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Geometria Plana

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EEAR 2023.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA

AULA 00
Geometria Plana I

Prof. Ismael Santos

[Link]
Prof. Ismael Santos

Sumário
Introdução 4

1. Geometria Euclidiana Plana 4

1.1. Noções Primitivas 4


1.1.1. Ponto 4
1.1.2. Reta 4
1.1.3. Plano 5

1.2. Postulados 5
1.2.1. Postulado Da Existência 5
1.2.2. Postulado Da Determinação 6
1.2.3. Postulado Da Inclusão 7
1.2.4. Postulado Da Separação 8
1.2.5. Postulados De Euclides 8

1.3. Definições 11
1.3.1. Retas Concorrentes 11
1.3.2. Retas Paralelas 11
1.3.3. Retas Reversas 12

2. Segmento De Reta 12

2.1. Classificação Dos Segmentos 13


2.1.1. Congruentes 13
2.1.2. Colineares 14
2.1.3. Consecutivos 14
2.1.4. Adjacentes 14

2.2. Ponto Médio De Um Segmento 15

3. Ângulos 16

3.1. Região Convexa E Região Côncava 16

3.2. Definição De Ângulo 17

3.3. Classificação Dos Ângulos 17


3.3.1. Ângulo Adjacente 17
3.3.2. Ângulo Consecutivo 18
3.3.3. Ângulos Opostos Pelo Vértice 19
3.3.4. Ângulo Reto, Agudo, Obtuso E Raso 20
3.3.5. Ângulo Complementar, Suplementar, Replementar E Explementar 21

3.4. Unidades Usuais De Medidas 22


3.4.1. Grau 22
3.4.2. Grado 23
3.4.3. Radiano 23

3.5. Conversão De Unidades De Medida 25

3.6. Bissetriz 26
3.6.1. Definição 26
3.6.2. Unicidade Da Bissetriz 26

4. Triângulos 35

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 2


Prof. Ismael Santos

4.1. Definição 35

4.2. Classificação Dos Triângulos 36


4.2.1. Quanto Aos Lados 36
4.2.2. Quanto Aos Ângulos 37
4.2.3. Síntese De Clairaut 38

4.3. Cevianas Notáveis 38


4.3.1. Altura 38
4.3.2. Mediana 38
4.3.3. Bissetrizes Interna E Externa 39

4.4. Condição De Existência Do Triângulo 39

4.5. Congruência De Triângulos 40


4.5.1. Postulado 𝑳𝑨𝑳 (Lado-Ângulo-Lado) 40
4.5.2. Teorema 𝑨𝑳𝑨 (Ângulo-Lado-Ângulo) 41
4.5.3. Teorema 𝑳𝑳𝑳 (Lado-Lado-Lado) 41
4.5.4. Teorema 𝑳𝑨𝑨𝟎 (Lado-Ângulo Adjacente-Ângulo Oposto) 42

4.6. Consequência Do Postulado 𝑳𝑨𝑳 42


4.6.1. Triângulo Isósceles 42
4.6.2. Teorema Do Ângulo Externo 43
4.6.3. Desigualdades No Triângulo 45

4.7. Ângulos De Retas Paralelas 45

4.8. Teorema Angular De Tales 46

4.9. Relações Métricas No Triângulo Retângulo 48

5. Lista de Questões - Nível 1 63

5.1. Gabarito 67

6. Lista de Questões Comentadas - Nível 1 68

7. Lista de Questões - Nível 2 83


7.1. GABARITO 104

8. LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS - NÍVEL 2 105

9. Referências Bibliográficas 154

10. Considerações Finais 154

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 3


Prof. Ismael Santos

Introdução
Faaaaaaaaaaaaaaaala, FUTURO ESPECIALISTA!

Vamos iniciar o estudo da Geometria Plana. Essa aula é uma introdução à Geometria
Plana e, por esse motivo, não haverá muitas questões de concursos anteriores.

Nesse curso, tentei deixar os comentários das questões bem detalhados, então, se você for um
aluno avançado ou intermediário, apenas confira o gabarito e tente resolver todas as questões dessa
aula. Lembre-se! O importante é ganhar velocidade na hora da prova, então, tente resolver a maior
quantidade de exercícios possível e não perca tempo verificando questões que você já sabe! Caso você
seja um aluno iniciante, você pode conferir o passo a passo das resoluções e aprender com elas. Sem
mais delongas, vamos começar!

1. Geometria Euclidiana Plana


A geometria euclidiana, também conhecida como geometria plana, é a parte da matemática
que estuda a construção e propriedades de figuras planas como triângulos, circunferência,
quadriláteros etc.

Antes de iniciar, devemos aprender as noções primitivas de ponto, reta e plano e os postulados
que relacionam esses entes geométricos.

1.1. Noções Primitivas

As noções primitivas são apresentadas sem definição. Vejamos:

1.1.1. Ponto
Representamos o ponto por letras maiúsculas do alfabeto: 𝐴, 𝐵, 𝐶, 𝐷, 𝐸, … Devemos entender
o ponto como a menor parte dos entes geométricos. Ele é adimensional.

1.1.2. Reta
Usamos as letras minúsculas do alfabeto para representar uma reta: 𝑎, 𝑏, 𝑐, 𝑑, … A reta é o ente
geométrico cujas extremidades não possuem limites, ela é contínua em ambos os lados. Por esse
motivo, podemos usar setas para indicar a continuidade da reta nos dois sentidos. No exemplo abaixo,
̅̅̅̅ é um segmento de reta.
temos as retas 𝑟, 𝑠, 𝑡. No caso da reta 𝑡, 𝐴𝐵

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 4


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1.1.3. Plano
Usualmente, representamos o plano com letras minúsculas gregas: 𝛼, 𝛽, 𝛾, … Assim como a
reta, ele deve ser entendido como um plano ilimitado sem bordas que o limite.

1.2. Postulados

Postulados, também conhecido como axiomas, são proposições primitivas que dispensam
demonstrações. Elas são aceitas como verdades incontestáveis. Vamos estudá-las.

1.2.1. Postulado Da Existência


Numa reta, existem infinitos pontos dentro e fora dela.
Num plano, existem infinitos pontos.

Vejamos alguns exemplos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 5


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Nesse caso, os pontos 𝐴, 𝐵, 𝐶 estão localizados dentro da reta 𝑟 e os pontos 𝐷, 𝐸, 𝐹 estão fora
dela. Simbolicamente, podemos dizer que:

𝐴, 𝐵, 𝐶 ∈ 𝑟
𝐷, 𝐸, 𝐹 ∉ 𝑟

𝐴, 𝐵, 𝐶, 𝐷, 𝐸 ∈ 𝛼

No plano 𝛼, temos infinitos pontos.

1.2.2. Postulado Da Determinação


Dois pontos distintos determinam uma única reta que passa por eles.
Três pontos não colineares determinam um único plano que passa por eles.

Exemplos:

Se 𝐴 ≠ 𝐵, ∃𝑟 tal que 𝑟 = ⃡𝐴𝐵 .

Os pontos 𝐴, 𝐵 determinam uma única reta 𝑟.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 6


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Se 𝐴, 𝐵, 𝐶 são não colineares, então ∃𝛼 tal que 𝛼 = (𝐴, 𝐵, 𝐶).

Nesse caso, temos 3 pontos não colineares, isto é, não pertencentes a uma mesma reta. Elas
determinam um único plano 𝛼.

Vejamos o caso de 3 pontos colineares:

3 pontos colineares não determinam um único plano, já que podemos ter vários planos
passando por eles.

1.2.3. Postulado Da Inclusão


Se uma reta tem dois pontos distintos num plano, então ela está contida no plano.

Exemplo:

⃡ ⇒ 𝑟 ⊂ 𝛼.
Se 𝐴 ≠ 𝐵 ∈ 𝛼, então 𝑟 = 𝐴𝐵

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 7


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1.2.4. Postulado Da Separação


Toda reta 𝒓 de um plano 𝜶 separa-o em dois semiplanos 𝜶𝟏 e 𝜶𝟐 e a origem dos
semiplanos é a reta dada.

Exemplo:

Perceba que 𝑟 divide o plano em dois semiplanos: 𝛼1 e 𝛼2 .

1.2.5. Postulados De Euclides


Os postulados de Euclides são divididos em cinco:

Postulado I: Dados dois pontos distintos, existe uma única reta que os une.
Postulado II: Qualquer segmento de reta pode ser prolongado a uma reta.
Postulado III: Dados um ponto qualquer e uma distância qualquer, pode-se
construir uma circunferência cujo centro é o ponto dado e o raio é a distância dada.
Postulado IV: Todos os ângulos retos são iguais.
Postulado V: Se uma reta, interceptando duas outras, forma ângulos internos de
um mesmo lado cuja soma é menor do que dois ângulos retos, então estas duas
retas, se prolongadas indefinidamente, se encontram no lado onde estão os ângulos
cuja soma é menor do que dois ângulos retos.

Comentários:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 8


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Postulado I: Esse postulado é semelhante ao postulado da determinação.

Postulado II: Se prolongarmos infinitamente um segmento de reta, podemos obter uma reta:

Postulado III:

Postulado IV:

Postulado V: Vamos interpretar o texto e desenhar o que está escrito.

“Se uma reta, interceptando duas outras, forma ângulos internos de um mesmo lado cuja soma
é menor do que dois ângulos retos...”

De acordo com essa parte do texto, temos a seguinte figura:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 9


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A reta 𝑡 intercepta as retas 𝑟 e 𝑠.

O lado cuja soma é menor do que dois ângulos retos (180°), no exemplo acima, é o lado
esquerdo, veja:

Perceba que 𝛼 + 𝛽 < 180°. Assim, o prolongamento das retas se encontrará no lado onde a
soma desses ângulos é menor que 180°. O prolongamento das retas 𝑟 e 𝑠 se encontram no ponto 𝑃:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 10


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Esse postulado é conhecido como Postulado das Paralelas. Segundo o matemático Playfair,
temos um axioma equivalente ao quinto postulado de Euclides:

Dado um ponto 𝑃 que não está contido numa reta 𝑟, existe uma única reta 𝑠 no plano de 𝑃 e 𝑟
tal que 𝑠 contém 𝑃 e 𝑠 ∩ 𝑟 = ∅.

Esse axioma diz que existe uma única reta 𝑠 paralela à reta 𝑟 que passa pelo ponto 𝑃 fora de 𝑟.

1.3. Definições

1.3.1. Retas Concorrentes


Duas retas distintas são concorrentes se, e somente se, elas têm um único ponto comum.

𝑟 ∩ 𝑠 = {𝑃}

1.3.2. Retas Paralelas


Se as retas 𝑟 e 𝑠 são paralelas e distintas entre si, então 𝑟 ∩ 𝑠 = ∅. Simbolicamente, 𝑟//𝑠
representa que a reta 𝑟 é paralela à reta 𝑠. Temos duas possibilidades para 𝑟//𝑠:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 11


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1) 𝑟 e 𝑠 são coincidentes:

2) 𝑟 e 𝑠 são distintas:

1.3.3. Retas Reversas


Duas retas são reversas se, e somente se, não pertencem a um mesmo plano.

(𝑟 e 𝑠 são reversas) ⇔ (∄𝛼 tal que 𝑟, 𝑠 ⊂ 𝛼 e 𝑟 ∩ 𝑠 = ∅)

Perceba que retas reversas não se interceptam e não podem ser paralelas entre si.

2. Segmento De Reta
Vimos que um segmento de reta é uma parte de uma reta e que a reta é infinita por definição.
Vamos estudar as notações usuais para os diferentes tipos de retas:

⃡ :
Reta 𝐴𝐵

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 12


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̅̅̅̅ :
Segmento de reta 𝐴𝐵

Semirreta 𝐴𝐵 :

Semirreta 𝐵𝐴:

Usualmente, representamos a medida do segmento ̅̅̅̅ ̅̅̅̅ ) ou simplesmente 𝐴𝐵.


𝐴𝐵 por 𝑚𝑒𝑑(𝐴𝐵

2.1. Classificação Dos Segmentos

2.1.1. Congruentes
Dois segmentos de reta são congruentes quando eles possuem as mesmas medidas. Usamos o
símbolo ≡ para indicar a congruência.

Exemplo:

̅̅̅̅ ≡ 𝐶𝐷
𝐴𝐵 ̅̅̅̅

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 13


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2.1.2. Colineares
Dois segmentos de reta são colineares quando eles pertencem a uma mesma reta suporte.

Exemplo:

2.1.3. Consecutivos
Dois segmentos de reta são consecutivos quando eles possuem uma extremidade comum.

Exemplo:

̅̅̅̅ ̅̅̅̅ são consecutivos


𝐴𝐵 e 𝐵𝐶

2.1.4. Adjacentes
Dois segmentos de reta são adjacentes quando são colineares e consecutivos e possuem
apenas uma extremidade comum.

Exemplo:

̅̅̅̅ ̅̅̅̅ são adjacentes, pois possuem apenas o ponto 𝐵 comum:


𝐴𝐵 e 𝐵𝐶

̅̅̅̅ ∩ 𝐵𝐶
𝐴𝐵 ̅̅̅̅ = {𝐵}

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 14


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𝑀𝑁 e 𝑁𝑃 não são adjacentes, pois possuem mais de uma extremidade em comum:

̅̅̅̅̅ ∩ 𝑁𝑃
𝑀𝑁 ̅̅̅̅ = 𝑁𝑃
̅̅̅̅

2.2. Ponto Médio De Um Segmento

Um ponto 𝑀 é chamado de ponto médio de um segmento ̅̅̅̅


𝐴𝐵 quando ̅̅̅̅̅
𝐴𝑀 ≡ ̅̅̅̅̅
𝑀𝐵 e 𝑀 está entre
𝐴 e 𝐵.

Vamos provar a unicidade do ponto médio do segmento ̅̅̅̅


𝐴𝐵 :

Supondo que o ponto médio não é único, podemos ter os pontos médios 𝑀 e 𝑁 distintos tal
que:

̅̅̅̅̅ ≡ 𝑀𝐵
𝐴𝑀 ̅̅̅̅̅ e 𝐴𝑁
̅̅̅̅ ≡ 𝑁𝐵
̅̅̅̅

Temos dois casos:

Caso 1)

̅̅̅̅ > 𝐴𝑀
𝑀 está entre 𝐴 e 𝑁, então 𝐴𝑁 ̅̅̅̅̅

𝑁 está entre 𝑀 e 𝐵, então ̅̅̅̅̅


𝑀𝐵 > ̅̅̅̅
𝑁𝐵

̅̅̅̅ > 𝐴𝑀
⇒ 𝐴𝑁 ̅̅̅̅̅ ≡ 𝑀𝐵
̅̅̅̅̅ > 𝑁𝐵
̅̅̅̅

⇒ ̅̅̅̅
𝐴𝑁 > ̅̅̅̅
𝑁𝐵

Absurdo! Pois, pela hipótese ̅̅̅̅


𝐴𝑁 ≡ ̅̅̅̅
𝑁𝐵 .

Caso 2)

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 15


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𝑁 está entre 𝐴 e 𝑀, então ̅̅̅̅̅


𝐴𝑀 > ̅̅̅̅
𝐴𝑁

̅̅̅̅ > 𝑀𝐵
𝑀 está entre 𝑁 e 𝐵, então 𝑁𝐵 ̅̅̅̅̅

⇒ ̅̅̅̅̅
𝐴𝑀 > ̅̅̅̅
𝐴𝑁 ≡ ̅̅̅̅
𝑁𝐵 > ̅̅̅̅̅
𝑀𝐵

⇒ ̅̅̅̅̅
𝐴𝑀 > ̅̅̅̅̅
𝑀𝐵

̅̅̅̅̅ ≡ 𝑀𝐵
Absurdo! Pois, pela hipótese 𝐴𝑀 ̅̅̅̅̅.

Portanto, o ponto médio do segmento ̅̅̅̅


𝐴𝐵 é único.

3. Ângulos
3.1. Região Convexa E Região Côncava

Um conjunto de pontos é convexo se, e somente se, para todo par de pontos 𝐴 e 𝐵 do conjunto,
̅̅̅̅ está inteiramente contida no conjunto. Caso contrário, esse conjunto de pontos é
o segmento 𝐴𝐵
côncavo.

Exemplos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 16


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Perceba que para os conjuntos 𝑅1 e 𝑅2 , todos os pontos 𝐴 e 𝐵 dentro desses conjuntos estão
inteiramente contidos no conjunto. Isso não ocorre para os conjuntos 𝑅3 e 𝑅4 . Logo, os conjuntos 𝑅1
e 𝑅2 são convexos e os conjuntos 𝑅3 e 𝑅4 são côncavos.

Usando símbolos matemáticos:

𝑹 é 𝒄𝒐𝒏𝒗𝒆𝒙𝒂 ⇔ (∀𝑨, 𝑩 ∈ 𝑹 𝒆 𝑨 ≠ 𝑩 → ̅̅̅̅


𝑨𝑩 ⊂ 𝑹)

̅̅̅̅ ⊄ 𝑹)
𝑹 é 𝒄ô𝒏𝒄𝒂𝒗𝒂 ⇔ (∃𝑨, 𝑩 ∈ 𝑹 𝒆 𝑨 ≠ 𝑩 → 𝑨𝑩

3.2. Definição De Ângulo

Chamamos de ângulo a figura formada por duas semirretas não colineares de mesma origem.

O ponto 𝑂 é o vértice do ângulo e as semirretas 𝑂𝐴 e 𝑂𝐵 são os lados do ângulo.

Perceba que, caso as semirretas não sejam opostas, o ângulo determina duas regiões
angulares, um convexo e um côncavo. A região interna do ângulo 𝑅1 é convexa e a região externa 𝑅2
é côncava. 𝛼 é a notação usada para representar o ângulo da região convexa e 𝛽 é o ângulo da região
côncava. Também podemos usar a notação 𝛼 = 𝐴Ô𝐵 = Ô.

3.3. Classificação Dos Ângulos

3.3.1. Ângulo Adjacente


Dois ângulos são adjacentes se, e somente se, não tem pontos internos comuns.

Exemplos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 17


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𝐴Ô𝐵 e 𝐵Ô𝐶 são adjacentes

𝐴Ô𝐵 e 𝐴Ô𝐶 não são adjacentes, pois 𝐴Ô𝐵 possui pontos internos comuns com 𝐴Ô𝐶

3.3.2. Ângulo Consecutivo


Dois ângulos são consecutivos se, e somente se, um lado de um deles coincide com o lado do
outro.

Exemplos:

𝐴Ô𝐵 e 𝐵Ô𝐶 são consecutivos, pois possuem o lado 𝑂𝐵 em comum

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 18


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𝐴Ô𝐷 e 𝐵Ô𝐶 não são consecutivos, pois não possuem lado em comum

𝐴Ô𝐶 e 𝐴Ô𝐵 são consecutivos, pois possuem o lado 𝑂𝐴 em comum

3.3.3. Ângulos Opostos Pelo Vértice


Dois ângulos são opostos pelo vértice quando os lados de um deles são as semirretas opostas
dos lados do outro. Consequentemente, esses ângulos são iguais.

Exemplos:

𝐴Ô𝐵 e 𝐶Ô𝐷 são opostos pelo vértice

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 19


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Como 𝑂𝐷 é o oposto de 𝑂𝐵 e 𝑂𝐶 é o oposto de 𝑂𝐴, temos 𝐴Ô𝐵 + 𝐴Ô𝐷 = 180° e 𝐶Ô𝐷 + 𝐴Ô𝐷 =
180°, logo 𝐴Ô𝐵 = 𝐶Ô𝐷.

𝐴Ô𝐵 e 𝐶Ô𝐷 não são opostos pelo vértice, pois o lado 𝑂𝐷 não é a semirreta oposta de 𝑂𝐵

3.3.4. Ângulo Reto, Agudo, Obtuso E Raso

Ângulo agudo é todo ângulo menor do que 90°.

Ângulo obtuso é todo ângulo maior do que 90°.

Ângulo reto é todo ângulo igual a 90°.

Ângulo raso é todo ângulo igual a 180°.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 20


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Tipo de Ângulo Condição

Agudo < 90°

Obtuso > 90°

Reto = 90°

Raso = 180°

3.3.5. Ângulo Complementar, Suplementar, Replementar E


Explementar

Classificação para 𝜶 Condição


e𝜷

Complementar 𝛼 + 𝛽 = 90°

Suplementar 𝛼 + 𝛽 = 180°

Replementar 𝛼 + 𝛽 = 360°

Explementar 𝛼 − 𝛽 = 180°

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 21


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3.4. Unidades Usuais De Medidas

Atualmente, temos três unidades de medidas mais famosos: grau, grado e radiano. Vamos
estudar cada um deles:

3.4.1. Grau
Um grau (1°) é a unidade de medida determinada pela divisão de uma circunferência em 360
partes iguais. Assim, se dividimos uma circunferência no meio, cada arco que obtemos terá a medida
de 180°.

O grau pode ser subdividido em duas outras:

Definimos um minuto por 1′ e ele equivale a 1/60 do ângulo de um grau.

Um segundo é representado por 1′′ e equivale a 1/60 do ângulo de um minuto.

Dessa forma, temos as seguintes relações:

1° 1′
1′ = 𝑒 1′′ =
60 60

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 22


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1° = 60′ (60 𝑚𝑖𝑛𝑢𝑡𝑜𝑠)

1′ = 60′′ (60 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠)

As medidas acima são conhecidas como sistema sexagesimal.

3.4.2. Grado
Um grado (1 𝑔𝑟) é a unidade de medida determinada pela divisão da circunferência em 400
partes iguais. Dessa forma, se dividimos a circunferência no meio, cada arco terá a medida de 200 𝑔𝑟.

3.4.3. Radiano
Um radiano (1 𝑟𝑎𝑑) é a unidade de medida igual ao comprimento do raio da circunferência. O
comprimento total de uma circunferência é dado por:

𝐶 = 2𝜋𝑟

Onde 𝑟 é o raio da circunferência e 𝐶 é o seu comprimento total.

𝜋, lê-se “pi”, e seu valor numérico é aproximadamente:

𝜋 ≅ 3,14

Então, usando a fórmula:

̂
𝒄𝒐𝒎𝒑𝒓𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝑨𝑩
̂ =
𝑨𝑩
𝒄𝒐𝒎𝒑𝒓𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒂 𝒖𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆

̂ como o arco de uma volta completa na circunferência, temos:


E tomando 𝐴𝐵

2𝜋𝑟
̂ =
𝐴𝐵 = 2𝜋
𝑟

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 23


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Assim, o arco de uma volta completa corresponde a 2𝜋 𝑟𝑎𝑑.

Veja o exemplo:

̂ mede 10 cm e o raio da circunferência mede 5 cm. Calcule a


1) Um arco de circunferência 𝐴𝐵
medida do arco em radianos:

Temos a seguinte figura:

Vamos usar a fórmula da medida do arco:

̂
𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐴𝐵
̂ =
𝐴𝐵
𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑟𝑎𝑖𝑜

10 𝑐𝑚
𝐴𝑂̂𝐵 = = 2 𝑟𝑎𝑑
5 𝑐𝑚
Vimos os três principais tipos de medidas usadas para os ângulos. Podemos estabelecer a
seguinte equivalência entre elas:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 24


Prof. Ismael Santos

2𝜋 𝑟𝑎𝑑 = 360° = 400 𝑔𝑟

A tabela abaixo esquematiza essas relações:

Grau Grado Radiano

𝟑𝟔𝟎° 400𝑔𝑟 2𝜋 𝑟𝑎𝑑

𝟏𝟖𝟎° 200𝑔𝑟 𝜋 𝑟𝑎𝑑

3.5. Conversão De Unidades De Medida

Para converter ângulos em sistemas de medidas diferentes, podemos aplicar a regra de três.
Sendo 𝐺 a medida em graus e 𝑔 a medida em grados, a conversão de graus em radianos é dada por:

360° − 400 𝑔𝑟

𝐺−𝑔

Aplicando a regra de três, temos:

360𝑔 = 400𝐺

10
𝑔= 𝐺
9
Para converter graus em radianos, podemos usar a mesma ideia. Sendo 𝑟 a medida em
radianos:

360° − 2𝜋 𝑟𝑎𝑑

𝐺−𝑟

360𝑟 = 2𝜋𝐺
𝜋
𝑟= 𝐺
180
Vejamos um exemplo:

Vamos fazer a conversão de 240° em grado e em radianos:

Chamando de 𝑥 e 𝑦 os valores que queremos calcular, temos:

360° − 2𝜋 𝑟𝑎𝑑

240° − 𝑥

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 25


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Aplicando a regra de três:

360𝑥 = 240 ∙ 2𝜋

4
𝑥= 𝜋 𝑟𝑎𝑑
3
Analogamente para grados:

360° − 400𝑔𝑟

240° − 𝑦

360𝑦 = 240 ∙ 400

800
𝑦= 𝑔𝑟
3

3.6. Bissetriz

3.6.1. Definição
Uma semirreta 𝑂𝐶 interna ao ângulo 𝐴Ô𝐵 é bissetriz de 𝐴Ô𝐵 se, e somente se, 𝐴Ô𝐶 ≡ 𝐵Ô𝐶.
Na prática, a bissetriz é a semirreta localizada internamente na metade do ângulo.

Exemplo:

3.6.2. Unicidade Da Bissetriz


Vamos demonstrar a unicidade da bissetriz. Suponha que 𝑂𝐶 e 𝑂𝐷 sejam semirretas distintas
e bissetrizes do ângulo 𝐴Ô𝐵. Então, temos pela definição:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 26


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𝐴Ô𝐶 = 𝐵Ô𝐶

𝐴Ô𝐷 = 𝐵Ô𝐷 ⇒ 𝐴Ô𝐶 + 𝐶Ô𝐷 = 𝐵Ô𝐶 − 𝐶Ô𝐷

Como 𝐴Ô𝐶 = 𝐵Ô𝐶, temos:

𝐴Ô𝐶 + 𝐶Ô𝐷 = 𝐵Ô𝐶 − 𝐶Ô𝐷

𝐶Ô𝐷 = −𝐶Ô𝐷

𝐶Ô𝐷 = 0

⇒ 𝑂𝐶 = 𝑂𝐷

Absurdo! Pois, por hipótese 𝑂𝐶 e 𝑂𝐷 são distintos!

Portanto, a bissetriz é única.

Exercícios de Fixação

Demonstre que dois ângulos opostos pelo vértice são congruentes.


Resolução:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 27


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𝐴Ô𝐵 e 𝐶Ô𝐷 são opostos pelo vértice

Como 𝑂𝐷 é o oposto de 𝑂𝐵 e 𝑂𝐶 é o oposto de 𝑂𝐴, temos 𝐴Ô𝐵 + 𝐴Ô𝐷 = 180° e 𝐶Ô𝐷 +


𝐴Ô𝐷 = 180°, logo 𝐴Ô𝐵 = 𝐶Ô𝐷.

GABARITO: DEMONSTRAÇÃO

Determine o complemento, suplemento e replemento do ângulo de


𝟑𝟕°𝟑𝟐′𝟏𝟓′′.
Resolução:

Esse ângulo está no sistema sexagesimal.

Seja 𝛼, 𝛽 e 𝛾 o complemento, suplemento e replemento do ângulo dado, respectivamente.

Dessa forma, temos:

𝛼 = 90° − 37°32′15′′

Escrevendo 90° no sistema sexagesimal:

𝛼 = 89°59′ 60′′ − 37°32′ 15′′

𝛼 = 52°27′ 45′′

Calculando o suplemento:

𝛽 = 180° − 37°32′15′′

𝛽 = 179°59′ 60′′ − 37°32′15′′

𝛽 = 142°27′ 45′′

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 28


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Calculando o replemento:

𝛾 = 360° − 37°32′15′′

𝛾 = 359°59′ 60′′ − 37°32′15′′

𝛾 = 322°27′ 45′′

GABARITO: 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒍𝒆𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 = 𝟓𝟐°𝟐𝟕′ 𝟒𝟓′′ , 𝒔𝒖𝒑𝒍𝒆𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 = 𝟏𝟒𝟐°𝟐𝟕′ 𝟒𝟓′′ 𝒆 𝒓𝒆𝒑𝒍𝒆𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 = 𝟑𝟐𝟐°𝟐𝟕′ 𝟒𝟓′′

Determine a medida sexagesimal do suplemento do complemento do ângulo


de 𝟐𝟖, 𝟕𝟓 𝒈𝒓.

Resolução:

Inicialmente, vamos converter o ângulo de grado para graus:

28,75 𝑔𝑟 − 𝑥

200 𝑔𝑟 − 180°

180
𝑥= ∙ 28,75°
200
𝑥 = 25,875°

Escrevendo 𝑥 no sistema sexagesimal:

1° − 60′

0,875° − 𝑦

𝑦 = 60 ∙ 0,875′ = 52,5′

1′ − 60′′

0,5′ − 𝑧

𝑧 = 60 ∙ 0,5′′ = 30′′

⇒ 𝑥 = 25°52′30′′

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 29


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Seja 𝛼, o complemento de 𝑥, então:

𝛼 = 90° − 25°52′ 30′′

𝛼 = 89°59′ 60′′ − 25°52′ 30′′

𝛼 = 64°7′ 30′′

Seja 𝛽, o suplemento de 𝛼:

𝛽 = 180° − 64°7′ 30′′

𝛽 = 179°59′ 60′′ − 64°7′ 30′′

𝛽 = 115°52′ 30′′

GABARITO: 𝟏𝟏𝟓°𝟓𝟐′ 𝟑𝟎′′

𝑶𝑿 e 𝑶𝒀 são as bissetrizes de dois ângulos adjacentes, 𝑨Ô𝑩 e 𝑩Ô𝑪 ambos


agudos, e tais que 𝑨Ô𝑩 − 𝑩Ô𝑪 = 𝟑𝟔°. 𝑶𝒁 é a bissetriz do ângulo 𝑿Ô𝒀, calcular o ângulo 𝑩Ô𝒁.

Resolução:

Supondo que 𝑂𝑋 seja bissetriz de 𝐴Ô𝐵 e 𝑂𝑌, bissetriz de 𝐵Ô𝐶, temos:

(Poderia ser o contrário, com 𝑂𝑋, bissetriz de 𝐵Ô𝐶 e 𝑂𝑌, bissetriz de 𝐴Ô𝐵. O resultado
seria o mesmo.)

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 30


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Sejam 𝛼 e 𝛽 os ângulos de 𝐴Ô𝑋 e 𝐵Ô𝑌, respectivamente. Assim, temos:

𝐴Ô𝑋 = 𝐵Ô𝑋 = 𝛼

𝐵Ô𝑌 = 𝐶Ô𝑌 = 𝛽

De acordo com o enunciado:

𝐴Ô𝐵 − 𝐵Ô𝐶 = 36° ⇒ 2𝛼 − 2𝛽 = 36° ⇒ 𝛼 − 𝛽 = 18°

Queremos calcular 𝐵Ô𝑍. Como 𝑂𝑍 é bissetriz de 𝑋Ô𝑌:

𝑋Ô𝑍 = 𝛼 − 𝑥 (𝐼)

𝑋Ô𝑍 = 𝑌Ô𝑍 = 𝛽 + 𝑥 (𝐼𝐼)

Fazendo (𝐼) − (𝐼𝐼):

0= 𝛼−𝑥−𝛽−𝑥

𝛼−𝛽
𝑥=
2
18°
𝑥=
2
∴ 𝑥 = 9°

GABARITO: 𝑩Ô𝒁 = 𝟗°

As bissetrizes de dois ângulos consecutivos formam um ângulo de 𝟑𝟖°. Um


dos ângulos mede 𝟒𝟏°. Calcular o outro ângulo.

Resolução:

Como são ângulos consecutivos, temos duas possibilidades:

1) Um dos ângulos é interno ao outro:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 31


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Nesse caso, temos:

𝑋Ô𝑌 = 𝑋Ô𝐶 + 𝑌Ô𝐶

38° = 𝛼 − 2𝑥 + 𝑥

𝛼 − 𝑥 = 38°

Se 𝐴Ô𝐵 for o ângulo dado:

2𝛼 = 41° ⇒ 𝛼 = 20,5°

𝛼 − 𝑥 = 38° ⇒ 𝑥 = 𝛼 − 38° ⇒ 𝑥 = −17,5°

Como 𝑥 é negativo, essa situação não é possível.

Se 𝐵Ô𝐶 for o ângulo dado:

2𝑥 = 41° ⇒ 𝑥 = 20,5°

𝛼 − 𝑥 = 38° ⇒ 𝛼 = 𝑥 + 38° ⇒ 𝛼 = 58,5°

Dessa forma, o outro ângulo é dado por:

𝐴Ô𝐵 = 2𝛼 = 117°

2) Os ângulos são adjacentes:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 32


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Supondo que um dos ângulos seja 𝐴Ô𝐵, temos:

2𝛼 = 41° ⇒ 𝛼 = 20,5°

𝛼 + 𝛽 = 38° ⇒ 𝛽 = 17,5°

Assim, o outro ângulo é dado por:

2𝛽 = 35°

GABARITO: 𝟑𝟓° 𝒐𝒖 𝟏𝟏𝟕°

Quatro semirretas 𝑶𝑨, 𝑶𝑩, 𝑶𝑪 e 𝑶𝑫 forma os ângulos adjacentes


𝑨Ô𝑩, 𝑩Ô𝑪, 𝑪Ô𝑫 e 𝑫Ô𝑨, respectivamente proporcionais aos números 𝟏, 𝟐, 𝟒 e 𝟓. Determine
o ângulo formado pelas bissetrizes de 𝑨Ô𝑩 e 𝑪Ô𝑫.

Resolução:

Temos a seguinte figura:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 33


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Queremos calcular o ângulo 𝑋Ô𝑌. Definindo 𝐴Ô𝐵 = 𝛼, temos:

𝐴Ô𝐵 = 𝛼

𝐵Ô𝐶 = 2𝛼

𝐶Ô𝐷 = 4𝛼

𝐷Ô𝐴 = 5𝛼

A soma desses ângulos resulta no ângulo de 360°. Então:

𝛼 + 2𝛼 + 4𝛼 + 5𝛼 = 360°

12𝛼 = 360°

𝛼 = 30°

𝑋Ô𝑌 é dado por:

𝑋Ô𝑌 = 𝑋Ô𝐵 + 𝐵Ô𝐶 + 𝐶Ô𝑌

𝛼 4𝛼
𝑋Ô𝑌 = + 2𝛼 +
2 2

9𝛼
𝑋Ô𝑌 =
2
9
𝑋Ô𝑌 = ∙ 30° = 135°
2

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 34


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GABARITO: 𝟏𝟑𝟓°

Do vértice de um ângulo traçam-se as semirretas perpendiculares aos seus


lados. Demonstrar que o ângulo formado por essas semirretas e o ângulo dado são
suplementares.

Resolução:

Supondo genericamente a seguinte situação:

Podemos ver pela figura que:

𝛼 + 𝛽 + 90° + 90° = 360°

𝛼 + 𝛽 = 180°

∴ 𝛼 e 𝛽 são suplementares

GABARITO: DEMONSTRAÇÃO

4. Triângulos
4.1. Definição
̅̅̅̅ , 𝐵𝐶
Dados três pontos 𝐴, 𝐵 e 𝐶 não colineares, os segmentos 𝐴𝐵 ̅̅̅̅ e 𝐴𝐶
̅̅̅̅ definem o triângulo 𝐴𝐵𝐶.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 35


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Dizemos que 𝐴, 𝐵 e 𝐶 são os vértices do triângulo e os segmentos formados por esses pontos
são os lados do triângulo.

𝑎, 𝑏 e 𝑐 são os lados opostos dos ângulos 𝐴̂, 𝐵̂ e 𝐶̂ , respectivamente.

4.2. Classificação Dos Triângulos

4.2.1. Quanto Aos Lados


Um triângulo é classificado em:

Equilátero se, e somente se, todos os seus lados são congruentes.

Isósceles se, e somente se, possui dois lados congruentes.

Escaleno se, e somente se, nenhum lado é congruente.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 36


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4.2.2. Quanto Aos Ângulos


Um triângulo é classificado em:

Retângulo se, e somente se, possui um ângulo reto.

Acutângulo se, e somente se, todos os ângulos internos são agudos.

Obtusângulo se, e somente se, possui um ângulo obtuso.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 37


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4.2.3. Síntese De Clairaut


Seja um triângulo qualquer de lados 𝑎, 𝑏 e 𝑐, sendo 𝑎 o maior lado, podemos classificar o
triângulo de acordo com as seguintes condições:

Condição Tipo de triângulo

𝒂𝟐 < 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐 Acutângulo

𝒂𝟐 = 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐 Retângulo

𝒂𝟐 > 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐 Obtusângulo

4.3. Cevianas Notáveis

Definimos como ceviana qualquer reta que passa pelo vértice do triângulo. Vamos estudar as
principais:

4.3.1. Altura
Usualmente, usamos a letra ℎ para denotar a altura de um triângulo. Ela é um segmento que
passa pelo vértice do triângulo e forma um ângulo reto com o lado oposto desse vértice.

̅̅̅̅
𝐴𝐻 é a altura do vértice 𝐴.

4.3.2. Mediana
A mediana de um triângulo é o segmento que passa pelo vértice e pelo ponto médio do lado
oposto ao vértice.

Na figura abaixo, ̅̅̅̅̅


𝐴𝑀 é a mediana do vértice 𝐴.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 38


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4.3.3. Bissetrizes Interna E Externa


A bissetriz interna de um triângulo é o segmento que divide o ângulo interno em dois ângulos
congruentes. A bissetriz externa é o segmento que divide o ângulo externo em dois ângulos
congruentes.

̅̅̅̅̅
𝐴𝐵𝑖 é a bissetriz interna do Δ𝐴𝐵𝐶 e ̅̅̅̅̅
𝐴𝐵𝑒 é sua bissetriz externa.

4.4. Condição De Existência Do Triângulo

Na geometria plana, temos o postulado da distância mínima que afirma:

“A menor distância entre dois pontos é uma reta”.

Por esse postulado, podemos estudar a condição de existência do triângulo.

Assim, para um triângulo 𝐴𝐵𝐶, temos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 39


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𝑎 <𝑏+𝑐

𝑏 <𝑎+𝑐 ⇒𝑏−𝑐 <𝑎

𝑐 <𝑎+𝑏 ⇒𝑐−𝑏 <𝑎

|𝒃 − 𝒄| < 𝒂 < 𝒃 + 𝒄

Essa desigualdade é conhecida como desigualdade triangular.

4.5. Congruência De Triângulos

Podemos afirmar que dois ou mais triângulos são congruentes se, e somente se, todos os lados
e ângulos internos deles forem congruentes na mesma ordem.

Um postulado que consegue garantir a congruência de triângulos é o LAL, esse postulado gera
outros teoremas que também provam a congruência de triângulos. Não veremos a demonstração dos
teoremas, pois o que nos interessa é saber como aplicá-los.

4.5.1. Postulado 𝑳𝑨𝑳 (Lado-Ângulo-Lado)


Esse postulado diz que se dois triângulos tiverem dois lados e o ângulo entre esses lados
congruentes, podemos afirmar que esses triângulos são congruentes.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 40


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 ≡ Â′
𝐴𝐵 ≡ ̅̅̅̅̅̅
{̅̅̅̅ 𝐴′𝐵′ ⇒ Δ𝐴𝐵𝐶 ≡ Δ𝐴′𝐵′𝐶′
𝐴𝐶 ≡ ̅̅̅̅̅
̅̅̅̅ 𝐴′𝐶′

4.5.2. Teorema 𝑨𝑳𝑨 (Ângulo-Lado-Ângulo)


Se o lado e os ângulos adjacentes de dois triângulos forem congruentes ordenadamente,
podemos afirmar que os triângulos são congruentes.

 ≡ Â′
{𝐴𝐵 ≡ ̅̅̅̅̅̅
̅̅̅̅ 𝐴′𝐵′ ⇒ Δ𝐴𝐵𝐶 ≡ Δ𝐴′𝐵′𝐶′
̂ ̂
𝐵 ≡ 𝐵′

4.5.3. Teorema 𝑳𝑳𝑳 (Lado-Lado-Lado)


Se os três lados de dois triângulos são ordenadamente congruentes, esses triângulos são
congruentes.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 41


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𝐴𝐶 ≡ ̅̅̅̅̅
̅̅̅̅ 𝐴′𝐶′
̅̅̅̅ ≡ ̅̅̅̅̅̅
{𝐴𝐵 𝐴′𝐵′ ⇒ Δ𝐴𝐵𝐶 ≡ Δ𝐴′𝐵′𝐶′
̅̅̅̅̅̅
̅̅̅̅ ≡ 𝐵′𝐶′
𝐵𝐶

4.5.4. Teorema 𝑳𝑨𝑨𝟎 (Lado-Ângulo Adjacente-Ângulo Oposto)


Se dois triângulos tiverem o lado, ângulo adjacente e ângulo oposto desse lado congruentes,
então esses triângulos são congruentes.

 ≡ Â′
{ 𝐵̂ ≡ 𝐵′̂ ⇒ Δ𝐴𝐵𝐶 ≡ Δ𝐴′𝐵′𝐶′
̅̅̅̅̅̅
̅̅̅̅ ≡ 𝐵′𝐶′
𝐵𝐶

4.6. Consequência Do Postulado 𝑳𝑨𝑳

4.6.1. Triângulo Isósceles


Sabemos que um triângulo 𝐴𝐵𝐶 é isósceles se, e somente se, possui dois lados iguais.

Seja Δ𝐴𝐵𝐶 isósceles com 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶. Traçando-se a bissetriz no vértice 𝐴, temos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 42


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Como 𝐴𝐷 é a bissetriz do vértice 𝐴, temos 𝐵Â𝐷 = 𝐶Â𝐷.

Usando o postulado 𝐿𝐴𝐿, sabemos que Δ𝐴𝐵𝐷 ≡ Δ𝐴𝐶𝐷. Então, os elementos correspondentes
são congruentes:

Δ𝐴𝐵𝐷 ≡ Δ𝐴𝐶𝐷

̅̅̅̅ é mediana
𝐴𝐵 = 𝐴𝐶 ⇒ 𝐵𝐷 = 𝐶𝐷 ⇒ 𝐴𝐷

⇒ 𝐵̂ ≡ 𝐶̂

̂ 𝐵 = 𝐴𝐷
𝐴𝐷 ̂ 𝐶 = 𝜃 ⇒ 𝜃 + 𝜃 = 180° ⇒ 𝜃 = 90° ⇒ ̅̅̅̅
𝐴𝐷 é altura

̅̅̅̅ é mediana e altura ao mesmo tempo, temos por definição que 𝐴𝐷


Como 𝐴𝐷 ̅̅̅̅ é mediatriz do
̅̅̅̅
triângulo 𝐴𝐵𝐶. Perceba que todos os pontos da mediatriz do segmento 𝐵𝐶 são equidistantes das
extremidades 𝐵 e 𝐶. Então, se não soubéssemos que o triângulo 𝐴𝐵𝐶 era isósceles, pelo fato do
segmento 𝐴𝐷 ser mediatriz, poderíamos afirmar que ele é isósceles. Isso pode ser provado pelo
postulado 𝐿𝐴𝐿:

𝐵𝐷 ≡ 𝐷𝐶
̂ 𝐴 ≡ 𝐶𝐷
{𝐵𝐷 ̂ 𝐴 ⇒ Δ𝐵𝐷𝐴 ≡ Δ𝐶𝐷𝐴 ⇒ 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶
𝐷𝐴 ≡ 𝐷𝐴

4.6.2. Teorema Do Ângulo Externo


O Teorema do Ângulo Externo diz que:

Um ângulo externo de um triângulo é maior do que qualquer um dos ângulos internos não
adjacente.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 43


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𝛾′ > 𝛼

𝛾′ > 𝛽

Demonstração:

Seja 𝑀 o ponto médio do lado 𝐴𝐶 e 𝐷 o ponto tal que 𝐵𝑀 = 𝑀𝐷 e 𝐵, 𝑀 e 𝐷 são colineares.

Temos:

𝐴𝑀 = 𝑀𝐶

𝐵𝑀 = 𝑀𝐷

Como 𝐴𝑀̂ 𝐵 e 𝐶𝑀
̂ 𝐷 são ângulos opostos pelo vértice temos que 𝐴𝑀
̂ 𝐵 = 𝐶𝑀̂ 𝐷. Então, usando
o postulado 𝐿𝐴𝐿, podemos afirmar que Δ𝐵𝐴𝑀 ≡ Δ𝐷𝐶𝑀 e consequentemente 𝐵𝐴𝑀 = 𝐷𝐶̂ 𝑀.
̂

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 44


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𝛼 é ângulo interno a 𝛾′, logo 𝛾 ′ > 𝛼.

Analogamente, tomando-se o ponto médio de 𝐵𝐶, podemos provar que 𝛾 ′ > 𝛽.

4.6.3. Desigualdades No Triângulo


Dado o triângulo 𝐴𝐵𝐶 abaixo, temos:

𝒂>𝒃>𝒄⇔𝜶>𝜷>𝜸

Podemos afirmar que o maior ângulo possui o maior lado oposto.

4.7. Ângulos De Retas Paralelas

Sejam as retas 𝑟, 𝑠, 𝑡 dadas tal que 𝑟//𝑠 e 𝑡 cruza as outras duas. Os ângulos formados pelo
cruzamento de 𝑡 com 𝑟 e 𝑠 possuem uma relação entre eles, veja:

Os ângulos 𝛼1 , 𝛼2 , 𝛼3 , 𝛼4 são congruentes e os ângulos 𝛽1 , 𝛽2 , 𝛽3 , 𝛽4 são congruentes.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 45


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𝛼1 ≡ 𝛼2 ≡ 𝛼3 ≡ 𝛼4

𝛽1 ≡ 𝛽2 ≡ 𝛽3 ≡ 𝛽4

Esses ângulos recebem as seguintes denominações:

Classificações Par de ângulos

Alternos internos 𝛼2 𝑒 𝛼3
𝛽2 𝑒 𝛽3

Alternos externos 𝛼1 𝑒 𝛼4
𝛽1 𝑒 𝛽4

Colaterais internos 𝛼2 𝑒 𝛽3
𝛽2 𝑒 𝛼3

Colaterais externos 𝛼1 𝑒 𝛽4
𝛼4 𝑒 𝛽1

4.8. Teorema Angular De Tales

I) A soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180°.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 46


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𝜶 + 𝜷 + 𝜸 = 𝟏𝟖𝟎°

II) O ângulo externo de um triângulo é igual à soma dos dois ângulos internos não adjacentes
a ele.

𝜽=𝜶+𝜷

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 47


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4.9. Relações Métricas No Triângulo Retângulo

Relações métricas no
triângulo retângulo

(𝑰) 𝑏2 = 𝑎𝑛

(𝑰𝑰) 𝑐 2 = 𝑎𝑚

(𝑰𝑰𝑰) ℎ2 = 𝑚𝑛

(𝑰𝑽) 𝑏𝑐 = 𝑎ℎ

(𝑽) 𝑏ℎ = 𝑐𝑛

(𝑽𝑰) 𝑐ℎ = 𝑏𝑚

(𝑽𝑰𝑰) 𝑎2 = 𝑏2 + 𝑐 2
Pitágoras

(𝑽𝑰𝑰𝑰) 1 1 1
= +
ℎ2 𝑏2 𝑐 2

Demonstração:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 48


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Podemos ver que os triângulos 𝐴𝐵𝐶, 𝐷𝐵𝐴, 𝐷𝐴𝐶 são semelhantes. Assim, temos:
𝑎 𝑐
= ⇒ 𝑏𝑐 = 𝑎ℎ
𝑏 ℎ
𝑎 𝑐
Δ𝐴𝐵𝐶~Δ𝐷𝐵𝐴 ⇒ = ⇒ 𝑐 2 = 𝑎𝑚
𝑐 𝑚
𝑏 ℎ
{𝑐 = 𝑚 ⇒ 𝑐ℎ = 𝑏𝑚

𝑎 𝑏
= ⇒ 𝑏 2 = 𝑎𝑛
𝑏 𝑛
𝑎 𝑏
Δ𝐴𝐵𝐶~Δ𝐷𝐴𝐶 ⇒ = ⇒ 𝑏𝑐 = 𝑎ℎ
𝑐 ℎ
𝑏 𝑛
{ 𝑐 = ℎ ⇒ 𝑏ℎ = 𝑐𝑛

𝑐 𝑏
= ⇒ 𝑏ℎ = 𝑐𝑛
ℎ 𝑛
𝑐 𝑏
Δ𝐷𝐵𝐴~Δ𝐷𝐴𝐶 ⇒ = ⇒ 𝑐ℎ = 𝑏𝑚
𝑚 ℎ
𝑚 ℎ 2
{ ℎ = 𝑛 ⇒ ℎ = 𝑚𝑛

*Na próxima aula, veremos com mais detalhes os critérios de semelhança. Saiba que quando
os ângulos internos de dois triângulos são congruentes, podemos afirmar que ambos são
semelhantes.
1 1 1
Já estudamos o Teorema de Pitágoras, podemos usá-la para provar ℎ2 = 𝑏2 + 𝑐 2:

1 1 𝑐 2 + 𝑏2
+ =
𝑏2 𝑐 2 𝑏2𝑐 2
Usando o Teorema de Pitágoras, temos:

1 1 𝑎2
+ =
𝑏2 𝑐 2 𝑏2𝑐 2

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 49


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Pela relação (𝐼𝑉):

𝑏𝑐 = 𝑎ℎ

𝑏 2 𝑐 2 = 𝑎 2 ℎ2

Substituindo na equação:

1 1 𝑎2
+ =
𝑏 2 𝑐 2 𝑎 2 ℎ2
Portanto:

1 1 1
+ =
𝑏 2 𝑐 2 ℎ2

Exercícios de Fixação

Sabendo-se que 𝒓//𝒔//𝒕, calcule 𝒙.

Resolução:

Usando a propriedades dos ângulos de retas paralelas e ângulos opostos pelo vértice,
temos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 50


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Pela figura, podemos ver que:

127° − 𝑥 = 35°

𝑥 = 92°

GABARITO: 𝟗𝟐°

Dada a figura abaixo e sabendo que 𝒓//𝒔, demonstre que 𝒙 = 𝜶 + 𝜷.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 51


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Resolução:

Podemos traçar a reta 𝑡 tal que 𝑡//𝑠//𝑟:

Usando a propriedade dos ângulos opostos pelo vértice:

Podemos ver pela figura que:

𝑥 =𝛼+𝛽

GABARITO: DEMONSTRAÇÃO

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 52


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Sabendo que 𝒓//𝒔. Determine o valor de 𝒙.

Resolução:

Escrevendo os ângulos correspondentes na figura, temos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 53


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Somando os ângulos, temos:

2𝑥 + 3𝑥 + 100° = 360°

5𝑥 = 260°

𝑥 = 52°

GABARITO: 𝟓𝟐°

Determine 𝒙 e 𝒚:

a)

b)

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 54


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Resolução:

a)

Usando as relações métricas do triângulo retângulo, temos:

𝑥𝑦 = 3 ∙ 4

Pelo Teorema de Pitágoras:

𝑥 2 = 32 + 42 ⇒ 𝑥 = 5

Substituindo 𝑥 na equação:

5𝑦 = 12 ⇒ 𝑦 = 12/5

b)

Δ𝐴𝐵𝐷 é retângulo

Usando o Teorema de Pitágoras no Δ𝐴𝐵𝐷:

82 = 𝑥 2 + 𝑦 2 ⇒ 𝑥 2 + 𝑦 2 = 64 (𝐼)

Δ𝐴𝐵𝐷~Δ𝐵𝐷𝐶
𝑥 𝑦
= ⇒ 𝑦 2 = 12𝑥 (𝐼𝐼)
𝑦 12

Substituindo (𝐼𝐼) em (𝐼):

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 55


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𝑥 2 + 12𝑥 − 64 = 0

𝑥 = (−6 ± √100) = −16 𝑜𝑢 4

Como 𝑥 > 0, temos 𝑥 = 4.

Substituindo 𝑥 em (𝐼𝐼):

𝑦 2 = 12 ∙ 4

𝑦 = 4√3

GABARITO: A) 𝒙 = 𝟓 𝒆 𝒚 = 𝟏𝟐/𝟓 B) 𝒙 = 𝟒 𝒆 𝒚 = 𝟒√𝟑

Determine 𝒙:

a)

b)

Resolução:

a)

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 56


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Fazendo 𝐴𝐷 = 𝑦 e aplicando o teorema de Pitágoras nos triângulos 𝐴𝐵𝐷 e 𝐴𝐷𝐶:

32 = 𝑥 2 + 𝑦 2 (𝐼)

62 = 𝑦 2 + (𝑥 + 4)2 (𝐼𝐼)

Subtraindo (𝐼𝐼) − (𝐼):

36 − 9 = (𝑥 + 4)2 − 𝑥 2

27 = (𝑥 + 4 − 𝑥)(𝑥 + 4 + 𝑥)

27
= 2𝑥 + 4
4
27 11
𝑥= −2 =
8 8
b)

Fazendo 𝐴𝐷 = 𝑦 e aplicando o teorema de Pitágoras:

Δ𝐴𝐵𝐷:
2
(2√5) = 𝑥 2 + 𝑦 2 (𝐼)

Δ𝐵𝐷𝐶:

52 = 𝑥 2 + (5 − 𝑦)2 (𝐼𝐼)

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 57


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Subtraindo (𝐼𝐼) − (𝐼):

25 − 20 = (5 − 𝑦)2 − 𝑦 2

5 = (5 − 𝑦 − 𝑦)(5 − 𝑦 + 𝑦)

1 = 5 − 2𝑦

2𝑦 = 4

𝑦=2

Substituindo 𝑦 em (𝐼):

20 = 𝑥 2 + 22

𝑥 2 = 16

𝑥=4

GABARITO: A) 𝒙 = 𝟏𝟏/𝟖 B) 𝒙 = 𝟒

O 𝚫𝑨𝑩𝑪 é retângulo em 𝑩 e 𝑪𝑫 = 𝟐 ∙ 𝑩𝑫. Calcule 𝒙.

Resolução:

Fazendo 𝐴𝐵 = 𝑏 e 𝐵𝐷 = 𝑎, temos 𝐶𝐷 = 2𝑎. Perceba que os triângulos 𝐴𝐵𝐷 e 𝐴𝐵𝐶 são


semelhantes, pois possuem todos os ângulos internos congruentes:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 58


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Assim, calculando as razões entre os triângulos:

Δ𝐴𝐵𝐷~Δ𝐶𝐵𝐴

𝐵𝐷 𝐴𝐵
=
𝐴𝐵 𝐵𝐶
𝑎 𝑏
=
𝑏 3𝑎
𝑏 2 = 3𝑎2

𝑏 = √3𝑎

O ângulo 𝑥 é dado por:

𝑎 𝑎 √3
𝑡𝑔𝑥 = = =
𝑏 √3𝑎 3

𝑥 = 30°

GABARITO: 𝒙 = 𝟑𝟎°

Na figura a seguir temos 𝑨𝑴 = 𝑴𝑩. Calcule a medida de ̅̅̅̅


𝑨𝑩.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 59


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Resolução:

Sabendo que a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180°, temos:

𝜃 + 𝛼 = 90° (𝐼)

𝛽 + 𝛾 = 90° (𝐼𝐼)

̂ um ângulo raso:
Sendo 𝑀

𝛼 + 𝛽 + 90° = 180°

𝛼 + 𝛽 = 90° (𝐼𝐼𝐼)

Fazendo (𝐼𝐼𝐼) − (𝐼𝐼):

𝛼−𝛾 =0⇒𝛼 =𝛾

Fazendo (𝐼𝐼𝐼) − (𝐼):

𝛽−𝜃 =0⇒𝛽 =𝜃

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 60


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Os triângulos 𝐴𝐶𝑀 e 𝐵𝑀𝐷 são congruentes, logo:

𝑎 𝑀𝐵
=
𝐴𝑀 𝑏
𝑎𝑏 = 𝑀𝐵 ∙ 𝐴𝑀

Como 𝐴𝑀 = 𝑀𝐵 = 𝑥, temos:

𝑥 2 = 𝑎𝑏 ⇒ 𝑥 = √𝑎𝑏

̅̅̅̅ é dada por:


Assim, a medida de 𝐴𝐵

𝐴𝐵 = 2𝑥 = 2√𝑎𝑏

GABARITO: 𝑨𝑩 = 𝟐√𝒂𝒃

̂ 𝑪 = 𝑩𝑨
Na figura abaixo temos 𝑴𝑩 ̂ 𝑪, 𝑨𝑩 = 𝟑, 𝑩𝑪 = 𝟐 e 𝑨𝑪 = 𝟒. Calcule as
̅̅̅̅̅ e ̅̅̅̅̅
medidas dos segmentos 𝑴𝑪 𝑴𝑩.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 61


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Resolução:

Os triângulos 𝐵𝑀𝐶 e 𝐴𝐵𝐶 são semelhantes, pois todos os ângulos internos são
congruentes:

Fazendo a semelhança dos triângulos:

Δ𝐴𝐵𝐶~Δ𝐵𝑀𝐶

𝐴𝐵 𝐵𝑀
=
𝐴𝐶 𝐵𝐶
3 𝑦
=
4 2
3
𝑦=
2
𝐴𝐶 𝐵𝐶
=
𝐵𝐶 𝑀𝐶
4 2
=
2 𝑥
𝑥=1

GABARITO: 𝑴𝑪 = 𝟏 E 𝑴𝑩 = 𝟑/𝟐

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 62


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5. Lista de Questões - Nível 1


1. (Areas - Geometria Plana) Calcule o complemento, o suplemento e o replemento de
𝟕𝟎∘ 𝟐𝟖′ 𝟒𝟐′′ .

2. (Areas - Geometria Plana) Calcule o replemento do suplemento do complemento de


𝟑𝟎∘ 𝟒𝟕′ 𝟐𝟓′′ .

3. (Areas - Geometria Plana) A medida de um ângulo é igual ao triplo da medida de seu


suplemento. Quanto mede esse ângulo?

4. (Areas - Geometria Plana) A soma de um ângulo com a quarta parte de seu suplemento
é igual a 𝟏𝟎𝟖∘ . Quanto mede esse ângulo?

5. (Areas - Geometria Plana) A soma de dois ângulos é igual a 𝟏𝟎𝟎∘ e um deles é o dobro
do complemento do outro. Determine esses ângulos.

6. (Areas - Geometria Plana) Calcule dois ângulos suplementares, sabendo que a diferença
entre eles vale 𝟗∘ 𝟐𝟕′ 𝟒′′ .

7. (Areas - Geometria Plana) Determine dois ângulos, sabendo que a diferença entre eles
é de 𝟓𝟔∘ e a soma de seus complementos vale 𝟖𝟎∘ .

8. (Areas - Geometria Plana) Calcule o ângulo que excede a terça parte de seu
complemento em 𝟓𝟒∘ .

9. (Areas - Geometria Plana) A medida de um ângulo é 𝟕𝟓∘ maior que o dobro da medida
de seu complemento. Quanto mede esse ângulo?

10. (Areas - Geometria Plana) Dois ângulos 𝑨Ô𝑩 = 𝜶 e 𝑩Ô𝑪 = 𝜷 são adjacentes. Calcule o
ângulo formado pelas bissetrizes dos ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑩Ô𝑪.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 63


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11. (Areas - Geometria Plana) Na figura abaixo, calcule o ângulo formado pelas bissetrizes
dos ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑪Ô𝑫.

12. (Areas - Geometria Plana) Dois ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑩Ô𝑪 são adjacentes e 𝑩Ô𝑪 vale 𝟔𝟖∘ .
Calcule o ângulo formado pelas bissetrizes dos ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑨Ô𝑪.

13. (Areas - Geometria Plana) Na figura abaixo, os ângulos ∠𝑨𝑶𝑩, ∠𝑩𝑶𝑪, ∠𝑪𝑶𝑫 e ∠𝑫𝑪𝑨 são
respectivamente proporcionais aos números 𝟏, 𝟐, 𝟑, 𝟒. Calcule o ângulo formado pelas
bissetrizes dos ângulos ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑪𝑶𝑫.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 64


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14. (Areas - Geometria Plana) As bissetrizes de dois ângulos adjacentes ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑩𝑶𝑪 são
respectivamente 𝑶𝑴 e 𝑶𝑵. A bissetriz de ∠𝑴𝑶𝑵 forma 𝟑𝟓∘ com 𝑶𝑪. Se ∠𝑨𝑶𝑩 mede 𝟓𝟎∘ ,
calcule o valor do ângulo ∠𝑩𝑶𝑪.

15. (Areas - Geometria Plana) Na figura abaixo, ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑩𝑶𝑪 são dois ângulos adjacentes.
𝑶𝑿 e 𝑶𝒀 são as bissetrizes desses ângulos, respectivamente. Sabendo-se que ∠𝑨𝑶𝒀 =
𝟔𝟓∘ e ∠𝑿𝑶𝑪 = 𝟕𝟎∘ ,calcule ∠𝑿𝑶𝒀.

16. (Areas - Geometria Plana) Pelo ponto 𝑪 de uma reta 𝑨𝑩 traçam-se, num mesmo semi-
plano dos determinados por 𝑨𝑩, as semirretas 𝑪𝑸, 𝐂𝐓 e 𝑪𝑹. O ângulo ∠𝑨𝑪𝑸 é o dobro
do ângulo ∠𝑸𝑪𝑻 e o ângulo ∠𝑩𝑪𝑹 é o dobro do ângulo ∠𝑹𝑪𝑻. Calcule o ângulo formado
pelas bissetrizes dos ângulos ∠𝑸𝑪𝑻 e ∠𝑹𝑪𝑻.

17. (Areas - Geometria Plana) 𝑶𝑿 e 𝑶𝒀 são as bissetrizes de dois ângulos adjacentes ∠𝑨𝑶𝑩
e ∠𝑩𝑶𝑪, ambos agudos e tais que ∠𝑨𝑶𝑩 = ∠𝑩𝑶𝑪 = 𝟑𝟔∘ . Calcule o ângulo ∠𝑩𝑶𝒁, sabendo
que 𝑶𝒁 é a bissetriz do ângulo ∠𝑿𝑶𝒀.

18. (Areas - Geometria Plana) Sejam 𝑶𝑴 e 𝑶𝑵 as bissetrizes de dois ângulos adjacentes


∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑩𝑶𝑪, cuja diferença é 𝟐𝟒∘ . Sejam 𝑶𝒁 e ∠𝑶𝑻 as bissetrizes de ∠𝑴𝑶𝑵 e ∠𝑨𝑶𝑪,
respectivamente. Calcule o ângulo ∠𝒁𝑶𝑻.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 65


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19. (Areas - Geometria Plana) Na figura abaixo, a diferença entre os ângulos ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑪𝑶𝑫
vale 𝟒∘ . Calcule o ângulo que a bissetriz do ângulo ∠𝑩𝑶𝑪 forma com a bissetriz de ∠𝑨𝑶𝑫.

20. (Areas - Geometria Plana) Seja ∠𝑨𝑶𝑩 um ângulo e 𝒓 uma reta do seu plano que contém
𝑶 e situada na região não convexa. Sejam 𝑶𝑿 e 𝑶𝒀 as bissetrizes dos ângulos agudos
que 𝑶𝑨 e 𝑶𝑩 formam com 𝒓. Calcule o ângulo ∠𝑿𝑶𝒀, sabendo que ∠𝑨𝑶𝑩 mede 𝟏𝟑𝟎∘ .

21. (Areas - Geometria Plana) Calcule o menor ângulo formado pelos ponteiros de um
relógio às:

a) 𝟏𝟐𝒉𝟏𝟓𝒎𝒊𝒏

b) 𝟑𝒉𝟐𝟎𝒎𝒊𝒏

c) 𝟒𝒉𝟒𝟐𝒎𝒊𝒏

22. (Areas - Geometria Plana) A que horas pela primeira vez após as 𝟏𝟐 horas, os ponteiros
de um relógio formam um ângulo de 𝟏𝟏𝟎∘ ?

23. (Areas - Geometria Plana) A que horas após as 𝟏𝟐 horas os dois ponteiros de um relógio
coincidem pela primeira vez?

24. (Areas - Geometria Plana) Calcule a hora, entre 𝟑 e 𝟒 horas, para que os ponteiros de
um relógio formem um ângulo de 𝟑𝟓∘ .

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 66


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5.1. Gabarito
1. Complemento = 𝟏𝟗∘ 𝟑𝟏′ 𝟏𝟖′′ , Suplemento = 𝟏𝟎𝟗∘ 𝟑𝟏′ 𝟏𝟖′′ , Replemento= 𝟐𝟖𝟗∘ 𝟑𝟏′ 𝟏𝟖′′
2. 𝟐𝟏𝟎∘ 𝟒𝟕′ 𝟐𝟓′′
3. 𝟏𝟑𝟓∘
4. 𝟖𝟒∘
5. 𝟐𝟎∘ e 𝟖𝟎∘
6. 𝟗𝟒∘ 𝟒𝟑′ 𝟑𝟐′′ e 𝟖𝟓∘ 𝟏𝟔′ 𝟐𝟖′′
7. 𝟐𝟐∘ e 𝟕𝟖∘
8. 𝟔𝟑∘
9. 𝟖𝟓∘
𝜶+𝜷
10.
𝟐

11. 𝟏𝟑𝟓∘
12. 𝟑𝟒∘
13. 𝟏𝟒𝟒∘
14. 𝟐𝟎∘
15. 𝟒𝟓∘
16. 𝟑𝟎∘
17. 𝟎∘
18. 𝟔∘
19. 𝟐∘
20. 𝟏𝟓𝟓∘
21. 𝐚) 𝟖𝟐, 𝟓∘ 𝐛) 𝟐𝟎∘ 𝐜) 𝟏𝟏𝟏∘
22. 𝟏𝟐𝒉𝟐𝟎𝒎𝒊𝒏
𝟔𝟎
23. 𝟏𝟑𝒉 𝒎𝒊𝒏
𝟏𝟏

24. 𝟑𝒉𝟏𝟎𝒎𝒊𝒏

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6. Lista de Questões Comentadas - Nível 1


Calcule o complemento, o suplemento e o replemento de 𝟕𝟎∘ 𝟐𝟖′ 𝟒𝟐′′ .

Comentário:

Dado um ângulo 𝑥, seu complemento é 90∘ − 𝑥, seu suplemento é 180∘ − 𝑥 e seu replemento
é 360∘ . Além disso, sabemos que 1∘ = 60′ e 1′ = 60′′ . Assim, podemos calcular:

Complemento de 70∘ 28′ 42′′ :

90∘ − 70∘ 28′ 42′′ = 89∘ 59′ 60′′ − 70∘ 28′ 42′′ = 19∘ 31′ 18′′

Suplemento de 70∘ 28′ 42′′ :

180∘ − 70∘ 28′ 42′′ = 179∘ 59′ 60′′ = 109∘ 31′ 18′′

Replemento de 70∘ 28′ 42′′ :

360∘ − 70∘ 28′ 42′′ = 359∘ 59′ 60′′ − 289∘ 31′ 18′′

Gabarito: Complemento = 𝟏𝟗∘ 𝟑𝟏′ 𝟏𝟖′′ , Suplemento = 𝟏𝟎𝟗∘ 𝟑𝟏′ 𝟏𝟖′′ , Replemento= 𝟐𝟖𝟗∘ 𝟑𝟏′ 𝟏𝟖′′

Calcule o replemento do suplemento do complemento de 𝟑𝟎∘ 𝟒𝟕′ 𝟐𝟓′′.

Comentário:

O suplemento de 30∘ 47′ 25′′ é

180∘ − 30∘ 47′ 25′′ = 179∘ 59′ 60′′ − 30∘ 47′ 25′′ = 149∘ 12′ 35′′

Assim, queremos o replemento de 149∘ 12′ 35′′ , ou seja:

360∘ − 149∘ 12′ 35′′ = 359∘ 59′ 60′′ − 149∘ 12′ 35′′ = 210∘ 47′ 25′′

Gabarito: 𝟐𝟏𝟎∘ 𝟒𝟕′ 𝟐𝟓′′ .

A medida de um ângulo é igual ao triplo da medida de seu suplemento. Quanto mede esse
ângulo?

Comentário:

Seja essa medida igual a 𝑥. Seu suplemento é 180∘ − 𝑥. Portanto,

𝑥 = 3 ⋅ (180∘ − 𝑥) = 540∘ − 3𝑥 ⇒ 4𝑥 = 540∘

⇒ 𝑥 = 135∘

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 68


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Gabarito: 𝟏𝟑𝟓∘

A soma de um ângulo com a quarta parte de seu suplemento é igual a 𝟏𝟎𝟖∘ . Quanto mede esse
ângulo?

Comentário:

Seja esse ângulo igual a 𝑥. Seu suplemento é 180∘ − 𝑥. Assim,

180∘ − 𝑥 ∘
4𝑥 + 180∘ − 𝑥
𝑥+ = 108 ⇒ = 108∘
4 4
⇒ 3𝑥 + 180∘ = 432∘ ⇒ 3𝑥 = 252∘ ⇒ 𝑥 = 84∘

Gabarito: 𝟖𝟒∘

A soma de dois ângulos é igual a 𝟏𝟎𝟎∘ e um deles é o dobro do complemento do outro.


Determine esses ângulos.

Comentário:

Sejam os ângulos 𝑥 e 𝑦. Temos que

𝑥 + 𝑦 = 100 ⇒ 𝑦 = 100 − 𝑥

𝑥 = 2(90 − 𝑦) ⇒ 𝑥 = 2(90 − (100 − 𝑥)) = 2(𝑥 − 10) ⇒ 𝑥 = 2𝑥 − 20

⇒ 𝑥 = 20∘ ⇒ 𝑦 = 80∘

Gabarito: 𝟐𝟎∘ e 𝟖𝟎∘

Calcule dois ângulos suplementares, sabendo que a diferença entre eles vale 𝟗∘ 𝟐𝟕′ 𝟒′′ .

Comentário:

Sejam 𝑥 e 𝑦 esses ângulos. Temos que

𝑥 + 𝑦 = 180∘ ⇒ 𝑦 = 180∘ − 𝑥

𝑥 − 𝑦 = 9∘ 27′ 4′′ ⇒ 𝑥 − (180∘ − 𝑥) = 9∘ 27′ 4′′

⇒ 2𝑥 = 9∘ 27′ 4′′ + 180∘ = 189∘ 27′ 4′′

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 69


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189∘ 27′ 4′′ 189∘ 26′ 64′′ 188∘ 86′ 64′′


⇒𝑥= = = = 94∘ 43′ 32′′
2 2 2
⇒ 𝑦 = 94∘ 43′ 32′′ − 9∘ 27′ 4′′ = 85∘ 16′ 28′′

Gabarito: 𝟗𝟒∘ 𝟒𝟑′ 𝟑𝟐′′ e 𝟖𝟓∘ 𝟏𝟔′ 𝟐𝟖′′

Determine dois ângulos, sabendo que a diferença entre eles é de 𝟓𝟔∘ e a soma de seus
complementos vale 𝟖𝟎∘ .

Comentário:

Sejam esses ângulos 𝑥 e 𝑦, em graus. Temos que

𝑦 − 𝑥 = 56∘ ⇒ 𝑦 = 56∘ + 𝑥

(90∘ − 𝑥) + (90∘ − 𝑦) = 80∘ ⇒ 180∘ − (𝑥 + 𝑦) = 80∘ ⇒ 𝑥 + 𝑦 = 100∘

⇒ 𝑥 + 56∘ + 𝑥 = 100∘ ⇒ 2𝑥 = 44∘ ⇒ 𝑥 = 22∘

⇒ 𝑦 = 78∘

Gabarito: 𝟐𝟐∘ e 𝟕𝟖∘

Calcule o ângulo que excede a terça parte de seu complemento em 𝟓𝟒∘ .

Comentário:

Seja esse ângulo 𝑥. Do enunciado, temos que

90∘ − 𝑥 162∘ + 90∘ − 𝑥


𝑥 = 54∘ + =
3 3
⇒ 4𝑥 = 252∘ ⇒ 𝑥 = 63∘

Gabarito: 𝟔𝟑∘

A medida de um ângulo é 𝟕𝟓∘ maior que o dobro da medida de seu complemento. Quanto mede
esse ângulo?

Comentário:

Seja esse ângulo igual a 𝑥 graus. Temos que

𝑥 = 75 + 2(90 − 𝑥) = 75 + 180 − 2𝑥 ⇒ 3𝑥 = 255 ⇒ 𝑥 = 85∘

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 70


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Gabarito: 𝟖𝟓∘

Dois ângulos 𝑨Ô𝑩 = 𝜶 e 𝑩Ô𝑪 = 𝜷 são adjacentes. Calcule o ângulo formado pelas bissetrizes
dos ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑩Ô𝑪.

Comentário:

Temos a figura abaixo, onde 𝑂𝐷 e 𝑂𝐸 são as bissetrizes

Veja que

𝛼 𝛽
∠𝐵𝑂𝐸 = , ∠𝐷𝑂𝐵 =
2 2
Assim, o ângulo pedido é

𝛼+𝛽
∠𝐷𝑂𝐸 = ∠𝐵𝑂𝐸 + ∠𝐷𝑂𝐵 =
2

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 71


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𝜶+𝜷
Gabarito: 𝟐

Na figura abaixo, calcule o ângulo formado pelas bissetrizes dos ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑪Ô𝑫.

Comentário:

Veja que

∠𝐷𝑂𝐶 + ∠𝐴𝑂𝐵 = 180∘ − 90∘ = 90∘

Assim, se as bissetrizes citadas no enunciado fazem um ângulo 𝛼 e 𝛽 com a reta 𝐴𝐷 temos


que

90∘
𝛼+𝛽 = = 45∘
2
Assim, o ângulo entre as bissetrizes pode ser dado por

180∘ − 𝛼 − 𝛽 = 180∘ − 45∘ = 135∘

Gabarito: 𝟏𝟑𝟓∘

Dois ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑩Ô𝑪 são adjacentes e 𝑩Ô𝑪 vale 𝟔𝟖∘ . Calcule o ângulo formado pelas
bissetrizes dos ângulos 𝑨Ô𝑩 e 𝑨Ô𝑪.

Comentário:

Seja 𝐴Ô𝐵 = 𝛼. Temos que

𝐴Ô𝐶 = 𝛼 + 68∘

Assim, o ângulo entre 𝐴𝑂 e a bissetriz de 𝐴Ô𝐶 é

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 72


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𝛼 + 68∘ 𝛼
= + 34∘
2 2

Por outro lado, o ângulo entre 𝐴𝑂 e a bissetriz de 𝐴Ô𝐵 é


𝛼
2
Portanto, o ângulo entre as duas bissetrizes deve ser igual à diferença entre esses dois
ângulos, ou seja,
𝛼 𝛼
+ 34∘ − = 34∘
2 2
Gabarito: 𝟑𝟒∘

Na figura abaixo, os ângulos ∠𝑨𝑶𝑩, ∠𝑩𝑶𝑪, ∠𝑪𝑶𝑫 e ∠𝑫𝑪𝑨 são respectivamente proporcionais
aos números 𝟏, 𝟐, 𝟑, 𝟒. Calcule o ângulo formado pelas bissetrizes dos ângulos ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑪𝑶𝑫.

Comentário:

Do enunciado, temos que

∠𝐵𝑂𝐶 ∠𝐶𝑂𝐷 ∠𝐷𝐶𝐴


∠𝐴𝑂𝐵 = = =
2 3 4
Como a soma desses ângulos é igual a uma volta completa, temos que

∠𝐴𝑂𝐵 + 2∠𝐴𝑂𝐵 + 3∠𝐴𝑂𝐵 + 4∠𝐴𝑂𝐵 = 10∠𝐴𝑂𝐵 = 360∘

⇒ ∠𝐴𝑂𝐵 = 36∘

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 73


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Vamos calcular o ângulo entre as bissetrizes citadas e a semirreta 𝑂𝐴. O ângulo entre a
bissetriz de ∠𝐴𝑂𝐵 e esse semirreta é

36∘
= 18∘
2
Já o ângulo entre a bissetriz de ∠𝐶𝑂𝐷 e a semirreta é

∠𝐶𝑂𝐷 108∘
∠𝐴𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝐶 + = 36∘ + 72∘ + = 108∘ + 54∘ = 162∘
2 2
Portanto, o ângulo entre essas duas bissetrizes é igual à diferença entre os ângulos
calculados, ou seja,

162∘ − 18∘ = 144∘

Gabarito: 𝟏𝟒𝟒∘

As bissetrizes de dois ângulos adjacentes ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑩𝑶𝑪 são respectivamente 𝑶𝑴 e 𝑶𝑵. A


bissetriz de ∠𝑴𝑶𝑵 forma 𝟑𝟓∘ com 𝑶𝑪. Se ∠𝑨𝑶𝑩 mede 𝟓𝟎∘ , calcule o valor do ângulo ∠𝑩𝑶𝑪.

Comentário:

Temos a figura abaixo:

Veja que

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 74


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∠𝐴𝑂𝐵 ∠𝐵𝑂𝐶
∠𝑀𝑂𝑁 = ∠𝑀𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝑁 = + = 35∘
2 2
∠𝐵𝑂𝐶
⇒ = 35∘ − 25∘ = 10∘
2
⇒ ∠𝐵𝑂𝐶 = 20∘

Gabarito: 𝟐𝟎∘

Na figura abaixo, ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑩𝑶𝑪 são dois ângulos adjacentes. 𝑶𝑿 e 𝑶𝒀 são as bissetrizes desses
ângulos, respectivamente. Sabendo-se que ∠𝑨𝑶𝒀 = 𝟔𝟓∘ e ∠𝑿𝑶𝑪 = 𝟕𝟎∘ ,calcule ∠𝑿𝑶𝒀.

Comentário:

Veja que

∠𝐴𝑂𝑌 = ∠𝐴𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝑌 = 2∠𝑋𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝑌 = 65∘

∠𝑋𝑂𝐶 = ∠𝐶𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝑋 = 2∠𝐵𝑂𝑌 + ∠𝐵𝑂𝑋 = 70∘

Somando as duas equações, temos que

3(∠𝐵𝑂𝑋 + ∠𝐵𝑂𝑌) = 65∘ + 70∘ = 135∘ ⇒ ∠𝐵𝑂𝑋 + ∠𝐵𝑂𝑌 = 45∘

Portanto,

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 75


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∠𝑋𝑂𝑌 = ∠𝐵𝑂𝑋 + ∠𝐵𝑂𝑌 = 45∘

Gabarito: 𝟒𝟓∘

Pelo ponto 𝑪 de uma reta 𝑨𝑩 traçam-se, num mesmo semi-plano dos determinados por 𝑨𝑩,
as semirretas 𝑪𝑸, 𝐂𝐓 e 𝑪𝑹. O ângulo ∠𝑨𝑪𝑸 é o dobro do ângulo ∠𝑸𝑪𝑻 e o ângulo ∠𝑩𝑪𝑹 é o
dobro do ângulo ∠𝑹𝑪𝑻. Calcule o ângulo formado pelas bissetrizes dos ângulos ∠𝑸𝑪𝑻 e ∠𝑹𝑪𝑻.

Comentário:

Temos a figura abaixo em que o ângulo buscado é ∠𝐷𝐶𝐸.

Seja

∠𝑄𝐶𝑇 = 𝛼 ⇒ ∠𝐴𝐶𝑄 = 2𝛼

∠𝑅𝐶𝑇 = 𝛽 ⇒ ∠𝐵𝐶𝑅 = 2𝛽

Disso concluímos que

3𝛼 + 3𝛽 = 180∘ ⇒ 𝛼 + 𝛽 = 60∘

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 76


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Por fim, veja que o ângulo pedido é

∠𝑄𝐶𝑇 ∠𝑅𝐶𝑇 𝛼 + 𝛽
+ = = 30∘
2 2 2
Gabarito: 𝟑𝟎∘

𝑶𝑿 e 𝑶𝒀 são as bissetrizes de dois ângulos adjacentes ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑩𝑶𝑪, ambos agudos e tais que
∠𝑨𝑶𝑩 = ∠𝑩𝑶𝑪 = 𝟑𝟔∘ . Calcule o ângulo ∠𝑩𝑶𝒁, sabendo que 𝑶𝒁 é a bissetriz do ângulo ∠𝑿𝑶𝒀.

Comentário:

Como ∠𝐴𝑂𝐵 = ∠𝐵𝑂𝐶, segue que a bissetriz de ∠𝐴𝑂𝐶 é igual à bissetriz de ∠𝑋𝑂𝑌. Porém,
temos que bissetriz de ∠𝐴𝑂𝐶 é 𝑂𝐵. Assim, concluímos que 𝑂𝐵 = 𝑂𝑍, ou seja, o ângulo pedido
é

∠𝐵𝑂𝑍 = 0∘

Gabarito: 𝟎∘

Sejam 𝑶𝑴 e 𝑶𝑵 as bissetrizes de dois ângulos adjacentes ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑩𝑶𝑪, cuja diferença é 𝟐𝟒∘ .
Sejam 𝑶𝒁 e 𝑶𝑻 as bissetrizes de ∠𝑴𝑶𝑵 e ∠𝑨𝑶𝑪, respectivamente. Calcule o ângulo ∠𝒁𝑶𝑻.

Comentário:

Temos a figura abaixo:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 77


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Seja ∠𝐴𝑂𝑀 = 𝛼 ⇒ ∠𝐴𝑂𝐵 = 2𝛼. Assim, temos que

∠𝐵𝑂𝐶 = 2𝛼 + 24∘ ⇒ ∠𝐵𝑂𝑁 = 𝛼 + 12∘

Assim, temos que

∠𝑀𝑂𝑁 = 𝛼 + 𝛼 + 12∘ = 2𝛼 + 12∘ ⇒ ∠𝑍𝑂𝑁 = 𝛼 + 6∘

Veja que

2𝛼 + 2𝛼 + 24∘
∠𝑇𝑂𝐶 = = 2𝛼 + 12∘
2
⇒ ∠𝑇𝑂𝑁 = ∠𝑇𝑂𝐶 − ∠𝑁𝑂𝐶 = 2𝛼 + 12∘ − (𝛼 + 12∘ ) = 𝛼

⇒ ∠𝑍𝑂𝑇 = ∠𝑍𝑂𝑁 − ∠𝑇𝑂𝑁 = 𝛼 + 6∘ − 𝛼 = 6∘

Gabarito: 𝟔∘

Na figura abaixo, a diferença entre os ângulos ∠𝑨𝑶𝑩 e ∠𝑪𝑶𝑫 vale 𝟒∘ . Calcule o ângulo que a
bissetriz do ângulo ∠𝑩𝑶𝑪 forma com a bissetriz de ∠𝑨𝑶𝑫.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 78


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Comentário:

Veja que o ângulo entre a bissetriz do ângulo ∠𝐵𝑂𝐶 e a semirreta 𝑂𝐴 é

∠𝐵𝑂𝐶
∠𝐴𝑂𝐵 +
2
Já o ângulo que a bissetriz de ∠𝐴𝑂𝐵 faz com a semirreta 𝑂𝐴 é

∠𝐴𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝐶 + ∠𝐶𝑂𝐷


2
Assim, o ângulo pedido é:

∠𝐴𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝐶 + ∠𝐶𝑂𝐷 ∠𝐵𝑂𝐶 ∠𝐶𝑂𝐷 − ∠𝐴𝑂𝐵 4∘


| − (∠𝐴𝑂𝐵 + )| = | | = = 2∘
2 2 2 2
Gabarito: 𝟐∘

Seja ∠𝑨𝑶𝑩 um ângulo e 𝒓 uma reta do seu plano que contém 𝑶 e situada na região não
convexa. Sejam 𝑶𝑿 e 𝑶𝒀 as bissetrizes dos ângulos agudos que 𝑶𝑨 e 𝑶𝑩 formam com 𝒓. Calcule
o ângulo ∠𝑿𝑶𝒀, sabendo que ∠𝑨𝑶𝑩 mede 𝟏𝟑𝟎∘ .

Comentário:

Temos a figura abaixo:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 79


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Veja que

2∠𝐴𝑂𝑋 + ∠𝐴𝑂𝐵 + 2∠𝐵𝑂𝑌 = 180∘ ⇒ ∠𝐴𝑂𝑋 + ∠𝐵𝑂𝑌 = 25∘

Assim, temos que

∠𝑋𝑂𝑌 = ∠𝐴𝑂𝑋 + ∠𝐴𝑂𝐵 + ∠𝐵𝑂𝑌 = 130∘ + 25∘ = 155∘

Gabarito: 𝟏𝟓𝟓∘

Calcule o menor ângulo formado pelos ponteiros de um relógio às:

a) 𝟏𝟐𝒉𝟏𝟓𝒎𝒊𝒏

b) 𝟑𝒉𝟐𝟎𝒎𝒊𝒏

c) 𝟒𝒉𝟒𝟐𝒎𝒊𝒏

Comentário:

Seja ℎ a hora do determinado instante (em módulo 12) e 𝑚 o minuto do instante. O ângulo
formado entre o ponteiro dos minutos e o início (0ℎ0𝑚𝑖𝑛) é

360∘
𝑚⋅ = 6𝑚
60𝑚𝑖𝑛

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 80


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Já o ângulo entre o ponteiro das horas e o início é

360∘ 6𝑚 𝑚
ℎ⋅ + = 30ℎ +
12ℎ 12 2
Assim, o ângulo formado entre os dois ponteiros vale

𝑚 11𝑚 60ℎ − 11𝑚


|30ℎ + − 6𝑚| = |30ℎ − |=| |
2 2 2
Porém, se esse ângulo for maior que 180∘ , temos que o menor ângulo entre os dois ponteiros
será o replementar desse ângulo.

Assim, em cada item:

a) Temos ℎ = 0 e 𝑚 = 15, o ângulo é

60 ⋅ 0 − 11 ⋅ 15 165∘
| |= = 82,5∘
2 2

b) Temos ℎ = 3, 𝑚 = 20, o ângulo é

60 ⋅ 3 − 11 ⋅ 20 220 − 180
| |= = 20∘
2 2
c) Temos ℎ = 4, 𝑚 = 42, o ângulo é

60 ⋅ 4 − 11 ⋅ 42 462 − 240 222∘


| |= = = 111∘
2 2 2
Gabarito: 𝐚) 𝟖𝟐, 𝟓∘ , 𝐛) 𝟐𝟎∘ , 𝐜) 𝟏𝟏𝟏∘

A que horas pela primeira vez após as 𝟏𝟐 horas, os ponteiros de um relógio formam um ângulo
de 𝟏𝟏𝟎∘ ?

Comentário:

Como vimos na questão anterior, temos que

60ℎ − 11𝑚
| | = 110 ⇒ |60ℎ − 11𝑚| = 220
2
Temos duas possibilidades. Se

60ℎ − 11𝑚 = 220

O menor valor de ℎ que satisfaz é ℎ = 4. Porém, se

11𝑚 − 60ℎ = 220

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 81


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Conseguimos uma solução com ℎ = 0 e 𝑚 = 20. Assim, o horário procurado é

12ℎ20𝑚𝑖𝑛

Gabarito: 𝟏𝟐𝒉𝟐𝟎𝒎𝒊𝒏

A que horas após as 𝟏𝟐 horas os dois ponteiros de um relógio coincidem pela primeira vez?

Comentário:

Veja que precisamos que

60ℎ − 11𝑚
| |=0
2
Se

60ℎ − 11𝑚
| | = 0 ⇒ 60ℎ = 11𝑚
2
Como ℎ é inteiro e queremos minimizá-lo, fazemos ℎ = 1:

60
𝑚=
11

Assim, o horário pedido é

60
13ℎ 𝑚𝑖𝑛
11
𝟔𝟎
Gabarito: 𝟏𝟑𝒉 𝟏𝟏 𝒎𝒊𝒏

Calcule a hora, entre 𝟑 e 𝟒 horas, para que os ponteiros de um relógio formem um ângulo de
𝟑𝟓∘ .

Comentário:

Precisamos que

60ℎ − 11𝑚
| | = 35∘
2

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 82


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Entre 3 e 4 horas, temos que

ℎ = 3 ⇒ |180 − 11𝑚| = 70 ⇒ 11𝑚 = 180 − 70 = 110

⇒ 𝑚 = 10

Assim a hora pedida é

3ℎ10𝑚𝑖𝑛

Gabarito: 𝟑𝒉𝟏𝟎𝒎𝒊𝒏

7. Lista de Questões - Nível 2

1. (EEAR/2021.2)
No triângulo ABC da figura, 𝑥 é a medida de um ângulo interno e 𝑧 e 𝑤 são medidas de ângulos
externos. Se 𝑧 + 𝑤 = 220° e 𝑧 − 20° = 𝑤, então 𝑥 é

a) complemento de 120°
b) complemento de 60°
c) suplemento de 140°
d) suplemento de 50°

2. (ESA/2015)

Em um triângulo retângulo de lados 𝟗 𝒎, 𝟏𝟐 𝒎 e 𝟏𝟓 𝒎, a altura relativa ao maior lado será:

a) 𝟕, 𝟐 𝒎

b) 𝟕, 𝟖 𝒎

c) 𝟖, 𝟔 𝒎
d) 𝟗, 𝟐 𝒎

e) 𝟗, 𝟔 𝒎

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 83


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3. (ESA/2015)

Num triângulo retângulo cujos catetos medem √𝟖 e √𝟗, a hipotenusa mede

a) √𝟏𝟎

b) √𝟏𝟏

c) √𝟏𝟑

d) √𝟏𝟕

e) √𝟏𝟗

4. (ESA/2006)

O ângulo convexo formado pelos ponteiros de um relógio às 14h25min é igual a:

a) 𝟖𝟔°𝟑𝟎′

b) 𝟒𝟔°𝟑𝟎′

c) 𝟕𝟕°𝟑𝟎′

d) 𝟖𝟗°𝟔𝟎′

e) 𝟏𝟐°𝟑𝟎′

5. (ESA/2005)

Chama-se passo a distância entre dois sulcos consecutivos de um parafuso. Ao dar-se uma
volta completa (𝜶 = 𝟑𝟔𝟎°) em uma chave que o aperta, o parafuso penetra 1 passo no corpo
onde está preso. Na situação ao lado, para apertar completamente o parafuso até que sua
cabeça encoste na superfície “s” deve-se girar o parafuso, em graus

a) 468°
b) 1872°

c) 1440°

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d) 117°

e) 1989°

6. (EEAR/2018)

O complemento do suplemento do ângulo de 𝟏𝟏𝟐° mede

a) 𝟏𝟖°

b) 𝟐𝟖°

c) 𝟏𝟐°

d) 𝟐𝟐°

7. (EEAR/2017)

Se 𝑨𝑩𝑪 é um triângulo, o valor de 𝜶 é

a) 𝟏𝟎°

b) 𝟏𝟓°

c) 𝟐𝟎°

d) 𝟐𝟓°

8. (EEAR/2017)

No quadrilátero 𝑨𝑩𝑪𝑫, o valor de 𝒚 − 𝒙 é igual a

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a) 𝟐𝒙

b) 𝟐𝒚
𝒙
c) 𝟐
𝒚
d)
𝟐

9. (EEAR/2016)
̂ e𝑩
Os ângulos 𝑨 ̂ são congruentes. Sendo 𝑨̂ = 𝟐𝒙 + 𝟏𝟓° e 𝑩
̂ = 𝟓𝒙 − 𝟗°. Assinale a alternativa
que representa, corretamente, o valor de 𝒙.

a) 𝟐°

b) 𝟖°

c) 𝟏𝟐°

d) 𝟐𝟒°

10. (EEAR/2016)

Sabe-se que a hipotenusa de um triângulo retângulo tem 𝟓√𝟓 cm de comprimento e a soma


dos catetos é igual a 15 cm. As medidas, em cm, dos catetos são

a) 6 e 9

b) 2 e 13

c) 3 e 12

d) 5 e 10

11. (EEAR/2016)

Uma escada é apoiada em uma parede perpendicular ao solo, que por sua vez é plano. A
base da escada, ou seja, seu contato com o chão, dista 10m da parede. O apoio dessa escada

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com a parede está a uma altura de 𝟏𝟎√𝟑m do solo. Isto posto, o ângulo entre a escada e o
solo é de

a) 𝟔𝟎°

b) 𝟒𝟓°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟏𝟓°

12. (EEAR/2016)

Um triângulo ABC de base 𝑩𝑪 = (𝒙 + 𝟐) tem seus lados AB e AC medindo,


respectivamente, (𝟑𝒙 − 𝟒) 𝒆 (𝒙 + 𝟖). Sendo este triângulo isósceles, a medida da base BC é

a) 𝟒

b) 𝟔

c) 𝟖

d) 𝟏𝟎

13. (EEAR/2015)
̂
𝒔𝒆𝒏 𝑩
Em um triângulo ABC, retângulo em C, a razão ̂
é igual a
𝐜𝐨𝐬 𝑨
𝑨𝑪
a) 𝑩𝑪
𝑨𝑩
b) 𝑨𝑪

c) 𝟏

d) 𝟐

14. (EEAR/2015)

Seja 𝑨𝑩𝑪 um triângulo isósceles de base 𝑩𝑪 = (𝒙 + 𝟑)𝒄𝒎, com 𝑨𝑩 = (𝒙 + 𝟒)𝒄𝒎 e 𝑨𝑪 =


(𝟑𝒙 − 𝟏𝟎)𝒄𝒎. A base de 𝑨𝑩𝑪 mede cm.

a) 𝟒

b) 𝟔

c) 𝟖
d) 𝟏𝟎

15. (EEAR/2013)

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Em um triângulo retângulo, a hipotenusa é o dobro de um cateto. O ângulo oposto a esse


cateto mede

a) 𝟐𝟎°

b) 𝟑𝟎°

c) 𝟒𝟓°

d) 𝟔𝟎°

16. (EEAR/2012)
̂ 𝒊 é 68° e do ângulo externo 𝑺
Num triângulo 𝜟𝑹𝑺𝑻 a medida do ângulo interno 𝑹 ̂𝒆 é 105°
Então o ângulo interno T mede:

a) 𝟓𝟐°

b) 𝟒𝟓°

c) 𝟑𝟕°

d) 𝟑𝟎°

17. (EEAR/2012)

Considerando as medidas indicadas no triângulo, o valor de 𝒔𝒆𝒏(𝟒𝟐°) + 𝒔𝒆𝒏(𝟒𝟖°) é

a) 1,41

b) 1,67

c) 1,74

d) 1,85

18. (EEAR/2011)

Em um triângulo retângulo, um dos catetos mede 4 cm, e o ângulo que lhe é adjacente mede
𝟔𝟎°. A hipotenusa desse triângulo, em cm, mede

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a) 6

b) 7

c) 8

d) 9

19. (EEAR/2010)

Na figura, AH é altura do triângulo ABC.

Assim, o valor de x é:

a) 𝟐𝟎°

b) 𝟏𝟓°

c) 𝟏𝟎°

d) 𝟓°

20. (EEAR/2009)
Na figura, ̅̅̅̅
𝑩𝑪 = 𝟐 𝒄𝒎.

Assim, a medida de ̅̅̅̅


𝑨𝑩, em cm, é

a) 𝟐√𝟑

b) 𝟒√𝟐

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c) 𝟓√𝟐

d) 𝟑√𝟑

21. (EEAR/2008)

Um triângulo 𝜟𝑨𝑩𝑪 tem dois lados congruentes que formam entre si um ângulo de 𝟒𝟐°. Um
dos outros dois ângulos internos desse triângulo medem

a) 𝟑𝟗°

b) 𝟒𝟖°

c) 𝟓𝟖°

d) 𝟔𝟗°

22. (EEAR/2008)

O triângulo cujos lados medem 𝟔𝒄𝒎, 𝟕𝒄𝒎 𝒆 𝟏𝟎𝒄𝒎 é classificado como

a) equilátero e retângulo.

b) escaleno e acutângulo.

c) isósceles e acutângulo.

d) escaleno e obtusângulo.

23. (EEAR/2008)

Na figura, 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪 e 𝑩𝑪 = 𝑪𝑴. O valor de x é:

a) 𝟓𝟎°

b) 𝟒𝟓°

c) 𝟒𝟐°
d) 𝟑𝟖°

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24. (EEAR/2008)
̂) = 𝟏 ⋅
Em um triângulo ABC, retângulo em A, a hipotenusa mede 𝟓 𝒅𝒎 e 𝒔𝒆𝒏(𝑩 𝟐
̂ ). Nessas condições, o maior cateto mede, em dm,
𝒔𝒆𝒏(𝑪

a) 𝟑

b) 𝟒

c) √𝟓

d) 𝟐√𝟓

25. (EEAR/2006)

Em um triângulo 𝑨𝑩𝑪, o ângulo externo de vértice A mede 𝟏𝟏𝟔°. Se a diferença entre as


medidas dos ângulos internos 𝑩 e 𝑪 é 𝟑𝟎°, então o maior ângulo interno do triângulo mede:
a) 𝟕𝟓°.

b) 𝟕𝟑°.

c) 𝟕𝟎°.

d) 𝟔𝟖°.

26. (EEAR/2006)

Sejam as relações métricas no triângulo ABC:

I – 𝒃𝟐 = 𝒂 ⋅ 𝒙
̂
II – 𝒂𝟐 = 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐 − 𝟐 ⋅ 𝒃 ⋅ 𝒄 ⋅ 𝒄𝒐𝒔 𝑨

III – 𝒉 = 𝒙 ⋅ 𝒚
𝟏 𝟏 𝟏
IV – 𝒉𝟐 = 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐

Se o triângulo ABC é retângulo em A, então o número de relações verdadeiras acima é

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a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

27. (EEAR/2005)

Em um triângulo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é igual ao dobro do


produto das medidas dos catetos. Um dos ângulos agudos desse triângulo mede

a) 𝟏𝟓°

b) 𝟑𝟎°

c) 𝟒𝟓°

d) 𝟔𝟎°

28. (EEAR/2005)

Num triângulo retângulo, a hipotenusa mede 20m, e um dos catetos, 10m. A medida da
projeção deste cateto sobre a hipotenusa, em metros, é igual a

a) 5

b) 6

c) 7

d) 8

29. (EEAR/2004)

Na figura, ̅̅̅̅
𝑬𝑫 ∥ ̅̅̅̅ ̂ 𝑩) = 𝟖𝟎° e 𝒎𝒆𝒅(𝑪𝑩
𝑩𝑪 , 𝒎𝒆𝒅(𝑬𝑨 ̂ 𝑨) = 𝟑𝟓°. Assim, a medida de 𝑫𝑬
̂𝑨 é

a) 𝟏𝟎𝟎°.

b) 𝟏𝟏𝟎°.

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c) 𝟏𝟏𝟓°.

d) 𝟏𝟐𝟎°.

30. (EEAR/2004)

A figura 𝑨𝑩𝑪𝑫 é um quadrado, e 𝑨𝑩𝑬 é um triângulo equilátero.

̂ 𝑪 é:
Nessas condições, a medida do ângulo 𝑬𝑫
a) 𝟓°

b) 𝟏𝟎°

c) 𝟏𝟓°

d) 𝟐𝟎°

31. (EEAR/2004)
̂𝑩
Se 𝑨𝑩𝑪𝑫 é um quadrado e 𝑩𝑬𝑪 é um triângulo equilátero, então a medida do ângulo 𝑬𝑨
é:

a) 𝟕𝟓°

b) 𝟔𝟎°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟖𝟓°

32. (EEAR/2004)

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O perímetro de um triângulo retângulo é 30 cm. Se a soma das medidas dos catetos é 17


cm, e a soma das medidas da hipotenusa e do cateto menor é 18 cm, então a medida, em
cm, do cateto maior é

a) 8

b) 9

c) 12

d) 15

33. (EEAR/2004)

Na figura, são retângulos em E e em C, respectivamente, os triângulos AEP e ACB. Se 𝒙 =


̅̅̅̅, em cm, é
𝟑𝟎°, então a medida de 𝑷𝑬

a) 𝟏𝟎

b) 𝟓√𝟑

c) 𝟏𝟎√𝟑
𝟐𝟎√𝟑
d) 𝟑

34. (EEAR/2004)

O círculo da figura tem centro O e raio r.

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𝟓𝒓
Sabendo-se que ̅̅̅̅
𝑷𝑸 equivale a 𝟏𝟐 e é tangente ao círculo no ponto P, o valor de 𝒔𝒆𝒏 𝜶 é
𝟓
a) 𝟏𝟐
𝟓
b) 𝟏𝟑
𝟏𝟐
c) 𝟏𝟑

d) 𝟎, 𝟒𝟖

35. (EEAR/2004)

Num triângulo retângulo, o menor cateto mede 1,5 cm, e a medida da projeção do maior
cateto sobre a hipotenusa é 1,6 cm. O valor da secante do maior ângulo agudo desse
triângulo é
𝟒
a) 𝟑
𝟓
b) 𝟑
𝟒
c) 𝟓
𝟕
d) 𝟓

36. (EEAR/2003)

Considere:

I. Um triângulo isósceles 𝑷𝑹𝑸, de base 𝑷𝑸 e altura 𝑹𝑯.

II. Dois pontos 𝑻 e 𝑺 sobre 𝑹𝑯, de tal modo que o triângulo 𝑷𝑻𝑸 seja eqüilátero e o triângulo
𝑷𝑺𝑸 seja retângulo em S.
̂
Considerando somente os ângulos internos dos triângulos, se somarmos as medidas de 𝑹
̂, obteremos o dobro da medida de 𝑻
e𝑺 ̂ . Sendo assim, a medida do ângulo 𝑻𝑷
̂ 𝑹 é:

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a) 𝟓°

b) 𝟏𝟓°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟒𝟓°

37. (EEAR/2003)

Na figura, 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪, M é o ponto de encontro das bissetrizes dos ângulos do triângulo ABC
e o ângulo 𝑩𝑴̂ 𝑪 é o triplo do ângulo 𝑨
̂ , então a medida de 𝑨
̂ é:

a) 𝟏𝟓°

b) 𝟏𝟖°

c) 𝟐𝟒°

d) 𝟑𝟔°

38. (EEAR/2003)
̂ 𝑭 = 𝟑𝟖° e 𝑬𝑭
Um triângulo 𝜟𝑫𝑬𝑭 tem 𝑫𝑬 ̂ 𝑫 = 𝟕𝟒°. O ângulo que a bissetriz DG forma com
a altura DH mede:

a) 𝟏𝟖°

b) 𝟐𝟎°

c) 𝟐𝟔°𝟑𝟎′

d) 𝟑𝟒°

39. (EEAR/2003)

Na figura, x − y é igual a

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a) 𝟏𝟓°

b) 𝟐𝟎°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟑𝟓°

40. (EEAR/2003)

De acordo com os dados nos triângulos retângulos CAB e CAD, é correto afirmar que

a) 𝒙 = 𝒚

b) 𝒙 = 𝟑𝒚

c) 𝒙 = 𝟐𝒚
𝟑𝒚
d) 𝒙 =
𝟐

41. (EEAR/2003)

Nesta figura, as retas 𝒓 e 𝒔 são paralelas entre si.

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Os valores de 𝒙, 𝒚 e 𝒛 são, respectivamente

a) 𝟐𝟑°𝟒𝟓′ , 𝟖𝟓° e 𝟗𝟓°.

b) 𝟐𝟓°, 𝟗𝟎° e 𝟗𝟎°.

c) 𝟐𝟑°𝟕′ 𝟏𝟓′′, 𝟗𝟓° e 𝟖𝟓°.

d) 𝟐𝟔°𝟏𝟓′ , 𝟖𝟓° e 𝟗𝟓°.

42. (EEAR/2003)

Observando as figuras abaixo, o valor, em graus, de 𝒙 – 𝒚 é

a) 𝟐𝟓

b) 𝟐𝟎

c) 𝟏𝟓

d) 𝟏𝟎

43. (EEAR/2003)

Na figura, 𝒓 ∥ 𝒔 e 𝒕 ⊥ 𝒖.

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O valor de 𝒂 − 𝒃 é

a) 𝟏𝟎𝟎°

b) 𝟗𝟎°

c) 𝟖𝟎°

d) 𝟕𝟎°

44. (EEAR/2003)

Seja 𝜶 um ângulo agudo. Se somarmos a medida de um ângulo reto à medida de 𝜶 e, em


seguida, subtrairmos dessa soma a medida do suplemento de 𝜶, obteremos sempre a
medida de um ângulo

a) nulo, qualquer que seja a medida de 𝜶.

b) reto, qualquer que seja a medida de 𝜶.

c) agudo, desde que 𝟒𝟓° < 𝜶 < 𝟗𝟎°.

d) raso, desde que 𝜶 < 𝟒𝟓°.

45. (EEAR/2002)
̂ . Se 𝑨
Na figura, 𝑩𝑵 é a bissetriz do ângulo 𝑩 ̂ = 𝟓𝟎° e 𝑪
̂ = 𝟑𝟎°, então a medida 𝒙 do ângulo
̂𝑵 é
𝑯𝑩

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a) 𝟓°

b) 𝟏𝟎°

c) 𝟏𝟓°

d) 𝟐𝟎°

46. (EEAR/2002)

Os números 𝟐𝒙 + 𝟏𝟎°, 𝟑𝒙, 𝟑𝒙 − 𝟐𝟎° são medidas em graus dos ângulos de um triângulo. Esse
triângulo pode ser classificado em

a) acutângulo.

b) equiângulo.

c) retângulo.

d) obtusângulo.
47.
48. (EEAR/2002)

A soma das medidas dos ângulos internos 𝑨, 𝑩, 𝑪, 𝑫 e 𝑬 da figura é

a) 𝟏𝟐𝟎°

b) 𝟏𝟖𝟎°

c) 𝟑𝟔𝟎°

d) 𝟓𝟒𝟎°

49. (EEAR/2002)

É falso afirmar:
̂ é um ângulo raso, então 𝑶𝑨 e 𝑶𝑩 são semirretas opostas.
a) Se 𝑨𝑶𝑩

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 100


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̂ é um ângulo nulo, então 𝑶𝑨 e 𝑶𝑩 são semirretas opostas.


b) Se 𝑨𝑶𝑩

c) Dois ângulos adjacentes, cujos lados não comuns são semirretas opostas, somam 𝟏𝟖𝟎°.

d) Dois ângulos adjacentes são sempre consecutivos.

50. (EEAR/2002)

Duas retas paralelas são cortadas por uma transversal, de modo que a soma dos ângulos
agudos formados vale 𝟏𝟒𝟒°. Então a diferença entre as medidas de um ângulo obtuso e de
um agudo é

a) 𝟖𝟓°

b) 𝟗𝟐°

c) 𝟏𝟎𝟖°

d) 𝟏𝟏𝟔°

51. (EEAR/2002)

Duas réguas de madeira, AB e CD, com 8 cm cada uma estão ligadas em suas extremidades
por dois fios, formando o retângulo ABCD (fig. 1). Mantendo-se fixa a régua AB e girando-
se 𝟏𝟖𝟎° a régua CD em torno do seu ponto médio, sem alterar os comprimentos dos fios,
obtêm-se dois triângulos congruentes AIB e CID (fig.2).

A distância, em cm, entre as duas réguas, nessa nova posição (fig.2) é

a) 𝟓√𝟑

b) 𝟓√𝟐

c) 5
d) 6

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52. (EEAR/2002)

Os lados congruentes de um triângulo isósceles medem 50 cm cada. Se a medida da altura


𝟏𝟐
equivale a 𝟕 da medida da base, então a medida da base, em cm, é

a) 14

b) 25

c) 28

d) 50

53. (EEAR/2002)

Num triângulo ABC retângulo em A, o cateto ̅̅̅̅


𝑨𝑪 mede 1, 5 cm e a altura traçada sobre a
̅̅̅̅̅ que mede 1, 6 cm. O valor da secante do ângulo
hipotenusa determina o segmento 𝑯𝑩
interno C é
𝟒
a) 𝟑
𝟓
b) 𝟒
𝟒
c)
𝟓
𝟓
d) 𝟑

54. (EEAR/2001)
Na figura, ̅̅̅̅
𝑨𝑫 = 𝟐 𝒄𝒎 e ̅̅̅̅
𝑨𝑩 = 𝟒 𝒄𝒎. O valor de 𝒄𝒐𝒔 𝜶 no triângulo ABC é

𝟏
a) 𝟐
√𝟑
b) 𝟑
√𝟑
c) 𝟐
√𝟑
d) − 𝟐

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 102


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55. (EEAR/2001)
̂ ) = 𝟏 𝒔𝒆𝒏(𝑪
Em um triângulo retângulo a hipotenusa mede 𝟓 𝒄𝒎 e o 𝒔𝒆𝒏(𝑩 ̂ ). O maior cateto
𝟐
mede, em cm:

a) √𝟑

b) √𝟓

c) 𝟐√𝟑

d) 𝟐√𝟓

56. (EEAR/2001)

Se os ângulos internos de um triângulo estão em PA (progressão aritmética) e o menor


deles é a metade do maior, então o valor do maior ângulo, em graus, é:

a) 𝟖𝟎

b) 𝟗𝟎

c) 𝟏𝟎𝟎

d) 𝟏𝟐𝟎

57. (EEAR/2001)

Se na figura, 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪 e 𝑩𝑪 = 𝑪𝑫 = 𝑫𝑨, então o valor do ângulo 𝜶, em graus, é:

a) 𝟑𝟎

b) 𝟑𝟔

c) 𝟒𝟓

d) 𝟔𝟎

58. (EEAR/2000)

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 103


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Na figura 𝑩𝑨//𝑬𝑭. A medida de 𝑿 é:

a) 𝟏𝟎𝟓°

b) 𝟏𝟎𝟔°

c) 𝟏𝟎𝟕°

d) 𝟏𝟎𝟖°

7.1. GABARITO
1. c 17. a 33. a
2. a 18. c 34. b
3. d 19. c 35. b
4. c 20. b 36. b
5. b 21. d 37. d
6. d 22. d 38. a
7. b 23. d 39. c
8. c 24. d 40. c
9. b 25. b 41. a
10. d 26. c 42. b
11. a 27. c 43. b
12. c 28. a 44. c
13. c 29. c 45. b
14. d 30. c 46. a
15. b 31. a 47. b
16. c 32. c 48. b

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49. c 52. d 55. a


50. d 53. d 56. b
51. c 54. d 57. b

8. LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS - NÍVEL 2


1. (EEAR/2021.2)
No triângulo ABC da figura, 𝑥 é a medida de um ângulo interno e 𝑧 e 𝑤 são medidas de ângulos
externos. Se 𝑧 + 𝑤 = 220° e 𝑧 − 20° = 𝑤, então 𝑥 é

a) complemento de 120°
b) complemento de 60°
c) suplemento de 140°
d) suplemento de 50°
Comentários
Das equações, temos:
𝑧 + 𝑤 = 220°
{ ⇒ 2𝑧 = 240° ⇒ 𝑧 = 120° ⇒ 𝑤 = 100°
𝑧 − 𝑤 = 20°
Analisando os ângulos internos do triângulo:
𝐴𝐵̂𝐶 = 180° − 𝑧 = 180° − 120° = 60°
𝐴𝐶̂ 𝐵 = 180° − 𝑤 = 180° − 100° = 80°
Somando-se os ângulos internos do triângulo:
𝑥 + 60° + 80° = 180° ⇒ 𝑥 = 180° − 140° = 40°
Logo, 𝑥 é suplemento de 140°.
Gabarito: C
2. (ESA/2015)

Em um triângulo retângulo de lados 𝟗 𝒎, 𝟏𝟐 𝒎 e 𝟏𝟓 𝒎, a altura relativa ao maior lado será:

a) 𝟕, 𝟐 𝒎

b) 𝟕, 𝟖 𝒎

c) 𝟖, 𝟔 𝒎

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 105


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d) 𝟗, 𝟐 𝒎

e) 𝟗, 𝟔 𝒎
Comentário:

Observe que ∆𝐻𝐵𝐴 e ∆𝐴𝐵𝐶 são triângulos retângulos e que, além disso, 𝐻𝐵̂𝐴 = 𝐴𝐵̂𝐶.
Portanto, temos que ∆𝐻𝐵𝐴 ~ ∆𝐴𝐵𝐶. Logo, valem as relações:
𝐻𝐵 𝐵𝐴 𝑥 9 27
= ⇒ = ∴𝑥= .
𝐴𝐵 𝐵𝐶 9 15 5
Usando o teorema de Pitágoras no ∆𝐻𝐵𝐴, temos:

2 2 2
27 2
2 2
3 2 2
4 2 4 36
ℎ = 9 − 𝑥 = 9 − ( ) = 9 ⋅ [1 − ( ) ] = 9 ⋅ ( ) ⇒ ℎ = 9 ⋅ = ∴ ℎ = 7,2 𝑚.
5 5 5 5 5
Gabarito: “a”.
3. (ESA/2015)

Num triângulo retângulo cujos catetos medem √𝟖 e √𝟗, a hipotenusa mede

a) √𝟏𝟎

b) √𝟏𝟏

c) √𝟏𝟑

d) √𝟏𝟕

e) √𝟏𝟗
Comentário:
2 2
Teorema de Pitágoras. 𝑎2 = 𝑏2 + 𝑐 2 = √8 + √9 = 8 + 9 = 17 ∴ 𝑎 = √17.
Gabarito: “d”.

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4. (ESA/2006)

O ângulo convexo formado pelos ponteiros de um relógio às 14h25min é igual a:

a) 𝟖𝟔°𝟑𝟎′

b) 𝟒𝟔°𝟑𝟎′

c) 𝟕𝟕°𝟑𝟎′

d) 𝟖𝟗°𝟔𝟎′

e) 𝟏𝟐°𝟑𝟎′
Comentários
Vamos definir o 0° na posição 12 do relógio. Se pensamos, às 14h o ponteiro das horas
estará na posição 60° e o ponteiro dos minutos estará na posição 0°. Entretanto, às 14h25,
terá se passado 25/60 = 5/12 de uma hora. Assim, como em uma hora o ponteiro das horas
gira:
360°
= 30°
12
Então, passados 5/12 de uma hora, o ponteiro das horas terá girado de:
5 25°
⋅ 30° =
12 2
Então sua nova posição será 60° + 25°/2 = 72,5°.
Agora, pensando no ponteiro dos minutos, sabemos que em uma hora ele gira 360°.
Portanto, em 5/12 de uma hora, ele terá girado:
5
⋅ 360° = 150°
12
E essa é sua posição final (14h25).
Portanto, o ângulo convexo entre estes (menor que 180°) é:
150° − 72,5° = 77,5° = 77°30′
Gabarito: “c”.
5. (ESA/2005)

Chama-se passo a distância entre dois sulcos consecutivos de um parafuso. Ao dar-se uma
volta completa (𝜶 = 𝟑𝟔𝟎°) em uma chave que o aperta, o parafuso penetra 1 passo no corpo
onde está preso. Na situação ao lado, para apertar completamente o parafuso até que sua
cabeça encoste na superfície “s” deve-se girar o parafuso, em graus

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 107


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a) 468°

b) 1872°

c) 1440°

d) 117°

e) 1989°
Comentários
Se precisamos que o parafuso entre ℎ = 1,3 𝑐𝑚 então precisamos fazer a regra de 3,
pois sabemos que 360° faz com que o parafuso entre 0,25 cm.
360° 𝛼 130
= ⇒𝛼= ⋅ 360° ⇒ 𝛼 = 1872°
0,25 1,3 25
Gabarito: “b”.
6. (EEAR/2018)

O complemento do suplemento do ângulo de 𝟏𝟏𝟐° mede

a) 𝟏𝟖°

b) 𝟐𝟖°

c) 𝟏𝟐°

d) 𝟐𝟐°
Comentário:
suplemento de 112° = 180° − 112° = 68°.
complemento de 68° = 90° − 68° = 22°.
Gabarito: “d”.
7. (EEAR/2017)

Se 𝑨𝑩𝑪 é um triângulo, o valor de 𝜶 é

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a) 𝟏𝟎°

b) 𝟏𝟓°

c) 𝟐𝟎°

d) 𝟐𝟓°
Comentários
Com base na seguinte figura presente no enunciado, temos

Perceba no triângulo 𝛥𝐴𝐵𝐶 e a primeira relação:


3𝛼 + 𝐵̂ + 40° = 180°
3𝛼 + 𝐵̂ = 140°
No triângulo 𝛥𝐴𝐵𝐸 obtemos a segunda relação:
𝛼 + 𝐵̂ + 70° = 180°
𝛼 + 𝐵̂ = 110°
Subtraindo a segunda relação da primeira temos:
3𝛼 + 𝐵̂ − (𝛼 + 𝐵̂) = 140° − 110°
2𝛼 = 30°
𝛼 = 15°

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Gabarito: “b”.
8. (EEAR/2017)

No quadrilátero 𝑨𝑩𝑪𝑫, o valor de 𝒚 − 𝒙 é igual a

a) 𝟐𝒙

b) 𝟐𝒚
𝒙
c) 𝟐
𝒚
d) 𝟐

Comentários
Com base na seguinte figura presente no enunciado, temos

No triângulo 𝛥𝐵𝐷𝐶:
60° + 70° + 𝑥 = 180°
𝑥 = 50°
No triângulo 𝛥𝐴𝐵𝐷 temos:
𝑦 + 𝑦 + 𝑥 − 20° = 180°
2𝑦 + 50° − 20° = 180°
2𝑦 = 150°
𝑦 = 75°
Temos, portanto, que 𝑦 − 𝑥 = 75° − 50° = 25°
50° 𝑥
𝑦 − 𝑥 = 25° = =
2 2

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Gabarito: “c”.
9. (EEAR/2016)
̂ e𝑩
Os ângulos 𝑨 ̂ são congruentes. Sendo 𝑨̂ = 𝟐𝒙 + 𝟏𝟓° e 𝑩
̂ = 𝟓𝒙 − 𝟗°. Assinale a alternativa
que representa, corretamente, o valor de 𝒙.

a) 𝟐°

b) 𝟖°

c) 𝟏𝟐°

d) 𝟐𝟒°
Comentário:
𝐴̂ e 𝐵̂ congruentes ⇒ 𝐴̂ = 𝐵̂ ⇒ 2𝑥 + 15° = 5𝑥 − 9° ⇒ 3𝑥 = 24° ∴ 𝑥 = 8°
Gabarito: “b”.
10. (EEAR/2016)

Sabe-se que a hipotenusa de um triângulo retângulo tem 𝟓√𝟓 cm de comprimento e a soma


dos catetos é igual a 15 cm. As medidas, em cm, dos catetos são

a) 6 e 9

b) 2 e 13

c) 3 e 12

d) 5 e 10
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

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Pelo enunciado temos:


𝑚 + 𝑛 = 15
𝑚 = 15 − 𝑛 𝑒𝑞. 1
Utilizando o Teorema de Pitágoras:
2
𝑚2 + 𝑛2 = (5√5) = 125 𝑒𝑞. 2
Substituindo a eq. 1 em eq. 2, obtemos:
(15 − 𝑛)2 + 𝑛2 = 125
(225 − 30𝑛 + 𝑛2 ) + 𝑛2 = 125
2 ⋅ 𝑛2 − 30 ⋅ 𝑛 + 100 = 0
Simplificando:
𝑛2 − 15𝑛 + 50 = 0
Aplicando o método de Bhaskara para resolver a equação de segundo grau em função
de n:
−(−15) ± √(−15)2 − 4 ⋅ (1) ⋅ (50)
𝑛=
2 ⋅ (1)
⇒ 𝑛 = 10 𝑜𝑢 𝑛 = 5
Substituindo os valores de n em eq. 1, obtemos:
Se n = 10:
𝑚 = 15 − (10) = 5 𝑚=5

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Se n = 5:
𝑚 = 15 − (5) = 10
𝑚 = 10
Conclusão, os valores dos catetos são 5 e 10
Gabarito: “d”.
11. (EEAR/2016)

Uma escada é apoiada em uma parede perpendicular ao solo, que por sua vez é plano. A
base da escada, ou seja, seu contato com o chão, dista 10m da parede. O apoio dessa escada
com a parede está a uma altura de 𝟏𝟎√𝟑m do solo. Isto posto, o ângulo entre a escada e o
solo é de

a) 𝟔𝟎°

b) 𝟒𝟓°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟏𝟓°
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

Observemos o valor de 𝑡𝑔(𝛼)


𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜
𝑡𝑔(𝛼) =
𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
10√3
⇒ 𝑡𝑔(𝛼) = = √3
10
Temos que 𝑡𝑔(𝛼) = √3 e, segundo a tabela de ângulos, o ângulo cuja tangente vale √3
vale 60°

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 113


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⇒ 𝛼 = 60°
Gabarito: “a”.
12. (EEAR/2016)

Um triângulo ABC de base 𝑩𝑪 = (𝒙 + 𝟐) tem seus lados AB e AC medindo,


respectivamente, (𝟑𝒙 − 𝟒) 𝒆 (𝒙 + 𝟖). Sendo este triângulo isósceles, a medida da base BC é

a) 𝟒

b) 𝟔

c) 𝟖

d) 𝟏𝟎
Comentários
De acordo com o enunciado temos a seguinte figura:

Sabemos que 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶, logo:


𝐴𝐵 = 𝐴𝐶
3𝑥 − 4 = 𝑥 + 8
2𝑥 = 12
𝑥=6
Portanto temos:
𝐵𝐶 = 2 + 6 = 8

Gabarito: “c”.
13. (EEAR/2015)
̂
𝒔𝒆𝒏 𝑩
Em um triângulo ABC, retângulo em C, a razão ̂
é igual a
𝐜𝐨𝐬 𝑨
𝑨𝑪
a) 𝑩𝑪
𝑨𝑩
b) 𝑨𝑪

c) 𝟏

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 114


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d) 𝟐
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

Aplicando diretamente a definição de seno e cosseno em um triângulo retângulo,


obtemos:
𝑠𝑒𝑛 𝐵̂ 𝑏⁄𝑐 𝑏 𝑐
= = ⋅ =1
cos 𝐴̂ 𝑏⁄𝑐 𝑐 𝑏
Gabarito: “c”.
14. (EEAR/2015)

Seja 𝑨𝑩𝑪 um triângulo isósceles de base 𝑩𝑪 = (𝒙 + 𝟑)𝒄𝒎, com 𝑨𝑩 = (𝒙 + 𝟒)𝒄𝒎 e 𝑨𝑪 =


(𝟑𝒙 − 𝟏𝟎)𝒄𝒎. A base de 𝑨𝑩𝑪 mede cm.

a) 𝟒

b) 𝟔

c) 𝟖

d) 𝟏𝟎
Comentários
De acordo com o enunciado temos a seguinte figura:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 115


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Sabemos que 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶, logo:


𝐴𝐵 = 𝐴𝐶
𝑥 + 4 = 3𝑥 − 10
14 = 2𝑥
𝑥=7
Portanto, temos:
𝐵𝐶 = 3 + 7 = 10
Gabarito: “d”.
15. (EEAR/2013)

Em um triângulo retângulo, a hipotenusa é o dobro de um cateto. O ângulo oposto a esse


cateto mede

a) 𝟐𝟎°

b) 𝟑𝟎°

c) 𝟒𝟓°

d) 𝟔𝟎°
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 116


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Calculemos o 𝑠𝑒𝑛(𝜃)
𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜 𝑚 1
𝑠𝑒𝑛(𝜃) = = =
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎 2𝑚 2
1 1
𝑠𝑒𝑛(𝜃) = , sabemos que o ângulo cujo seno vale é o ângulo de 30°
2 2

Gabarito: “b”.
16. (EEAR/2012)
̂ 𝒊 é 68° e do ângulo externo 𝑺
Num triângulo 𝜟𝑹𝑺𝑻 a medida do ângulo interno 𝑹 ̂𝒆 é 105°
Então o ângulo interno T mede:

a) 𝟓𝟐°

b) 𝟒𝟓°

c) 𝟑𝟕°

d) 𝟑𝟎°
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

̂𝒆 é suplementar ao ângulo interno 𝑺


Sabemos que o ângulo externo 𝑺 ̂𝒊 , logo:
̂𝒆 + ̂
𝑺 𝑺𝒊 = 𝟏𝟖𝟎°
̂𝒊 = 𝟏𝟖𝟎°
𝟏𝟎𝟓° + 𝑺
̂
𝑺𝒊 = 𝟕𝟓°
A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é sempre 𝟏𝟖𝟎°, portanto:
̂𝒊 + ̂
𝑹 ̂ 𝒊 = 𝟏𝟖𝟎°
𝑺𝒊 + 𝑻
̂ 𝒊 = 𝟏𝟖𝟎°
𝟔𝟖° + 𝟕𝟓° + 𝑻
̂ 𝒊 = 𝟑𝟕°
𝑻
Gabarito: “c”.
17. (EEAR/2012)

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 117


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Considerando as medidas indicadas no triângulo, o valor de 𝒔𝒆𝒏(𝟒𝟐°) + 𝒔𝒆𝒏(𝟒𝟖°) é

a) 1,41

b) 1,67

c) 1,74

d) 1,85
Comentários
Utilizando o Teorema De Pitágoras, obtemos:
(10)2 = (6,7)2 + (̅̅̅̅
𝐴𝐵 )2
⇒ (̅̅̅̅
𝐴𝐵 )2 = (10)2 − (6,7)2 = 55,11
⇒ ̅̅̅̅
𝐴𝐵 = √55,11 ≈ 7,4
Agora, calculando o valor dos senos a partir da definição, obtemos:
̅̅̅̅ 𝐴𝐵
𝐴𝐶 ̅̅̅̅
𝑠𝑒𝑛(42°) + 𝑠𝑒𝑛(48°) = +
̅̅̅̅ 𝐵𝐶
𝐵𝐶 ̅̅̅̅
6,7 7,4
= + = 0,67 + 0,74 = 1,41
10 10
𝑠𝑒𝑛(42°) + 𝑠𝑒𝑛(48°) = 1,41
Gabarito: “a”.
18. (EEAR/2011)

Em um triângulo retângulo, um dos catetos mede 4 cm, e o ângulo que lhe é adjacente mede
𝟔𝟎°. A hipotenusa desse triângulo, em cm, mede

a) 6

b) 7

c) 8

d) 9
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 118


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Utilizando a definição de cosseno:


𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
cos(60°) =
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎
4 1
⇒ cos(60°) = =
𝑥 2
⇒𝑥 =4⋅2=8
𝑥 = 8 𝑐𝑚
Gabarito: “c”.
19. (EEAR/2010)

Na figura, AH é altura do triângulo ABC.

Assim, o valor de x é:

a) 𝟐𝟎°

b) 𝟏𝟓°

c) 𝟏𝟎°

d) 𝟓°
Comentários
De acordo com figura do enunciado a seguir:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 119


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̂𝑨 é suplementar a soma dos ângulos do 𝜟𝑩𝑺𝑨:


Sabemos que o ângulo interno 𝑩𝑺
̂𝑨 + 𝟑𝟎° + 𝟓𝟎° = 𝟏𝟖𝟎°
𝑩𝑺
̂𝑨 = 𝟏𝟎𝟎°
𝑩𝑺
̂𝑯 é suplementar ao ângulo 𝑩𝑺
Sabemos que o ângulo interno 𝑨𝑺 ̂𝑨:
̂𝑨 + 𝑨𝑺
𝑩𝑺 ̂𝑯 = 𝟏𝟖𝟎°
̂𝑯 = 𝟏𝟖𝟎°
𝟏𝟎𝟎° + 𝑨𝑺
̂𝑯 = 𝟖𝟎°
𝑨𝑺
O triângulo 𝜟𝑨𝑺𝑯 é retângulo, portanto, pela soma dos ângulos internos, temos:
̂𝑯 + 𝟗𝟎° = 𝟏𝟖𝟎°
𝒙 + 𝑨𝑺
𝒙 + 𝟖𝟎° + 𝟗𝟎° = 𝟏𝟖𝟎°
𝒙 = 𝟏𝟎°
Gabarito: “c”.
20. (EEAR/2009)

Na figura, ̅̅̅̅
𝑩𝑪 = 𝟐 𝒄𝒎.

Assim, a medida de ̅̅̅̅


𝑨𝑩, em cm, é

a) 𝟐√𝟑

b) 𝟒√𝟐

c) 𝟓√𝟐

d) 𝟑√𝟑

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 120


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Comentários
Considere o triângulo BCD isoladamente. Aplicando a definição de seno no triângulo
̂ 𝐶, obtemos:
retângulo relativo ao ângulo 𝐵𝐷
1 ̅̅̅̅
𝐵𝐶 2
𝑠𝑒𝑛(30°) = = =
2 𝐵𝐷̅̅̅̅ 𝐵𝐷
̅̅̅̅
⇒ 𝐵𝐷̅̅̅̅ = 4 𝑐𝑚
Agora considere o triângulo ABD isoladamente. Aplicando a definição de cosseno no
triângulo retângulo relativo ao ângulo 𝐴𝐵̂𝐷, obtemos:
√2 𝐵𝐷̅̅̅̅ 4
𝑐𝑜𝑠(45°) = = =
2 ̅̅̅̅
𝐴𝐵 ̅̅̅̅𝐴𝐵
4⋅2
⇒ ̅̅̅̅
𝐴𝐵 = = 4√2
√2
Gabarito: “b”
21. (EEAR/2008)

Um triângulo 𝜟𝑨𝑩𝑪 tem dois lados congruentes que formam entre si um ângulo de 𝟒𝟐°. Um
dos outros dois ângulos internos desse triângulo medem

a) 𝟑𝟗°

b) 𝟒𝟖°

c) 𝟓𝟖°

d) 𝟔𝟗°
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

Como ̅̅̅̅
𝐴𝐵 e ̅̅̅̅
𝐴𝐶 são congruentes e se trata de um triângulo, então caracteriza-se um
triângulo isósceles, logo os ângulos 𝐵̂ e 𝐶̂ são congruentes.
Sendo 𝐵̂ e 𝐶̂ congruentes, temos:
𝐵̂ = 𝐶̂ ⟹ 𝐵̂ + 𝐶̂ + 42° = 180°
2𝐵̂ = 180° − 42° = 138°

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𝐵̂ = 𝐶̂ = 69°
Gabarito: “d”.
22. (EEAR/2008)

O triângulo cujos lados medem 𝟔𝒄𝒎, 𝟕𝒄𝒎 𝒆 𝟏𝟎𝒄𝒎 é classificado como

a) equilátero e retângulo.

b) escaleno e acutângulo.

c) isósceles e acutângulo.

d) escaleno e obtusângulo.
Comentários
Do enunciado temos a informação da medida dos lados do triângulo.
Perceba que todos os lados têm valores diferentes entre si, logo é um triângulo escaleno.
⟹ Todos os lados diferentes = Triângulo escaleno
Analisando a situação dos ângulos, sendo 𝑎 e 𝑏 os dois menores lados e 𝑐 o maior lado,
temos da Síntese de Clairaut:
𝑆𝑒 𝑎2 + 𝑏2 < 𝑐 2 ⟹ 𝑜𝑏𝑡𝑢𝑠â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜
{
𝑆𝑒 𝑎2 + 𝑏2 > 𝑐 2 ⟹ 𝑎𝑐𝑢𝑡â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜
Portanto, sabendo que 62 + 72 = 85 < 102 , temos que o triângulo é um obtusângulo.
Gabarito: “d”.
23. (EEAR/2008)

Na figura, 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪 e 𝑩𝑪 = 𝑪𝑴. O valor de x é:

a) 𝟓𝟎°

b) 𝟒𝟓°

c) 𝟒𝟐°

d) 𝟑𝟖°
Comentários
Do enunciado tem-se que 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶 indica que o triângulo 𝛥𝐴𝐵𝐶 é isósceles de base
BC, logo, os ângulos 𝐵̂ e 𝐶̂ são iguais.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 122


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𝐵̂ = 𝐶̂
Do triângulo 𝛥𝐴𝐵𝐶 temos a seguinte relação:
 + 𝐵̂ + 𝐶̂ = 180°
38° + 𝐶̂ + 𝐶̂ = 180°
2𝐶̂ = 142°
𝐶̂ = 𝐵̂ = 71°
Ainda, do enunciado, tem-se que 𝐵𝐶 = 𝐶𝑀 indica que o triângulo 𝛥𝐵𝑀𝐶 também é
isósceles de base BM, logo:
𝐵̂ = 𝐵𝑀
̂ 𝐶 = 71°
Do triângulo 𝛥𝐵𝑀𝐶:
𝐵𝑀̂ 𝐶 + 𝐵̂ + 𝑥 = 180°
̂ + 𝑥 = 180°
71° + 71°
𝑥 = 38°
Gabarito: “d”.
24. (EEAR/2008)
̂) = 𝟏 ⋅
Em um triângulo ABC, retângulo em A, a hipotenusa mede 𝟓 𝒅𝒎 e 𝒔𝒆𝒏(𝑩
𝟐
̂ ). Nessas condições, o maior cateto mede, em dm,
𝒔𝒆𝒏(𝑪

a) 𝟑

b) 𝟒

c) √𝟓
d) 𝟐√𝟓
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 123


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Obs: O maior cateto é oposto ao maior ângulo e como já existe um ângulo reto,
podemos concluir que o maior ângulo entre 𝐵̂ e 𝐶̂ é o ângulo com o maior valor de seno. E
dada a igualdade fornecida no enunciado, o maior seno é o seno de 𝐶̂ . Portanto o maior cateto
̅̅̅̅ . Também sabemos que, devido ao triângulo ser retângulo:
é o cateto 𝐴𝐵
𝑠𝑒𝑛(𝐵̂) = 𝑐𝑜𝑠(𝐶̂ )
Utilizando a identidade trigonométrica
cos 2 𝐶̂ + sen2 𝐶̂ = 1
⇒ sen2 𝐵̂ + sen2 𝐶̂ = 1
2
1
⇒ ( ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝐶̂ )) + sen2 𝐶̂ = 1
2
1
⇒ ⋅ sen2 𝐶̂ + sen2 𝐶̂ = 1
4
5
⇒ ⋅ sen2 𝐶̂ = 1
4
4
⇒ sen2 𝐶̂ =
5
2√5
𝑠𝑒𝑛 𝐶̂ =
5
̅̅̅̅
Aplicando agora a definição de seno para descobrir a medida de 𝐴𝐵
̅̅̅̅
𝐴𝐵
𝑠𝑒𝑛 𝐶̂ =
̅̅̅̅
𝐵𝐶
̅̅̅̅
𝐴𝐵 2√5
𝑠𝑒𝑛 𝐶̂ = =
5 5

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 124


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⇒ ̅̅̅̅
𝐴𝐵 = 2√5
Gabarito: “d”
25. (EEAR/2006)

Em um triângulo 𝑨𝑩𝑪, o ângulo externo de vértice A mede 𝟏𝟏𝟔°. Se a diferença entre as


medidas dos ângulos internos 𝑩 e 𝑪 é 𝟑𝟎°, então o maior ângulo interno do triângulo mede:

a) 𝟕𝟓°.

b) 𝟕𝟑°.

c) 𝟕𝟎°.

d) 𝟔𝟖°.
Comentários
De acordo com o enunciado tem-se a seguinte figura:

No triângulo 𝛥𝐴𝐵𝐶 temos a seguinte relação dos ângulos internos:


𝐴𝑖 + 𝐵𝑖 + 𝐶𝑖 = 180° 𝐸𝑞. 1
No vértice 𝐴 temos:
𝐴𝑖 + 𝐴𝑒 = 180° 𝐸𝑞. 2
Subtraindo 𝐸𝑞. 1 da 𝐸𝑞. 2, temos:
𝐵𝑖 + 𝐶𝑖 − 𝐴𝑒 = 0°
𝐵𝑖 + 𝐶𝑖 = 𝐴𝑒
𝐵𝑖 + 𝐶𝑖 = 116°
Logo temos do enunciado que:
𝐵𝑖 − 𝐶𝑖 = 30°
Portanto do sistema a seguir:
𝐵𝑖 + 𝐶𝑖 = 116° 𝐵 = 73°
{ ⟹{ 𝑖
𝐵𝑖 − 𝐶𝑖 = 30° 𝐶𝑖 = 43°
Da 𝐸𝑞. 2 temos que 𝐴𝑖 = 180° − 116° = 64°
Assim o maior ângulo é o 𝐵𝑖 = 73°

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 125


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Gabarito: “b”.
26. (EEAR/2006)

Sejam as relações métricas no triângulo ABC:

I – 𝒃𝟐 = 𝒂 ⋅ 𝒙
̂
II – 𝒂𝟐 = 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐 − 𝟐 ⋅ 𝒃 ⋅ 𝒄 ⋅ 𝒄𝒐𝒔 𝑨

III – 𝒉 = 𝒙 ⋅ 𝒚
𝟏 𝟏 𝟏
IV – 𝒉𝟐 = 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐

Se o triângulo ABC é retângulo em A, então o número de relações verdadeiras acima é

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4
Comentários
I – VERDADEIRA
Por Pitágoras: 𝑏2 = 𝑎2 − 𝑐 2 e 𝑐 2 = ℎ2 + 𝑦 2
Então, 𝑏2 = 𝑎2 − ℎ2 − 𝑦 2 ⇒ 𝑏 2 = 𝑎 2 − ℎ 2 − (𝑎 − 𝑥 ) 2
⇒ 𝑏 2 = 𝑎 2 − ℎ2 − 𝑎 2 + 2 ⋅ 𝑎 ⋅ 𝑥 − 𝑥 2
𝑏2 = 2 ⋅ 𝑎 ⋅ 𝑥 − (𝑥 2 + ℎ2 )
𝑏2 = 2 ⋅ 𝑎 ⋅ 𝑥 − 𝑏2
2𝑏2 = 2 ⋅ 𝑎 ⋅ 𝑥
𝑏2 = 𝑎 ⋅ 𝑥
Analogamente, 𝑐 2 = 𝑎 ⋅ 𝑦
II – VERDADEIRA. Aplicação direta da Lei dos Cossenos

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 126


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III – FALSO
De Pitágoras, obtemos:
ℎ2 = 𝑏 2 − 𝑥 2
{ ⇒ 2 ⋅ ℎ2 = 𝑏 2 + 𝑐 2 − 𝑥 2 − 𝑦 2
ℎ2 = 𝑐 2 − 𝑦 2
2 ⋅ ℎ 2 = 𝑎 2 − 𝑥 2 − 𝑦 2 = (𝑥 + 𝑦 )2 − 𝑥 2 − 𝑦 2
2 ⋅ ℎ2 = 𝑥 2 + 2 ⋅ 𝑥 ⋅ 𝑦 + 𝑦 2 − 𝑥 2 − 𝑦 2 = 2 ⋅ 𝑥 ⋅ 𝑦
ℎ2 = 𝑥 ⋅ 𝑦
IV – VERDADEIRO
Utilizando as relações anteriores, 𝑏2 = 𝑎 ⋅ 𝑥, 𝑐2 = 𝑎 ⋅ 𝑦 e ℎ2 = 𝑥 ⋅ 𝑦, obtemos:
1 1 𝑎2 𝑎2 𝑎2 𝑏2 + 𝑐 2
= = = = = =
ℎ2 𝑥 ⋅ 𝑦 𝑎2 ⋅ 𝑥 ⋅ 𝑦 (𝑎 ⋅ 𝑥) ⋅ (𝑎 ⋅ 𝑦) (𝑏2 ) ⋅ (𝑐 2 ) (𝑏2 ) ⋅ (𝑐 2 )
1 𝑏2 𝑐2 1 1
= + = +
ℎ2 (𝑏2 ) ⋅ (𝑐 2 ) (𝑏2 ) ⋅ (𝑐 2 ) (𝑐 2 ) (𝑏2 )
1 1 1
2
= 2+ 2
ℎ 𝑏 𝑐
Gabarito: “c”
27. (EEAR/2005)

Em um triângulo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é igual ao dobro do


produto das medidas dos catetos. Um dos ângulos agudos desse triângulo mede

a) 𝟏𝟓°

b) 𝟑𝟎°

c) 𝟒𝟓°

d) 𝟔𝟎°
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 127


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ℎ2 = 2 ⋅ m ⋅ n
De Pitágoras ℎ2 = 𝑚2 + 𝑛2 = 2 ⋅ m ⋅ n
⇒ 𝑚2 + 𝑛2 − 2 ⋅ m ⋅ n = 0
𝑚 2 + 𝑛 2 − 2 ⋅ m ⋅ n = (𝑚 − 𝑛 )2 = 0 ⇒ 𝑚 = 𝑛
Logo, trata-se de um triângulo retângulo cujas medidas dos catetos são iguais.
Portanto, temos um triângulo isósceles. Logo, o menor ângulo vale 45°.
Gabarito: “c”
28. (EEAR/2005)

Num triângulo retângulo, a hipotenusa mede 20m, e um dos catetos, 10m. A medida da
projeção deste cateto sobre a hipotenusa, em metros, é igual a

a) 5

b) 6

c) 7

d) 8
Comentários

Podemos usar a seguinte relação,


𝑏2 = 𝑎 ⋅ 𝑥 e 𝑐2 = 𝑎 ⋅ 𝑦
Tendo isso em vista:
102 = 20 ⋅ 𝑚 = 100
⇒ 𝑚=5
Gabarito: “a”
29. (EEAR/2004)

Na figura, ̅̅̅̅
𝑬𝑫 ∥ ̅̅̅̅ ̂ 𝑩) = 𝟖𝟎° e 𝒎𝒆𝒅(𝑪𝑩
𝑩𝑪 , 𝒎𝒆𝒅(𝑬𝑨 ̂ 𝑨) = 𝟑𝟓°. Assim, a medida de 𝑫𝑬
̂𝑨 é

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 128


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a) 𝟏𝟎𝟎°.

b) 𝟏𝟏𝟎°.

c) 𝟏𝟏𝟓°.

d) 𝟏𝟐𝟎°.
Comentário:
Prolonga-se o segmento 𝐴𝐸 até o ponto 𝐹 sobre o segmento 𝐵𝐶. Pelo teorema do
ângulo externo no ∆𝐴𝐵𝐹, 𝑚𝑒𝑑(𝐴𝐹̂ 𝐶) = 𝑚𝑒𝑑(𝐹𝐵̂𝐴) + 𝑚𝑒𝑑(𝐹𝐴̂𝐵) = 𝑚𝑒𝑑(𝐶𝐵̂𝐴) +
𝑚𝑒𝑑(𝐸𝐴̂𝐵) = 35° + 80° ⇒
⇒ 𝑚𝑒𝑑(𝐴𝐹̂ 𝐶) = 115°. Perceba que, como ̅̅̅̅𝐸𝐷 ∥ ̅̅̅̅
𝐵𝐶 e ⃡𝐴𝐹 é uma transversal, temos que
os ângulos 𝐷𝐸̂ 𝐴 e 𝐴𝐹̂ 𝐶 são correspondentes. Logo, 𝑚𝑒𝑑(𝐷𝐸̂ 𝐴) = 𝑚𝑒𝑑(𝐴𝐹̂ 𝐶) = 115°
Gabarito: “c”.
30. (EEAR/2004)

A figura 𝑨𝑩𝑪𝑫 é um quadrado, e 𝑨𝑩𝑬 é um triângulo equilátero.

̂ 𝑪 é:
Nessas condições, a medida do ângulo 𝑬𝑫

a) 𝟓°

b) 𝟏𝟎°

c) 𝟏𝟓°

d) 𝟐𝟎°
Comentários
Usaremos do fato de que todos os lados do triângulo e do quadrado são iguais, logo,
temos as relações:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 129


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≫ 𝐸𝐵 = 𝐵𝐶 ⟹ 𝛥𝐸𝐵𝐶 é 𝑖𝑠ó𝑠𝑐𝑒𝑙𝑒𝑠
≫ 𝐴𝐸 = 𝐴𝐷 ⟹ 𝛥𝐸𝐴𝐷 é 𝑖𝑠ó𝑠𝑐𝑒𝑙𝑒𝑠
≫ 𝛥𝐸𝐵𝐶~𝛥𝐸𝐴𝐷 ⟹ 𝐸𝐷 = 𝐸𝐶 ⟹ 𝛥𝐸𝐷𝐶 é 𝑖𝑠ó𝑠𝑐𝑒𝑙𝑒𝑠
Assim, temos a seguinte figura:

Perceba pelo triângulo 𝛥𝐵𝐸𝐶:


30° + 𝛼 + 𝛼 = 180°
2𝛼 = 150°
𝛼 = 75°
Sabendo que o ângulo 𝐵𝐶̂ 𝐷 = 90°, temos:
𝛼 + 𝛽 = 90°
𝛽 + 75° = 90°
𝛽 = 15°
̂ 𝐶 = 15°
Como 𝛽 = 𝐸𝐷
Gabarito: “c”.
31. (EEAR/2004)
̂𝑩
Se 𝑨𝑩𝑪𝑫 é um quadrado e 𝑩𝑬𝑪 é um triângulo equilátero, então a medida do ângulo 𝑬𝑨
é:

a) 𝟕𝟓°

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 130


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b) 𝟔𝟎°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟖𝟓°
Comentários
Usaremos do fato de que todos os lados do triângulo e do quadrado são iguais, logo,
temos as relações:
≫ 𝐸𝐶 = 𝐷𝐶 ⟹ 𝛥𝐸𝐷𝐶 é 𝑖𝑠ó𝑠𝑐𝑒𝑙𝑒𝑠
Assim, temos a seguinte figura:

Perceba pelo triângulo 𝛥𝐷𝐸𝐶:


30° + 𝛼 + 𝛼 = 180°
2𝛼 = 150°
𝛼 = 75°
̂ 𝐸 = 𝐸𝐴̂𝐵 = 75°.
Logo, 𝛼 = 𝐶𝐷
Gabarito: “a”.
32. (EEAR/2004)

O perímetro de um triângulo retângulo é 30 cm. Se a soma das medidas dos catetos é 17


cm, e a soma das medidas da hipotenusa e do cateto menor é 18 cm, então a medida, em
cm, do cateto maior é

a) 8

b) 9

c) 12

d) 15
Comentários
Seja m o cateto maior, n o cateto menor e h a hipotenusa.
Vamos representar as equações dadas no enunciado.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 131


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𝑚 + 𝑛 + ℎ = 30 𝑒𝑞. 1
{ 𝑚 + 𝑛 = 17 𝑒𝑞. 2
ℎ + 𝑛 = 18 𝑒𝑞. 3
Substituindo a equação eq.2 em eq.1, obtemos:
17 + ℎ = 30
⇒ ℎ = 13 𝑐𝑚 eq.4
Substituindo a equação eq.4 em eq.3, obtemos:
13 + 𝑛 = 18
⇒ 𝑛 = 5 𝑐𝑚 eq.5
Substituindo a equação eq.4 e eq.5 em eq.1, obtemos:
𝑚 + 5 + 13 = 30
⇒ 𝑚 = 12 𝑐𝑚
Obs: fizemos um método para descobrir todas as medidas, entretanto, poderíamos ter
apenas substituído a eq.3 em eq.1 e obtido o valor do maior cateto diretamente.
𝑚 + 18 = 30
⇒ 𝑚 = 12 𝑐𝑚
Gabarito: “c”
33. (EEAR/2004)

Na figura, são retângulos em E e em C, respectivamente, os triângulos AEP e ACB. Se 𝒙 =


̅̅̅̅, em cm, é
𝟑𝟎°, então a medida de 𝑷𝑬

a) 𝟏𝟎
b) 𝟓√𝟑

c) 𝟏𝟎√𝟑

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 132


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𝟐𝟎√𝟑
d) 𝟑

Comentários
̂ 𝑪 = 𝒙 = 𝟑𝟎°, então 𝑩𝑨
Se 𝑨𝑩 ̂ 𝑪 = 𝟏𝟖𝟎° − 𝟗𝟎° − 𝟑𝟎° = 𝟔𝟎°. Mas 𝑩𝑨
̂ 𝑪 = 𝑬𝑨
̂ 𝑷 + 𝑷𝑨
̂ 𝑪,
̂ 𝑪 = 𝑩𝑨
logo, 𝑷𝑨 ̂ 𝑪 − 𝑬𝑨
̂ 𝑷 = 𝟔𝟎° − 𝟑𝟎° = 𝟑𝟎°
̅̅̅̅
𝑨𝑪 𝟏𝟎√𝟑 √𝟑
̂ 𝑪) = 𝐜𝐨𝐬(𝟑𝟎°) =
𝒄𝒐𝒔(𝑷𝑨 = =
̅̅̅̅
𝑨𝑷 ̅̅̅̅
𝑨𝑷 𝟐
⇒ ̅̅̅̅
𝑨𝑷 = 𝟐𝟎 𝒄𝒎
̅̅̅̅ 𝑬𝑷
𝑬𝑷 ̅̅̅̅ 𝟏
̂ 𝑷) = 𝐬𝐞𝐧(𝟑𝟎°) =
𝒔𝒆𝒏(𝑬𝑨 = =
̅̅̅̅
𝑨𝑷 𝟐𝟎 ̅̅̅̅ 𝟐
⇒ ̅̅̅̅
𝑬𝑷 = 𝟏𝟎 𝒄𝒎
Gabarito: “a”
34. (EEAR/2004)

O círculo da figura tem centro O e raio r.

𝟓𝒓
̅̅̅̅ equivale a e é tangente ao círculo no ponto P, o valor de 𝒔𝒆𝒏 𝜶 é
Sabendo-se que 𝑷𝑸 𝟏𝟐
𝟓
a) 𝟏𝟐
𝟓
b) 𝟏𝟑
𝟏𝟐
c) 𝟏𝟑

d) 𝟎, 𝟒𝟖
Comentários
Sabemos que como ̅̅̅̅
𝑷𝑸 é tangente à circunferência em P, então o seguimento ̅̅̅̅
𝑷𝑸 é
̅̅̅̅
perpendicular ao seguimento 𝑶𝑷, sendo 𝑶 o centro da circunferência. Então, o triângulo OPQ
constitui um triângulo retângulo em P.
𝟏𝟑𝒓
Aplicando o Teorema de Pitágoras, obtemos que ̅̅̅̅̅
𝑶𝑸 =
𝟏𝟐

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 133


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𝟓𝒓
̅̅̅̅
𝑷𝑸 𝟓
𝒔𝒆𝒏 (𝜶) = = 𝟏𝟐 =
̅̅̅̅̅
𝑶𝑸 𝟏𝟑𝒓 𝟏𝟑
𝟏𝟐
Gabarito: “b”
35. (EEAR/2004)

Num triângulo retângulo, o menor cateto mede 1,5 cm, e a medida da projeção do maior
cateto sobre a hipotenusa é 1,6 cm. O valor da secante do maior ângulo agudo desse
triângulo é
𝟒
a) 𝟑
𝟓
b) 𝟑
𝟒
c) 𝟓
𝟕
d) 𝟓

Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

̅̅̅̅𝟐 = 𝑩𝑫
𝑨𝑩 ̅̅̅̅
̅̅̅̅̅ ⋅ 𝑩𝑪
𝟏, 𝟓𝟐 = 𝒙 ⋅ (𝟏, 𝟔 + 𝒙)
𝟐, 𝟐𝟓 = 𝟏, 𝟔𝒙 + 𝒙𝟐
⇒ 𝒙𝟐 + 𝟏, 𝟔𝒙 − 𝟐, 𝟐𝟓 = 𝟎
Resolvendo a equação de segundo grau pelo método de Bhaskara:
𝒙 = −𝟐, 𝟓 (𝒏ã𝒐 𝒄𝒐𝒏𝒗é𝒎) ou 𝒙 = 𝟎, 𝟗
O maior ângulo, é oposto ao maior lado, pode-se ver isso pela Lei Dos Senos.
Calculando a secante:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 134


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̅̅̅̅
𝑩𝑪
̂ 𝑪) =
𝐬𝐞𝐜(𝑨𝑩
̅̅̅̅
𝑨𝑩
(𝟏, 𝟔 + 𝟎, 𝟗)
̂ 𝑪) =
𝐬𝐞𝐜(𝑨𝑩
𝟏, 𝟓
𝟓
̂ 𝑪) =
𝐬𝐞𝐜(𝑨𝑩
𝟑
Gabarito: “b”
36. (EEAR/2003)

Considere:

I. Um triângulo isósceles 𝑷𝑹𝑸, de base 𝑷𝑸 e altura 𝑹𝑯.

II. Dois pontos 𝑻 e 𝑺 sobre 𝑹𝑯, de tal modo que o triângulo 𝑷𝑻𝑸 seja eqüilátero e o triângulo
𝑷𝑺𝑸 seja retângulo em S.
̂
Considerando somente os ângulos internos dos triângulos, se somarmos as medidas de 𝑹
̂, obteremos o dobro da medida de 𝑻
e𝑺 ̂ . Sendo assim, a medida do ângulo 𝑻𝑷
̂ 𝑹 é:

a) 𝟓°

b) 𝟏𝟓°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟒𝟓°
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

De acordo com o enunciado, temos a relação:


𝑅̂ + 𝑆̂
= 𝑇̂
2
Sabemos que o triângulo 𝛥𝑃𝑇𝑄 é equilátero, logo 𝑇̂ = 60° e também que o triângulo
𝛥𝑃𝑆𝑄 é isósceles com o ângulo 𝑆̂ = 90°.
Portanto, temos:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 135


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90° + 𝑅̂
60° =
2
120° = 90° + 𝑅̂
30° = 𝑅̂
Como o ângulo 𝑅 = 30°, temos que no triângulo isósceles 𝛥𝑃𝑄𝑅 os ângulos:
150°
𝑃̂ = 𝑄̂ = = 75°
2
Para o ângulo 𝑅𝑃̂𝑇, temos:
𝑅𝑃̂𝑇 + 𝑇𝑃̂𝑄 = 𝑃̂
𝑅𝑃̂𝑇 + 60° = 75°
𝑅𝑃̂𝑇 = 15°
Gabarito: “b”.
37. (EEAR/2003)

Na figura, 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪, M é o ponto de encontro das bissetrizes dos ângulos do triângulo ABC
e o ângulo 𝑩𝑴̂ 𝑪 é o triplo do ângulo 𝑨
̂ , então a medida de 𝑨
̂ é:

a) 𝟏𝟓°

b) 𝟏𝟖°

c) 𝟐𝟒°

d) 𝟑𝟔°
Comentários
De acordo com o enunciado temos que:
̂ 𝐶 = 3𝐴̂
𝐵𝑀
Temos, respectivamente, pelos triângulos 𝛥𝐴𝐵𝐶 e 𝛥𝐵𝑀𝐶 que:
𝐴̂ + 𝐵̂ + 𝐶̂ = 180°
𝐵̂ 𝐶̂
+ + 𝐵𝑀 ̂ 𝐶 = 180°
2 2
Com essas relações, subtraindo a metade da segunda pela primeira, chegamos em:
𝐴̂
̂𝐶 −
𝐵𝑀 = 90°
2
𝐴̂ 5
3𝐴̂ − = 𝐴̂ = 90°
2 2

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 136


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𝐴̂ = 36°
Gabarito: “d”.
38. (EEAR/2003)
̂ 𝑭 = 𝟑𝟖° e 𝑬𝑭
Um triângulo 𝜟𝑫𝑬𝑭 tem 𝑫𝑬 ̂ 𝑫 = 𝟕𝟒°. O ângulo que a bissetriz DG forma com
a altura DH mede:

a) 𝟏𝟖°

b) 𝟐𝟎°

c) 𝟐𝟔°𝟑𝟎′

d) 𝟑𝟒°
Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

No triângulo 𝛥𝐹𝐷𝐻:
̂ 𝐻 = 90° − 74°
𝐹𝐷
𝐹𝐷̂ 𝐻 = 16°
No triângulo 𝛥𝐹𝐷𝐸:
𝐷 = 180° − 74° − 38°
𝐷 = 68°
Portanto, temos a seguinte relação:
̂ 𝐺 = 𝐹𝐷
𝐻𝐷 ̂ 𝐺 − 𝐹𝐷
̂𝐻
𝐻𝐷̂ 𝐺 = 34° − 16°
𝐻𝐷̂ 𝐺 = 18°
Gabarito: “a”.
39. (EEAR/2003)

Na figura, x − y é igual a

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 137


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a) 𝟏𝟓°

b) 𝟐𝟎°

c) 𝟑𝟎°

d) 𝟑𝟓°
Comentários

Trata-se de um triângulo retângulo, perceba que a hipotenusa tem o dobro da medida


de um cateto. Então, aplicando a definição de seno para o ângulo y, percebe-se que ele vale
𝟑𝟎°.
√𝟓 𝟏
𝒔𝒆𝒏(𝒚) = = = 𝒔𝒆𝒏(𝟑𝟎°)
𝟐√𝟓 𝟐
E pela propriedade da soma dos ângulos internos de um triângulo, percebe-se que o
valor de 𝒙 + 𝒚 = 𝟗𝟎°. Então, 𝒙 = 𝟔𝟎°. E, por fim
𝒙 − 𝒚 = 𝟔𝟎° − 𝟑𝟎° = 𝟑𝟎°
Gabarito: “c”
40. (EEAR/2003)

De acordo com os dados nos triângulos retângulos CAB e CAD, é correto afirmar que

a) 𝒙 = 𝒚

b) 𝒙 = 𝟑𝒚
c) 𝒙 = 𝟐𝒚
𝟑𝒚
d) 𝒙 = 𝟐

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 138


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Comentários
Aplicando a definição de tangente de um ângulo, obtemos:
̅̅̅̅
𝑨𝑪 ̅̅̅̅
𝑨𝑪 √𝟑
𝒕𝒈(𝟑𝟎°) = = = √𝟑
̅̅̅̅
𝑨𝑩 𝒙 + 𝒚 𝟑 ̅̅̅̅
𝑨𝑪 = ⋅ (𝒙 + 𝒚 )
⇒ { 𝟑 ⇒ 𝒙 + 𝒚 = 𝟑𝒚
̅̅̅̅ 𝑨𝑪
𝑨𝑪 ̅̅̅̅
𝒕𝒈(𝟔𝟎°) = = = √𝟑 ̅̅̅̅ = √𝟑 ⋅ 𝒚
𝑨𝑪
{ ̅̅̅̅
𝑨𝑫 𝒚
⇒ 𝒙 = 𝟐𝒚
Gabarito: “c”
41. (EEAR/2003)

Nesta figura, as retas 𝒓 e 𝒔 são paralelas entre si.

Os valores de 𝒙, 𝒚 e 𝒛 são, respectivamente

a) 𝟐𝟑°𝟒𝟓′ , 𝟖𝟓° e 𝟗𝟓°.

b) 𝟐𝟓°, 𝟗𝟎° e 𝟗𝟎°.


c) 𝟐𝟑°𝟕′ 𝟏𝟓′′, 𝟗𝟓° e 𝟖𝟓°.

d) 𝟐𝟔°𝟏𝟓′ , 𝟖𝟓° e 𝟗𝟓°.


Comentário:
Temos duas paralelas cortadas por uma transversal, logo:
Como 85° e 𝑧 formam um ângulo raso, temos 85° + 𝑧 = 180° ∴ 𝑧 = 95°.
Como 𝑦 é alterno externo com 85°, 𝑦 = 85°.
Como (𝑥 + (3𝑥 − 10°)) é oposto pelo vértice com 𝑦 = 85°, temos que 4𝑥 − 10° = 85°
95° 3
∴𝑥= = 23,75° = 23° + ⋅ 60′ = 23°45′
4 4
Gabarito: “a”.
42. (EEAR/2003)

Observando as figuras abaixo, o valor, em graus, de 𝒙 – 𝒚 é

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 139


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a) 𝟐𝟓

b) 𝟐𝟎

c) 𝟏𝟓

d) 𝟏𝟎
Comentário:
Passe pelo vértice do ângulo de 65° uma paralela a 𝑟, e chame-a de 𝑟1 . Da mesma forma,
passe uma paralela a 𝑟 pelo vértice de 𝑥, e chame-a de 𝑟2 . Sejam 𝑎1 , 𝑎2 , as partes do ângulo de
65° à esquerda e à direita de 𝑟1 , respectivamente. Da mesma forma, sejam 𝑥1 , 𝑥2 as partes do
ângulo 𝑥 à esquerda e à direita de 𝑟2 . Como temos retas paralelas cortadas por transversais,
deduz-se que:
𝑎1 é alterno interno com 30° ⇒ 𝑎1 = 30°
𝑎2 é alterno interno com 𝑥1 ⇒ 𝑎2 = 𝑥1
𝑥2 é alterno interno com 40° ⇒ 𝑥2 = 40°
𝑎1 e 𝑎2 compõem o ângulo de 65° ⇒ 𝑎1 + 𝑎2 = 65°
𝑥1 e 𝑥2 compõem o ângulo de 𝑥 ⇒ 𝑥1 + 𝑥2 = 𝑥
Logo, temos que 𝑥 = 𝑥1 + 𝑥2 = 𝑎2 + 40° = (65° − 𝑎1 ) + 40° = (65° − 30° + 40°)
∴ 𝑥 = 75°
De modo geral, aplicando o mesmo procedimento, podemos concluir que a soma dos
ângulos que “olham” para cima é igual à soma dos que “olham” para baixo. Poderíamos, assim,
ter calculado o valor de 𝑥 de maneira mais rápida: 30° + 𝑥 = 65° + 40° ∴ 𝑥 = 75°.
Para calcular o valor de 𝑦, percebemos primeiro que o suplementar do ângulo de 150°
é um ângulo interno do triângulo e vale 180° − 150° = 30°. Pelo teorema do ângulo externo,
temos que 𝑦 = 25° + 30° = 55°.
Portanto,
𝑥 − 𝑦 = 75° − 55° = 20°
Gabarito: “b”.
43. (EEAR/2003)

Na figura, 𝒓 ∥ 𝒔 e 𝒕 ⊥ 𝒖.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 140


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O valor de 𝒂 − 𝒃 é

a) 𝟏𝟎𝟎°

b) 𝟗𝟎°

c) 𝟖𝟎°

d) 𝟕𝟎°
Comentário:
Sejam 𝐴, 𝐵, 𝐶, 𝐷 𝑒 𝐸 os pontos de interseção dos pares de retas (𝑟, 𝑡 ), (𝑟, 𝑢), (𝑡, 𝑢), (𝑠, 𝑢)
e (𝑠, 𝑡 ), respectivamente. Como o maior ângulo entre 𝑢 e 𝑟 vale 𝑎, temos que o menor, 𝐴𝐵̂𝐶,
vale 180° − 𝑎. Como 𝑡 ⊥ 𝑢, temos que o ângulo 𝐴𝐶̂ 𝐵 entre as retas 𝑡 e 𝑢 vale 90°. Portanto,
para que a soma dos ângulos internos do triângulo ∆𝐴𝐵𝐶 seja de 180°, devemos ter 𝐵𝐴̂𝐶 =
𝑎 − 90°. Como, 𝑏, na figura, e 𝐵𝐴̂𝐶 são ângulos correspondentes, temos que 𝑏 = 𝑎 − 90°,
donde 𝑎 − 𝑏 = 90°.
Gabarito: “b”.
44. (EEAR/2003)

Seja 𝜶 um ângulo agudo. Se somarmos a medida de um ângulo reto à medida de 𝜶 e, em


seguida, subtrairmos dessa soma a medida do suplemento de 𝜶, obteremos sempre a
medida de um ângulo

a) nulo, qualquer que seja a medida de 𝜶.

b) reto, qualquer que seja a medida de 𝜶.

c) agudo, desde que 𝟒𝟓° < 𝜶 < 𝟗𝟎°.

d) raso, desde que 𝜶 < 𝟒𝟓°.


Comentário:
ângulo reto = 90°
ângulo reto + 𝛼 = 90° + 𝛼
suplemento de 𝛼 = 180° − 𝛼

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 141


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𝛽 ≔ ângulo reto + 𝛼 − suplemento de 𝛼 = (90° + 𝛼) − (180° − 𝛼 ) = 2𝛼 − 90°

Se tivermos 45° < 𝛼 < 90°, então 0 < 𝛽 = 2𝛼 − 90° < 90°, isto é, obteremos um
ângulo 𝛽 agudo.
Logo, é possível obter ângulos tanto não-nulos quanto não-rasos, variando o valor de
𝛼 no intervalo 45° < 𝛼 < 90°. Além disso, se 𝛼 < 45°, então 𝛽 < 0. Portanto, a alternativa “c”
é a única correta.
Gabarito: “c”.
45. (EEAR/2002)
̂ . Se 𝑨
Na figura, 𝑩𝑵 é a bissetriz do ângulo 𝑩 ̂ = 𝟓𝟎° e 𝑪
̂ = 𝟑𝟎°, então a medida 𝒙 do ângulo
̂𝑵 é
𝑯𝑩

a) 𝟓°

b) 𝟏𝟎°

c) 𝟏𝟓°

d) 𝟐𝟎°
Comentário:
Como ∆𝐴𝐵𝐻 é retângulo em 𝐻, temos 𝐴𝐵̂𝐻 = 90° − 𝐻𝐴̂𝐵 = 90° − 50° = 40°.
Sendo 𝐵𝑁 uma bissetriz, temos 𝐶𝐵̂𝑁 = 𝐴𝐵̂ 𝑁 = 𝐴𝐵̂𝐻 + 𝐻𝐵̂𝑁 = 40° + 𝑥.
Logo 𝐴𝐵̂𝐶 = 𝐴𝐵̂𝑁 + 𝐶𝐵̂𝑁 = 2 ⋅ (40° + 𝑥) = 80° + 2𝑥.
Sendo a soma dos ângulos internos de ∆𝐴𝐵𝐶 igual a 180°, segue que
180° = 50° + (80° + 2𝑥) + 30° ∴ 𝑥 = 10°.
Gabarito: “b”.
46. (EEAR/2002)

Os números 𝟐𝒙 + 𝟏𝟎°, 𝟑𝒙, 𝟑𝒙 − 𝟐𝟎° são medidas em graus dos ângulos de um triângulo. Esse
triângulo pode ser classificado em

a) acutângulo.

b) equiângulo.

c) retângulo.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 142


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d) obtusângulo.
Comentário:
190°
A soma deve dar 180° = (2𝑥 + 10°) + 3𝑥 + (3𝑥 − 20°) = 8𝑥 − 10° ∴ 𝑥 = =
8
23,75°
Logo, os ângulos são 2𝑥 + 10° = 57,5°, 3𝑥 = 71,25°, 3𝑥 − 20° = 51,25°. Portanto,
como todos os ângulos são menores que 90°, isto é, são agudos, o triângulo é acutângulo.
Gabarito: “a”.
47. (EEAR/2002)

A soma das medidas dos ângulos internos 𝑨, 𝑩, 𝑪, 𝑫 e 𝑬 da figura é

a) 𝟏𝟐𝟎°

b) 𝟏𝟖𝟎°
c) 𝟑𝟔𝟎°

d) 𝟓𝟒𝟎°
Comentário:
Sejam 𝐴′ , 𝐵′ , 𝐶 ′ , 𝐷 ′ , 𝐸′ os vértices do pentágono, sendo 𝐴′ oposto a 𝐴, 𝐵′ oposto a 𝐵 e
assim por diante. Temos:
̂ 𝐶 = 𝐴̂ + 𝐶̂ + 𝐴𝐵′
180° = 𝐵′𝐴̂𝐶 + 𝐵′𝐶̂ 𝐴 + 𝐴𝐵′ ̂ 𝐶.
̂ 𝐶 = 𝐵 ′ 𝐸̂ 𝐶 ′ + 𝐵′𝐶̂′ 𝐸 = 𝐸̂ + 𝐵′𝐶̂′ 𝐸.
Pelo teorema do ângulo externo, 𝐴𝐵′
Novamente pelo teorema do ângulo externo, 𝐵′𝐶̂′ 𝐸 = 𝐶′𝐵̂𝐷 + 𝐶′𝐷
̂ 𝐵 = 𝐵̂ + 𝐷
̂.
̂ 𝐶 = 𝐴̂ + 𝐶̂ + (𝐸̂ + 𝐵′𝐶̂′ 𝐸) = 𝐴̂ + 𝐶̂ + 𝐸̂ + 𝐵̂ + 𝐷
Portanto, 180° = 𝐴̂ + 𝐶̂ + 𝐴𝐵′ ̂
Gabarito: “b”.
48. (EEAR/2002)

É falso afirmar:
̂ é um ângulo raso, então 𝑶𝑨 e 𝑶𝑩 são semirretas opostas.
a) Se 𝑨𝑶𝑩

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 143


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̂ é um ângulo nulo, então 𝑶𝑨 e 𝑶𝑩 são semirretas opostas.


b) Se 𝑨𝑶𝑩

c) Dois ângulos adjacentes, cujos lados não comuns são semirretas opostas, somam 𝟏𝟖𝟎°.

d) Dois ângulos adjacentes são sempre consecutivos.


Comentário:
a)

̂ é raso, e as retas 𝑂𝐴 e 𝑂𝐵 são semirretas opostas, de fato. (Verdadeiro)


O ângulo 𝐴𝑂𝐵
c)

Os ângulos 𝛼 e 𝛽 são adjacentes e os lados não comuns são semirretas opostas.


Então, 𝛼 + 𝛽 = 180°, isto é, 𝛼 e 𝛽 são ângulos suplementares. (Verdadeiro)
d) Ângulos adjacentes são ângulos que tem um lado em comum mas não compartilham
a região interna ao ângulo. Ângulos consecutivos são ângulos tais que um está logo depois do
outro. Logo, as definições são equivalentes. (Verdadeiro).
b) Um ângulo nulo é tal que 𝑂𝐴 = 𝑂𝐵, isto é, as semirretas que definem suas arestas
são iguais. Portanto, elas não são opostas (Falso).
Gabarito: “b”.
49. (EEAR/2002)

Duas retas paralelas são cortadas por uma transversal, de modo que a soma dos ângulos
agudos formados vale 𝟏𝟒𝟒°. Então a diferença entre as medidas de um ângulo obtuso e de
um agudo é

a) 𝟖𝟓°

b) 𝟗𝟐°
c) 𝟏𝟎𝟖°

d) 𝟏𝟏𝟔°
Comentário:

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 144


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Quando a transversal não é perpendicular às paralelas, são formados oito ângulos,


sendo quatro agudos congruentes e quatro obtusos congruentes. Seja 𝑥 o valor de um desses
agudos. Então, o suplementar, 𝑦 = 180° − 𝑥, é o valor de um dos obtusos. Temos:
𝟒𝒙 = 𝟏𝟒𝟒° ⇒ 𝒙 = 𝟑𝟔° ⇒ 𝒚 = 𝟏𝟒𝟒° ∴ 𝒚 − 𝒙 = 𝟏𝟎𝟖°
Gabarito: “c”.
50. (EEAR/2002)

Duas réguas de madeira, AB e CD, com 8 cm cada uma estão ligadas em suas extremidades
por dois fios, formando o retângulo ABCD (fig. 1). Mantendo-se fixa a régua AB e girando-
se 𝟏𝟖𝟎° a régua CD em torno do seu ponto médio, sem alterar os comprimentos dos fios,
obtêm-se dois triângulos congruentes AIB e CID (fig.2).

A distância, em cm, entre as duas réguas, nessa nova posição (fig.2) é

a) 𝟓√𝟑

b) 𝟓√𝟐
c) 5

d) 6
Comentários
Perceba que o lado BC agora se tornou uma hipotenusa do triângulo BDC.

Aplicando o Teorema De Pitágoras:


𝑩𝑫𝟐 = ̅̅̅̅
̅̅̅̅̅ 𝑩𝑪𝟐 − ̅̅̅̅
𝑪𝑫𝟐

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 145


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̅̅̅̅̅
𝑩𝑫𝟐 = 𝟏𝟎𝟐 − 𝟖𝟐
̅̅̅̅̅𝟐 = 𝟏𝟎𝟎 − 𝟔𝟒
𝑩𝑫
̅̅̅̅̅
𝑩𝑫𝟐 = 𝟑𝟔
̅̅̅̅̅ = 𝟔
𝑩𝑫
Gabarito: “d”
51. (EEAR/2002)

Os lados congruentes de um triângulo isósceles medem 50 cm cada. Se a medida da altura


𝟏𝟐
equivale a da medida da base, então a medida da base, em cm, é
𝟕

a) 14

b) 25

c) 28

d) 50
Comentários

De acordo com o enunciado:


𝟏𝟐
̅̅̅̅
𝑨𝑫 = ⋅ ̅̅̅̅
𝑩𝑪
𝟕
𝟏𝟐 𝟐𝟒
𝒉= ⋅ 𝟐𝒃 = ⋅𝒃
𝟕 𝟕
Aplicando o Teorema De Pitágoras no triângulo ACD, obtemos:
𝟐
𝟐𝟒
( ⋅ 𝒃) + (𝒃)𝟐 = 𝟓𝟎𝟐
𝟕

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 146


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𝟔𝟐𝟓 𝟐
𝒃 = 𝟐𝟓𝟎𝟎
𝟒𝟗
𝒃 = 𝟏𝟒
̅̅̅̅ = 𝟐 ⋅ 𝟏𝟒 = 𝟐𝟖 𝒄𝒎
𝑩𝑪
Gabarito: “c”
52. (EEAR/2002)

Num triângulo ABC retângulo em A, o cateto ̅̅̅̅


𝑨𝑪 mede 1, 5 cm e a altura traçada sobre a
hipotenusa determina o segmento ̅̅̅̅̅
𝑯𝑩 que mede 1, 6 cm. O valor da secante do ângulo
interno C é
𝟒
a) 𝟑
𝟓
b) 𝟒
𝟒
c) 𝟓
𝟓
d) 𝟑

Comentários
De acordo com o enunciado, temos a seguinte figura:

̅̅̅̅
𝑨𝑪𝟐 = ̅̅̅̅
𝑪𝑫 ⋅ ̅̅̅̅
𝑩𝑪
𝟏, 𝟓𝟐 = 𝒙 ⋅ (𝟏, 𝟔 + 𝒙)
𝟐, 𝟐𝟓 = 𝟏, 𝟔𝒙 + 𝒙𝟐
⇒ 𝒙𝟐 + 𝟏, 𝟔𝒙 − 𝟐, 𝟐𝟓 = 𝟎
Resolvendo a equação de segundo grau pelo método de Bhaskara:
𝒙 = −𝟐, 𝟓 (𝒏ã𝒐 𝒄𝒐𝒏𝒗é𝒎) ou 𝒙 = 𝟎, 𝟗
Calculando a secante:
̅̅̅̅
𝑩𝑪
̂ 𝑩) =
𝐬𝐞𝐜(𝑨𝑪
̅̅̅̅
𝑨𝑪

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 147


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(𝟏, 𝟔 + 𝟎, 𝟗)
̂ 𝑩) =
𝐬𝐞𝐜(𝑨𝑪
𝟏, 𝟓
𝟓
̂ 𝑩) =
𝐬𝐞𝐜(𝑨𝑪
𝟑
Gabarito: “d”
53. (EEAR/2001)

Na figura, ̅̅̅̅
𝑨𝑫 = 𝟐 𝒄𝒎 e ̅̅̅̅
𝑨𝑩 = 𝟒 𝒄𝒎. O valor de 𝒄𝒐𝒔 𝜶 no triângulo ABC é

𝟏
a) 𝟐
√𝟑
b) 𝟑
√𝟑
c) 𝟐
√𝟑
d) − 𝟐

Comentários
̂ 𝑫, obtemos:
Aplicando o conceito de seno no ângulo 𝑨𝑩
̅̅̅̅
𝑨𝑫 𝟐 𝟏
𝒔𝒆𝒏(𝑨𝑩 ̂ 𝑫) = = = ⇒ 𝑨𝑩̂ 𝑫 = 𝟑𝟎°
̅̅̅̅ 𝟒 𝟐
𝑨𝑩
̂ 𝑫 = 𝟏𝟖𝟎°
Mas, 𝜶 + 𝑨𝑩 ⇒ 𝜶 = 𝟏𝟓𝟎°
Aplicando os conceitos de relações entre ângulos no ciclo trigonométrico, obtemos:
√𝟑
𝐜𝐨𝐬(𝜶) = 𝐜𝐨𝐬(𝟏𝟓𝟎°) = 𝐜𝐨𝐬(𝟏𝟖𝟎° − 𝟑𝟎°) = − 𝐜𝐨𝐬(𝟑𝟎°) = −
𝟐
Gabarito: “d”
54. (EEAR/2001)
̂ ) = 𝟏 𝒔𝒆𝒏(𝑪
Em um triângulo retângulo a hipotenusa mede 𝟓 𝒄𝒎 e o 𝒔𝒆𝒏(𝑩 ̂ ). O maior cateto
𝟐
mede, em cm:

a) √𝟑

b) √𝟓

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 148


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c) 𝟐√𝟑

d) 𝟐√𝟓
Comentários
De acordo com o enunciado, temos duas situações possíveis, uma é dada por um
triângulo retângulo em A e outra para um triângulo retângulo em C:
Primeira solução: triângulo retângulo em C

𝟏
̂ ) = 𝒔𝒆𝒏(𝟗𝟎°) = 𝟏 ⇒
𝒔𝒆𝒏(𝑪 ̂) =
𝒔𝒆𝒏 (𝑩 ⇒ 𝑩 = 𝟑𝟎°
𝟐
𝟓 𝟓√𝟑
Pela definição de seno e cosseno do ângulo de 𝟑𝟎°, chegamos que 𝑨𝑪 = 𝒆 𝑩𝑪 = ,
𝟐 𝟐
𝟓√𝟑
Logo o maior cateto mede . E percebemos que não há alternativa.
𝟐

Segunda solução: triângulo retângulo em A

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 149


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Obs: O maior cateto é oposto ao maior ângulo e como já existe um ângulo reto, podemos
concluir que o maior ângulo entre 𝑩 ̂ e𝑪̂ é o ângulo com o maior valor de seno. E dada a
igualdade fornecida no enunciado, o maior seno é o seno de 𝑪 ̂ . Portanto o maior cateto é o
̅̅̅̅. Também sabemos que, devido ao triângulo ser retângulo:
cateto 𝑨𝑩
̂)
̂ ) = 𝒄𝒐𝒔(𝑪
𝒔𝒆𝒏(𝑩
Utilizando a identidade trigonométrica
̂ + 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑪
𝐜𝐨𝐬𝟐 𝑪 ̂ =𝟏
⇒ 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑩 ̂=𝟏
̂ + 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑪
𝟐
𝟏
⇒ ̂ )) + 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑪
( ⋅ 𝒔𝒆𝒏(𝑪 ̂=𝟏
𝟐
𝟏
⇒ ⋅ 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑪̂ + 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑪
̂=𝟏
𝟒
𝟓
⇒ ⋅ 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑪̂=𝟏
𝟒
𝟒
⇒ 𝐬𝐞𝐧𝟐 𝑪 ̂=
𝟓
𝟐√𝟓
̂=
𝒔𝒆𝒏 𝑪
𝟓
̅̅̅̅
Aplicando agora a definição de seno para descobrir a medida de 𝑨𝑩
̅̅̅̅
𝑨𝑩
̂=
𝒔𝒆𝒏 𝑪
̅̅̅̅
𝑩𝑪
̅̅̅̅
𝑨𝑩 𝟐√𝟓
̂=
𝒔𝒆𝒏 𝑪 =
𝟓 𝟓

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 150


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⇒ ̅̅̅̅
𝑨𝑩 = 𝟐√𝟓
Gabarito: “d”
55. (EEAR/2001)

Se os ângulos internos de um triângulo estão em PA (progressão aritmética) e o menor


deles é a metade do maior, então o valor do maior ângulo, em graus, é:

a) 𝟖𝟎

b) 𝟗𝟎

c) 𝟏𝟎𝟎

d) 𝟏𝟐𝟎
Comentário:
Os ângulos são 𝑥 − 𝑟, 𝑥, 𝑥 + 𝑟. Como a soma dos ângulos deve ser 180°, obtemos:
3𝑥 = 180° ∴ 𝑥 = 60°.
Como o menor é a metade do maior, obtemos:
60° + 𝑟
60° − 𝑟 = ∴ 𝑟 = 20°.
2
Logo os ângulos são 40°, 60°, 80° e o maior deles é 80°.
Gabarito: “a”.
56. (EEAR/2001)

Se na figura, 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪 e 𝑩𝑪 = 𝑪𝑫 = 𝑫𝑨, então o valor do ângulo 𝜶, em graus, é:

a) 𝟑𝟎

b) 𝟑𝟔

c) 𝟒𝟓

d) 𝟔𝟎
Comentário:
De 𝐶𝐷 = 𝐷𝐴 concluímos que 𝐴𝐶̂ 𝐷 = 𝛼 pois ∆𝐴𝐶𝐷 é isósceles de base 𝐴𝐶. Logo, pelo
̂ 𝐶 = 𝐴𝐶̂ 𝐷 + 𝐷𝐴̂𝐶 = 2𝛼. De 𝐵𝐶 = 𝐶𝐷 concluímos que 𝐷𝐵̂𝐶 =
teorema do ângulo externo, 𝐵𝐷

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 151


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2𝛼, pois ∆𝐷𝐵𝐶 é isósceles de base 𝐵𝐷. Finalmente, como 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶, temos que 𝐴𝐶̂ 𝐵 = 𝐴𝐵̂𝐶 =
2𝛼. Portanto, olhando para o triângulo ∆𝐴𝐵𝐶, a soma dos ângulos internos é:
180° = 𝛼 + 2𝛼 + 2𝛼 = 5𝛼 ∴ 𝛼 = 36°.
Gabarito: “b”.
57. (EEAR/2000)

Na figura 𝑩𝑨//𝑬𝑭. A medida de 𝑿 é:

a) 𝟏𝟎𝟓°

b) 𝟏𝟎𝟔°

c) 𝟏𝟎𝟕°

d) 𝟏𝟎𝟖°
Comentário:

Prolongue a transversal 𝐶𝑋, de modo que 𝑀 seja a interseção do prolongamento com


𝐴𝐵, e 𝑁 a interseção com 𝐸𝐹.
̂ 𝐶 = 𝐵𝐶̂ 𝐷 − 𝐶𝐵̂𝑀 = 96° − 42° = 54°
Pelo teorema do ângulo externo no ∆𝐵𝑀𝐶, 𝐵𝑀

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 152


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̂ 𝐶 e 𝐸𝑁
Por 𝐴𝐵//𝐸𝐹, 𝐵𝑀 ̂ 𝐷 são alternos internos. Logo, 𝐸𝑁
̂ 𝐷 = 54°.
̂ 𝑀 = 𝐷𝐸̂ 𝑁 + 𝐸𝑁
Novamente pelo teorema do ângulo externo no ∆𝐸𝑁𝐷, 𝐸𝐷 ̂ 𝐷 = 52° +
54° = 106°.
∴ 𝑋 = 106°.
Gabarito: “b”.

AULA 00 – GEOMETRIA PLANA 153


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9. Referências Bibliográficas
[1] Dolce, Osvaldo. Pompeo, José Nicolau. Fundamentos de matemática elementar, 9:
geometria plana. 9. ed. Atual, 2013. 456p.

[2] Morgado, Augusto César. Wagner, Eduardo. Jorge, Miguel. Geometria I. 5 ed. Livraria
Francisco Alves Editora, 1990. 151p.

[3] Morgado, Augusto César. Wagner, Eduardo. Jorge, Miguel. Geometria II. 1 ed. FC & Z Livros,
2002. 296p.

[4] Areas - Geometria Plana

10. Considerações Finais

É isso, meu querido! Finalizamos a nossa aula. Espero que tenham gostado!

Restando qualquer dúvida, estou à disposição no fórum de dúvidas. Pode usar sem
moderação!!

Mantenham a pegada, a sua aprovação está mais perto que imagina!

Qualquer crítica, sugestão ou elogio, só mandar mensagem no fórum!

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Vamos que vamos! Fé na missão!

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