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História e Significado da Magia

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A magia, antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma forma de

ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando,
assim, um conjunto de
teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas
espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e
sobre a natureza. A
magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato
com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. Afirma-se que, por meio de
rituais, feitiços,
orações ou invocações, é possível fazer com que forças ocultas atuem sobre o
ambiente, modificando, por exemplo, a vontade, o agir ou o destino das pessoas.
Essa concepção, no entanto,
é tida como irracional pela ciência.[1]

Etimologia
A palavra "magia" provém do persa magus ou magi, que significa "sábio". Da palavra
magi, também surgiram outras tais como magister, magista, "magistério",
"magistral", "magno" etc.
Também pode significar algo que exerce fascínio, num sentido moderno, como por
exemplo quando se fala da "magia do cinema".

Supõe-se que o caçador primitivo desenhava a presa na parede da caverna antes da


caça como forma de motivação. Posteriormente, adquiriu o ritual de enterrar os
mortos e nomeou as forças
da natureza que desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da
realidade, que chamamos de mito.

Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três magos os primeiros a dar
as boas-vindas a Jesus recém-nascido. No Velho Testamento, há a disputa mágica
entre Moisés e os Magos
Egípcios. Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão e em diversos textos sagrados,
existem relatos similares.

Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas,


que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos
católicos, a
incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano
voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do caboclo riscado no chão pelo
umbandista.

Os antigos acreditavam no poder dos homens e que, através de magia, eles poderiam
comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes
na natureza.

O Concílio de Paderborn, em 785, proibiu explicitamente a condenação de pessoas


como bruxas e condenou à morte qualquer pessoa que queimasse uma bruxa. O código
lombardo de 643 declara:
"Que ninguém se atreva a matar uma criada estrangeira ou serva como bruxa, pois
isso não é possível, nem deve ser acreditado pelas mentes cristãs".[2] No entanto,
durante a Idade Média e
início da Idade Moderna, mulheres acusadas em diversos países como sendo bruxas e
feiticeiras foram perseguidas, julgadas e torturadas pela Igreja Católica através
da Inquisição, pois
esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações,
principalmente após a permissão da bula papal Summis desiderantis affectibus e do
livro Malleus
Malleficarum no século XV. Ocorreram diversas caças às bruxas, com algumas
incluindo julgamentos populares e tribunais seculares, exigindo intervenção dos
próprios tribunais inquisitórios
para abrandar o procedimento, mas por vezes elas eram queimadas vivas.[3][4][5]
Protestantes também justificavam essas perseguições, como no caso do julgamento das
bruxas de Salém.[6]

A magia, segundo seus adeptos, é, muitas vezes, descrita como uma ciência que
estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza.
Trata-se assim de uma forma
de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, utilizando-se
de atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a
elevação de
potencialidades do ser humano.

A magia é, também a ciência de simpatia e similaridade mútua; a ciência da


comunicação direta com as forças sobrenaturais; e um conhecimento prático dos
mistérios ocultos na natureza.
Está intimamente relacionada às disciplinas ditas ocultas, como o hermetismo do
Egito Antigo, a alquimia, a gnose e a astrologia. Para Aleister Crowley, é "a arte
de provocar mudanças a
partir da vontade". No final do século XIX, ressurgiu, principalmente após a
publicação do livro A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky, e pela
atuação da Ordem Hermética do
Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, que reviveu a
magia ritualística e cerimonial.

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