Ética E Estatuto Da OAB: Ética Do Advogado, Regras Deontológicas
Ética E Estatuto Da OAB: Ética Do Advogado, Regras Deontológicas
OAB
Ética do Advogado, Regras
Deontológicas
Livro Eletrônico
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Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240111119845
CÍNTHIA BIESEK
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Ética e Estatuto da OAB
Ética do Advogado, Regras Deontológicas
Cínthia Biesek
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Ética do Advogado, Regras Deontológicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Ética do Advogado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Sigilo Profissional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3. Publicidade Profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3.1. Advocacia Pro Bono. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.2. Publicidade Veiculada pela Internet ou por outros Meios Eletrônicos. . . . . . 21
Resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Mapas Mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Gabarito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
Gabarito Comentado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
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APRESENTAÇÃO
Olá, prezado(a) aluno(a). Tudo bem? Desejo que sim!
O exame que avalia a capacitação de bacharéis em Direito para exercer a advocacia no
Brasil é realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil e organizado pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV).
A prova é composta de duas fases, sendo que a primeira conta com 80 questões objetivas.
As questões da prova objetiva serão do tipo múltipla escolha, com quatro alternativas
(A, B, C e D) e uma única resposta correta, de acordo com o comando da questão. Cada
questão vale um ponto e a nota da prova será a soma da pontuação obtida nas questões,
considerando-se aprovado na primeira fase quem obtiver o mínimo de 50% de acertos,
ou seja, 40 pontos ou mais.
A matéria que vamos estudar agora é de extrema relevância, já que o próprio edital
estabelece que a prova objetiva conterá, no mínimo, 15% de questões versando sobre
Estatuto da Advocacia e da OAB e seu Regulamento Geral, Código de Ética e Disciplina,
Direitos Humanos e Filosofia do Direito, o que representa um grande número de questões
e um pequeno conteúdo quando comparado com as demais.
O nosso método de estudo será direcionado na individualização dos artigos, na inserção
de comentários, contextualização dos conceitos trazidos na lei, bem como na resolução de
questões de provas anteriores.
A regra será trazer os artigos do Estatuto da Advocacia (Lei n. 8.906/1994) e, de modo
complementar, vamos adicionar os artigos e princípios estabelecidos no Código de Ética
e Disciplina da OAB e no Regulamento Geral, pois os diplomas legais são complementares.
Vamos praticar muito resolvendo provas anteriores para que você consiga identificar o
“perfil” das questões, não confunda a matéria e não caia em pegadinhas clássicas da banca.
Todas as questões serão comentadas e nos comentários vamos enfatizar as afirmativas
corretas para facilitar a memorização da aplicação adequada do conteúdo e da fonte
da questão.
Dessa forma, meu(minha) caro(a), fique tranquilo(a), vamos esmiuçar todo o conteúdo
do edital e garantir que com a leitura atenta dessas aulas você irá confiante para a prova,
tendo a garantia de que todos os tópicos relevantes foram estudados.
Ah! Não se esqueça de avaliar esta aula, pois sua opinião é muito importante para
melhorarmos ainda mais nossos materiais.
SUPORTE
Estou à disposição para sanar todas as suas dúvidas que surgirem no decorrer da
aula. Não hesite em mandá-las, por mais simples que possam parecer. Citarei exemplos,
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1. ÉTICA DO ADVOGADO
O advogado desempenha uma atividade essencial à justiça, revestida de múnus público,
uma vez que é um dos defensores do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos
e das garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social (art.
133 da Constituição Federal de 1988).
Como vimos, o desempenho da atividade da advocacia e a denominação de advogado
são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, preenchidos os requisitos
legais (art. 3º, c/c art. 8º do Estatuto da OAB).
Os advogados possuem Estatuto próprio que lhes confere uma gama de direitos e
prerrogativas, a fim de garantir lisura e subsidiar o bom desempenho de sua atuação
na defesa dos direitos e interesses de seus constituintes, seja em âmbito extrajudicial,
seja judicial.
Por outro lado, diante da essencialidade da atividade do advogado no meio social e
na administração da Justiça, bem como a fim de zelar pelo respeito e pela dignidade da
categoria, é exigida conduta compatível do advogado com a função social que exerce,
necessário, para tanto, que o profissional proceda em todos os atos do seu ofício com
lealdade e boa-fé, observando os princípios éticos e morais.
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A ética profissional é parte da ética geral, entendida como ciência da conduta. Nosso campo
de atenção é o da objetivação da ética profissional, que se denomina deontologia jurídica, ou
estudo dos deveres dos profissionais do direito, especialmente dos advogados, porque de todas
as profissões jurídicas a advocacia é talvez a única que nasceu rigidamente presa a deveres éticos.
Ética e moral são termos que normalmente são empregados como sinônimos,
entretanto, destaco que não são. O significado de ética trazido pelo dicionário é:
Ramo da filosofia que tem por objetivo refletir sobre a essência dos princípios, valores
e problemas fundamentais da moral, tais como a finalidade e o sentido da vida humana, a
natureza do bem e do mal, os fundamentos da obrigação e do dever, tendo como base as normas
consideradas universalmente válidas e que norteiam o comportamento humano (Michaelis).
Perceba que os conceitos não são iguais: enquanto a ética é o estudo, a moral é uma
constante de comportamentos associados aos valores de certo e errado. Porém, no contexto
da advocacia podem ser utilizados como complementares.
O Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil ao estabelecer os
princípios fundamentais da ética do advogado instituiu os seguintes deveres:
CED-OAB
Art. 2º
Parágrafo único. São deveres do advogado
I – preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo
caráter de essencialidade e indispensabilidade da advocacia;
II – atuar com destemor, independência, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade
e boa-fé;
III – velar por sua reputação pessoal e profissional;
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Nos termos do artigo 7º, § 2º, do EOAB, o advogado tem imunidade profissional, não
constituindo injúria, difamação puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício
de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a
OAB, pelos excessos que cometer.
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consultivo, de pretensão concernente a direito que também lhe seja aplicável ou contrarie
orientação que tenha manifestado anteriormente (art. 4º do CED-OAB).
A associação da liberdade de atuação do profissional advogado e a observância dos
preceitos éticos é trazida por Paulo Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB
– 2017) no seguinte sentido:
Obs.: O Código de Ética e Disciplina da OAB regula os deveres do advogado para com a
comunidade, o cliente, o outro profissional e, ainda, a publicidade, a recusa do
patrocínio, o dever de assistência jurídica, o dever geral de urbanidade e os respectivos
procedimentos disciplinares, consequentemente o advogado obriga-se a cumprir
rigorosamente os deveres consignados no Código de Ética e Disciplina (art. 33, EOAB).
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Como vimos na nossa primeira aula, são diversos os regramentos éticos que devem
orientar as relações dos advogados com seus clientes.
As relações entre advogado e cliente devem se basear na confiança recíproca. Caso o
advogado sinta que essa confiança lhe falta, o Código de Ética recomenda que externe sua
impressão ao seu cliente e, não se dissipando as dúvidas existentes, promova, em seguida,
o substabelecimento do mandato ou a ele renuncie (art. 10 do CED-OAB).
Nos termos do artigo 12 do Código de Ética, a conclusão ou desistência da causa,
independentemente da extinção do mandato, obriga o advogado a devolver ao cliente
bens, valores e documentos que lhe hajam sido confiados e ainda estejam em seu poder,
bem como a prestar-lhe contas, pormenorizadamente, sem prejuízo de esclarecimentos
complementares que se mostrem pertinentes e necessários, observando-se que a parcela
dos honorários paga pelos serviços até então prestados não se inclui entre os valores a
serem devolvidos.
Advogados integrantes da mesma sociedade profissional ou reunidos em caráter
permanente para cooperação recíproca, não podem representar clientes com interesses
opostos, em juízo ou fora dele (art. 19, CED-OAB).
Ademais, o artigo 20 do Código de Ética determina ao advogado que sobrevindo conflito
de interesses entre seus constituintes e não conseguindo harmonizá-los, deverá optar,
com prudência e discrição, por um dos mandatos, renunciando aos demais, resguardado
sempre o sigilo profissional.
Do mesmo modo, ao advogado cumpre abster-se de patrocinar causa contrária à
validade ou legitimidade de ato jurídico em cuja formação haja colaborado ou intervindo
de qualquer maneira; da mesma forma, deve declinar seu impedimento ou o da sociedade
que integre quando houver conflito de interesses motivado por intervenção anterior no
trato de assunto que se prenda ao patrocínio solicitado (art. 22 do CED-OAB).
Ainda, o artigo 25 do Código de Ética estabelece que é defeso (PROIBIDO) ao advogado
funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador
ou cliente.
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2. SIGILO PROFISSIONAL
Um desdobramento da conduta ética do advogado refere-se ao sigilo profissional.
Parece evidente e, como já mencionei, as relações entre advogado e cliente baseiam-
se na confiança recíproca (art. 10 do CED-OAB): de um lado, o cliente deve esclarecer
completamente os fatos ao advogado, de outro, o advogado tem o dever de guardar sigilo
dos fatos de que tome conhecimento no exercício da profissão (art. 35 do CED-AOB).
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Do mesmo modo, o sigilo profissional abrange os fatos de que o advogado tenha tido
conhecimento em virtude de funções desempenhadas na Ordem dos Advogados do Brasil.
O sigilo profissional é de ordem pública e está previsto na Constituição Federal de
1988: “XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte,
quando necessário ao exercício profissional”.
Tal prerrogativa não está limitada aos advogados, já que é aplicável a todas as categorias
profissionais.
As comunicações de qualquer natureza entre advogado e cliente presumem-se
confidenciais, independendo de solicitação de reserva pelo cliente. Ademais, o advogado,
quando no exercício das funções de mediador, conciliador e árbitro, se submete às regras
de sigilo profissional (art. 36 do CED-OAB).
Nos termos do Código de Ética e Disciplina da OAB:
CED-OAB
Art. 20. Sobrevindo conflito de interesses entre seus constituintes e não conseguindo o
advogado harmonizá-los, caber-lhe-á optar, com prudência e discrição, por um dos mandatos,
renunciando aos demais, resguardado sempre o sigilo profissional.
Art. 21. O advogado, ao postular em nome de terceiros, contra ex-cliente ou ex-empregador,
judicial e extrajudicialmente, deve resguardar o sigilo profissional.
Dessa forma, por mais que o advogado deixe de prestar serviços a determinado cliente
não poderá valer-se das informações por ele repassadas, seja em proveito próprio ou alheio,
sob pena de violar o sigilo profissional, considerando que apenas tomou conhecimento dos
fatos por meio da sua relação de confiança estabelecida com o constituinte.
Inerente ao dever de sigilo, é direito do advogado recusar-se a depor como testemunha
em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com
pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo
constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional (art. 7º, inciso XIX,
do Estatuto da OAB).
No mesmo sentido, dispõe o artigo 38 do Código de Ética e Disciplina da OAB: O advogado
não é obrigado a depor, em processo ou procedimento judicial, administrativo ou arbitral,
sobre fatos a cujo respeito deva guardar sigilo profissional.
Destaco que o sigilo profissional poderá ser afastado pela autorização concedida pelo
constituinte, ficando a critério do advogado o interesse em prestar ou não o depoimento.
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Art. 154. Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função,
ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa de um conto a dez contos de réis.
Parágrafo único. Somente se procede mediante representação.
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Devemos observar sempre se a conduta do advogado não está acobertada por algumas das
hipóteses de JUSTA CAUSA, o que também afasta o cometimento de infração disciplinar
e o crime de violação de segredo profissional.
Nesse ponto, cabe mencionar que o sigilo profissional cederá em face de circunstâncias
excepcionais que configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à
vida e à honra ou que envolvam defesa própria do advogado (art. 37 do CED-OAB).
Temos como exemplo de grave ameaça ao direito à vida quando o cliente revela sua
intenção (ou participação) ao advogado em assassinar alguém.
3. PUBLICIDADE PROFISSIONAL
A atividade desempenhada pelo advogado não pode ser vista sob a ótica de atividade
exclusivamente econômica. Devemos lembrar que o advogado, por mais que se utilize da
advocacia como meio de garantir frutos para sua subsistência, no seu ministério privado
presta serviço público e exerce função social.
Lembre-se, o exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de
mercantilização (art. 5º do CED-OAB), sendo vedado o oferecimento de serviços profissionais
que implique, direta ou indiretamente, em angariar clientela (art. 7º do CED-OAB).
Com isso, a publicidade profissional se afasta da mercantilização da profissão, da captação
de clientela e possui caráter meramente informativo, devendo primar pela discrição e
sobriedade (art. 39 do CED-OAB).
Conforme traz Paulo Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB – 2017):
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A advocacia pro bono pode ser exercida em favor de pessoas naturais que, igualmente,
não dispuserem de recursos para, sem prejuízo do próprio sustento, contratar advogado.
É importante destacar que o advogado não pode se utilizar da advocacia pro bono para fins
político-partidários ou eleitorais, nem beneficiar instituições que visem a tais objetivos,
ou como instrumento de publicidade para captação de clientela.
De todo modo, no exercício da advocacia pro bono, e ao atuar como defensor nomeado,
conveniado ou dativo, o advogado empregará o zelo e a dedicação habituais, de forma que
a parte por ele assistida se sinta amparada e confie no seu patrocínio.
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a) Errada. Considera-se advocacia pro bono a prestação gratuita, eventual e voluntária dos
serviços jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos,
sempre que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional.
A advocacia pro bono pode ser exercida em favor de pessoas naturais que, igualmente,
não dispuserem de recursos para, sem prejuízo do próprio sustento, contratar advogado
(art. 30, § 2º, do CED-OAB).
b) Certa. O advogado não pode se utilizar da advocacia pro bono como instrumento de
publicidade para captação de clientela (art. 30, § 3º, do CED-OAB).
c) Errada. Considera-se advocacia pro bono a prestação gratuita, eventual e voluntária dos
serviços jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos,
sempre que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional
(art. 30, § 2º, do CED-OAB).
d) Errada. Considera-se advocacia pro bono a prestação gratuita, eventual e voluntária dos
serviços jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos,
sempre que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional
(art. 30, § 2º, do CED-OAB).
Letra b.
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DICA
A publicidade foi recentemente regulamentada pelo
Provimento n. 205/2021, o qual recomendo a leitura
completa, uma vez que veremos seus principais tópicos.
É importante ter em mente que o próprio artigo 47 do CED-OAB traz que as normas de
publicidade profissional podem ser complementadas por outras que o Conselho Federal
aprovar, observadas as diretrizes do CED.
O Provimento n. 205/2021 permite o marketing jurídico, desde que exercido de forma
compatível com os preceitos éticos e respeitadas as limitações impostas pelo Estatuto
da Advocacia, Regulamento Geral, Código de Ética e Disciplina, ou seja, as informações
veiculadas devem ser objetivas e verdadeiras, sendo de exclusiva responsabilidade das
pessoas físicas identificadas e, quando envolver pessoa jurídica, dos sócios administradores
da sociedade de advocacia, que respondem pelos excessos perante a OAB, sem excluir a
participação de outros inscritos que para ela tenham concorrido.
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CED-OAB
Art. 44.
§ 1º Poderão ser referidos apenas os títulos acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas
relacionadas à vida profissional, bem como as instituições jurídicas de que faça parte, e as
especialidades a que se dedicar, o endereço, e-mail, site, página eletrônica, QR code, logotipo e
a fotografia do escritório, o horário de atendimento e os idiomas em que o cliente poderá ser
atendido.
CED-OAB
Art. 40. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz
estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:
I – a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;
II – o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade;
III – as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público;
IV – a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a indicação
de vínculos entre uns e outras;
V – o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos
literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de
eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias pela
internet, sendo PERMITIDA a referência a e-mail;
VI – a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade,
com o intuito de captação de clientela.
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Prov. n. 205/2021
Art. 6º Fica vedada, na publicidade ativa, qualquer informação relativa às dimensões, qualidades
ou estrutura física do escritório, assim como a menção à promessa de resultados ou a utilização
de casos concretos para oferta de atuação profissional.
Parágrafo único. Fica vedada em qualquer publicidade a ostentação de bens relativos ao
exercício ou não da profissão, como uso de veículos, viagens, hospedagens e bens de consumo,
bem como a menção à promessa de resultados ou a utilização de casos concretos para oferta
de atuação profissional.
DICA
Não confunda, aqui não estamos tratando do cartão de
visita, que segue as regras específicas do CED-OAB, que
estudamos anteriormente, mas sim de postagens em mídias
sociais, como no Instagram, por exemplo.
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Youtube), desde que observadas as regras dos arts. 42 e 43 do CED, sendo vedada a utilização
de casos concretos ou apresentação de resultados (art. 5º, § 3º, Prov. n. 205/2021).
I – 05 (cinco) Conselheiros(as) Federais, um(a) de cada região do país, indicados(as) pela Diretoria
do CFOAB;
II – 01 (um) representante do Colégio de Presidentes de Seccionais.
III – 01 (um) representante indicado pelo Colégio de Presidentes dos Tribunais de Ética e Disciplina;
IV – 01 (um) representante indicado pela Coordenação Nacional de Fiscalização da Atividade
Profissional da Advocacia; e
V – 01 (um) representante indicado pelo Colégio de Presidentes das Comissões da Jovem Advocacia.
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O artigo 47-A do Código de Ética e Disciplina da OAB, incluído pela Resolução n. 4/2020, de
03/11/2020, estabelece que será admissível a celebração de TERMO DE AJUSTAMENTO
DE CONDUTA – TAC para fazer cessar a publicidade irregular praticada por advogados e
estagiários.
No mesmo sentido, o artigo 58-A prevê que será admitida a celebração de TAC no âmbito
dos Conselhos Seccionais e do Conselho Federal nos casos de infração ético-disciplinar
punível com censura, se o fato apurado não tiver gerado repercussão negativa à advocacia.
O Provimento n. 200/2020 regulamenta o Termo de Ajustamento de Conduta a ser celebrado
entre o Conselho Federal ou os Conselhos Seccionais com advogados ou estagiários inscritos
nos quadros da Instituição, que se aplica às hipóteses relativas à publicidade profissional
(art. 39 a art. 47 do CED) e às infrações disciplinares puníveis com censura.
A possibilidade de celebrar TAC é muito recente e tem chances enormes de ser explorada
nos próximos Exames da OAB, portanto, muita atenção.
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RESUMO
• O Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil ao estabelecer os
princípios fundamentais da ética do advogado instituiu os seguintes deveres:
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Publicidade Profissional
• A publicidade profissional se afasta da mercantilização da profissão, da captação de
clientela e possui caráter meramente informativo, devendo primar pela discrição
e sobriedade.
• São vedados como meio de publicidade profissional:
− a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;
− o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade;
− as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço
público;
− a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades
ou a indicação de vínculos entre uns e outras;
− o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou
artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem
assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou
em veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;
− a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas
de publicidade, com o intuito de captação de clientela.
• É vedado ao advogado:
− responder com habitualidade a consulta sobre matéria jurídica, nos meios de
comunicação social;
− debater, em qualquer meio de comunicação, causa sob o patrocínio de outro
advogado;
− abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição
que o congrega;
− divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas de clientes e demandas;
− insinuar-se para reportagens e declarações públicas.
• As colunas que o advogado mantiver nos meios de comunicação social ou os textos
que por meio deles divulgar não deverão induzir o leitor a litigar nem promover a
captação de clientela.
• O advogado que eventualmente participar de programa de televisão ou de rádio,
de entrevista na imprensa, de reportagem televisionada ou veiculada por qualquer
outro meio, para manifestação profissional, deve visar a objetivos exclusivamente
ilustrativos, educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou
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âmbito dos Conselhos Seccionais e do Conselho Federal nos casos de infração ético-
disciplinar punível com censura, se o fato apurado não tiver gerado repercussão
negativa à advocacia.
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MAPAS MENTAIS
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QUESTÕES DE CONCURSO
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d) É autorizada a atuação pro bono em favor de pessoas jurídicas, mesmo que destinadas
a fins econômicos, desde que a atividade advocatícia se dirija a motivos considerados
socialmente relevantes e as pessoas físicas beneficiárias das suas atividades não disponham
de recursos para contratação de profissional.
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do escritório na Internet e um QR code para que o cliente possa obter informações sobre o
escritório. Já o advogado Lucas Souza elaborou cartões de visita que, além do seu nome e
número de inscrição na OAB, apresentam um logotipo discreto e a fotografia do escritório.
Considerando as situações descritas e o disposto no Código de Ética e Disciplina da OAB,
assinale a afirmativa correta.
a) Leia e Lucas cometeram infrações éticas, pois inseriram elementos vedados pelo Código
de Ética e Disciplina da OAB nos cartões de apresentação.
b) Nenhum dos advogados cometeu infração ética, pois os elementos inseridos por ambos
nos cartões de apresentação são autorizados.
c) Apenas Leia cometeu infração ética, pois inseriu elementos vedados pelo Código de Ética
e Disciplina da OAB nos cartões de apresentação. Os elementos empregados por Lucas são
autorizados.
d) Apenas Lucas cometeu infração ética, pois inseriu elementos vedados pelo Código de
Ética e Disciplina da OAB nos cartões de apresentação. Os elementos empregados por Leia
são autorizados.
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d) Antônio e José não cometeram infração ética, já que o dever de sigilo profissional, em
ambos os casos, cede nas situações descritas.
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excepcionais que configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça aos direitos à
vida e à honra, bem como em caso de defesa própria.
d) Apenas Rafaela, no exercício da profissão, submete-se ao dever de guardar sigilo dos
fatos de que tomou conhecimento. O dever de sigilo cederá em face de circunstâncias
excepcionais que configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça aos direitos
à vida e à honra. Porém, não se admite a relativização do dever de sigilo para exercício de
defesa própria.
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d) Juliana não pode advogar contra a sociedade empresária OPQ Cosméticos, mas pode
repassar as informações estratégicas a que teve acesso quando foi empregada da empresa,
a fim de que sejam utilizadas por terceiro que patrocine a causa de Cristina.
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b) Os cartões de visitas pretendidos por Janaína, pautados pela discrição e sobriedade, são
adequados às regras referentes à publicidade profissional.
c) Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes
à publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia e a referência ao cargo
de magistério que Janaína não mais exerce. Os demais elementos poderão ser mantidos.
d) Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes
à publicidade profissional. São vedados: a referência ao cargo de magistério que Janaína
não mais exerce e a referência ao cargo de procurador municipal. Os demais elementos
poderão ser mantidos.
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Em seguida, Florentino passou a divulgar suas atividades, por meio de uma placa na porta
de um de seus escritórios, com os dizeres: Florentino, advogado e corretor de imóveis.
Sobre o tema, assinale a afirmativa correta.
a) É vedado a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis.
b) É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis,
desde que não sejam prestados os serviços de advocacia aos mesmos clientes da outra
atividade. Além disso, é permitida a utilização da placa empregada, desde que seja discreta,
sóbria e meramente informativa.
c) É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis.
Todavia, é vedado o emprego da aludida placa, ainda que discreta, sóbria e meramente
informativa.
d) É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis,
inclusive em favor dos mesmos clientes. Também é permitido empregar a aludida placa,
desde que seja discreta, sóbria e meramente informativa.
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por Tiago em face da FJ, é designada audiência para data na qual os demais empregados
da empresa estarão em outro Estado, participando de um congresso.
Assim, no dia da audiência designada, Pedro se apresenta como preposto da reclamada, na
condição de empregado da empresa, e advogado com procuração para patrocinar a causa.
Nesse contexto,
a) Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto
do empregador, em qualquer hipótese.
b) Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto
do empregador, pois não há outro empregado disponível na data da audiência.
c) Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto
do empregador, em qualquer hipótese, desde que essa circunstância seja previamente
comunicada ao juízo e ao reclamante.
d) Pedro não pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e
preposto do empregador ou cliente.
027. (FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS/XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO OAB/2016) Maria Clara
contratou o advogado Benjamim para sua defesa em um processo criminal, no qual figura
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como ré. Após reuniões destinadas a estruturar a defesa técnica de Maria Clara, Benjamim
percebe que a cliente não demonstra plena confiança no patrono, deixando de revelar fatos
importantes para a sua atuação em juízo.
Diante dessas circunstâncias, é recomendável que Benjamim
a) mantenha-se no patrocínio da causa, pois constitui dever do advogado assumir a defesa
criminal, sem considerar sua própria opinião sobre a culpa do acusado e independentemente
de saber a verdade real sobre os fatos ocorridos.
b) externe à cliente sua impressão, solicitando que ela lhe revele os fatos necessários à sua
defesa. Caso não seja estabelecida a confiança, Benjamim poderá renunciar ao mandato,
sendo vedado que este o substabeleça a outrem, uma vez que a quebra da confiança com
o substabelecente contamina a relação com o substabelecido.
c) renuncie desde logo ao mandato, pois as relações entre advogado e cliente baseiam-se
na confiança recíproca e o profissional não deve perquirir junto ao acusado a verdade real
sobre os fatos que lhe são imputados.
d) externe à cliente sua impressão, solicitando que ela lhe revele os fatos necessários à sua
defesa. Caso não seja estabelecida a confiança, Benjamim poderá renunciar ao mandato
ou promover o substabelecimento a outrem.
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d) A situação narrada não revela infração ética. Inexistem óbices à divulgação por Kátia de
seus serviços pro bono para obtenção de clientela, bem como à atuação pro bono em favor
de pessoas jurídicas.
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d) A prova é ilícita, uma vez que as comunicações telefônicas do advogado são invioláveis
quando disserem respeito ao exercício da profissão, bem como se não houver indícios da
prática de crime pelo advogado.
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GABARITO
1. d 15. c 29. b
2. b 16. a 30. d
3. d 17. a 31. d
4. a 18. d 32. b
5. a 19. b 33. b
6. b 20. d 34. d
7. b 21. a 35. c
8. c 22. a 36. d
9. a 23. c 37. c
10. a 24. d 38. b
11. b 25. d 39. d
12. b 26. c 40. b
13. a 27. d
14. d 28. b
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GABARITO COMENTADO
É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido
seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá culminar na
aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no Código Penal
para o delito de violação do segredo profissional, nos termos do artigo 7º, § 6º-I, do EOAB.
Letra d.
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É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido seu
cliente. Considerando que Matheus é juiz da comarca, não há o que se falar em vedação
nem mesmo aplicação de penalidade por violação de segredo profissional.
a) Errada. A medida judicial cautelar que importe na violação do escritório ou do local de
trabalho do advogado deve ser aplicada excepcionalmente, sendo VEDADA a determinação
quando fundada exclusivamente em elementos produzidos em declarações de colaborador,
sem confirmação por outros meios de prova (art. 7º, §§ 6º-A e 6º-B, EOAB).
b) Errada. É vedada, em qualquer hipótese, a utilização dos documentos, das mídias e dos
objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos
de trabalho que contenham informações sobre clientes (art. 7º, § 6º, EOAB).
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c) Errada. É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha
sido seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá culminar
na aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no Código Penal
para o delito de violação do segredo profissional (art. 7º, § 6º-I, EOAB).
Letra d.
De acordo com o artigo 32 do Estatuto da OAB, o advogado é responsável pelos atos que,
no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Em caso de lide temerária, o advogado
será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar
a parte contrária, o que será apurado em ação própria.
Letra a.
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O artigo 47-A do Código de Ética e Disciplina da OAB, incluído pela Resolução n. 4/2020, de
03/11/2020, estabelece que será admissível a celebração de TERMO DE AJUSTAMENTO
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(art. 39 a art. 47 do CED) e às infrações disciplinares puníveis com censura.
Letra a.
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03/11/2020, estabelece que será admissível a celebração de TERMO DE AJUSTAMENTO
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Desse modo, considerando que a infração praticada por Pedro gerou repercussão bastante
negativa à advocacia e que a praticada pelo advogado Hélio, apensar de não ter gerado
maiores repercussões, é punível com suspensão, não é admissível a celebração de TAC nem
por Pedro nem por Hélio.
Lembre-se de que, nos termos do artigo 47-A, também será admitida a celebração de TAC
no âmbito dos Conselhos Seccionais e do Conselho Federal para fazer cessar a publicidade
irregular praticada por advogados e estagiários.
Letra b.
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Em tal situação, caso se comprove que Bernardo agiu de forma coligada com Antônio para
lesar o Banco Legal, Bernardo será responsabilizado
a) solidariamente com Antônio, conforme apurado em ação própria.
b) solidariamente com Antônio, conforme apurado nos próprios autos.
c) subsidiariamente com Antônio, conforme apurado em ação própria.
d) subsidiariamente em relação a Antônio, conforme apurado nos próprios autos.
De acordo com o artigo 32 do Estatuto da OAB, o advogado é responsável pelos atos que,
no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Em caso de lide temerária, o advogado
será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar
a parte contrária, o que será apurado em ação própria.
Letra a.
De acordo com o artigo 14 do Código de Ética e Disciplina da OAB, o advogado não deve
aceitar procuração de quem já tenha patrono constituído, sem prévio conhecimento deste,
SALVO por motivo plenamente justificável ou para adoção de medidas judiciais urgentes
e inadiáveis.
Comentando as demais alternativas:
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b) Errada. É direito e dever do advogado assumir a defesa criminal, SEM CONSIDERAR SUA
PRÓPRIA OPINIÃO sobre a culpa do acusado, uma vez que não há causa criminal indigna de
defesa, cumprindo ao advogado agir no sentido de que a todos seja concedido tratamento
condizente com a dignidade da pessoa humana, sob a égide das garantias constitucionais,
nos termos do artigo 23 do CED-OAB.
c) Errada. É defeso ao advogado (PROIBIDO) funcionar no mesmo processo, simultaneamente,
como patrono e preposto do empregador ou cliente, nos termos do artigo 25 do CED-OAB.
d) Errada. Advogados integrantes da mesma sociedade profissional ou reunidos em caráter
permanente para cooperação recíproca, NÃO PODEM representar clientes com interesses
opostos, em juízo ou fora dele (art. 19, CED-OAB).
Letra a.
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De acordo com o artigo 34, inciso VII, do Estatuto da OAB, constitui infração disciplinar
violar o sigilo profissional sem justa causa.
A justa causa afasta o cometimento de infração disciplinar e o crime de violação de
segredo profissional. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais
que configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra
ou que envolvam defesa própria do advogado (art. 37 do CED-OAB).
Sendo assim, Antônio infringiu o disposto no Código de Ética e Disciplina da OAB, violando
o dever de sigilo profissional e, José, por outro lado, não cometeu infração ética, já que o
dever de sigilo profissional cede na situação descrita (circunstância excepcional – honra
do próprio advogado).
Letra a.
São vedados como meio de publicidade profissional o uso de outdoors, painéis luminosos
ou formas assemelhadas de publicidade, bem como as inscrições em muros, paredes,
veículos, elevadores ou em qualquer espaço público, conforme determina o artigo 40,
incisos II e III, do Código de Ética e Disciplina da OAB. Por outro lado, é permitida a utilização
de placas, painéis luminosos e inscrições apenas em fachadas, exclusivamente para
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d) Errada. O advogado Dr. Silvestre cometerá infração ética se atuar em qualquer dos
processos, tendo em vista o grau de parentesco com a primeira magistrada e a existência
de relação negocial com o segundo juiz.
Letra a.
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O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que contribua
para o prestígio da classe e da advocacia, mantendo sua independência em qualquer
circunstância, sendo que nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer
autoridade, nem de incorrer em impopularidade, deve detê-lo no exercício da profissão
(art. 31 do Código de Ética e Disciplina da OAB). Ao tempo em que o Estatuto exige do
advogado a observância de preceitos éticos, lhe assegura a independência funcional, que
é um dos pilares das prerrogativas do advogado.
a) Errada. O receito de incorrer em impopularidade não deve deter o advogado no exercício
da profissão, nos termos do artigo 31 do Código de Ética e Disciplina da OAB.
b) Errada. O receito de desagradar a magistrado ou qualquer autoridade não deve deter o
advogado no exercício da profissão, nos termos do artigo 31 do Código de Ética e Disciplina
da OAB.
c) Errada. É competência do Conselho Federal velar pela independência da advocacia, de
modo que não pode interferir na atuação do advogado em causas impopulares, nos termos
do artigo 54, inciso III, do Código de Ética e Disciplina da OAB.
Letra d.
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Dito isso, os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras
referentes à publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia pessoal e a
referência ao cargo de procurador municipal. Os demais elementos poderão ser mantidos.
b) Errada. É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões de visitas
do advogado, bem como menção a qualquer emprego, cargo ou função ocupado, atual ou
pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o de professor universitário, de modo
que os cartões de visitas não são adequados às regras referentes à publicidade profissional,
nos termos do artigo 44, § 2º, do Código de Ética e Disciplina da OAB.
c) Errada. É vedada a inclusão a menção a qualquer emprego, cargo ou função ocupado,
atual ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o de professor universitário, nos
termos do artigo 44, § 2º, do Código de Ética e Disciplina da OAB.
d) Errada. É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões de visitas
do advogado, nos termos do artigo 44, § 2º, do Código de Ética e Disciplina da OAB.
Letra a.
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De acordo com o artigo 1º, § 3º, do Estatuto da OAB é vedada a divulgação de advocacia em
conjunto com outra atividade. Ademais, é vedada como meio de publicidade profissional
a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a
indicação de vínculos entre uns e outras, conforme o artigo 40, inciso IV, do Código de Ética
e Disciplina da OAB).
Sendo assim, é permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem
de imóveis. Todavia, é vedado o emprego da aludida placa, ainda que discreta, sóbria e
meramente informativa.
a) Errada. A vedação se restringe a divulgação e não ao exercício paralelo de outra atividade,
nos termos do artigo 1º, § 3º, do Estatuto da OAB c/c artigo 40, inciso IV, do Código de Ética
e Disciplina da OAB.
b) Errada. Não há limitação quanto aos clientes da atividade da advocacia e da atividade
desenvolvida paralelamente. Ademais, é vedado o emprego da aludida placa, ainda que
discreta, sóbria e meramente informativa, nos termos do artigo 1º, § 3º, do Estatuto da
OAB c/c artigo 40, inciso IV, do Código de Ética e Disciplina da OAB.
d) Errada. É vedado o emprego da aludida placa, ainda que discreta, sóbria e meramente
informativa, nos termos do artigo 1º, § 3º, do Estatuto da OAB c/c artigo 40, inciso IV, do
Código de Ética e Disciplina da OAB.
Letra c.
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c) Errada. O sigilo profissional poderá ser afastado pela autorização concedida pelo
constituinte, ficando a critério do advogado o interesse em prestar ou não o depoimento,
nos termos do artigo 7º, inciso XIX, do Estatuto da OAB.
Letra d.
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De acordo com o artigo 11 do Código de Ética e Disciplina da OAB, ao atuar como patrono
da parte, no exercício do mandato, o advogado deverá imprimir à causa orientação que
lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas,
antes, procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada.
Letra c.
027. (FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS/XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO OAB/2016) Maria Clara
contratou o advogado Benjamim para sua defesa em um processo criminal, no qual figura
como ré. Após reuniões destinadas a estruturar a defesa técnica de Maria Clara, Benjamim
percebe que a cliente não demonstra plena confiança no patrono, deixando de revelar fatos
importantes para a sua atuação em juízo.
Diante dessas circunstâncias, é recomendável que Benjamim
a) mantenha-se no patrocínio da causa, pois constitui dever do advogado assumir a defesa
criminal, sem considerar sua própria opinião sobre a culpa do acusado e independentemente
de saber a verdade real sobre os fatos ocorridos.
b) externe à cliente sua impressão, solicitando que ela lhe revele os fatos necessários à sua
defesa. Caso não seja estabelecida a confiança, Benjamim poderá renunciar ao mandato,
sendo vedado que este o substabeleça a outrem, uma vez que a quebra da confiança com
o substabelecente contamina a relação com o substabelecido.
c) renuncie desde logo ao mandato, pois as relações entre advogado e cliente baseiam-se
na confiança recíproca e o profissional não deve perquirir junto ao acusado a verdade real
sobre os fatos que lhe são imputados.
d) externe à cliente sua impressão, solicitando que ela lhe revele os fatos necessários à sua
defesa. Caso não seja estabelecida a confiança, Benjamim poderá renunciar ao mandato
ou promover o substabelecimento a outrem.
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d) A situação narrada não revela infração ética. Inexistem óbices à divulgação por Kátia de
seus serviços pro bono para obtenção de clientela, bem como à atuação pro bono em favor
de pessoas jurídicas.
O advogado não pode se utilizar da advocacia pro bono como instrumento de publicidade
para angariar clientes. Advocacia pro bono é a prestação gratuita, eventual e voluntária
dos serviços jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus
assistidos, sempre que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de
profissional. A advocacia pro bono pode ser exercida em favor de pessoas naturais que,
igualmente, não dispuserem de recursos para, sem prejuízo do próprio sustento, contratar
advogado (art. 30, CED-OAB).
Dito isso, Kátia cometeu infração ética ao divulgar sua atuação pro bono como instrumento
de publicidade para obtenção de clientela, prevista no artigo 34, inciso IV, do Estatuto da
OAB. Quanto à atuação pro bono em favor de pessoas jurídicas, inexiste vedação.
Comentando as demais alternativas:
a) Errada. Advocacia pro bono é a prestação gratuita, eventual e voluntária dos serviços
jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos, sempre
que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional, nos
termos do art. 30, CED-OAB.
c) Errada. Advocacia pro bono é a prestação gratuita, eventual e voluntária dos serviços
jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos, sempre
que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional. Por
sua vez, o advogado não pode se utilizar da advocacia pro bono como instrumento de
publicidade para angariar clientes, nos termos do art. 30, CED-OAB.
d) Errada. Advocacia pro bono é a prestação gratuita, eventual e voluntária dos serviços
jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos, sempre
que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional. Por
sua vez, o advogado não pode se utilizar da advocacia pro bono como instrumento de
publicidade para angariar clientes, nos termos do art. 30, CED-OAB.
Letra b.
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d) O anúncio colide com as normas do Código, que proíbem a referência a cargos públicos
capazes de gerar captação de clientela.
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que a primeira é autora, e o segundo, seu advogado. A parte contrária, ciente da troca de
informações entre eles, requer ao Juízo que esses documentos sejam anexados aos autos
do processo em que litigam.
Sob a perspectiva do Código de Ética e Disciplina da Advocacia, as comunicações epistolares
trocadas entre advogado e cliente
a) constituem documentos públicos a servirem como prova em Juízo.
b) são presumidas confidenciais, não podendo ser reveladas a terceiros.
c) podem ser publicizadas, de acordo com a prudência do advogado.
d) devem ser mantidas em sigilo até o perecimento do advogado.
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c) Valdir pode revelar o segredo que lhe foi confiado por André, em razão de estar a vida
da ex-esposa deste último em risco.
d) Valdir não pode revelar o segredo que lhe foi confiado por André, mas tem obrigação
legal de impedir que o homicídio seja praticado, sob pena de se tornar partícipe do crime.
Violar o sigilo profissional, sem justa causa, constitui infração disciplinar prevista no artigo
34, inciso VII, do Estatuto da OAB, punível com censura (art. 36, inciso I). Entretanto, a justa
causa afasta o cometimento de infração disciplinar e o crime de violação de segredo
profissional. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que
configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou
que envolvam defesa própria do advogado (art. 37 do CED-OAB), como é o caso trazido na
questão, uma vez que André revela a Valdir que pretende contratar alguém para assassinar
sua ex-esposa. Assim, a fim de resguardar a vida da ex-esposa de Valdir, André pode revelar
o segredo que lhe foi confiado.
a) Errada. Em circunstancias excepcionais que configurem justa causa, poderá o advogado
quebrar o sigilo profissional, como ocorre nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à
honra ou que envolvam defesa própria do advogado, nos termos do artigo 37 do Código
de Ética e Disciplina da OAB.
b) Errada. Não é necessária a intimação do advogado como testemunha para que possa
violar o sigilo profissional, já que não seria lógico aguardar o cometimento do crime. Dessa
forma, quando informada a intenção em contratar alguém para assassinar a ex-esposa,
André deverá comunicar às autoridades competentes.
d) Errada. O dever do advogado consiste em comunicar às autoridades competentes a
intenção de seu cliente em cometer um delito diante da grave ameaça ao direito à vida.
Letra c.
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O magistrado que presidia o ato ressaltou que seu depoimento havia sido solicitado pelo
próprio sócio da empresa, que a estaria, portanto, desobrigando do dever de guardar sigilo.
Sobre a questão apresentada, observadas as regras do Estatuto da OAB e do Código de
Ética e Disciplina da OAB, assinale a opção correta.
a) Ana terá o dever de depor, pois o bem jurídico administração da justiça é mais relevante
do que o bem jurídico inviolabilidade dos segredos.
b) Ana terá o dever de depor, pois foi desobrigada por seu ex-cliente do dever de guardar
sigilo sobre os fatos de que tomou conhecimento quando atuou como advogada da XYZ Ltda.
c) Ana terá o dever de depor, pois não integra mais o departamento jurídico da empresa
XYZ Ltda., tendo cessado, portanto, seu dever de guardar sigilo.
d) Ana não terá o dever de depor, pois o advogado tem o direito de se recusar a depor,
como testemunha, sobre fato relacionado à pessoa de quem foi ou seja advogado, mesmo
quando solicitado pelo cliente.
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o depoimento, nos termos do artigo 7º, inciso XIX, do Estatuto da OAB. Sendo assim, não
há o que se falar em relevância do bem jurídico administração da justiça.
b) Errada. O sigilo profissional poderá ser afastado pela autorização concedida pelo
constituinte, ficando a critério do advogado o interesse em prestar ou não o depoimento,
nos termos do artigo 7º, inciso XIX, do Estatuto da OAB.
c) Errada. O dever de guardar sigilo não finda com o encerramento da prestação de serviços
pelo advogado. Por mais que o advogado deixe de prestar serviços a determinado cliente
não poderá valer-se das informações por ele repassadas, seja em proveito próprio ou alheio,
sob pena de violar o sigilo profissional, considerando que apenas tomou conhecimento dos
fatos por meio da sua relação de confiança estabelecida com o constituinte.
Letra d.
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A atividade desempenhada pelo advogado não pode ser vista sob a ótica de atividade
exclusivamente econômica. Devemos lembrar que o advogado, por mais que se utilize da
advocacia como meio de garantir frutos para sua subsistência, no seu ministério privado
presta serviço público e exerce função social. O exercício da advocacia é incompatível
com qualquer procedimento de mercantilização (art. 5º do CED-OAB), sendo vedado o
oferecimento de serviços profissionais que implique, direta ou indiretamente, em
angariar clientela (art. 7º do CED-OAB).
Considerando a proibição de utilizar os meios comuns de publicidade empresarial, é vedado
como meio de publicidade profissional a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas
de publicidade, com o intuito de captação de clientela, de acordo com o que dispõe o artigo
40, inciso VI, do Código de Ética e Disciplina da OAB.
a) Errada. O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de
mercantilização (art. 5º do CED-OAB), sendo vedado o oferecimento de serviços profissionais
que implique, direta ou indiretamente, em angariar clientela (art. 7º do CED-OAB).
b) Errada. É vedado como meio de publicidade profissional a distribuição de panfletos ou
formas assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela, nos termos
do artigo 40, inciso VI, do Código de Ética e Disciplina da OAB.
c) Errada. A vedação da distribuição de panfletos ou a utilização de formas assemelhadas
de publicidade são imposição que devem ser observadas por todos os advogados,
independentemente de autorização ou não da OAB.
Letra d.
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Ética do Advogado, Regras Deontológicas
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Observe que a banca examinadora cobra com frequência os mesmos temas. Eu sei que pode
parecer repetitivo, mas a melhor forma de memorizar é lendo integralmente o assunto
tratado, compreendendo todo o contexto da questão, para fixar o conteúdo e também
garantir a questão caso a banca resolva alterar algum detalhe. Portanto, como já mencionei...
É direito do advogado se recusar a depor como testemunha em processo no qual funcionou
ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado,
mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que
constitua sigilo profissional (art. 7º, inciso XIX, do Estatuto da OAB).
No mesmo sentido, dispõe o artigo 38 do Código de Ética e Disciplina da OAB: “O advogado
não é obrigado a depor, em processo ou procedimento judicial, administrativo ou arbitral,
sobre fatos a cujo respeito deva guardar sigilo profissional”.
O ordenamento jurídico processual nacional está em consonância com o direito do advogado,
conforme traz o Código de Processo Penal, em seu artigo 207, são proibidas de depor as
pessoas que em razão de profissão devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela
parte interessada, quiserem dar o seu testemunho. O Código de Processo Civil traz que a
parte não é obrigada a depor sobre fatos a cujo respeito, por estado ou profissão, deva
guardar sigilo (art. 388, inciso II).
Posto isso, Mévio não terá o dever de depor, pois o advogado tem o direito de se recusar a
depor, como testemunha, sobre fato que teve ciência em virtude do exercício da profissão.
a) Errada. Mévio não é obrigado a depor na condição de testemunha, sendo seu direito
recusar-se, nos termos do artigo 7º, inciso XIX, do Estatuto da OAB c/c artigo 38 do Código
de Ética e Disciplina da OAB.
c) Errada. De acordo com o art. 1º, inciso II, do Estatuto da OAB a atividade de consultoria
jurídica é atividade privativa da advocacia.
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d) Errada. O sigilo profissional poderá ser afastado pela autorização concedida pelo
constituinte, ficando a critério do advogado o interesse em prestar ou não o depoimento,
nos termos do artigo 7º, inciso XIX, do Estatuto da OAB.
Letra b.
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