SAÚDE DO HOMEM NA ATENÇÃO BÁSICA:
FATORES QUE LEVAM OS HOMENS A NÃO
PROCURAR A ASSISTÊNCIA DE SAÚDE
João Casado Filho1
Karine Raquel Barreto Silva2
Alba Maria Bomfim de França3
Magda Matos de Oliveira4
Tânia Maria Alves Bento5
Enfermagem
ISSN IMPRESSO 1980-1769
ISSN ELETRÔNICO 2316-3151
RESUMO
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) reflete as necessidades
da população masculina no que tange às ações de prevenção e promoção da saúde no âm-
bito da Atenção Básica (AB) uma vez que, cientificamente os homens adoecem e padecem
mais de condições severas e crônicas de saúde do que as mulheres. O objetivo foi identificar
os fatores que determinam a não adesão dos homens aos serviços de saúde. Trata-se de
uma revisão integrativa realizada nos portais da BVS e Periódicos CAPES. Foram encontrados
1.310 artigos nas bases MEDLINE, LILACS e BDENF, sendo que desse total apenas sete for-
mam os estudos que contemplaram os critérios de inclusão dessa pesquisa. O debate entre
os autores perpassou pelo modelo de masculinidade tradicional instituído que vulnerabiliza
a população masculina e, sobretudo, eleva os índices de óbitos por causas evitáveis no país.
Somado a isto está ainda há incompatibilidade entre os horários de funcionamento das uni-
dades de saúde e as jornadas de trabalho dos indivíduos obstaculizando ainda mais a adesão
desse público aos serviços de saúde. Constatou-se então que os homens têm grande difi-
culdade na adesão à assistência à saúde devido a sua jornada de trabalho incompatível com
o horário de funcionamento da unidade, uma vez que seu maior medo é de se ausentar
para cuidar da sua saúde e perder seu emprego, onde em sua cultura o homem é o chefe e
mantenedor do lar e ficar sem seu trabalho fere sua masculinidade.
PALAVRAS-CHAVE
Masculinidade; Resistência; Saúde do homem.
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ABSTRACT
The National Policy for Integral Attention to Men’s Health (PNAISH) reflects the needs
of the male population in terms of prevention and health promotion actions within
the scope of Primary Care (AB) since, scientifically, men get sick and suffer more than
severe and chronic health conditions than women. The objective was to identify the
factors that determine men’s non-adherence to health services. This is an integrative
review carried out on the BVS portals and CAPES journals. A total of 1,310 articles were
found in the MEDLINE, LILACS and BDENF databases, of which only seven form the
studies that met the inclusion criteria for this research. The debate between the au-
thors ran through the traditionally established masculinity model that makes the male
population vulnerable and, above all, raises the rates of deaths from preventable cau-
ses in the country. In addition to this, there is still incompatibility between the hours of
operation of the health units and the working hours of individuals, further hindering
the adhesion of this public to health services. It was found then that men have great
difficulty in adhering to health care due to their working hours incompatible with the
opening hours of the unit, since their greatest fear is to be away to take care of their
health and lose their job. , where in his culture man is the head and maintainer of the
home and being without his job hurts his masculinity.
KEYWORDS
Masculinity; Resistance; Men’s Health.
1 INTRODUÇÃO
É de conhecimento da sociedade científica que homens, em geral, padecem
mais de condições severas e crônicas de saúde do que as mulheres e morrem mais
do que elas pelas principais causas de morte. Tal fato pode ser associado à própria
socialização dos homens, em que o cuidado não é visto como uma prática mascu-
lina. Diante disso, pesquisas vêm buscando refletir sobre a masculinidade para uma
compreensão dos comprometimentos da saúde do homem (OLIVEIRA, 2016).
O que há na verdade é uma ponderação muito grande voltada à construção do
gênero que permeia as concepções de masculinidade, no entanto, alcançar o ho-
mem com ações de prevenção e promoção à sua saúde demanda mudanças, princi-
palmente culturais, por ser considerado um desafio (CAVALCANTI et al., 2014)
Em meio a esta realidade apontada, observa-se que a inserção do homem nos
serviços de saúde irá depender muito da organização e a rotina destes serviços, pois
em sua maioria, os homens apresentam timidez, sobretudo no que se refere à con-
sulta de enfermagem (LOPES et al., 2017).
Com a aprovação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem
(PNAISH) no ano de 2008 se verificou o aquecimento de discussões, envolvendo o
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processo saúde-doença dos indivíduos do gênero masculino. Na concepção que, por
muito tempo, negligenciada dentre os setores da saúde, as ações da Atenção Básica
(AB) voltada ao público masculino vêm buscando se estabelecer entre os diversos
níveis governamentais (MOREIRA; FONTES; BARBOZA, 2014).
Nas entre linhas da PNAISH acontece que os homens têm dificuldade em re-
conhecer suas necessidades, cultivando o pensamento de rejeição a possibilidade
de adoecer. Mas, além disso, há também o fato de que os serviços e as estratégias de
comunicação tendem a privilegiar ações de saúde para a criança, o adolescente, a
mulher e o idoso (BRASIL, 2008).
O objetivo da PSH é promover a melhoria das condições de saúde da população
masculina do Brasil, contribuindo, de modo efetivo, para a redução da morbidade e mor-
talidade por meio do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação
ao acesso, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde (JULIÃO; WEIGELT, 2011).
Segundo Moreira, Fontes e Barboza (2014), os aspectos estabelecidos na
PNAISH apresentam duas vertentes: se por um lado têm-se vários desafios a se-
rem enfrentados por gestores e profissionais da saúde para implementação deste
serviço; por outro lado têm-se o reconhecimento da urgência desta política ser
viabilizada em todo território nacional por representar uma necessidade da referida
população e pelo reconhecimento dos agravos à saúde da mesma que se consti-
tuem em um magno problema de saúde pública.
Assim sendo, esta pesquisa justifica-se por sua relevância social em apresentar
e discutir dados que apontem os fatores que distanciam indivíduos do gênero mas-
culino da assistência básica de saúde e pela importância de se produzir estudos atua-
lizados sobre o tema de modo a se observar os avanços ou a estagnação da tratativa
do problema de pesquisa aqui abordado.
Frente ao apresentado, surge a seguinte questão norteadora: Quais os fato-
res que levam o homem a ter resistência em procurar a assistência à saúde? Deste
modo, seguindo os aspectos metodológicos, a fim de responder à questão norte-
adora, espera-se, como objetivo, identificar os fatores que levam o homem a ter
resistência em procurar a assistência à saúde.
2 MÉTODO
Trata-se de uma revisão integrativa, constituída a partir de estudos empíricos e
teóricos com finalidade de possibilitar uma compreensão ampla do fenômeno estu-
dado. Portanto, as etapas seguidas foram: delimitação do tema; definição do proble-
ma a ser respondida; busca nas bases de dados, utilizando os descritores seleciona-
dos; seleção dos artigos, levando em consideração os critérios de inclusão e exclusão;
coleta de dados; análise dos dados; interpretação e discussão dos dados para apre-
sentação da revisão integrativa (SOARES et al., 2014).
A coleta de dados se deu a partir de fontes secundárias encontradas nos por-
tais da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Periódicos da Coordenação de Aperfei-
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çoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Neste sentido, foram utilizados os
seguintes descritores em Ciências da Saúde (DECS): Saúde do homem, Resistência e
Masculinidade. Como critério de inclusão considerou-se: artigos completos no idio-
ma português e inglês, publicados no período de 2000 a 2019. Excluindo-se artigos
que não abordassem saúde do homem na atenção básica.
Deste modo, para selecionar as publicações, como que pode ser visto na tabela,
primeiramente foram selecionados todos os títulos dos estudos e os resumos. Após a
leitura detalhada dos títulos realizou-se a extração dos conceitos abordados em cada
artigo que melhor atendeu o objetivo do presente estudo. Na etapa de análise de pu-
blicações, avaliou-se o rigor metodológico, considerando a clareza na descrição dos
métodos utilizados, sujeitos participantes, critérios de inclusão/exclusão, resultados,
limitações e vieses.
A última etapa é composta pela discussão dos resultados, sendo apresentada
de forma descritiva, possibilitando a identificação das evidências e a necessidade de
outras pesquisas.
3 RESULTADOS
Mediante a busca nos portais científicos foram encontrados 1.310 artigos para
serem usados nesta revisão integrativa, usando os descritores e seguindo a combi-
nação por meio de operadores booleanos: Masculinidade AND Saúde do homem,
Masculinidade AND Resistência e Saúde do homem AND Resistência, e após a leitura
dos seus resumos e títulos, excluindo todos aqueles que não abordassem saúde do
homem na Atenção Básica, utilizou-se de 7 artigos para a composição deste estudo,
que segue detalhado no quadro.
Quadro 1 – Quadro de composição da amostra da revisão integrativa
Após A Leitura
Estratégia de Base de Total de Artigos Após a Leitura
dos Artigos Na
Busca Dados Encontrados dos Resumos
Íntegra
Masculinidade MEDLINE 1046 1 1
AND Saúde do LILACS 181 2 2
homem BDENF 83 1 1
MEDLINE 4 0 0
Masculinidade
LILACS 5 1 1
AND Resistência
BDENF 1 0 0
Resistência MEDLINE 263 0 0
AND Saúde do LILACS 213 1 1
homem BDENF 59 1 1
TOTAL DE ARTIGOS INSERIDOS NA REVISÃO INTEGRATIVA (SEM REPETIÇÕES): 7
Fonte: Dados da Pesquisa (2020).
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Quadro 2 – Síntese da Amostra, utilizando variáveis dos estudos primários identifica-
dos nesta revisão integrativa
Periódico Método
Nº Autor (es/as) Título Ano
Publicado Utilizado
Atenção à saúde do Revista de
homem em unida- Enfermagem Pesquisa
1 JULIÃO GG et al. 2011
des de estratégia de da UFSM, Santa qualitativa
saúde da família Maria
Assistência Inte-
gral à Saúde do
CAVALCANTI,
Homem: necessi- Rev. Esc. Anna Pesquisa
2 Joseane da Ro- 2014
dades, obstáculos Nery qualitativa
cha Dantas et al.
e estratégias de
enfrentamento
homens não vêm!
GOMES, Romeu Ausência e/ou invi- Rev. Ciênc. saú- Pesquisa
3 2011
et al. sibilidade masculina de coletiva qualitativa
na atenção primária
Fatores associados
LEVORATO, à procura por servi-
Rev. Ciênc. saú- Pesquisa
4 Cleice Daiana ços de saúde numa 2014
de coletiva qualitativa
et al. perspectiva relacio-
nal de gênero
LOPES, Grazie-
le dos Santos
Savaget Paiva; Motivos Que Levam
Enfermagem Pesquisa
5 SARDAGNA, Os Homens A Pro- 2017
Revista qualitativa
Maria Claudete; curar Um Serviço
IERVOLINO, So-
lange Abrocesi
Atenção à saúde
dos homens no
MOURA, Erly Rev Ciênc. saú- Pesquisa
6 âmbito da Estra- 2014
Catarina de et al. de coletiva qualitativa
tégia Saúde da
Família.
MOREIRA, Re-
Dificuldades de in-
nata Lívia Silva
serção do homem
Fonseca; FON- Rev. Esc. Anna
7 na atenção básica 2014 Pesquisa
TES, Wilma Dias Nery
a saúde: a fala dos qualitativa
de; BARBOZA,
enfermeiros
Talita Maia
Fonte: Dados da Pesquisa (2020).
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4 DISCUSSÃO
As discussões sobre a saúde do homem se caracterizaram pela associação do mo-
delo da masculinidade tradicional a déficits e/ou agravos à saúde. Historicamente se pre-
vê que isto se deu na década de 1970, onde estudos sugeriram ser necessária a reflexão
da especificidade da saúde da população masculina a partir de linhas temáticas de acesso
ao acolhimento, prevenção de violência e acidentes, paternidade e cuidado, saúde sexual
e reprodutiva e doenças prevalentes da população masculina (PNAISH, 2008).
Estas linhas temáticas surgem ao reconhecer que a construção da masculinida-
de influencia diretamente na vulnerabilidade às doenças graves e crônicas e, sobretu-
do, à morte mais precoce. Sabe-se, por exemplo, que a despeito desta vulnerabilidade
e das altas taxas de morbidade, morrem mais homens do que mulheres durante o
ciclo evolutivo de vida e muitas dessas mortes poderiam ser evitadas, se não fosse a
resistência masculina diante da procura pelos serviços de saúde, particularmente da
Atenção Básica (DOMINGUEZ, 2008).
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), Inclusive,
revelaram que, em 2009, havia para cada 100 mulheres, 95 homens; essa proporção
vem declinando ao longo do tempo em virtude da maior mortalidade masculina.
Estudos mostram que, no caso brasileiro, as mulheres utilizam mais os serviços de
saúde do que os homens, sendo que tais diferenças são determinantes do consumo
pelos serviços entre os sexos (LEVORATO, 2013).
Por outro lado, pode-se afirmar que a influência da socialização na construção
de identidade masculina acaba por contribuir com essa rejeição a atenção à saúde
por parte dos homens. No processo saúde-doença inclusive, as Unidades Básicas de
Saúde (UBS) estão organizadas para o funcionamento em horários incompatíveis com
a jornada laboral do homem, o que se faz necessário estruturar os serviços de saúde
em termos de organização e processo de trabalho, a fim de atender à especificidade
dessa população. Assim, o trabalho surge como um dos principais aspectos arrolados
para justificar a ausência ou dificuldade de os usuários acessarem os serviços (MO-
REIRA; FONTES; BARBOZA, 2014).
Pelo fato de a maioria dos homens exercerem atividades remuneradas em ho-
rário comercial dificulta a procura por atendimento nos serviços de AB. Os estudos
de Lopes e outros autores (2017) indicaram que os homens procuram o pronto aten-
dimento para tratar de problemas pontuais quando estes dificultam as atividades di-
árias, muito especialmente as laborais, talvez, a busca pelo alívio imediato da queixa
deva ser um elemento decisivo para a procura por atendimentos.
Quando questionados em relação ao motivo que os levou a procurar o serviço
do Pronto Atendimento, muitos relataram dor de modo geral e os outros motivos se
dividiam em: problemas relacionados à cavidade bucal, doenças do aparelho respira-
tório, pequenas cirurgias, acidentes automobilísticos e de trabalho, curativos, depres-
são e a procura por receita de medicamentos (LOPES et al., 2017).
Outro fator a ser considerado quanto à inserção do homem na atenção básica,
refere-se à precarização dos serviços públicos em relação ao atendimento. Segundo
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relatos do estudo de Moura e outros autores (2013), os homens têm dificuldade de
acesso aos serviços assistenciais por si só, até, mesmo quando decidem procurar
assistência, precisam enfrentar filas para conseguir consultas e na maioria das vezes
recebem o indicativo de que suas demandas possivelmente não seriam resolvidas no
mesmo dia, o que prejudicaria seu desempenho no trabalho.
Conforme o autor supramencionado, trata-se de uma postura de invisibilidade
dos homens na Atenção Básica, uma vez que estes serviços, historicamente, têm
desenvolvido mais ações destinadas à saúde de mulheres, crianças e idosos. A ausên-
cia dos homens nas UBS pode ser explicada em virtude destas não disponibilizarem
atividades ou programas direcionados especificamente para este público e os ho-
mens preferirem utilizar serviços que respondem mais rapidamente e objetivamente
às suas demandas, como farmácia e pronto socorro (MOURA et al., 2013).
A ausência de acolhimento ou o acolhimento pouco atrativo, conforme Gomes
e outros autores (2011) podem estar relacionados à frágil qualificação profissional
para lidar com o segmento masculino. Nesse raciocínio, seria necessária a adoção de
estratégias que se voltassem tanto para a ampliação da oferta de ações como para a
sensibilização dos homens para cuidarem de sua saúde. Assim, uma estratégia possí-
vel de ser adotada seria a qualificação da porta da entrada, voltada para o acolhimen-
to e a resolutividade, edificando A Rede de Atenção à Saúde (RAS).
A partir deste cenário é possível notar a carência de estratégias específicas na
atenção básica direcionada aos homens em idade adulta, especialmente, no que diz
respeito à prevenção de agravos e à promoção de sua saúde. Nesse sentido, é fun-
damental a sensibilização dos profissionais que os atendem, especialmente os da
enfermagem, estimulando-os a ouvir esta demanda específica no intuito de melhor
compreendê-la quanto à percepção acerca de sua saúde (CAVALCANTI et al., 2014).
Assim, têm-se, então, as responsabilidades institucionais que estão definidas de
acordo com as diretrizes emanadas do Pacto pela Saúde 2006, respeitando-se a au-
tonomia e as competências das três esferas de governo. E que vão desde o fomentar
a implementação, acompanhando a implantação da PNAISH, promovendo parceria
com a sociedade científica, estimulando os profissionais envolvidos, a promover, jun-
to à população, ações de informação, educação e comunicação em saúde, visando
difundir a Política Nacional (BRASIL, 2008).
5 CONCLUSÃO
Constatou-se, assim, que diante dos fatos abordados, os homens têm grande
dificuldade na adesão à assistência à saúde devido a sua jornada de trabalho incom-
patível com o horário de funcionamento da unidade, a sua timidez em relação a
consulta com o profissional de saúde, os sentimentos de vergonha aparecem, princi-
palmente, no contexto do exame de prevenção do câncer de próstata, afastando esse
público do serviço de saúde e tornando-os mais vulneráveis as doenças.
Outro fato é a espera nas recepções com o grande público feminino, pelo des-
conhecimento de que existem ações próprias para o público masculino, pensando
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nesse público foi implantada a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Ho-
mem (PNAISH), um dos seus principais objetivos é promover ações de saúde que
contribuam significativamente para a compreensão do homem de maneira integral,
além de aumentar a expectativa de vida e a redução dos índices de morbimortalidade
por causas preveníveis e evitáveis nessa população.
REFERÊNCIAS
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Acesso em: 16 nov. 2019.
Data do recebimento: 6 de julho de 2020
Data da avaliação: 22 de outubro de 2020
Data de aceite: 17 de novembro de 2020
1 Acadêmico do curso de Enfermagem, Centro Universitário Tiradentes – UNIT/AL.
E-mail:
[email protected]2 Acadêmica do curso de Enfermagem, Centro Universitário Tiradentes – UNIT/AL.
E-mail:
[email protected]3 Professora do curso de Enfermagem, Centro Universitário Tiradentes – UNIT/AL.
E-mail:
[email protected]4 Professora do curso de Enfermagem, Centro Universitário Tiradentes – UNIT/AL.
E-mail:
[email protected]5 Professora do curso de Enfermagem, Centro Universitário Tiradentes – UNIT/AL.
E-mail:
[email protected] Ciências Biológicas e de Saúde Unit | Alagoas | v. 6 | n. 3 | p. 191-199 | Maio 2021 | periodicos.set.edu.br