessário separá-los de novo para
que este processo se repita (processo de dessorção), tal que a seqüência cíclica
absorção-pressurização-dessorção-absorção configura o equivalente à compressão do
vapor nos ciclos convencionais. Os equipamentos, ou subunidades, que perfazem esta
seqüência configuram o “compressor termodinâmico” dos ciclos de absorção. É o par em
solução que nomeia o sistema. Os dois sistemas de uso comum são dados a seguir.
As máquinas de absorção usam qualquer fonte de calor: queima direta de um
combustível, resíduos de calor de turbinas a gás (gases) e de motores alternativos (gases
e água de refrigeração). Tais portadores térmicos podem fornecer calor direta ou
indiretamente, esta, como vapor de baixa a média pressão ou água quente. Suas opções
só dependem da temperatura que a máquina exige no processo de dessorção. Na figura
abaixo se tem um arranjo típico de recuperação de calor residual com turbina a gás.

Figura 34. Sistema de cogeração com recuperação de calor de TG para geração de água quente e/ou vapor

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A fotografia abaixo mostra uma montagem típica para obtenção de vapor de


baixa/média pressão ou água quente pela recuperação de calor dos gases de um motor
de combustão interna (Diesel), que têm temperatura mais elevada do que a água de
refrigeração (apesar do mesmo conteúdo energético).

Figura 35. Sistema de cogeração com recuperação de calor de motor de combustão interna

SISTEMA ÁGUA-AMÔNIA (H2O-NH3)


É usado principalmente em conservação de alimentos. O refrigerante é a amônia,
cuja separação da água (dessorção) é obtida no gerador (G). A Figura 36a ilustra o
sistema de simples efeito.
Organicamente, o G consiste de um trocador de calor casca-e-tubo encimado por
uma torre de destilação de vários estágios (Figura 36b). A solução rica em NH3 sobe do
absorvedor (ABS), impulsionada e pressurizada (da pressão baixa, pbaixa à alta, p alta )

pela bomba de solução (BS), e entra nessa torre. Durante o escoamento descendente, a
solução rica cruza com vapor de amônia e água, empobrecendo-se do primeiro, portanto
enriquecendo os vapores ascendentes em NH3 e, ao mesmo tempo, resfriando-os.
Mesmo assim, esses vapores ao saírem por cima da torre de destilação ainda carregam
alguma água, cujo teor é reduzido a quase zero no retificador (R), que é um trocador de
calor simples que opera resfriando um pouco mais os vapores. Uma denominação
comumente encontrada na literatura para o conjunto do G, COL e CR é deflegmador.
Sistemas água-amônia permitem obter baixas TEVP, com simples efeito (COP ≤ 0,7)
ou duplo efeito de dessorção (COP ≤ 1,6). Com TEVP ≤ −30 C, típico de conservação de
alimentos por longos prazos, o portador térmico deve ter temperaturas acima de 130 C.
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O resfriamento do ABS por água, mostrado na Figura 15a, é necessário porque a


absorção do vapor de NH3 – que vem do evaporador (EVP), pela água pobre em NH3 –
que desce do G, é exotérmica; e disso resulta que, sem dissipação, ocorreria elevação de
temperatura no ABS, o que reduziria a taxa de absorção. Em sistemas de grande porte,
esse calor de solubilização é transportado para pré-aquecer o vapor de amônia que sai do
próprio ABS, após a BS, permitindo elevar o COP da máquina.

Figura 36a. Sistema de absorção NH3-H2O de simples efeito. Figura 36b. Detalhe

Na figura abaixo se tem como varia o COP (assinalado como a razão Qo/Qh –
capacidade de refrigeração por calor suprido) das máquinas de absorção com a TEVP
(assinalada t0), para várias temperaturas do calor suprido (th) e várias temperaturas da
água de resfriamento de CD e ABS (assinalada tw). Conhecidos estes termos, pode-se
obter uma estimativa aproximada para o COP de uma máquina por este diagrama.

Figura 37. Variação do COP de máquinas de absorção água-amônia

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Uma modelagem para pré-dimensionamento de sistemas de simples efeito é dada


a seguir (Costa, 1982). Os dados iniciais necessários são:
 Capacidade frigorífica, Q& EVP [kW];

 Temperatura de evaporação, TEVP [C];

 Pressão de alta, p alta [kPa], e de baixa, pbaixa [kPa];

 Temperatura da água de condensação, Tágua [C].

Referindo-se aos pontos (estações) da Figura 36a, valem as aproximações:


 Temperatura de condensação
T4 ≅ Tágua + 10 C (39)

 Temperatura de absorção
T7 ≅ Tágua + 10 C (40)

 Temperatura da solução a montante do ABS


T10 ≅ T7 + 10 C (41)

A temperatura de dessorção, T3 , normalmente alta (> 110 C), é obtida no diagrama

entalpia-concentração H2O-NH3, mostrado na figura abaixo, como função de p alta

(Exemplo 2).
A concentração em massa de amônia é definida como:
m NH 3
x≡ (42)
m NH 3 + m H 2O

Então, verificam-se para o ciclo, referindo-se às estações da figura anterior:


x1 = x7 = x8 , x3 = x9 = x10 , x 2' = x 4 = x5 = x6 ≅ 0,995 a 0,998 (43)

O último conjunto acima significa que se tem amônia com 99,5% a 99,8% de pureza
(quase-pura) saindo do compressor termodinâmico, em contraste com os 100% quando
esta é empregada em ciclos de compressão convencionais. As demais concentrações são
obtidas no diagrama entalpia-concentração H2O-NH3 da Figura 38.
Um parâmetro prático que auxilia na definição de valores de concentração para o
ciclo é a largura de dessorção, que vale
λ ≡ x1 − x3 ≅ 0,08 (44)

Para as vazões em massa de solução se têm imediatamente:


m& 1 = m& 7 = m& 8 , m& 3 = m& 9 = m& 10 , m& 2' = m& 4 = m& 5 = m& 6 (45)

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Disso, seguem-se os balanços de massas e de energia dos subsistemas,


generalizados como:

∑ m& i = ∑ m& i (46)


entram saem

∑ m& i hi ± Q& j = ∑ m& i hi (47)


entram saem

onde i é a indexação das estações (1, 2, ..., 10); j é a indexação das várias taxas de calor
do ciclo (“G”, “CD”, etc.); o sinal (±) quer dizer: (+) se a taxa de calor entra, e (−) se a taxa
de calor sai do subsistema. As entalpias na equação (47) devem ser obtidas no diagrama
entalpia-concentração H2O-NH3, Figura 38.
Uma consideração importante é o uso da válvula redutora de pressão (VRP) a
montante do ABS: é necessário reduzir a pressão alta do líquido que desce do G, p alta ,

para o nível da pressão baixa do vapor que vem do EVP, pbaixa . Disso resulta que:

h4 = h5 (isentálpica) (48)

Também, tendo que BS é usualmente pequena, seu consumo de potência ( W& BS ) é

pequeno. Então, do seu balanço de energia:


h7 ≅ h8 (isentálpica) (49)

Deve-se ter que o trecho esquerdo da Figura 36a acima, onde circula amônia
quase-pura, é em essência igual aos ciclos de compressão. Apesar disso, as entalpias
não são precisamente as mesmas do diagrama ph da amônia pura, porque no sistema de
absorção esta não é 100% pura; e a entalpia depende levemente da concentração.
Finalmente, o coeficiente de desempenho da máquina de absorção é dado como:
Q& EVP Q&
COP = ≅ EVP (50)
Q& G + W& BS Q& G

onde também se considera que W& BS é desprezível.

SISTEMA BROMETO DE LÍTIO-ÁGUA (LIBr-H2O)


É próprio para ar condicionado, porque o refrigerante é a água, que é absorvida
pelo sal brometo de lítio. É um sistema mais simples do que o de amônia, principalmente
na dessorção entre a água e o brometo, que não é volátil e portanto libera a água com
100% de pureza.
Há no mercado chillers de simples efeito (COP ≤ 1,1) e de duplo efeito (COP ≤ 1,8),
de 30 TR (105 kW, ou 360⋅103 Btu/h) a 2 000 TR (7 023 kW, ou 24⋅106 Btu/h), dos
fabricantes HITACHI, CARRIER, LG, etc. As Figuras 39 e 40 mostram montagens típicas.

50 Prof. Dr. Ricardo Wilson Cruz


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Capítulo 3 – Ciclos e Sistemas de Refrigeração

Fonte: Himmelblau (1984)

Figura 38. Diagrama entalpia-concentração para soluções água-amônia (unidades inglesas).


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Figura 39. Sistema de absorção LiBr-H2O de duplo efeito

Figura 40. Sistema de absorção LiBr-H2O de simples efeito

52 Prof. Dr. Ricardo Wilson Cruz


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Na figura seguinte se tem o comportamento típico da temperatura da fonte quente


com a temperatura do ambiente refrigerado, em sistemas de simples e duplo efeito.
Mostra-se também o mesmo para os sistemas água-amônia (AAR).

Fonte: ASHRAE (2000)

Figura 41 Desempenho de sistemas LiBr-H2O e H2O-NH3 (duplo e simples efeito) variando


com a temperatura de refrigeração

O pré-dimensionamento dos sistemas brometo-água usa as mesmas equações


(46) a (50) dos sistemas água-amônia, inclusive a figura daquele sistema. Para as
propriedades, recorre-se ao diagrama entalpia-concentração LiBr-H2O, mostrado na
Figura 42 (vide o Exemplo 3), para o que são necessários os valores iniciais: capacidade
frigorífica, Q& EVP [kW]; temperatura de evaporação, TEVP [C]; temperatura do gerador

estimada, TG [C] (< 100 C; nos sistemas água-amônia é maior que 110 C, e não é

estimada); e temperatura da água de condensação, Tágua [C], que permite aproximar as

temperaturas de condensação e absorção por (39) e (40). As pressões de alta, p alta , e de

baixa, pbaixa , são obtidas da tabelas de vapor d’água saturado, ou pelas expressões (4a)

e (4b), do Cap. 2, a primeira em função de TG , e a segunda de TEVP .

As entalpias do vapor d’água puro não são dadas pelo diagrama entalpia-
concentração LiBr-H2O (Figura 42), mas podem, com menor precisão, ser obtidas do
diagrama ph da água, Figura 33, formatando-se um ciclo de compressão equivalente
naquele diagrama, com as propriedades presentes do ciclo brometo-água (p e T).

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Fonte: Costa (1982)

Figura 42. Diagrama entalpia-concentração para soluções brometo-água (unidades inglesas).

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7. SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO POR EJEÇÃO DE VAPOR


Segundo Fischer e Labinov (2000), foram Le Blanc, na França, e Parson, na
Inglaterra, quem primeiro experimentaram esta idéia, em 1901. É um sistema indicado
onde haja vapor d’água saturado industrial sobrando. A Figura 43 ilustra este sistema.
O vapor motriz, fornecido por um gerador de vapor, perde pressão ao passar pelo
bocal do ejetor, onde aumenta a sua velocidade e cai a pressão. Isso cria as condições de
equilíbrio para que a água depositada no tanque abaixo deste se vaporize. Por exemplo,
se a pressão no tanque cai a 1% da atmosférica consegue-se obter 8 C. Após passar pelo
bocal, o vapor entra na zona de elevação de pressão (difusor), que faz o papel do
compressor do ciclo de compressão de vapor convencional, daí a denominação técnica
de termocompressor para o ejetor de vapor (Figura 44).
Termocompressores podem ser de fluxo subsônico em todo o seu comprimento; ou
subsônico no bocal, sônico (crítico) na garganta e supersônico no ejetor. Regra geral,
relações entre a pressão de descarga e a pressão de sucção (pd/ps) maiores ou iguais a
1,8 produzem escoamento crítico na garganta (Croll Reynolds, Inc., 2007).
Fischer e Labinov (2000) relatam ainda que pesquisas com ejetores na década de
1980, efetuadas por C. T. Hsu, na Universidade do Tennessee, nos E. U. A., levaram-no a
descobrir que o COP dos sistemas por ejeção de vapor é proporcional à temperatura do
vapor saturado de ejeção. Posteriormente, o pesquisador Khalidy (apud Fischer e
Labinov, 2000) verificou que mais importante para o COP é a temperatura de
condensação, mormente em sistemas operando a baixas TEVP.
A água residente no tanque sob o ejetor da Figura 43 é uma parte da quantidade
total que circula no sistema. O seu complemento é a água do vapor motriz. Devido ao uso
da água como refrigerante, o sistema por ejeção de vapor d’água tem uso restrito a
temperaturas TEVP > 0 C.
O COP do sistema por ejeção de vapor é usualmente baixo, não ultrapassando
0,75, o que é devido à baixa eficiência do ejetor relativamente aos compressores
mecânicos.
O sistema por ejeção de vapor tem apelo ambiental. Pode-se imaginá-lo usando
qualquer refrigerante que tenha altas pressões de vaporização em baixas temperaturas,
que é o caso específico dos HCFCs e HFCs, como o mostra a idealização da Figura 45,
para o R-134a.

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Capítulo 3 – Ciclos e Sistemas de Refrigeração

Figura 43. Fluxograma do sistema por ejeção de vapor d’água

Vapor
Mistura
motriz

Garganta

Sucção
Figura 44. Desenho esquemático de um termocompressor (Croll Reynolds, Inc., 2007)

O sistema por ejeção de vapor d’água também tem aplicação na melhoria da


solubilização de gases em água na indústria de alimentos e bebidas. A solubilidade dos
gases na água aumenta conforme a temperatura cai. A Figura 46 mostra uma montagem
industrial com ejetores da marca alemã KÖRTING, em que o EVP opera em dois estágios
e o condensador é do tipo barométrico.
Algumas características dos sistemas por ejeção de vapor d’água:
 Maior o número de estágios no EVP, menor o consumo de vapor motriz;
 Maior o número de estágios no EVP, mais baixo a TEVP alcançada;
 Maior a pressão do vapor motriz, maior a sua eficiência de compressão. Os
ejetores no mercado usam pressões absolutas de vapor motriz entre 0,5 bar a 10
bar, sendo mais comuns os de 5 bar.
Na Figura 47, se apresenta um gráfico que relaciona o consumo de vapor motriz
( m& Vm ) e o consumo de água de condensação (ou água de resfriamento, m& ág .resfr . , conforme

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a Figura 43) em um condensador barométrico (Figura 47), com a temperatura dessa água
de condensação (Tresfr.), para o que foi assumido: uma pressão absoluta do vapor motriz
(pVm) de 5 bar; e que o resfriamento da água gelada e o aquecimento da água de
condensação são ambos iguais a 10 C. Este gráfico pode auxiliar no pré-
dimensionamento de termocompressores.

Figura 45. Idealização de um sistema por ejeção de vapor de fluido volátil e fonte térmica solar

Figura 46. Unidade de resfriamento de água por ejeção de vapor d’água (Körting Hannover AG., 2007)

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Figura 47. Desempenho de termocompressores a vapor d’água (Körting Hannover AG., 2007)

As análises do sistema por ejeção de vapor podem ser efetuadas partindo-se das
informações acima, quanto à definição de (Exemplo 4):
 Pressão do vapor motriz, tipo saturado (e disso a sua temperatura), pVm [bar];
 Temperatura da água de resfriamento para condensação, Tresfr. [C];
 Temperatura de condensação
TCD = Tresfr . + 5 C (51)

 Com TCD, se obtém pCD [bar] em uma tabela de vapor saturado (aqui, pCD = pd);
 As condições de TEVP [C] e pEVP [bar] são dados iniciais de projeto.
Disso, e seguindo o roteiro do autor Remi B. Silva (1979), perfazem-se os balanços
de massa e energia que seguem, referidos às estações (pontos) da Figura 43.
No processo de evaporação (EVP), se têm:
m& 1' + m& 3 = m& 2 + m& 4 (52)

m& 1' h1' + m& 3 h3 = m& 2 h2 + m& 4 h4 (53)

Sendo m& 1' = m& 4 , logo m& 2 = m& 3 . Na estação 3 a entalpia deve ser arbitrada maior que na 2

(e.g. h3 = 2,2 ⋅ h2 ); e na 4 a entalpia é h4 = x 4 h4V + (1 − x 4 )h4 L , onde, para o título, pode-se

adotar x 4 = 0,95.

Na carga térmica se escreve (aqui, Q& 0 ≡ Q& EVP ):

Q& 0 + m& 2' h2' = m& 3 h3 (54)

onde m& 2 = m& 2 ' = m& 3 .


Para a condensação (CD), o balanço de energia é escrito assim:
m& 8 h8 + m& 9 h9 = m& 1h1 + m& 10 h10 (55)
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em que m& 8 = m& 1 , m& 9 = m& 10 e h8 é obtido de uma tabela de vapor para p8 = pCD e TCD .

O formato do pequeno bocal de entrada do termocompressor (trecho 5-6) se


define, inicialmente, verificando se este é do tipo convergente-divergente, por:
p6 = 0,577 p5 > p0 (56)

onde 0,577 p5 é o limite de pressão crítica, mas isso só é efetivo se p5 ≥ 11 bar. Abaixo

disso pode-se usar um orifício simples. Não há grandes prejuízos em sempre se adotar
orifício simples como restrição.
O termocompressor também admite os balanços de energia:
2
V52 V6,teór .
h5 + = h6,teór . + (bocal de entrada reversível) (57)
2 2
V 2  V 2  V 2 
m& 6  6 ,real + h6 ,real  + m& 4  4 + h4  = m& 7  7 + h7  (zona de mistura) (58)
 2 
   2   2 
Nestas equações, m& 7 ≡ m& 8 = m& 6 + m& 4 , m& 6 = m& 5 e h5 = hVm (vapor saturado motriz). A

equação (57) assume que a expansão do vapor motriz no bocal de entrada do ejetor é
reversível, ou isentrópica ( s5 = s 6 ), daí h6,teór . e V6,teór . .

Adotando V5 ≈ 0 a equação (57) resolve para V6,teór . [m/s]. Obtém-se V6,real usando

um fator que rege a redução do valor teórico para o real, a razão de velocidade, CV:
V6 ,real = V6 ,teór . ⋅ CV (59)
O valor usual de CV é 0,96.
Igualmente, para obter h6 ,real a partir de h6 ,teór . , segue-se a seguinte estratégia:

divide-se a equação (57), escrita para a expansão teórica, por ela mesma, escrita para a
expansão real; e tendo a eficiência isentrópica definida como
h5 − h6,real
η is. ≡ (60)
h5 − h6,teór .

verifica-se que η is . = CV2 . Então, de (60) se obtém h6,real .

A vazão de vapor motriz, m& 6 [kg/s], pode ser estimada pelo gráfico da Figura 47,

mas também pode ser calculada pela expressão (58).


Para o cálculo do trecho do ejetor de saída do termocompressor são assumidas as
simplificações: (i) Não há ocorrência de onda de choque na garganta (escoamento
bloquado); (ii) Compressão politrópica no ejetor. Desse modo, se pode escrever a
equação de Bernoulli para o escoamento compressível:

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  n-1 
  
V82 − V72  n   p8   n  
+ p7 v7   ⋅   −1 = 0 (61)
2  n − 1  p 7  
 

para o que foi considerado para o vapor d’água, n = 1,135. Esta equação possui três
incógnitas: V8 , V7 e v7 . Para solução, é recomendada a estratégia:

 Adotar uma velocidade V8 por volta de 40 m/s;

 Adotar T1 (condensação) algo maior que T13 (água na saída do CD);

 Com T1 , determinar p1 ≅ p8 de uma tabela de vapor saturado (desprezando a

perda de carga no CD);


 Tendo que o vapor na estação 7 é úmido, já que é uma mistura do vapor
superaquecido pela expansão da estação 6 com o vapor úmido da estação 4, o
volume específico dessa estação 7 é
v7 = x7 v7V + (1 − x7 )v7 L (62)

para o que se deve adotar para x7 um valor maior do que x 4 = 0,95; e

 Com (62), resolver (61) para V7 .

Na figura abaixo são dadas pré-dimensões básicas do termocompressor. Tais


dimensões são apenas indicativas, desde que os fabricantes as fornecem, sob consulta,
com mais precisão. Com estas dimensões e m& 7 pode-se achar o diâmetro da garganta:

v7 m& 7
D7 = 2 (63)
π V7

Se pode obter o diâmetro do trecho difusor, D8 , do mesmo modo, dados V8 e v8 ,

obtido de uma tabela de vapor para p8 = pCD e TCD .

Figura 48. Dimensões gerais de um termocompressor

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10. EXERCÍCIOS
1. Um ciclo de refrigeração por compressão de vapor opera com uma temperatura de
evaporação de −10 C e uma temperatura de condensação de 35 C. Esboce o ciclo teórico
reversível no diagrama ph do R-22, R-134a e NH3. Obtenha as respectivas temperaturas
de descarga do compressor do ciclo.
Respostas:

2. Uma máquina frigorífica usada para refrigeração de ar ambiente a 8 C e rejeição de


calor a 35 C, utiliza o refrigerante R-134a e atende a uma carga térmica de 12 000 Btu/h.
Esboce o ciclo teórico reversível no plano ph, determine a temperatura de descarga do
compressor; e estime a vazão de refrigerante, a potência de compressão e o COP.
Respostas: Tdesc . = C, m& refr . = kg/s.

3. Uma máquina de refrigeração de 100 TR opera entre as temperaturas de 8 C e 35 C.


Assumindo que essa máquina obedece a um ciclo de compressão de vapor teórico
reversível, determine:
A) Esboce o ciclo nos diagramas ph dos refrigerantes R-22, NH3, R-134 A, H2O e CO2;
B) Determine a temperatura de descarga do compressor para cada um destes
refrigerantes;
Respostas: Tdesc .R 22 = C; Tdesc .NH 3 = C; Tdesc .R134 A = C; Tdesc .H 2O = C; e Tdesc .CO2 = C;
C) Determine a potência de compressão para cada um destes refrigerantes;
Respostas: W& CP .R 22 = kW; W& CP .NH 3 = kW; W& CP .R134 A = kW; W& CP .H 2O = kW; e W& CP .CO2 = kW;
D) Determine o COP para cada um destes refrigerantes.
Respostas: COPR 22 = ; COPNH3 = ; COPR134 A = ; COPH 2O = ; COPCO2 = ;

3. Desenvolva equações de balanço de massa e de energia para os ciclos por


compressão para refrigeração de grande capacidade da seção 3.

4. Uma máquina de refrigeração de 100 TR utiliza o refrigerante R-134a. Sua temperatura


de evaporação é 8 C e a de condensação é 35 C. Sabe-se que o superaquecimento na
sucção do compressor é 2 C e o subresfriamento na saída do condensador é 4 C.
Assumindo que as perdas de carga no evaporador e no condensador são 5% de suas
pressões de montante; que as perdas de carga na tubulação são desprezíveis; e que a
eficiência isentrópica do compressor é 85%; estime a capacidade frigorífica, a vazão de
refrigerante, a potência de compressão e o COP real da máquina.
Respostas: Q& EVP = kW; m& refr . = kg/s; W& CP = kW; e COP = .

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BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
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Handbook for Heating, Ventilating and Air-Conditioning Systems and Equipment. SI
Edition. pp. 7.1-7.48. Atlanta, USA. 2000

Coluna Veículos. Cheiro de Novo. In: Jornal a Crítica, 09 de agosto de 2003. Manaus, AM.

COSTA, Ênnio Cruz da. Refrigeração. Editora Edgard Blücher. 3ª Edição 322 p.
São Paulo. 1982

CROLL REYNOLDS, INC. Thermocompressor Theory. Disponível na internet, em:


[Link]. Acessado em: Set./2007.

FISCHER, Steve, LABINOV, Salonov. Not-In-Kind Technologies for Residential and


Commercial Unitary Equipment. Edited by the Oak Ridge National Laboratory, Lockheed
Martin Engineering Research Corp., and U. S. Dept. of Energy. 205 p. Oak Ridge, TN., U.
S. A. 2000.

HIMMELBLAU, David. Engenharia Química. Princípios e Cálculos. Editora Prentice-Hall


do Brasil. 506 p. Rio de Janeiro. 1984

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Disponível em: [Link] Acessado em: Out./2006.

PONS, Michel. Principles of Adsorption Cycles for Refrigerantion or Heat Pumping.


Disponível em [Link] Acessado em: Out./2006.

SILVA, Remi Benedito. Instalações Frigoríficas. Editora da Universidade de São Paulo


(EDUSP). 3ª Ed. 411 p. São Paulo. 1979

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