Nefrolitíase: Causas e Tipos de Cálculos
Nefrolitíase: Causas e Tipos de Cálculos
2024
ABORDAGEM POR ESPECIALIDADES
@casalmedresumos
1. Nefrolitíase
CONCEITOS INICIAIS:
TIPOS DE CÁLCULOS:
Imagem: [Link]
HIPERCALCIÚRIA IDIOPÁTICA
Os cálculos de cálcio correspondem por 70-80% dos casos. Em sua maioria são de oxalato de cálcio (que correspondem, inclusive, a 40-70% de todos os cálculos
renais). Em metade dos casos, o cálculo é puramente de oxalato de cálcio; na outra metade, está misturado a outros sais, geralmente com fosfato de cálcio.
CORALIFORME = muito grande! CÁLCULO DE ESTRUVITA: “CÁLCULO INFECCIOSO, COM PH URINÁRIO ALCALINO,
FOSFATO DE AMÔNIO MAGNESIANO RELACIONADO A ITU DE REPETIÇÃO POR BACTÉRIAS PRODUTORAS DE UREASE,
COMO PROTEUS, PSEUDOMONAS E KLEBSIELLA”
ITU POR PRODUTORES DE UREASE (pH > 6,0)
Segundo tipo mais frequente. Também chamado de fosfato de amônio magnesiano (fosfato triplo),
correspondendo a 10-20% do total. É conhecido como um “cálculo infeccioso”, pois só se desenvolve pela
presença de bactérias produtoras de urease na urina. As bactérias produtoras de urease são, geralmente,
Proteus, Pseudomonas, Klebsiella. São patógenos que geralmente estão presentes em pacientes que tem
infecção urinária de repetição! Então, são fatores de risco para litíase por estruvita as condições relacionadas
à infecção do trato urinário em geral, como sexo feminino, bexiga neurogênica, anomalias congênitas da via
urinária, prostatismo e drenagem crônica da via urinária com cateter (nefrostomia, cateter vesical de
demora). REPRESENTAM A MAIORIA DA COMPOSIÇÃO DOS CÁLCULOS CORALIFORMES! Os cálculos de
estrutiva são aqueles que mais levam à formação dos cálculos coraliformes! Aquele cálculo grande, que
costuma ocupar toda a pelve renal. São radiopacos! Esse cálculo sai da pelve e vai obstruir ureter? Mas nem
pensar... Ele está “preso” ali! A conduta, a intervenção urológica é diferente aqui! Vamos ver adiante!
Imagem: [Link]
HIPERURICOSÚRIA (pH < 5) = RADIOTRANSPARENTE (cálculo puro de ácido úrico não aparece na radiografia)
O CÁLCULO É RADIOTRANSPARENTE E A URINA É ÁCIDA! O ácido úrico precipita melhor quando a urina é ácida! Curiosamente, cerca de 20% dos pacientes com
cálculo de oxalato de cálcio têm hiperuricosúria como único distúrbio metabólico. Uma história familiar de urolitíase e/ou gota geralmente está presente!
Em um paciente com nefrolitíase, vamos ter que descobrir qual a alteração metabólica que está por de trás de cada um desses cálculos. O indivíduo que forma um
cálculo não forma porque ele quer... Tem que entender o porquê disso e como podemos agir! Existem duas condutas... A primeira é quando o paciente chega na
emergência com uma cólica nefrética (abordagem aguda) e, a mais difícil, é a conduta de evitar um próximo cálculo. E para isso tem que saber qual a alteração
metabólica que está por trás disso!
CAUSAS DE NEFROLITÍASE:
1) HIPERCALCIÚRIA (idiopática/principal causa). É uma hipercalciúria sem hipercalcemia! Obviamente, outras doenças causadoras de hipercalciúria
devem ser excluídas, como hipertireoidismo, síndrome de Cushing, sarcoidose, tumores malignos, imobilidade, intoxicação pela vitamina D, doença óssea
rapidamente progressiva, doença de Paget, síndrome do leite alcalino, etc.
2) HIPOCITRATÚRIA. O citrato é uma base que se liga ao cálcio, diminuindo sua saturação na urina. As mulheres normalmente excretam mais citrato na urina
do que os homens, daí sua menor incidência de nefrolitíase. Por que hipocitratúria leva a formação de cálculo de cálcio? Citrato é uma base! Só que além de ser uma
base, é uma substância que protege a gente da formação de qualquer cálculo! Cálcio, ácido úrico, cistina, estrutiva... Qualquer cálculo! É uma substância que
aumenta o limite de solubilidade na urina! Dos solutos ali presentes... Então, se o indivíduo tem uma grande quantidade de citrato na urina, ele está protegido, não
vai formar cálculo... Só que tem gente que nasce liberando pouco citrato na urina! E aí não tem jeito... Vai formar cálculo! E pode adquirir hipocitratúria também?
Pode... Exemplo: na ATR tipo 1, uma condição que leva a uma acidose crônica, o rim tenta segurar, reter base! Ele não vai jogar fora citrato (na urina)... Ele segura a
base que ele tem e manda para o sangue! Só que ele acaba ficando predisposto a formar cálculos, porque está em hipocitratúria! O citrato é reabsorvido, fica em
pouca quantidade na urina e não exerce seu efeito protetor!
3) HIPEROXALÚRIA ENTÉRICA (síndrome disabsortiva). SÍNDROMES DISABSORTIVAS INTESTINAIS ESTEATORRÉIA ÁCIDOS GRAXOS SE
LIGAM AO CÁLCIO OXALATO ABSORVIDO E ELIMINADO NA URINA. O cálcio se liga ao oxalato no intestino, formando oxalato de cálcio e sendo eliminado nas
fezes. O que acontece na hiperoxalúria entérica? O paciente tem algum problema entérico que causa hiperoaxalúria! E qual problema é esse? Má absorção intestinal!
É o que pode acontecer na doença de Crohn, cirurgias para obesidade, doença celíaca, linfoma intestinal... Nessas situações de má absorção, o que temos? Gordura
em excesso! Quem faz cirurgia bariátrica e emagrece, emagrece porque deixou de absorver gordura! O problema é que o excesso de ácido graxo no intestino se liga
ao cálcio! E quem fica “solteiro” na luz do intestino? O oxalato! Acaba sendo absorvido... Hiperoxalemia, hiperoxalúria... É uma hiperoxalúria de motivo entérico!
- MAIORIA ASSINTOMÁTICA
Nem sempre o paciente apresentará sintomatologia! Caso o cálculo seja pequeno, imóvel (ou
mesmo grande, mas imóvel, sem chegar a gerar obstrução), pode ser que não haja sintomas. A dor
surge quando ocorre a distensão da cápsula do rim, o que nem sempre ocorre! Muitos pacientes
têm nefrolitíase sem dor lombar! A dor típica é causada quando o cálculo se mexe no trato urinário
ou obstrui algum ponto! Felizmente, na maioria das vezes, os cálculos (por serem pequenos)
impactam apenas de forma transitória, migrando para bexiga e sendo eliminados na urina.
Depois de ITU, é a segunda causa de hematúria, que pode ser micro ou macroscópica. Algumas
vezes, pode ser o único sinal da nefrolitíase. É detectada em 90% dos pacientes. É uma hematúria
não glomerular! É diferente da hematúria dismórfica das doenças glomerulares!
- CÓLICA NEFRÉTICA
Dor lombar com ou sem irradiação = pode ir para flanco, região inguinal, DEPENDE DO PONTO DE
ESTREITAMENTO QUE O CÁLCULO IMPACTOU: JUP, TERÇO MÉDIO DO URETER E JUV!
COMPLICAÇÕES:
- HIDRONEFROSE E NEFROCALCINOSE
Caso a obstrução seja total, pode haver hidronefrose e perda progressiva do parênquima renal caso a obstrução não seja desfeita. A nefrocalcinose, por sua vez,
consiste na calcificação do parênquima renal, quando há a formação de cristais de fosfato de cálcio (apatita). Pode ser assintomática ou cursar com cólica nefrética.
Imagem: 123RF
- USG (ruim para ver ureter/examinador dependente), pode ser o exame inicial.
Para métodos de imagem, temos a TC HELICOIDAL NÃO CONTRASTADA como PADRÃO-OURO (S e E próximo de 100%). Sua única desvantagem é não medir a função
renal. Muitas vezes, entretanto, não dispomos de TC. Então, numa emergência, um RX + USG podem facilitar no diagnóstico.
TRATAMENTO AGUDO:
- EVITAR DESIDRATAÇÃO
- > 10MM
- BILATERAL
- RIM ÚNICO
- CÁLCULO CORALIFORME
Para a terapia médica expulsiva, o cálculo não pode ser grande demais! E qual o tamanho que é divisor de águas? 10mm! Ou seja, se o cálculo for menor ou igual a
10mm, a conduta é terapia médica expulsiva! Conservadora! Expectante! Se for maior que isso, não vai sair espontaneamente! Tem que tirar ele lá de dentro! Se é
maior do que 10, tem que intervir! E como tratar o paciente que chega “urrando” de dor? Analgesia e hidratação (na verdade, evitar desidratação)! Só não pode
cometer o erro clássico de plantão de encher o paciente de líquido! A hidratação não é assim! Pode aumentar a dor do paciente se fizer isso! Segundo erro: analgesia
com buscopan composto! Tá errado... A dipirona não é o analgésico de escolha e a escopolamina não relaxa ureter! Tem que fazer AINE! É a analgesia de escolha!
Este sim tem a capacidade de gerar uma leve dilatação do ureter! Se não responder, passa um opioide! Agora... Se tiver disponível, a melhor droga para dilatar o
ureter é o tamsulosin, um bloqueador alfa-adrenérgico! Faz 0,4mg-dia por até 4 semanas. Essa é a terapia médica expulsiva!
A intervenção urológica entra como indicação para os cálculos grandes (> 10mm) ou para situações especiais: cálculos bilaterais, em rim único, refratariedade a
terapia médica expulsiva, insuficiência renal e cálculo coraliforme. A terapêutica vai depender de alguns fatores... Vamos entender adiante!
Só funciona para cálculos próximos a pelve, proximais! Próximos ao rim! E não pode ser grande demais! Vou usar para os
cálculos proximais com diâmetro inferior a 2cm!
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2) NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA
Aqui já vamos “invadir” o paciente... Chega-se até a pelve renal, introduz-se uma
cânula e, por dentro dessa cânula, se pinça o cálculo! Se o cálculo for grande, ele não
vai passar pela cânula... Por isso, se faz uma litotripsia “intracorpórea”! Quebra esse
cálculo com laser e depois pinça! Excelentes para cálculos proximais, mas com
diâmetro maior que 2cm! E tem indicação também para o cálculo coraliforme! Não é
um cálculo grande, na pelve, proximal, maior que 2cm? Pois é... Também vai receber
essa abordagem! O mesmo vale para os cálculos no pólo renal inferior! Não vai sair!
Imagem: [Link] Tem que ir lá buscar!
3) URETEROLITOTRIPSIA
LITÍASE COMPLICADA
Se o cálculo está complicado, a prioridade é desobstrução! Como fazer isso? Duplo J! Se não conseguir
passar o duplo J, não pode ficar forçando... Faz o cateter J único! Qual é o nome do J único? Nefrostomia
percutânea! Não confunda nefrostomia percutânea com nefrolitotripsia percutânea! Não caiam nessa
pegadinha de prova! Se tem febre ou aumento de creatinina, deve ser cálculo complicado! Tem que
desobstruir primeiro! A conduta é emergencial!
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Quando ingerimos o cálcio na dieta, ele se liga no intestino ao oxalato, formando o oxalato de cálcio, que é eliminado nas fezes. Se reduzir a quantidade de cálcio da
dieta, quem fica livre no intestino? O oxalato! E o oxalato livre no intestino é ruim! É ruim porque ele é absorvido! Ao invés de ser eliminado nas fezes, ele é absorvido!
Aumenta a quantidade de oxalato no sangue! Hiperoxalemia! E se aumenta no sangue, também aumenta a excreção urinária! Hiperoxalúria! E quanto mais oxalato
na urina, maior a chance de formar cálculo de oxalato de cálcio! Não é para restringir o cálcio da dieta! Pegadinha clássica de prova!
O que tem a ver o sódio com o cálculo? Quando se restringe o sódio da dieta, acaba se criando uma tendência hipovolêmica. Quando isso acontece, lá no TCP, o rim
começa a reter sódio para ir junto à água! Só que esse mecanismo é atrelado ao cálcio! Quando manda o sódio (e a água) para a corrente sanguínea, o cálcio vai
junto! Dessa forma nós conseguimos retirar o cálcio da urina!
- TIAZÍDICO SE REFRATÁRIO
O tiazídico, usado mesmo se o paciente não tem hipertensão, também tira cálcio da urina! Aumenta a reabsorção tubular de cálcio! Como inibe o carreador sódio-
cloreto lá no TCP e o sódio não sofre reabsorção, qual o cátion que será reabsorvido? O cálcio... Quem usa diurético tiazídico tem uma tendência hipercalcêmica!
HIPEROXALÚRIA ENTÉRICA
- SUPLEMENTO DE CÁLCIO
O indivíduo está formando cálculo de cálcio e vamos dar cálcio na dieta? Paradoxo? Não... Dado durante as refeições, esse cálcio se liga ao oxalato intestinal e evita
a sua absorção!
- COLESTIRAMINA
É um quelante de oxalato (uma resina ligadora de oxalato e sais biliares).
ESTRUVITA
- TRATAR INFECÇÃO/ANTIBIÓTICO
Tem a capacidade de reduzir o pH da urina, que foi aumentado pelas bactérias produtoras de urease.
ÁCIDO ÚRICO
Fígado, miolos, aves, alguns peixes – sardinha, arenque – aspargos, espinafre, etc. A redução dos níveis séricos é discreta, visto que a maior parte da produção deste
composto é endógena. Não é de algo que se ingere durante a alimentação... Ácido úrico vem das purinas! Vem da degradação de material nucleico, de DNA, das
purinas! Então, quando uma célula morre, o nosso organismo reaproveita o material nucleico e gera ácido úrico! Por isso, em síndromes em que há grande
degeneração celular, como leucemia, linfoma, aumentam ácido úrico! Então, a dieta é importante? É... Mas não vai resolver o problema! Temos que inibir a produção
endógena!
O ácido úrico não precipita em pH ácido? Sim... O que fazer então? Alcalinizar a urina! Como? Citrato de potássio (citrato é uma base). Só tome cuidado para não
fazer bicarbonato de sódio! O sódio tem sempre que restringir nos pacientes que formam cálculo! Até porque pode haver a formação de cálculo misto de ácido úrico
e cálcio! Tem que fazer restrição!
- ALOPURINOL
É um inibidor da xantina oxidase (enzima do metabolismo das purinas), usado em pacientes nos quais as medidas acima não resolvem!
VALORES FISIOLÓGICOS:
- Hematúria MACROSCÓPICA
HEMATÚRIA NEFROLÓGICA
GLOMERULAR
TUBULOINTERSTICIAL
HEMATÚRIA UROLÓGICA
- TRAUMA
- NEFROLITÍASE
- ITU BAIXA/PROSTATITE
- NEOPLASIAS UROLÓGICAS
DIAGNÓSTICO:
TRATAMENTO:
Imagem: [Link]
- DEPENDE DA CAUSA!
CONCEITO:
FATORES DE RISCO:
- IDADE AVANÇADA
- TABAGISMO
O INDIVÍDUO COM DISFUNÇÃO ERÉTIL TEM MAIOR RISCO CARDIOVASCULAR! Pacientes com disfunção erétil têm 45% mais chances de ter
infarto agudo do miocárdio em relação a quem não tem.
FISIOPATOLOGIA:
DIAGNÓSTICO:
ETIOLOGIA:
- PSICOGÊNICA
- ORGÂNICA
- MISTA
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TRATAMENTO:
DESCARTADO QUALQUER DOS PROBLEMAS ACIMA, partir para o tratamento medicamentoso com INIBIDORES DE PDE5 (SILDENAFILA,
TADALAFILA, VARDENAFILA).
INIBIDORES DA PDE5
- Lembrar de efeitos adversos: hipotensão postural, vertigem, cefaleia, prurido, flushing, etc.
- Deformidade peniana
- Endocrinopatias graves
- Distúrbio psicológico/psiquiátrico
CONCEITOS INICIAIS:
Imagem: [Link]
Imagem: Hammerich
É um órgão que serve para PRODUZIR 10% DA COMPOSIÇÃO DO SÊMEN – dentre eles, o PSA e substâncias que dão a coloração esbranquiçada ao sêmen e que
“facilitam a vida” do espermatozóide. Fora isso, “só serve para dar problema”: HPB e câncer.
HPB E CÂNCER SÃO ENTIDADES INDEPENDENTES HPB NÃO É FATOR DE RISCO PARA CA DE PRÓSTATA!
São, inclusive, anatomicamente independentes! A HPB surge na zona de transição, porção que envolve a uretra – por isso gera sintomas obstrutivos. Se temos um
idoso com queixa urinária, é muito provável que ele tenha HPB! O câncer, por sua vez, nasce na zona periférica. Por isso o toque retal é importante, pois pode
identificar o CA nas fases iniciais, com um nódulo ou endurecimento nessa zona periférica. Em geral, um câncer de próstata, no início do processo, é assintomático.
Só vai desenvolver sintomas numa fase mais avançada.
1.2. ESTIRAMENTO DAS FIBRAS DO COLO VESICAL + RECEPTORES ALFA-1-ADRENÉRGICOS (componente “dinâmico/funcional” do crescimento)
2.2. DENERVAÇÃO PARASSIMPÁTICA = instabilidade e contrações involuntárias da musculatura detrusora (AÇÃO COLINÉRGICA)
Já adiantando, as drogas que utilizamos para o tratamento envolvem justamente tudo o que foi falado na
fisiopatologia: INIBIDORES DA 5-ALFA-REDUTASE (anti-androgênico), ALFA-BLOQUEADORES e
ANTI-COLINÉRGICOS.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
- SINTOMAS OBSTRUTIVOS (“LUTS DE ESVAZIAMENTO”): ESFORÇO, HESITÂNCIA, GOTEJAMENTO TERMINAL, JATO FRACO,
ESVAZIAMENTO INCOMPLETO, INCONTINÊNCIA PARADOXAL, RETENÇÃO URINÁRIA.
- TERAPIA FARMACOLÓGICA
- TOQUE RETAL: PRÓSTATA AUMENTADA DE CONSISTÊNCIA FIBROELÁSTICA E COM SULCO INTERLOBULAR PRESERVADO!
- PSA: PODE ESTAR ELEVADO (GERALMENTE ENTRE 4-10NG/ML) O PSA É “PRÓSTATA ESPECÍFICO” E NÃO “CÂNCER ESPECÍFICO”
TRATAMENTO:
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
“TAMSULOSIN + FINASTERIDA”
2) INIBIDORES DA 5-ALFA-REDUTASE: FINASTERIDA demora para começar a fazer efeito, interfere na ereção.
3) ANTICOLINÉRGICO: OXIBUTININA/SOLIFENACINA opção para sintomas irritativos severos (gera muito efeito colateral)
TRATAMENTO CIRÚRGICO
(REFRATÁRIOS, COMPLICADOS = CÁLCULO VESICAL, HEMATÚRIA, INFECÇÃO URINÁRIA DE REPETIÇÃO, RETENÇÃO URINÁRIA, IRA PÓS-RENAL)
Complicação da RTU = SÍNDROME DE ABSORÇÃO HÍDRICA (ou SÍNDROME PÓS-RTU), que evolui com HIPONATREMIA DILUCIONAL. Para evitar
essa complicação, é ideal:
Imagem: Netter
CONCEITOS INICIAIS:
- LETALIDADE BAIXA
Imagem: [Link]
FATORES DE RISCO: MUTAÇÃO BRCA 1 E 2 = PRÓSTATA E MAMA
-IDADE (principal), HISTÓRIA FAMILIAR, NEGROS, MUTAÇÃO BRCA 1 E 2, CARNES VERMELHAS DEFUMADAS, DIETA
GORDUROSA. TABAGISMO, ETILISMO E HPB NÃO SÃO FATORES DE RISCO!
Possui como fatores de risco: história familiar positiva, raça negra (por causa de níveis mais altos de testosterona), mutação BRCA 1 e 2, dieta rica em gorduras,
obesidade, idade (quanto mais velho, maior a chance). Estudos mostraram que 70% dos pacientes com mais de 80 anos têm CA de próstata (nesses casos, é melhor
não investigar... O paciente tem uma lesão histológica oculta, não tem sintomas - vai “morrer de outra coisa”). O paciente que tem que abordar é aquele que tem
uma lesão histológica sintomática!
ETIOPATOGENIA:
(1) LESÃO HISTOLÓGICA CLINICAMENTE OCULTA OU ‘LATENTE’ E (2) DOENÇA CLINICAMENTE MANIFESTA
Existem dois grandes passos na etiopatogênese da doença: (1) iniciação, que cria a ‘doença latente’ e (2) progressão, que torna a doença
‘clinicamente manifesta’.
São fatores de risco para CA de próstata todos os eventos capazes de promover iniciação e/ou progressão do processo de transformação
neoplásica das células prostáticas. O paciente que tem uma lesão histológica sintomática é o que temos que abordar. Mas, como separar um
paciente com lesão histológica sintomática e lesão histológica oculta? É justamente isso que o screening não mostra – PSA e toque retal não
conseguem fazer essa diferenciação. Logo, o screening é “ruim” nesse aspecto – não marca o indivíduo que vai morrer. Apesar de ser importante
para o diagnóstico precoce, não impede o óbito da grande maioria. Por isso a divergência na literatura em relação ao rastreio! Vamos ver a seguir!
CLÍNICA:
Devido ao screening, a maioria dos pacientes (> 60%) recebe o diagnóstico numa fase completamente assintomática, com um tumor de pequeno volume restrito à
zona periférica da glândula. Sintomas de obstrução urinária (hesitação, jato intermitente e/ou fraco) acompanham a doença localmente avançada que invade a
uretra ou o colo vesical, fazendo diagnóstico diferencial com HPB – nesse contexto, apontam para um diagnóstico de CA de próstata a coexistência de hematúria e,
principalmente HEMATOESPERMIA, achados não esperados na HPB isolada.
- PODE HAVER DOR ÓSSEA CRÔNICA SE METÁSTASE ÓSSEA! METÁSTASE: OSSO (blástica coluna lombar > fêmur proximal > pelve >
coluna torácica > costela)
As metástases esqueléticas costumam ser indolores no início, mas, com o tempo, queixas como dor óssea crônica (lombar, pélvica, quadril) e/ou aguda (fratura
patológica) vão se tornando mais frequentes.
RASTREAMENTO:
QUANDO INDICAR?
O QUE É UM TOQUE SUSPEITO? NÓDULO NA ZONA PERIFÉRICA OU PRÓSTATA
ENDURECIDA AO TOQUE OU ASSIMETRIA LOBAR ACENTUADA
- > 50 anos: TODOS ATÉ 69 ANOS
O QUE É UM PSA SUSPEITO? ACIMA DE 3 NG/ML
- > 40-45 anos: NEGROS OU HISTÓRIA FAMILIAR
O QUE INDICAR?
COMO CONFIRMAR?
ESTADIAMENTO:
TNM: T1-T2a = baixo risco | T2B = médio risco | > T2C = alto risco. Exames fundamentais são
RESSONÂNCIA DA PRÓSTATA (para T e N) e CINTILOGRAFIA ÓSSEA (para avaliar M em casos de
Gleason > 7)
INTRODUÇÃO:
FATORES DE RISCO:
- Também pode ser considerado um “CÂNCER OCUPACIONAL”: ARILAMINAS (indústria de corantes), HIDROCARBONETOS (petroquímica)
- Relacionado ao SCHISTOSSOMA HAEMATOBIUM (endêmico no Egito), CÁLCULO VESICAL, CISTITES CRÔNICAS, DIETA RICA EM
CARNES/GORDURAS e CICLOFOSFAMIDA (relação com cistite hemorrágica, inflamatória, risco de CA)
CLÍNICA:
- PODE ACONTECER: sintomas irritativos vesicais (20%), massa pélvica + obstrução urinária, edema de MMII (envolvimento linfonodal)
DIAGNÓSTICO:
- Inicial: USG DE VIAS URINÁRIAS, TC DE ABDOME TOTAL COM CONTRASTE (comum associação com CA de outras porções do trato urinário)
ESTADIAMENTO:
TRATAMENTO:
RTU-BEXIGA + SEGUIMENTO
ADJUVÂNCIA COM BCG INTRA VESICAL SE: recorrência, > 3cm, multifocais (> 40%), carcinoma in situ, > T1, alto grau
Se refratário: CISTECTOMIA RADICAL
CONCEITOS INICIAIS:
FATORES DE RISCO:
HISTOLOGIA:
- NÃO-SEMINOMATOSOS (pior prognóstico): carcinoma embrionário, tumor do saco vitelino, teratoma, coriocarcinoma
QUADRO CLÍNICO:
- MASSA TESTICULAR INDOLOR. PODE HAVER: DESCONFORTO OU PESO ESCROTAL, GINECOMASTIA, DOR ABDOMINAL/LOMBAR
EXAME FÍSICO:
MASSA TESTICULAR ENDURECIDA | MASSA ABDOMINAL PALPÁVEL | LINFADENOPATIA INGUINAL E SUPRACLAVICULAR | GINECOMASTIA
DIAGNÓSTICO:
- MARCADORES TUMORAIS:
EXAMES NECESSÁRIOS PARA ESTADIAMENTO: TC DE ABDOME TOTAL COM CONTRASTE, RX/TC DE TÓRAX, MARCADORES TUMORAIS
TRATAMENTO:
- ORQUIECTOMIA INGUINAL RADICAL, sempre, já na SUSPEITA! ORQUIECTOMIA PARCIAL: altamente controversa, é possibilidade em tumores bilaterais <
2-3cm ou em testículo solitário.
- NÃO SE FAZ BIÓPSIA DE MASSA TESTICULAR, pois a manipulação da região pode provocar a ascensão de célula cancerígena e gerar metástase! Palpou massa
suspeita = marcar cirurgia! Não pode perder tempo!