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Fundamentos do Direito Penal e Criminologia

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gege.souza191
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DIREITO PENAL
Quando surgiu o Direito Penal?

Idade primitiva (auto tutela); ‘olho por olho, dente por dente’ - Vingança primitiva;

* Livro: Dos delitos e das penas - Cessare Beccaria - período da criminologia


clássica.

Cesare lombroso (pensamento lombrosiano)

Homem delinquente:

O que orienta o crime é o fato e não quem a pessoa é ou o que - ex: psicopata;
Determinismo biológico; Características físicas do indivíduo e possuía algumas poucas
ideias psicológicas, com predomínio nas características físicas individuo;

Criminologia Social - ‘crimes de colarinho branco’:

Diretores das industrias usavam colarinho branco e trabalhadores braçais usavam


colarinho azul; OBS: Das 100 empresas de uma pesquisa, a maioria tinha cometido
crimes e não foi tão punida quanto por exemplo um morador de rua seria.

1. CIÊNCIAS CRIMINAIS: Várias ferramentas de estudo que procuram pensar sobre


o fenômeno do crime.

DIREITO PENAL 1
2. CRIMINOLOGIA;

3. POLITICA CRIMINAL;

4. DIREITO PENAL;

Criminologia crítica: Por que o Estado age diferente em relação as pessoas? ‘O


Direito Penal selecionam a clientela encaminhada para o Direito Penal’ - autores
dizem isso; Teoria dos três Ps

DIREITO PENAL- AULA 2 - 03.02.23

ASPECTOS POLÍTICO CRIMINAIS DO DIREITO PENAL

movimento da lei e ordem ( eficientismo )

sugere um alargamento da incidência do Direito Penal, fazendo com que penas mais
severas sejam aplicadas, na mesma perspectiva de que as penas já existentes sejam
agravadas.

Política criminal do tolerância zero

não é permitido nenhum tipo de delito a sociedade estaria mais segura na medida em
que a política protege os bons cidadãos e ao mesmo tempo pune aqueles que
cometem quaisquer tipo de ilicitude

TEORIA DAS JANELAS (OU VIDRAÇAS) QUEBRADAS

Pequenas desordens evoluiriam para crimes de cada vez maior escala, apontando a
sensação de impunidade como latente fomento à atividade criminosa.
ex: se uma janela fosse quebrada e não fosse de imediato realizado seu conserto, as
pessoas presumiriam que não havia autoridade responsável por punir os responsáveis
pela atitude danosa, logo vários cometeriam o mesmo ato

garantismo penal

proteção naquilo que se encontra positivado, escrito no ordenamento jurídico, por


muitas vezes tratando de direitos, privilégios e isenções que a Constituição
confere aos cidadãos

ABOLICIONISMO PENAL

DIREITO PENAL 2
descriminalização, que é a retirada de determinadas condutas de leis penais
incriminadoras e à despenalização, entendida como a extinção de pena quando da
prática de determinadas condutas

SISTEMA PENSILVÂNICO/CELULAR/FILADÉFICO/BELGA

O sistema foi inaugurado em 1790 na prisão


de Walnut Street, utilizando convicções
religiosas e bases do Direito Canônico para estabelecer
uma finalidade e forma de execução penal.
O condenado deveria ficar completamente isolado em
uma cela. Objetivava-se a expiação da culpa e a
emenda dos condenados, alcançar o
perdão de sua conduta reprovável perante a sociedade
e o Estado.

SISTEMA ARBURIANO

pregava similar ao pensilvanico a


necessidade de separação dos detentos, para
impedir a comunicação e o isolamento. porem a diferença é que nesse a
à segregação seria a noite, sendo possível o trabalho coletivo
por algumas horas.

tal sistema deixou de lado o confinamento absoluto do preso por volta do ano
de 1824 a partir de então se estendeu a política de permitir o trabalho em comum dos
reclusos,
sob absoluto silêncio e confinamento solitário durante a noite

SISTEMA PROGRESSIVO/INGLÊS/IRLANDÊS

distribuir o tempo de duração da condenação em


períodos, ampliando-se em cada um os privilégios que o recluso pode desfrutar de
acordo
com sua boa conduta e o aproveitamento demonstrado do tratamento reformador.
pretende constituir um estímulo à boa conduta e à adesão do recluso ao regime
aplicado, e, de outro, pretende que este regime, em razão da boa disposição anímica
do interno, consiga
paulatinamente sua reforma moral e a preparação para a futura vida em sociedade.”

DIREITO PENAL 3
DIREITO PENAL- AULA 3 - 08.02.23

PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE ART 5º

- é uma garantia constitucional e não um princípio individual

- “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de
lei”
- “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação
legal;”

PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL ART 22º

- atribui à União a competência privativa para legislar sobre direito penal

- As matérias de Direito Penal devem ser reguladas por lei formal.

PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MINIMA (ULTIMA RATIO)

- consiste em que o Estado de direito utilize a lei penal como seu último recurso

- Tentativa de solução por vias administrativas e civis.


- Evitar a inflação legislativa

PRINCÍPIO DA FRAGMENTARIEDADE

- protecao do bem tipo tutelado


- Nem todas as ações que atacam bens jurídicos são proibidas pelo Direito Penal

- o Direito Penal se limita a punir ações mais graves contra os bens jurídicos mais
importantes, daí o caráter fragmentário.
- O Direito Penal só se ocupa de uma parte, fragmentos.

PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL

- Retroatividade da lei penal mais benigna

- Irretroatividade da lei penal mais maligna

PRINCÍPIO DA ADEQUAÇÃO SOCIAL

DIREITO PENAL 4
- determinadas condutas, em que pese sejam previstas formalmente como crime
não são punidas na prática judiciária

- se a sociedade aceita a conduta praticada e essa não contraria o disposto


na Constituição Federal ela não será punida criminalmente. Isso significa dizer que,
embora formalmente típica, a conduta será materialmente atípica.

PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA OU BAGATELA

- não deve se preocupar com condutas em que o resultado não é suficientemente


grave a ponto de não haver necessidade de punir o agente nem de se recorrer aos
meios judiciais

I – Mínima ofensividade da conduta do agente

II – Nenhuma periculosidade social da ação

III – Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento


IV – Relativa inexpressividade da lesão jurídica.

- valor material nem sempre importa

PRINCÍPIO DA OFENSIVIDADE OU LESIVIDADE

DIREITO PENAL 5

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